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Derrubando mitos sobre organização

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Ser uma pessoa organizada não é ter uma casa em ordem e limpa o tempo inteiro (consigo ouvir os “ooohs” de fundo).

Especialmente se você tem filhos, você precisa aceitar que a sua casa não ficará arrumada 100% do tempo, a não ser que você tenha uma empregada que cuide de tudo para você. Para a imensa maioria dos mortais, no entanto, a limpeza e a arrumação diárias ficam por conta dos moradores mesmo, sejam um ou oito.

Organização tem a ver com funcionalidade, não com beleza, aparência, limpeza, arrumação. Ser organizado(a) é criar sistemas que facilitem o dia-a-dia. É possibilitar a arrumação. Explico: se as suas revistas ficam empilhadas em um canto da sala, isso significa que não existe uma solução para guardá-las. Organizar é encontrar essa solução. O que você vai fazer depois é que é arrumar, mas não é possível arrumar o que não está organizado. Porque oras, é muito fácil jogar todas as tranqueiras dentro de uma caixa de plástico e achar que a casa está organizada. Não está. Está arrumada, mas a tralha continua ali. E, possivelmente, no dia em que você precisar de algo que esteja ali dentro, nunca vai encontrar.

Outro dia o meu marido estava reclamando que era a terceira vez que ele recolhia os brinquedos do nosso filho pelo quarto. Eu disse a ele: “Se ele ainda está brincando, por que você se preocupa em recolher agora? Deixe para guardar de uma vez, mais tarde”. Esses pequenos desapegos revolucionam o nosso dia-a-dia. E é claro que, fazendo uma única vez, você ainda ensina a criança a guardar junto com você. Agora tenta ficar indo toda hora atrás de um mini-humano de dois anos pedindo para ele guardar isso e aquilo. A organização não deve nos deixar estressados – muito pelo contrário. Ela serve para facilitar, tornar nossos dias mais tranquilos. Se você estiver se estressando por causa disso, reveja o que está fazendo.

Aí depois entra a boa vontade também, é claro. Se eu tenho um sistema de arquivamento de contas, eu não vou bagunçá-lo, porque sei que ele funciona. Eu sei que, se eu não guardar a conta que eu paguei na minha pastinha, ela vai ficar jogada e perdida por aí. Então qual é o ponto? O mínimo esforço diário para arrumar as coisas já mantém tudo funcionando, mas isso só é possível se você encontrou soluções anteriormente. É o exemplo que eu não canso de dar aqui no blog: não adianta reclamar da roupa suja no chão do banheiro se não tem um lugar para colocá-las. As pessoas (todas, eu inclusive) são preguiçosas no mais íntimo do seu ser! O que for mais fácil, elas acabarão fazendo. O segredo da organização é tornar o organizado essa coisa mais fácil. Se tem um cesto para as roupas sujas na frente do chuveiro, seu filho não irá jogar a roupa no chão. Entende? Assim como você não colocará as chaves em cima da mesa da cozinha se tiver um porta-chaves antes de você chegar até ela.

Pense na organização como um processo de reeducação alimentar. Primeiro você faz uma dieta (destralha a casa) para emagrecer o que precisa (ficar só com o necessário e o que você ama!). E é claro que você precisa comer os alimentos certos (encontrar as soluções de organização) nessa reeducação. Depois, é só manter diariamente. Não adianta se empaturrar de alimentos engordativos (trazer mais tralha para dentro de casa), pois inevitavelmente você irá engordar (bagunçar tudo de novo). Lembre dessa metáfora quando pensar em organizar tudo.

Ser organizada(o) não é ser perfeita(o), nem manter a casa brilhando o tempo todo. É fazer as coisas funcionarem. Não confunda aparência e arrumação com organização. Livre-se desse mito e encare o processo de organização com outros olhos.

Minhas revistas preferidas

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Outro dia comecei uma série de posts com resenhas rápidas das revistas do mês e muita gente me perguntou quais são as minhas revistas favoritas, então resolvi escrever este post.

Apesar de listar aqui as revistas que eu mais gosto, queria dizer que não tenho o hábito de comprar religiosamente todos os meses cada uma delas (e nem teria dinheiro para isso, visto que uma revista custa em média 10 reais!). Mas são as revistas que eu sempre olho quando vou à banca e, se elas parecerem legais, eu acabo comprando. Muitas eu também compro por causa do blog, pois me servem de material de pesquisa. Também compro revistas pelo iPad (principalmente as importadas, que são mais baratas).

São elas:

Revistas de casa e decoração

Minha casa – Revista pela qual eu tenho um carinho enorme, procuro comprar todos os meses. Adoro os achados de decoração que tiram o “aspecto coxinha” de qualquer casa ou apartamento e os deixam com a cara do morador mesmo. Como é bem barata (5 reais), não pesa no orçamento.

Decorar mais por menos – Compro mensalmente também. Adoro as ideias e as matérias. Para mim, ela só perde para a Minha casa porque mostra fotos de apartamentos decorados pelas construtoras, o que eu acho que faz perder um pouco a coisa de garimpar e achar produtos baratos e bacanas. Mas isso é cisma minha. Compro a revista de qualquer forma.

Casa Cláudia – Para mim, a melhor revista de decoração brasileira desde sempre. Já tem algum tempo que eu costumo comprar mensalmente. Também tem boas matérias sobre organização na maioria das vezes.

Casa Vogue – Só para ter inspiração no glamour e ver coisas bonitas. Eu adoraria comprar artigos para casa na Cecilia Dale e visitar a feira de Milão. Como não é possível no momento, eu me contento com as matérias lindas da revista.

Viver bem – Revista que vira e mexe tem boas matérias sobre living no geral. Compro ocasionalmente.

Casa & jardim – Para mim, essa revista é uma “Casa Cláudia” mais perto da realidade, mas sem perder o bom gosto. Todo mês tem uma matéria de capa que chama a atenção e, há algum tempo, por causa do blog, venho comprando mensalmente.

Casa & comida – Revista bimestral que é um mimo de ler. Descobri há pouco tempo e já virou uma das minhas preferidas. Eles lançaram um livro com coletâneas das melhores matérias que eu quero comprar asap.

Good housekeeping – Gosto tanto da versão inglesa quanto da versão americana, mas não compro mensalmente. Elas se repetem muito e eu só gosto das matérias sobre casa, limpeza etc, e tem muita besteira sobre assuntos diversos. Poderia ser uma revista melhor se focasse só no assunto principal, mas eu acredito que ele já tenha se esgotado, na verdade, e por isso eles falam de outras coisas.

Martha Stewart living – Compro mensalmente (pelo iPad… importada custa uns 40 reais, infelizmente) porque amo a tia Martha e estou fazendo reabilitação para deixar de ler sobre ela. =) Brincadeiras a parte, minha MUSA inspiradora. A revista é linda e sempre tem matérias pertinentes com a época e legais de ler. Dificilmente você vê aquelas matérias para encher linguiça, sabe? Uma ótima revista.

Revistas de maternidade

Crescer – Para mim, é a melhor revista sobre maternidade que existe. A única coisa que eu acho demais são os editoriais de roupas – são páginas e páginas desperdiçadas com fotos (lindas, ok) de crianças usando roupas caras, aquela coisa. Gosto de ver, conhecer as marcas, mas acho que tem muita página para isso. Eu preferiria ter mais matérias. A seção cultural da revista é uma das minhas partes preferidas. Todo mês tem uma matéria sobre organização para mães também, de uma forma ou de outra.

Parents – Não gosto da Pais & filhos nacional (apesar de ter comprado muitas, já), mas a Parents, que é a P&F original, é muito boa. Costumo comprar às vezes pelo iPad.

Nova escola – Não é bem uma revista de maternidade, mas eu compro por causa do meu filho. Comecei a ler quando comecei a fazer licenciatura de História e sempre gostei muito das matérias. Hoje costumo comprar quando vejo algum tema interessante, como alfabetização. Como meu filho não está na escolinha (ainda), gosto de ir lendo a respeito e tendo ideias para fazer em casa.

Revistas de moda

L’Officiel – Depois que a Erika Palomino assumiu a direção da revista, ela virou quase que um guia de moda para mim! Eu não pensei que depois da onda dos blogs alguma revista de moda poderia voltar a inovar e ser legal, mas essa revista é muuuito boa. Os textos são super bem escritos e dá para ver a preocupação com cada edição. Voltei a gostar de ler revistas de moda por causa dela.

Vogue – Deixei de comprar a Vogue nacional depois que ela trocou de editora. Leio essencialmente a Vogue America (tenho assinatura no iPad) e compro uma edição ou outra da italiana e da francesa, quando é algo muito especial e se o meu bolso permitir.

InStyle – Também costumava comprar direto há alguns anos, mas faz tempo que não compro, mais para economizar mesmo. A revista é sempre muito boa, enorme, cheia de matérias sobre moda e beleza. Se não fosse tão cara e eu não comprasse outras revistas que me interessam mais, voltaria a comprar todo mês.

Revistas sobre trabalho

Você S/A – Nossa, sou fã da Você S/A desde a época em que comecei a fazer cursinho, há 12 anos! Eu acho que ela é um pouco “a revista Nova do mundo corporativo”, com viagens e foco em um mundo ideal que não existe. Porém, tem matérias com dicas muitos boas e pesquisas interessantes para o mercado. Sempre tem uma matéria sobre produtividade e organização. É uma das poucas revistas que eu compro quase todos os meses. Só não compro quando tem alguma matéria muito boboca mesmo na capa, tipo “Os 10 melhores investimentos de 2012” (sei que o assunto é importante, mas não curto muito, desculpem).

Info – Sempre comprei por causa do meu trabalho e porque adoro gadgets.

Época negócios – Uma revista muito boa para profissionais empregados e empresários. As matérias são excelentes, muito bem escritas, e o site complementa super bem. Não compro todos os meses só para economizar mesmo, mas sempre é uma opção “de aeroporto”.

Revistas sobre assuntos diversos

Vida simples – Foi a minha revista preferida durante muito tempo, até eu perder um pouco o interesse. Tenho diversas edições antigas, mas acho que ela perdeu um pouco a qualidade, sem contar que é tão fina que dá dó gastar 13 reais nela. Se ela custasse menos de 10 reais, talvez eu voltasse a comprá-la.

Bons fluidos – Gosto da revista Bons Fluidos porque ela traz muitas matérias bacanas sobre budismo, simplicidade voluntária e saúde sem sem piegas. Também adoro as ilustrações. Às vezes ela está bem fraquinha, mas a maioria das edições é boa.

Bravo – Revista que eu comecei a ler na época da faculdade de jornalismo e virou a minha preferida sobre cultura geral desde então. Compro bem raramente, infelizmente pelo tempo escasso mesmo.

Galileu – Típica “revista de aeroporto”, sempre acaba tendo matérias interessantes. Toda vez que eu compro, fico me perguntando por que não leio todos os meses, mas a grande verdade é que ela é daquelas revistas que você lê, guarda as matérias mais interessantes e depois joga fora, e eu venho tentado comprar (gastar?) só as revistas que eu pretendo pelo menos guardar durante um tempo.

É claro que, vez ou outra, eu compro revistas que não estão listadas aqui. Essas são mesmo as minhas preferidas. E as suas?

Cópia de textos

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Frequentemente, recebo recados de leitores com links de pessoas que copiam os textos do blog sem dar os créditos ou, pior, assumindo a autoria. Geralmente eu deixo para lá, porque todo mundo que tem um blog ou site está sujeito a isso. A Internet é enorme e não temos muito como controlar, a não ser que alguém descubra. Eu também não me importo porque, se a pessoa está copiando, ela não tem o dom de escrever, então por quanto tempo ela sustentará isso online?

Porém, quando uma pessoa tenta usar os meus textos para benefício próprio, especialmente enganando outras, aí sim eu interfiro. Não vou divulgar aqui o endereço da pessoa que fez isso desta vez porque não quero promovê-la nem associar sua imagem a algo negativo. Quero acreditar que foi por ingenuidade e, registrando aqui o nome dela, sempre que alguém procurar no Google aparecerá essa referência aqui, e eu não quero prejudicar ninguém. Mas quero agradecer todo mundo que me ajudou a contatá-la pelo blog e pediu que ela retirasse os textos. Basicamente, ela montou um blog para divulgar seus serviços de personal organizer e 80% do conteúdo era do Vida Organizada. =( Ou seja, além de usar textos de outra pessoa, ela ainda queria ganhar dinheiro com isso. Com uma coisa que eu escrevo por prazer, de graça.

Eu nunca quis trabalhar como personal organizer. Acho a profissão super legal e com certeza eu poderia conseguir muitos clientes se eu quisesse, pela relevância do blog. Mas eu pensei que, postando meus textos na Internet, de graça, eu alcançaria muito mais pessoas e, com isso, poderia ajudar quem não teria acesso a personal organizers. Minha filosofia aqui no Vida Organizada é que cada um pode ser o seu próprio personal organizer. Então eu tento fazer o possível para mostrar que, com pequenas atitudes no dia-a-dia, todo mundo consegue colocar a vida minimamente em ordem. Fiquei chateada por ver alguém usando os textos que escrevo com tanto cuidado assumindo a autoria e ainda vendendo serviços, enganando as pessoas.

Esse acontecimento, no entanto, me fez refletir sobre o “por que eu estou aqui”. Me fez pensar em quantas pessoas acessam o blog todos os dias, esperando um post novo, e me deixam recados incríveis sobre como o Vida Organizada tem ajudado a colocar a vida nos eixos. Isso é extremamente gratificante porque é um papel que eu exerço na vida de vocês, mesmo sem saber, muitas vezes. Acho que toda pessoa deva buscar sua “coisa” no mundo, a sua missão. Apesar de isso ser uma construção, eu acredito que esteja cada vez mais perto da minha, e o blog tem um papel gigantesco nessa busca.

Por esse motivo, e depois do que aconteceu ontem, eu resolvi dar um passo além e seguir a sugestão que muitos de vocês me deram, que é escrever um livro. Eu amo o formato de blog e a interação que existe com os leitores e isso não vai acabar, mas um livro também pode ser legal para atingir aquelas pessoas que nem sabem que o blog existe. Tipo a sua mãe, que não sabe acessar a Internet direito, ou uma pessoa que não tenha o costume de ler blogs mas ame colecionar livros. E também é uma coisa que, se ficar realmente legal, você pode dar de presente. <3 Enfim, acho que finalmente chegou a hora de dar esse passo e eu só tenho a agradecer a vocês pelo apoio dado diariamente. Eu acredito muito que tudo o que a gente faz volta para nós, sabe? E, quando eu recebo algum recado, comentário ou mensagem tão bacana, sobre como o blog tem ajudado em diversas áreas da vida de vocês, eu me sinto feliz porque sei que devo estar fazendo alguma coisa certa. Então é isso. Obrigada por tudo, pessoal.

Quanto ao blog com os textos copiados, eu denunciei ao Google por infração de direitos autorais, mas o que eu realmente espero é que isso dê uma mexida com a pessoa para que ela pense também em qual é a missão dela na vida e encontre sua voz da mesma forma que eu encontrei a minha. Tomara que ela consiga.

5 dicas simples para começar a semana com o pé direito

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Segunda-feira sempre é aquele dia em que demoramos para entrar no ritmo. Para ajudar, seguem cinco dicas certeiras:

1. Acorde mais cedo

Eu sei que, na segunda-feira, tudo o que mais queremos é ativar o modo soneca do celular até o limite do possível, mas isso não adianta nada. Ficamos ali postergando a hora de acordar durante 5, 15, até 30 minutos e o sono sequer rende, nos deixando somente mais cansados e, o pior, atrasados! Sendo assim, acorde mais cedo. Se não fez isso hoje, tente fazer na próxima segunda-feira. Você verá como fará diferença não começar a semana naquele ritmo louco habitual. Com tranquilidade, tudo fica mais fácil.

2. Liste as 3 tarefas mais importantes

Ao chegar ao trabalho, liste as três tarefas mais importantes que precisa fazer hoje. Eu sei que você tem mais de 50 tarefas importantes e que a maioria delas precisava ter sido concluída na sexta-feira passada, mas foque nas três top-top – aquelas que, se você não fizer, a casa certamente cairá. Só depois disso abra sua caixa de e-mail e comece a trabalhar mesmo. Definir as prioridades antes de chegarem novas “urgências” dá o foco necessário para você concluir o que realmente precisa ser concluído, sem distrações.

3. Revise seus projetos

Quando terminar as três tarefas acima, revise seus projetos. Comece pelos do trabalho e, no horário de almoço ou de noite, em casa, revise o restante. Veja em que pé eles estão, faça anotações, defina os próximos passos. Essa revisão é importante porque te dá um panorama geral da sua vida, o que você está deixando de lado ou focando mais etc. Não precisa revisar seus projetos todos os dias – uma ou duas vezes por semana é o ideal, e o legal de fazer na segunda é que é um respiro em meio a tanta pressão. Te obriga a parar, analisar tudo e tomar decisões certas.

4. Verifique a sua agenda

Não é possível se organizar sem ter controle sobre os seus compromissos. Verifique a sua agenda e veja quais são as reuniões agendadas durante esta semana, aniversários, eventos, cursos, deadlines e o que mais for relacionado ao seu trabalho e compromissos pessoais. Se for necessário, defina os próximos passos (preparar uma apresentação, comprar um presente).

5. Faça um balanço no final do dia

Cerca de 40 minutos antes de ir embora, faça uma pausa para avaliar o que fez durante todo o expediente, o que poderia ter feito melhor, o que não foi tão legal e o que ainda ficou pendente. Já defina as três tarefas mais importantes para amanhã. Quando sair do trabalho e a caminho para casa, reflita sobre sua vida no geral e o que tem feito – seus projetos, suas áreas de interesse, sua família, tudo. Nunca deixe de fazer isso, pois a vida é uma só.

Um boa semana para vocês. =)

Linkagem: o amor pelos livros

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Meus livros ainda bagunçados, no dia em que a estante chegou, em dezembro. Hoje em dia está BEM diferente.

Ultimamente eu tenho juntado uma série de links sobre cuidados com livros, até perceber que poderia fazer um post linkando todos eles. Espero que seja útil para quem ama os livros tanto como eu, a bibliófila de plantão!

Você tem muitos livros? Como faz para organizá-los?

Julie & Julia

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Faz tempo que eu queria escrever sobre esse filme aqui no blog. Eu demorei para assistir mas, em menos de um mês, já vi duas vezes. Trata-se de uma adaptação do livro de mesmo nome da Julie, que sonhava em ser escritora, usava seus dotes culinários de noite como válvula de escape do trabalho durante o dia e era apaixonada pela Julia Child, uma famosa cozinheira e autora de um grande best-seller da culinária americana – ela escreveu, junto com mais duas colaboradoras, um livro que permitia às americanas donas-de-casa que não tivessem cozinheiras a preparar pratos clássicos da culinária francesa.

Para exercitar sua escrita, Julie decide criar um blog para fazer 524 receitas do livro da Julia Child em 325 dias. Com o passar do tempo, o blog vai ficando conhecido e ganhando comentários, até que uma série de coisas começam a acontecer. Não vou contar para não estragar a surpresa de quem ainda não assistiu. =)

Eu quis postar sobre esse filme por dois motivos.

Primeiro, porque não tem como não me identificar. Os comentários que a Julie faz sobre o blog, a preocupação com os leitores, tudo o que envolve ser blogueiro e escrever para tanta gente (sendo que a maioria você não conhece e nunca comenta) é um barato! E ela fala sobre todas essas coisinhas de se ter um blog, como comemorar um post com muitos comentários ou seguir dicas dadas pelos leitores. Ontem mesmo eu estava comentando com o meu marido sobre as indicações dos produtos de limpeza nos comentários, e isso é engraçado porque todo mundo se mistura, não é? Tenho o blog, vocês o lêem, mas às vezes sinto que fica essa coisa meio… “não acredito que a Thais existe”, mas eu estou aqui, vocês estão me lendo, e é engraçado quando trazemos essa interação para “a vida real”. O filme é muito sobre isso e eu adorei porque nunca tinha visto essa relação em filme algum.

“Deixa eu ver se tem comentários novos”

O segundo motivo que me fez querer escrever sobre esse filme é para falar da disciplina. A Julie estava determinada a ficar com o blog e concluir as 524 receitas porque nunca tinha terminado nada na vida! Então aquilo virou uma espécie de missão para ela, e ela conseguiu! Prova que tudo o que queremos fazer dá trabalho mas, com planejamento, é possível. Além de, é claro, a sensação de fazer algo que nos dê prazer é impagável, e essa é uma grande lição que o filme nos deixa. As comidas que ela prepara são uma coisa, gente. Fiquei até com vontade de comprar o livro da Julia Child depois disso (não tem em português).

No mais, o filme é uma delícia de assistir. A história da Julia Child é incrível – ela é uma mulher muito determinada e adorável, e o marido dela sempre dando a maior força… assim como o marido da Julie. Olha, especial, viu? Adoro ver filmes bonitinhos assim. Fora que, com a Meryl Streep, a chance de um filme ser ruim cai para 0,00000001%.

A relação da Julie com a Julia no filme é mais ou menos a minha com a tia Martha. Eu também a considero perfeita e me acho extremamente humana e cheia de falhas comparada a ela. Mas vai ver que é isso mesmo o legal.

Quem sabe eu ainda não tire uma foto assim com a tia Martha?

Você já assistiu esse filme? O que achou?

Um dia na minha vida

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Muitas pessoas sempre me pedem para falar mais do meu dia-a-dia aqui no blog, sobre como eu lido com todas as coisas e ainda tenho tempo para o meu filho e o meu marido. Vou descrever um dia típico na minha semana, então.

Às 5h50 eu acordo para fazer a aula de inglês das 6h às 7h. Como não faço todos os dias, às vezes eu levanto às 7h. Então vou ao banheiro, lavo o rosto e visto a roupa que separei na noite anterior. Se meu marido já levantou, provavelmente está preparando o nosso café, então tudo o que eu tenho que fazer é esperar para tomá-lo. Nesse meio tempo, confiro a bolsa e se preciso levar mais alguma coisa quando sair. Se meu marido não levantou, eu preparo o café. Quando nosso filho acorda (às vezes ele acorda às 7h e às vezes ele acorda só às 8h30!), eu fico com ele enquanto termino de me arrumar. Ele toma o leitinho dele enquanto nós tomamos café e conversamos todos.

Quando eu termino de tomar café, vou escovar os dentes, arrumar os cabelos e fazer minha maquiagem básica. Ele fica atrás de mim conversando ou brincando no quarto dele. Quando eu estou adiantada, ainda consigo ficar uns 15 minutos brincando com ele. Se não, dou um beijo nos dois e saio de casa para ir trabalhar.

Enquanto espero o ônibus, aproveito para ler algum livro que eu esteja lendo no momento (leio vários ao mesmo tempo) ou alguma coisa relacionada ao trabalho, ou mesmo uma revista. Dentro do ônibus, espero conseguir sentar para ler mais confortavelmente, mas na maioria das vezes o ônibus vem lotado e eu me equilibro com bolsa e livro de pé mesmo. Desço na metade do caminho e continuo lendo enquanto espero o outro ônibus, e isso se repete mais uma vez (pego três ônibus para chegar ao trabalho).

Chegando lá, aquela coisa de sempre: ligo o computador e, enquanto ele inicia, vou pegar um copo de água e lavar as mãos no banheiro (tenho TOC com a coisa de lavar as mãos, especialmente porque peguei ônibus). Quando volto, sigo uma rotina pré-estabelecida que se parece mais ou menos com isso:

  • checar agenda
  • tarefas do dia
  • e-mails
  • tarefas no contexto (GTD)
  • tarefas que passaram da data
  • tarefas delegadas
  • tarefas que estou esperando
  • processar tarefas novas

Costumo fazer ciclos de 1h30 trabalhando e uma pausa de 15 minutos, e costuma dar certo. Nessas pausas, aproveito para ir ao banheiro, tomar um café ou chá, essas coisas. Na hora do almoço, costumo ter um tempo livre porque levo comida na maior parte dos dias, então fico conversando para relaxar um pouco ou leio alguma revista, ou jogo no celular. Varia muito. À tarde, vou repetindo os ciclos de 1h30 até ir embora.

Costumo chegar em casa cerca de 1h20 depois de sair do trabalho. Antes, passo no mercado ou na farmácia para comprar algo que a gente esteja precisando. Isso acontece mais quando temos vontade de comer algo de última hora que por planejamento, pois meu marido costuma ir ao supermercado antes e mantemos a despensa com um pequeno estoque.

Quando eu chego em casa, fico um pouco com o filhote, janto (meu marido prepara a janta um pouco antes de eu chegar), dou banho nele (ou às vezes meu marido dá, depende da hora que eu chego em casa) e conto uma historinha antes de dormir. Meu marido prepara o leite dele (ou eu, sempre variamos) e o coloca para dormir (também variamos dependendo da quantidade de coisas que temos para fazer). Se meu marido precisa tirar músicas, eu fico com o filhote até ele adormecer. Se eu estou correndo com mil coisas, ele fica. Sinceramente, na maior parte das vezes o meu marido o coloca para dormir porque eu aproveito esse meio-tempo para tomar banho, depois lavar a louça, limpar a pia e fazer o restante das tarefas diárias que ele não conseguiu fazer, como colocar o lixo para fora ou estender a roupa no varal. Como nosso filho dorme super rápido, tanto faz quem o coloca para dormir porque dá tempo de fazer tudo.

Depois disso, ligo o computador para escrever um pouco (tanto no blog quanto o meu TCC da pós-graduação) e fico assim durante 1h ou 1h30 mais ou menos, dependendo da quantidade de tarefas. Meu marido também aproveita para ter um tempinho pra ele ficando na internet, jogando vídeo-game ou coisas do tipo. Como ficamos ambos na sala, ficamos conversando sobre tudo enquanto fazemos todas essas coisas. Quando eu organizar o escritório, poderei me concentrar mais no TCC! Mas por enquanto temos feito assim e dá certo.

Lá pelas 21h30 ou 22h, se não estivermos com sono, vemos algum filme antes de dormir ou vamos para a cama, dependendo do cansaço. Conferimos se a fralda do filhote está cheia e, se estiver, a trocamos. Eu escovo os dentes, faço toda a rotina noturna de deixar a bolsa na entrada, separar a roupa do dia seguinte etc, e vou para a cama. Nos bons dias, durmo por volta da meia-noite. Se vou acordar mais cedo, procuro estar às 23h na cama.

Esse é o básico de um dia durante a minha semana. Muitas vezes acontece de eu ter um compromisso depois do trabalho e chegar mais tarde em casa, por exemplo, ou meu marido viajar com o filhote e eu ter mais tempo quando chego, mas no dia-a-dia a coisa se resume ao que eu escrevi aí em cima mesmo.

Eu procuro não colocar TANTOS detalhes por motivos de privacidade. Espero que entendam e que dê para terem uma noção de como são as coisas por aqui. =)

Vá para a feira!

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Você precisa de bons motivos para visitar a feira livre perto da sua casa? Pois o site Vá para a feira! foi criado justamente para apresentar todas as vantagens desse tipo de comércio e te convencer como frequentar feiras livres é uma boa! E é claro que, para facilitar todo o processo, ainda tem um buscador de feiras para que você encontre a mais próxima de você. O buscador funciona somente para São Paulo (por enquanto), mas em breve expandirá para todo o país.

Em São Paulo, eu tinha o costume de ir à feira desde criança, com a minha avó e a minha mãe. Depois, continuei frequentando, nem que fosse somente para comer um delicioso pastel com caldo de cana!

Uma iniciativa bacana que pode dar muito mais certo! E você, costuma frequentar a feira? 

5 desculpas para não destralhar a casa

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Se você tem dificuldade para se livrar de algum objeto na sua casa, pode ser que esteja dando uma das seguintes desculpas:

1. “Posso precisar disso um dia”

Minha avó tem uma pilha com cerca de 50 potes de plástico que ela guarda sempre que compra azeitonas, cogumelos, sorvetes etc. Quando eu pergunto para ela por que ela guarda tudo aquilo, ela sempre responde: “posso precisar deles um dia”. Até entendo e acho que precisamos mesmo reciclar essas embalagens de plástico. Mas precisamos de 50 delas?

A ideia de escassez nos aflige, é verdade. Todo mundo tem medo de passar dificuldades. Mas isso não justifica o acúmulo de tralha. Quer guardar potes de plástico? Ok, guarde, mas estabeleça uma quantidade que você realmente use. Pergunte-se quando foi a última vez que você usou aquele objeto que está ali acumulando há tanto tempo. Se você responder “nunca” ou “há uns dez anos”, é hora de dizer adeus.

Se ainda assim tiver dúvidas, lembre-se que (infelizmente) as embalagens não vão acabar. Se você precisar de um novo pote, basta ir até o mercado mais próximo.

2. “Foi muito caro para jogar fora”

Você pagou 150 reais em um vaso que está dentro da caixa, no fundo da garagem, porque no final das contas acabou odiando-o ou achando que não tem mais a ver com você. No entanto, você o mantém lá porque custou muito caro. A questão é: continuará tendo custado caro com outra pessoa ou ali, encostado. Não é melhor dar de presente para alguém que realmente aprecie o objeto ou, melhor ainda, precise dele?

É claro que, no mundo ideal, não tomamos decisões estúpidas como comprar algo caro que não gostamos, mas todos nós fazemos isso muitas vezes no decorrer da vida. Não pense no dinheiro que você pagou quando comprou, mas em quanto vale o objeto agora. Pense na sua casa, no seu espaço, e na frustração que sente quando o vê ali, sem utilidade. Dê de presente para alguém ou venda pela internet. Se for um equipamento eletrônico antigo, você pode doar para instituições de caridade ou escolas.

3. “É uma lembrança de família”

Uma coisa é você ter uma lembrança de família que seja realmente especial como, por exemplo, uma boneca que foi da sua avó e agora é da sua filha. Ou um colar que era da sua tataravó e você usa sempre que tem uma festa especial. Outra coisa totalmente diferente é receber aquele monte de tralha sempre que um parente morre e não querer se desfazer porque “é lembrança de família”. Não é. Tralha é tralha.

Minha sugestão nesse caso é avaliar muito bem os objetos deixados pelo familiar querido e manter somente o que tiver mesmo um significado especial. Todo o resto pode ser doado. Fará um bem enorme a você e às outras pessoas.

Eu tenho um outro texto aqui no blog que fala sobre o que fazer com os pertences de pessoas que faleceram, e talvez possa ajudar, se for o seu caso.

4. “Lembra uma época muito especial da minha vida”

Ah, então você mantém seus cadernos da escola porque são tão lindos e lembram de uma época tão boa! A pergunta é: para que mesmo? Você não é o que você tem, mas o que você é! Vale a mesma dica do item acima – analise tudo com um olhar extremamente crítico e guarde somente o que realmente tiver um significado especial. Não guarde tralha. Não serve para nada.

Minha mãe costumava fazer capas lindas para os meus trabalhos escolares e ela guardou um montão deles. Quando eu estava grávida, achei uma pasta com todos e fiquei morrendo de dó de jogar fora. Conclusão? Tirei foto de tudo e guardei somente um, de História, como lembrança, e sinceramente tenho vontade de me livrar dele também. É uma ótima lembrança, me faz pensar em como eu sempre gostei romanticamente de História, aquela coisa. Mas qual é o ponto? Eu preciso ter aquele trabalho guardado? Não, não preciso.

5. “Eu faço coleção”

Existe uma enorme diferença entre uma coleção sadia e uma coisa de louco. Se você e a sua família estão se afogando nas suas “coleções”, está na hora de rever seus conceitos.

Pergunte-se também se a coleção continua fazendo sentido. Eu colecionava papéis de carta quando era mais nova. Quando parou de fazer sentido, eu dei alguns de presente para meninas mais novas que faziam coleção e usei os outros para escrever cartas mesmo. Pode ser difícil desapegar, mas quando você para para pensar que são somente objetos, tudo fica mais fácil.

Ninguém está pedindo para você se desfazer de coisas e ficar sofrendo por isso, mas é importante que você reflita sobre esses sentimentos e avalie o que é mais importante para você nesse momento: algo que você sequer lembra que existe, ou espaço e bem-estar em casa.

Leia também o texto Tralha emocional.

Revistas Crescer, Minha Casa, Bons Fluidos e Casa & Comida de julho 2012

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Eu leio muitas revistas todo mês em parte por causa do blog, e em parte porque eu adoro ler sobre decoração, maternidade, organização, cuidados com a casa, bem-estar etc mesmo. Como agora o blog tem uma área específica para falar de revistas, nada mais justo que eu faça comentários sobre o que eu mais gostei nas edições do mês.

Neste post, vou falar de quatro revistas de uma só vez. Pensei que, se eu fizesse um post por revista, poderia ocupar o blog inteiro! Então vou fazer esse teste e vocês me avisam se gostaram do formato, tá bem?

Minha Casa n˚27

Eu tenho um carinho todo especial pela revista Minha Casa porque a primeira edição dela saiu logo quando meu filho nasceu, e eu vinha acompanhando outros blogs e sites internacionais sobre o assunto “casa com a nossa cara”. Enfim, achei o timing para o lançamento perfeito e adorei a revista desde o início.

A de julho chamou minha atenção logo pela cozinha colorida da capa, linda e super organizada (foto acima). Eu gosto muito das ideias simples que a revista dá. Eu também aproveito para conhecer os lançamentos de produtos para casa com os anúncios e indicações da revista. Outros destaques desta edição são a matéria sobre varandas (muito boa mesmo, com dicas para todos os espaços) e a matéria sobre organização do canto de estudos para os filhos.

Bons Fluidos n˚160

Comecei a gostar da revista por causa da minha mãe, que compra mensalmente há muitos anos. Na época em que comecei a ler mais sobre o budismo, há uns quatro anos, me afeiçoei à revista por tratar do assunto sem afetação, com muitas matérias interessantes sobre o tema.

A revista inteira exala esse astral legal e traz um monte de ideias de sustentabilidade, por exemplo, e alusões ao estilo de vida simples e minimalista. Essa edição traz uma matéria sobre a Jornada do Herói (de Joseph Campbell) aplicada ao dia-a-dia, além de outras com temas diversos como o uso de mantras, trabalho com ONGs, o efeito mágico da água etc. Também tem uma matéria com receitas de sal com especiarias e outra com os benefícios de se ter uma horta medicinal em casa.

Enfim, é uma ótima revista que foca no bem-estar do ser humano e, como não poderia deixar de ser, nossa casa tem um grande papel nisso tudo.

Casa & Comida n˚17

Eu adoro quando o mercado editorial enxerga as tendências do público e lança boas revistas. Essa revista é um verdadeiro mimo para quem gosta de cozinhar e receber. Eu me vejo virando as páginas e marcando quase todas com coisas que eu gostei. É cheia de pequenas boas ideias, como a lembrancinha para presentear o anfitrião em um jantar ou os copos de velas decorados com jornal. Além, é claro, das receitas maravilhosas que recheiam a revista. Esta edição tem um especial sobre sopas, então vocês já podem imaginar!

Crescer n˚224

Compro a revista Crescer desde quando engravidei e adoro tanto a versão impressa quanto o portal, que é muito completo. A edição deste mês traz uma matéria com dicas para escolher a melhor escola possível para o filho, especialmente se for a primeira. Como este é um tema atualmente em discussão aqui em casa, veio em ótima hora. O guia que acompanha a matéria é muito prático e já está servindo como referência.

Outra matéria legal é a “O verdadeiro meio a meio”, que fala sobre a divisão de tarefas entre o casal quando tem um filho em casa. Ótima reportagem! Essencial para todos que estejam passando por isso em casa e até tendo que lidar com brigas, pois sabemos como não é fácil.

No mais, uma das coisas que eu mais gosto na Crescer são as indicações de livros, filmes e passeios no final da revista, pois são sempre ótimas ideias e já perdi as contas de quantas vezes consultei antes de comprar um livro para o meu filho, por exemplo.

Espero que tenham gostado do post! Obrigada pela visita de vocês, pessoal. =)

Organize os seus horários e tarefas

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Existem dois mitos quando falamos sobre organizar a vida. O primeiro deles é que toda pessoa organizada é neurótica (“ui, sou desencanado!”). O segundo é que, para se organizar, só por um milagre, como se fosse algo sem esforço e de uma hora para a outra. Esqueça esses dois mitos se você deseja se organizar. Não existem pessoas perfeitas e qualquer um pode se organizar com o mínimo de boa vontade.

Sabe por que é difícil se organizar no dia-a-dia? Porque não enxergamos nossas prioridades. Já escrevi um post sobre isso (Como definir prioridades e executar tarefas) e recomendo fortemente a leitura. No entanto, acho que o conceito mais importante disso tudo é: você pode fazer tudo o que quiser, se se organizar para isso, mas não pode fazer tudo ao mesmo tempo.

Você já deve ter ouvido falar da pessoa multi-tarefa. Pois é, esse é outro mito que está caindo. Pesquisas mais recentes afirmam que quem faz uma coisa de cada vez consegue fazer mais e, principalmente, melhor. Porque o mais importante é você melhorar a sua produtividade, não aumentá-la. Como exemplo, posso citar aquelas pessoas que estudam durante cinco horas mas aprendem menos que aquelas que estudam durante uma hora e meia. O que essas últimas têm de diferente? Não é necessário conhecer nenhum segredo ou técnica especial: basta se planejar e saber organizar tudo.

Neste post, darei algumas dicas rápidas para você organizar os seus horários e afazeres. São elas:

1. Arranje uma agenda para anotar seus compromissos. Não é para anotar tarefas, mas compromissos mesmo. Esse é o primeiro passo para você controlar seus horários. Você deve encontrar a agenda que for mais conveniente para você, seja a do celular, a de papel ou na Internet. Até o ano passado, eu sempre usei a agenda de papel. 2012 foi o primeiro ano em que usei totalmente e somente a agenda do Google, mas a de papel atende perfeitamente bem. Uma sugestão prática e barata são aquelas agendas pequenas, fininhas, que cabem em qualquer bolsa ou bolso. Ah, e não precisa esperar até o ano que vem para usá-la! Comece hoje mesmo.

2. Se você tem muitos compromissos, procure ter sempre um tempo de respiro entre eles, para evitar atrasos. Coloque de 15 a 30 minutos entre o previsto para cada compromisso.

3. Durante um dia de trabalho, faça ciclos de 1h30 para cada 15 minutos de descanso. Nessa pausa, você pode ir ao banheiro, beber água, dar uma volta etc. Isso fará com que você se concentre nesse tempo disponível. Existe uma “técnica” muito simples chamada Pomodoro. Eu acho ela extremamente simples e dedutiva, nem considerando uma técnica mesmo, mas pode servir de ponto de partida. Ela tem basicamente esse mesmo sentido de trabalhar 1h30 e descansar 15.

4. Se você leu o texto sobre como definir prioridades, deve ter estabelecido os seus objetivos de longo-prazo. Se não leu, recomendo que leia agora, pois é importante para prosseguirmos. Durante a semana, é importante dar atenção a esses objetivos, pois eles existem justamente para que você não perca o foco.

5. Descubra quais seus períodos de maior produtividade durante o dia e deixe para esses horários as tarefas mais chatas e complicadas. Naqueles períodos em que você sempre fica com sono ou sente que o tempo não rende, deixe para fazer as atividades de rotina, que já estão no seu piloto automático.

6. Para conseguir dar conta das tarefas em casa, separe-as em dois tipos: as administrativas e as de rotina. As administrativas são aquelas que envolvem pagamento de contas, planejamento do menu semanal e as compras no supermercado, por exemplo. as tarefas de rotina são aquelas que mantêm a sua casa em pé, como trocar a roupa de cama e lavar a louça. Para as tarefas administrativas, estabeleça um dia da semana para cada uma delas. Para as outras tarefas, veja como estabelecer rotinas para facilitar o dia-a-dia.

7. Controle um pouco o nível de informações que chegam até você diariamente. Umas das principais características das pessoas improdutivas é ficar com o e-mail aberto o tempo todo, sendo interrompidas a cada instante. Se não for o e-mail, é o Facebook. Se não for o Facebook, é o celular. Seja disciplinada(o) quanto a essas interrupções estabelecendo horários para checar o e-mail, as redes sociais etc. Veja um outro texto do blog sobre como administrar seus e-mails.

8. Uma vez por semana, verifique se algo na sua casa precisa de reparos. Sempre tem alguma coisa, nem que seja somente uma lâmpada que precise trocar. Faça também uma verificação no carro para evitar imprevistos e gastos caros de última hora. Também entram aqui os exames de saúde feitos rotineiramente. Lembre-se que se você não estiver bem, não conseguirá fazer mais nada.

9. Eu utilizo um método chamado GTD para organizar as minhas tarefas, mas você não precisa fazer nada muito complexo agora. Faça uma lista de tudo o que precisa fazer e, diariamente, escolha as três coisas mais importantes da lista. Quando terminar essas três, escolha mais uma e assim por diante, até o final do dia. No dia seguinte, escolha mais três e repita o processo.

10. Na segunda e na sexta-feira, faça uma revisão dos projetos em todas as áreas de sua vida para não esquecer nada nem deixar coisas importantes de lado. Você certamente fará uma listinha de novas tarefas após essa revisão, pois as tarefas nunca param de chegar. Aproveite para estabelecer as prioridades da semana e, com o passar dos dias, vá executando as tarefas relacionadas. Às vezes, um simples telefonema já desencadeia uma série de outras pendências que estavam paradas.

11. Quando você perceber que tem adiado uma tarefa muitas vezes, tente descobrir o motivo. Talvez seja mais fácil “quebrá-la” em várias tarefas menores. Sempre divida uma tarefa ao máximo, pois isso facilita e dá ânimo, por serem tarefas pequenas e mais rápidas.

12. Analise com cuidado quando tiver um tempo livre na semana. Ficamos tentados a encaixar mais tarefas e compromissos, mas é importante ficar sem fazer nada também, para descansar o corpo e o cérebro.

13. Aprenda a abrir mão de compromissos e tarefas que não caibam em sua vida no momento. Se você tem seus objetivos e prioridades definidos, basta consultá-los quando se deparar com um projeto novo. Se sua vida finalmente estiver equilibrada, veja se há mesmo a necessidade de estressá-la com novos compromissos e atividades. Às vezes, tudo o que precisamos é de um tempo para curtir o que cultivamos até aqui.

14. Conheça o seu limite. Delegue tarefas a outros colegas de trabalho, em casa ou, se puder, pagando por isso. Nada paga pela sua saúde, pelo bom relacionamento em casa e pela sua produtividade no trabalho. Procure ter uma relação saudável com seus projetos para que o que for realmente importante na sua vida não fique em segundo plano.

15. Quando uma tarefa puder ser feita em dois minutos ou menos, faça imediatamente. Não vale a pena postergar algo tão simples e rapidinho de tirar da frente.

16. Em vez de anotar o que precisa fazer em post-its e papeizinhos que ficam espalhados por aí, use um único caderno. Eu costumo deixar uma caneta dentro dele para não ter que procurar uma sempre que precisar usar.

17. Faça tudo o que puder para tornar suas tarefas mais prazerosas. Ouça música, tome uma xícara de café, sente-se em uma poltrona confortável, fique ao ar livre etc.

18. Sempre que conseguir, faça o planejamento dos seus compromissos e antecipe o que puder. Não deixe para comprar passagens de última hora se pretende viajar daqui a seis meses, por exemplo.

Não fique estressada(o) pensando em tudo o que precisa fazer! Em vez disso, simplesmente comece a fazer alguma tarefa da sua lista. Ficar lamentando que não tem tempo é até enfadonho, visto que ninguém “tem tempo” hoje em dia. Faça o melhor que puder, nem que seja bem pouco, pois isso é melhor do que não fazer nada. O que não vale a pena é abrir mão da organização com desculpas como “não quero ser neurótico com organização” ou esperando uma solução milagrosa da noite para o dia. Tudo o que você precisa é de um pouco de boa vontade.

Organizando a casa sem estresse

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O Vida Organizada é um blog pessoal com dicas de organização. A “vida organizada”, no caso, é a minha, mas a ideia é que todos possam ter uma vida organizada com medidas simples e práticas no dia-a-dia. A perfeição é a pior inimiga da organização e ser organizado não significa ser neurótico com isso – é saber aproveitar o tempo, deixando espaço na vida para as coisas que são realmente importantes.

Quando vivemos escravos do relógio ou em meio a uma confusão de tarefas, isso não é viver – é sobreviver a uma situação caótica que nada acrescenta de bom em nossa vida. Então, seja você ultra-mega organizado(a) ou super bagunceiro, esses dois extremos só têm a atrapalhar a sua vida e a vida das pessoas que o(a) rodeiam. A solução para uma vida organizada, ao meu ver, é justamente o equilíbrio e o foco no que for prioridade. Eu nunca deixo de brincar com o meu filho para limpar a minha despensa, mas com certeza acho que a melhor solução é estar com ele em todos os momentos do meu dia, envolvendo-o até nas tarefas domésticas. Então, se ele puder estar comigo dando pregadores enquanto eu penduro a roupa no varal, é um tempo que aproveitamos juntos, além de eu estar completando as tarefinhas domésticas do dia-a-dia. O mesmo vale para o meu marido – conversamos muito enquanto um lava a louça e o outro cozinha, por exemplo. Piração é deixar de ficar com as pessoas que você ama para limpar a casa. Eu prefiro ter uma casa cheia de pequenas imperfeições com relação à bagunça que deixar de ficar com a minha família. E já perdi as contas de quantas vezes eu já deixei de fazer uma tarefa doméstica para ter mais tempo com eles ou simplesmente para descansar.

O segredo, para mim, é justamente equilibrar tudo. Ter uma lista básica de tarefas diárias que podem ser distribuídas entre todos os moradores e que pode ser concluída sem estresse, aos pouquinhos. Ter um controle geral das contas, despensa, lavanderia – tudo isso sem neuras – só suficiente. O mesmo vale para o trabalho e outros projetos de vida.

Cada casa é de um jeito, com seus problemas e particularidades. Cada família também. Mais do que isso, cada morador. A melhor forma de organizar uma casa é conhecer bem quem mora ali, suas manias, suas preguiças, suas tarefas preferidas. Somente com essa observação básica é que você conseguirá chegar a um modelo de organização muito particular mas, por isso mesmo, adequado para vocês.

Regras são chatas, mas eu acho que a única que realmente vale a pena reforçar é aquela boa e velha: se sujou, limpe; se bagunçou, arrume, e por aí vai. Lembro que a minha bisavó tinha na casa dela um quadrinho na cozinha com essas regrinhas, então elas são mais uma daquelas coisas antigas que valem a pena conservar, porque aparentemente dão certo. A grande verdade, porém, é que se todos fizessem isso, não haveria brigas em casa. Geralmente, quem mais bagunça em casa é porque não coloca a mão na massa, então você deve se perguntar porque isso acontece. Quando uma pessoa limpa a pia, dificilmente será ela a que sujará ou deixará o prato sujo lá dentro. Por isso é importante envolver todos nas tarefas domésticas. Não tem por que uma única pessoa fazer tudo se outras pessoas moram na mesma casa. Todos devem fazer a sua parte.

E como fazer isso sem estresse? Como eu comentei antes, observe os hábitos da sua família. Muitas vezes, as pessoas simplesmente não sabem o que fazer. Não tem por que deixar a roupa suja no chão do banheiro se lá tiver um cesto para colocar a roupa, por exemplo. Não tem por que deixar a chave em cima da mesa se antes dela tiver um aparador com uma cestinha para colocar essas coisas. Arrumar a entrada de casa é um bom primeiro passo, porque a entrada filtra tudo o que chega (veja aqui dicas para organizar a sua entrada).

Outra coisa que você pode fazer é acordar um pouco mais cedo que os seus filhos e preparar o café-da-manhã, por exemplo, ou se vestir com calma. Ter rotinas facilita a sua vida tanto de manhã quanto de noite. Sobre a organização no geral, leia um post com dicas básicas para organizar a sua casa. Este post aqui é mais para estimular uma reflexão sobre você, sua família, sua casa, a bagunça e a rotina do dia-a-dia. Cuidar da casa é importante porque é o “lugar sagrado” da sua família – quando nossa casa está bem, nós também ficamos bem, e vice-versa. É uma relação mútua mesmo, e nunca se esqueça que a casa é como se fosse um organismo vivo, que precisa de cuidados e carinhos tanto quanto você e a sua família.