20 Feb 2015

Universidade pessoal – reflexões de uma pessoa autodidata

Escrevo este post para falar um pouco sobre a minha experiência como pessoa autodidata e o por que das minhas escolhas. Já escrevi aqui no blog uma vez o que eu entendo pela coisa de estudar a vida inteira e amo aquele post… Acho que foi escrito de forma bem apaixonada e reflete bem o meu sentimento com relação a esse assunto. No entanto, sempre que falo sobre estudos ou publico alguma foto no Instagram mostrando algum momento de estudo no dia a dia, surgem muitas perguntas como: “Como você consegue estudar com um filho pequeno em casa?” ou “Como você arranja tempo para estudar?”, então este post serve para contar a minha experiência pessoal e também para mostrar algumas dicas que talvez ajudem vocês.

Trabalhar em casa facilita. Isso porque consigo gerenciar minhas horas de trabalho de modo que já inclua algum tempo de estudo entre elas. No geral, deixo para fazer atividades que demandem mais concentração enquanto o meu filho está na escola, sejam de trabalho ou de estudo, porque assim consigo me concentrar melhor. Mesmo trabalhando no escritório, dá para ouvir os outros barulhos da casa e, a não ser que eu coloque o fone de ouvido com música tocando em um volume alto, eu não consigo me concentrar.

Também já percebi que sair de casa ajuda em muitos momentos. Já fui trabalhar em outros lugares – café, padaria, livraria – porque facilita. É até bom mudar de ares de vez em quando, especialmente para quem trabalha com criatividade, como eu. Este foi um formato de trabalho que eu construí para mim com o passar dos anos. Não foi fácil, não foi sempre assim e não é o modelo ideal. Ele ainda está em construção. Porém, já vejo grandes vantagens em fazer como eu faço hoje.

Quando eu trabalhava fora, eu aproveitava o meu tempo para estudar de três maneiras: 1) acordava mais cedo que todo mundo e ganhava pelo menos uma hora de estudos, mas odiava fazer isso, porque não gosto de acordar cedo, 2) estudava no meu horário de almoço no trabalho e 3) estudava depois que meu filho ia dormir. A não ser que você esteja estudando para um concurso ou fazendo um curso fora todos os dias, dificilmente alguém precisa de mais horas de estudos do que isso. Para mim, sempre foi suficiente.

As pessoas me perguntam como eu tenho tempo, mas bem, acredito que essa seja a principal vantagem de ser organizada! Você consegue priorizar e fazer o dia render. Organizem-se! Essa é a principal vantagem da organização – ter tempo para fazer tudo o que for importante para você. Claro que também entra a questão da motivação e da força de vontade. Não adianta dizer que não tem tempo para estudar mas passar todos os dias vendo tv ou navegando na Internet sem objetivo.

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Eu acredito que também faça muita diferença gostar de ler e estudar. Tenho hoje em casa uma biblioteca com quase 800 livros (e crescendo) que muitas pessoas vêem e me perguntam: “nossa, mas você lê tudo isso?”. E eu respondo: “quem não leria?”. Vejo livros como objetos de trabalho. Tenho livros que leio por hobby, como os livros do Tolkien na foto acima (tenho a edição brasileira, a portuguesa – para comparar a tradução – e a americana, para estudar inglês). Mas a grande maioria dos meus livros é composta por livros de trabalho, que tenham a ver com a minha profissão, o meu trabalho mesmo da vida, desde organização a temas como administração, vendas, internet. São livros de estudo, para ler, reler, estudar capítulos e temas específicos. Quando acho que o livro não tem mais nada para oferecer, dôo para instituições de caridade ou colegas que estejam precisando.

Ou seja, se ler é um hobby, estudar faz parte da vida. Você nunca me verá entediada em uma fila de banco porque estarei lendo alguma coisa em vez de escrever bobagens no celular (não que eu não faça isso também… ninguém é de ferro). Mas eu costumo ver muitas pessoas falarem que não têm tempo para ler ou estudar e desperdiçando essas pequenas janelas de tempo do dia a dia com bobagens que nem percebem. Aliás, desculpem pelo termo. Não existe bobagem, quem sou eu para julgar. O que existe é tempo gasto sem intenção. Se você dedicou uma hora do seu dia para escrever bobagens no seu Facebook e isso foi algo que você realmente fez de propósito porque queria desestressar, excelente! Mas, se você fez isso porque não tinha nada melhor para fazer com o seu tempo, porque deixou o dia rolar, então foi perda de tempo sim.

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Eu me considero uma pessoa autodidata porque gosto de ter autonomia sobre os meus estudos. Isso não impede que eu faça cursos e troque ideias com pessoas mas, no geral, o aprendizado é tocado por mim mesma, não um professor, coaching ou orientador. Há alguns anos, tomei a decisão de não fazer mais uma faculdade, porque percebi que preferia gastar o dinheiro da mensalidade com livros novos e cursos esparsos. Já sou formada! Tenho meu diploma, pós-graduação. Não preciso de outra faculdade, apesar de achar maravilhoso emendar um curso no outro. Porém, depois que meu filho nasceu, a realidade mudou. Eu não teria como dedicar todas as noites da minha semana a um curso que eu estava fazendo apenas por hobby, porque é isso que é mesmo. Apesar de tudo o que a gente estuda influenciar no nosso trabalho (pelo menos eu acho), fazer uma nova faculdade apenas para aprender, para mim, é um hobby, porque estudar é um hobby para mim. É diferente de escolher fazer um MBA para dar um up no currículo. Os objetivos são diferentes.

Também pensei o seguinte: eu gosto de tantos assuntos! Se for estudar História (minha paixão), vou ter que estudar História do Brasil Colonial, que acho chaaaato. Gosto de Pedagogia mas, se for fazer faculdade de Pedagogia, vou ter que aprender matérias que não me interessam. O mesmo vale para Administração, Artes plásticas, Astronomia, Biologia, Ciências Sociais e todos os outros cursos que já me interessaram.

Por isso, com o tempo eu fui desenvolvendo um negócio que chamei de “universidade pessoal”. Eu não preciso fazer uma faculdade para estudar aquele assunto. Posso estudar por mim mesma, com a vantagem de não ter que estudar o que não tem nada a ver comigo.

Para fazer isso, eu seleciono alguns temas que tenho interesse em estudar atualmente e foco neles. Exemplo: vendas. Atualmente, com o blog, os workshops, a loja, eu percebi que me falta know-how desse assunto. Portanto, trata-se de uma disciplina que quero estudar e entra no meu ciclo. Aliás, é através do estudo por ciclos que eu administro a coisa toda (leia mais sobre o estudo por ciclos aqui).

Outras: inglês, italiano, oratória, crítica literária, empreendedorismo, GTD (sim!), investimentos, andragogia. São assuntos que eu estou estudando agora. Que faculdade me proporcionaria essa amplitude de temas aleatórios? Como poderia existir um curso perfeito se cada pessoa é de um jeito e tem interesses diferentes? Então esta sou eu e este é o meu esquema chamado de universidade pessoal, que acredito que todas as pessoas tenham. Quais são as suas disciplinas de estudo no momento? O que você precisa estudar para o trabalho, para a casa, para a sua vida? Aprender a desenhar, jardinagem, web design. Todos temos interesses. Todos os interesses podem virar objeto de estudo.

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E aí a forma como você vai estudar varia igualmente. Para estudar inglês, eu defini qual era o meu objetivo: ficar fluente para estudar fora, tirar uma certificação, trabalhar com pessoas que conversam em inglês. Ou seja, era tudo sobre fluência. Como eu poderia aprender fluência em um idioma sem conversar com ninguém? Não dá. Por isso, me matriculei em um curso online onde estudo tanto fluência quanto pronúncia e gramática. Para treinar a conversação, tenho um amigo que está estudando também e, de vez em quando, marcamos um happy-hour para conversar em inglês. Para alimentar vocabulário, leio artigos em inglês na internet e livros na língua original – como o “Senhor dos Anéis” lá em cima.

Italiano não, já é outra história, como comentei em um post anterior. Estou na fase do aprendizado, estudando gramática, tirando dúvidas com a minha avó (que é fluente), ouvindo músicas para me acostumar com a pronúncia. Oratória: pesquisei quais os melhores livros no mercado e estou lendo. Uso os treinamentos de GTD e os meus workshops como laboratório para implementar e treinar o que estou estudando. Treino na frente do espelho, recebo orientação de uma profissional sobre voz e pronúncia, gravo vídeos, faço testes. Cada disciplina demanda recursos de aprendizado diferentes. E eu adoro isso! Posso me entendiar muito facilmente e, com esse esquema, consigo exercer minha criatividade até mesmo estudando.

Sobre o local físico para estudar, não preciso de nada mais sofisticado que uma cadeira, mesa e silêncio. Tenho um escritório em casa com porta que tranca e abafa a maioria dos ruídos, o que já ajuda muito, mas é uma necessidade de trabalho que, por sorte, ajuda com os estudos também. Se não fosse no escritório, faria o mesmo no meu quarto, quando precisasse estudar. E mais uma vez, vale lembrar: sair de casa e ir para outro lugar. Tem gente que estuda em biblioteca, por exemplo. Nunca fui, mas acho uma excelente opção. Quando estou sozinha em casa, sento no sofá para ler, porque é mais confortável. Enfim, depende muito.

O que algumas leitoras me perguntaram no Instagram é como eu faço para estudar tendo um filho pequeno. Eu não consigo entender muito bem o problema porque aqui em casa fazemos todo o trabalho em equipe e sempre educamos nosso filho dentro de uma rotina, com disciplina para horários de dormir etc. E olha que nem sou tão rígida – apenas temos algumas orientações que seguimos para dar segurança ao filhote mesmo. Quando ele era bebezinho, de acordar de madrugada para mamar, eu aproveitava quando estava acordada para ler uma coisa ou outra, mas de maneira bem informal. Fui voltando a ter uma vida “normal” só depois que ele já tinha uns seis meses e dormia a noite inteira. E claro que ele só dormiu a noite inteira com essa idade porque tínhamos uma rotina que supria suas necessidades, não o deixava agitado. Não acontece do nada.

Mesmo depois, com ele crescendo mais, o tempo de qualidade que ele passava com o pai dele, eu aproveitava para fazer as minhas coisas. Desde estudar até assistir algum filme que só eu gosto e meu marido não, ou sair com as minhas amigas. Quando eu trabalhava fora, aproveitava todo meu tempo livre com ele e ia estudar depois que ele dormia. Hoje em dia, que trabalho em casa e ele frequenta a escola durante meio período, é o tempo que eu aproveito para fazer as atividades que demandam mais concentração, como eu falei acima. Não tem segredo, de verdade. É questão de organização da rotina e de adequar os horários. É claro que uma família sem rotina e sem força de vontade não vai conseguir o mesmo efeito, porque nada “acontece” – nós fazemos acontecer! Tem que ter força de vontade, motivação e um pouco de disciplina. E quando digo “um pouco”, é um pouco mesmo! Não é para ser rígido – somos uma família, não um batalhão do exército.

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Tem muito também da questão de saber aproveitar o tempo da melhor maneira possível. Eu leio muitas revistas porque trabalho com conteúdo, então a inspiração vem de todo lugar. Leio revistas que tragam matérias sobre produtividade, organização, simplicidade, psicologia, literatura – enfim, o que tiver a ver com o meu trabalho e os meus estudos. Como administrar tudo isso? Bem, eu costumo deixar a revista na minha pasta de trabalho (tenho uma pasta executiva que uso para trabalhar quando saio de casa) e ler na condução, esperando o almoço, o ônibus, na fila do banco. Quando falta pouco para acabar a revista, destaco as matérias que ainda quero ler e levo somente essas comigo, em vez de levar a revista inteira. Tenho uma pastinha dentro da minha pasta que se chama “read / review” (a “ler / revisar” do David Allen), onde coloco todo esse material. Ao longo do dia, vou lendo e despachando. Outro dia mesmo, estava acompanhando o desfile das escolas de samba no Carnaval, e aproveitei para ler algumas reportagens, como na foto acima. É assim que eu aproveito meu tempo.

Quem está lendo este post pode pensar: “credo, ela só estuda! tem que ter um equilíbrio!”. Claro, gente. Eu não só estudo não. Eu trabalho, cuido do meu filho, limpo a casa, faço minhas atividades rotineiras e de hobbies que gosto. Mas, quando a gente aprende a se organizar, o tempo rende. E é aquilo que eu falei da intenção: executar com significado. É ok ficar uma hora inteirinha com as pernas para cima, descansando, se aquilo foi uma escolha sua porque você realmente quer e precisa descansar. Outra coisa totalmente diferente é você fazer isso sendo que tem um monte de coisas mais importantes para fazer. Às vezes, descansar é o mais importante mesmo. É disso que se trata a organização: definir o que é importante – o que é prioridade! Sem fazer isso, nunca haverá tempo não só para estudar, mas para fazer qualquer outra coisa.

Algumas dicas finais que podem ajudar:

  • Defina um orçamento mensal para comprar livros. Eu faço isso porque, senão, eu gasto muito mesmo. Algumas pessoas podem precisar fazer porque, senão, não compram nenhum, se esquecem etc.
  • Leve sempre algum material de estudo com você, seja onde for. Nunca sabemos quando vai aparecer um tempinho e ficar esperando sem fazer nada é meio inadmissível, sabe. A gente se estressa, o tempo demora mais para passar e desperdiçamos minutos preciosos.
  • Planeje sua semana (aprenda sobre o GTD, vai ajudar muito), distribuindo suas atividades nas 168 horas que cada uma contém.

Bons estudos!

19 Feb 2015

Por que você precisa de uma rotina doméstica?

Recebo muitos comentários de leitores que não conseguem se organizar “porque não têm rotina”. Suas vidas são muito corridas e, com tantas atribuições, um dia pode ser diferente do outro.

Rotina não é horário ou dias pré-estabelecidos, mas sequência. É saber o que tem que ser feito em cada situação. O objetivo de ter rotinas é garantir que tudo o que precisa ser feito seja efetivamente feito, sem você se esquecer de nada, além de dar segurança e sentimento de controle. Rotina não é seguir um cronograma rígido, mas ser flexível e adaptável.

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Aqui em casa, eu percebi que minha vida ficaria mais fácil aplicando uma rotina quando nosso filho nasceu. Antes, eu era bastante autônoma com as minhas atividades e ia organizando as coisas “sob demanda”. Quando o Paul nasceu, percebi que, se eu não automatizasse algumas atividades, ficaria maluca tentando fazer “tudo”. Ter algumas rotinas facilitou muito esse processo e a gente conseguiu se organizar, distribuindo atividades e simplificando o máximo possível.

Estabelecer rotinas também me fez ver que eu não precisava de uma faxineira ou empregada doméstica para nos ajudar. Quando estamos no caos, achamos que essa é a saída mais fácil mas, se a gente se organizar, consegue organizar e limpar a casa (e mantê-la assim) trabalhando em equipe (família).

Veja mais alguns motivos que podem te convencer:

  • Ter rotinas deixa tudo mais fácil para você - Você consegue agrupar tarefas semelhantes em blocos, então não fica perdida no dia a dia correndo para lá e para cá dentro de casa. Você também consegue identificar o que pode ser delegado e ter controle sobre isso.
  • Ter rotinas traz segurança aos seus filhos - As crianças se sentem seguras com uma rotina, pois sabem o que vem a seguir. Também fica mais fácil de organizar os horários se a sua família tiver uma sequência específica para fazer as coisas acontecerem pela manhã, na chegada da escola e antes de dormir.
  • Ter rotinas faz você economizar tempo e dinheiro - Quando você tem rotinas estabelecidas, coloca algumas tarefas em piloto automático e tem mais tempo para investir seus pensamentos em coisas mais importantes, como aprender um hobby ou estudar. Além disso, uma rotina bem estabelecida faz com que você economize dinheiro indo na hora certa ao mercado, planejando suas listas, lavando as roupas sem gastar tanta água e por aí vai. Você também não precisará gastar dinheiro com faxineira diarista ou empregada doméstica.
  • Ter rotinas garante que você não esquecerá nada importante - Quando fazemos as coisas em casa sob demanda, podemos nos esquecer de algo importante que só daremos atenção quando se tornar urgente. Um cano que entope, um ninho de aranhas atrás da estante, uma roupa que você precisaria usar em um evento importante que está suja. Ter rotinas é estar preparado(a) para qualquer situação no seu dia a dia. Isso te caracterizará como uma pessoa organizada.

Caso você queira aprender a organizar sua rotina em casa, estou preparando um workshop que será realizado no dia 14 de março sobre esse tema. Saiba mais sobre o que será ensinado e faça sua inscrição.

18 Feb 2015

Eu aprendi sobre: não trabalhar no feriado

Outro dia comentei por aqui sobre os meus aprendizados nos últimos meses, desde que me tornei autônoma e passei a trabalhar em casa. Algo que eu ainda não tinha conseguido trabalhar muito bem, até quando escrevi aquele texto, foi a questão de separar trabalho da vida pessoal. Quando a gente trabalha em casa, não existe a separação física e, quiçá, a mental. no entanto, ultimamente venho entendendo que pode ser necessário fazer essa separação – ter o tempo do trabalho e ter o tempo para a vida pessoal.Estive pesquisando espaços de coworking e outras maneiras de tirar o home do home-office, mas esse é assunto para um outro post, em um futuro breve.

Neste Carnaval, eu fiz a experiência de não trabalhar. Isso incluiu: não escrever para o blog, não trabalhar no meu novo livro, não bolar ideias, não responder (e enviar) e-mails, entre outras atividades. Deu certo? Em partes. Veja neste post o que eu aprendi.

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É fácil quando os outros não trabalham

O que mais me chamou a atenção sobre o fato de ter conseguido parar e descansar nesse feriado foi não ficar preocupada porque outras pessoas poderiam estar esperando alguma resposta minha ou o envio de algum documento ou trabalho. É engraçado porque, quando a gente começa a trabalhar em casa, pensa assim: “oh, que maravilha, vou para a praia de segunda a quarta e trabalho aos finais de semana”. Realmente pode funcionar, porém, eu não sei se funcionaria muito bem comigo nesse momento porque respondo para outras pessoas (clientes, colegas de trabalho, equipe). Não conseguiria ficar tranquilona na praia sabendo que poderia ter alguém trabalhando no horário comercial precisando de mim. Sei que é um pouco de FOMO, mas também é responsabilidade.

Por fim, o que realmente dá aquele click mental de pensar em “eu posso descansar nesse feriado” é o fato de saber que ninguém espera que outra pessoa trabalhe no feriado. Por isso, ninguém acha ruim se você não responder um e-mail ou mensagem. É normal! Pessoas não trabalham em feriados. Logo, mesmo sendo autônoma e tendo toda a flexibilidade de horários do mundo, eu ainda preciso de adequar ao calendário comercial para conseguir fazer as minhas folgas com mais tranquilidade.

E posso dizer? Foi ótimo! Passeei, fiz churrasco, brinquei muito com o Paul, levei minhas sobrinhas para passear, fui à livraria e tirei um maravilhoso cochilo à tarde! Eu sei que posso fazer essas coisas em um dia a dia regular, mas minha mente ainda não se acostumou exatamente com tudo isso! (nem as pessoas ao meu redor!)

Meu livro em destaque na Livraria Cultura <3

Meu livro em destaque na Livraria Cultura nesse final de semana <3

As ideias não param de chegar

Por mais que eu não estivesse “oficialmente trabalhando”, meu cérebro não sabia disso. É muito difícil para mim, porque amo muito o que eu faço. Logo, pensar sobre trabalho e fazer as coisas acontecerem faz parte de mim, de quem eu sou, da expressão da minha criatividade. Porém, se não cuidar, a tendência a virar workaholic é tremenda. Como lidar com as ideias?

Deixei fluir algumas coisas. Até sábado de manhã, eu precisava colocar no ar o novo formato para o pagamento dos workshops aqui no blog, o que acabou resultando em uma loja. Dá uma olhada! Por enquanto, há poucas opções, mas em breve vou povoar aquela seção com muitas coisas legais. Fiquei tão empolgada com esse assunto que trabalhei até de madrugada, na noite de sexta para sábado.

Outra atividade relacionada ao trabalho que eu fiz foi ficar ouvindo alguns webinars do GTD Connect, o que me deu a ideia de mudar todo o meu sistema GTD no Toodledo. Isso me perturbou um pouco, porque foi uma mudança drástica que eu ainda não me adaptei. Quando estiver à vontade para falar sobre esse novo sistema, publico aqui no blog. Isso me tomou bastante energia e dedicação intelectual durante uns dois dias.

Para lidar com as ideias que vêm e vão, colete! Tire da cabeça e passe para o papel – deixe para lidar com elas quando voltar do feriado. Eu costumo processar minha caixa de entrada física (onde insiro minhas ideias) diariamente mas, para não “trabalhar”, decidi não fazer isso durante o feriado. Ficou bastante coisa para processar depois, mas acho que isso foi um ganho em termos de “ok, agora é hora de descansar. Você coletou a sua ideia incrível e pode lidar com ela quando voltar a trabalhar, na quarta-feira”.

Não trabalhar no feriado foi ótimo e me fez ver que dá para fazer isso com a consciência limpa. Agora quero ver se estendo para outras ocasiões também.

14 Feb 2015

Dicas para organizar o seu cantinho de estudos para o desafio

Muitas pessoas estão participando do desafio de organização de fevereiro, referente ao cantinho de estudos em casa. Você também está? Caso queira saber mais, acesse o post do desafio e veja as intruções.

Hoje eu gostaria de dar algumas dicas para ajudar cada leitor a organizar o seu próprio cantinho.

Destralhe

Não é possível organizar tralha. Se o cantinho que você pretende organizar está cheio de coisas que não pertencem a ele (ou até pertencem, mas não estão arrumadas), destralhe. Pegue um dia qualquer da sua semana e ajuste seu timer para 15 minutos (sim, apenas 15!) e comece a mexer no que está ali. Separe o que é do cômodo, o que é para jogar fora, o que pertence a outro lugar, o que você pode doar para alguém e por aí vai. Você pode utilizar caixas e cestos para isso ou simplesmente (e mais fácil) fazer pilhas no chão.

Quando acabar, leve as coisas que são de outro cômodo para o cômodo em questão, jogue fora o que for lixo e separe para doar aquilo que você entende que não precisa mais.

Vamos organizar o que restou.

Selecione

Pegue todos os objetos que restaram – ou porque são do cômodo, mas não estão arrumados, ou porque você quer usar no seu cantinho, ou porque você não soube muito bem o que fazer com eles. Para cada objeto, pergunte-se:

  • Este é um objeto que eu uso?
  • Este é um objeto que eu gosto muito?
  • Este é um objeto que alguém da minha família usa?
  • Se eu perder este objeto, é fácil e barato fazer a reposição?
  • Quantas cópias eu tenho deste objeto? (ex: canetas, clipes)
  • O que seria da minha vida se eu perdesse esse objeto?

São perguntas que podem te fazer refletir sobre a necessidade de manter aquele objeto em seu espaço. Muitas vezes, você pode perceber que tem canetas demais, folhas demais, cadernos demais. Guarde somente se, de acordo com os seus critérios (encontrados através das perguntas acima), você sentir que vale a pena. Do contrário, desapegue e doe para alguém que fará melhor proveito imediato, em vez de deixar anos guardado na estante.

Organize

Para organizar, é necessário um pouco de bom-senso. Você está montando seu cantinho de estudos com que objetivo? Com relação a esse objetivo, o espaço deve ser organizado atendendo as suas necessidades. No geral, a necessidade padrão é: se você usa todo dia, deve ficar o mais perto possível e com mais fácil acesso para você. Se você usa toda semana, pode deixar não tão à vista, mas ainda assim por perto. Se usa apenas de vez em quando, não precisa ficar atrapalhando suas concentração enquanto foca em outra coisa.

Isso significa que, se você estiver montando uma mesa de estudos para a faculdade, canetas devem ficar bem à sua frente, enquanto que, um livro do semestre passado, não.

Para facilitar sua organização, você pode identificar que precisa de alguns sistemas de armazenamento: gaveteiros, caixas, pastas. este é o momento de providenciá-los, não no início, sem destralhar e selecionar.

Boa sorte com o seu cantinho! Estou muito curiosa para ver as fotos!

13 Feb 2015

Encontrando motivação para os estudos

Quando converso com alguns leitores sobre estudar para um concurso, fazer uma faculdade ou aprender um novo idioma, sempre ouço algo como: “Thais, eu sei da importância de tudo isso e gostaria de voltar a estudar, mas não consigo encontrar motivação”. Por esse motivo, resolvi escrever este texto com algumas reflexões que fiz sobre o assunto e espero que ajude quem estiver passando por esse momento de indecisão.

A motivação é algo extremamente pessoal. Significa exatamente isso: um motivo para a ação. Esse motivo não vem de fora – não adianta o chefe tentar te convencer que é necessário aprender espanhol se você, lá no fundo, achar que não vale a pena. Assim como para qualquer outra iniciativa, se você não tiver uma motivação real, você não conseguirá ter estímulo suficiente para agir.

Toda vez que você tiver uma ideia ou se pegar pensando em algo que deveria fazer, especialmente relacionado aos estudos, pergunte-se:

  • Qual o propósito disso? Por que eu quero fazer uma faculdade, passar em um concurso ou aprender esse novo idioma? O “por que” é essencial. Sem ele, não tem sentido fazer nada.
  • Onde eu quero chegar? Como eu me imagino depois de estar fluente nesse idioma, ter passado no concurso ou ter concluído a faculdade? O que isso vai me trazer de resultados na vida? Isso é uma certeza ou apenas suposição? Conversei com outras pessoas experientes nesse assunto para ter uma noção mais realista do que pode acontecer?
  • O que acontecerá comigo se eu não fizer isso que eu estou me propondo? Como será o cenário se eu não fizer essa faculdade, não estudar para esse concurso ou não aprender esse idioma?

São algumas questões para você refletir sempre que tiver em mente iniciar um novo projetos de estudos (não só de estudos, mas de qualquer projeto). Faça o teste. Pense nas respostas e talvez você descubra porque não tem motivação ou, pelo contrário: que a motivação é real e consistente, e não há dúvidas de por onde começar.

Aqui no blog há uma categoria inteirinha sobre motivação, que pode inspirá-lo/a com outras ideias. Boa sorte. :)

12 Feb 2015

Como eu me organizo: Alexandre Meirelles

Hoje é a vez de um novo capítulo da série Como eu me organizo, em que eu pretendo entrevistar pessoas legais que possam trazer dicas sobre produtividade e inspirar o leitor a viver uma vida mais significativa. Esta série foi idealizada a partir da série How I Work, do blog Life Hacker.

Como o tema do mês de fevereiro é Aprenda, convidei para participar uma das maiores inspirações dos estudantes e concurseiros no Brasil: o grande mestre Alexandre Meirelles. Alexandre é palestrante, orientador de concurseiros e autor do best-seller “Como estudar para concursos” (Ed. Método). Ficou famoso por ter passado em dois dos mais difíceis fiscos do Brasil: AFRFB (auditor fiscal da Receita Federal do Brasil) e AFR-SP (agente fiscal de rendas do estado de São Paulo) através de um método fantástico de estudos, que compartilha em seu livro e outros artigos na Internet. Em 2014, ele lançou um novo livro, “Concursos fiscais”, onde fala sobre a carreira nos fiscos brasileiros. Confira a sua participação nesta série:

01/07/2011 MATERIA CONCURSO PUBLICO,ALEXANDRE MEIRELLES.FOTO.CLAUDIO GATTI

Nome: Alexandre Meirelles
Onde mora: Moro em Jundiaí/SP, mas sou carioca da Ilha do Governador, apesar de não morar no Rio há 20 anos.

Uma palavra que descreva seu estilo de organização:

Anotar tudo no papel.

O que você faz?

Trabalho há 8 anos como Fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de SP. Fora do horário de trabalho, escrevo e coordeno livros e sou palestrante na área de concursos públicos, nas quais abordo técnicas de estudo.

Meus hobbies são filmes, livros e, principalmente, viajar. De um ano para cá, cuidar do meu filho tornou-se meu maior “hobby”. Mas sempre que ele deixa, corro para os livros e filmes, só viajar para longe que não dá mais, por causa dele.

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Modelo de celular que usa atualmente

iPhone e Galaxy.

Computador que usa atualmente

PC e macbook.

Que ferramentas ou aplicativos de organização você não consegue viver sem?

Somente o Excel e o Word, não uso nenhum aplicativo de organização, mas sei que deveria usar. Tenho o Evernote instalado, mas ainda não o uso.

Como é o seu local de trabalho?

Em casa tenho um escritório no qual colo alguns cartazes e lembretes nas paredes. Nele tem meu PC e meus livros.

Antiga mesa de estudos:

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Qual sua melhor dica para otimizar o tempo?

Saber priorizar as diferentes atividades do dia a dia. Isso é o mais difícil, mas é imprescindível.

Qual sua maneira preferida de organizar tarefas?

Anoto as mais imediatas na parte de lembretes do celular e mantenho uma agenda em papel, daquelas antigas, que não vivo sem. Já tentei usar a agenda do celular, mas ficava com preguiça de anotar, então voltei à de papel.

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Tirando o celular e o computador, qual sua ferramenta de organização que você não vive sem?

Agenda em papel. Uma pequena, porque se for grande, eu não vou carregá-la sempre. E um caderno, no qual anoto tudo que tenho para fazer em relação a cada assunto. Por exemplo, se estou escrevendo um livro, mantenho um caderno só para ele com todas as ideias que surgem, referências, tarefas a escrever e a fazer relativas ao livro etc.

O que você acha que faz em termos de organização que é um passo à frente do que vê as outras pessoas fazendo? O que te diferencia, em termos de organização, das outras pessoas?

No dia a dia não sou muito diferente do normal. Eu fui mais organizado que a média quando precisei estudar para concurso, aí sim tenho a certeza de que esse foi o meu maior diferencial em relação aos demais candidatos, porque os métodos de organização que criei e utilizei se mostraram muito eficientes, tanto é que eles que me tornaram conhecido na área dos concursos. Criei formas de organizar o estudo que há anos milhares de concurseiros utilizam, tais como o ciclo de estudos, o quadro de controle de horas, calendário mensal de estudo pós-edital etc., os quais explico no meu livro “Como Estudar para Concursos”.

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O que você gosta de ouvir enquanto está trabalhando?

Alguma música calma, preferencialmente Pink Floyd, Sade, clássica etc. Quando é agitada, desconcentra-me. Mas quando estou escrevendo um texto, prefiro o silêncio.

Como é a sua rotina de sono?

Durmo de 6h a 7h30 por dia sem muitos problemas com o sono. Geralmente vou dormir lá pela 1h e acordo às 7h30. Agora, com um bebê de um ano, isso bagunçou bastante, mas assim que ele deixar, voltarei à minha rotina. Nunca fui de dormir antes das 23h, sempre produzi melhor tanto nos estudos quanto no trabalho após as 21h.

O que você faz no dia a dia que melhora muito sua produtividade?

Confesso que ainda preciso melhorar bastante em alguns pontos, como parar de perder tempo navegando pelo e-mail e Facebook a toda hora, mas procuro me manter fiel à agenda e às prioridades.

Não sou um exemplo perfeito de pessoa muito organizada no dia a dia, considero-me na média. Eu sou organizado mesmo é com a forma de escrever meus livros, com as minhas coleções de DVDs e CDs e quando estudo. Nisso sou bem acima da média. Tenho amigos que riram de mim quando contei o que faço. Por exemplo, eu anoto o nome de todo filme a que assisto em um caderno próprio, com a data em que o assisti e ainda dou uma nota de 0 a 10. Faço isso também com os livros que leio, mas para esses eu não dou nota, só anoto o nome e o ano em que li. Para exemplificar, inseri uma foto da minha coleção de uns 1.500 DVDs, todos organizados em ordem alfabética.

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Você prefere trabalhar em casa ou em outro lugar?

Depende. Se for o meu trabalho como fiscal, prefiro no próprio ambiente de trabalho, porque em casa a família toda hora me interrompe. Já como escritor e revisor de livros, prefiro no meu escritório, à noite, sozinho.

Qual o melhor conselho para a vida que você já recebeu?

Foram vários, não saberia destacar o melhor deles. Já li muitos livros de autoajuda e sempre fui rodeado de bons parentes e amigos, então já recebi muitos conselhos bons. Um que eu me lembro agora é não esperar que as pessoas tomem as decisões que eu acho que tomaria no lugar delas. É uma forma de eu me decepcionar menos com quem me rodeia.

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Existe mais alguma informação que você gostaria de compartilhar com quem estiver lendo?

Mesmo com a correria do dia a dia, raramente eu deixo de reservar um tempo diário para ler um livro ou assistir a um filme. São coisas tão importantes para mim que todo dia 1º de janeiro eu anoto em um papel tudo que quero fazer naquele ano, e nele incluo uma meta de número de filmes e livros. Também incluo um ou dois grandes projetos, como livros, quilos a perder até determinada data, quantidade de dias de atividade física etc. Muda de ano para ano. Digito tudo, imprimo e colo na parede da minha frente no escritório.

Outra coisa que também faço é inserir imagens numa folha do Word que representam meus maiores sonhos ainda a realizar e também imprimo-a e colo na mesma parede. É o meu Mapa dos Sonhos. Nele eu colo uma foto de um carro que pretendo um dia ter, um programa de TV no qual gostaria de ser entrevistado (há três anos é o Jô, já apareci até no Fantástico, mas meu sonho mesmo é ir ao Jô rs), uma cidade onde pretendo visitar etc. Esse mapa não necessariamente é o que tenho que fazer no próximo ano, pois a maioria das fotos são coisas a realizar a médio prazo ou que não dependem tanto de mim (como ser chamado pro Jô). Já a relação de metas é relativa a aquele ano mesmo. Como meu aniversário é justamente no dia que divide o ano ao meio (02/07), para mim fica fácil dividir  as metas a cumprir pela metade até o meio do ano das que são até o final do ano, como livros a ler. Se eu não tiver essa forma de me organizar, se eu não anotar tudo que tenho a fazer, seja para o dia seguinte, seja para o próximo ano, eu não cumpro minhas metas.

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Termino agradecendo a oportunidade e dizendo que a base de tudo é a leitura. Qualquer uma. Nunca deixe de ler. Como dica que deixo para adquirir esse hábito, para aumentar a quantidade de livros a ler durante o ano, no ano-novo anote uma meta de livros a serem lidos durante o ano e sempre mantenha a leitura de uns três livros em paralelo, de gêneros diferentes. Assim, dependendo da vontade do momento, irá querer ler mais um livro que outro. E depois de novembro não comece nenhum livro novo, cobre-se a terminar os que deixou pela metade durante o ano, a não ser que não tenha gostado mesmo do livro e resolva abandoná-lo de vez. Enfim, estabeleça um número de livros a serem lidos e anote-os em algum lugar conforme for terminando-os. Isso gerará uma cobrança e aumentará sua motivação para ler mais. E a cada ano aumente esse número. Ainda quero chegar aos 60 livros anuais, estou correndo rumo aos 40, mesmo com tudo que tenho feito em paralelo. Quanto a filmes, eu passo dos 200 anuais (se achou muito, é só parar de ver quase tudo que tem na TV que você atingirá esse número, adquirindo muito mais cultura, vendo coisas agradáveis, que o relaxarão, e não as desgraças dos noticiários que só nos deprimem e estressam).

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Eu adoraria ver participando desta série: (Alexandre não indicou ninguém).

Todas as imagens deste post foram cedidas pelo Alexandre, de seu acervo pessoal.

11 Feb 2015

Como integrar o Toodledo ao Evernote (e outros serviços)

Muitas pessoas vêm me pedindo para escrever um post sobre integrar o Toodledo a outras ferramentas, como o Evernote. Pois bem, há duas maneiras.

A primeira maneira, para quem tem conta free, é inserir, na observação de cada tarefa, os links para os arquivos correspondentes. Mais ou menos assim:

nota-tarefa-link

Você pode inserir quantos links quiser, o que pode ser bastante útil em projetos e arquivos de suporte a projetos, por exemplo, mas mesmo para tarefas. Para copiar e colar o link de algum arquivo, clique com o botão direito em cima dele e selecione uma opção parecida com “copiar URL”. Cada programa (Evernote, Dropbox, seu computador) tem um nome específico, mas são todos semelhantes a isso. Depois, clique no cantinho direito da nota, onde se vê um ícone de folha de papel. Vai abrir um campo de texto, semelhante à imagem acima. Então, basta colar o link.

A segunda maneira é para quem pode investir 29,90 dólares por ano para ter a assinatura da conta Gold, que dá direito ao upload de arquivos. Aí sim a coisa fica divertida, porque você pode integrar o Toodledo a diversos programas, tais como Dropbox, Flickr, Instagram, Facebook, Google Drive e sim, ele, o Evernote.

integracao-toodledo

É engraçado porque eu assinei o plano Gold no ano passado apenas para testar e ver se valia a pena (antes eu tinha o Silver, que atende perfeitamente bem). Porém, com essa funcionalidade, estou pensando seriamente em continuar assinado o plano Gold (30 dólares por ano dá menos de 3 dólares por mês e, como eu uso muito, para mim vale bastante a pena).

Veja como fica uma tarefa quando você anexa um arquivo a ela:

tarefa-com-anexo

No cantinho direito, dá para ver o ícone do anexo. Ao clicar nele, aparece assim:

anexos-tarefa-toodledo

Percebam que 1) dá para colocar vários anexos por tarefa e 2) além de arquivos, dá para anexar notas na seção de notes, outlines e lists.

Depois ninguém entende porque eu amo o Toodledo. :)

Certamente, ainda não é a melhor maneira de gerenciar anexos! Poderia ser mais fácil. Porém, a ferramenta é completa. Fico me perguntando o que mais falta eles inventarem (eu sei: uma visualização das notas por calendário em tela cheia – aí eu substituiria a agenda do Google facilmente).

O que acharam? Ficou mais fácil de integrar conhecendo essas duas maneiras? Postem suas dúvidas nos comentários.