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Esta semana vou ficar um pouco sumida no blog porque estou viajando e estudando muito para a segunda certificação da David Allen Company – GTD Level 2: Projects & Priorities. Está sendo muito legal e é uma honra gigantesca vir a Amsterdam pela terceira vez no mesmo ano e, além de tudo, estar pessoalmente com o David Allen aprendendo em sala de aula.

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Só mais um passeio de barco, coisa cotidiana! rs

Volto em uma semana. Estou muito feliz e agradecida.

As certificações do GTD são bastante detalhadas e leva-se um tempão para concluir cada uma delas (são 3 no total) – cerca de 6 a 12 meses cada uma. São muitos passos e práticas que devem ser feitas, avaliadas, estudadas etc. É uma semana bem intensa de curso e, depois, seguem-se as atividades.

Estou por aqui em um fuso horário diferente e procurando responder os comentários e mensagens, ao menos, mas peço que entendam caso a comunicação esteja um pouco mais lenta. 🙂 Obrigada!

Thais Godinho
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O leitor Gabriel enviou uma dúvida por comentário e achei que a resposta geraria um bom post, pois traz muitos conceitos interessantes. Vamos lá!

Olá, Thais. Boa tarde.

Estou saindo do nível ground para o nível de projetos. Entretanto, tenho uma dificuldade: preciso quebrar o projeto em tarefas que caibam nas listas de “Next Actions” ou “Someday”?

Pegando o meu exemplo prático: tenho o objetivo de tocar um instrumento musical (bateria… :D). Criei um projeto de 6 meses para ir acompanhando a minha evolução, mas entendo que é uma coisa que “não tem fim”. Ou seja, a cada 6 meses, terei de ter um projeto para esse objetivo. A operacionalização que adotei foi reservar uns horários na minha semana para praticar um pouco. Você acha que assim funcionará ou poderei me perder com o tempo?

Obrigado!

Gabriel, é muito interessante a sua pergunta porque o que justamente diferencia um projeto (Horizonte 1) de uma área de foco (Horizonte 2) é que as áreas de foco não têm fim. O projeto tem sempre um fim e você sabe que chegou nele quando define o resultado desejado e o alcança.

No seu caso, você quer aprender a tocar bateria. Hobbies, música, bateria são áreas de foco. Nós cuidamos das áreas de foco através de projetos e próximas ações. Você pode sim ter um projeto relacionado que queira concluir em seis meses, mas precisa definir um resultado desejado.

Pense: O que quero com relação a “bateria” daqui a 6 meses? Você pode ter algumas ideias, como “tocar a música ‘The Rhythm Method’ do Rush”. Isso é um resultado desejado, que vira o seu projeto. Com base nele, você pode definir próximas ações. “Baixar a versão X da música para ir ouvindo” ou “Procurar na Internet escolas de músicas no meu bairro”.

Um projeto deve ser revisado semanalmente. Existem algumas coisas que caracterizam um projeto no GTD:

  • Múltiplos passos para ser concluído
  • Pode ser concluído em até 12 meses, em média (alguns coachs da DAC costumam levar até 18 meses, mas o David fala 12)
  • Tem que revisar semanalmente
  • Tem fim, com base em um resultado desejado
  • Tem pelo menos uma próxima ação definida

Você também pode perceber que não tem nenhum projeto, mas apenas próximas ações relacionadas à sua área de foco.

O que caracteriza uma próxima ação é que ela é a próxima ação física a ser realizada que não depende de nada, a não ser que você esteja no contexto apropriado (e é por isso que o David separa as listas de próximas ações por contextos).

Eu não sei há quanto tempo você já toca bateria, se é iniciante ou se já toca regularmente, para poder te ajudar mais do que isso. Mas o GTD tem uma gama de ideias para ajudá-lo a organizar o que você quer fazer, de próximas ações, passando por projetos, áreas de foco, objetivos. Claro que tudo isso é apenas semântica e o que importa é que você faça o que tem que ser feito. No entanto, essas definições ajudam bastante na hora de executar com mais significado.

Espero ter ajudado.

Thais Godinho
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