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Reflexões sobre o armário cápsula de inverno 2015

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Quanta gente falando sobre armário cápsula! <3 Fico feliz de ver como é um assunto tão comentado porque é um conceito que nos leva a refletir sobre o nosso consumo de moda e como podemos buscar uma satisfação pessoal em torno de como nos vestimos.

Hoje estava conversando com a Ana (que inclusive fez um post incrível com várias referências a quem está fazendo armário cápsula, inclusive eu! – leia!) sobre as minhas impressões usando há mais de um mês o armário cápsula que montei para o inverno de 2015, meu primeiro, e gostaria de compartilhar com vocês aqui no blog.

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Coisas boas

Tem sido muito legal fazer! Acho divertido buscar maneiras diferentes de combinar as peças e percebo que penso mais para me vestir. Além do que, não comprei nenhuma peça de roupa e isso faz diferença não apenas no orçamento, mas na maneira como eu vejo as minhas roupas. Também me obriga a ficar atenta ao meu peso porque, se eu engordar um pouco, posso perder algumas das poucas peças que já tenho escolhidas para a estação. Que mais? Bem, tudo combina com tudo, então tem sido muito fácil me vestir no dia a dia. Quando sei que terei um compromisso mais formal, já separo as peças que pretendo usar e me viro com o resto ao longo dos outros dias. Fiz uma viagem de quase dez dias praticamente com meu armário inteiro e deu super certo!

Penso que, de maneira geral, criar, manter e lidar com um armário-cápsula nos possibilita pensar sobre moda, o que muitas vezes pode ser um assunto que passa sem a gente perceber no nosso dia a dia. E ele é importante. Tem a ver com expressar quem nós somos por dentro, nos apresentarmos para o mundo, levantar nossa auto-estima, entre outras vantagens.

Coisas ruins

Minha rotina de lavanderia teve uma alteração complicada – especialmente em São Paulo, onde estamos passando por uma crise hídrica. Cheguei duas vezes ao ponto de simplesmente quase não ter o que vestir, porque deixei as roupas acumularem antes de lavar. Quando a gente tem mais peças, consegue lavar em uma frequência menor, eu acho. Ou pode ser apenas impressão! Preciso observar isso com atenção.

Uma coisa mais ou menos ruim que comentei com a Ana é que, quando a gente monta um armário-cápsula, a gente meio que se obriga a escolher peças mais básicas porque né, vai usar durante 3 meses sem poder mudar nada, e as peças precisam combinar bastante entre si. Mas aí eu percebo, mesmo gostando dessas peças mais básicas, que a criatividade vai só até certo ponto com elas. Se tudo combina com tudo, onde está o desafio? Onde está a criatividade? Fico me perguntando.

Ao mesmo tempo, adiantaria eu colocar peças coloridas e diferentes sendo que meu estilo não é esse? Para se pensar.

Conclusões… por enquanto

É por isso que existem profissionais que trabalham esse lado nas clientes (as consultoras de estilo). Eu sou uma reles mortal que gosta de moda e se interessa por assuntos relacionados, mas não sou profissional da área. Tenho uma ideia, mas não tenho certeza das cores que funcionam melhor para mim. Não sei se escolho os cortes certos das roupas. Tudo é na base do achismo e nosso olho pode enganar várias vezes. De repente ter o auxílio de uma consultora de estilo pode ajudar (e muito!) nessa redescoberta, em tentar encontrar quem nós somos de verdade e como isso pode se refletir nas roupas que nós usamos.

Venho pensando em como será meu armário cápsula de primavera e nas mudanças que quero fazer. Pensei: “acho que vou colocar um vestido amarelo mostarda que eu tenho e buscar mais peças que combinem com esse tom”. Legal, mas… há quanto tempo eu não uso esse vestido? Será que vai dar certo? E se eu odiar? E se eu sentir que fiz escolhas erradas?

Claro que não vou engessar meu armário e usar roupas que eu detesto apenas para cumprir o prazo. Mas eu acho que esse exercício é importante, não apenas para diminuir a quantidade de roupas que eu tenho, mas justamente para me fazer ter mais critério ao fazer compras para o meu armário. Preciso mesmo desta blusinha? Esta saia vai agregar em alguma coisa ou estou só no calor da situação?

Eu não sei vocês, mas eu já gastei muito dinheiro com roupas na vida e chega um momento que a gente começa a querer gastar menos e pagar por mais qualidade – e também usar o dinheiro para outras coisas, muitas de longo prazo, que se tornam mais importantes.

Esse exercício do armário cápsula tem muitos prós e contras, mas tem sido uma experiência fantástica para mim, justamente para me fazer analisar as peças que eu tenho, o que eu gosto, o que serve e o que não me serve. Tenho algumas peças que estou usando, que escolhi para este armário de inverno, que provavelmente vou acabar até doando, porque o caimento não é tão bom, porque o material esquenta muito, porque o corte não combina com o meu corpo. E, talvez, no dia a dia, com muitas opções, essa peça simplesmente fosse deixada de lado e essa observação fosse ignorada. Agora, como me obrigo a usar as peças de diversas maneiras, isso ajuda a mudar minha relação não só com o meu guarda-roupa, mas como eu me vejo também.

Reitero o que disse lá em cima: tem sido uma experiência muito legal fazer! Vamos ver como me saio nos próximos dois meses.

Como eu me organizo: Daniel Burd

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Hoje, para nossa série Como eu me organizo, temos a participação de Daniel Burd, da Call Daniel, empresa certificada pela David Allen Company a ministrar treinamentos de GTD no Brasil. Confira:

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Nome: Daniel Burd
Onde mora: Cotia – SP
Uma palavra que descreva seu estilo de organização: Simplicidade

O que você faz?

Sou apaixonado por GTD e tenho a sorte de este ser o meu trabalho. Há 6 anos fiz uma parceria com a David Allen Company para trazer o método oficialmente para o Brasil. Desde então me dedico de corpo e alma para que o GTD seja conhecido e usado por muitos brasileiros. Na ocasião fundei a Call Daniel, uma pequena gigante focada no GTD. Somos 10 profissionais hoje.

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Estou aprendendo a tocar bateria há dois anos e me divirto muito com este hobby. Gosto também de voar de planador. Sou pai de duas moças (19 e 16 anos) e casado. Estou me divertindo também com a montagem de um Lego Mindstorm. Recomendo!

Tenho dois cachorros vira-latas que foram adotados. Adoro-os, me dão muita alegria. Gosto de meditar. Vejo a meditação como o melhor caminho para a felicidade. Procuro meditar todos os dias para ter o foco correto e aproveitar muito cada dia.

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Modelo de celular que usa atualmente

iPhone 5S

Computador que usa atualmente

Dell XPS12

Que ferramentas ou aplicativos de organização você não consegue viver sem?

Evernote, Outlook, Excel e Freemind.

Como é o seu local de trabalho?

Tenho uma mesa de madeira há muitos anos. Procuro deixa-la com o mínimo de coisas. Uso dois monitores externos que me dão uma tela gigante, onde posso espalhar todos os aplicativos que preciso. Um impressora hp 8600 e uma impressora de etiquetas Brother QL 710. Tenho um quadro de cortiça bem pertinho de mim onde fixo fotos inspiradoras.

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Qual sua melhor dica para otimizar o tempo?

Escolha um tema que está tomando sua atenção, limpe sua mesa, e dedique-se a ele por 20 minutos ininterruptos, foco total. Eu gosto de iniciar projetos e pensamentos usando mapas mentais. Uso o FreeMind que é gratuito e muito bom.

Qual sua maneira preferida de organizar tarefas?

Adoro organizar tarefas no Excel pela facilidade de adicionar novas tarefas, filtrar e ordenar. Tarefas são atividades relativamente rápidas de serem feitas. Já projetos mais complexos gosto de organizar no Evernote. O Evernote possibilita organizar grandes volumes de informações do modo rápido e descomplicado.

Tirando o celular e o computador, qual sua ferramenta de organização que você não vive sem?

Bloco de papel pautado com folhas facilmente destacáveis. Uso uns pequenos, tamanho fichário, e os preencho nas reuniões que participo durante a semana. Depois das reuniões eu sublinho os principais temas e escaneio as anotações jogando-as no Evernote.

O que você acha que faz em termos de organização que é um passo à frente do que vê as outras pessoas fazendo? O que te diferencia, em termos de organização, das outras pessoas?

Gosto de me preparar com antecedência para meus compromissos e reuniões, normalmente faço um Mapa Mental – isso torna as reuniões extremamente produtivas e focadas. Idealmente me preparo com dias de antecedência. Ainda falando em preparação, gosto de ter bem claro em minha mente o meu propósito com cada ação, dessa forma consigo rapidamente descartar temas que não são relevantes e me concentrar naquilo que realmente importa. Para encerrar, gosto de fazer planejamento de longo prazo, gosto de visualizar meus próximos 20 anos. Faço esse exercício em uma folha de papel todo ano. Cada vez tenho menos coisas no meu planejamento de longo prazo, cada vez meu foco é mais preciso e simplificado.

Uma dica de organização

Tenho um gaveteiro grande, acredito que ele tenha 1,70 de altura. Este gaveteiro possui 13 gavetas. Quando um ano termina, por exemplo, 2014, eu recolho tudo que eu quero guardar deste ano. Reúno fotos, ingressos, desenhos, anotações que quero guardar para sempre e coloco em uma gaveta dedicada a este ano. Venho “alimentando” este armário desde o nascimento de minha primeira filha (agora com 19 anos) e já estou no 2º armário. Quando ela era bem pequenina eu guardei desenhos dela neste armário e lá estão. Quando quero fazer uma viagem no tempo eu percorro as gavetas de anos anteriores. É muito bacana. É um verdadeiro tesouro.

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Outro tema em que invisto bastante tempo é no processamento de materiais coletados em reuniões. Gosto de reler o que foi discutido e anotar as ações no meu sistema de ações. Isso ajuda a ter sempre fresco na mente o que foi combinado e os próximos passos.

O que você gosta de ouvir enquanto está trabalhando?

Silêncio. Qualquer música acaba por me distrair. Já tentei… mas não funciono bem com música.

Como é a sua rotina de sono?

Sou super diurno. Fico muito feliz e energizado quando consigo ir para a cama às 21h00 e acordar por volta das 5h00 da matina.

O que você faz no dia a dia que melhora muito sua produtividade?

Procuro desenhar meu dia antes de iniciá-lo incluindo intervalos para ginástica, almoço e descanso quando for o caso. Assim, além de gerenciar tarefas, gerencio a minha energia. Tenho uma listinha curta que define o meu foco do dia. Inicio pelas atividades mais desafiadoras e exigentes e deixo as mais fáceis para o final. Vou riscando a listinha a medida que concluo um item. Gosto de ter na minha mente apenas 3 atividades. À medida que vou concluindo uma, alimento em minha mente mais uma. Assim sempre sei o que devo fazer agora e as duas próximas metas. É uma delícia ver o papel sendo riscado durante o dia. A meditação também é uma poderosa ferramenta de produtividade na medida em que aquieta o rebuliço mental e permite ter clareza sobre o que deve ser feito e, principalmente, como deve ser feito. Costumo meditar logo ao acordar, por 20 minutos.

Você prefere trabalhar em casa ou em outro lugar?

Sou 100% caseiro. Adoro trabalhar em casa.

Qual o melhor conselho para a vida que você já recebeu?

Os problemas não são acidentes que acontecem conosco por puro azar e, se formos sortudos, não teremos problemas. Os problemas são parte inerente do jogo que é a vida. Aprenda a gostar deles a vê-los como desafios que vão lhe ajudar a construir sua história. Moral da história: Ame os seus problemas!

Organize sua rotina contra o mosquito da dengue

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Não se trata mais de uma situação excepcional: se precaver contra o mosquito da dengue faz parte da rotina de uma família organizada. Veja como organizar suas checklists de limpeza para garantir que na sua casa o mosquito Aedes aegypti não entre:

Diariamente

– Verifique possíveis focos de água parada nos lugares da casa onde você mexeu com água: pias, quintal, varanda, atrás do tanque;

– Passe repelente em toda a família pela manhã e ao final da tarde;

– Utilize um bom inseticida noturno que não faça mal à saúde da sua família;

Semanalmente

– Limpe os vasos de plantas para garantir que não sejam foco do mosquito;

– Converse com seus vizinhos sobre medidas de precaução para trocarem ideias;

– Compartilhe em seu Facebook dicas para prevenção, para conscientizar outras pessoas;

– Lave com esponja os baldes e galões utilizados para armazenar água;

– Troque a água dos vasos de plantas aquáticas;

Mensalmente

– Faça a manutenção da sua caixa d’água, garantindo que ela continue vedada;

– Remova folhas, galhos e outras sujeiras que possam obstruir a saída de água das calhas.

Com relação à dengue, não basta fazer a sua parte – é importante conscientizar os outros também. Por isso é tão importante a gente falar publicamente sobre esse assunto na Internet, porque nunca se sabe quem pode ser afetado.

A SBP criou um site exclusivo com muitas dicas sobre o assunto e imagens de conscientização que podem ser usadas para compartilhamento. Acesse: http://www.nossacidadesemdengue.com.br

CoSchedule: o calendário editorial definitivo para o seu blog

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Eu já testei diversas maneiras de montar o calendário editorial do meu blog: calendário de post-it, calendário de papel, agenda do Google, plugins, planilhas. Todas são excelentes soluções e atendem bem, mas nada é tão completo quanto esse plugin que descobri há cerca de um ano chamado CoSchedule. Ele não é muito popular porque é um plugin pago, mas vale cada centavo.

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Basicamente, ele cria um calendário onde você pode manusear os posts dentro do seu próprio blog. Só que ele tem muitos recursos para fazer isso acontecer.

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Primeiro, que ele tem um menu lateral que te permite escolher o tipo de conteúdo que você vai visualizar (posts, redes sociais, notas etc). Você também pode escolher, na barra superior, o período de visualização. Também é possível visualizar todos os posts em formato de rascunho (e que estejam sem data) na lateral direita, pois assim você pode aproveitá-los ao trabalhar no seu calendário editorial.

Ao clicar no botão +, para adicionar um novo conteúdo, ele abre uma janela com as opções:

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E aí você começa a ver como ele é incrível, porque não manuseia somente posts no blog, mas em redes sociais, outros conteúdos (por ex: YouTube), eventos, notas e tarefas. Quando você cria um conteúdo no seu calendário, também pode escolher um ícone que o categorize melhor, para facilitar na visualização.

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Cada post abre uma “janelinha” pop-up com muitas opções de gerenciamento. Você pode, por exemplo, atribuir o post a algum autor do seu blog (se você trabalhar com colaboradores), inserir comentários que ajudem na produção do post (ou recados) e até atribuir tarefas. Isso é muito útil porque posso trabalhar em cada post como se fosse um mini-projetinho com imagens, vídeos, pesquisas e outros elementos que cada post demande em específico. Para blogs que têm colaboradores, é um gerenciador muito completo, mas funciona super bem para quem é o único autor também.

Outra coisa que gosto muito é que ele também te deixa agendar as postagens relacionadas àquele post nas redes sociais nessa mesma janelinha. Ele até sugere um modelo com frequências para que seu conteúdo seja sempre divulgado:

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Então eu consigo enumerar um montão de benefícios ao usar o CoSchedule:

  • Economizo um tempão com agendamento de posts, pois esse processo é intuitivo;
  • Consigo planejar meus conteúdos com mais inteligência, pois sei quando entra cada tipo e, assim, me programo melhor;
  • Fica mais fácil de analisar a audiência dos posts, porque a janelinha também me mostra o alcance e a popularidade daquele post depois de publicado;
  • Gerencio todos os meus conteúdos em um único lugar;
  • Para manusear posts dentro das datas, basta clicar e arrastar. É muito prático.
  • Ele é lindo! O que faz muita diferença quando você quer se organizar – gostar da ferramenta.

Eu escolhi desde o início o plano mais barato ($10 por mês), que me atendia bem. Há cerca de um mês, mudei para um plano um pouco mais pro ($50 por mês), que garante a absolutamente incrível integração com o Evernote. Isso para mim faz toda a diferença porque posso aproveitar meu tempo offline (especialmente em viagens) para escrever posts e depois simplesmente migrar com um único clique para o WordPress. Esse plano também inclui outras funcionalidades interessantes, como criar templates para tarefas (e aí eu tenho uma checklist que aplico em todos os posts de maneira prática). Ainda não sei se vale a pena manter esse plano mais caro, mas por enquanto sim. Acho que à medida que a gente vai profissionalizando o blog vai querendo investir nos melhores recursos.

Eu estou bastante envolvida no tema “calendário editorial” porque estou produzindo o conteúdo do curso de sábado agora, de organização para blogueiros, onde pretendo falar muito sobre como eu faço e quais as recomendações para organizar a rotina de produção de conteúdo do blog.

Este post NÃO é um publieditorial, mas todo assinante do CoSchedule que escrever sobre ele em seu próprio blog ganha 50% de desconto nas mensalidades, o que é sempre muito bom.

Mais alguém utiliza o CoSchedule? Não vi nenhum blog brasileiro falando sobre ele ainda. Seria legal trocar ideias!

Últimos detalhes antes da volta às aulas em agosto

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Gostaria de compartilhar com vocês alguns detalhes da volta às aulas do filhote em agosto.

O Paul mudou de escola este ano no meio do semestre por termos tido problemas com a direção da escola anterior. Logo, ele entrou no meio do semestre em outra escola e a nossa preocupação era que se adaptasse bem, o que aconteceu muito rapidamente. Uma das coisas que eu mais admiro nosso filho é como ele se adapta bem às mudanças, desde pequeno!

O fato de ele ter mudado de escola no meio do semestre fez com que comprássemos algumas coisas mais necessárias e deixássemos outras para ajeitarmos aos poucos, como a quantidade de uniformes. Agora que ele está de férias, então, estamos providenciando mais camisetas, mais bermudas (já pensando no calor) e uma blusa de moletom quentinha (só tínhamos comprado o agasalho antes).

Em termos de materiais, a vantagem das escolas infantis é que você entrega todo o material do ano no início das aulas, então por enquanto não precisamos repôr nada.

Eu também gosto de aproveitar o período de férias (duas vezes por ano) para revisar os livros e brinquedos dele, pois alguns não são mais adequados à idade ou ele tem novos interesses.

Isso porque ele tem 5 anos e está ainda há um ano do Ensino Fundamental I. Acredito que, a partir do ano que vem, a rotina mude um pouco.

Vocês que são mães e pais estão tomando alguma providência? Vamos trocar ideias!

50 cadernos para você criar no Evernote

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Imagem: http://sachachua.com/
Imagem: http://sachachua.com/

Veja 50 ideias para se organizar utilizando cadernos no Evernote:

  1. Diário de viagem
  2. Prontuário médico
  3. Estudo de um idioma
  4. Livros para ler, que já leu, que quer comprar…
  5. Dicas de jardinagem
  6. Receitas
  7. Diário de gravidez
  8. Prática de escrita
  9. Regras gramaticais de português
  10. Seu estilo
  11. Menu semanal
  12. Posts para o seu blog
  13. Diário de dieta
  14. Resumos mensais da sua vida
  15. Notas de cursos e eventos
  16. Lista de episódios das suas série preferidas
  17. Resenhas de filmes
  18. Seus desenhos e/ou pinturas
  19. Reforma da casa
  20. Decoração da casa
  21. Piadas
  22. Objetivos de vida
  23. Diário da vida do filho
  24. Sobre as pessoas que você conhece
  25. Planejamento de festinhas
  26. Registro de gastos
  27. Organização do casamento
  28. Letras de músicas
  29. Coisas que você gosta
  30. Frases
  31. Projetos
  32. Diário de atividade física
  33. Contas pagas
  34. Artigos da web para ler
  35. Documentos
  36. Relatórios do trabalho
  37. Mensagens e comentários que você gostaria de guardar
  38. Passeios para fazer
  39. Lugares para conhecer
  40. Brincadeiras para os seus filhos
  41. Atividades para as crianças
  42. Dicas de limpeza
  43. Dicas de organização
  44. Wishlist
  45. Orações
  46. Meditações
  47. Contatos
  48. Inventário
  49. Gadgets
  50. Manuais de instrução

E você, tem mais alguma ideia? Como você utiliza o Evernote?

Cuidados com a pele no inverno

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No inverno eu gosto de mudar um pouco os cuidados que eu tenho com a pele porque ela tende a ficar muito ressecada com o frio e o tempo seco. Por fazer parte da minha rotina, quis falar um pouco sobre os produtos que eu uso e como lido com esse assunto no meu dia a dia. Você pode conferir no vídeo abaixo (clique aqui se ele não estiver aparecendo para você).

Você muda sua rotina de cuidados com a pele no inverno? Poste como você costuma fazer nos comentários, para trocarmos ideias!

Coisas que você faz quando se fortalece mentalmente

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Estou pensando muito nos últimos dias sobre o tema do mês no blog (auto-conhecimento) e sobre como ele influencia na nossa organização pessoal. Eu penso que, quando nos conhecemos, conseguimos nos fortalecer mentalmente e isso é fundamental para encontrarmos motivação para a vida como um todo. Por isso, o post de hoje é sobre coisas que fazemos quando nos fortalecemos mentalmente, fruto do auto-conhecimento que vamos construindo com o passar do tempo.

Eu vejo isso acontecendo na minha vida e de outras pessoas, e acho importante mostrar como o cenário pode ser para quem não vê benefícios em se organizar e se conhecer.

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Seguir em frente

A partir do momento que você se conhece e se fortalece mentalmente, você não perde tempo com preocupações sem sentido (ou até que tenham sentido). O que muda é a sua atitude com relação a elas – se existe um problema, vamos solucionar! Nada de ficar lamentando e se preocupando sem tomar qualquer atitude.

Manter o controle das suas emoções

Dificilmente você verá uma pessoa fortalecida mentalmente “saindo dos eixos” e perdendo o controle emocional em uma situação desagradável. Como fruto do auto-conhecimento, você sabe como seu corpo reage, como você se sente quando determinadas situações acontecem e, prevendo isso, consegue tomar decisões antes do calor da ocasião. A meditação tem muito disso também, e ajuda.

Abraçar a mudança

As mudanças acontecem! Nada na vida é para sempre e até a situação mais estável do mundo pode virar de cabeça para baixo de um dia para o outro. A organização ajuda muito aqui também, porque se nosso radar estiver ligado, vamos sempre saber o que fazer quando mudanças acontecerem. Mas não só o lado da “logística” importa, mas também o emocional. Lutar contra mudanças só traz sofrimento, e quem sabe disso lida muito melhor quando elas acontecem.

Buscar estar sempre feliz

Todo mundo tem problemas. Por pior que seja sua situação, ela não vai melhorar se você ficar mal-humorado e reclamando o tempo todo. Ser feliz é uma jornada, não um fim – escolha ser feliz diariamente. Veja o lado bom das coisas. Lide de maneira mais alegre com os acontecimentos do dia a dia. A felicidade não vem de fora – é um sentimento interno.

Ser gentil

No Budismo, acredita-se que a origem de todo sofrimento nasce no auto-apreço. Toda vez que nos colocamos em primeiro lugar, alguém está ficando em segundo, terceiro… Por que somos mais importantes? Existem 7 bilhões de pessoas no mundo – por que eu acho que EU devo entrar primeiro no vagão do metrô? Por que EU devo ser promovido? Procure identificar no seu cotidiano a influência do seu ego nas decisões e exercite a gentileza toda vez que perceber. Se colocar no lugar do outro mostra que você não se considera a pessoa mais importante do mundo e que o bem-estar de todos é tão importante quanto o seu próprio.

Responsabilizar-se pelas próprias ações

Nada de culpar o passado e outras pessoas pelo que aconteceu – as pessoas fortalecidas mentalmente têm a confiança de tomar para si a responsabilidade e buscar soluções, sem choramingos. Se há um problema, há uma oportunidade de solucionar de forma melhor.

Ficar feliz pelo sucesso das outras pessoas

Em vez de sentir inveja, quando percebem uma qualidade ou conquista de terceiros, elas tomam para si essas qualidades para aplicar em suas próprias vidas. Ninguém está tomando o lugar de ninguém. O sucesso de outras pessoas não lhes causa ressentimentos.

Curtir ficar sozinho(a) também

Pessoas bem-resolvidas não têm medo de ficar sozinhas porque sabem que é um momento para curtirem a si mesmas e fazer atividades que não podem fazer em grupo, dupla ou casal.

Saber esperar

Pessoas que se conhecem e são fortalecidas mentalmente não esperam resultados imediatos porque não precisam deles para confirmar sua condição. Elas sabem o trabalho que estão fazendo, como estão investindo o seu tempo, e que os resultados virão. Não há decisões tomadas por impulso e síndrome de burn-out porque, se há problemas, eles foram identificados e tratados. Nada é “empurrado com a barriga”.

Saber investir sua energia com sabedoria

Nada de ficar acordado até mais tarde se você precisa estar bem no dia seguinte logo cedo. Nada de comer algum alimento que você sabe que te faz mal. Nada de investir tempo em uma atividade que não agrega. Nada de perder tempo com sentimentos que não levam a lugar nenhuma. Nada de tagarelar sem sentido.

Refletir e agradecer pelas conquistas

Conquistar coisas novas é muito legal, mas a busca incessante por novidades pode enlouquecer qualquer um. Pessoas que se conhecem e são fortalecidas mentalmente sabem reconhecer as conquistas e podem curtí-las ao longo da vida. Elas gostam de ver o trabalho que fizeram, pensar no futuro breve e mais longínquo e fazer boas escolhas no presente. Elas também estão sempre gratas pela oportunidade de estarem vivas e com esse poder de criação.

Esses são alguns benefícios que eu vejo do auto-conhecimento e do fortalecimento mental para a organização pessoal. É muito importante esse processo porque, às vezes, uma pessoa pode não conseguir se organizar apenas porque não tem a motivação necessária para isso, ou se preocupa com outras questões. Talvez o auto-conhecimento deva ser trabalhado em primeiro lugar. E, posso dizer? Trabalhar o auto-conhecimento é algo que TODO MUNDO deveria fazer, independente do nível de força mental e emocional que tenha, porque sempre traz grandes descobertas.

E você, o que acha desse assunto? Dá muito pano para a manga, não?

Aprenda GTD: Passo 1 – Capturar

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“Até você ter capturado tudo o que tem a sua atenção, uma parte sua não vai confiar totalmente que você está trabalhando com uma visão geral do seu mundo.”. – David Allen

Em outras palavras: você precisar tirar da cabeça aquilo que está te preocupando de alguma forma, para poder lidar com isso sem que essa ideia fique pipocando na sua mente de tempos em tempos (além de você correr o risco de esquecê-la).

Quando ele fala que a nossa mente é para ter ideias, não para armazená-las, significa basicamente o seguinte:

  • Você já se pegou tendo grandes ideias enquanto está tomando banho, tirando férias ou tentando dormir? Isso acontece porque sua mente está em um estado de relaxamento. Durante o dia, isso não acontece porque você tem sempre muitas preocupações na sua cabeça. O que buscamos, ao fazer a coleta, é esse estado de relaxamento que nos permita pensar durante o dia também.
  • Se você conseguir obter controle no seu nível mais básico de atividades, não precisa gastar conhecimento cognitivo nelas – e pode deixar sua mente liberada para pensar estrategicamente. Ou seja: como você pode conseguir se dedicar a um projeto importante se você está preocupado com a sua caixa de entrada de e-mails cheia de demandas esperando sua resposta?

Quando a gente fala em coletar, muitas pessoas pensam: “Credo, mas vou escrever tudo o que está na minha cabeça? Vou ficar maluco”. Em primeiro lugar, não, você não vai escrever tudo (vou explicar mais para a frente o que você vai escrever). E em segundo, as coisas não deixam de existir apenas porque você não quis escrevê-las e tirar da cabeça. Quando você faz isso, você consegue ter uma ideia da dimensão de coisas que você precisa fazer e cuidar, apenas, o que pode te dar a sensação de tranquilidade por não confiar na sua mente para isso. Você só consegue ficar tranquilo sobre aquilo que não está fazendo quando tem noção do que não está fazendo, e a única maneira de fazer isso é coletando esse material. Nossa mente não tem outra mente interna fazendo essas divisões.

Claro, porque você já deve ter percebido que nem a pessoa com a melhor memória do mundo consegue guardar todas as informações necessárias na cabeça. E a outra questão – a mais importante, no meu ver – é que não precisa. Você não precisa usar a sua cabeça para armazenar informações. É isso o que o David quer dizer quando recomenda que a gente use a cabeça para pensar, não para armazenar. Quando a gente armazena, a cabeça fica muito cheia para pensar.

O que você deve capturar?

No geral, tudo aquilo que chama sua atenção. Você pode estar divagando durante a aula de Economia III na faculdade e reparar que o teto pintado de azul é bonito. Precisa capturar isso? Não. Mas é claro que, se você olhar para o teto azul e descobrir que, um dia, quando tiver sua casa dos sonhos, gostaria de ter um teto azul, pode ser legal não perder essa ideia. Entendem a diferença? Tudo gira em torno da atenção.

Minha regra pessoal é a seguinte: se eu penso em uma coisa que eu sei que não posso esquecer, eu anoto. É mais simples assim! Mesmo que depois eu decida que é uma bobagem, prefiro anotar a esquecer.

De onde vêm essas informações que precisamos coletar?

  • Reuniões
  • Mensagens
  • Telefonemas
  • Anotações
  • Notas em sala de aula
  • Correspondência
  • Pessoas falando
  • E-mails
  • Ideias
  • Navegando na Internet
  • Etc!

 

Ideias podem surgir o tempo todo no nosso cotidiano e não é legal perdê-las. Então, no dia a dia, desde o momento que a gente acorda (já pensando em mil coisas), até chegar no trabalho, conversar com o colega e saber uma novidade sobre um projeto, abrir a caixa de entrada com 112 e-mails novos, ir para a reunião, lembrar de coisas para comprar no mercado, solicitações do chefe, nós estamos recebendo informações. Se não coletarmos aquilo que precisaremos lembrar, podemos fatalmente esquecer algumas delas – por melhor que seja a sua memória. Por isso, a recomendação do GTD é que, se você receber algum tipo de informação que precise ser lembrada, anote em algum lugar.

Onde capturar

No post anterior você já viu algumas sugestões de ferramentas para coleta. Particularmente, eu gosto de coletar no papel, por achar mais rápido escrever que digitar no computador ou no celular. Lembre-se também que não é para processar direto essa informação – passar pelo passo da coleta é importante porque o processar, que veremos no próximo post, deve ser feito com atenção, e não de qualquer jeito. (Veja aqui os principais erros de quem começa a aplicar o GTD)

Algumas ferramentas, como o Todoist e o Evernote, podem ser usadas também como caixa de entrada. Fica totalmente a seu critério escolher o que for melhor para você. O que eu recomendo é que você tenha uma ferramenta digital e outra física para coleta, para nunca ficar na mão. Eu costumo levar meu bloquinho de papel para todo lado mas, se por acaso ele faltar, certamente estarei com meu celular, e então posso coletar (eu uso o Evernote para isso).

Durante muito tempo, usei um único caderno (físico) como caixa de entrada e anotava nele, uma coisa embaixo da outra, tudo aquilo que não poderia esquecer. O problema de fazer assim – percebi com o tempo – é que você não consegue se concentrar em um único item ao processá-lo – o de baixo pode chamar mais atenção e por aí vai. Quando eu coleto em um único papel, consigo me concentrar em cada item coletado e o processamento se torna mais preciso. Quando o David recomendou isso no livro imaginei que fosse um absurdo, anti-ecológico, mas agora entendo o por quê. E, para economizar papel, basta usar folhas de rascunho, reaproveitar os papéis e tudo o mais. Dá na mesma.

A importância de ter uma caixa de entrada

A caixa de entrada é aquele lugar onde você vai centralizar todos os papéis que chegam até você. A ideia é que, se você precisar de alguma informação que ainda não tiver sido processada e organizada, você sabe que fatalmente ela estará na sua caixa de entrada. No outro post, anterior, eu falei mais sobre a importância de ter uma caixa de entrada (e, na verdade, várias, e como fazer).

Na prática, funciona assim: você passará o dia coletando ideias e, quando coletar cada uma, colocará o papel na sua caixa de entrada (se você usar uma caixa de entrada digital, adapte o conceito à sua ferramenta). Depois, você vai processar o que coletou. No post sobre o processamento vou comentar sobre a frequência dele.

A primeira coleta

Quando você começa a implementar o GTD, pode perceber que vai fazer uma coleta bem grandona. O David tem algumas recomendações:

  • Comece pelo seu espaço físico. Olhe para a sua mesa e veja o que você tem de papéis, contas jogadas, post-its, recibos, anotações diversas. Veja um por um para ver a necessidade de coletar. Lembre-se que é muito mais fácil deixar as coisas como estão do que tomar alguma decisão com relação a elas – e isso vale para tudo na vida! O que o GTD faz é, pouco a pouco, solucionar essas coisas. Se você tem uma mesa quebrada no seu escritório, você precisa coletar essa ideia para decidir depois o que vai fazer com ela. E é claro que, se for algo gigantesco como um móvel, você não vai colocar na sua caixa de entrada, mas anotar em um pedaço de papel “mesa quebrada” e colocar na caixa de entrada. Ao processar, você vai se fazer algumas perguntas que vão te ajudar a lidar com aquilo.
  • Depois da sua mesa, vá para as suas gavetas. Depois, as superfícies do seu escritório. Armários, estantes. Como você pode ver, a primeira coleta pode ser trabalhosa. O David recomenda que você tire dois dias para fazer. O que eu particularmente recomendo é que você colete um pouco hoje, um pouco amanhã e por aí vai, porque isso faz parte da minha filosofia de organização – fazer tudo aos pouquinhos, desde que evolua. Depende realmente do que funciona melhor para você. Quando eu comecei a usar o GTD, eu fiz a coleta grandona toda de uma vez e, vez ou outra, gosto de refazer. Ajuda bastante a verificar se falta tomar algum tipo de providência.
  • Aplique a coleta em toda a sua casa. Ande pelos cômodos e veja se algo chama a sua atenção. Comprar um móvel, pintar uma parede, arrumar os cabos atrás do rack. Certamente você coletará muitas ideias.

Fazendo a coleta mental

Uma vez que você tenha feito a coleta física, parta para a coleta mental. E aqui eu já digo que vale muito mais a pena coletar a mais que deixar faltar algo – tenha isso em mente ao capturar ideias. Não é hora de pensar “isso é demais” – se achar importante, colete.

Para fazer a coleta mental, utilize o livro do GTD (“A arte de fazer acontecer”), a partir da página 90, quando ele traz uma lista de possíveis veios abertos na sua vida para inspirar essa coleta.

Depois da coleta

Se você coletou tudo, provavelmente sua cabeça está vazia e sua caixa de entrada está cheia. Depois de coletar, você vai processar esse material. Nosso próximo post será apenas daqui a duas semanas, explicando o processamento, e é provável que você tenha ali coisas que não podem esperar. Eu sugiro que você processe sozinho, seguindo as recomendações do livro e, quando o post novo chegar, você vai refinando seu processamento com o que foi coletando ao longo dos dias. Não deixe sua caixa de entrada acumular, senão processar se tornará chato. E ah, processe aos poucos, senão você vai ficar horas fazendo isso da primeira vez.

Lembre-se que isso deve se tornar um hábito no seu dia a dia. Lembrou de alguma coisa que não pode esquecer, colete! Se esse negócio voltar à sua mente pela segunda vez, é porque você não coletou da primeira – exercite mais.

Boas práticas da coleta

  • Coloque a data em que você coletou aquela informação. Pode ser útil ter essa informação ao processar uma demanda que você tenha que cobrar de alguém, por exemplo, ou para tarefas semelhantes cuja única diferença é o dia que entraram. Na verdade, é um bom hábito datar tudo o que você escreve, não só as coletas do GTD.
  • Se você for coletar algo que é evidentemente lixo, já jogue fora. Não vale a pena colocar na caixa de entrada e só jogar fora ao processar. Isso pode ser especialmente útil para e-mails que são spam.
  • Seja consistente na coleta. Se deixar de coletar uma vez, as coisas já voltam para a sua cabeça e a bagunça se instaura novamente.
  • Coletar ajuda você a lidar com interrupções. Você pode estar trabalhando em um documento importante e lembrar de algo que precisa fazer – em vez de parar e ir fazer, você anota para não esquecer e continua o que está fazendo. O mesmo vale para um telefone que toca ou o chefe que vem na sua mesa e pede um monte de coisas. Se for o contrário e você tiver que parar para atender uma solicitação, consegue coletar onde parou no documento e voltar nele com tranquilidade logo depois de cumprir a demanda.
  • Não insira diretamente a coleta no seu sistema organizado. Insira na caixa de entrada e processe depois com calma. Se processar errado, sua execução falhará. É necessário passar por todos os passos para ser feito da maneira certa.
  • Colete antes que aquilo se torne urgente. Você pode achar besteira coletar algo como “ir ao dentista” mas, quando você estiver morrendo de tanta dor e isso se tornar urgente, vai se arrepender de não ter coletado e lidado com aquilo antes. Isso vale para muitas outras situações em nossa vida, especialmente na vida pessoal, que podemos ter o péssimo hábito de deixar para lá.

Quando você começa a fazer a captura no GTD, na verdade você está dando o primeiro passo para transformar a sua “tralha” em algo que demanda qualquer tipo de ação ou não. Quando você não decide sobre as coisas que aparecem na sua vida, elas ficam ocupando seu espaço mental e te perturbando mesmo que você não saiba.

Percorrer todos os cinco passos do GTD é MUITO importante porque, muitas vezes, as listas que as pessoas têm de coisas a fazer nada mais são do que listas de coisas incompletas, que não foram pensadas, e que continuam ali como um lembrete do que deve ser pensado ainda. Isso não te tira do lugar e você não sabe por quê. O que o GTD faz é tornar a execução de todas as coisas na vida muito mais fáceis para você.

Dúvidas? Poste nos comentários. 🙂

Livros que podem ajudar com o auto-conhecimento

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Como o tema do blog este mês é Conheça a si mesmo, eu achei que seria legal apresentar, logo no início do mês, algumas indicações de livros que possam ajudar nesse processo de se conhecer.

Eu selecionei nove livros e gravei um vídeo falando um pouco sobre eles. Espero que gostem. (Se não estiver visualizando o vídeo abaixo, clique aqui para acessar no YouTube).

Qual é a tua obra? (Mario Sergio Cortella)

Mario Sergio Cortella é escritor, filósofo e professor e muitos dos seus livros são indicados por tratarem desse tema de auto-conhecimento. Eu selecionei este porque é de uma leitura leve e rápida, como se você levasse um soco no estômago mesmo ao lê-lo, porque vai direto ao ponto: Por que você está aqui nesse planeta? Qual será o seu legado? Um livro especialmente indicado para quem está um pouco perdido na vida sem saber muito bem o que fazer com relação ao trabalho e à carreira

O poder do hábito (Charles Duhigg)

Neste livro, o autor conta, em forma de histórias, como a nossa vida é regada por hábitos e como fazer para mudá-los. Que hábitos são mais importantes? Por que alguns hábitos puxam outros? Por exemplo: quando alguém corta o cabelo, é promovido no emprego? Ou, quando perde 10kg, consegue tocar um instrumento? Eu particularmente não gosto de livros que se pautam em histórias, acho que a leitura fica lenta. Apesar de não ser uma leitura muito rápida e o livro ser um calhamaço, vale a pena para quem tem interesse em saber mais sobre os hábitos e como mudá-los.

Não diga SIM quando quer dizer NÃO (Dr. Herbert Fensterheim e Jean Baer)

Já fiz resenha desse livro aqui no blog de tanto que gostei e achei pertinente ao assunto organização. No geral, muito do que fazemos na vida tem a ver com não saber dizer não. De onde vem isso e como podemos alterar esse padrão? O livro é excelente. Você pode ler a resenha completa que eu fiz aqui.

Inteligência emocional (Daniel Goleman)

Daniel Goleman é PhD e publicou diversos livros sobre a sua inteligência emocional e, recentemente, o best-seller sobre foco. Segundo ele, a teoria da inteligência emocional redefine o que é ser inteligente. Esse livro fez sucesso quando foi lançado, nos anos 90, porque trouxe a público uma ideia até então não pensada: que não só o conhecimento influencia na inteligência da pessoa, mas também o seu emocional – como ela lida com as coisas. A teoria foi sucesso absoluto e até hoje é citada e respeitada. Vou ser sincera: os livros do Daniel Goleman não são fáceis de ler, são densos, mas trazem muito conteúdo bom. Se você tiver interesse em desbravar, certamente não vai se arrepender. Mas não espere ler o livro em uma sentada no final de semana.

Oito passos para a felicidade (Geshe Kelsang Gyatso)

Quando se fala em auto-conhecimento, acredito que todo mundo que tenha uma religião deva buscar algum autor ou livro favorito (que seja a Bíblia) para ajudar no auto-conhecimento. No meu caso, eu gostaria de indicar este livro, pois ele abrange muitas condições humanas que podem trazer felicidade (ou infelicidade…) e como lidar com elas de acordo com os preceitos budistas.

O discurso “Faça boa arte”, de Neil Gaiman

Este é um pequeno livro com a transcrição que o autor Neil Gaiman fez em uma universidade de artes em 2012. Apesar de pequeno, o texto é forte e eu mesma gosto de reler sempre que me sinto um pouco desanimada com a vida. A leitura é rápida e agradável – pode ser feita em menos de uma hora. Mas o impacto que trará na sua vida, em termos de: “ok, e agora, o que eu quero da minha vida?”, será fulminante.

Geração de valor (Flávio Augusto da Silva)

Aproveitando que estamos falando sobre trabalho – e que trabalho tem a ver com a nossa missão na vida, nos dá sentido, e não estou falando sobre empregos -, é muito importante citar este livro do Flávio Augusto, que é um compêndio de tudo o que ele vem escrevendo em sua fan page e blog incentivando pessoas a empreenderem e encontrarem seu lugar nesse mundo. Eu acho que tem muito a ver com auto-conhecimento porque nos incentiva a pensar sobre o que estamos fazendo e sobre como estamos investindo o nosso tempo na vida.

Roube como um artista (Austin Kleon)

Este é um livro que ensina sobre como desbloquear sua criatividade. Se você estiver precisando de inspiração para fazer alguma coisa, este livro traz dez dicas em um formato bem-humorado sobre como fazer acontecer sendo coerente com quem você é – e mais: te ajudando a descobrir quem você é no meio do caminho. É uma leitura fácil e agradável, que recomendo a todos.

Equilíbrio e resultado (Christian Barbosa)

Por último, gostaria de indicar meu livro preferido do Christian, que também é autor do best-seller “A tríade do tempo”. Esse livro é praticamente um guia para você conseguir analisar todas as suas áreas da vida (que eu comentei no editorial) e sobre como você pode conciliá-las e conseguir o equilíbrio que tanto busca. O Christian estava inspiradíssima ao escrever esse livro e eu sempre releio alguns trechos de tempos em tempos, de tanto que eu gosto do texto. É basicamente um livro sobre ideias e o que fazer com elas para que se tornem realidade dentro de uma vida equilibrada.

Certamente existem muitos outros livros que nos inspiram a buscar o auto-conhecimento, mas esses que eu selecionei foram os que considerei mais relevantes para passar neste momento. Você já leu algum desses livros? Tem outros para indicar? Por favor, poste nos comentários!

Checklist de julho 2015

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Todo mês eu posto uma sugestão de checklist para os leitores do blog. São ideias de atividades que podem ter a ver com seu momento atual. Segue a checklist de julho:

Tarefas para fazer ao longo do mês

  • Tirar o pó dos lugares mais altos da casa, como em cima dos armários e dos lustres
  • Trocar as fotografias da família nos porta-retratos
  • Verificar medicamentos vencidos
  • Providenciar um lugar para pendurar os casacos e colocar as roupas de frio ao chegar em casa
  • Testar um tempero novo no seu menu semanal
  • Fazer backup do computador
  • Limpar sua estante de livros
  • Separar alguns livros para troca ou doação
  • Doar agasalhos
  • Limpar pincéis de maquiagem
  • Trocar as escovas de dentes
  • Consertar algo que esteja quebrado

Projetos para trabalhar neste mês

  • Organizar a volta às aulas dos seus filhos (ou as suas, se estiver estudando)
  • Planejar a limpeza da casa em alguns pontos mais críticos por causa do inverno

Para fazer todo mês

  • Analisar os marcos do mês anterior
  • Analisar áreas de foco e ver se algo precisa da sua atenção
  • Checar a pasta do mês no tickler
  • Definir metas para o mês
  • Checar aniversariantes do mês
  • Checar agenda do mês e compromissos já agendados
  • Controlar as contas pagas e a pagar
  • Fazer backup de fotos e arquivos do computador
  • Fazer backup de fotos do celular
  • Escolher um passeio legal e gratuito para fazer com a família este mês

E você, o que pretende fazer em julho? Deixe um comentário contando!

Editorial de julho 2015: Conheça a si mesmo

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Sempre que eu começo a escrever um editorial novo, gosto de olhar para o mês que passou para ver como eu me portei com relação ao tema anterior. Em junho, o verbo do mês era Ame, e eu não poderia ter feito nada menos do que isso. Foi um mês em que realizei um sonho profissional, esclareci mentalmente muito do relacionamento com meu marido, meu filho e a minha família. Foi um mês de relacionamentos, fato! E esse mês me fez ter vontade de chegar agora, em julho, e mergulhar no novo tema, que não poderia ser mais adequado.

vo-jul-2015

O que eu acho mais incrível da vida é que, toda vez que a gente para para analisar nossas áreas de foco, ou seja, as responsabilidades que cada um tem, sempre descobre algo a melhorar, nem que sejam pequenos ajustes.  Por isso, todo mês eu gosto de fazer essa análise das áreas da minha vida e, para isso, eu utilizo a roda da vida que muitos profissionais de coaching usam:

Imagem: No dia a dia
Imagem: No dia a dia

Existem muitas variações dessa roda da vida, mas todas dizem respeito às mesmas áreas, ainda que com nomes diferentes. Então, o que gosto de fazer, todo mês, é analisar como está cada uma dessas áreas para promover melhorias, dar atenção a algo que eu não estava ligando muito etc. E isso é puro auto-conhecimento. Conhecer aquilo que você gosta de fazer, o que não gosta, onde estão as suas forças e as suas fraquezas, onde precisa melhorar, onde tem coisa demais.

Quando a gente fala em um mês com esse tema, é interessante porque pode pensar: “oras, eu não preciso de um mês para isso – eu já faço essa análise sempre”. Será? Será que a gente consegue se permitir ter um mês inteiro para trabalhar esse auto-conhecimento, ler alguns livros relacionados, fazer algum curso, assistir um vídeo ou palestra sobre o assunto?

E mais: o que auto-conhecimento tem a ver com organização? Absolutamente tudo. Eu acredito que a organização sirva como ferramenta para alcançarmos a nossa realização pessoal. Quando nos organizamos, conseguimos alcançar objetivos e viver uma vida mais tranquila, de acordo com os nossos valores. E esses valores nascem apenas do auto-conhecimento. Tudo o que a gente costuma falar sobre valores, princípios, missão pessoal – tudo nasce do auto-conhecimento. Por isso ele é tão importante. Por isso conhecer a si mesmo tem tudo a ver com organização. Como se planejar e se organizar se você não tem ideia do que está fazendo?

Uma vez eu comentei aqui sobre a importância da organização na minha vida e como isso impactou em tudo o que aconteceu depois. A organização tem tudo a ver com a coerência dos nossos atos, de não fazer escolhas erradas ou investir tempo naquilo que não é importante. Eu sou o exemplo vivo de como a organização pode proporcionar não só uma rotina tranquila em casa e no trabalho, mas como nos permite viver a nossa vida em níveis mais elevados, de acordo com nossos valores mesmo e propósito pessoal. Tudo o que a gente colhe é resultado de um esforço que cultivamos ao longo do tempo, mas por onde começar? A organização é o caminho.

Portanto, este mês vamos falar sobre este assunto aqui no blog.

Além disso, temos outras iniciativas acontecendo, para quem quiser participar:

  • Workshop de organização para blogueiros, que tem muito do auto-conhecimento de saber que imagem você quer passar, qual o propósito do seu blog, e como isso pode influenciar na organização do conteúdo e da sua rotina. Esse workshop acontecerá em São Paulo no dia 18 de julho. Ainda temos vagas mas, se você tiver interesse, não demore a se inscrever, pois são as últimas.
  • Workshop de construção do estilo pessoal e organização do guarda-roupa, também em São Paulo, no dia 15 de agosto. A Ana Soares e eu realizamos esse workshop no último sábado lá no RJ e vimos como o tema tem tudo a ver com se conhecer, saber a vida que se leva, para poder fazer boas escolhas e se apresentar para o mundo. Isso influencia na sua auto-estima, nos seus relacionamentos e no seu trabalho. Vale a pena.
  • Workshop Organize sua vida, o mais querido do blog, em Curitiba no dia 22 de agosto, já com inscrições abertas. Se você for de Curitiba e quiser fazer esse workshop, gostaria de pedir que, se possível, se inscreva logo, para que eu possa garantir os valores para as passagens, hospedagem e o aluguel do local. Caso não tenha quórum em alguns dias, o workshop precisará ser cancelado porque são muitas despesas para ir para outra cidade.
  • O próprio livro Vida Organizada (Ed. Gente, 2014), para quem ainda não leu, trata absolutamente sobre esse assunto. Pode ser encontrado nas principais livrarias como Cultura, Leitura, Fnac, Saraiva e Amazon.
  • Pretendo começar muito em breve a fazer mais webinars, hang-outs e outras iniciativas online para quem quiser interagir mas não puder vir às cidades onde estamos realizando os workshops. Peço apenas um pouco de paciência porque, como sabem, não tenho empresa, funcionários e outras pessoas trabalhando comigo. Cada uma dessas iniciativas acima demanda um esforço colossal da minha parte, especialmente a realização em outras cidades. Espero que compreendam. <3
  • Este mês também estamos trabalhando no redesign do blog! Sim, depois de três anos, vamos fazer uma mudança bem significativa no visual. Tenho certeza que todos irão gostar das novas funcionalidades.

Espero que vocês tenham um mês de julho maravilhoso e com muitas reflexões. Eu espero conseguir ajudar nesse processo.

Obrigada por tudo, pessoal.