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GTD e Estudos: Configurando o calendário

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Hoje na nossa série de posts sobre GTD e Estudos eu gostaria de trazer alguns exemplos do uso do calendário nas diferentes situações envolvendo áreas de estudo.

Passo 1: Tenha uma agenda só sua

Uma dúvida que muitas pessoas que usam GTD têm é como lidar quando precisam acessar calendários diferentes para consulta. Uma coisa é o seu calendário pessoal, que diz respeito ao seu tempo – às suas 24 horas por dia. Outra coisa diferente são calendários de referência, que você pode acessar para se programar. Tenha uma agenda que seja só sua, não importa se em formato de papel ou eletrônica. É a agenda que você vai consultar todos os dias.

Se você não tem uma agenda, providencie uma antes de continuar a leitura do post, para que ele seja válido para você. Como dica de ferramenta, eu recomendo a agenda do Google, que é gratuita e muito funcional, além de sincronizar com todos os celulares.

Passo 2: Entenda o que deve entrar na agenda

A agenda, no GTD, ou o que o David chama de calendário (o que tem data atrelado), é o cenário mais árduo do seu dia. É o que mostra o que você vai fazer *obrigatoriamente*. Ela não é pra ser lotada de coisas e tratada como uma lista de desejos. Por isso, de acordo com o método GTD, apenas 3 tipos de coisas entram no seu calendário:

  1. Ações a serem feitas em um horário específico
  2. Ações a serem feitas em um dia específico
  3. Informações relacionadas a um dia específico

A primeira coisa que você deve fazer então é abrir a sua agenda e garantir que esses três tipos de coisas já estejam nela, começando pela semana que vem, por exemplo. Tudo aquilo que não se enquadrar nas categorias acima não deveria estar no seu calendário.

Passo 3: Revisão Semanal

Você já aprendeu no post anterior da série como fazer uma Revisão Semanal. Revisar o calendário passado e futuro é muito importante para garantir a atualização dele. Continue seguindo com as suas revisões semanais.

Passo 4: No dia a dia, siga seu calendário

Começou o dia, trabalhe nos itens do calendário. Nos intervalos, trabalhe em outras coisas. Abaixo, vou dar alguns exemplos de agendas para diversas áreas de estudo a fim de ajudar.

Exemplo: Idade escolar

Meu exemplo é uma criança no Ensino Fundamental.

Percebam que mesmo uma criança ou adolescente pode ter informações relevantes na agenda.

Exemplo: Vestibular

Meu exemplo é um adolescente em época de vestibular.

Apesar do horário apertado, esse adolescente sabe que terá prova de Português na escola e que precisa fazer uma revisão de Física (que fará, provavelmente, depois das aulas do cursinho). Se ele achasse pertinente, poderia usar os intervalos ao longo do dia para estudar um pouco.

Exemplo: Curso de idiomas

Meu exemplo é um adulto que trabalha e, duas vezes por semana, tem aulas de inglês à noite.

Esse cidadão tem uma informação relevante para o seu dia (greve do metrô) e também sabe que, em algum momento do dia, ele precisa revisar o texto da aula anterior para chegar preparado para a aula que será de noite. Ele pode fazer isso no intervalo entre as reuniões que terá ao longo do dia, ou no horário do almoço, ou mesmo antes de começar a aula, se chegar mais cedo. Mas ele sabe que tem que fazer isso nesse dia.

Exemplo: Faculdade

Meu exemplo é um aluno que trabalha e está fazendo faculdade à noite.

Nosso amigo tem que fazer uma coisa importante: buscar o trabalho impresso na gráfica. Se a gráfica for perto da faculdade, ele pode fazer isso quando chegar, já que sai às 17h e sua primeira aula é apenas às 19h. O prazo para o trabalho é hoje e, obviamente, ele não vai fazer esse trabalho hoje – ele vem fazendo esse acompanhamento em suas revisões semanais, que permitiram que, para hoje, ele tivesse apenas que buscar o trabalho impresso na gráfica. Ele também tem uma informação importante, que é a de que seu chefe está de férias (isso influencia em seu dia de trabalho, até mesmo para sair no horário certo).

Exemplo: Concurso

Meu exemplo é um concursando em tempo integral.

É provável que nosso amigo ou amiga não tenha compromissos agendados, mas ele(a) tem um controle de estudos rigoroso expresso em seu calendário, que pontua as revisões que deve fazer, além das aulas que precisa assistir naquele dia. Ele não tem horário certo para fazer essas coisas, mas precisa ir atacando uma por vez, até finalizar, e esse deve ser o seu foco desde o início do dia.

Exemplo: Pós-graduação

Meu exemplo é uma pessoa que faz doutorado.

Essa é uma pessoa que ministra aulas pela manhã, almoçará com o reitor e se programou para passar um par de horas na biblioteca à tarde para realizar algumas pesquisas. No mesmo dia, sabe que precisa entregar um artigo e submeter outro.

Percebam que, aqui, estamos falando da organização das informações. Não vamos confundir organização com planejamento – são fases diferentes. Sua agenda deve conter as informações organizadas. Se você quiser planejar situações diferentes (por exemplo: o concursando quer se planejar para fazer o que tem que ser feito naquele dia em determinados horários, ele pode criar uma agenda paralela – visualizada no mesmo lugar – para o planejamento, mas não mexer na sua agenda organizada). Se você confunde os dois, perderá a confiança no que deve ser feito de tal e tal maneira.

É aqui que outras ferramentas podem te ajudar, como planners e bullet journals. Mas não se engane: o GTD vai no simples. Para o GTD, a organização basta. Portanto, só de você olhar a sua agenda organizada, já deve estar claro o que tem que ser feito e qual o foco. Se você complicar muito, inventando outras coisas, isso pode mais complicar do que facilitar. Eu sempre recomendo fazer o teste. Eu, sempre que faço, volto ao simples com o que o GTD propõe.

Vale lembrar que a “composição” da agenda (o que entra nela) deve ser feita diariamente, à medida que você processa e esclarece suas informações capturadas. E a Revisão Semanal vai te dar orientação semana a semana, com noção de prazos futuros e outros compromissos.

Qualquer dúvida, por favor, poste nos comentários. Obrigada!

Meu sistema GTD atual: Algum dia / Talvez (Julho 2017)

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Neste post, vou mostrar para vocês como estou organizando as minhas listas de Algum dia / talvez no Evernote.

Tenho uma pilha de cadernos:

Esta é a lista que eu ainda não terminei de passar tudo para o Evernote. Tenho notas a processar na pilha de backlog e também em formato de papel. Porém, uso as categorias acima, a saber:

  • Filmes para assistir: Auto-explicativa! Salvo muio rapidamente indicações de filmes e resenhas que leio na web para filmes aqui.
  • Gadgets para comprar: Coisas eletrônicas, apetrechos e equipamentos diversos entram aqui. Exemplo: fragmentadora de papel.
  • Ideias para podcasts / posts / vídeos: Aqui eu vou agrupando ideias diversas que vou tendo para esses formatos de conteúdos. Quando vou montar um calendário editorial novo ou quero planejar algo diferente a cada semana, consulto essas listas.
  • Incubados (next): É só uma maneira de colocar projetos que vão entrar na sequência de alguns que estejam em andamento e não quis classificar em nenhuma outra categoria. Geralmente estão associados a eventos no calendário, como viagens mais distantes ou eventos a serem organizados.
  • Para fazer antes de morrer: Coisas que quero fazer pelo menos uma vez na vida antes de morrer. Exemplo: ver a aurora boreal. Ainda falta bastante coisa aqui!
  • Receitas para testar: Eu tenho uma categoria de referência para receitas também, mas aqui criei esta lista para revisar semanalmente para ver se estou a fim de testar alguma dessas receitas no menu da semana. Percebam que o que diferencia uma categoria de outra é simplesmente o quanto quero revisar aquilo.
  • Casa e família: Coisas para fazer em casa ou envolvendo a minha família. Exemplo: trocar as janelas de casa.
  • Criatividade: Aprender a tocar violoncelo, fazer um curso de aquarela e outros estão aqui.
  • Estilo de vida: Coisas que têm a ver com o estilo de vida que estou construindo para mim, mas não estão em andamento no momento simplesmente porque não quero ou não posso alocar recursos no momento. Exemplo: fazer aulas de tênis.
  • Habilidades: Habilidades que quero desenvolver tanto pessoal quanto profissionalmente. Exemplo: fazer aulas de francês.
  • Oportunidades: Minha cabeça fervilha de ideias o tempo todo. Se eu não tiver uma categoria como essa para despejar as oportunidades que descubro no dia a dia, eu vou querer fazer tudo ao mesmo tempo e não terei foco. Que seja abençoada essa categoria! Exemplo: desenvolver um curso sobre assunto X.
  • Problemas: Todos os problemas que eu quero resolver mas que ainda não disponho de energia ou vontade de trabalhar neles no momento. Exemplo: cancelar uma das minhas contas no banco.
  • Processos: Processos ou procedimentos que podem ser melhores, mas no momento não tenho como alocar tempo e/ou recursos para melhorá-los. Exemplo: catalogar meus livros em uma outra ferramenta.
  • Viagens: Todas as viagens que ainda quero fazer nesta vida. Exemplo: conhecer Liverpool.
  • Travados por algum motivo: Projetos que estavam caminhando mas, por motivos diversos (ex: corte de orçamento), precisaram ser incubados até segunda ordem.

A lista de Algum dia / talvez é a melhor coisa dentro do sistema para aliviar a lista de projetos em andamento. Ela pode ser entendida como “agora não”. Nela, você pode inserir todos os projetos que não precisa ou não quer tocar no momento, mas pode ser que algum dia queira fazer isso. Reviso semanalmente e, muitas vezes, levo projetos dela para a lista de projetos em andamento, assim como deleto aqueles que já não me interessam.

Um ponto legal de reflexão aqui, é que é natural essa lista ser enorme (significa tudo o que já me chamou a atenção mas não está em andamento, mas pode ser que um dia sim). Mas essa lista hoje já é muito menor do que já foi. Eu acredito que seja pela idade e noção de quanto tempo de vida eu possa ter. Não dá pra fazer tudo. Penso de verdade que, com o passar dos anos, ela vá ficando mais focada e mais enxuta mesmo.

Caso tenham dúvidas, por gentileza, postem nos comentários. Obrigada!

Reconexão com a natureza

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Estar em contato com a natureza é algo muito importante para mim. Afeta meu espírito profundamente e, a partir do momento que descobri isso, tenho atentado para oportunidades do dia a dia em que eu possa me reconectar e me sentir energizada através dessa conexão.

Para começar, “conexão com a natureza” está dentro da minha área de foco “espiritualidade” (veja mais aqui), então isso significa que seja algo que cuido com carinho e reviso regularmente em busca de projetos e ações.

O propósito deste post é trazer ideias para que você também se reconecte, se sentir essa necessidade como eu:

  • Ler um livro sentada em um parque
  • Meditar em uma praça ou parque
  • Fazer trilhas
  • Caminhar em ambientes abertos
  • Ouvir os passarinhos
  • Passear entre as árvores
  • Observar o mar
  • Sentar à beira de uma cachoeira
  • Tomar banho de cachoeira
  • Abrir a janela e sentir o vento no rosto
  • Tomar banho de sol pela manhã
  • Acompanhar as fases da lua
  • Acompanhar as estações do ano
  • Tomar banho de chuva
  • Acampar
  • Observar as árvores
  • Coletar folhas secas pela rua e guardar dentro de livros
  • Andar descalça(o)
  • Mergulhar no mar ou em um rio
  • Plantar, mexer com terra
  • Ter plantas em casa
  • Cultivar uma horta
  • Fazer um piquenique
  • Reciclar o próprio lixo
  • Consumir alimentos orgânicos
  • Ler livros sobre a natureza em si

Também gostaria de recomendar a leitura de um livro que fiz recentemente e já virou um dos meus preferidos, que é “A vida secreta das árvores”.

capa do livro
Maravilhoso!

É claro que você pode pensar em diversas outras ideias dependendo do tipo de atividades que você gosta de fazer e da sua ousadia (eu não coloquei “escalar uma montanha”, por exemplo, mas você pode!). Se tiver ideias adicionais, poderia por favor compartilhar nos comentários? Vou adorar ler!

Meu sistema GTD atual: Horizontes mais elevados (Julho 2017)

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No post de hoje, vou mostrar como organizo meus horizontes mais elevados em meu sistema atual.

Os horizontes mais elevados são: metas e objetivos (horizonte 3), visão (horizonte 4) e propósito e princípios (horizonte 5).

Como os outros, eu organizo através de pilhas, cadernos e notas no Evernote.

Eu não separava em pessoal e profissional e passei a fazê-lo recentemente só para seguir a mesma linha das áreas de foco (que falei em um post anterior – dê uma olhada). Para mim também é interessante fazer assim porque, quando mostro meu sistema para os alunos nos treinamentos, as coisas pessoais eu não clico para mostrar porque são muito pessoais.

Ainda não fiz o curso de Nível 3 com o David Allen para aprender boas práticas sobre planejamento desses horizontes, então é muito provável que essa organização mude quando fizer o curso, no ano que vem. O que implemento tem a ver com o que aprendi nesses anos, estudando o material já disponível publicado por ele.

Objetivos

Gosto de planejar meus objetivos usando o modelo de planejamento natural para projetos (que explico mais aqui). Como se tratam de resultados desejados também, porém em um horizonte mais elevado (até dois anos), para mim faz sentido e fica legal. Infelizmente não tem como mostrar um exemplo de como eu faço porque objetivo é algo muito pessoal e eu acredito que a gente não deva publicar objetivos até que sejam alcançados. Mas basta ver o modelo que inseri para projetos no post linkado acima, que é a mesma coisa. A única coisa que incluo a mais é o item “projetos relacionados”.

Pode parecer que eu tenho muitos objetivos (e isso soar como algo ruim), mas o fato é que, pra mim, objetivos são como “macro projetos”. Por exemplo: eu tinha um projeto que era traduzir todos os guias de configuração da David Allen Co. para o português. O fato é que isso não levará apenas um ano, e demorei alguns meses para perceber isso. Logo, subi um horizonte. Tenho esse objetivo listado e, nos projetos, tenho o meu projeto em andamento, que é traduzir o guia do Evernote para Mac, assim como tenho projetos delegados, que outras pessoas estão traduzindo (e estão em Aguardando Resposta – Projetos). O objetivo virou “garantir que todos os guias sejam traduzidos”. Me deu mais clareza. Então tenho vários objetivos assim, que não são coisas etéreas.

Aliás, isso é importante. Procuro aplicar a técnica SMART a todos os meus objetivos (isso não é do GTD, mas dá total apoio): S (específico), M (mensurável), A (alcançável), R (realista) e T (tem prazo).

Visão

Em visão, eu tenho um tickler para o Paul (nosso filho) até ele completar 18 anos, que reviso anualmente. A ideia é ir inserindo ideias e informações úteis que posso querer acessar quando ele tiver determinada idade. Por exemplo, para este ano (em que ele completou sete anos), eu tinha anotado que gostaria de colocá-lo nas aulas de futebol, então fiz isso em fevereiro.

O que caracteriza o horionte 4 de maneira geral é o estilo de vida que você está construindo para você mesmo e de que modo isso impacta nos seus objetivos de curto prazo, projetos e ações. É mais fácil de desenhar porque é “a vida ideal”, digamos assim. O mais fantástico é que, à medida que você vai vivendo e envelhecendo, algumas visões também amadurecem, outras mudam, e outras permanecem. Essas, se a gente prestar atenção, denunciam valores, princípios e propósito, que é o horizonte seguinte.

O que eu gostaria realmente de passar para vocês aqui neste post é sobre as infinitas possibilidades que a nossa mente criativa pode dar. Você não precisa escrever as coisas em formato de texto ou mapa mental, por exemplo. Pode desenhar. No caso da visão, eu gosto muito dessa abordagem. De maneira geral, sou uma pessoa muito visual e usar imagens me permite imaginar melhor. E poder de visualização é TUDO.

Por exemplo, eu fiz um mapa com desenhos e expressões que me ajudam a ver qual a vida que eu quero viver daqui a cinco, 10, 15 anos. Fiz esse desenho baseado na ideia de “treasure map” (“mapa do tesouro”) que o David traz no livro “Making it all work” (o terceiro dele, só em inglês). Digitalizei e arquivei nas minhas visões pessoais, no Evernote. Sempre que tenho algo que se enquadre em visão, crio uma nota e insiro, com imagens ou não. Também vale áudio, vídeo etc. Seja criativo!

Você pode desenvolver sua visão para as diversas áreas da sua vida, se quiser. Gosto de pensar assim: “qual a visão da vida que eu tenho ao lado do Paul até ele completar 18 anos?”. O resultado disso entra no horizonte 4 e é incrível, porque isso me permite planejar, pensar sobre as coisas e ter mais coerência nas minhas decisões.

Propósito

Algumas coisas que eu tenho no caderno de propósito pessoal: minha missão (que eu descobri quando fiz coaching), meus princípios pessoais, valores importantes, afirmações pessoais (que leio no meu milagre da manhã), definições que vou tomando ao longo da vida (sempre registro) e imagens inspiradoras, que refletem quem eu sou.

No caderno de propósito profissional, tenho a missão da David Allen Co., a missão do Vida Organizada, valores profissionais e inspirações diversas. Por exemplo, tenho uma frase que o David falou uma vez em um encontro de instrutores que me tocou muito (e ainda toca forte!), e que sempre vejo quando fico meio desanimada ou cansada de algumas coisas, ou precisando tomar decisões importantes.

E não é para isso que o propósito serve? ❤️

Como ser Personal Organizer

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Veja neste post o que é e como se tornar Personal Organizer.

Personal Organizer é o profissional que trabalha com organização, ajudando outras pessoas a se organizarem ou organizando os ambientes em parcerias com outras pessoas.

Existem diversas formas e meios de atuação. Neste post, vou falar de uma maneira mais genérica sobre como se tornar esse profissional.

  1. Capacite-se. Faça cursos. Os cursos servem não apenas para ensinar boas práticas, como também para te ensinar a estruturar o seu negócio. Ter uma certificação também ajuda a construir sua credibilidade no mercado.
  2. Encontre o seu nicho. Aos poucos, descubra o que você mais goste de fazer e especialize-se nisso.
  3. Continue sempre se capacitando. As práticas de organização se atualizam muito rápido (umas áreas mais do que as outras), então é importante que você sempre se capacite. À medida que você for descobrindo o seu nicho, vai ficar mais fácil saber em que cursos investir seu tempo e seu dinheiro.
  4. Aprenda sobre marketing digital para que você consiga divulgar os seus serviços.
  5. Não adianta só gostar de organização! Esse é o ofício, mas você precisa gostar de pessoas, saber se relacionar bem com elas, ter viés empreendedor (afinal, você vai cuidar de um negócio), querer vender, prospectar clientes, se deslocar pra lá e pra cá, desenvolver parcerias e investir (principalmente tempo) em marketing.

Muitas pessoas me perguntam se o mercado para novos organizadores profissionais está saturado. O mercado sempre estará saturado para quem for generalista. Encontre seu nicho, especialize-se e faça seu melhor! Assim você se destacará não apenas como organizador profissional, mas em qualquer profissão.

No vídeo abaixo eu falo um pouco mais sobre como se tornar um(a) personal organizer. Aproveite para se inscrever no canal e ficar sabendo quando tem vídeo novo antes de todo mundo. 🙂

Dúvidas sobre a profissão? Deixe nos comentários. Obrigada!

GTD e Estudos: A importância da Revisão Semanal

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Este post faz parte da série GTD e Estudos. Hoje vamos falar sobre como revisar o que você precisa fazer semanalmente. No GTD, esse processo é chamado de Revisão Semanal.

Pelo menos uma vez por semana, vale a pena você fazer uma espécie de pit-stop, parar durante uma ou duas horas, e revisar todo o seu sistema (que tem as coisas que você precisa fazer) para ficar tranquilo(a) durante os próximos sete dias, até a próxima revisão. O propósito é atualizar as informações e obter perspectiva.

Escolha um dia da semana e um horário que sejam mais tranquilos para você fazer essa revisão. Um dia comum é sexta de manhã (antes de sair para o final de semana). Dependendo de como for a sua rotina (se você trabalha e estuda, por exemplo), talvez o único período disponível seja aos finais de semana. Eu mesma prefiro fazer a minha revisão semanal aos domingos de manhã, quando acordo, porque todos estão dormindo ainda e é um período tranquilo para mim.

Checklist da revisão semanal (passo a passo):

  1. Capture papéis perdidos e materiais diversos e coloque na sua caixa de entrada. Cadernos, notas de aula da semana, notas de reuniões, recibos, coisas que estiverem na sua mochila, papelada no geral que você recebeu nos últimos dias. Aqui não é pra pegar aquela pilha imensa de revistas velhas que você tem e colocar na caixa de entrada – é para lidar apenas com o que for corrente. Quando seu GTD estiver rodando bem, aqui você vai ter praticamente só coisas da semana que ainda não tenha colocado na sua caixa de entrada física porque deixou passar mesmo (acontece!).
  2. Esclareça suas caixas de entrada. A caixa de entrada física, seus e-mails, ferramentas de captura no geral, caixa do What’s App etc. Perceba que o “esclarecer” precisa fazer parte do seu dia a dia, como falei no post anterior. Se não fizer, quando você chegar na revisão semanal, essa parte vai demorar pra caramba. A ideia não é essa! O “ideal”, quando seu GTD estiver rodando bem, é que nessa hora você esclareça apenas as coisas que agrupo no passo anterior e coisas do dia anterior até aqui.
  3. Esvazie sua mente. Será que, depois de ter esclarecido todas as suas caixas de entrada, ainda sobrou alguma pendência ou preocupação na sua mente? Capture, esclareça e organize adequadamente.
  4. Revise suas listas de Próximas Ações. Aqui começa a revisão propriamente dita. Neste passo, você vai revisar suas listas de próximas ações para ver se estão atualizadas, marcar aquelas que já concluiu (caso não tenha marcado à medida que foi concluindo), deixar as ações mais claras etc. Vamos falar em posts futuros sobre cada uma das listas que vamos revisar a partir daqui.
  5. Revise seu calendário passado. Dê uma olhada no seu calendário para a semana que está acabando (e algumas antes) para ver se algo ficou pendente. Se ficou, capture, esclareça e organize adequadamente para repriorizar.
  6. Revise seu calendário futuro. Esta é a parte da revisão semanal que mais se assemelha a um planejamento. Veja seu calendário para a semana que vem e as próximas (até onde sentir necessidade, onde tiver compromissos) para coletar providências com relação aos seus compromissos.
  7. Revise sua lista de Aguardando Resposta. Defina próximas ações para cobrar pessoas, se for o caso.
  8. Revise sua lista de Projetos (e resultados maiores). Garanta que todos os seus projetos tenham pelo menos uma próxima ação definida. Revise planos de projetos e arquivos de suporte em busca de novas próximas ações. Mova os projetos que não estejam em andamento para Algum Dia / Talvez, se achar necessário. Os “resultados maiores” aqui se referem aos outros horizontes do GTD (objetivos, visão etc), que você pode querer revisar (ou não) se já os tiver definidos. Se não tiver, nem se preocupe com eles agora.
  9. Revise checklists relevantes. Se usar checklists, revise-as em busca de próximas ações.
  10. Revise a lista de Algum Dia / Talvez. Será que algum projeto dessa lista pode entrar para a lista de projetos em andamento no momento? Se sim, jogue-o para a lista de projetos e defina pelo menos uma próxima ação. Delete itens que não te interessem mais.
  11. Será que você tem alguma ideia ousada, nova, criativa que ainda não tenha capturado dentro do seu sistema? Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Capture essa ideia!

Uma boa maneira de adquirir o hábito da Revisão Semanal é bloquear um tempo no seu calendário, com recorrência semanal, e ir fazendo toda semana. Fazer as revisões semanais é o que vai fazer seu GTD funcionar. Uma semana sem fazer já vai deixar seu sistema desatualizado e você pode desanimar! Portanto, é muito importante buscar estabelecer esse hábito.

Dúvidas, favor postar nos comentários. Obrigada!

Meu sistema GTD atual: Áreas de Foco (Julho 2017)

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Criei uma série para mostrar meu sistema atual, pois assim cada post não fica tão grande e eu também consigo mostrar direitinho o que tem em cada elemento do meu sistema. Hoje vou mostrar como estou organizando as áreas de foco também dentro do Evernote, e não mais em formato de mapa mental (que usei durante muitos anos).

No fluxo acima, estamos no Demanda ação > Sim > Qual é a próxima ação? > Delegue Demanda ação > Sim > Qual é a próxima ação? > Qual o resultado desejado? >Áreas de Foco.

Áreas de foco e responsabilidade são as áreas da nossa vida pelas quais somos responsáveis em algum sentido.

Ferramenta utilizada:
Apenas Evernote. Geralmente as pessoas me perguntam porque deixei de usar mapas mentais para as áreas de foco. Vejam, tudo são apenas formatos. O importante é a informação. Gostaria de responder simplesmente “porque eu quis” sem que isso parecesse rude, pois não é minha intenção. Eu simplesmente quis ter isso em um formato diferente, sem grandes motivos.

Como é a organização:
Tenho uma pilha de cadernos:

Dentro de cada caderno, tenho uma nota por macro área:

Gosto de usar imagens dentro das notas porque elas me ajudam a ilustrar as áreas de foco.

Basicamente, tenho uma nota por área (no foco pessoal) e, dentro, destrincho “sub áreas”. Um pequeno trecho da área “vida doméstica”:

No foco profissional, tenho uma nota para cada “chapéu” que uso profissionalmente e, dentro de cada nota, as minhas responsabilidades nesse “chapéu”. Exemplo da nota “Escritora / Criadora de Conteúdo”:

Eu tenho adorado esse formato!

Reviso as áreas de foco nas seguintes situações:

  • Quando passo por transições diversas (ex: mudança de emprego, de casa, nascimento do bebê)
  • Quanto me sinto sobrecarregada (para rever minhas prioridades e o que pode/deve ser delegado)
  • Na revisão mensal (ou seja, pelo menos uma vez por mês eu reviso essas áreas)

Com que propósito eu reviso as áreas?

  • Para definir projetos (caso a área não esteja no padrão de qualidade que eu gostaria)
  • Para definir objetivos (caso eu queira alcançar algo além do que tenho naquela área)

Caso tenha alguma dúvida, por favor, poste nos comentários. Obrigada!

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