02 Aug 2014

Instagram da semana {9}

Essa semana, como vêm sendo as últimas, também foi bem corrida em detrimento da mudança e outros compromissos ao longo do caminho. Vou me mudar na semana que vem, mas é uma mudança de cidade e tenho trabalhado muito nesse meio-tempo, sem conseguir dedicar tempo suficiente a esse assunto, então por isso as coisas tiveram que acontecer de forma mais devagar. Nesta semana, no entanto, aconteceram muitos fatos legais e eu fico contente por ter registrado no Instagram. Se você quiser acompanhar em tempo real, basta me seguir por lá.

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Na segunda e na terça, eu participei do curso de Office Organizer, na OZ. Foi ótimo conhecer outras meninas que trabalham na área de trocar ideias. Não gostei tanto do curso quanto gostei do Home – esperava uma coisa diferente. Mas valeu e deu para aproveitar mesmo assim.

Ao longo da semana, pude passear e dar umas voltas pelo meu bairro novo, e almoçamos em um restaurante muito gostoso, cuja placa da especialidade da casa eu tive que fotografar.

Meu livro chegou! Ainda não foi lançado, mas já foi impresso pela editora, e eu ganhei alguns para presentear a família e amigos próximos. Fiquei muito feliz!

No fim de semana passado, eu fui tingir meu cabelo como sempre faço, há mais de dez anos, com a mesma tinta, o mesmo tom, a mesma marca, tudo. Mas deu uma reação terrível! O cabelo ficou todo quebradiço e machucou meu couro cabeludo. Fui ao cabeleireiro cortá-lo e ele me disse que a tinta deveria ter sido mal-armazenada. Nhé. Então iniciei um tratamento com alguns produtos da marca Inoar, feitos de óleo de Argan, e espero que dê certo. A selfie está ali mais para mostrar o cabelo mesmo.

Não resisti e comprei o livro do Grumpy Cat. <3

Participei da turma aberta da Call Daniel, o que sempre é muito bacana.

Esse foi o resumo da minha semana postado no Instagram. Caso queiram acompanhar em tempo real, basta me seguir lá!

01 Aug 2014

Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote – Parte 1 – Referência geral

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Hoje o post traz a Parte 1 do Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote. Confira a Introdução.

Se você não sabe o que é GTD, clique aqui. Se você não conhece o Evernote, clique aqui.

Importante: este guia é para uso avançado de ambos, então não focarei em princípios básicos nesta série. É fundamental conhecer o método GTD e saber manusear o Evernote para acompanhar.

Eu utilizo como base o guia mostrado pelo Matt Martin, do site After The Book. Ele usa uma estrutura com apenas dois cadernos e todo o restante gerenciado por tags (ou etiquetas). É assim que faço também. Meu guia é baseado no dele, mas eu preenchi alguns gaps que ele deixou (e que eu identifiquei à medida que ia usando) e está em português.

Referência geral

Hoje gostaria de falar sobre a tag Referência geral, que criamos no post anterior. Começo por ela porque acho importante entender o que significa e como já pode ir sendo usada amplamente.

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No geral, quem usa o Evernote já o utiliza como repositório de referência geral, então o que vou escrever aqui não é muita novidade.

Em resumo, colocamos em Referência geral tudo aquilo que não está em andamento nem demanda ação. É o nosso arquivo. É onde guardamos o que queremos ter como referência, para consultar quando necessário.

O David Allen descreve assim o motivo de se ter um arquivo de referência geral: “(…) um bom sistema de arquivamento é crucial para processar e organizar sua tralha. É também fundamental para administrar o (…) enorme volume de material em papéis que são importantes para você.”

Existem tantas maneiras quanto pessoas no mundo para organizar seu arquivo de referência geral, portanto o que passarei aqui é como eu faço, sob recomendação do David. Eu arquivo tudo em ordem alfabética, simplesmente, porque sempre que tento usar categorias, perco muito tempo procurando a pastinha onde guardei. Como a busca do Evernote é MUITO boa, a grande verdade é que sequer precisaríamos usar tags para armazenamento das nossas notas de referência. Porém, utilizamos porque, assim, o manuseio se torna mais dedutivo para nós.

O que eu faço, então, é criar sub-tags dentro de Referência geral com os assuntos que quero arquivar, e essas sub-tags ficam automaticamente em ordem alfabética, pois é o padrão do Evernote. Assim:

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Muito importante: Não existe regra ou certo e errado – apenas algumas recomendações para a criação das tags, que são:

  • Utilize o termo que seja dedutivo para você; aquele que você lembra de cara quando quer procurar algo sobre o assunto. Por exemplo, se você quer arquivar seus recibos dos anos anteriores do imposto de renda, não arquive como “relatórios de imposto de renda” se, quando você pensa no assunto, o dedutivo é simplesmente “imposto de renda”. Essa é a ideia, e é pessoal. Isso vai ser especialmente útil quando você estiver processando a nota e digitando as tags nela, pois só de escrever a primeira letra, já aparecerão as opções para você selecionar, economizando tempo.
  • Minha regra para criar uma tag nova é ela ser realmente necessária, justamente pela dedução que eu farei ao procurar ou arquivar alguma nota. Por exemplo, eu costumava arquivar meus artigos sobre os Beatles em uma tag chamada “Música”, mas quis criar uma específica para a banda. Isso não significa que eu vou criar uma tag para cada banda do universo que eu queira guardar algo relacionado no meu arquivo. Foi um caso específico.
  • Para ajudar a decidir se vale a pena criar uma tag específica sobre um assunto, eu tenho um limite pessoal, que é: se tiver mais de 30 notas a respeito, acho melhor criar uma tag específica. Por exemplo, eu percebi que, dentro da tag “Produtividade”, eu tinha mais de 40 notas sobre mobilidade. Então criei a tag “Mobilidade” para abrigar essas notas. É uma referência pessoal minha de número de notas, que pode servir para você também. Isso não significa que não possam existir tags com menos notas. Claro que podem, especialmente se elas forem mais dedutivas para você.
  • Não crie uma tag antes de ter notas dentro dela. Por experiência própria, é desnecessário e apenas polui visualmente. Crie tags somente sob demanda.
  • É comum revisar as tags ocasionalmente e juntar duas tags em uma só ou criar tags específicas. Não se prenda a isso agora, querendo encontrar uma solução 100% ideal. Seu arquivo está em constante construção.

O que é fundamental ao criar essas tags de referência é não colocar ali nada que demande ação. Nós veremos como administrar nossos itens que demandam ação em posts posteriores. Aqui vamos arquivar o que é para termos como referência apenas.

Deixar tudo junto X Categorizar

Algumas pessoas podem se perguntar se não fica meio bagunçado deixar uma tag como “Contas pagas” junto com a tag “Beatles”, por exemplo. Quando eu fico em um dilema como esse, sempre me pergunto: se eu tivesse esses arquivos em papel, como eu os arquivaria? Eu teria uma pasta separada somente para finanças e, dentro dela, colocaria as contas pagas? E teria outra só para hobbies e, dentro dela, uma só para os Beatles? Mais uma vez: não existe certo ou errado, mas o que funciona para você.

Minha experiência: eu tenho a séria tendência a querer categorizar tudo e, quando comecei, eu fazia assim:

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Será que, só de olhar a imagem acima, vocês conseguem entender qual o problema que eu encontrei?

E se eu recolher as tags, deixando-as assim:

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Entenderam o que eu quero dizer? Primeiro, que não fica nada dedutivo saber onde guardar as notas. Eu tenho que ficar abrindo cada tag e ficar procurando a sub-tag onde quero arquivar. Quanto tempo eu perco nisso? Segundo, que perco tempo organizando também. “Será que Notas de reunião fica em Trabalho ou em Produtividade?”, e por aí vai. Para resolver esse problema, prefiro simplificar e deixar tudo em ordem alfabética dentro de Referência geral. Mas pode ser que, para você, seja melhor categorizar. Não importa. O que importa é que você encontre o caminho que te faça perder menos tempo, pois produtividade é o que estamos buscando aqui.

Lições de casa

No post de hoje, quero deixar duas lições de casa para você.

1. Comece digitalizando o que você tem em casa (de papel) e enviando para o Evernote. Como fazer isso? Existem aplicativos de celular e tablet que fazem e exportam para a ferramenta – utilize o de sua preferência. Eu utilizo e recomendo o CamScanner (tem para iOS e Android), mas o próprio Evernote tem a função de digitalizar no aplicativo, quando você cria uma nota. Esse processo aqui de digitalizar a papelada leva TEMPO, não se iludam. E a gente nunca vai parar de fazer. A ideia é substituir o papel pelo digital o máximo possível. Dá para ficar sem papel em casa? Não, não dá. Tem muitas coisas que precisamos manter, como documentos, diplomas, escrituras e uma infinidade de outros arquivos. Mas é legal termos uma cópia digital deles, mesmo mantendo em papel, para justamente ter como referência. Por exemplo, você já precisou de um comprovante de residência quando estava em uma loja e não tinha nenhum com você? Se você estiver com seu celular, basta abrir o Evernote e ele estará lá. Esse é um dos inúmeros exemplos que posso dar da utilidade de ter uma cópia digitalizada dos seus papéis no Evernote. Posso fazer um post específico sobre o assunto mais para a frente, se interessar, mas a lição aqui é: digitalize e envie para o Evernote. Você vai ter diversão durante muito tempo, acredite em mim, porque é um trabalho longo, mas que vale muito a pena. Se você tiver a versão gratuita do Evernote, fique atento(a) ao seu limite mensal de transferência de dados, apenas. Não precisa digitalizar tudo de uma vez (e nem precisa). Vá digitalizando aos poucos. Eu tenho um espaço físico no meu home-office onde coloco tudo o que preciso digitalizar antes de arquivar ou jogar fora. Pode ser que para você isso também funcione.

2. Crie as sub-tags de referência somente à medida que for criando as notas daquele assunto. Eu sei que você deve estar super a fim de criar as tags antes mesmo de digitalizar seus papéis, mas não faça isso. Primeiro, porque você vai perder tempo pensando e divagando sobre as suas tags. Segundo, que só digitalizando e colocando a mão na massa você terá a real noção do que precisa arquivar. Portanto, concentre-se em digitalizar primeiro e ir arquivando aos poucos. Digitalizou uma conta paga? Como você pretende arquivar? Pode ser que você queira colocar as tags: “Contas pagas” e “Luz”, por exemplo. Lembre-se: uma nota pode ter mais de uma tag, se você quiser. Então não fique em dúvida entre colocar em uma ou outra (pode usar as duas, ou três etc), mas tenha bom-senso para não criar tags à toa. Leia as recomendações ali em cima sobre como criar sub-tags.

Minha recomendação final para essas duas lições: digitalize e vá deixando tudo no caderno Entrada, que é o seu caderno padrão. Só depois que terminar sua cota de digitalização do dia, vá lá e arquive nota por nota, colocando as tags que julgar necessárias para o seu arquivo de referência geral. Quando você inserir as tags, você vai jogar essa nota para o caderno Processadas, porque foi exatamente isso o que aconteceu: você pegou uma nota da caixa de entrada e a processou. Para mudar o caderno, simplesmente arraste a nota para dentro do caderno, no menu esquerdo, ou mude a configuração na própria nota, em seu menu superior. Vale a pena primeiro digitalizar tudo, para não perder tempo coletando e processando ao mesmo tempo. Depois de feita essa coleta, você processa as notas.

Limites do Evernote e Versão gratuita X Versão premium

Uma dúvida que pode surgir aqui é sobre as diferenças entre as versões gratuita e premium. Basicamente, a diferença é a quantidade de dados que você pode transferir mensalmente para a ferramenta. Em termos de limites, o Evernote é bem flexível:

Total de notas: 100.000. Não existe nenhuma pessoa no universo que já tenha chegado a esse número de notas. Não se preocupe.
Transferência mensal de dados: 60Mb para a conta gratuita e 1Gb para a conta premium.
Tamanho de cada nota: 100Mb.

Para saber mais sobre os limites do Evernote, clique aqui.

Sobre se vale a pena ter a versão gratuita ou a premium, eu sempre acho que vale a pena ter a premium, para conseguir digitalizar mais arquivos. Como recomendo que o Evernote seja o seu “cérebro virtual”, com um repositório de tudo o que você puder digitalizar, 10 reais por mês é um investimento que, para mim, vale a pena. Se você achar que não vale, continue com a versão gratuita, mas apenas tendo cuidado para não ultrapassar sua cota mensal de 60Mb. A cota renova-se mensalmente.

O que vale a pena arquivar no Evernote

Caso estejam sem ideias, segue aqui uma lista do que pode ser arquivado em referência geral:


Contatos
Favoritos
Receitas (comida)
Receitas (médicas)
Exames médicos
Pautas
Atas
Organização
Oratória
Blogs
Pessoas
Palestras
Recibos e comprovantes
Checklists
Apostilas
Certificados
E-books
Relatórios
Notas fiscais
Garantias
Dados pessoais
Jardinagem
Prontuários médicos

Artigos de revistas
Cartões de visita
Folhetos delivery
Atividade física
Inventário
Nome do banco 1
Nome do banco 2
Astronomia
Fotografia
Decoração
Igreja
Saúde
Alimentação
Templates
D.I.Y.
Artesanato
Moda
Looks
Maquiagem
Residência 1
Residência 2
Buenos Aires
Itália

Empresa que eu trabalho
Beleza
Animal de estimação
Filosofia
Carreira e trabalho
Brainstorms
Família
Filmes vistos
Internet
Mapas
Desenhos
Mapas mentais
Diário
Cadastros
Senhas
Doações
Etiqueta
Aulas da faculdade
Matemática
Códigos
Trabalhos da faculdade
Simulados
Cartas

Lembrem-se: arquivo não é para nada que demande ação nem esteja em andamento. Sobre isso, a gente vai falar nos próximos posts.

Dúvidas? Postem nos comentários e vou respondendo à medida que conseguir. Obrigada!

31 Jul 2014

Novos grupos do Vida Organizada no Facebook

Existia um grupo do Vida Organizada no Facebook que, por motivos diversos, não está mais ativo. Uma das principais reclamações é que o grupo ficava muito voltado a assuntos domésticos, sendo que não era o único foco. Portanto, tomei a iniciativa de criar alguns grupos relacionados aos temas do blog, para que os leitores possam interagir entre si e trocar dicas fora daqui também. Os grupos oficiais do blog então são (clique na imagem para acessar):

grupo-vo-bemestar

grupo-vo-casa

grupo-vo-familia

grupo-vo-financas

grupo-vo-lazer

grupo-vo-leitor

grupo-vo-produtividade

Espero que gostem!

Observação: Eu aprovo diariamente a entrada dos novos membros nos grupos, então peço por gentileza que não me enviem mensagens com esse tipo de solicitação, pois serão ignoradas. Utilizo meu perfil pessoal no Facebook para conversar com amigos e familiares.

Aproveite também para curtir a página do Vida Organizada no Facebook, que já conta com mais de 180 mil membros!

31 Jul 2014

Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote – Introdução

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Pessoal, venho há MESES estudando maneiras diversas de implementar o GTD no Evernote. Cheguei a uma estrutura que, hoje, me parece a ideal. Pode mudar amanhã? Pode, pois o natural da vida é mudarmos e aperfeiçoarmos o que não está mais servindo para a gente. Porém, venho estudando esse formato há um bom tempo e gostaria de montar uma espécie de guia definitivo do blog para mostrá-lo passo a passo, para que o post sirva como referência daqui em diante. Portanto, sejam bem-vindos a uma nova série de posts com o Guia Definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote. :)

Se você não sabe o que é GTD, clique aqui. Se você não conhece o Evernote, clique aqui.

Importante: este guia é para uso avançado de ambos, então não focarei em princípios básicos nesta série. É fundamental conhecer o método GTD e saber manusear o Evernote para acompanhar.

Eu utilizo como base o guia mostrado pelo Matt Martin, do site After The Book. Ele usa uma estrutura com apenas dois cadernos e todo o restante gerenciado por tags (ou etiquetas). É assim que faço também. Meu guia é baseado no dele, mas eu preenchi alguns gaps que ele deixou (e que eu identifiquei à medida que ia usando) e está em português.

Por que usar poucos cadernos e mais etiquetas?

O limite de cadernos do Evernote é de 250, enquanto que o de etiquetas é de 100.000. Nós não vamos usar 100.000 etiquetas, mas é muito mais reconfortante saber que podemos trabalhar à vontade com as nossas configurações que não seremos parados por um sistema que diz: “ei, você atingiu seu limite permitido de cadernos”. O principal, porém, é o fato de que cada nota pode estar somente em um caderno, mas pode ter várias etiquetas. Quando eu falar sobre o processamento das notas, a importância disso ficará mais clara. Conheça todos os limites de sua conta no Evernote.

Usar diversos cadernos pode ser útil especialmente para quem trabalha com cadernos compartilhados, mas falarei sobre isso também.

Vamos começar?

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Nós temos acima a home do Evernote, assim que criamos a conta. Estou utilizando o Evernote 5.5.2 no Windows 8 para tirar esses prints. Eu criei uma conta totalmente nova para mostrar como configurar desde o início. Na minha conta pessoal, a estrutura já está toda montada e com mais de 8.000 notas rodando. Optei por mostrar uma nova conta porque assim posso ensinar a fazer desde o início, além de manter a minha privacidade.

Nós vamos começar então criando dois cadernos: Entrada e Processadas. Para fazer isso, clique com o botão direito em cima de “Cadernos”, na lateral, e em “Criar caderno”.

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O caderno Entrada deve ser o seu caderno padrão. Você faz isso selecionando a caixinha correspondente (mostrada na imagem acima) ao criar o caderno. Atenção: somente o caderno Entrada deve ter essa configuração. Isso significa que, quando você criar uma nova nota no seu Evernote, ele entrará por padrão neste caderno, e é isso o que queremos – que o caderno Entrada seja a sua caixa de entrada mesmo. O caderno Processadas servirá para abrigar cada nota que você processar da sua caixa de entrada.

Depois de criar os dois cadernos, seu sistema ficará assim:

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Caixa de entrada e processamento são termos utilizados no GTD. Se você não estiver familiarizado(a), recomendo que conheça um pouco mais sobre o método antes de prosseguir, pois pode ficar confuso para você, do contrário.

Tags (etiquetas)

Depois, nós vamos criar a estrutura de tags (ou etiquetas). Para facilitar a organização das tags, gosto de criar primeiro duas, que são: Gerenciamento GTD e Referência geral. Para criá-las, basta seguir o mesmo procedimento dos cadernos: clicar em cima de “Etiquetas” na lateral e, depois, em “Criar etiqueta”. Se o título “Etiquetas” não aparece no seu painel esquerdo, clique em “Exibir”, depois “Painel esquerdo” e, então, “Mostrar etiquetas”. Toda a nossa estrutura do GTD ficará dentro dessas duas tags.

Um dos pontos que eu mais gosto no GTD são os níveis propostos pelo David Allen. Os níveis servem para a gente avaliar nossos projetos tanto vertical quanto horizontalmente, para garantir que a gente esteja cuidando de todos os aspectos da nossa vida e investindo tempo no que realmente é importante. Eu traduzi esses níveis da seguinte maneira, para implementar no Evernote:

00.000 ft – Ações
10.000ft – Projetos
20.000 ft – Áreas de responsabilidade
30.000 ft – Metas para 1 a 2 anos
40.000 ft – Visões para 3 a 5 anos
50.000 ft – Vida

O “ft” refere-se a “feet”, que significa “pés”, que preferi não traduzir porque a sigla fica melhor com “ft” que com “pés”. Ficou mais dedutivo para mim, mas você pode substituir, se você quiser.

Nós vamos criar essas seis etiquetas dentro da etiqueta Gerenciamento GTD. Para tal, basta clicar em cima da etiqueta Gerenciamento GTD e então “Criar nova etiqueta em Gerenciamento GTD” ou criar uma nova etiqueta da maneira convencional e simplesmente arrastá-la para cima da etiqueta Gerenciamento GTD. Dessa maneira, criamos sub-etiquetas. Aprenda direitinho este passo, pois vamos utilizar bastante daqui para a frente. O primeiro nível, de ações, deve ter a estrutura 00.000 (mesmo sendo o número zero) apenas para manter a indexação na ordem correta.

Essas definições acima foram todas dadas pelo David Allen no livro do GTD, “A arte de fazer acontecer” (Ed. Campus / Elsevier). Para mais detalhes sobre “por que pés?” ou “por que esses números?”, sugiro a leitura do livro.

Nossas tags devem estar assim agora:

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Nós criamos hoje essa estrutura básica de cadernos e etiquetas e, no próximo post, vamos começar a destrinchar o que fazer dentro de cada um deles. Se tiverem alguma dúvida, por favor, postem aqui que eu tentarei responder todo mundo à medida que for escrevendo os posts. Obrigada!

29 Jul 2014

Planejando algo especial para o Dia dos Pais

Eu acredito que datas como o dia das mães e o dia dos pais sejam datas para a família passar junta. A gente já tem um dia a dia tão corrido – apesar de serem datas comerciais, vale a pena fazer um esforcinho para fazer algo juntos nesses dias.

Não costumamos inovar muito nessas ocasiões. Em geral, fazemos um almoço diferente (em casa mesmo, porque os restaurantes ficam lotados), um passeio simples e providenciamos um presente legal. Neste post, vou dar algumas sugestões para você preparar algo especial nesse dia, sem complicar.

Comida

Gosto de preparar um almoço em casa, para evitar sair (estamos no inverno, então pode estar bem frio no dia). Além disso, os restaurantes costumam ficar muito cheios, quando os valores não estão mais altos. Almoçar em casa também é mais intimista e, se você se animar, pode receber mais pessoas (como seus próprios pais, cunhados etc). Se você gosta de cozinhar, pode preparar uma sobremesa no dia anterior e, no domingo, fazer algo bem gostoso, sem complicação. Não faço indicação de receitas porque acho legal fazer os pratos preferidos do papai, e eles variam muito. Se não quiser cozinhar, pode encomendar em algum lugar perto da sua residência (e que você confie) ou contratar alguém para preparar no dia. Claro que tudo isso depende do investimento financeiro que você pode fazer. Se o encontro tiver mais pessoas, você pode inclusive requisitar ajuda para a limpeza depois. Ninguém merece perder a tarde de domingo limpando a cozinha em vez de ficar com a família! Se precisar cuidar dessa parte, tente agilizar ou deixar para mais tarde algumas atividades mais demoradas (como limpar o fogão, por exemplo).

Passeio

Em datas comemorativas, os lugares no geral costumam ficar muito mais cheios. Cinemas, por exemplo, podem ser impossíveis de entrar. Portanto, planeje com antecedência. Se quiser ir a um cinema, teatro ou restaurante (se não almoçar em casa), reserve, compre ingressos antes, dando preferência a cadeiras numeradas (para não precisar pegar filas). Um passeio que gosto bastante de fazer é passear em parques (no calor) e em museus diferentes (no frio). Há muitas opções nas nossas cidades e em cidades vizinhas. Vale a pena pesquisar para fazer algo bacana. Por mais frio que esteja, apenas ficar em casa pode deixar a sensação de deixar a data passar batida. Mesmo um simples cinema pode animar a família, mas tome cuidado para não se estressar com a fila nos estacionamentos do shopping!

Presente

Não recomendo presentes tipo “presente do papai” ou outros que já “vêm prontos” porque passam a impressão de que a gente não precisou ter um cuidado para comprar. Todo presente vale mais quando a gente busca fazer algo especial, personalizado para a pessoa. No caso dos pais, é legal encontrar algo que tenha a ver com seu estilo de vida e dar um presente que deixe a pessoa surpresa de maneira positiva. Algumas ideias:

  • Montar um kit de coisas que ele gosta. Por exemplo, se ele gosta de carros, montar um kit para cuidar do veículo, dentro de uma caixinha charmosa. Se ele gosta de cinema, um box com filmes preferidos e um livro sobre cinema, por exemplo. Se é músico, um DVD da banda que ele gosta ao vivo e um livro sobre o estilo musical favorito. Se ele adora um churrasco, pode ser um jogo de facas legal e um avental divertido. Seja criativa(o)!
  • Se não quiser dar nada específico, monte um kit mais genérico, mas que sempre tem utilidade: um kit com produtos para se barbear. Você pode colocar sabonetes e cremes à base de calêndula, que suavizam os efeitos da lâmina na pele, loções, um pincel melhorzinho, um aparelho etc.
  • Alguns presentes funcionam sempre bem: um livro, um DVD, um CD, moleskines com assuntos (gatos, jardinagem, cinema, livros, restaurantes), uma garrafa de vinho, roupas mais caras, acessórios diversos.

Mais importante que o presente em si, é o cartão que você pode escrever. Se for seu marido e vocês tiverem filhos, faça algo especial junto com as crianças. Dependendo da idade, dá para ter ideias. Se for um bebê, você pode fazer uma marquinha com o pezinho dele e tinta guache não-tóxica, por exemplo. Se for criança, pode desenhar ou escrever “eu te amo”. Essas coisas são clichês, mas fazem parte, e todo pai se emociona. Se você for adulto(a) e for seu pai, escreva uma carta amorosa, falando sobre a sua vida, ou escreva um poema, se fizer o tipo dele. Escrever algo à mão sempre é mais pessoal e uma lembrança bacana de ser guardada.

Não precisamos complicar para fazer do Dia dos Pais algo significativo. Com um pouco de antecedência, dá para preparar um dia que seu marido ou pai vai se lembrar, e você também. Esses momentos deixam a nossa vida mais feliz.

28 Jul 2014

O que eu aprendi sobre produtividade com Tim Ferris: parte 2

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Este é o segundo post da série O que eu aprendi sobre produtividade com Tim Ferriss, esse cara incrível com dicas tão bacanas sobre a vida. Você pode conferir o primeiro post clicando aqui.

“O diferente é melhor quando é mais eficiente ou mais divertido.”

Desta vez, eu gostaria de falar sobre desafiar as regras que o mundo nos impôe. Parece clichê? Vejam o que o Tim nos diz:

Regra nº 1: O objetivo é se aposentar um dia e curtir a vida
Desconstrução da regra: A aposentadoria como plano B

Nós costumamos ver a aposentadoria como algo inevitável, que acontecerá quando formos idosos, depois de trabalharmos a vida inteira e poder finalmente dedicar os anos restantes a viagens, jogos de cartas e bailes dançantes. O que o Tim nos propôe, no entanto, é que a aposentadoria seja encarada como um seguro de vida – algo para usarmos caso a gente realmente precise, se a gente não tiver mais condições de trabalhar e ganhar dinheiro.

Por que ter a aposentadoria como um desejo é esquisito?

Primeiro, porque parte do pressuposto que odiamos o que fazemos. Que queremos nos ver livre do trabalho e que só então poderemos fazer coisas legais e divertidas. Ou seja: a época em que a gente tem mais vigor físico, saúde, disposição e vontade de fazer as coisas, a gente está jogando fora se matando de trabalhar por um futuro que talvez nem chegue. E, se chegar, em que condições estaremos? Terá valido a pena fazer desse jeito, desperdiçando tantos anos? Em que condições estaremos para viver o que desejamos viver agora?

Segundo, porque quem conhece alguém que tenha se aposentado, sabe dizer que a maioria não se aposenta mantendo o padrão de vida que tinha antes. Se a pessoa economizou dinheiro a vida toda e fez um fundo de previdência privada ou tem realmente bastante dinheiro, isso nunca foi um problema para ela. Porém, mesmo nos casos de previdência privada, você não terá tanta renda quanto antes, com raríssimas exceções. Mesmo que seja, sua fonte esgotou e agora você está apenas gastando, e tomara que viva ainda muitos anos, certo? Ou você calculou para receber somente alguns poucos anos? O cenário comum é a gente estar bem velhinho e diminuindo bastante o nosso padrão de vida, apenas pagando contas. Então, tudo aquilo que a gente sonhava – viajar, conhecer o mundo, curtir a vida -, cadê? Não dá para fazer porque o dinheiro da aposentadoria mal dá para os remédios e o plano de saúde extremamente necessário.

Terceiro, se você conseguiu juntar muito dinheiro para se aposentar, pode ser que você seja daquelas pessoas que amam trabalhar e que nunca vão conseguir parar de vez, sempre exercendo uma ou outra atividade remunerada, mesmo depois da aposentadoria “oficial”. Isso faz cair por terra a ideia de esperar até parar na aposentadoria.

É bom ter um fundo de pensão com quantia suficiente para se manter caso algo de ruim aconteça? Claro! Mas isso não significa que você deva ter a aposentadoria como objetivo – apenas como um plano B.

Regra nº 2: Trabalhar agora para descansar depois
Desconstrução da regra: Precisamos alternar trabalho e descanso

Se nós dormirmos oito horas todas as noites e trabalhamos dez, isso significa que dormimos 2920 horas por ano e trabalhamos 3250 (estou contando os finais de semana, porque fazemos coisas em casa também). Será que, em vez de dormir oito e trabalhar dez todos os dias, a gente poderia dormir essas 2920 horas seguidas (121 dias) e depois trabalhar as outras 3250 (135 dias) direto, sem parar? Claro que não. É uma conta até ridícula. Isso só mostra que precisamos alternar nossas atividades, sejam quais forem. Usei sono e trabalho porque é o que quero mostrar aqui: precisamos alternar descanso e trabalho.

Se achamos a sugestão acima tão absurda, então por que fazemos isso com a nossa vida? Por que trabalhamos durante 30 ou 40 anos para achar que conseguiremos descansar quando nos aposentarmos?

O que o Tim sugere é que a gente distribua “mini aposentadorias” ao longo da vida, em vez de deixar tudo para o final – assim como fazemos diariamente. O livro inteiro dele é sobre como ter um estilo de vida que proporcione autonomia e mobilidade a fim de que você consiga fazer isso.

Regra nº 3: Tem que mostrar serviço!
Desconstrução da regra: Querer trabalhar menos não significa preguiça

Não! Significa que queremos 1) gostar do que fazemos, 2) fazer o necessário, e não se manter ocupado apenas para provar algo para a sociedade e 3) dedicar nosso tempo a outras atividades que também gostamos. Isso não é ser preguiçoso, mas saber aproveitar o tempo. Ele inclusive escreve uma frase que uso muito desde que eu li, que é: “foque-se em ser produtivo em vez de focar-se em estar ocupado”.

Não é verdade? Quantas vezes não nos pegamos fazendo atividades irrelevantes e, ao final do dia, percebemos que não fizemos nada do que tínhamos para fazer? Muitas vezes, ficamos apenas apagando incêndios e trabalhando em cima de demandas de última hora, e o único resultado disso tudo é se manter ocupado e deixar a vida passar. Ser produtivo significa investir seu tempo naquilo que é realmente importante.

Acho muito engraçado como algumas pessoas ainda têm a cultura de achar que, porque fazem hora extra, estão “mostrando serviço” para a empresa onde trabalham. Para mim, o que elas estão mostrando é que não sabem administrar o tempo que têm! E não sou só eu que penso assim. Além da imagem que passam, também fica a frustração de estarem ocupando espaço da família, da vida pessoal, com mais trabalho, além das outras horas já dedicadas a isso. A pessoa tem que tomar uma atitude e sair dessa, senão a vida passa e ela não faz nada!

Regra nº 4: Ouça o que estão te dizendo antes de tomar decisões
Desconstrução da regra: Não peça permissão – peça perdão

Essa recomendação é libertadora, minha gente. Você já teve que tomar uma decisão que envolvia outras pessoas? Ou, pelo menos, ficou com receio de como as pessoas ao seu redor (chefe, família, amigos) reagiriam? Bom, o que o Tim diz é: se sua decisão não for devastar todo mundo ao seu redor, faça o que precisa ser feito e depois se justifique. Por quê? Porque a maioria das pessoas tem medo de mudanças. Todos nós somos treinados para ficar na situação mais confortável, mais fácil, pela lei do menor esforço, com mais benefícios. Se algo ameaçar essa ordem, a reação natural será dizer não e desencorajar, mesmo sem querer.

Mais para a frente no livro ele pergunta assim: o que de pior pode acontecer caso você faça aquilo que quer fazer? Pense no pior cenário. Se realmente for prejudicar intensamente as pessoas que dependem de você ou que estão ao seu redor, repense, busque alternativas. Porém, se for tudo contornável, não peça permissão – faça e peça perdão, se precisar.

Regra nº 5: Trabalhe os seus pontos fracos
Desconstrução da regra: Pare de focar tantos nos seus pontos fracos e utilize seus pontos fortes a seu favor

Por que a gente passa a vida inteira tentando ser menos gordo(a) em vez de enfatizar os pontos fortes da nossa aparência? Por que passamos anos tentando aperfeiçoar o nosso inglês em vez de estudar mais a nossa língua materna? Existem milhões de coisas a se fazer e habilidades para aprender no mundo, assim como existem muitos defeitos e muitas qualidades. Por que em vez de investirmos tanto esforço tentando mudar quem nós somos, nós não fazemos isso para potencializar o que temos de melhor?

O que temos de mais forte, se desenvolvido, tem potencial gigantesco e pode ser o nosso grande diferencial. O que temos de mais fraco, se focarmos no seu desenvolvimento, além de chamarmos a atenção para o problema, conseguiremos ser apenas medíocres nas melhorias.

Ninguém está dizendo para deixar um ponto fraco de lado, mas apenas para investir esforço maior naquilo que você faz de melhor, não de pior. Às vezes a gente deixa de lado algo que é legal, que é bom para a gente, onde nos damos bem, apenas para melhorar algo que não é. O resultado disso é desânimo, frustração e sensação de incapacidade.

Regra nº 6: Bom mesmo é ficar sem fazer nada
Desconstrução da regra: Cuidado com os excessos

O Tim não propôe todo o sistema de produtividade dele para a gente ficar com o tempo livre. Excesso de tempo livre é tão chato quanto excesso de ocupações. O que ele propôe é um bom uso do tempo, seja para trabalhar, para descansar ou para fazer qualquer outra coisa que quiser. O objetivo não é ficar sem fazer nada.

Regra nº 7: O importante é ganhar dinheiro
Desconstrução da regra: Saia da roda do dinheiro

Estamos presos a uma roda do dinheiro. Trabalhamos para pagar contas ou juntar dinheiro para comprar coisas, pagar impostos e arcar com imprevistos. Além disso, usamos o dinheiro como desculpa para a maioria das nossas decisões. “Ah, eu faria isso se tivesse mais dinheiro”. A maioria das coisas que queremos fazer depende menos de dinheiro do que a gente imagina. No geral, queremos viver uma vida de riqueza financeira e, quando paramos para pensar no que realmente queremos, são coisas que não demandam tanto dinheiro assim. “Gostaria de trabalhar em casa” ou “queria estar em uma vila da Bahia pescando e dormindo na rede”.

No geral, passamos a vida nos preocupando com o dinheiro. Como podemos mudar isso? Usando nosso tempo de maneira produtiva. Isso significa usá-lo bem e deixar de dar desculpas que envolvam dinheiro para não fazê-lo. Por exemplo, talvez você diga que não faz exercício físico porque não tem dinheiro para pagar uma academia mas, se parasse de perder tempo embaralhando pastas de e-mails todos os dias de manhã, talvez conseguisse correr um pouco no parque antes de ir trabalhar.

Regra nº 8: Aumentar o salário e economizar dinheiro com o que puder
Desconstrução da regra: Comece a pensar em sua renda relativa

É comum a gente pensar: “ganho um salário de R$5.000″. Bem, se você ganha cinco mil reais por mês e trabalha dez horas por dia, isso significa que você ganha 25 reais por hora. Parece muito? E quando você faz hora extra e não é remunerado por isso, então? Compensa? Compensa trocar uma hora do seu dia por 25 reais a mais no seu salário? E quando nem recebe essa hora? Nossa…

Passe a ver seu tempo a partir dessa perspectiva. Cada vez que você perde uma hora de trabalho, está perdendo 25 reais. Ou então, se precisar decidir o que fazer com a sua próxima hora, analise o que vale esses 25.

Esse é o motivo pelo qual muitas pessoas estão deixando seus empregos enlouquecedores para ganharem menos (teoricamente) e trabalharem menos horas por dia. Muitas vezes, ganha-se mais por hora do que estaria se estivesse trabalhando mais tempo. A grande questão é: o que você faz com o tempo restante?

Também gosto de usar essa reflexão para tomar decisões na minha vida. Se eu recebo 25 reais por hora de trabalho, quanto terei gasto se perder oito horas do meu sábado fazendo faxina na casa? 200 reais. Quanto custa uma diarista? 100? Pois bem, então se eu pagar uma diarista, é como se eu estivesse economizando 100 reais e ainda teria essas oito horas para ficar com a minha família e fazer outras coisas que eu gosto. Entendeu a conta?

Faça a sua agora: calcule quanto vale a sua hora de trabalho de acordo com os seus ganhos mensais. Depois, divida pelas suas horas trabalhadas (se você trabalha em uma empresa, calcule pelo seu horário oficial – não conte as horas de trabalho em casa, por exemplo). O total que você ganha por hora trabalhada é o que deve servir como fator de decisão para você investir seu tempo de agora em diante. O exemplo da diarista foi apenas um, mas pode ser aplicado a qualquer outro. Faça o teste!

E o legal é usar isso como parâmetro para buscar melhorias. Se você ganha 25 reais por hora, por exemplo, sabe que, se conseguir um trabalho ganhando 30 reais por hora, mesmo que trabalhe menos horas por dia, compensará mais do que ficar onde está, pois o restante do tempo poderá seu usado a seu favor.

Regra nº 9: Estresse é uma coisa ruim
Desconstrução da regra: Aprenda a diferenciar os tipos de estresse

Existe o estresse bom e o estresse ruim. O estresse ruim é aquele que deixa a gente fraco(a), desanimado(a), se sentindo menos confiante e menos capaz. Um trabalho desestimulante, um chefe que faz críticas destrutivas, pisa na bola, prazos absurdos e brigas no trabalho causam estresse. Nós devemos evitar esse estresse ruim.

O estresse bom, no entanto, é aquele momento de “rush” que passamos de vez em quando. Trabalhamos sob pressão, mas nossa adrenalina vai a mil. Ou então, o trabalho pode ser cansativo, mas você sabe que ele é necessário para você chegar em determinado ponto. Quando brigamos com o nosso chefe por algo que consideramos certo (e diferente do que ele está fazendo), por exemplo. Ou quando acordamos cedo no inverno para ir malhar na academia. Esse é o tipo de estresse bom, que não devemos evitar. Ele, aliás, é inevitável e fundamental para o nosso crescimento em todos os aspectos.

E aí, estão gostando da série? Adoro como o Tim nos ensina a desconstruir nossas regras e a pensar de maneira diferente, mais efetiva, mais produtiva! O que vocês acham dessas regras que ele desconstrói?

Até o próximo post.

27 Jul 2014

Instagram da semana {8}

Sei que estava um pouco atrasada com o Instagram da Semana, mas tive um motivo: estava sem celular! Fui trocar minha linha de Campinas de pós para pré-paga e a operadora se confundiu, cancelando a linha de vez. Fiquei sem celular até conseguir normalizar (com uma nova linha) e essa semana pude voltar a postar normalmente. Acompanhe!

instagram-semana-8

As últimas semanas vêm sendo bem corridas porque ainda não nos mudamos e toda a nossa rotina já está em São Paulo, especialmente meu trabalho. Na semana passada, eu comecei com uma reunião na editora sobre detalhes do lançamento do livro. Depois, tive um ensaio do meu treinamento junto com a equipe da Call Daniel. Venho me dedicando MUITO a isso! Também passei um único diazinho em Campinas, quando aproveitei para tomar o delicioso sorvete de ninho trufado da sorveteria Sergel, do qual sentirei saudades. No mesmo dia, levamos o filhote na Fnac Pinheiros para um show da banda All You Need Is Love, cover dos Beatles. Ele amou! Está bem frio e tem sido divertido vestí-los com roupas coloridas e touquinhas variadas.

No dia seguinte, participei de um evento da editora para livreiros e fiz uma palestra com algumas dicas de organização e conversei com eles sobre o meu livro. Fiquei super, super gripada (ainda em recuperação) e sem voz depois disso (ainda bem que foi depois!) e, além de trabalhar em um lugar que eu adoro (Santo Bolo, no Sumaré), encaixotei mais algumas coisas para a mudança! Ufa!

E a próxima semana promete bastante agitação também! Nos vemos no próximo Instagram da semana! Se quiser acompanhar em tempo real, clique aqui e me siga por lá!

Boa semana para vocês!