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Conceito de produtividade para o GTD

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Vamos entender qual o conceito de produtividade para o GTD porque esse entendimento é importante para sabermos quais os objetivos do próprio trabalho com o método. Para que implementar um método de produtividade? O que é produtividade para o GTD? São essas perguntas que este post pretende responder.

Ser produtivo, de acordo com o método GTD, é estar apropriadamente engajado no que quer que você esteja fazendo – relaxado, com foco e com as coisas sob controle.

É a habilidade de responder, reagir a partir de um estado relaxado ou de prontidão.

Vamos falar sobre esses dois estados (relaxado e prontidão). Existem dezenas de estudos na área das ciências cognitivas que provam que alternar períodos de concentração com períodos de descanso faz com que o nosso cérebro trabalhe melhor.  Ou seja: para que a gente consiga fazer as coisas bem, precisa ter estados regulares de relaxamento, que vêm de momentos de reflexão, devaneios e até de quando estamos dormindo.

Não sei se vocês já ouviram falar em uma história do Paul McCartney, ex-Beatle, da época em que estava envolvidíssimo na Beatlemania (1965), turnê, muitos shows, tendo que gravar um disco e compôr às pressas. O processo criativo não é fácil e não pode ser forçado. Ele estava cansado. Em um belo dia, ele deu uma chutada no balde e foi para a casa da noiva descansar e dormir, e acordou bem, assobiando uma melodia que lhe parecia familiar, mas não muito, e foi para o piano continuar a sua composição mais famosa de todos os tempos: ‘Yesterday’ que, junto com tantas outras, levou os Beatles a outro nível de composição, produção musical e qualidade.

Aqui de boa compondo a música do século
Aqui de boa compondo a música do século

Mas você não precisa ser um Beatle para que isso aconteça com você. Tenho certeza que você já teve uma ideia incrível para algum projeto enquanto estava tomando banho. Ou dirigindo. Ou de férias. Ou colocando a cabeça no travesseiro para dormir. Por que essas coisas acontecem? Sim, você deve ter chutado certo: porque a sua mente está em um estado de relaxamento. Porque, apesar de você estar “colocando a sua mente para relaxar”, ela continua trabalhando em segundo plano, tendo ideias. E o que o GTD propôe, então, é que a gente traga esse estado ótimo para o dia a dia, de modo que nossa mente funcione bem, nesse estado relaxado, não só quando estamos dormindo, tomando banho ou lendo um livro. Trazer essa alternância para o dia a dia faz com que usemos a nossa mente para o que ela faz de melhor: ter ideias, ser criativa, focar quando tem que focar.

Nós precisamos desse estado de relaxamento para criar coisas legais no nosso dia a dia, independente do trabalho que a gente tenha. Seja você publicitária, músico, dono de casa ou diretora de uma multinacional, a criatividade faz parte do seu dia a dia, porque soluções precisam ser tomadas o tempo todo. O foco precisa ser redirecionado. E para isso a gente tem que estar a um clique dessa prontidão.

O “clique” da prontidão representa todas as coisas: um quadro que eu queira pintar, um post que eu vá escrever para o blog, a lição que eu vá fazer com o meu filho, a proposta de trabalho que eu vá redigir, a reunião de trabalho que eu estou entrando com meu cliente, a receita que vou cozinhar para a minha família esta noite, o plano de negócios que vou formular, a conversa definitiva que terei hoje – o resultado de toda energia criativa produzida no mundo.

O que a gente diz ao deus da procrastinação? Hoje não!
O que a gente diz ao deus da procrastinação? Hoje não!

Os estados de relaxamento nos ajudam a ter novas ideias e perspectivas. Se ficarmos o tempo todo concentrados no trabalho ou nas nossas atividades que demandam alta concentração, sem tais períodos de descanso, as ideias não aparecerão. Não temos como recarregar as baterias. Não ganhamos perspectiva. Ambos os estados são importantes igualmente. Muitas vezes, a coisa mais produtiva que você pode fazer em um determinado momento é tirar uma soneca para ficar bem e depois continuar com energia alta o que estava fazendo.

Logo, esteja você relaxado ou em estado de prontidão – você consegue reagir. Você consegue se engajar no que quer que queira se engajar naquele momento, relaxado, focado e com as coisas sob controle.

Todo mundo tem seus hobbies
Todo mundo tem seus hobbies

E um outro ponto muito importante sobre ser produtivo para o GTD é que você não precisa ser produtivo 100% do tempo. Ninguém é. Nem o David Allen é. O grande segredo de tudo é você saber identificar quando você não está sendo produtivo e saber retomar seu estado de produtividade. E aqui que entra a importância de um método – a importância do GTD. Porque aí o David traz o negócio mastigadinho – tó aqui e aplica cinco passos e retoma sua produtividade.

Não se engane: a vida é desenhada pra te tirar dos eixos mesmo! Te fazer cair da prancha, levar um caldo e querer que você desanime, desista o tempo todo. É um 7×1 diário. São imprevistos, urgências, circunstâncias não planejadas e às vezes até oportunidades muito legais – mas que apareceram na hora errada, gerando confusão e aflição – que nos desequilibram.

O GTD foi feito para nos ajudar a voltar para o caminho, aconteça o que acontecer. Com um sistema confiável atrás de você – um sistema que você confie e que possa usar quando você mais precisar (justamente em situações como essas que eu citei) – você vai estar muito mais preparado para encarar qualquer onda que vier na sua vida e no seu trabalho.

Pra falar a verdade, só cai da prancha quem tem coragem de se arriscar a subir nela, então fique feliz por cair e ter a chance de subir de novo.

O GTD é um negócio para a vida, que estará sempre ali com você, dando suporte aos maiores movimentos e às grandes mudanças da sua vida, e te lembrando que você sempre pode subir de novo, não importa o tamanho da onda. Bora!

Imagem: Huffington Post
Imagem: Huffington Post

E ah! Ninguém está buscando qualquer nível de perfeição aqui também. Como eu falei, ninguém se sente produtivo 100% do tempo, nem o David. O ponto chave aqui não é estar sempre produtivo, mas saber reconhecer quando você não está e utilizar isso como meio para voltar a se sentir assim. É igual andar de bicicleta: você tem que ficar meio esperto porque qualquer vacilada para o lado você se equilibra novamente. Com o passar do tempo, você vai aprendendo a ficar mais confortável com essa “volta”, e isso te dá a liberdade de se deixar sair do controle das maneiras mais criativas e produtivas possíveis, se você quiser ou precisar.

Curso online: Organização para blogueiros

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Ano passado, quando eu realizei esse workshop, muitos leitores solicitaram que ele fosse realizado no formato online. Venho trabalhando nesse projeto desde então, então o curso foi totalmente reformulado e, este mês, que estamos falando sobre fazer as coisas com amor, não poderia ser mais perfeito fazer um curso sobre esse assunto: organização para blogueiros! Clique aqui para se inscrever.

curso-blogueiros

O curso terá duração de 4 horas e abordará:

  • Por que seu blog existe?
  • Trabalhando com inspirações
  • Organizando ideias
  • Calendário editorial
  • Trabalhando com temas
  • Elementos de um post
  • Organizando a produção de posts
  • Como promover seus posts
  • Como montar um media kit
  • Definindo uma linha editorial
  • Outros conteúdos (vídeos, fotos)
  • Tipos variados de posts
  • Páginas fixas
  • Monetizando seu blog
  • Analisando estatísticas
  • Checklists para manutenção
  • E muito mais

Já temos alguns inscritos e o número de vagas é limitado, então eu recomendo que você não demore a se inscrever porque geralmente as inscrições são encerradas com certa antecedência antes do curso, justamente por esse limite.

A aula ao vivo acontecerá no dia 26 de junho, mas você não precisa estar online para participar, pois o curso será disponibilizado para download depois, para que você possa assistir e reassistir quando quiser.

Clique aqui para se inscrever!

Linkagem de domingo

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Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar com vocês.

Boa semana para vocês!

Ajudar a família: como fazer, como decidir se dá para fazer e outras questões relevantes

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Eu costumo dizer que a gente descobre que ficou adulto quando começa a resolver os problemas de outras pessoas além dos nossos. Penso que, com a família, isso é muito verdade. Se você tem pais e avós que sempre te ajudaram, ou ainda ajudam, você pode não entender tão bem o conceito. A partir do momento que a situação se inverte – porque você vira o provedor da família, porque seus pais estão mais velhos e precisam de ajuda, é diferente. E isso porque não estou entrando no mérito de coisas como: um irmão com dívidas, uma tia que não tem onde morar e outras questões que assolam todas as famílias. O que fazer quando o responsável por tomar essas decisões de “ajudar ou não” é você? Vamos bater um papo sobre esse assunto tão delicado, mas tão importante?

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Claro que vai muito de pessoa para pessoa, mas eu sempre parto do pressuposto que, dentro do que eu puder ajudar, eu ajudarei. E isso inclui uma série de fatores: minha própria família, nossos objetivos financeiros, nossas próprias dívidas e compromissos. Não devemos falar apenas do dinheiro, mas do envolvimento emocional que isso significa, além do tempo investido.

Outro fator importante a ser analisado é a questão da gravidade do problema. Alguns problemas são mais graves que outros e é claro que terão tratamento diferente. Por exemplo, uma pessoa da família doente sem condições de trabalhar é diferente de uma pessoa saudável que está desempregada e cheia de dívidas. E há formas e formas de ajudar. Nem sempre é só a financeira. Às vezes a pessoa só precisa de um empurrãozinho, conversar, ter alguém por perto.

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A grande questão é que as pessoas vivem em graus financeiros e de tempo diferentes dentro de uma mesma família. Já vi famílias numerosas, com mais de três irmãos, em que um era milionário, dono de muitas empresas, enquanto outro não queria trabalhar e o outro era autônomo, vivendo uma vida sofrida, aquela coisa de pagar as contas no aperto todo mês. E acho que todo mundo no Brasil está um pouco fadado a essa desigualdade, porque somos um país de desigualdades. Se isso acontece dentro de uma mesma família, imagine com famílias diferentes. E lembre-se que famílias diferentes se juntam quando as pessoas se casam, por exemplo, então temos bastante coisas acontecendo sempre.

Também há diferenças em torno do tempo. Um trabalha 60 horas por semana, enquanto outro fica em casa, outro faz home-office, outro está desempregado. Quem disse que quem está desempregado está à disposição da família para fazer os pequenos serviços também?

Essas diferenças podem causar constrangimento e desconforto. Se você viajar para a praia para passar uma semana enquanto alguém da sua família estiver com problemas financeiros, podem dizer que você foi egoísta. Ou ir ao cinema em uma terça à tarde. Trocar de carro enquanto o irmão está fechando uma empresa que foi à falência e precisou vender até imóvel para pagar a dívida não é dos assuntos mais fáceis no almoço de domingo. Até os presentes no Natal entram nesse constrangimento muitas vezes, porque você sabe que, se alguém costuma presentear com um item mais caro, você pode se sentir na obrigação de dar algo mais caro também. E por aí vai.

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Eu penso que a família é uma estrutura e, como toda estrutura, depende de como estão construindo seus alicerces. Há famílias que se ajudam mutuamente e isso é um padrão. Há famílias cujas pessoas se distanciaram tanto que mal sabem sobre os problemas uns dos outros. Não há regras. O que eu sinceramente acredito é que ninguém precisa sentir vergonha por ter uma condição financeira melhor do que a outra pessoa, ou ter estruturado sua vida para trabalhar de maneira diferente (home-office, por exemplo), ou por uma esposa ter escolhido ficar em casa enquanto os filhos crescem (ou o pai, como foi aqui em casa). E, sempre que alguém puder ajudar, ajudará, mas não como uma obrigatoriedade (é como eu penso, mas claro que varia de acordo com a condição, como disse no começo).

O que não ajuda nada, nunca, no meu ver, é o tom da agressividade. Do “você precisa fazer isso”. Porque cada um conhece as suas condições. Eu, particularmente, me sinto muito satisfeita quando consigo ajudar alguém da minha família, mas eu estou em uma fase de construir coisas – construir a base da minha própria família. E isso é tão importante quanto ajudar os outros parentes – não pode ser colocado de lado. Talvez você esteja em uma fase com mais estabilidade e possa ajudar mais. É importante avaliar cada cenário, cada pessoa, cada família, cada problema a ser resolvido.

Como você, leitor, lida com essas questões? Você já passou por algo assim na sua família? Deixe seu depoimento abaixo.

Sistema GTD

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Ontem um participante do grupo GTD Brasil postou uma dúvida e, como eu recém tinha participado de um webinar do David para instrutores sobre o sistema GTD, achei que a resposta ficou esclarecedora e gostaria de postar aqui para vocês, como referência. Segue.

A pergunta dele foi, em resumo:

“Sinto que meu sistema arruinou, por falta de motivação ou sei lá o quê. Usava o Evernote, mas para lista ele não fica legal e é meio complicado, o Todoist parece ser mais fácil e pratico tickar uma tarefa. Sugestões dos amigos, melhor fazer a captura geral novamente e começar do zero ou continuar no mesmo sistema atual e remanejar ele? Não sei o que fazer.”

Minha resposta:

“Olha, vamos rever o conceito de sistema.

O sistema do GTD não é uma ferramenta. O sistema é uma integração de ferramentas, que você linka aí dentro de você, de modo que elas te sirvam aos melhores usos de acordo com a metodologia. É um conjunto de coisas conectadas que formam um todo complexo.

O propósito de ter um sistema é permitir que você se torne presente e faça boas escolhas quando precisa escolher o que fazer. Você olha seu calendário, suas listas. É como se fossem mapas. Onde estou agora? Para onde quero ir? O que quero olhar?

Um sistema não é apenas uma ferramenta ou um planner, mas uma combinação de coisas. Você que faz o link entre elas. Por isso se chama sistema. Por isso não existe uma ferramenta de GTD.

Com base nisso, pergunte-se:
– Meu sistema precisa de melhorias?
– Meu uso do sistema precisa de melhorias?
– As duas coisas

No geral, sinceramente, nenhum de nós está sequer perto de ter um sistema tão integrado quanto poderia. Nem o David. Todos nós temos contextos a serem explorados na vida que um sistema poderia nos ajudar a fazer melhores escolhas e nos deixar mais presentes no momento desejado.

Eu começaria sim fazendo uma nova captura, e aí esclarecendo item a item, organizando sob demanda (próximas ações, calendário, projetos, aguardando resposta – as 4 listas primárias). No papel mesmo, ou no Todoist, se achar mais fácil. Faria uma revisão semanal no dia seguinte, e mandaria ver, promovendo melhorias sempre que necessário.

Não se cobre tanto. Estamos todos construindo, sempre.”

Dúvidas? Poste nos comentários.

Mês organizado

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Junho 2016

🍐 Lembretes gentis, dicas úteis e recomendações para o seu mês ser um pouco mais organizado.
DomingoSegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábado
1

✅ Planejar o novo mês

✅ Organizar o arquivo de referência rápida (tickler)

✅ Revisar metas para o último mês do trimestre

✅ Planejar o menu semanal
2

🕑 GTD Master Trainer Webinar

✅ Fazer compras com base no menu semanal
3

✅ Revisão semanal
4

✅ Controlar as contas pagas e a pagar
5

❤ Aniversário de namoro

✅ Tirar o pó dos móveis
6

✅ Limpar os batentes

7

✅ Criar uma lista de coisas para fazer neste inverno
8

✅ Planejar o menu semanal

9

✅ Revisão semanal

✅ Fazer compras com base no menu semanal
10

🕑 Treinamento GTD na Secretaria da Fazenda em SP
11

✅ Pesquisar uma receita diferente para preparar esta semana
12

📅 Dia dos Namorados

🕑 Feijoada na casa da minha avó

✅ Tirar o pó dos móveis
13

🕑 Reuniões Call Daniel

✅ Fazer um balanço dos seus gastos mensais este ano até agora
14

🕑 Treinamento piloto de e-mails produtivos
15

✅ Planejar o menu semanal

16

🕑 Treinamento de planejamento e execução na CitrusBR

✅ Fazer compras com base no menu semanal
17

✅ Revisão semanal
18

🕑 Festa junina do Paul
19

✅ Ir a uma quermesse

✅ Tirar o pó dos móveis

20

🕑 Reuniões Call Daniel

✅ Planejar as férias de julho das crianças

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📅 Solstício de inverno

✅ Revisão sazonal
22

✅ Planejar o menu semanal

23

✅ Revisão semanal

✅ Fazer compras com base no menu semanal
24

🕑 Personal Organizer Brasil
25

🕑 Personal Organizer Brasil
26

🕑 Curso online Organização para blogueiros

✅ Tirar o pó dos móveis
27

🕑 Viagem para o Rio de Janeiro

✅ Verificar se todas as contas do mês foram pagas
28

🕑 Treinamento GTD no Sebrae-RJ

✅ Revisar o mês que está acabando e quais foram os marcos, projetos concluídos e aprendizados
29

✅ Revisão semanal

✅ Revisão semestral

✅ Planejar o menu semanal
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🕑 Início do curso para certificação em Coaching

✅ Fazer compras com base no menu semanal

Feito com amor

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Faz pouco mais de dois anos que eu vivo como empresária (alô, estatística do Sebrae!), vivendo bem de algo que eu amo e, melhor ainda, prosperando. E isso me permitiu ver muito de perto a realidade que antes eu via apenas em posts que pareciam distantes sobre aquelas pessoas que largavam tudo para viver do que amavam, blogavam de praias na Tailândia, viviam viajando e pareciam ter vidas felizes e maravilhosas. Tanta coisa aconteceu, e tanta coisa ainda está para acontecer, e tanto eu aprendi nesses dois anos, que parece que eu vivi (e envelheci, sinceramente), pelo menos uns 15.

Abrir uma empresa, e tudo o que isso implica, é um mundo novo que se abre. Envolve um conhecimento gigantesco e um processo que eu ainda estou envolvida, aprendendo. E convenhamos: falar sobre empreendedorismo está na moda. De repente, todo mundo está falando sobre isso. Eu acho maravilhoso! Se não fosse pela mudança de mindset que eu mesma passei, talvez eu não tivesse pedido demissão um dia e arriscado fazer o que eu faço hoje (e estou super ok com isso – acho que cada pessoa tem seus desafios diários). Mas eu aprendi duas coisas importantes, que quase ninguém fala, sobre esse processo, que são:

1: Empreender é fácil – pavimentar uma empresa é uma história completamente diferente. Essa transição de pessoa física para pessoa jurídica é algo que não se ensina na escola e, se você não tiver experiência ou alguém por perto que tenha para te orientar, você vai aprender com erros que podem te custar caro, como aconteceu comigo. Isso, é claro, se você for honesto. 🙂 São muitas contas, muitos impostos, muitas declarações, muita coisa para gerenciar e, quando você é pequeno, é muito provável que você faça tudo sozinho. Eu até bem pouco tempo atrás trabalhava sozinha. Até hoje não tenho ninguém que faça essa parte administrativa para mim, porque o faturamento da minha empresa ainda não permite isso, mas quero chegar lá. E é um volume de trabalho que não consigo nem descrever. E isso bagunça a sua rotina de contas, as finanças da sua família, tudo aquilo que, antes, podia ser organizado para você. Pro-labore? INSS? Lucros? Fazer as contas em porcentagens? Gente, sou de Humanas! E para quem um dia estudou para passar em um concurso da Secretaria da Fazenda, aprender Contabilidade Básica virou necessidade agora.

2: O assunto de cima ainda vai render posts, juro. O que eu queria falar nesse segundo ponto que ninguém fala nunca é sobre a questão de você trabalhar com o que você ama. Há um ano, eu escrevi um editorial completamente apaixonado, contando como eu estava feliz porque eu ia para Amsterdam tirar a certificação do GTD. Eu continuo tão (ou mais, se isso for possível) apaixonada por esse negócio. Eu respiro GTD. Eu como bloquinho de notas no café-da-manhã. Mas existe uma coisa que quase ninguém fala, quando você trabalha com o que você ama, que é o preço emocional que você paga por trabalhar com isso. Desde que eu comecei a empreender, eu nunca fiquei tantas vezes doente. E foram doenças muito loucas, tipo hipertensão, pneumonia, até dengue peguei (sei que não foi emocional, mas mesmo assim). Engordei de novo tudo o que tinha emagrecido anos atrás. Trabalho muito. Não me levem a mal: eu amo o que eu faço. Demais. Meu hobby é meu trabalho. Levo apostila de curso para ler na cama antes de dormir. Não trabalho de noite porque preciso, mas porque amo esse negócio.

E é aí que mora o perigo, eu penso. Porque justamente por você fazer do seu hobby o seu negócio, o limite deixa de existir. E assim, eu sei equilibrar as coisas (afinal, é o que eu ensino). Estou vivendo uma época em que nunca equilibrei tão bem as minhas atividades (aliás, várias pessoas têm notado e me dito isso). Mas foi justamente porque eu percebi esse segundo ponto há alguns meses e resolvi dar um passo atrás e tomar algumas atitudes que eu me permiti colocar certos limites a esse amor. Talvez quando eu tenha ficado doente mesmo. Ter ficado no hospital mexeu bastante comigo, e olha que nem foi tanto tempo.

Em poucos meses, consegui ter uma visão geral de tudo isso e uma perspectiva maior de médio e longo prazo que se refletiram de uma forma muito forte no meu presente, direcionando a maioria das minhas decisões. E, de repente, parece que eu me tornei uma gigante em poucos meses, estável como uma rocha, calma como um Buda no alto da montanha – apesar de ter enfrentado problemas cabeludíssimos este ano envolvendo família, finanças, trabalho, várias frentes. a administração da empresa e a responsabilidade por ela me tornou adulta de verdade, me deixou responsável no modo turbo da palavra – é difícil descrever.

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O editorial deste mês, que vai ser amplamente pautado no tema Feito com amor, vai ser sobre esse amor maduro, mas um amor que, acima de tudo, aceita quem a gente é, com os nossos defeitos, com as nossas fraquezas, mas reconhecendo os pontos fortes, indo à luta, não deixando a peteca cair. Fazer com amor significa não só fazer o que se ama, mas amar o que se faz, seja o que for, e isso é uma qualidade diária, que precisa ser intrínseca, quase um princípio, para fazer as coisas darem certo – ou só te fazer levantar da cama. Paixão é o que te faz empreender – amor é o que mantém a empresa viva, pagando as contas, crescendo, deixando um legado. Os netos da empresa são o legado que ela deixa, e eu estou louca para ter netinhos.

All my loving, I’ll send to you.

Este post demorou para entrar porque eu quase, quase desisti de publicá-lo. Ele é bastante pessoal. Mas eu penso, de verdade, que o amor deva ser essa coisa um pouco visceral mesmo, e acima de tudo, honesta. Eu ainda não descobri o melhor caminho para lidar com ela, mas todas as descobertas que eu fizer, eu quero compartilhar com vocês. Essa, sobre equilibrar as coisas, especialmente quando você faz o que você ama, foi não apenas fundamental como transformou a minha vida. Eu precisava compartilhar. Espero que ajude quem esteja passando por isso de alguma forma, porque não é fácil! No meu caminho, encontrei pessoas incríveis, mas pouca orientação. Bastante coisa vou aprendendo aos poucos, e assim é a vida.

Sumário do livro Casa Organizada

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Ontem, quando compartilhei a novidade sobre o lançamento do meu novo livro, Casa Organizada, vocês me pediram para mostrar também um pouco mais sobre o conteúdo, então hoje trago o sumário para que vocês sintam o gostinho do que virá por aí. Algumas dúvidas específicas (por ex: publicação em formato digital) serão esclarecidas com o tempo. Toda e qualquer novidade, quando eu souber, será postada aqui. 🙂 Gostaria de agradecer toda a receptividade e os comentários positivos no post de ontem. Isso é muito importante para mim e esse livro, assim como o Vida Organizada, é uma construção, e vocês fazem parte dela, com toda certeza! Então muito obrigada.

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Espero que vocês gostem de ler o livro tanto quanto eu gostei de escrevê-lo. <3

Meu novo livro: Casa Organizada

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Gostaria de compartilhar com vocês o meu segundo livro que será publicado pela Editora Gente em agosto, que se chamará Casa Organizada. É com muito carinho, amor e gratidão que compartilho essa capa porque é um projeto muito bacana e especial para mim.

Lançamento em agosto 2016
Lançamento em agosto 2016

Existem muitos livros sobre organização da casa, mas eu acredito que a organização deva ser vista de maneira integrada, como um todo em nossa vida. Assim, o foco deste livro será efetivamente no método de organização que eu venho desenvolvendo há alguns anos, o que é muito emocionante, porque é como ver o nascimento de um filho <3. Além disso, o livro é bastante focado nas rotinas da casa e em vida real mesmo – nada de organização da casa com cara de capa de revista de decoração. Então eu acho que isso é um diferencial e espero que todos os leitores gostem dessa edição.

Ainda não foram fechadas as datas dos eventos de lançamento, mas assim que eu as tiver, divulgarei aqui no blog. Sei que ele será lançado em agosto e que estarei na Bienal do Livro em SP e poderei ir para outras cidades, mas realmente ainda não tenho nada fechado! Vou postar aqui no blog assim que tiver novidades!

E aí, gostaram da capa? E do tema? Fico muito feliz por poder compartilhar essa novidade aqui com vocês! Obrigada por todo o carinho, pessoal.

Linkagem de domingo

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Algumas vezes, eu gosto de reunir alguns posts, vídeos e notícias que li ao longo da semana e que achei que seria legal compartilhar com vocês.

Não foi uma semana fácil. Vamos esperar que a próxima seja melhor.

Boa semana a todos.

Meu processo de escrita

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Ultimamente muitos dos posts que tenho escrito aqui no blog são atendendo pedidos dos leitores, e este vai na mesma linha! Muitos leitores já me pediram para escrever sobre como é o meu processo de escrita, como escrevi os meus livros, como me organizei para isso, então, eu espero que esse post responda a essas questões.

Existe uma coisa que todo escritor fala e que pode até irritar quem não é do meio, que é: o escritor não para um só instante; está sempre de olho no que está acontecendo à sua volta e escrevendo o tempo inteiro. Isso é muito verdade. Eu acho que, no meu caso, eu não vivo de escrever livros, mas produzo muito conteúdo – o blog é praticamente uma revista (são 31 posts novos por mês + os meus livros, então calculem a quantidade de conteúdo produzido!). Eu preciso ficar ligada o tempo inteiro no que está acontecendo se quiser produzir conteúdo de qualidade, mas é algo que faço naturalmente porque gosto muito, senão sequer teria começado a fazer isso e tornado isso o meu trabalho.

O que estou querendo dizer é que não há um momento na minha vida em que eu pare e diga “agora vou começar a escrever um livro”, porque eu escrevo muito o tempo inteiro, e há fragmentos que eu vou escrevendo e montando, que aos poucos vão formando uma unidade, que pode se tornar um livro. Por isso que prazos são tão complicados no processo criativo, porque se você ainda não chegou “lá”, tem que se forçar a ter ideias, o que é terrível. Então você precisa escrever e capturar suas ideias sempre que elas aparecem, porque não sabe se lembrará delas futuramente, quando efetivamente precisará que elas sejam lembradas. Ando sempre com um bloquinho e caneta para lá e para cá, capturando tudo.

Por “sorte”, digamos assim, eu tenho o blog para extravasar minhas opiniões literárias sobre assuntos relacionados a organização e produtividade, então não preciso esperar a publicação de um livro para explorar tais ideias. Definir um calendário editorial para o blog me ajuda muito, porque com a exploração de temas ao longo dos meses eu consigo ter posts escritos, por exemplo, para seis meses adiante (sim, hoje eu consigo sentar e escrever um texto que será publicado apenas em agosto ou outubro, tranquilamente, porque é mais coerente com o tema daquele mês). Então a organização das ideias em si só me ajuda nesse processo.

Com relação aos livros, como acontece: eu tive a imensa sorte de ter sido contatada por uma excelente editora, que é a Editora Gente, e por eles fui convidada a integrar o time de autores, assinando um contrato para publicar um livro no ano seguinte. Mas o livro, quer a gente queira ou não, é um produto sob demanda. Então a editora diz: “Thais, nós achamos que, para este primeiro livro, uma boa estratégia seria um livro sobre este assunto. O que você acha?”. Tudo tem o seu aval, mas eles são o canal para fazer acontecer, então é claro que é uma via de mão dupla. E aí vêm os prazos, definidos por eles. Coisa de meses.

Essa história que a gente ouve, tipo, do George R. R. Martin demorar anos para lançar o sexto volume da saga de livros dele é coisa que só autor consagrado pode se dar ao luxo de fazer, e tenho certeza que o pessoal da editora dele deve chorar sangue com isso. Na vida real, os autores devem cumprir prazos como pessoas normais e reais, e é isso. São meses, poucos meses. Por isso você já tem que ter algo encaminhado, meio pré-escrito, porque nesse período você apenas refina o que já começou a escrever.

E cada editora tem sua estratégia também. A minha editora, por exemplo, lança os meus livros a cada dois anos. Com isso, consigo ter uma margem para trabalhar. Acabando a produção de um livro, já começo a trabalhar em outro. Isso me dá um bom prazo de dois anos para trabalhar em ideias, o que acho absolutamente razoável. E, quando chega o ano da publicação, a editora vai me dar um prazo de meses para refinar esse trabalho, entregar o manuscrito final, e então fica um pouco corrido porque é revisão daqui, revisão dali, aprovar capa, texto de capa etc, mas é um processo muito gostoso.

Algumas pessoas me perguntam se eu faço como o Stephen King e “separo uma hora por dia para escrever”. Eu escrevo diariamente, é o que eu posso dizer. Como eu disse, escrever e publicar todos os dias no blog mantém minha escrita afiada, por isso é ótimo ter um blog. Eu ainda escrevo muito conteúdo que não é publicado em formato de blog, como materiais para cursos do Vida Organizada, da Call Daniel, materiais que guardo para o futuro, como livros mesmo, entre outros. Então eu gero muito mais conteúdo do que vocês vêem publicamente. E isso é muito bom para o meu processo de escrita porque eu o aperfeiçoo diariamente. Mas se eu sento, diariamente, abro um documento no Word e escrevo uma hora com foco no livro? Não. Acho que isso deva funcionar melhor com livros de ficção.

O que é interessante é que, mesmo nunca tendo escrito um livro de ficção (só umas fanfictions aqui e ali), eu tenho algumas ideias que estão incubadas, e vez ou outra me surgem insights e lampejos diversos que gosto de anotar para usar algum dia. Me sinto super especial por isso, como se eu fosse uma escritora secreta guardando essas informações para algum dia. Quem sabe?

Caso tenham dúvidas ainda, por favor, postem nos comentários!

Jogos de tabuleiros legais de ter em casa

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Agora que eu tenho sobrinhas adolescente e que o meu filho está crescendo, frequentemente nós temos vontade de ficar em casa jogando algum jogo de tabuleiro e isso me despertou a vontade de listar aqueles que seriam muito legais de a gente ter. Cheguei à seguinte lista, que gostaria de compartilhar com vocês:

Imagem & Ação

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Aqui fala a publicitária! Meu jogo preferido de todos os tempos sempre foi Imagem & Ação! Nesse jogo, você sorteia uma palavra e precisa desenhar ou fazer uma mímica para o grupo adivinhar o que você está querendo dizer. É divertidíssimo para praticamente todas as idades e um jogo para a vida toda.

O jogo da vida

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E já que estamos falando nisso, que tal O jogo da vida? De médico a artista, você deve estar preparado para momentos de sorte e azar. Trilhe o seu caminho em busca do sucesso! Desenvolva a sua carreira, ganhe dinheiro, case e tenha filhos. O Jogo da Vida é a simulação da vida real com muita diversão! Esse era outro jogo que eu adorava quando era mais nova, e continuo gostando agora adulta.

Banco imobiliário

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Tem jogo que definitivamente é um clássico – assim é o Banco imobiliário. O mercado de imóveis se modernizou e está cada vez mais competitivo. Diversificar os investimentos virou palavra de ordem. O Banco Imobiliário traz todo o dinamismo do mundo dos negócios para os dias de hoje. Que tal ser o dono da Avenida Paulista? Ou construir um hotel no Jardim Botânico? Com o Banco Imobiliário, comprar e vender imóveis fica ainda mais interessante e divertido. Use o dinheiro estrela para fazer as operações de compra e venda.

Detetive

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Detetive é um jogo de tabuleiro clássico onde o objetivo é desvendar o responsável pela misteriosa morte do Sr. Carlos Fortuna. Para isso, os jogadores terão que dar palpites sobre o local, arma e o responsável por este crime. São 8 pessoas, 8 armas e 11 lugares para explorar e desvendar!

A cada rodada os participantes conseguirão eliminar pelo menos uma possibilidade, até que finalmente restarão pouquíssimas cartas e será possível fazer a acusação. Se, a qualquer momento, um jogador acreditar ter desvendado o crime, ele deverá fazer uma acusação e citar em definitivo quem é o assassino, com qual objeto matou, e em qual cômodo da mansão houve o assassinato. Depois, o próprio acusador deve verificar as cartas do envelope em segredo. Caso acerte, vence o jogo. Mas, se errar, é eliminado e segue participando para desmentir o palpite dos demais participantes.

O jogo ajuda a desenvolver o raciocínio lógico, dedução, memória e é indicado para crianças a partir de oito anos.

War

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War é outro clássico! Com WAR, uma batalha nunca é igual a outra e cada jogador precisa usar toda sua inteligência e astúcia para derrotar seus adversários e conquistar territórios e continentes.

Perfil

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Perfil é um jogo muuuuito legal que traz cartelas com listas que descrevem coisas, pessoas ou lugares e, à medida que um participante vai descrevendo a lista, você tem que adivinhar quem ou o que é.

Esses são os meus jogos de tabuleiro eleitos para ter em casa e jogar para a vida toda. E você, tem algum preferido? Poste nos comentários!