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Outro dia nós postamos aqui no blog um texto sobre sono polifásico e uma das dores levantadas por uma das leitoras foi o fato da extensão da idade para a aposentadoria. Além dessa questão tão sofrida, existem milhões de brasileiros desempregados. Com tamanho desemprego, muitas pessoas estão buscando soluções alternativas para sobreviver, e empreender é uma delas. Eu não acho que o melhor caminho para começar a empreender seja simplesmente “pagar as contas”, mas respeito o fato de que, muitas vezes, esse é o único caminho. E, além disso, esse caminho pode se mostrar maravilhoso, cheio de oportunidades e bons rendimentos, proporcionando à pessoa uma forma de construir algo essencialmente seu. Então, no fundo, acredito que não exista uma maneira certa ou motivação “melhor” que outra para iniciar nessa jornada. Uma vez que você esteja nele, você vai se deparar com outra realidade, que é a de ter que se redescobrir mensalmente.

Fazer uma empresa funcionar não depende apenas de boa vontade. Existem muitos (muitos) fatores administrativos e financeiros fundamentais que precisam ser trabalhados com cuidado. Porém, uma coisa é certa e eu aprendi no ano passado a partir de uma experiência difícil: se o(a) empreendedor(a) não estiver com uma cabeça legal, ele não consegue ter ideias, ser criativo e mover seu projeto adiante. O ano passado foi difícil para muitas gente, mas superamos. Veja então como colocar a cabeça no lugar e melhorar seu trabalho em 2017. Vou apenas compartilhar o que funcionou comigo, longe de serem regras ou recomendações que vão servir para todo mundo.

#1 Dê um tempo quando acontecer algum problema, mas não se afogue nele. Tenha de maneira séria o princípio de que sua cabeça precisa estar bem para o seu negócio funcionar. Por isso, dê-se esse tempo para digerir certos problemas, mas lembre-se o tempo todo que você precisa voltar a ficar bem, para encontrar soluções.

#2 Faça uma análise das suas perspectivas. Veja o que você gostaria de alcançar em até dois anos com a sua empresa (metas e objetivos). Imagine também como espera que seja seu estilo de vida, como a empresa estará em 3-5 anos, quantas horas trabalhará por dia, que equipe terá com você, que produtos/serviços estará oferecendo. Imagine-se chegando no ambiente de trabalho da forma mais vívida possível. Imagine-se acordando, chegando em casa de noite, interagindo com a sua família, amigos e outras pessoas que você ama. Por fim, pense no por que a sua empresa existe. Por que você faz o que faz? E o que você não faria de jeito nenhum, porque feriria os seus valores? Pensar com um pouco mais de perspectiva pode ajudar a ter mais calma e a buscar soluções de curto prazo.

#3 Revise suas responsabilidades como empreendedor. Quais são os papéis que você desempenha hoje na sua empresa? De maneira geral, o empreendedor desempenha diversos papéis no início, então é importante que você os liste (ou desenhe em formato de mapa mental) para entender como cada um deles pode ficar tranquilo para você. O que precisa acontecer para que as finanças da empresa estejam navegando em águas tranquilas? O que precisa acontecer para que o suporte ao cliente esteja navegando em águas tranquilas? O que você precisa fazer, o que deve ser feito por outras pessoas, o que pode ficar de lado por enquanto e o que você está deixando de lado, mas não deveria? Identificar e revisar suas responsabilidades te ajuda a colocar a casa em ordem e a ter mais controle do que deve ser feito.

#4 Valorize as pessoas que trabalham com você. Valorize os clientes fiéis, que confiam no seu trabalho. Agora pode ser o momento de aproveitar melhor todos esses relacionamentos, focando no que importa. Analise pessoa a pessoa da sua equipe, converse, tire feedbacks, pergunte o que gostariam de se desafiar a curto prazo. Com relação aos clientes, verifique o que já contrataram de você, entre em contato, veja como estão e do que estão precisando. O contato pelo contato é muito importante porque te dá aprendizado.

#5 Identifique projetos efetivos. Com base na análise das suas perspectivas, e daquilo que quer alcançar, identifique projetos que te levarão até lá. Por exemplo, se você quer ter um faturamento X até o final do ano, o que pode fazer para que isso aconteça? É assim que você identifica bons projetos, e só de planejar cada um deles você pode ficar com um ânimo melhor e um novo gás.

#6 Não afunde nas notícias. Essa é uma dica que eu dou após experiência própria. Eu amo ler jornal, acompanhar notícias, especialmente da área política. Porém, percebi que isso só estava me fazendo mal. Comecei a acompanhar apenas as notícias mundiais, com foco em cultura, negócios, estilo de vida, e percebi que isso me dava uma visão global das coisas e me tirava um pouco do baixo-astral político brasileiro atual. Então deixo como dica mesmo, porque funcionou super bem para mim.

#7 Não deixe atividades essenciais de lado. Isso vale para as atividades da empresa, como geração de notas fiscais, suporte aos clientes, respostas aos e-mails, pagamentos, assim como para atividades pessoais: dormir bem, fazer atividade física, se alimentar corretamente, sair com pessoas que você gosta, curtir seus hobbies. A gente acha que, em tempo de crise, tem que trabalhar muito (em termos de volume), quando na verdade essa busca incessante só nos tira o foco e nos deixa exaustos.

#8 Acompanhe pessoas bem-sucedidas que te façam bem. Existem muitos empreendedores na Internet que compartilham conteúdo legal e esse conteúdo ajuda bastante a gente a ter ideias e a manter o mindset. Meus preferidos são o Flávio Augusto da Silva, o Conrado Adolpho e o Erico Rocha (que, apesar de ter uma abordagem que eu muitas vezes não curta muito, tem uns vídeos legais no YouTube – basta filtrar!).

Eu posso apenas imaginar que esse ano será melhor, mas o que eu certamente sei é que nossa vida só melhora quando a gente melhora. Então bola pra frente. Existem muitas coisas bacanas a serem construídas e elas não fazem isso sozinhas. 🙂

Thais Godinho
18/01/2017
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Existe uma foto muito famosa do Steve Jobs sentado na sala de sua casa em 1982.

WOODSIDE, CA – DECEMBER 15: CEO of Apple Steve Jobs sits at his home in Woodside, CA on December 15, 1982. IMAGE PREVIOUSLY A TIME & LIFE IMAGE. (Photo by Diana Walker/SJ/Contour by Getty Images)

O que essa foto significa para mim?

Bem, eu li sua biografia há cerca de dois anos (aquela grandona do Walter Isaacson) e, em um dos trechos do livro, Steve Jobs comenta como foi para ele ter a sua primeira casa. Me lembro de ter lido que, quando ele mudou para essa casa, onde moraria sozinho, sem os pais, depois de a Apple já ter deslanchado, que ele tirou essa foto sentado em sua sala, com apenas alguns objetos: discos, livros, luminária, vitrola. Mas por que um cara que já era milionário tinha tão poucas coisas? E eu lembro que a resposta dele foi algo como: “Sou chato, quero coisas de qualidade e com bom design, e demoro para encontrar tais coisas. Por isso minha casa está vazia.”

Lembro também de um trecho do Thoreau (Walden, ou a vida nos bosques), em que ele diz que um homem (sic) deve ter objetos suficientes que caibam em um carrinho de mão. Todos esses conceitos sempre me fazem refletir muito sobre a nossa existência e o dinheiro que gastamos em “coisas”, além do desperdício de espaço. E é claro que, com o tempo e vários filhos, a casa do Steve Jobs ficou com muito mais coisas do que aparecem nessa foto. Porém, eu sempre gosto de olhar para ela para me inspirar.

Sabe, a gente vive num mundo em que se assumir como é é chato. Todo mundo precisa dar sua opinião sobre tudo o tempo todo. Ninguém consegue guardar para si mesmo suas concordâncias e discordâncias sobre a vida do outro.

Essa foto me inspira porque ela me mostra que eu sempre posso ser quem eu sou e posso ter objetos que eu gosto e que tenham a ver comigo, em vez de ter os “objetos padrão” que toda casa deve ter. Construir um ambiente do zero, de acordo com as reais necessidades de quem vive na casa, me parece um bom caminho.

Quem é você e como você imprime essa pessoa nos objetos que te pertencem? Sua casa reflete o mesmo?

Thais Godinho
17/01/2017
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Nessa transição de um ano para o outro, é comum pensarmos mais nos nossos objetivos. O que é tudo bem mas, será que eles estão coerentes entre si? Ou seja, o que você quer a curto prazo tem a ver com o que você quer a longo prazo? Seus projetos atuais refletem tais objetivos? Neste post, você vai aprender a identificar e refletir sobre o que quer alcançar em curto, médio e longo prazo na sua vida, sem pressão. A ideia é entender se o seu tempo está sendo aproveitado de uma maneira que te deixa feliz.

A vida é uma aventura. Definir objetivos significa ter um mapa em mãos quando se coloca o pé na estrada. Você pode até mudar um pouco um percurso mas, se se perder, você sabe que o seu mapa está ali para te ajudar. A ideia de ter objetivos listados é a mesma. Eles não são engessados, cravados em pedra. Você pode mudá-los, se sua vida caminhar para isso. Mas, uma vez que você os tenha definido, isso te ajuda a não perder coisas que não tenham a ver com você e com a vida que você quer viver.

Às vezes é mais fácil pensar em objetivos de longo prazo, pois eles denunciam valores importantes. Por isso, podem ser um ponto de partida. No entanto, não existe jeito certo de definir objetivos. Você pode simplesmente identificá-los.

Vamos às definições:

  • Um objetivo de curto prazo é um objetivo que você pode querer alcançar em até dois anos. Essa definição tem muito a ver com o GTD (método de produtividade). O que você quer que seja verdade até o fim do ano que vem? Essa abordagem é interessante porque permite que a gente reflita sobre estados que não temos hoje em nossa vida. Analisando todas as áreas da minha vida, o que eu quero que seja verdade em cada uma delas? Em Finanças, por exemplo, pode ser algo como “Guardar X reais para dar entrada em um apartamento”. Em Saúde, pode ser “Emagrecer 10kg”. Em Carreira, pode ser “Mudar de emprego”. Perceba que todos esses objetivos podem levar menos tempo que até dois anos, por isso que falamos em “até”, e não “em”. Os objetivos de curto prazo expressam vontades.
  • Um objetivo de longo prazo é aquele objetivo de vida, que você vê lá na frente, como algo que você quer conquistar na sua vida. Pode ser “Comprar um apartamento no bairro desejado” ou “Ter uma família grande e unida”. Os objetivos de longo prazo expressam valores.
  • Já o objetivo de médio prazo é aquele no meio termo, que engloba a maior parte da sua vida. De 3 a 10, 20 anos adiante, você pode ter objetivos de médio prazo. Os objetivos de médio prazo expressam seu estilo de vida. Como eu quero estar vivendo daqui a 10, 15 anos? Como eu quero que seja o meu trabalho daqui a 20 anos? E, uma vez identificados, você consegue trazer metas intermediárias para mais perto, que talvez vão gerar projetos.

O exercício aqui só pode ficar mais personalizado se nós trabalharmos juntos no processo de coaching. <3 Porque a ideia é você exercitar esse raciocínio em cada uma dessas esferas e aí comparar um com o outro. Por exemplo: se eu quero ter uma família grande e unida, o que precisa acontecer antes? Casar, ter um, dois filhos, ou adotar. E para isso acontecer, o que tenho que fazer? Como isso impacta no meu hoje? Exemplo prático:

Objetivo de longo prazo: Comprar um apartamento no bairro desejado
Objetivo de médio prazo: Comprar um apartamento
Objetivo de curto prazo: Guardar X reais para dar entrada em um apartamento
Projetos que podem ter a ver: Buscar investimentos com lucratividade X por mês, Buscar uma segunda atividade remunerada, Definir o tipo de apartamento que consigo comprar e por aí vai.

Dá pra tirar uma tarde para pensar nisso, não? 😉

Thais Godinho
16/01/2017
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