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Como eu me organizo: Rafaela Oliveira

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Hoje, para nossa série Como eu me organizo, a convidada é a personal organizer Rafaela Oliveira, autora do blog Organize sem frescuras. Confira:

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Nome: Rafaela Oliveira
Onde mora: Curitiba-PR
Uma palavra que descreva seu estilo de organização: Criatividade

O que você faz?

Com a chegada do Arthur ficou tudo mais corrido para mim. Não tenho babá, apenas uma ajudante para a limpeza da casa. Cuido dos dois filhos sozinha e me divido com a organização da casa, academia (minha paixão), blog e gravação/ edição dos vídeos. Com certeza, se eu não tivesse uma organização das tarefas, não daria conta de nada. O marido me ajuda muito com as crianças e com a casa (ele é super organizado).

Modelo de celular que usa atualmente

Iphone 6 Plus

Computador que usa atualmente

Quando vou criar posts mais elaborados com muitas imagens, uso o computador do meu escritório. Nesse computador, tem pastas com diversas imagens específicas para o blog. Quando vou editar os vídeos, uso o MacBook Air. O editor de vídeo que uso é da Apple e só consigo editar os vídeos nesse computador. Quando viajo levo ele comigo, amo!

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Que ferramentas ou aplicativos de organização você não consegue viver sem?

Atualmente, uso mais aplicativos de fotos do que aplicativos de organização. O Evernote é meu aplicativo de organização querido, mas ainda prefiro a velha e clássica agenda de papel.

Como é o seu local de trabalho?

Trabalho em casa, no Home Office. Decorei esse ambiente de uma forma simples e aconchegante. Para mim, um ambiente de trabalho em casa deve ser tão importante quanto um escritório de fora. Invisto numa cadeira confortável, uma boa iluminação e o mantenho organizado sempre.

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Qual sua melhor dica para otimizar o tempo?

Gosto de fazer listas de tarefas. Coloco no topo da lista, as tarefas que preciso fazer com urgência e abaixo, as demais tarefas do dia. As listas me ajudam a controlar melhor o tempo e consigo me organizar melhor para executar cada tarefa. Outra coisa que me ajuda muito é aproveitar o tempo nas tarefas domésticas, exemplo: enquanto cozinho, já lavo a louça; coloco as roupas na máquina e faço outra tarefa nesse tempo, e por aí vai…

Qual sua maneira preferida de organizar tarefas?

Agenda é um item indispensável para mim, uso desde que tinha 12 anos de idade. Gosto de aplicativos, porém a agenda funciona melhor para mim. Os compromissos, eu escrevo em post it e monto um calendário mensal na parede do meu escritório (foto anexo). Escrevo cada tipo de compromisso numa cor diferente de post it, exemplo: rosa: aniversários; branco: compromissos com o blog; verde: compromissos de rotina, etc. Esse calendário é muito fácil (e barato) de fazer, e você pode programar todas as metas ou compromissos do mês. Uma excelente forma de começar o mês organizado!

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Tirando o celular e o computador, qual sua ferramenta de organização que você não vive sem?

Caderno ou bloquinho de anotações. Sempre levo um caderno ou bloquinho de anotações comigo. Quando surge qualquer ideia para o blog, preciso escrever para não esquecer. É até engraçado, já levantei algumas vezes da cama, para escrever alguma ideia diferente. Faço isso desde quando cursava faculdade de Design de Produto. Acho que as ideias criativas aparecem do nada, por isso é sempre bom ter um caderno em mãos para anotar imediatamente a ideia e depois torná-la realidade rs

O que você acha que faz em termos de organização que é um passo à frente do que vê as outras pessoas fazendo? O que te diferencia, em termos de organização, das outras pessoas?

Pode-se dizer que eu respiro organização por conta do blog. Pesquiso todos os dias sobre o assunto, é um exercício e tanto. Como vejo várias ideias toda hora, fica mais fácil em pensar numa ideia diferente e fica mais claro solucionar um problema sobre o assunto. Gosto de sair do básico e trabalhar com ideias criativas e funcionais. Meu grande desafio é organizar e decorar a casa gastando pouco. Procuro colocar amor em tudo que faço, acredito que isso é um grande diferencial e a chave do sucesso.

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O que você gosta de ouvir enquanto está trabalhando?

Sou movida à música. Gosto do app Spotify. Na minha Playlist tem The Killers, Placebo ou músicas animadas para trabalhar.

Como é a sua rotina de sono?

Durmo lá por meia noite e levando as 7 horas. Tem dias que o Arthur acorda de madrugada e eu não consigo mais dormir. Esse mês ele está dormindo melhor, ufa! rs

O que você faz no dia a dia que melhora muito sua produtividade?

Com duas crianças em casa é preciso criar rotina para tudo, principalmente na hora que eles dormem. Com a rotina fica muito mais fácil se organizar e organizar as tarefas da casa e do blog. Quando minha filha vai à escola, eu consigo trabalhar com o blog e às vezes gravar vídeos. Na hora que eles dormem, lá por 9 horas da noite, eu aproveito para assistir um filme com o marido, ou editar os vídeos, colocar as roupas na máquina e organizar a casa. Não durmo, sem que as louças estejam lavadas. Amo acordar e ver a cozinha limpinha, dá um up para começar o dia =)

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Você prefere trabalhar em casa ou em outro lugar?

Prefiro trabalhar em casa, pois concilio o trabalho e as crianças.

Qual o melhor conselho para a vida que você já recebeu?

Seja humilde e trabalhe com amor. Acredite nos seus sonhos, pois eles se tornam realidade!

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Eu adoraria ver Michaela Goes participando desta série.

8 dicas para sobreviver a uma viagem de mais de 10 horas na classe econômica

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Muitos leitores me pedem mais dicas de organização em viagens, então este post traz dicas para se organizar em uma viagem longa de avião na classe econômica. São dicas que coletei ao longo dos últimos anos e outras que descobri por mim mesma. Espero que gostem!

  1. Planeje o que pretende fazer em termos de entretenimento. Você não gosta de ler? Então não leve um livro. Leve coisas que você gosta. Conheça-te! Algumas pessoas se entretém a viagem toda com um único livro, enquanto outras se entediam rapidamente e precisam sempre mudar de mídia (filme, livro, desenho). Viagens longas parecem intermináveis se não tivermos nada para fazer. Mas o mais importante é otimizar o espaço do que você vai levar. Por exemplo, se você gosta de ler, vale a pena levar um tablet ou e-reader em vez de três livros. Aí é importante carregar tudo um dia antes para deixar seus dispositivos preparados. Outro item indispensável é levar seu próprio par de fones de ouvido, pois não são todas as companhias aéreas que fornecem.No geral, eu costumo levar um e-reader, meu notebook (porque trabalho remoto), fones de ouvido e o meu próprio celular. Outras sugestões legais são: livros para colorir, um diário, um caderno para anotações diversas.
  2. Providencie o seu conforto. Sejamos sinceros: viajar de avião pode ser bastante desconfortável. Por melhores que sejam as poltronas na classe econômica, a falta de ergonomia começa a pesar depois de algumas horas. Use uma roupa bastante confortável e pense em termos de camadas. Casacos grandes não funcionam em aviões – perturbarão você e as pessoas ao seu lado. Se viajar para um lugar frio, vale a pena levar uma mala de mão maior com o casaco dentro, para usar assim que chegar ao aeroporto. Eu gosto de viajar com uma calça com elastano, camiseta de malha e uma blusa de lã, que é molinha e esquenta bem, se precisar. Também gosto de usar meias de compressão durante a viagem (para evitar inchaços) e levar um par de meias mais quentinhas para usar enquanto dormir. Descobri que faz muita diferença no meu conforto proteger as extremidades do corpo, que é por onde nosso corpo esfria – mãos, pés, cabeça. Já parei dor de cabeça só por colocar uma touca em uma noite de frio! Por último, também gosto de levar uma pashmina, que serve como cachecol para proteger o peito e complementa o cobertorzinho que geralmente os aviões têm. Sobre sapatos: evite os sapatos fechados, mesmo quando for para lugares frios, pois os pés incham. Deixe para colocar quando chegar lá. Eu gosto de viajar com sapatilhas e variantes, como slippers.
  3. Dicas para conseguir dormir. Ninguém consegue dormir direito no avião, mas existem algumas dicas que podem tornar esse processo um pouco menos traumático. Conheço pessoas que gostam de tomar um remedinho natural antes de embarcar, como chá de camomila ou pílulas de melatonina / passiflora. Por favor, não use medicamentos como Dramin, Dorflex, entre outros, pois auto-medicação é algo muito arriscado. Também evite o consumo de álcool, que nas grandes alturas não funciona como em terra. Meus acessórios preferidos para conseguir dormir são: máscara para dormir, plugs de ouvido e travesseiro de pescoço. Sou um pouco chata com máscaras de dormir e vivo trocando as minhas. Nada pior que uma máscara de dormir que aperte a cabeça ou a lateral dos olhos, ou ainda em cima do nariz. É claro que uma máscara de dormir nunca será 100% confortável, mas procure a que melhor se adapta ao formato da sua cabeça e rosto. Plugs de ouvido, leve vários sobressalentes para não ficar sem nem deixar de usar porque ficou sujinho. Quanto ao travesseiro de pescoço, certamente os infláveis são os melhores para economizar espaço, mas o conforto não se compara. Se você for viajar para um único lugar (ou seja, não ficará se deslocando muito com mala na mão), eu recomendo um travesseiro de pescoço de verdade, tipo almofadinha, pois faz diferença em uma viagem longa desse tipo. Para carregar, encaixe-o na sua bolsa ou mochila de mão – não precisa colocar dentro.
  4. Hidrate-se. O ar condicionado do avião acaba com a nossa pele, nariz, lábios etc. Manter-se hidratado ao longo do vôo faz muita diferença na sua disposição. Leve sempre uma garrafinha com você (vazia, para passar na esteira, e encha depois), de preferência com fecho hermético, para não correr o risco de vazar. Além disso, vale a pena levar um pequeno hidratante – eu gosto de levar um potinho pequeno de Nivea, que não é líquido, e uso para tudo: mãos, rosto. Também levo um protetor labial ou manteiga de cacau e passo antes de dormir, para garantir ao menos por um tempo a hidratação da minha pele.
  5. Leve lanchinhos. Eu sei que existe o serviço de bordo e todo mundo adora jantar e tomar café-da-manhã no avião. Porém, nos intervalos, vale a pena ter algo para beliscar de três em três horas ou menos, até mesmo para manter o corpo energizado. Eu gosto de sempre levar algo salgado e algo doce, para levantar o moral. Mas não é para levar muita coisa, apenas umas pequenas porções de lanchinhos. Chocolates e barras de cereal cumprem bem o papel. Tem gente que gosta de levar sanduíche embalado em papel filme, ou frutas. Tome apenas cuidado com alimentos barulhentos (como salgadinhos) e que tenham um cheiro muito forte (como goiabada!). Vale a pena levar uma sacolinha plástica para ir colocando as embalagens vazias ao longo do vôo (em vez de colocar tudo de qualquer jeito – e sem higiene – no bolsão da frente).
  6. Cuide da sua saúde. Pode parecer frescura, mas os aviões não são limpos com a frequência e qualidade ideais. Por isso, leve com você um pacote de lenços umedecidos (se forem anti-bacterianos, melhor) e passe no apoio para braços e na mesinha, quando for usá-la. Eu também gosto de levar sempre um potinho de álcool em gel para passar nas mãos depois de usar o banheiro. Eu acho que o pacote de lencinhos é sempre útil porque nunca se sabe quando vamos derramar suco na roupa ou em cima da mesa do avião.
  7. Escolha bem sua bagagem de mão. Eu vejo de tudo nos aeroportos: pessoas que levam uma bolsa + uma mala de bordo. Outras que levam uma mochila. Outras que levam apenas uma mala de bordo. Outras, bolsa + necéssaire de mão. Eu costumo viajar bastante a trabalho e, nesses casos, prefiro levar uma pasta executiva com tudo o que vou usar no vôo + uma pequena sacola (de pano, flexível, com zíper) com amenidades para quando chegar lá (casaco, muda de roupas caso a mala extravie, carregadores). Já levei tudo em uma única mala de bordo (que fica no compartimento superior) e acho chato ter que ficar toda hora levantando para pegar o que está ali, além de ser desconfortável abrir uma mala na poltrona. Também já aconteceu de eu levar uma única mochila e ficar muito apertado… Então hoje, o que faço, é levar duas bolsas de mão, mas ambas pequenas. Leve em conta também que, em viagens longas, o espaço nos compartimentos superiores é disputado, então malinhas mais rígidas ou maiores podem não caber. O que é importante: o que você vai usar durante o vôo deve ficar com fácil acesso, de preferência embaixo da poltrona da frente. Essa bolsa ou mochila não pode ser grande, senão prejudicará o seu conforto (não tem espaço suficiente para colocar os pés). Então verifique a configuração que funciona melhor para você.
  8. Distribua o tempo. Tente planejar mais ou menos o que pretende fazer ao longo do vôo, para se programar. Você pode estabelecer que vai ler nas duas primeiras horas de vôo, depois assistir um filme, depois tentar dormir um pouco, aí ouvir música quando acordar, organizar seu computador (não faça isso com alguém dormindo ao lado, a não ser que a pessoa esteja com máscara de dormir, por favor), ler de novo, e por aí vai. Isso pode te dar uma ideia do que fazer em cada um desses momentos. Como eu gosto de planejar, me ajuda a ver o tempo passar.

E você, tem alguma dica que funciona para longas viagens de avião? Compartilhe nos comentários! 🙂

5 maneiras de usar a agenda do Google para o GTD

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Este post não faz exatamente parte da série Aprenda GTD, mas está relacionado. Eu utilizo a agenda do Google no meu sistema GTD e criei este post com dicas para utilizá-la de acordo com a metodologia. Veja como:

1. Configure a visualização semanal

No GTD, o planejamento é feito semanalmente. Logo, faz sentido você visualizar sua semana corrente ao acessar sua agenda. Para fazer isso, vá em Configurações > Visualização padrão > Semana.

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2. Use duas cores

Já dei essa dica aqui, e a ideia é a seguinte: utilize uma cor padrão de destaque para os compromissos com data e hora e uma cor com menos destaque para inserções que podem ser modificadas (uma tarefa que você precisa fazer naquele dia, mas pode ser qualquer horário, por exemplo). Isso ajuda você a bater o olho na sua agenda e ver o que pode ser alterado caso alguém ligue querendo agendar uma reunião com você, por exemplo. Você pode usar essa cor de menos contraste para tarefas e a cor principal para compromissos.

Para alterar, basta clicar no seu compromisso e então em Cor do evento.

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3. Planeje seus compromissos semanalmente

Uma vez por semana, insira as datas e horas exatas dos compromissos que têm essa configuração e pergunte-se: o que tenho que providenciar para cada um desses compromissos? Eu começo no domingo e vou planejando a minha semana até o sábado seguinte.

Por exemplo, se no domingo eu vou pegar um vôo às 16:35, eu insiro o compromisso com a duração exata. Antes dele, insiro o tempo do embarque e, antes ainda, calculo quanto tempo demoro para chegar. Nesse intervalo, insiro o compromisso “em trânsito” para sinalizar que horas preciso sair de casa. Isso é muito útil porque, se não colocar, vou precisar fazer os cálculos no dia e posso me atrapalhar, além de ser mais estressante. Isso também serve como guia para eu poder planejar as outras atividades do meu dia, que preciso fazer antes.

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Dentro do compromisso do vôo, também insiro todas as informações que possam ser úteis, como o número do mesmo, endereço certinho, portão (se já tiver), terminal do aeroporto e por aí vai.

Além de inserir os períodos em trânsito no meu planejamento, eu gosto de inserir também minha rotina matinal, quando acordo, tomo café-da-manhã e me arrumo para sair (bloqueio meia hora no calendário sempre que tenho algum compromisso externo; quando trabalho em casa não preciso), além da quantidade de horas de sono necessária em cada dia. Como estou comprometida a descansar melhor, bloqueio as 8 horas de sono para saber se estou indo dormir no horário certo de acordo com a hora que preciso acordar pela manhã.

Eu também gosto de inserir, semanalmente, algumas atividades de rotina que sei que me requerem tempo, como processar meus e-mails na manhã seguinte a um dia cheio de compromissos (e que eu sei que não vou ver meus e-mails) ou processar com calma as minhas recentes anotações da caixa de entrada.

4. Use a agenda como tickler digital

Pouca gente sabe, mas você pode anexar arquivos aos seus compromissos na agenda do Google. Por isso, se precisar de alguma imagem ou qualquer outro tipo de arquivo em determinado dia, basta anexar no compromisso clicando nele e, depois, em Anexo > Adicionar anexo.

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Saiba mais sobre o tickler e como funciona.

Além dos anexos, você pode simplesmente inserir links para notas no Evernote na descrição, por exemplo, ou as próprias informações diretamente ali, para facilitar.

5. Insira lembretes, prazos e notificações

Não só de compromissos vive a agenda, então você pode inserir vencimento de contas, lembretes para tomar remédios, aviso de quando seu chefe estará de férias, aniversários importantes, entre outros. Para isso, ao criar um evento, marque como dia inteiro e veja como ele aparece no topo do seu dia, sem bloquear seus horários.

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É claro que, se for um lembrete dentro de um horário específico (ligar para alguém, tomar um remédio), vale a pena inserir o horário e uma notificação para alguns minutos antes. Procure não usar notificações para ocasiões diferentes destas.

Para adicionar uma notificação, clique no seu compromisso e em Notificações > Adicionar uma notificação. Particularmente, gosto de selecionar e-mail ou SMS, pois a pop-up já falhou comigo algumas vezes.

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Apesar de ser um post sobre o Google Calendar, a maioria das dicas acima pode ser utilizada em outras ferramentas de calendário eletrônico – algumas até com mais especificidades, como o calendário do Outlook. Vale a pena explorar a agenda que você usa para descobrir ideias legais que podem ajudar muito no seu dia a dia com o GTD.

Documentos: por quanto tempo guardar e como armazenar

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No geral, a maioria das pessoas fica com receio de jogar coisas fora. Algumas já foram desapegadas até precisarem de algum papel que nunca mais encontraram, provavelmente porque se desfizeram dele. Qual o meio-termo, então? Veja neste post algumas dicas para armazenar seus documentos.

O que deve ser guardado

Via de regra, devem ser guardados:

  • Garantias de produtos e serviços enquanto forem válidas;
  • Recibos da declaração do Imposto de Renda;
  • Comprovantes de contas pagas até 5 anos – algumas companhias emitem um certificado anual de quitação que substitui os 12 comprovantes mensais;
  • Documentos assinados no geral;
  • Certidões.
Retirado do site Pense Imóveis:

Guardar por cinco anos:
– os tributos ( IPTU, IPVA, Imposto de Renda e outros);
– contas de água, luz, telefone e gás;
– recibos de assistência medica;
– recibos escolares;
– pagamento de cartões de créditos;
– recibos de pagamentos a profissionais liberais;
– pagamento de condomínios.

Guardar por três anos:
– os recibos de pagamentos de aluguel;
– recibos de diárias de hotéis;
– recibos de pagamento de restaurante.

Guardar pelo período do contrato:
– comprovante de pagamento financiamento imobiliário.

Dar atenção redobrada aos comprovantes abaixo (manter por…):
– seguros em geral (vida, veículos, saúde, residência etc): 1 ano após o término da vigência
– extratos bancários: 1 ano
– recibos de pagamento de aluguéis: 3 anos
– taxas e Impostos Municipais e Estaduais (Lixo, IPTU, IPVA, etc.): 5 anos
– contas de água, luz, gás, telefone (inclusive celulares): 5 anos
– condomínio: 5 anos
– mensalidades escolares: 5 anos
– faturas de cartões de crédito: 5 anos
– contratos e recibos de serviços de profissionais liberais como advogados, médicos, dentistas, etc.: 5 anos
– plano de saúde 5 anos
– declaração de Imposto de Renda e documentos anexados: 6 anos
– comprovantes de pagamento de financiamentos de bens como carros e imóveis até o término do pagamento de todas as parcelas ou após a entrega da escritura definitiva (imóveis) e/ou documento que oficialize a quitação (consórcio)
– notas fiscais até o término da garantia do produto
– documentos comprobatórios para aposentadoria junto ao INSS: 20 anos

Como armazenar

Tenha um sistema de arquivo do tamanho necessário para você. Não adianta comprar um arquivo pequeno para pastas suspensas se você vai utilizar pastas e mais pastas em outro ambiente.

Eu tenho um arquivo para pastas suspensas com três gavetas, onde duas são para arquivos e uma para o tickler do GTD e contas pagas correntes.

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O arquivo geral está em ordem alfabética e crio as pastas da maneira mais intuitiva possível. Isso é bastante pessoal e não existem regras. Nomeie suas pastas de acordo com o que fizer sentido para você.

Você também pode utilizar pastas com elástico, pastas catálogo e fichários. Particularmente, não gosto de deixar alguns papéis em contato com plástico, pois eles podem estragar. Uma alternativa ao arquivo (o móvel) é usar caixas em estantes, por categorias e usando etiquetas para identificar seu conteúdo.

Vale digitalizar?

Sim. Mesmo os documentos que você precise manter em formato de papel valem a pena ter uma cópia digital para consulta e eventualidades diversas. Tudo aquilo que pode ser mantido apenas digitalizado (manuais, apostilas, entre tantos outros) eu tenho o formato digitalizado e descarto o físico. Só mantenho aquilo que realmente precisa estar em formato papel.

Como você organiza seu arquivo de documentos?

Como eu estou inserindo mais atividades de lazer no meu dia a dia

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O tema do mês no blog é Descanse e, com ele, venho tentando inserir mais atividades de descanso e lazer no meu dia a dia.

O principal passo que tomei foi o de inserir na minha revisão semanal do GTD o item: planejar tempo para sono e diversão. Ou seja: todos os dias, nem que seja minimamente, eu tenho que cumprir duas coisas:

  • Dormir uma quantidade suficiente de horas à noite
  • Fazer algo que me deixe bem e feliz

Tenho dormido uma média de 7 a 8 horas por noite, que é a quantidade necessária para eu me sentir bem. Se eu dormir mais do que isso, já me sinto com menos disposição. Com relação ao sono, o que tem funcionado muito bem para mim é acordar todos os dias no mesmo horário, especialmente aos finais de semana. Ou seja, se eu acordo todos os dias às 8 horas, aos sábados e domingos também acordo nesse horário. Isso tem sido muito bom porque meu corpo responde lindamente e não fico cansada, parece até mágica. Além disso, tenho mais tempo para mim pela manhã, porque meu marido e meu filho acordam mais tarde.

Fazer algo que me deixe bem e feliz pode ser algo maior, que demande deslocamento (como ir a uma livraria ou ao cinema), ou coisas pequenas, como ler um livro, ver um capítulo de série no Netflix ou simplesmente conferir as atualizações dos meus canais preferidos no YouTube. Tem sido tão fantástico dedicar todos os dias esse tempinho para mim que noto de longe a diferença no meu estado de espírito ao longo de toda a semana desde que comecei a fazer isso.

Venho de duas semanas com muitos compromissos profissionais e viagens, então ter estabelecido essas duas premissas acima me permitiu passar por esses momentos com um pouco mais de disposição. Se não “nos obrigarmos” a ter esses momentos de descanso e lazer, é normal acabarmos ficando apenas cumprindo obrigações, uma atrás da outra.

Eu também gostaria de dizer que sou uma pessoa de hábitos simples e que fica muito feliz com pequenas coisas do dia a dia, então acho que isso ajuda. 🙂 Tenho me permitido sentar no chão e brincar com a minha cachorra quando eu chego em casa, em vez de passar correndo, ou ficar conversando sobre assuntos variados com o meu filho jogada no sofá sem pensar nas coisas que eu ainda preciso fazer, ou até mesmo beber demoradamente um copo de leite com mel antes de dormir, refletindo sobre o meu dia. Tudo isso são coisas que deixam meu dia a dia mais feliz.

Reflexões sobre o destralhamento radical da Marie Kondo

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Destralhamento é o primeiro passo do processo de organização. Essa frase é importante porque traz dois conceitos que considero essenciais para a organização pessoal, que são: 1) destralhar é necessário para organizar a casa, porque não é possível organizar tralha, e 2) a organização é um processo. Venho há vários dias refletindo sobre essa questão, levantada pela Marie Kondo em seu livro, sobre a organização ter que ser radical para funcionar. Quis dividir essas reflexões com vocês.

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Há uns seis anos, eu promovi esse destralhamento geral na minha casa e, tal qual a Marie fala, isso se refletiu na minha vida. Terminei um relacionamento, pedi demissão do meu emprego e abri mão de uma série de coisas e sentimentos que eu pensava, na época, não serem importantes para mim. Eu já comentei sobre essa fase aqui no blog (clique aqui para ler um dos textos sobre isso).

O grande problema de qualquer mudança radical é que você acaba não processando muito bem a coisa enquanto você está fazendo. Tomar decisões no calor da situação pode te fazer optar pelo caminho errado e te levar ao arrependimento mais tarde. Você também pode se desfazer de valores importantes.

É claro que não estou usando isso como desculpa para manter tralhas em casa. Estamos falando de pessoas que realmente guardam muita tranqueira e isso torna as suas vidas um pouco infelizes. É comum também ver pessoas assim com problemas relacionados à ansiedade e dificuldade em seus relacionamentos. Assim como a Marie, eu também penso que a organização pessoal influencia na vida em todos os aspectos, não apenas na imagem da casa arrumada. E que uma casa organizada e sem tralha se reflete no seu astral com relação à vida e te permite ser mais feliz em outras áreas. Nisso estamos de acordo.

Porém, eu posso falar sobre a minha experiência e o que vi acontecer com outras pessoas nesses nove anos que eu trabalho com organização, e até mesmo antes. Na época em que destralhei tudo, eu mergulhei em uma depressão que só fui identificar anos depois, quando tinha passado. A Clarice Lispector tem uma frase que me toca muito, que é “cortar os defeitos pode ser perigoso, pois nunca se sabe qual o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro”. Com a nossa casa eu acho que é a mesma coisa. Jogando tudo de uma vez você tem que decidir rápido e nessa onda você pode se desfazer de coisas importantes para você. Eu sou desapegada e busco manter somente aquilo que eu gosto, mas foi um processo.

Ter feito isso de forma radical me deixou com um sentimento horrível de vazio – e isso não quer dizer que eu era materialista, mas porque nossa vida é composta por coisas, sentimentos e pessoas. É perigoso pensarmos em só manter aquilo que nos faz feliz porque nem tudo na vida são flores. Não podemos descartar algo apenas porque não é do nosso agrado. Mas atenção: não estou dizendo aqui que temos que aguentar situações que acabam conosco (como relacionamentos abusivos, empregos que nos sugam até a alma e não levam a nada e uma pilha de revistas sem uso em casa). Estou dizendo que faz parte da maturidade da vida de cada um saber identificar quando a mudança interna pode ser mais importante e quando a externa é necessária também.

Eu concordo com a Marie quando ela diz que, se a gente for destralhar a casa, pode destralhar por categorias: todas as roupas, todos os livros, todas as panelas. Isso realmente ajuda no processo porque você tem uma visão do todo. Mas me incomoda essa visão do “tem que ser assim”, porque cada pessoa é de um jeito e cada jeito traz consigo visões, anseios e necessidades. Quem sou para chegar na casa de alguém e falar: “jogue fora essas fotos”? É por isso que não trabalho em residências como personal organizer – eu acredito que cada pessoa possa aprender por si só o que é importante para si mesma e promova as mudanças que ela acha necessárias na sua vida, não a que a Thais, a Marie ou seja lá quem for diga que precisa ser feita.

Também estou de acordo com a Marie quando ela diz que devemos ter uma relação de gratidão para com os nossos pertences, porque isso faz com que não deixemos nada largado em cantos e caixas. É importante a gente ter uma casa que nos traz alegria, assim como a nossa vida – mas não quer dizer que, se alguém me falar algo que me desagrada, eu tenho que cortar a pessoa da minha vida! O que essa pessoa me falou pode gerar um aprendizado inestimável se eu tiver a atitude de receber essas palavras e processar o que foi dito, questionar minhas atitudes e promover mudanças que serão boas para mim e para todos ao meu redor. Quando a gente toma decisões somente com base no que a gente acha, pode acabar afastando pessoas e se tornando uma ilha, além de perder a oportunidade de aprender e evoluir em termos de sentimentos mesmo.

Por fim, o que eu quero dizer é que a organização radical é uma possibilidade, mas pode não se aplicar a todo mundo. Talvez, no seu momento atual, valha a pena chamar uma personal organizer e fazer esse trabalho com você, apenas porque você realmente não tem pique (e tempo) para cuidar disso sozinho. Ou então talvez você queira pegar um final de semana e trabalhar nesse destralhamento. Porém, não há nada de errado se você quiser fazer isso aos poucos, porque cada pessoa tem seu tempo.

Apesar de, hoje, ver que o destralhamento radical me deixou deprimida na época, ter passado por isso foi importante porque me ensinou a respeitar meu próprio ritmo. Se eu não tivesse feito, como saberia? Hoje, penso que todas as decisões que tomei foram precipitadas e faltou maturidade da minha parte, por isso penso muito bem antes de tomar qualquer decisão radical.

Sou a favor de cada um se conhecer, conhecer seus valores, ter objetivos de vida, porque isso são referências que nos ajudam na tomada de decisões. E vai muito além de encher um saco com roupas que eu não quero mais nesse momento. O saco pode ficar cheio sim, mas como resultado de um processo que cada um vai construir, seja em um dia ou em alguns meses ou anos, porque cada um tem o seu tempo para fazer as coisas. Eu penso que, se existe qualquer regra quando se fala de organização pessoal, é que as regras devem ser escritas pela gente e por ninguém mais.

Leia os livros, leia os posts do blog, mas no fundo você sabe que ninguém conhece mais a sua vida do que você mesma/o. Então trabalhe nesse conhecimento, porque ele será o responsável por você olhar para um vaso na sua casa e saber que ele não tem nada a ver com você, assim como qualquer outro objeto, relacionamento, pessoa ou situação. Leve isso um dia ou um ano. Não estou dizendo nenhuma novidade aqui – considero senso-comum. Ambos funcionam: ser radical ou não. Depende de você, do seu momento, da sua vontade e necessidade. O que não vale a pena é deixar de tomar decisões e atitudes quando se identifica um problema.

Resenha: A mágica da arrumação (Marie Kondo)

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Eu recebi mais de 40 mensagens, comentários e e-mails perguntando a minha opinião sobre a personal organizer japonesa Marie Kondo, que ficou famosa agora no Brasil devido à ampla divulgação do lançamento do seu livro aqui, “A mágica da arrumação”, publicado pela editora Sextante e respaldado por publicações de grande porte como a revista Veja e o jornal Folha de SP. Já tinha lido a versão original em inglês (The life changing magic of tyding up) e agora acabei de terminar a versão em português, podendo escrever uma resenha para quem tiver curiosidade sobre a minha visão pelo que ela aborda.

A Marie é uma personal organizer que está fazendo um sucesso tremendo não apenas no Japão, como em todo o mundo. Ela é um fenômeno. Ela é nova (30 anos), e uma mulher, então é muito legal ver alguém “da nossa área” fazendo sucesso assim e levando o tema organização pessoal para a vida das pessoas.

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Eu gostei muito do livro (a tradução da Sextante, por sinal, está fantástica – cabe o elogio), mas discordo da Marie em diversos aspectos.

Uma das principais crenças dela é que não existe arrumação eficaz feita aos pouquinhos – somente a organização radical ensina a pessoa de verdade a se organizar e não acumular mais tralha. Eu concordo e discordo. Concordo que o ideal é sim a pessoa fazer a organização radical porque aí isso vai ajudá-la a ver o resultado imediato do seu trabalho. Porém, sei que a realidade das pessoas é diferente. Ninguém consegue fazer essa organização radical porque na vida não existe extreme makeover. Você consegue fazer se morar sozinho e se organizar nas férias, ou se contratar uma personal organizer para arrumar tudo para você. Aí sim dá e até recomendo! Porém, se não é o seu caso, não precisa se frustrar pensando nesse ideal. Dá para se organizar aos poucos sim.

O livro dela é um livro sobre destralhamento. Eu fiquei muito surpresa quando li pela primeira vez, porque acabou tão rápido – é um livro tão simples! O conceito de destralhamento é essencial para a organização e fico feliz por existir um livro tão repercurtido como o dela no mercado, pois as pessoas realmente tendem a acumular muitos objetos e não é possível organizar tralha. Quem conheceu e gostou do livro pode ir atrás de outros autores bem bacanas sobre esse assunto, ou pesquisar sobre minimalismo.

Eu acho que ela é bastante radical em alguns aspectos e traz dicas certeiras em outros. Apesar de ser contra a tralha, ela gosta de agradecer e se relacionar de forma mais afetuosa com os objetos. No último sábado, levantei o tópico no meu workshop “Organize sua casa” e todos que já tinham começado a ler o livro tiveram a mesma impressão.

Muito do que ela fala pode ser novidade para o público em geral, mas já é notícia velha para quem trabalha como personal organizer. Não traz nada de novo para quem trabalha com isso, apesar de eu recomendar a leitura fortemente a todas as profissionais da área. Acredito muito que a organização pessoal deva ser um conceito integrado, que a organização da casa se reflete na organização da vida (e vice-versa), e o livro dela fala basicamente sobre isso também.

Todo o método KonMari se baseia na ideia de que na sua casa devem ficar somente os objetos que te trazem alegria, e nisso concordo demais com ela. É uma boa filosofia de escolha.

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A grande vantagem do livro é que, em português, não temos muito material sobre o assunto detralhamento a favor da organização, então ele é um bom presente a todos nós apaixonados por organização pessoal.

E você, já leu esse livro? O que achou? Deixe sua opinião nos comentários!

Atividades que você pode fazer no aeroporto se não tiver Internet

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Eu viajo bastante, então acabei desenvolvendo uma lista de atividades que posso fazer quando estiver fazendo escalas, conexões ou esperando em um aeroporto e não tiver acesso à Internet. Seguem algumas sugestões:

  • Organizar o Evernote. Essa é a minha preferida! Adoro aproveitar o momento de viagens e sem Internet para organizar minha caixa de entrada no Evernote, excluir notas obsoletas e organizar meu arquivo lá enfim.
  • Ler um livro. Sempre levo um livro ou um e-reader comigo e gosto de aproveitar esse momento de paz para ler um pouco.
  • Processar a minha caixa de entrada. Tenho uma pasta “In” no meu “escritório móvel” (minha pasta), onde insiro todos os papéis que vou coletando ao longo do caminho. É excelente aproveitar esse período no aeroporto para processar com calma o que estiver ali.
  • Digitalizar comprovantes. Mesmo que você esteja sem Internet, pode usar seu celular, tablet ou câmera para digitalizar os comprovantes que acumulou ao longo da viagem. Isso pode ser especialmente útil se você prestar contas para a empresa que estiver custeando a sua viagem.

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  • Ler uma revista. Se você quiser distrair a cabeça, pode ser uma boa ter uma leitura leve com você nesse momento, ou mesmo uma revista de atualidades para saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo com um pouco mais de profundidade que as notícias diárias que vemos de relance na Internet.
  • Escrever sobre seus pensamentos. Não precisa fazer um diário, mas pode ser bom rabiscar um pouco sobre a vida, escrever como está se sentindo ou fazer mapas mentais de projetos.
  • Retornar alguns telefonemas. Esse é o momento ideal para ligar, trocar recados, conversar e avisar da sua partida aos familiares.

E você, o que costuma fazer quando está sem Internet esperando no aeroporto?

Resenha: Getting Things Done, David Allen (a nova versão 2015)

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Há cerca de nove anos, eu li o livro do GTD pela primeira vez. GTD, para quem está chegando agora no blog e não conhece, é uma metodologia de produtividade criada pelo David Allen, que eu utilizo há muitos anos. (Clique aqui para entender do que se trata)

Da primeira leitura para cá, praticamente tudo mudou na minha vida e, grande parte dela, por causa do método GTD. Eu li e reli esse livro tantas vezes que já perdi a conta. Depois que me tornei instrutora da metodologia, então, venho estudando o livro de maneira muito mais intensa, com o objetivo de entender a metodologia de forma profunda para ensinar de forma cada vez melhor às pessoas interessadas em aprendê-la.

No dia 17 de março de 2015, foi lançada uma nova versão do livro. O David reescreveu o livro inteiro, completamente. Não quis ler tão rápido porque quis aproveitar para re-implementar todo o meu sistema do zero, como se fosse a primeira vez, porque assim eu (penso que) absorveria melhor todos os novos ensinamentos.

Por já ter lido o livro, participado de alguns webinars com o próprio David Allen e ter lido alguns comentários pela Internet sobre a nova edição, eu achei que seria legal escrever uma resenha com a minha visão sobre a nova edição, o que tem de novo, o que tem de diferente, e assim tirar as principais dúvidas de quem ainda não teve a oportunidade de ler.

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É um livro novo? A metodologia é a mesma?

Sim, é um livro novo, mas a metodologia é a mesma. O David simplesmente reescreveu todo o livro original que dá origem ao método (publicado no Brasil pela Ed. Campus com o título “A arte de fazer acontecer”). A metodologia não mudou.

O que acontece é que, quando o David escreveu a primeira versão do livro, ele quis colocar toda informação possível lá. Isso fez do livro do GTD um livro com uma quantidade enorme de informação que, muitas vezes, para quem está começando, é desnecessária. Muitas pessoas me falam que têm dificuldade em aplicar o GTD apenas lendo o livro, e que então buscaram cursos ou artigos pela Internet para ajudar na implementação. Sabendo dessa dificuldade, ele reescreveu o novo livro deixando a leitura muito mais simples e fluida, facilitando a vida de todo mundo.

Já tem versão em português?

Não. O livro foi lançado em março deste ano e a tradução já está sendo feita pela editora brasileira, mas esse é um processo que leva tempo. Não tenho a previsão para a publicação em português, mas eu chuto que eles devam publicar entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro de 2016. Lançado pela editora Sextante em 8 de outubro de 2015.

Onde comprar o livro importado?

Tanto a Amazon quanto a Livraria Cultura importam a versão física do livro (leva umas seis semanas para chegar), mas a maneira mais fácil é comprar e ler a versão digital, tanto para Kindle quanto para Kobo. Vale lembrar que não é necessário ter os e-readers para ler – basta baixar o programa gratuito nos sites da Amazon e da Livraria Cultura ou na loja de apps do seu celular/tablet.

Não tenho como ler o livro novo agora. Posso ler o livro antigo e ainda aprender GTD?

Claro que pode! Como eu disse, a metodologia é a mesma. É claro que, se você puder ler o novo em inglês, sugiro que já leia a versão nova.

O que mudou nesse novo livro?

Algumas mudanças na própria nomenclatura de alguns termos do GTD já vinham sendo implementadas pelo David nos seus últimos livros e materiais publicados, como o nome dos cinco passos e os termos de horizontes de foco. Essas mudanças então foram transpostas para o novo livro, seguindo a coerência do seu trabalho.

Os cinco passos deixaram de se chamar coletar, processar, organizar, revisar e executar e agora se chamam capturar, esclarecer, organizar, refletir e engajar. O sentido é o mesmo, mas menos mecânico e operacional e mais intelectual.

Um ponto que me chamou muito a atenção foi como o livro foi escrito para todos, da dona de casa ao CEO da empresa multinacional. A versão original era muito focada no ambiente corporativo e dava a impressão de que o GTD não era para todo mundo.

A fluidez do novo livro é impressionante, tornando a leitura muito mais leve para quem está acessando a metodologia pela primeira vez. Você também sente o David bastante confiante sobre tudo o que ele fala – afinal, foram mais de 15 anos desde o lançamento do livro original e muita coisa aconteceu com ele de lá para cá, em termos de experiência de trabalho com o método no mundo.

Existem alguns capítulos novos, como um sobre GTD e as ciências cognitivas (fantástico) e um sobre como alcançar a maestria no GTD. Eu também senti que todos os capítulos já existentes tiveram um up bem legal. O capítulo sobre projetos está fantástico e dá muito mais ênfase ao planejamento natural de um projeto, que muitas vezes acabava passando batido antes frente a tantas informações.

No livro original, muitas vezes o David citava artigos de tecnologia como palm tops. A tecnologia muda muito rápido e o GTD é uma metodologia que independe de dispositivos, softwares e aplicativos, então ele procurou deixar isso bem claro no novo livro, mantendo a metodologia desassociada de tais tecnologias temporais. A metodologia é atemporal.

O que o livro não tem

Guias para implementação da metodologia em programas ou ferramentas específicas. O David tem o grande cuidado de mostrar que a metodologia é independente de qualquer tipo de tecnologia e que a pessoa que a aprende pode implementar em qualquer lugar. Não adianta fazer um guia com ferramentas se daqui a uma semana vão lançar uma versão mais nova e atualizada e o livro vai ficar desatualizado. O novo livro foi escrito para ser atemporal.

Quem quiser guias para aplicação, pode conseguir no próprio site da David Allen Company e nas centenas de opções publicadas por fãs do GTD na Internet. 🙂

Essa é a minha resenha do novo livro e eu espero que possa ter tirado as principais dúvidas a respeito. Caso eu não tenha falado sobre algum aspecto em específico que você tenha curiosidade, por favor, poste nos comentários. Obrigada!

Como preparar uma palestra

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Desde que comecei a ministrar palestras, entre 2011 e 2012, recebi alguns comentários de leitores pedindo para falar um pouco sobre como se organizar para fazer uma palestra. Amanhã vou realizar uma palestra e, enquanto revisava minha apresentação pela última vez, me veio a ideia de escrever este texto.

Muitas pessoas pensam que, para criar uma palestra, é necessário abrir um documento do Power Point e começar a inserir informações ali. Na verdade, eu acho que esse é um dos últimos passos.

#1 O que realmente faz diferença para mim é, em primeiro lugar, saber quem será o público dessa palestra. Nem sempre a gente sabe, especialmente quando é um evento aberto ao público em geral, mas sempre dá para ter uma ideia. Se um cliente me contrata, eu recebo um briefing dizendo o que esperam de mim, então posso trabalhar em cima disso.

#2 Saber quem é o público me leva a um dos pontos principais, que é definir o propósito da minha palestra. O que eu quero alcançar com ela? O que eu quero que os participantes entendam quando nos comunicarmos?

#3 Depois, é fundamental saber o tempo disponível, o formato, se haverá espaço para perguntas, se teremos uma hora de conversa e uma hora de exposição, se serão duas horas de bate-papo, qual a estrutura do loca, se haverá microfone, se haverá projeção e outros recursos técnicos. Tudo isso direciona o formato da palestra.

#4 Com esses dados em mãos, dá para bolar uma estratégia para a palestra. Que pontos vou abordar? Não dá para falar de tudo! Então gosto de trabalhar três pontos fortes ao longo de todo o conteúdo, porque gosto do poder das tríades (abraços para o Christian). Ter três pontos me faz ter um norte e, a partir deles, destrincho um mapa mental com ideias no geral. Eu fico estudando essas ideias durante um tempão, porque acho esse processo criativo importante, além de adorar fazer.

#5 Algo que acho super importante é o todo ter coerência com o que já falo quando abordo outros temas. Por exemplo, não vou falar que sou contra mulher ser dona de casa se eu defendo o feminismo no blog e em outros materiais. O exemplo foi drástico, mas serve para ilustrar. Vejo muitos bons profissionais entrando em contradição diariamente. Essa coerência inclusive delineia a sua palestra, pois você a usa como princípio (“será que isso que eu estou falando corresponde àquela outra coisa?”).

#6 Com tudo isso já pensado, eu abro um arquivo PPT e monto um template que tenha a minha identidade visual. Crio os slides “fixos” que, no meu caso, são apenas dois: um slide onde me apresento, falo do meu livro, quem eu sou, e o slide final, com o “obrigada!” e os meus contatos. Todo o resto, eu gosto de criar do zero, pois acredito que toda palestra, mesmo que eu já tenha falado sobre o assunto antes, seja única. Não apenas por respeito ao público e ao cliente, mas porque eu mesma mudo também. Conceitos são amadurecidos, ideias se renovam, e acho legal ter esse cuidado com a coerência do meu discurso mesmo, que é uma impressão de quem eu sou e do meu trabalho.

#7 Eu gosto de ser expressiva com imagens ou poucas palavras, o que tem a ver com a minha missão (“inspirar”…), então esse é uma espécie de estilo pessoal nas minhas apresentações. Acho importante que cada palestrante encontre o seu. Sua apresentação tem que ter a sua cara. Se você revisar seu PPT e achar que não está legal ou está entediante, provavelmente está mesmo! O negócio é seu – mexa até ficar bom para você.

#8 Por fim, revise, ensaie, releia suas anotações. Quanto mais familiarizado você estiver com a sua apresentação, mais fluida ela será no momento da sua palestra.

#9 Salve em diversas mídias para não ficar na mão na hora. Computador que vai usar, pendrive e Dropbox costumam bastar, mas você pode usar outras.

No geral, eu costumo levar de uma a duas semanas para organizar uma palestra, dependendo da quantidade de tempo trabalhada nela diariamente. Muitas vezes, a maior parte do tempo está apenas na maturação do conteúdo mesmo. Existe a parte trabalhosa de montar o PPT, colher as imagens certas, acertar as fontes de maneira proporcional etc. Eu gosto de trabalhar com antecedência para ter certeza da qualidade.

E é assim que eu me organizo para preparar uma palestra atualmente. 🙂 Fiquei com vontade de escrever um texto sobre como me organizo como palestrante, como me tornei palestrante e outros assuntos relacionados, que já me pediram também, mas isso eu deixo para outro post.

Temos leitores que também fazem palestras? Se você já fez uma apresentação no seu trabalho ou na faculdade, pode até não trabalhar diretamente com isso, mas já deve ter percebido que algumas dicas servem para você. Por favor, poste suas impressões nos comentários. Obrigada!

Palestra gratuita do Vida Organizada amanhã no Shopping D&D

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Olá pessoal! Amanhã estarei no Shopping D&D (aqui em São Paulo) realizando uma palestra gratuita sobre organização pessoal. Será uma oportunidade bem legal de a gente se conhecer e bater um papo. Que tal? Vamos lá? Adoraria ver alguns leitores do blog que tenham disponibilidade!

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A entrada da palestra é grátis e o RSVP deve ser feito pelos telefones 11 3043-9030 e 3043-9024.

Espero vocês lá!

A principal dica de organização que eu aprendi com a minha mãe – participação dos leitores

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Na última semana, eu publiquei uma enquete aqui no blog perguntando aos leitores qual a principal dica de organização que cada um aprendeu com a sua mãe. Foram 255 participações (obrigada!), o que tornaria inviável publicar todas aqui. Por isso, selecionei algumas e espero que vocês gostem das dicas que as mamães ensinaram ao pessoal.

“Minha mãe foi a primeira a me ensinar a reunir por semelhanças e separar por diferenças… Guardar as roupas, a louça… Melhor forma de aproveitar espaços não há!” – Maristella Soares dos Santos

“Foram muitas, mas acho que a principal é a de manter as gavetas do guarda roupas sempre arrumadas, em especial as de meias e lingeries. As meias devidamente dobradas com seus pares em pequenos rolinhos, as calcinhas bem dobradinhas todas do mesmo modo e os sutiãs em ordem um em cima do outro. As de camisetas então nem se fale: todas dobradas e empilhadas. E ai se fizer bagunça e tirar tudo da ordem!” – Cristiane Pereira Novais

“Não é bem uma dica de organização é uma frase que ela sempre me dizia “Tarefa feita sem organização, trabalho dobrado””. Quando estou executando uma tarefa e bate aquela preguiça lembro da frase, percebo como ela tinha razão…” – C.

“Minha mãe é uma pessoa muito prática já que muito atarefada. Entre os poucos momentos que passamos juntas tenho que o maior ensinamento sobre organização foi o de arrumar a cama assim que levantar.Simples e direta, segundo ela o dia só se inicia com a cama arrumada, pois seria o sinal de que o sono ficou pra traz. Confesso que o fato de eu arrumar a cama não cessa meu sono, mas que ajuda a eu não voltar a tirar uma soneca… ah! isso ajuda mesmo.” – Mariana

“Cada coisa em seu lugar. Quando tirar um objeto de um lugar, coloque no mesmo lugar, assim fica mais fácil de achar. É verdade mesmo, quando não encontrava alguma coisa em casa,ela sempre dizia: “Porque não estava no lugar de onde foi retirado.” Hoje em dia, procuro fazer o mesmo na minha casa e passo a lição pra minha filha.” – Tania

“Minha mãe não é la muito organizada…rs …. mas me ensinou varias coisas na vida que jamais esquecerei. Acho q uma das dicas de organização mais que ela me ensinou foi na minha infancia, na época de escola. Eu estudava de manhã e ela me ensinou a deixar todo o material arrumado e a roupa que ia usar preparados no dia anterior, pra não ficar atrapalhada na manhã. Além disso ela me ensinou a me organizar para levantar sozinha com o despertador. Eu me lembro que com 12 anos eu ja me organizava e levantava sozinha, me arrumava e tomava meu café antes de ir pra escola. Hábitos que faço até hoje, mas agora para o trabalho. :)” – Mônia

“Que a Rotina é melhor maneira de se organizar!” – Ellen Flizicoski

“Categorizar tudo. Minha mãe ama caixas e etiquetas, e confesso que eu passei muitos anos da minha vida achando isso a maior besteira. Porém quando casei e fui morar na minha própria casa, percebi que realmente fazia muito sentido o que ela tinha me ensinado, e passei a usar para tudo!” – Aline Rocha

“Aprendi com minha mãe, a não guardar coisas, a se “destralhar” … quando criança isso era bem difícil, como se tornou um hábito, hoje ela diz que exagero, procuro não ficar com nada que não tenha utilidade … adoro me desapegar e hoje procuro nem mesmo comprar coisas desnecessárias… agora é outra fase … abraços” – Mônica

“Aprendi com a minha mãe a sempre por no papel tudo o que precisa ser pago e o que ainda preciso pagar.” – Lidicleia Pereira

“Não deixe acumular tarefas!” – Chaianna Cardoso

“Sempre terminar o que começar. Vejo pessoas que começam a montar um quebra-cabeça, ler um livro, etc. e não terminam, isso vai se acumulando, ou termino, ou desisto, em 99 % termino, senão a minha vida fica desorganizada.” – Agnaldo

“A minha mãe é uma pessoal que me inspira em diversos aspectos, e ser organizada é um traço marcante da sua personalidade (já da minha…rsrsrsrs!). Mas, se tivesse que destacar dois ensinamentos especiais a respeito de organização, seria a ideia de que é uma prática libertadora, uma atividade constante que permite que vivamos em paz, em um ambiente acolhedor e que valorize o que nos é mais importante. Um outro ensinamento muito marcante diz respeito à percepção do presente e ao valor que se dá a bens materiais, que é reduzido pela minha mãe na seguinte máxima: “as coisas (de casa) estão aqui para me servir, e não para que eu as sirva”. Acho que essas duas ideias mostram bastante do caráter da minha mãe, que é muito terna, mas tem um senso prático sem igual.” – Isabela

“Lave a louça enquanto cozinha! É infalível!!!! Senão quando acaba de cozinhar a gente fica com aquela pia de dar desânimo!!!!!” – Bel Frazão

“Minha mãe sempre anotou o quanto ganhava e o quanto gastava. Mas era tudo mesmo, até o pãozinho na padaria (naquela época R$0,10). Ela conservava um caderno pequeno que ela fazia as anotações religiosamente. E assim sempre ensinou-me a ter meus gastos na ponta do lápis. Ahhh, anteriormente eu fazia planilha em excel e atualmente tenho um aplicativo financeiro, estou certa que ela adoraria a praticidade dessas anotações.” – Emanuelle Bezerra

“A principal dica que minha mãe me dá até hoje é como ser minimalista em relação a casa. Temos pouquíssimos moveis, pouquíssimos itens em cima deles, tudo muito com cores claras e fica sempre com um ar arejado. Isso faz com que nossa casa pareça sempre arrumada.” – Mayara Dantas

“É engraçado a vida…..mas hoje depois de refletir sobre tudo que pude aprender com a minha mãe (que não está mais conosco) vejo como são valiosas e queria ter podido ter mais amadurecimento para poder ter aprendido mais e mais……….ela nunca desistiu de nada (mesmo no hospital fazia o seu croche) me ensinou a nunca a acumular coisas como por exemplo na cozinha sempre que fazia uma coisa já ia lavando o que sujava sem deixar acumulado na pia…….também colocava em ordem ao lavá-las….primeiro os copos, depois os pratos os talheres e por último as panelas…….espero ter contribuído.” – Angela

“Olá! Minha mãe é uma pessoa muito organizada, ao contrário de mim rs.
No entanto, o que ela me ensinou desde criança e que aprendi muito bem é a organização relacionada à compras com cartões de crédito. Ela sempre me ensinou a explorar as melhores datas para compra, vantagens ou desvantagens de parcelamento e nunca acumular dívidas. Ela me ensinou a ter o cartão de crédito como um aliado e não ser refém dele.” – Marina Fatobene

“Sempre fazer o que for rápido e logo “tirar da frente” ou primeiro a obrigação, depois a diversão. O que vem a ser NÃO PROCRASTINE.” – Consuelo

“Aprendi com ela tudo o que sei sobre cozinha, que temos que ter organização para cortar os alimentos, saber misturar os elementos que combinem, ter organização com as panelas, enfim… A minha mãe deu aulas por 22 anos de Culinária, de bolos confeitados, bolos finos, salgados variados e etc, em uma época que não havia internet. Ela sempre estava com apostilas estudando suas receitas. Espero ter herdado pelo menos um pouco do seu dom, pela arte de cozinhar. Hoje sou vegetariana e ela com 82 anos continua a invetar coisas vegetarianas diferentes para a minha família. Ela não tem ideia do orgulho que eu tenho de ser sua filha. Mãe Reni te amo!” – Rose Cunha Vidal

“De uma maneira não muito confortável, aprendi com minha mãe sobre a organização do meu guarda roupas. Quando eu era criança tinha o hábito de jogar minhas roupas dentro do armário sem dobrar ou sem qualquer tipo de ordem, e ela sempre dizia que ia colocar todas as minhas roupas dentro de uma sacola pra ela não precisar arrumar tudo, já que eu gostava de tudo bagunçado… rs Depois de um breve tempo, em um dia lindo voltando da escola, eis que me deparo com o armário vazio! E pra minha surpresa (porque na real eu duvidava que ela faria aquilo… rs) uma sacola do lado da minha cama, com o que? simplesmente todas as minhas roupas… rs
Cômico e trágico, mas depois dessa eu me tornei mais organizada com os armários (acredite, mais que ela) e hoje em dia com praticamente tudo que eu faço. Gosto bastante dessa referência de organização da minha mãe, acho uma história engraçada e certamente se um dia eu tiver filhos eles saberão!
Beijos Thais!” – Poliana Marques

“Escrever listas de tarefas da semana.” – Gisele Jardim

“Sempre revisar a papelada e sempre se livrar dos papéis (reciclando) e livros (doar) que não vão mais serem usados!” – Laura Kerstenetzky

“Eu tenho 2 filhos e sempre me atrapalho para arrumar as malas para viajarmos. Minha mãe teve 4 filhos e está com Doença de Alzheimer avançada agora. Mas no início da doença, em uma viagem que fizemos para comemorar os 50 anos de casamento de meus pais, em que fomos toda a família, e, que tivemos que fazer a mala para ela, perguntei como ela fazia para arrumar a mala de 4 crianças e mais a dela e de meu pai para viajarmos. Ela me respondeu que pedia para os 4 trazerem no quarto dela, em ordem, primeiro as calcinhas e cuecas, depois as meias, depois blusas e assim por diante. Não me lembro disso na minha infância. Mas, mesmo doente, ela conseguiu me dar uma boa lição de organização.” – CMLB

“Com a minha mãe eu aprendi que não adianta tirar um dia inteiro da semana pra organizar a casa toda de uma vez, e sim que é muito melhor organizar uma coisa de cada vez e aos poucos todos os dias, porque a casa se mantém organizada sem grandes esforços. Outra coisa muito importante que aprendi foi com uma mãe de coração, minha tia, que é a dica de que não adianta ter um roupeiro cheio de roupas que não usamos, e sim mantermos apenas as peças que realmente amamos e ir doando peças menos usadas quando peças novas entram no roupeiro. Não tenho grande apego pelas minhas roupas, são poucas as que eu não abriria mão, e agradeço muito à minha tia por isso. Depois, quando conheci o Vida Organizada e dei de cara com dicas como essas, me apaixonei e desde então acompanho todas as postagens, porque certamente sempre há o que aprender.” – Franciele

“Aprendi com minha mãe a ter uma rotina de horários no dia a dia, como pra comer, dormir, almoçar… Acredito que isso vai me ajudar muito quando eu for mãe.” – A.

“Anotar as tarefas a serem realizadas e prestar atenção quando estou guardando algum objeto, porque eu era muito desligada.” – Juliana

“Minha mãe sempre foi muito econômica. No inicio da minha fase adulta, eu gastava muito, me endividava nos cartões e queria tudo! Minha mãe me ensinou a importância do dinheiro, como é difícil ganhar, que devemos saber se “queremos” ou “precisamos” e nunca gastar tudo o que ganhamos. Foi muito importante este ensinamento para a minha vida, a construção do patrimônio e para ter uma confortável vida financeira, sem me tornar refém dos cartões e bancos.” – Claudia

“Minha mãe sempre foi muito perfeccionista e super organizada. Desde que me entendo por gente, nunca vi as gavetas dela bagunçadas, e as do meu pai também. Tudo no mesmo lugar a anos. Quando me casei, pensei que receberia dicas de como manter minhas gavetas assim, já que sou um desastre, mas ela, feminista que só, me disse: “entregue as roupas para que seu marido as guarde, jamais coloque as coisas na gaveta pra ele” Perguntei: “-porque mãe?” E ela: “- quem faz isso é a mãe, não a esposa.”” – Claudia Gualberto Ferreira

“Desde criança minha mãe sempre me ensinou a ser extremamente independente. Essa foi uma dentre todas as outras q ele me passou.” – Patricia

“Minha mãe de meu várias dicas. Mas a principal delas foi de sempre separar os documentos necessários para qualquer tipo de ocasião. Vai fazer uma prova no dia tal? Já separa sua identidade. Vai renovar o passaporte? Já separa os documentos necessários. Vai resolver qualquer pendenga? Já separa os documentos pra isso. Hoje em dia, esse procedimento “”evoluiu”” com a minha implementação do Tickler. Obrigado mamãe!!!” – Felipe Grisi

“A principal dica que minha mãe me deu (ou eu aprendi por observar minha mãe, veio por herança genética, não sei bem o modo de transmissão…) é chegar cedo aos compromissos. Isso vale para tudo: viagens de ônibus e avião, encontros marcados, almoços. Aprendi que, quando é um compromisso só nosso, chegar cedo implica em não passar nervoso com imprevistos e fazer a nossa parte para que tudo ocorra direito. Quando se trata de compromissos que envolvem outras pessoas, não temos o direito de usar o tempo dos outros como nos aprouver, porque não somos mais importantes que ninguém. Estar na hora marcada é uma questão de respeito, fundamental para a vida em sociedade.” – Evelyn

“Não está usando, passa adiante! Alguém está precisando e também é uma coisa a menos pra te atrapalhar (quando tinha roupas/sapatos que não usava mais e ficavam rolando no armário). Meu pai sempre brinca dizendo que ele tem que se cuidar então! hahahahah Hoje falo isso pra minha filha, se ela quer um brinquedo novo, tem que escolher algum pra se desfazer.” – Carla Lunkes

“Oi Thais,
Minha mãe sempre foi uma pessoa organizada, e durante a vida ela me deu muitas dicas, mas a maioria delas só começou a fazer sentido pra mim depois de uma certa idade (hoje estou com 34).
Uma delas era separar por envelopes os documentos do IR (extratos, holerites), assim quando fosse a hora de fazer o imposto, já estava tudo arrumadinho.
Outra dica era a de deixar as roupas prontas pra trabalhar no dia anterior. Comecei a trabalhar com 17 e ainda morava com ela. Comecei a fazer isso “de verdade”, por mim mesma ha uns dois anos atras, pensando “sabe que ela tinha razão?”.
Outra: Deixe coisas saudáveis a mao para comer, assim quando a fome bater vc nao vai atacar a primeira coisa que ver na geladeira. Ou sim, só que a primeira coisa que ver na geladeira será saudável (uma fruta ja lavada e cortada, por exemplo).
O conceito de spring cleaning: Todo começo de janeiro a gente “desmontava a casa” e arrumava tudo e ela fazia isso ser tao divertido. Só muito mais tarde que eu soube que isso nao é uma rotina em todas as casas, rs.
Eu devo tanto, mas TANTO à minha mãe que nao sei nem como explicar sem deixar esse texto longo. E o que eu acho engraçado é que acho que ela nem sabe o tanto que fez por mim.. acho que vou mandar pra ela isso que estou mandando pra voce rs
Um beijo e feliz dia das maes!” – Roberta

Obrigada a todos que enviaram! Fiquei emocionada com diversos depoimentos e espero que vocês tenham gostado também.

E parabéns a todas as mães que ensinaram seus filhos a arrumar a cama assim que levantarem! Acho que essa dica foi citada por 90% dos leitores. 🙂

A principal dica que a minha mãe me deu foi a sempre ser muito prática com tudo e não perder tempo com bobagens. Minha mãe sempre foi aquela pessoa que coloca a mão na massa para tudo e não perde tempo. Eu certamente devo isso a ela!

Feliz Dia das Mães a todas as mães que lêem o blog!