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Atividades para fazer com as crianças nas festas de final de ano

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As crianças adoram as festas de final de ano! Não é por menos: a família toda se reúne, muito provavelmente uma das ocasiões envolve presentes e, no geral, o sentimento de alegria e renovação estão no ar. Com tanta coisa acontecendo, é normal sair um pouco da rotina e as crianças ficarem um pouco agitadas. Por isso, hoje eu trago algumas dicas para passar esse período do ano com tranquilidade para você e para elas.

Entretendo as crianças antes das festas

Escalar algum tio simpático para distraí-las! Uma brincadeira que costuma dar certo é chamar as crianças para o quintal ou varanda e brincar de procurar o Papai Noel. Se o céu estiver limpo, é bastante provável que dê para ver pequenas estrelas cadentes e isso divertirá as crianças por algum tempo.

Outra brincadeira que sempre faz sucesso quando todas as crianças estão juntas é brincar de esconde-esconde.

Mais uma opção é espalhar pistas pela casa para que seja encontrado “um tesouro”. As pistas podem ser liberadas de tempos em tempos para durar bastante, mas não a ponto de dispersar as crianças. O prêmio pode ser uma cesta com vários tipos de brinquedos diferentes, que eles nunca tenham brincado antes. Essa tática é boa para adiar a famigerada pergunta: “mãe, posso abrir os presentes?”, pois as crianças ficarão distraídas até lá.

Se você não tiver outra opção, sempre tem o tradicional vídeo-game. As crianças podem fazer competições com ranking e tudo. O único perigo é elas se esquecerem do jantar, mas isso fica por sua conta!

Amigo-secreto para crianças

A brincadeira já começa no sorteio: em vez de escrever os nomes, os papéis podem ter fotos de cada criança.

Na hora de adivinhar, cada criança deve falar três palavras que descrevam seu amigo-secreto. Podem ser quaisquer palavras que não o nome e outras obviedades como “irmão”. Elas também podem desenhar. Ou um, ou outro.

Checklist para se organizar nas festas de final de ano

Uma idéia de cronograma para fazer deste um final de ano inesquecível para você e toda a sua família. Festas organizadas fazem com que você tenha mais tempo para se dedicar às crianças.

Ainda em novembro

  • Faça uma lista com as pessoas que gostaria e que precisa presentear.
  • Verifique sua agenda e marque para a semana que vem o melhor dia para sair e comprar os presentes. Lembre-se que muitas compras podem ser feitas pela Internet.
  • Verifique o total de despesas. Esta é a hora de fazer possíveis cortes. Avalie a real necessidade de dar aquele presente caro para a sua chefe – muitas vezes, uma simples lembrança resolve. Faça substituições inteligentes. Não deixe de comprar aquela boneca que sua sobrinha tanto quer só para ter dinheiro para presentear outras cinco pessoas que sequer se importariam em receber ou não presentes seus. Ordem de prioridade para não errar: crianças, esposa(o), pais, amigos próximos, parentes próximos e o resto.
  • Monte a árvore de Natal. Envolva as crianças no processo, elas adoram!
  • Compre os ornamentos necessários para os presentes que fará.
  • Compre as embalagens, fitas, adesivos etc.

1ª semana de dezembro

  • Compre os presentes. Comece pelos que você mesma(o) irá fazer.
  • Liste as receitas que preparará na ceia e no almoço de Natal.
  • Comece a fazer as velas, caso você prefira fazer a comprar.
  • Faça as tags (etiquetas) de cada presente.

2ª semana de dezembro

  • Planeje todas as atividades de Natal (o que as crianças farão?).
  • Convide as pessoas oficialmente para o Natal em sua casa.
  • Verifique com sua família e/ou amigos o que farão no Revéillon.
  • Comece a fazer estoque para o Natal (guardanapos, copos que faltam etc).
  • Faça ou compre uma linda guirlanda para colocar na sua porta.
  • Decore a sua casa, dentro e fora, para o evento.

3ª semana de dezembro

  • Cheque todas as luzes de Natal, as velas, veja se tem tudo na quantidade suficiente.
  • Faça biscoitos decorados para as crianças.
  • Empacote os presentes e coloque as tags em cada um deles.
  • Comece a polir os talheres e taças da ceia.

4ª semana de dezembro

  • Faça as últimas compras de Natal, principalmente alimentos que não poderiam ter sido comprados antes. Evite filas indo em horários e dias alternativos. Espere até o último dia para comprar verduras, legumes etc.
  • Faça a seleção dos CDs que serão tocados no Natal. Que tal montar sua própria coletânea?
  • Providencie o vinho, caso ainda não tenha.
  • Compre os últimos presentes (caso tenha percebido que “aquele” amigo resolveu aparecer de última hora).
  • Faça os arranjos de flores para a casa.

Na véspera

  • Dê biscoitos para as crianças e faça-as fazerem pedidos para o Papai Noel, essas coisas. Providencie filmes sobre o tema e deixe elas se divertirem enquanto você fica na cozinha ou cuidando de outros preparativos.

Dia de Natal

  • Tenha em mãos uma lista com todos os presentes que recebeu e de quem, para depois enviar um agradecimento.

1 semana antes do Revéillon

  • Veja que caixas e embalagens de presente irá guardar por qualquer razão.
  • Compre champagne para o Ano Novo.
  • Crie o menu para o Ano Novo.
  • Faça as compras necessárias.
  • Confirme a presença dos convidados.
  • Verifique se há suplementos para todos (copos, pratos etc).
  • Se tiver hóspedes, verifique igualmente roupa de cama, banho.

Revéillon

  • Decore a casa com flores frescas.

1 semana depois do revéillon

  • Remova todos os ornamentos de Natal.
  • Guarde o que pode ser usado no próximo Natal e jogue fora o que não serve mais.
  • Procure reciclar a maioria das coisas, especialmente papéis e embalagens.
  • Escreva notas de agradecimento pelos presentes e pela companhia.

Um dos itens muito importantes para providenciar para as crianças nas festas de final de ano são as roupas! Queremos que elas usem roupas práticas e bonitas, que permitam uma liberdade de movimentos. A Ana Giovanna é uma loja virtual especializada em roupas para crianças, especialmente meninas, e neste final de ano traz boas opções para quem ainda não se decidiu pela roupa das crianças. Veja vestidos infantis com tema Frozen, Minnie, ou vestidos infantis para festa diversos. <3

 

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Confira todos os vestidos de festas da marca Ana Giovanna.

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Mitos da organização

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Uma das maiores conquistas da organização é a integração que existe entre o ambiente externo e os nossos sentimentos. Quando nos sentimos bem, é comum nosso ambiente ser ordenado por nós aos poucos, assim como, quando organizamos nosso ambiente, nossa mente fica mais tranquila. Por isso muitas pessoas gostam de limpar e arrumar a casa “para desestressar”. Existe sim essa relação.

Parte dessa organização vem do destralhamento da casa. Afinal, não dá para organizar tralha. Existem alguns mitos que envolvem esse processo de destralhar e organizar, e eu gostaria de comentar sobre alguns deles. Veja os que eu mais percebo por aí:

Mito 1
Você precisa ser uma pessoa organizada

Não! Quando você se deparar com um armário cheio de roupas bagunçadas ou uma mesa cheia de papéis, não diga a si mesmo(a): “meu deus, preciso me organizar!”. Isso gera uma ansiedade e também coloca a organização em um pedestal, como se fosse algo quase inatingível, que meros mortais como você jamais conseguirão fazer. Não pense nisso! O primeiro passo deve ser se livrar da tralha. Por isso, calmamente, um pouco por vez, livre-se daquilo que não faz mais sentido para você. Se você tiver menos coisas, ficará mais fácil organizar depois.

Mito 2
Você precisa ser MUITO organizado(a)

Apesar de ajudar ter um lugar para cada coisa na sua casa, mesmo essa regrinha que parece básica pode sabotar o seu destralhamento. Afinal, quem quer ver uma estante vazia? Ou um armário pouco cheio? Por isso, tenha cuidado para não encher de coisas um lugar apenas porque tem espaço. A decoração pode ajudar bastante aqui, com algumas soluções. Outra questão que envolve ser “super organizado(a)”: se você passa mais tempo criando etiquetas para as suas pastas que sendo feliz, pare imediatamente. É legal se organizar, mas cada pessoa tem um limite. Busque aquilo que for suficiente para você.

Mito 3
Caixas organizadoras são a solução

Existem caixas organizadoras maravilhosas – e caras! – no mercado. Para começar, lembre-se que é necessário destralhar sua casa antes de pensar em comprar caixas. Não adianta comprar 30 caixas diferentes e guardar toda sorte de coisas dentro delas. Diminuindo a quantidade de coisas, você gasta menos com armazenamento. As caixas podem ser lindas mas, se você as enche de tralha, elas acabam virando tralha também.

Mito 4
Não se desfaça – encontre um lugar para guardar

A velha síndrome do “um dia posso precisar”. Quando se deparar com um objeto que não usa há séculos, não gosta dele e, enfim, identifica-o como um sério candidato a ser jogado fora, pergunte-se: seria fácil e barato conseguir outro desses caso eu realmente precise no futuro? Se a resposta for sim, se desfaça. Se for não, repense APENAS SE você tiver lugar para guardá-lo. Se não tiver, questione-se se manter um objeto que não usa vale o efeito visual de tralha que ele causa.

Um ambiente organizado traz mais paz interior do que você imagina.

Mito 5
Mantenha suas roupas apertadas para quando emagrecer, como estímulo

Você até pode manter uma calça ou outra peça para esta finalidade, mas não adianta guardar todas as peças de cinco anos atrás esperando emagrecer novamente. Doe as peças. Quando você emagrecer, certamente vai querer peças novas para celebrar a sua conquista. Deixe no seu guarda-roupa apenas peças que te sirvam e que te deixem bonita(o) HOJE, e não que causem uma sensação de baixa auto-estima toda vez que você olha para elas.

Mito 6
Guarde objetos preciosos ou caros

Eu sou uma grande fã de lembranças. Adoro me lembrar dos momentos felizes que passei com a minha família e amigos. No entanto, as lembranças não precisam ser despertadas por objetos físicos. Você pode tirar uma foto dos objetos que trazem essas lembranças e depois se desfazer dele. Você liberará um espaço imenso na sua casa, caso você tenha muitos itens assim. Mesmo itens caros, se deixados de lado, são apenas tralhas caras. Tente vendê-los na Internet.

Como se organizar trabalhando de dia e estudando à noite?

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Este post foi a sugestão de uma leitora através do formulário para envio de sugestão de pauta. Quer ver algum tema abordado aqui no Vida Organizada? Envie também.

O que ela sugeriu:

Thais, penso que um bom tema a ser tratado no blog seria algo do tipo: “dicas para aqueles que trabalham o dia todo e estudam à noite”. Estou nesta condição (sou advogada e mestranda). Muitas vezes sinto perdida e vejo que minha rotina está completamente bagunçada (durmo pouco, me exercito pouco, tenho que optar por compromissos…). Não sei se você já tratou sobre o tema (até porque sou leitora há não muito tempo), mas penso que muitas pessoas podem se interessar. Abraço!

Querida leitora,

Conciliar duas atividades intensas (como trabalhar o dia todo e estudar à noite) não é fácil. Demanda esforço, disciplina e um gerenciamento enorme de energia para não ficar cansado física e mentalmente. Minhas sugestões para você são as seguintes:

  1. Procure planejar sua semana. Uma vez por semana (domingo, talvez, mas pode ser no dia que você quiser), veja todos os compromissos que você vai ter (incluindo horário de trabalho). Insira os períodos em que estará se deslocando, em trânsito (isso é importante para saber a estimativa de tempo disponível). Ao chegar em casa, você toma banho, faz janta ou qualquer outra atividade? Pode querer planejar isso também. Insira tempo suficiente de sono (sim! bloqueie em seu calendário as horas de sono) e veja quantas horas sobram para os seus estudos. Se sobrarem três horas, por exemplo, veja como pode distribuir seus estudos ao longo da semana. Faça esse planejamento religiosamente toda semana. Ele será fundamental para a sua organização.
  2. Garanta que o planejamento da sua semana como um todo seja factível. Não adianta se comprometer a dormir só quatro horas por noite achando que vai manter esse ritmo insustentável por muito tempo. Todas as áreas da sua vida são importantes, dos estudos à sua saúde. Busque uma vida equilibrada. Mesmo que leve mais tempo para atingir suas metas de estudo (ex: passar em um concurso público), pelo menos você fará isso sem prejudicar as outras áreas.
  3. Gerencie sua energia. Se você sabe que precisa dormir oito horas todas as noites, priorize esse tempo. Procure acordar todos os dias no mesmo horário, pois o corpo gosta de rotinas (inclusive aos finais de semana). Alimente-se bem – e aqui pode valer a pena buscar médicos que indiquem uma dieta funcional para a vida que você tem.

Com relação aos estudos, você pode querer organizar seus grandes projetos (como a monografia) em uma ferramenta boa para gerenciar ideias, como o Evernote. Procure digitalizar artigos e enviar matérias legais pegas na Internet para lá. Todas as tarefas podem ser organizadas em uma ferramenta simples e eficiente, como o Todoist. Controle os prazos do seu curso em um calendário que você goste – pode ser uma agenda de papel ou eletrônica, como o Google Calendar.

No mais, otimizar seu tempo o máximo possível pode ajudar, por isso a recomendação de ferramentas eficientes e a disciplina com o planejamento semanal. Você pode buscar métodos de estudos específicos como o método por ciclos do Alexandre Meirelles ou o uso de mapas mentais. Ambos podem ajudar.

Linkagem de domingo {69}

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A linkagem de domingo é uma coletânea de posts que eu li e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog. Os deste domingo são os seguintes:

Uma boa semana para você! 🙂

Aprenda GTD: Como gerenciar o calendário

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Quis postar logo sobre o calendário porque ele é um dos assuntos que mais geram dúvidas quando se fala da organização no GTD.

Primeira coisa: calendário ou agenda?

Pessoal, esse assunto uma vez gerou uma polêmica enooorme no grupo GTD Brasil. O que é importante entender é que, quando falamos em calendário dentro do método GTD, não estamos falando apenas da ferramenta calendário, que aqui no Brasil é também conhecida como agenda, mas do recurso calendário – uma lista com datas atreladas aos itens.

Logo, se você usa uma agenda, um calendário de parede ou no computador para gerenciar o calendário do GTD, tanto faz. Mas não troque o nome calendário que é um conceito muito importante do David Allen para o método GTD.

Além do que, o termo Agendas, também usado no método GTD, tem outra conotação, que veremos em posts mais adiante.

Para que serve o calendário no GTD?

Em resumo, para informações relacionadas a datas ou horários específicos. Vamos ver que, no GTD, inserimos muito mais do que compromissos no calendário e essa é uma das coisas que fazem com o que GTD seja super útil e legal para tanta gente.

O calendário servirá como um guia para a sua execução diária, tamanha a confiança que você desenvolverá aos poucos, usando-o corretamente.

Como gerenciar o calendário no GTD

A forma mais comum de gerenciar o calendário é através de uma agenda, seja ela de papel ou eletrônica. Se for de papel, recomendo as agendas com visão semanal. Para as eletrônicas, recomendo o Google Agenda (que eu uso), a agenda do Outlook (excelente) ou o aplicativo Sunrise, apesar de este apresentar alguns problemas de sincronização para algumas pessoas.

Alguns aplicativos, como o Todoist e o Evernote, permitem que você atribua datas às suas tarefas e notas. Isso também é uma forma de gerenciamento de calendário no GTD. No próximo post da série Guia do GTD no Todoist, o assunto será justamente esse.

O David Allen também sugere um sistema chamado tickler, que basicamente é um arquivo de referência rápida, onde você pode acessar informações através de suas datas. Vou falar com mais detalhes aqui no post também.

O que entra no calendário

Lembre-se que, analisando o fluxograma do processamento do GTD, o calendário é uma das duas opções quando você define que algo demanda uma ação, leva mais de 2 minutos e não pode ser delegada. Ou você coloca uma coisa no calendário, ou coloca na sua lista de próximas ações.

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O calendário deve ser um retrato fiel do que você precisa fazer ao longo da semana, e não uma lista de desejos que se mistura com prazos reais e te confunde.

Existem três tipos de coisas que vão para o calendário:

  1. Ações para fazer em horários específicos – Os famosos compromissos: consultas médicas, reuniões, aulas… tudo isso são ações com horário específico. Porém, temos aqui também um telefone que você tenha que dar para alguém que estará no escritório só até determinado horário, por exemplo, assim como os remédios controlados que você precisa tomar em tal hora.
  2. Ações para fazer em dias específicos – Existem coisas que precisamos fazer em um determinado dia, mas podem ser feitas em qualquer horário. Por exemplo, você pode ter que cobrar uma pessoa que vai te enviar um relatório na quinta, mas ela não terá terminado o relatório até quarta, então você coloca um lembrete na quinta para cobrá-la. Aqui entra um conceito muito interessante, que é a diferenciação entre o que deve ir no calendário e o que deve ir na lista de próximas ações com prazo (veja um post explicando isso com detalhes).
  3. Informações relacionadas a dias específicos – Para mim, essa é a parte “novidade” do GTD. Inserir compromissos e tarefas no calendário já é algo que todos sabemos como fazer, mas inserir determinados tipos de informações é uma prática muito bacana que o David nos recomenda. O calendário também é uma excelente forma de acompanhar coisas que você pode querer vir a saber em dias específicos – não são necessariamente ações que você precisará executar, mas informações que podem ser úteis. Por exemplo: roteiro para chegar em um local, informações sobre o seu vôo, lembrete de que seu chefe estará fora do escritório em tal dia, atividades que outras pessoas estarão envolvidas (e isso afeta de alguma maneira seu dia a dia). Você também pode colocar um lembrete para si mesmo(a) para começar a pensar sobre um projeto futuro e por aí vai.

Usando o calendário para opções futuras

Como eu comentei no item 3 acima, você pode inserir gatilhos no seu calendário para acessar futuramente. Isso é demais! Seu calendário pode ser uma ferramenta excelente para lembrar você de coisas que você queira fazer no futuro – ou seja, para incubar alguns itens. Quando apresento esse recurso para as pessoas, geralmente elas ficam surpresas com a quantidade de coisas que podem entrar no calendário e que são extremamente úteis para o decorrer dos dias.

O item 3 descrito acima é para informações relacionadas a dias específicos, e isso inclui uma infinidade de coisas. Porém, um dos usos mais legais é realmente para inserir coisas que você pode querer tirar da sua mente hoje e reacessar em algum ponto no futuro (na verdade, esta é essencialmente a definição de incubar).

Veja algumas coisas que o David sugere como interessantes para colocar no calendário:

  • Gatilhos para ativar projetos – Conheço muitos usuários de GTD que têm uma lista chamada “projetos adiados” ou “projetos em espera”, onde colocam projetos que não estão em andamento agora, mas também não são para algum dia / talvez. Em vez de mantê-los ali, você pode inserir no seu calendário um lembrete para começar a trabalhar neles. No meu emprego anterior, eu costumava organizar um evento que acontecia todo mês de agosto. Para não perder o prazo de começar a trabalhar nele, eu inseria um pequeno lembrete no meu calendário em novembro do ano anterior: “Lembrete: Iniciar planejamento do evento X”. Mas você não precisa fazer essa prática apenas para grandes projetos não, mas para coisas como: lançamento de produtos, arrecadação de fundos, projetos recorrentes (planejamento anual, volta às aulas das crianças), decidir se vai a um casamento em outra cidade, se vai participar de um evento em outro país. Você também pode inserir datas-chave que você pode querer fazer algo para pessoas que são importantes para você: aniversários, festas, comprar presentes de Natal etc).
  • Eventos que você pode querer participar – Essa eu adoro! Você provavelmente deve receber muitos convites ou divulgações de eventos, cursos, palestras, webinars, conferências, e eventos culturais e sociais no geral que você ainda não decidiu exatamente se quer participar ou não. O David diz que é ok não decidir agora, contanto que o negócio em si esteja sob controle – ou seja, no seu sistema. Então alguns exemplos: “Vamos à final do campeonato brasileiro juntos?” “Ingressos para o show do Coldplay começam a ser vendidos hoje”. “Final do Masterchef Kids”. “Clube do Livro no próximo sábado”. Esses são tipos de lembretes que você pode querer colocar.
  • Catalisadores de decisões – Outro tipo de informação legal de colocar no calendário é um lembrete para pensar em um assunto que, no momento, você não está afim ou não tem tempo para pensar a respeito. Você pode estar com um problema no casamento e colocar um lembrete para daqui a seis meses como “As coisas ainda não se resolveram?”. Ou você pode ter um funcionário difícil em sua empresa, que você está tentando ajudar a melhorar e se deu um prazo de 3 meses para decidir o que fazer. “O funcionário X apresentou melhoras?”. Tire da sua cabeça qualquer tipo de preocupação – externalize. Você pode não conseguir ver uma saída agora, mas esse tipo de lembrete pode ajudar a te deixar mais tranquilo(a) no momento sabendo que voltará a essa questão. Outras áreas da vida que podem ter lembretes do tipo: demitir ou contratar alguém, adquirir / fundir / vender sua empresa, mudar de carreira / emprego, redirecionar estrategicamente sua carreira. Pense da seguinte forma: “Existe alguma grande decisão que eu quero me lembrar futuramente, assim eu consigo me sentir confortável para deixar esse negócio sair da minha cabeça no momento e eu possa ter um pouco mais de paz para fazer minhas coisas?”. Se tiver, insira em seu seu calendário para revisitar no futuro.

O arquivo “tickler”

Tickler é um sistema onde você atribui datas a informações específicas. Ele pode ser feito em formato digital ou físico, com papel.

Tickler não é uma ferramenta, mas um sistema. Existem diversas ferramentas que você pode usar para o seu tickler, como pastas suspensas, pastas regulares de plástico, lembretes do Evernote, etiquetas, agendas eletrônicas e por aí vai.

O tickler basicamente é uma maneira elegante de organizar informações acionáveis ou não atreladas a alguma data específica no futuro, ou a um mês específico. É como se fosse uma versão 3D do calendário.

Funciona da seguinte forma: você insere as informações que vai precisar no dia ou no mês específico e, quando ele chegar, essa informação automaticamente aparecerá para você.

Você pode ver um post aqui no blog bastante completo sobre o que é o tickler e para que serve, para não nos repetirmos aqui (clique aqui para ler o texto). Todos os textos indicados aqui na série são importantes para o aprendizado do GTD, que é o seu objetivo ao acompanhar esta série, certo? Portanto recomendo fortemente a leitura desses textos complementares. Mesmo que você já os tenha lido, ler com novas lentes pode trazer insights interessantes.

O que não deve entrar no seu calendário

Resista fortemente ao impulso de inserir no seu calendário aquilo que não tem prazo real ou não se enquadre nas informações acima. Não tem nada de errado você querer organizar o seu guarda-roupa no sábado mas, se esse prazo não for real, inserir “Organizar guarda-roupa” das 14 às 16 horas vai fazer com que isso e “Buscar edredom na lavanderia” fiquem na mesma cesta, podendo te confundir. Para ações desse tipo, temos nossa lista de próximas ações, que nada mais são que listas de coisas para fazermos o mais breve possível.

Eu sei que é um hábito para muitas pessoas abrir a agenda na segunda-feira e listar tudo aquilo que lembra que precisa fazer. O que você está fazendo é uma coleta dentro da agenda. Não há nada de errado em se fazer assim, mas no GTD as coisas são feitas de outro modo. No GTD, buscamos a confiança em nosso sistema como um todo e, para isso, inserimos no calendário o que faz sentido ser do calendário. A ideia é que você confie em seu calendário como se fosse um território sagrado – o que está ali é o que precisa ser feito e respeitado. Se você olha para o seu calendário e vê itens que não precisavam estar ali, provavelmente não deveriam estar mesmo. É até uma maneira de priorizar as suas atividades.

Quando você insere em seu calendário ‘apenas” as coisas que o David recomenda que você insira, já é bastante informação. Porém, tendo esses critérios, você sabe que o que está dentro do seu calendário é realmente fiel, sem achismos. Quando seu calendário está apropriadamente organizado, isso causa uma melhoria significativa em sua produtividade, porque você sabe o que acessar quando estiver se sentindo um pouco perdido(a). Você sabe que pode trabalhar no que quiser, desde que tenha terminado o que está no seu calendário. Vamos ver mais sobre isso quando falarmos sobre a execução.

Exemplos do uso do calendário no GTD

Criei um dia fictício na minha agenda para mostrar para vocês os conceitos explicados acima. Veja qual a recomendação da DAC para o uso do calendário, a escrita dos termos e compromissos etc:

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Tenho certeza que você ficou com vontade de trabalhar no seu calendário depois desse post. 🙂

Dúvidas? Por favor, postem nos comentários.

Fontes deste post:

Livro “A arte de fazer acontecer” – David Allen
Livro “Ready for anything” – David Allen
Material do curso da certificação Level 1: Fundamentals – David Allen Company
Webinar “Calendar vs. Tasks” – GTD Connect

Ideias de presentes de Natal baratos porém super significativos

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Ninguém precisa gastar muito dinheiro para dar presentes legais de Natal. Reuni neste post algumas ideias de presentes que não são tão caros e que podem ser significativos:

  • Porta-retrato com uma foto da família, do casal, enfim, uma foto que signifique algo muito legal para você e a pessoa que está presenteando
  • “Kit spa” com produtinhos e objetos legais para massagem e tratamento de beleza – basta colocar em uma caixa bonita ou cestinho
  • Caderno bonito com dicas pessoais suas para escrever um diário
  • Caneca com tema que a pessoa goste (ex: Star Wars) + potinho de café solúvel
  • Bem semelhante ao primeiro item da lista mas, em vez de um porta-retratos, um álbum de scrapbook com várias fotos
  • Lata decorada e cheia de cookies que você mesmo(a) fez
  • Caixa cheia de temperos exóticos para aquele seu amigo ou amiga que gosta de cozinhar
  • Carta escrita à mão por você
  • Vaso com flores (nunca sai de moda)
  • Camiseta com estampa de algo que a pessoa goste (banda, filme)
  • Algo que você tenha feito à mão, como um cachecol de tricô ou uma caixa com decoupage
  • Pote de vidro com doces dentro
  • Livros (hoje pode-se encontrar ótimas promoções por menos de 15 reais nas livrarias virtuais)
  • Caixa com chás variados

Lembre-se também que presentes não precisam ser fruto de consumo. Você também pode presentear uma pessoa com um vale-spa, um ticket para o show ou cinema, uma passagem para viajar e muitas outras experiências. A melhor maneira de buscar um presente legal é imaginar o que faria aquela pessoa sorrir hoje. Pode ser mais simples do que você imagina. E nem precisa esperar o Natal para fazer.

5 lições que eu aprendi com relação a organização de viagens

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Eu adoro viajar. Quem gosta de viajar sente algo que, quem não gosta, não consegue entender. É uma espécie de bicho carpinteiro que te pinica até você viajar de novo. Eu já passei por diversas situações difíceis em viagens, então gostaria de compartilhar algumas lições que aprendi e que me fizeram errar menos nas últimas viagens que fiz:

Lição 1: Cada um tem suas próprias necessidades e elas não são questionáveis

É muito comum vermos dicas “certeiras” por aí que dizem que você pode ficar em um albergue, por exemplo, para economizar, sem levar em conta que muitas pessoas não se sentem à vontade em dormitórios coletivos ou não querem saber de muita interação humana quando viajam. Por outro lado, há pessoas que odiariam ficar sozinhas em um hotel, enquanto há outras que preferem fazer 4 escalas diferentes em um vôo mais barato que pagar mais caro por um vôo direto.

O que é importante é você saber o que te deixará mais seguro(a) e confortável e fazer escolhas. É bastante provável que você não consiga ter tudo do bom e do melhor e ainda assim economizar, mas escolher aquilo que é mais importante pode te ajudar a definir prioridades.

Por exemplo, eu não faço questão de pegar um vôo direto para outro país, contanto que o tempo entre um vôo e outro seja de pelo menos quatro horas (porque já quase perdi um vôo com escala muito curta por problemas no aeroporto). Eu também prefiro ficar em um hotel que tenha atendimento e serviço de quarto porque viajo muitas vezes sozinha e isso me dá segurança. Também prefiro ficar em um quarto sozinha porque tenho sono leve. Enfim, são questões que importam para mim e respeitá-las sempre fez com que minhas viagens fossem muito legais e evitasse situações desagradáveis. Também me deram princípios para que eu pudesse fazer boas escolhas em termos de hospedagem e passagens.

Lição 2: Viajar sozinha(o) já é difícil, então diminua ao máximo a oportunidade de passar por momentos de estresse

Uma vez eu recebi um convite para viajar, mas estava muito, muito sem dinheiro. Topei a viagem e tive problemas com meu cartão lá, o que estragou minha viagem inteira e ainda tive que antecipar a minha volta. É sempre melhor imaginar tudo o que pode dar errado e diminuir ao máximo as chances disso acontecer que contar com a sorte sempre. Estar em um país diferente, sozinha(o), com problemas – por mais que você seja uma pessoa muito descolada, é sempre meio aterrorizante.

Se você vai viajar e está com uma ideia que parece arriscada ou que não sabe bem se vai funcionar (por exemplo: sair do aeroporto durante algumas horas para conhecer a cidade da escala), questione-se se realmente vale a pena, dobre o tempo estimado para fazer o passeio, leve dinheiro a mais, tome todas as precauções. Se não puder tomar as precauções, não faça. Elimine ao máximo todas as oportunidades de passar por situações de estresse.

Lição 3: Respeite o seu corpo

Não é fácil lidar com fuso horário. No primeiro dia, tente ficar acordado(a) até a hora de dormir local e, no dia seguinte, acorde após 8 horas de sono. Assim você não dorme de mais nem de menos e já entra no horário do país onde está. Vai ser mais fácil para o seu corpo se acostumar.

Uma vez fui viajar com duas amigas e passaríamos apenas o primeiro dia da nossa viagem em uma cidade diferente antes de viajar para a outra (destino final). Estávamos super cansadas por causa dos vôos, mas queríamos conhecer a cidade. Poderíamos ter passeado um pouco e voltar para o hotel para descansar, mas quisemos ir a um barzinho ficar até mais tarde depois. O resultado foi que ficamos exaustas a semana inteira, sem conseguir descansar direito no restante dos dias, porque ao longo da semana a rotina foi bem pesada, com muita coisa para fazer, muita andança e pernas cansadas. A viagem foi legal, mas eu aprendi a pegar mais leve depois dela. Vale a pena fazer 20% menos coisas e estar 80% melhor disposta.

Qualquer viagem com mudança de fuso exige muito do nosso corpo, então tudo o que pudermos fazer para que ele se acostume mais rápido, deve ser buscado.

Lição 4: Programe a menor quantidade de coisas possível

Eu não gosto de viajar e ficar seguindo cronogramas como: pela manhã vamos aqui, depois passamos ali, aí vamos para não sei onde etc. O que eu mais gosto de fazer quando viajo para outro país é andar pelas ruas e “descobrir” a cidade, observar as pessoas e ir apenas nos lugares que realmente me interessam, como se fossem na cidade onde eu vivo. Quer dizer, se tivesse um Museu de Cera da Madame Tussaud em São Paulo, eu iria? Então para que ir no mesmo museu só porque estou em um país diferente?

Isso foi realmente libertador para mim e, além de me possibilitar conhecer apenas lugares que tenham a ver comigo, também abriu muito espaço na minha agenda para que eu curtisse a cidade em si. Eu aprendi a listar aqueles lugares que realmente gostaria de conhecer – podem ser tanto 3 quanto 15 -, mas sei que todos eu realmente quero ver e, se sobrar tempo, tenho a liberdade para escolher o que eu quiser fazer. A viagem fica muito mais tranquila e, se eu não estiver me sentindo bem por causa do fuso-horário, não vou me sentir culpada por estar perdendo uma hora ou duas de passeio para ficar descansando ou fazer um programa mais leve.

Lição 5: Não precisa levar tanta coisa a bordo

Montar uma boa mala de bordo é uma arte. Sempre gostei de levar uma malinha de mão com aquele tradicional: muda de roupa, necéssaire básica etc etc. Hoje em dia, minha mala de mão vai apenas com aquilo que vou usar durante o vôo, para me deixar confortável. E procuro não economizar nisso, porque me entedio muito facilmente em longas viagens de avião! (Tem até um post sobre isso aqui). Eu levo uma camiseta e uma calcinha só para não passar necessidade mas, sinceramente, qualquer coisa pode ser comprada no destino final, então não fico levando coisas que não são necessárias, tipo shampoo em miniatura e outras.

Tornar o vôo confortável é uma daquelas coisas da lição 1 deste post, então levo comigo tudo aquilo que proporcione esse conforto.

São lições que só poderiam ter sido aprendidas viajando mesmo, então espero que a minha experiência possa ser útil para vocês de alguma maneira.

Como escolher os cabides certos para o guarda-roupa

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Imagem: Pop Sugar
Imagem: Pop Sugar

Uma das principais dúvidas que me deparo quando vejo pessoas organizando seus armários é sobre os tipos de cabides, então resolvi escrevi um post com dicas bem básicas a respeito, para servir como guia mesmo!

Materiais

Arame – São os mais baratos, mas não são recomendados porque deformam e mancham as roupas, além de entortarem facilmente.

Acrílico – Os mais recomendados de forma padrão. Se não sabe quais comprar, compre estes! As roupas costumam escorregar mais nesses cabides, então atente para o modelo adquirido. Você também pode colocar adesivos nas suas abas para que as peças não escorreguem (um truque muito comum).

Madeira – São os mais caros, mais bonitos e mais resistentes (duram mais), porém ocupam bastante espaço no guarda-roupa. São recomendados para grandes closets ou pessoas que tenham bem poucas roupas.

Plástico – Se forem aqueles de plástico flexível que vêm da lavanderia, esqueça! Plástico rígido é semelhante ao acrílico. Não tem a mesma durabilidade e visual agradável, mas atendem bem a maioria das pessoas.

Revestidos com tecido – Recomendados para guarda-roupas de bebês justamente porque não vão durar muito. O problema não é a resistência, e sim que o tecido fica encardido. Também tem a desvantagem de ocupar bastante espaço. Algumas pessoas gostam de revestir cabides de materiais diversos com tecido, o que deixa os cabides bastante charmosos.

Tipos

Com presilha – Presilhas de metal marcam as roupas – prefira as de silicone. Bons para saias, vestidos e calças.

Anatômicos – São aqueles cabides mais gordinhos nas pontas. Indicados para casacos, blazers e jaquetas.

Com passadeira – Para pendurar calças e saias feitos em tecidos mais delicados.

Com ganchos para cintos, gravatas e lenços – Há diversos modelos personalizados no mercado. Verifique se, com o espaço que você tem, é melhor pendurar tais peças ou guardar em gavetas ou caixas.

Dicas gerais de personal organizer:

  • Busque comprar cabides da mesma cor e padrão para causar unidade visual em seu guarda-roupa. Cabides diferentes passam a sensação de bagunça.
  • Pendure apenas uma peça por cabide.
  • Tenha sempre cabides extras no armário para novas compras e pecas que estejam lavando.
  • Se puder adquirir cabides que tenham o gancho que gira, mais práticos eles serão. Mas isso é perfumaria – um nice to have!

Guia do Vida Organizada para aplicar o GTD no Todoist – Parte 2

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Continuamos hoje com a série de implementação do GTD no Todoist. Ela servirá como exemplo de aprendizado da parte Organização da série Aprenda GTD. Ou seja, você que vem acompanhando a série, aprenderá agora a organizar todo o seu sistema com o exemplo do Todoist. Hoje nós vamos ver Como usar a caixa de entrada e organizar suas listas.

Acompanhe todos os posts desta série através da tag Guia GTD e Todoist.
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Por gentileza, leia antes o post Como usar o GTD no Todoist – uma introdução, que traz conceitos básicos sobre a ferramenta. Para conhecer o GTD, recomendo que leia todos os posts da série Aprenda GTD até aqui, pois é onde abordo didaticamente todos os conceitos do método. Nossa série abordará a implementação direta, sem esclarecer conceitos básicos que já foram vistos nesses posts anteriores.

Nosso guia será montado para quem utiliza a versão gratuita do Todoist, mas também darei dicas para quem usa a versão paga. Você pode conhecer e comparar todos os recursos aqui.

Utilizando a caixa de entrada do Todoist

A caixa de entrada é o primeiro link da sua lista lateral no Todoist.

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Acredite ou não, mesmo os mais sofisticados profissionais ainda tentam manter coisas em sua cabeça. A sua cabeça é para ter ideias, não armazená-las. Por isso, é importante que você tire da cabeça tudo aquilo que, de certa forma, chama sua atenção ou te incomoda a ponto de você se lembrar uma, duas vezes…

Quando você captura externamente tudo aquilo que chama sua atenção (pessoal e profissional), você sente que sua mente está livre para atividades mais importantes, como pensar e se concentrar na atividade que você precisa executar – sem se preocupar com outras coisas que deveria estar fazendo.

A caixa de entrada é uma excelente ferramenta para lidar com distrações e interrupções. Lembrou que precisa comprar uma cadeira nova para o escritório? Sem problemas! Anote em sua caixa de entrada em vez de parar o que está fazendo para navegar no site de uma loja virtual de móveis.

Você nunca sabe quando terá boas ideias, e nossas melhores ideias para o trabalho não acontecem enquanto estamos no trabalho. Elas vêm quando estamos nos sentando com a pipoca no cinema, quando estamos descansando no parque, quando estamos deitando para dormir. Não perca suas ideias. Registre-as na caixa de entrada.

Uma grande vantagem do Todoist é justamente ter esse espaço já pré-definido para que você capture as suas ideias. Lembrou de algo? Anote ali.

Agora, por que é tão importante capturar uma ideia? À medida que a gente evolui e cresce dentro do trabalho e na vida pessoal, a frequência e o volume de informações potencialmente relevantes cresce pra caramba, assim como o número de compromissos que fazemos com nós mesmos e com outras pessoas. Manter nossa mente limpa e não perder nenhuma informação é algo extremamente crítico, que todos devem buscar para manter a sanidade e conseguir se concentrar naquilo que é mais importante.

Algumas pessoas acham que é besteira anotar tudo o que vem à mente porque não precisam disso – sua cabeça funciona bem. Não duvido disso! Porém, será que precisa? Lembre-se da célebre frase do David Allen: sua mente é para ter ideias, não para armazená-las. Você está fazendo bom uso da sua mente?

Você pode ler mais sobre a prática da coleta no post da série Aprenda GTD específico sobre esse assunto clicando aqui.

Como lidar com essas informações depois?

Você irá esclarecer o que cada um desses itens coletados na sua caixa de entrada significam. Este passo é essencial para o GTD porque, se feito incorretamente, vai prejudicar sua execução. Pensar sobre o que precisa ser feito é a mágica que faz com que a execução se torne rápida e fluída.

Para saber como esclarecer cada item da caixa de entrada, é fundamental que você leia agora este texto: Aprenda GTD – Como fazer o processamento. Não continue sem antes lê-lo! Se você já leu um dia, leia novamente. 🙂

Lendo o texto acima, você entendeu para que serve e como processar cada item da sua caixa de entrada. O ideal é que você processe pelo menos uma vez por dia o que estiver lá. A caixa de entrada não é repositório – é um espaço de transição.

Depois de processar, você vai colocar esses itens nos seus lugares certos. É aqui que entram as listas do GTD, que nós vamos ver agora como organizar no Todoist.

Organizando suas listas no Todoist

Por gentileza, leia o post Aprenda GTD – A organização no GTD antes de continuar. Essa leitura é fundamental para continuarmos a partir daqui.

A DAC (David Allen Company) oferece guias oficiais de aplicação do GTD em ferramentas específicas e para todas elas existe um padrão que vou aplicar aqui também. Portanto, o que vocês estão recebendo aqui é orientação da DAC, para usarem como ponto de partida e, depois customizarem como quiserem. No final da série, posso até dar dicas para essa customização mas, sinceramente, o modelo simples é o que funciona para todos para aprender GTD, e o próprio David Allen utiliza listas simples.  Vamos ver como vamos fazer então.

O Todoist tem três tipos de listas, a saber:

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Portanto, quando eu falar sobre “Projetos”, com as aspas, estarei me referindo a essa aba “Projetos” do Todoist. “Etiquetas” e “Filtros” são recursos disponíveis apenas para usuários Premium, por isso não abordaremos *oficialmente* neste guia. Ao final, darei dicas para esses usuários, mas o guia em si não será prejudicado para quem não tem esses recursos. Esses são recursos adicionais que fazem parte da customização que vocês poderão fazer a partir deste guia. O guia foi montado para atender todos os tipos de usuários.

O Todoist chama de “Projeto” todas as listas criadas nessa aba correspondente. Isso não significa que sejam projetos do GTD. É importante ficar clara essa diferenciação.

Todo o GTD precisa apenas de listas e pastas para ser gerenciado. Nós vamos criar então as seguintes listas nesta aba de “Projetos” do Todoist. Para isso, clique em – na sua barra lateral:

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Esses são os “Projetos” que você vai adicionar agora:

  • Próximas ações
  • Agendas ou Assuntos a tratar (o significado é o mesmo)
  • Aguardando resposta
  • Projetos
  • Algum dia / talvez

Nós podemos adicionar novas listas mais adiante, mas inicialmente são esses os “projetos” que você deve criar.

O que vai em cada uma dessas listas

  • Próximas ações – Ações definidas que você pode fazer, que não dependem da execução de mais nada antes (são ações imediatas, próximas ações mesmo). A única coisa que dependem para sua execução é de você estar no contexto adequado – e é por isso que o David Allen recomenda organizar as listas de próximas ações por contextos, como veremos agora.
  • Agendas ou Assuntos a tratar – Aqui vamos listar assuntos que temos a tratar em reuniões periódicas ou com pessoas específicas. As pessoas e reuniões funcionam como contextos, praticamente. Imagine que você esteja com o seu chefe e ele diz que tem 5 minutinhos para resolver qualquer pendência que você precise resolver com ele. Em vez de ter que ficar lembrando, você abre seu Todoist e vê o que está listado ali. É bastante prático e objetivo.
  • Aguardando resposta – Nesta lista, vamos inserir tudo aquilo que delegamos ou pedimos para outras pessoas fazerem. A ideia é ter um inventário de tudo o que solicitamos para outras pessoas, para termos controle e podermos cobrar, se necessário.
  • Projetos – Aqui vamos inserir todos os resultados desejados que você quer alcançar em algumas semanas ou meses e que leva mais de um passo para ser concluído.
  • Algum dia / talvez – Aqui vamos inserir todos aqueles projetos ou ações que queremos fazer, mas não são nosso foco agora. Não queremos ou não podemos investir tempo nisso nesse momento.

Vamos ver agora como organizar cada uma dessas listas.

Organizando: Próximas ações

David Allen recomenda organizar as próximas ações da seguinte maneira: crie uma lista de próximas ações. Se você tiver poucas (até 30, mais ou menos), você não precisa criar listas de contextos, porque tem poucas ações para revisar diariamente e escolher o que fazer. Agora, se sua lista estiver ficando grande, você pode escolher dividí-la por contextos.

Os contextos mais comuns são: em casa, ao computador, na rua (em trânsito), no escritório, ao telefone, em qualquer lugar. O David Allen sugere o uso de um @ antes de cada contexto porque, nos Estados Unidos, “at” (semelhante ao nosso “ao”) é muitas vezes substituído pelo símbolo @. Portanto, convencionou-se o uso do @ nos contextos do GTD.

Como nosso guia é para usuários da versão gratuita do Todoist, vou sugerir que vocês criem novos “projetos” para cada um dos contextos. Mas lembrem-se: crie contextos apenas se for necessário. Para isso, clique em “Adicionar projeto” e arraste esse novo “projeto” para “dentro” de Próximas ações. Ele deverá ficar assim:

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Para arrastar, passe o mouse sobre o “projeto” e, à sua esquerda, o mouse muda o cursor, indicando que ele pode ser arrastado. Quando você fizer isso, o “projeto” master, digamos assim, ficará com uma flechinha apontando para baixo (como na imagem acima), que você pode expandir ou retrair de acordo com o que deseja ver.

Se você passar o mouse sobre o “projeto” novamente, verá três pontinhos do seu lado direito. Ao clicar nele, aparece uma série de opções. Se clicar em “Editar projeto”, pode renomeá-lo, por exemplo. Uma das coisas legais que você pode fazer ao editar é clicar na bolinha e alterar a cor. Essa é uma das coisas mais bonitinhas do Todoist. 🙂

Quem utiliza a versão Premium pode usar as etiquetas para inserir os contextos. Fica totalmente a critério de quem está usando. Atenção: não utilize dois contextos para uma ação. Ela deve ter apenas o contexto mínimo necessário para sua realização – por isso o exercício de usar “Projetos” é interessante – você se obriga a definir esse contexto.

Uma pergunta que alguns usuários avançados me fazem frequentemente é se vale a pena inserir também etiquetas com o tempo de execução e o nível de prioridade. O David Allen não recomenda isso. Isso são estratégias de execução, não de organização. Especialmente porque, ao processar uma ação, você pode não ter muita noção de quanto tempo vai realizá-la. As prioridades mudam dia a dia. Isso é uma análise que você faz na hora, com base no contexto em que está. Portanto, ao inserir ações nas listas, você deve apenas selecionar o contexto, e todo o resto deve ser avaliado no momento da execução. Vou falar mais sobre isso na Parte 4 desta série. Foi um aprendizado que eu mesma só tive este ano. Antes eu também queria inserir tudo, mas perde-se um tempão e o sistema não fica sustentável, fica complicado. Devemos simplificar o máximo possível.

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O fundamental aqui é que sua próxima ação esteja descrita da forma mais clara possível para você. Não adianta inserir aí “mãe” sendo que a próxima ação é “ligar para a minha mãe para pegar o telefone do dentista”. Tem que ser o mais claro possível, senão você terá que ficar pensando e repensando cada vez que olhar suas listas. Não! Esse “pensar” deve ser feito apenas uma vez: no processamento.

Organizando: Agendas

Aqui você deverá fazer o mesmo procedimento para criar “sub-projetos”, assim como fez no item anterior mas, em vez de contextos, vai criar “projetos” para reuniões e pessoas. Assim:

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E, dentro destes, poderá personalizar de acordo com a quantidade de reuniões periódicas que você tem e as pessoas com as quais frequentemente tem assuntos a tratar. Por exemplo:

Captura de tela 2015-11-17 11.22.25

E então, sempre que for processar algum item que seja um assunto a tratar nas reuniões periódicas ou com pessoas específicas, você pode inserir nessas listas.

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À medida que for conversando esses assuntos, basta clicar na bolinha e ir “tickando” cada um dos itens.

Organizando: Aguardando resposta

Esta lista não precisa de sub-categorização na maioria dos casos. Algumas pessoas gostam de diferenciar ações delegadas de ações aguardando resposta, assim como outras gostam de ter uma lista de aguardando resposta para itens que dependem do acontecimento de situações específicas. Para simplificar, manteremos apenas uma lista de aguardando resposta.

Dentro dessa lista, recomendamos que você registre tudo aquilo que estiver aguardando resposta no seguinte formato (recomendação da DAC):

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Vejam como é muito simples. Uma vez por semana, vamos verificar essa lista, mas veremos isso com mais detalhes na Parte 4 da série. Por enquanto, estamos apenas aprendendo como organizá-la.

Organizando: Projetos

Na Parte 6 deste guia, vou falar especificamente sobre manuseio de projetos e algum dia / talvez. Portanto, hoje, vou mostrar apenas como você pode organizá-los.

O que é importante saber é que a versão gratuita do Todoist tem alguns limites. Na versão gratuita, você pode inserir até 80 “projetos” (as listas que estamos criando), enquanto que, na versão Premium, você pode inserir até 200 “projetos”.

No geral, uma pessoa pode ter de 30 a 100 projetos no GTD e o Todoist serve para gerenciá-los normalmente. Porém, caso você atinja esse limite, pode ser interessante buscar outra maneira de organizar seus projetos. Como se trata de uma exceção, não será o escopo do nosso guia.

A recomendação para organização dos projetos no Todoist é criar um “projeto” para cada projeto (ficou engraçada essa frase, rs). Assim:

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Dentro de cada projeto, você pode inserir diversas informações (como veremos na Parte 6) mas, por hora, insira apenas as ações do projeto. Isso já vai te ajudar a se organizar.

Organizando: Algum dia / talvez

No “projeto” Algum dia / talvez, não recomendo fazer dessa forma por causa do limite para o número de “projetos”. Recomendo inserir os itens dentro do “projeto”.

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Mais uma vez, siga a recomendação do David: se sua lista começar a ficar muito grande, você pode categorizá-la. No livro do GTD (A arte de fazer acontecer) você encontra algumas sugestões, mas podem ser listas como: cursos a fazer, lugares para visitar, receitas para fazer etc. Aí, para organizar essas categorizações, em vez de criar “projetos”, você pode criar sub-tarefas. Assim:

Captura de tela 2015-11-17 11.43.31

O procedimento é o mesmo que para “projetos” – arrastar.

Fique atento(a) ao limite do número de “tarefas” dentro de cada “projeto”. Na versão gratuita são 150 itens por “projeto” e, na versão Premium, 200. É bem difícil chegar a esse número, no entanto.

Na Parte 4 desta série, vamos ver como organizar o workflow diário, que é basicamente o manuseio de tudo isso que vimos acima + a organização super importante do calendário, que envolve prazos e informações relacionadas a datas. Precisamos falar sobre ela antes de falar sobre o workflow, o que faremos na Parte 3.

Caso tenha qualquer dúvida, por favor, deixe um comentário. Obrigada.

15 perguntas para identificar o que precisa destralhar na sua casa

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Responda honestamente as seguintes perguntas para saber se há algo possível para destralhar em sua casa:

  1. Todos os seus móveis são necessários?
  2. Você pode deixar as superfícies da sua casa mais vazias?
  3. A decoração da sua casa faz sentido?
  4. Todos os itens de decoração têm a ver com você e a sua família?
  5. Todos os seus móveis são do tamanho adequado?
  6. Todos os seus móveis, eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos são da melhor qualidade e/ou atendem suas necessidades?
  7. Você sente que tem coisas demais?
  8. Quando você entra em cada cômodo da sua casa, qual é a sensação?
  9. Você consegue encontrar todos os objetos que precisa facilmente?
  10. Você consegue abrir uma gaveta e não se deparar com objetos que não são usados?
  11. É fácil de limpar o chão da sua casa sem precisar tirar muitos objetos?
  12. É fácil de limpar as superfícies da sua casa sem precisar tirar muitos objetos?
  13. Existem coisas fora do lugar na sua casa porque não parece haver espaço para elas?
  14. Você consegue identificar pilhas de coisas (revistas, livros, roupas, papéis)?
  15. Você consegue se sentar em seu sofá sem se incomodar com alguma bagunça à sua frente?

Comece pelos itens identificados acima. Venda, dê de presente, doe, reaproveite, recicle, jogue fora. Não é possível organizar tralha.

Organize-se para os piores dias, não para os melhores

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Escrevi este post originalmente para o grupo GTD Brasil no Facebook, mas quis trazê-lo para desenvolver com mais profundidade aqui no blog.

É muito comum, quando começamos a nos organizar, querer fazer tudo perfeito e de maneira completa. Uma agenda totalmente organizada, pastas de e-mails por assunto, Evernote devidamente etiquetado, muitos cadernos e pastas funcionando lindamente.

A tecnologia, então, oferece tantos recursos que dá vontade de testar todos. Todos os aplicativos, todos os gadgets, todas as receitas no IF, todos os filtros no Todoist.

Quando alguém me mostra todo o seu complicado sistema, cheio de recursos, eu fico me perguntando se aquele mesmo sistema será sustentável se a pessoa passar por apertos – de uma semana cheia de compromissos a uma semana internada em um hospital.

Sempre que você organizar algo em sua vida, pergunte-se se a solução encontrada é sustentável. Se é algo que você consegue fazer de forma simples, que não te atrapalhe no dia a dia, causando a sensação de perda de tempo. Deve ser o contrário.

Claro que qualquer tipo de modo de organização não vem de milagres. Um esforcinho diferente você vai ter que fazer – que seja escrevendo uma lista. O que estou querendo dizer aqui é que, muitas vezes, o esforço pode ser simplificado.

Quando eu criei aquele guia definitivo para uso do GTD no Evernote, eu frisei mil vezes que era para usuários avançados tanto de GTD quanto para Evernote por que motivo? Por que sou chata? Não. É porque ele tem tantas variantes, tanta coisa para fazer, que se você não for usuário de GTD nem do Evernote, vai se confundir ainda mais. Vai ser um sistema complicado. Você vai aliar tanto o aprendizado do GTD, que é para a vida toda, quanto o aprendizado dos recursos de uma ferramenta cheia de coisas, como o Evernote, quanto a logística do uso das etiquetas. Se você já usa GTD e Evernote, só tem que se habituar com o manuseio das etiquetas, o que é bastante simples.

Mesmo assim, não considero aquele modelo o mais simples de todos. E aí ele cai nisso que estou falando aqui: é um sistema que se sustenta nos piores momentos?

Construa seu sistema para os seus piores dias – não para os melhores.

O sistema mais detalhado e completo do mundo pode parecer perfeito, mas o trabalho para mantê-lo compensa?

Foi por esse motivo que eu venho simplificando cada vez mais o meu sistema.

Tem dias que estamos tão sobrecarregados que, se for difícil inserir uma próxima ação nova, algo está errado.

E é importante perceber isso para promover essas mudanças mais simples.

Linkagem de domingo {68}

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A linkagem de domingo é uma coletânea de posts que eu li e gostei durante a semana anterior. Os assuntos não necessariamente têm a ver com organização, mas definitivamente sempre são relacionados ao blog. Os deste domingo são os seguintes:

Boa semana!