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“Aprofunde-se” será meu lema para 2018

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Eu venho, há alguns anos, definindo um lema para cada ano. A ideia é ter um princípio que me norteie ao longo dos meses e que parece fazer sentido de acordo com o momento de vida que eu estou vivendo, mas também diz aquilo que eu quero para mim no ano corrente.

Para 2018, eu decidi que meu lema será “aprofunde-se”. Vou explicar os motivos.

Desde 2014, quando pedi demissão do meu emprego para empreender, eu iniciei uma série de atividades muito legais. Diversas frentes de trabalho, cursos, workshops, palestras, livros, viagens. Ultimamente eu tenho sentido uma necessidade de pegar tudo isso e falar: ok, vamos ver qual é realmente o néctar da coisa toda e aprimorar o que tem de bom. Isso vale não apenas para o trabalho como para a vida pessoal.

Por isso, 2018 é um ano que quero me aprofundar nas coisas. Nos meus projetos de trabalho, nas minhas relações, nos meus temas de estudo. Colher aquilo que eu quero colher – uma curadoria das iniciativas.

Eu conquistei muitas coisas legais nos últimos anos e quero continuar conquistando. Mas uma maneira muito bonita (ao meu ver) de celebrar essas conquistas é reavivá-las continuamente, melhorando o que já conquistei. Isso também me ajudará a ter mais foco no que quero construir daqui em diante.

Algumas áreas bem pontuais em que quero me aprofundar este ano:

  • Meus relacionamentos
  • Meu tema de pesquisa no mestrado
  • Os conteúdos do Vida Organizada
  • O tema do meu novo livro (trabalho)
  • Meu caminho da maestria no GTD
  • A administração da minha empresa
  • Quem eu sou de verdade e como isso se expressa em todas as áreas da minha vida

Vamos lá, há muito trabalho a fazer!

E você, qual seu lema para 2018? Deixe um comentário contando qual é. 🙂

Dicas para economizar na compra de material escolar

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Se você estuda ou tem filhos em idade escolar, pode ser que esteja nos últimos dias para comprar os materiais deste ano letivo. Por isso, eu trouxe algumas dicas que considero certeiras para que você economize:

  1. Pesquise! Não apenas nas lojas para garantir o melhor preço, mas pesquise também conversando na escola para perguntar se precisa mesmo comprar as marcas indicadas na lista ou se elas são apenas uma sugestão! Isso fará com que você economize bons reais.
  2. Veja antes o que você pode reutilizar dos materiais antigos. Nem sempre você precisa comprar tudo.
  3. Atenha-se à lista de compras. Leve em um bloquinho com você, impressa ou no seu celular. Não confie na sua memória.
  4. Em vez de comprar materiais com marcas de personagens, personalize materiais comuns! Imprima da Internet, use recortes de revistas e toda a sua criatividade para criar materiais que terão a sua cara (ou a cara dos seus filhos).
  5. Pague em dinheiro. É muito difícil uma loja não fazer um desconto adicional no pagamento com dinheiro. Por isso, em vez de parcelar ou pagar no débito, pague em dinheiro e negocie para economizar ainda mais.

Você tem alguma dica adicional para economizar na compra do material escolar? Deixe nos comentários!

Dica: Elabore mais de um currículo profissional

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Trabalhar em mais de uma frente de trabalho me ensinou, ao longo dos anos, que valeria a pena ter um currículo pronto para cada uma dessas frentes. Mas, mesmo antes disso, quando eu ainda trabalhava apenas como publicitária e estava procurando emprego, eu tive a ideia de criar um currículo para cada cargo que eu estivesse almejando, e muitas vezes personalizando para a empresa pretendida.

Hoje vim deixar essa dica, que é simples e rápida, mas que me ajudou na época, em todas as vezes que eu estava procurando emprego. Dessa maneira, você consegue especificar as habilidades requeridas e personalizar as informações para a empresa que analisará o seu currículo, o que sempre dará a sensação de “encaixe”.

Inclusive você pode ser criativa(o) com seu currículo nessa personalização. Pode gravar um vídeo, incluir uma foto, além de outras informações relevantes.

Como estudar diversos idiomas ao mesmo tempo?

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Essa foi sempre uma pergunta que me intrigou e, hoje, eu tenho uma resposta simples e prática que acredito que possa ajudar outras pessoas.

A solução que encontrei foi entender que cada idioma tem um momento na nossa vida, e esse momento depende do propósito.

Eu sou uma pessoa que gosta essencialmente de quatro idiomas: português, inglês, italiano e francês. Tenho curiosidade com alguns outros, como alemão, holandês, mandarim, japonês, mas nunca iniciei nada a respeito. Mas eu vejo cada uma das quatro citadas de uma maneira diferente na minha vida hoje.

O português é a nossa língua, certo? E eu trabalho com a escrita. Logo, além de, para mim, ser uma obrigação moral estudar português, também é uma obrigação profissional, pelo meu trabalho. Não só na escrita mas também como professora e pesquisadora. Só que português eu já falo. Já sou fluente. Então meu estudo de português entra em temas pontuais, como nova ortografia, didática em oratória, exploração de sinônimos, treino de ficção, leitura de prosa e poesia como lazer mesmo, entre outras coisas.

Não é porque a gente saiu da escola e não trabalha como professor de português que deve deixar os estudos da nossa língua de lado. Eu acredito piamente nisso! É para ir aperfeiçoando pelo resto da vida, uma habilidade básica mesmo.

Já inglês é como se fosse uma segunda língua na vida profissional. Por eu estar construindo um estilo de trabalho que me permita trabalhar de qualquer país do mundo, tirando certificações internacionais, estudando muitos materiais estrangeiros, eu preciso me aperfeiçoar no inglês. E o meu foco hoje está em treino de fluência, especialmente para o ensino (explicar com clareza um conceito em sala de aula, tirar dúvidas dos alunos), participar de reuniões estratégicas e também em formar vocabulário.

Eu diria que, se estivesse na época da escola, eu estaria na quarta série em termos de inglês. Falo, me comunico, mas ainda erro coisinhas bobas, tenho dúvidas na hora de conjugar verbos, e não “raciocino” efetivamente com o idioma. Então esse é definitivamente meu foco hoje. Ter essa percepçao me permite entender que estudar em sala de aula não é o melhor formato para mim hoje, mas sim treinar a fala em situações específicas e ler materiais de todos os assuntos em inglês.

O italiano é a minha língua preferida. É a língua mais bonita do mundo, na minha opinião. Sempre explorei o italiano com muita naturalidade na minha vida porque a minha avó fala fluentemente. Desde criança tenho contato com o idioma (muito mais do que o inglês) através de músicas, revistas que ela trazia da Itália, filmes e outras coisas. Em 2007 eu comecei a fazer um curso de conversação e a professora elogiou a minha fluência, e eu nem tinha nada (rs). Só era o resultado natural desse contato. Só que o italiano acabou ficando de lado porque eu precisava focar no inglês, mas eu pretendo retomar com seriedade o estudo depois que eu terminar o mestrado (com foco no doutorado).

Nesse meio tempo, meu estudo tem sido voltado a: ouvir músicas, ver filmes sem legenda, ler levemente alguns livros e materiais de estudo que já tenho. Não vou fazer curso agora, mas acho que aulas particulares virão bem a calhar lá na frente, provavelmente em 2020. Esse foco mental me ajuda bastante a colocar as coisas em perspectiva e ter sempre em mãos, no dia a dia, livros e outros materiais em italiano, para ir explorando sem compromisso.

O francês é uma língua que eu gosto mas nunca estudei formalmente. A ideia está entrando agora mais efetivamente na minha vida, por dois motivos: (1) porque eu gosto mesmo e sempre quis aprender e (2) porque ainda não sei que temas vou pesquisar com 100% de certeza lá adiante no doutorado e no pós-doutorado, e a minha área de pesquisa (cultura do trabalho) tem muito material em francês. Se eu decidir, daqui a uns dez anos, estudar em uma universidade francesa ou me especializar usando materiais nesse idioma, não quero esperar chegar lá para começar a estudar. Então, por hora, apenas está no meu radar. Mas daqui a alguns anos, provavelmente depois do mestrado, é provável que eu comece a estudar de maneira autodidata até mesmo para entender se terei a necessidade de um curso mais formal.

Minha proposta para você então é que você entenda qual sua relação hoje com os diversos idiomas que você gosta ou precisa aprender para saber no que deve focar nesse momento ou ter uma visão para depois. Ter feito essa reflexão me ajudou a poupar tempo e dinheiro porque, tendo o propósito, pude buscar alternativas para o estudo de cada uma delas.

Você achou essa dica útil? Como você estuda idiomas atualmente? Deixe um comentário! Obrigada.

Como eu planejo a minha formação profissional e planos para 2018

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Gosto de analisar a minha carreira observando a minha vida em uma linha do tempo. Imagino que, se tudo der certo, viverei até os 100 anos. Como tenho 36, estou em mais ou menos um terço dela. Claro que tudo isso é só uma brincadeira, porque nunca sabemos até quando vamos viver. Mas isso me ajuda a ficar tranquila, pensando nas minhas coisas.

Eu me graduei como publicitária em 2006. Depois, terminei minha pós-graduação em mídias digitais em 2012. Foram quatro anos de diferença até eu começar a minha pós. Nesse meio tempo, que passou voando, como assim passa a vida, se a gente deixar, eu casei e engravidei. Estava dedicada ao meu trabalho e um pouco incerta sobre que caminho acadêmico prosseguir.

Ter definido que eu queria fazer uma especialização em mídias digitais hoje me parece óbvio, mas eu não decidi tão rápido assim não. Ser apaixonada pelo poder das mídias sociais ajudou bastante. Meu projeto de conclusão de curso foi a profissionalização do meu blog. Na época, não era para fazer uma dissertação, mas sim um projeto voltado para a prática, então por isso optei pelo blog. Foi quando eu comecei a desenhar a transição de carreira que gostaria de fazer lá na frente (e que efetivamente fiz, dois anos depois).

Quando eu concluí a minha pós, eu estava trabalhando em uma área diferente (seguranca da informação, ainda que na parte de comunicação e ligada a aspectos de cibercultura). Naquela época, eu achei que não trabalharia mais na minha área e passei alguns anos estudando para concursos. Eu estava um pouco desanimada da carreira como um todo e não via futuro. Hoje vejo como deixei meu dia a dia me desanimar e me tirar a perspectiva. Mas tudo isso faz parte, traz experiência.

Quando eu pedi demissão desse emprego para me dedicar à minha empresa e a trabalhos relacionados, eu voltei a pensar com carinho na minha carreira – na trilha que vinha seguindo. O que eu queria para o futuro, afinal? Por que tomei a decisão de empreender? E foi quando eu concluí que realmente gostaria de fazer um mestrado em algum momento.

Eu comecei a dar aulas mais ou menos em 2012. Comecei com palestras, depois em sala de aula mesmo, em cursos. E essa experiência me mostrou que eu queria continuar fazendo aquilo . Porém, em 2014, quando eu estava totalmente dedicada a construir o meu novo trabalho, não era o momento. Então ingressar em um mestrado entrou no meu campo de visão – algo para dali a 3 ou 5 anos. Parecia super distante na época, mas eu aproveitaria esse tempo para me entender melhor e descobrir que tema eu gostaria de pesquisar quando finalmente entrasse nele.

Ter dado esse tempo foi fundamental, porque a vida vai acontecendo enquanto a gente faz planos. Quando comecei a tirar as certificações do GTD (a primeira em 2015), eu coloquei como objetivo de médio prazo também concluir todas essas certificações (7 no total – estou na quinta). E me dei como “prazo interno” que, ao concluir essa “era das certificações” do GTD, eu iniciaria o meu mestrado. Pensei nisso como a conclusão de um ciclo antes de iniciar o outro.

No final de 2016, já comentei aqui um montão de vezes sobre um acontecimento que passei em minha vida pessoal e profissional que tinha tudo para me tirar dos eixos, mas hoje sei que foi, como o Napoleon Hill escreveu, “apenas uma derrota temporária”. Porque aquele acontecimento me fez ver que, apesar de eu amar o que eu faço e estar investindo em uma empresa que ainda tem muito a crescer, eu sentia falta de algumas coisas. E uma dessas coisas era estudar, pesquisar, participar de aulas, e sentir que estava evoluindo na minha carreira. Quando refleti mais sobre isso, senti que o que eu realmente queria naquele momento (e já me sentia relativamente preparada para) era ingressar na vida acadêmica, no mestrado.

Me dei então um ano para ler muita coisa, estudar, e encontrar qual seria o “meu tema”, que eu gostaria de pesquisar. Isso foi muito acertado. Aproveitei para conversar com pessoas que já tinham passado por essa experiência, assistir workshops em universidades, entender os programas e os processos de seleção. Eu pretendo falar mais sobre essa preparação em outros posts muito em breve.

Só sei que, quando cheguei ao final de 2017, eu já estava tão empolgada com o “meu tema”, que só de imaginar que eu iniciaria o mestrado no começo de 2019 (apenas depois da última certificação no final de 2018), fiquei um pouco melancólica. Então decidi arriscar e prestar o processo seletivo antes, até mesmo para conhecê-lo melhor. A ideia era conhecer a prova, saber como era feita a entrevista. Mas eu fui aprovada. <3 No fundo eu queria mesmo. Eu fiquei tão feliz que nem passou pela minha cabeça esperar mais um ano. Imediatamente comecei a fazer planos para a minha vida como um todo.

Então meu planejamento atual para a minha carreira acadêmica está mais ou menos assim:

  • Em 2018 e 2019, quero aproveitar o meu mestrado. Assistir todas as aulas significativas, estudar, pesquisar, ler muito, participar de eventos. Me dedicar à escrita da dissertação.
  • Em 2019, pretendo efetivamente começar a dar aulas, nem que seja apenas para ganhar experiência como professora convidada. Ainda não sei como funciona, de verdade. Não sei se existem universidades que pegam professores antes da conclusão do mestrado. Isso eu vou deixar para mais adiante. Se eu puder fazer isso apenas depois de formada, movo a ideia para 2020.
  • Eu já penso no doutorado. Gostaria de fazê-lo fora do país – ou o doutorado ou o pós doutorado. Gostaria de conciliar esse período de pesquisa com a época em que o próprio Paul (nosso filho) entrasse na faculdade porque, se ele quiser estudar fora, podemos ir juntos. Além do que, morar um tempo fora é algo que quero fazer, mas não consigo pensar nessa possibilidade por enquanto, pois há outras coisas em jogo por aqui.
  • Então, em termos de linha do tempo, se eu concluir meu mestrado com 38 anos, eu imagino que tudo isso aconteceria apenas alguns anos depois (o Paul terá apenas 9). E eu teria esse período depois do mestrado para pegar experiência como professora e desenvolver outros artigos na minha área. Estou muito empolgada com o tema! Quero fazer palestras, escrever livros, me envolver mais ativamente como pesquisadora já com a dissertação publicada.
  • Paul só terá 18 anos em 2028 (daqui a 10 anos!). Então eu terei, sinceramente, uns oito anos depois do mestrado para me dedicar como quiser. Me parece fazer sentido fazer o doutorado aqui no Brasil mesmo, nessa época (o doutorado dura de quatro a seis anos). Eu já tenho em mente o tema que gostaria de pesquisar, mas sei que tenho muitos anos para mudar, porque vou aprender bastante coisa nesse meio tempo.
  • Se o Paul quiser estudar fora do Brasil, eu posso me planejar para fazer o pós-doc lá fora. Isso seria o ideal. Mas eu não mando nele, e se ele quiser ficar no Brasil, vou respeitar. Ele já será (em teoria) adulto também. Lá na frente eu me preocupo com isso. 🙂 O que EU posso planejar, que é a minha carreira, tem já uma coisa delineada, que só será ajustada com o passar do tempo.
  • Eu me vejo sim, lá na frente, me aposentando dando aulas. E quando falo “me aposentando” não significa que penso em parar de trabalhar (não consigo me imaginar), mas porque nunca sabemos o dia de amanhã. Porém, posso prever e planejar algumas coisas, e atuar em livre docência lá bem velhinha faz sentido para mim.

Todo essa reflexão foi importante para eu colocar a minha carreira em uma perspectiva de longo prazo. Que tipo de pesquisa quero trabalhar nas próximas décadas? Que contribuição quero trazer para o meio acadêmico brasileiro? O que já foi publicado? Quais são os nomes expoentes? Qual a linha do tempo dessas pessoas também, dentro do tema que vou me especializar cada vez mais? Como posso tirar proveito de cada evento que vou participar AGORA? Que livros posso ler que sejam coerentes com essa pesquisa? Etc. Então pensar no futuro impacta totalmente em como eu me sinto hoje.

E aí olha só, vamos lá: eu tenho quatro grandes áreas de foco profissional na minha vida atualmente, e meu propósito maior é fazer com que todas elas conversem de alguma maneira – o que está efetivamente em movimento. São elas:

  • O Vida Organizada e todas suas extensões, o que inclui o Casa Organizada e o trabalho que faço no mercado de organização de maneira geral, especialmente com conteúdo e o programa educacional.
  • O meu trabalho como Master Trainer de GTD, que é esse cuidado e essa responsabilidade com o legado do David Allen, além da minha parceria querida com a Call Daniel no Brasil e tudo o que diz respeito ao mercado de produtividade, tendências e pesquisas.
  • A administração da minha empresa como um todo, que inclui o direcionamento estratégico, os empreendimentos, as parcerias, o desenvolvimento de novos cursos, organização de eventos, entre outras coisas. Aqui entra a Thais empreendedora, que precisa ter a mente próspera para custear todos os empreendimentos que ela vai querer fazer ainda, o que inclui esse tempo para pesquisas!
  • A minha vida acadêmica, que começa a sério a partir de agora, com o investimento no mestrado, mas que tem uma linha coerente que vem desde a minha graduação, o que acho ótimo porque diz quem eu sou.

Para cada uma dessas áreas eu tenho um plano desenhado a longo prazo e, afinal de contas, todas elas conversam entre si. Essa coerência é muito importante para mim e algo que sempre busco. O próprio fato de eu entender que meu trabalho está na escrita e na sala de aula traça uma linha coerente entre todas as coisas que eu faço hoje profissionalmente, e também me ajuda a definir o foco que quero dar na minha vida daqui em diante.

Olhando um pouco à frente, eu consigo certamente ter meu foco claro para os próximos dois anos, que será:

  • Consolidar profissionalmente todos os conteúdos que eu produzo. Tenho MUITA coisa já feita. Está na hora de pegar, refinar, trabalhar outros formatos, trazer mais unidade a todos os canais que eu trabalho. Trabalhar melhor minha narrativa em cada um dos temas. Claro que tenho metas ousadas, como alcançar 100 mil inscritos no canal no YouTube e outras assim, mas não são metas que “me cobro” – são metas que uso como estímulo mesmo para correr diariamente atrás das coisas. Acho que o verbo que melhor se aplica aqui seria refinar.
  • Tenho um novo livro que será lançado no segundo semestre deste ano e, sempre que um novo livro é lançado, existe uma série de eventos que decorrem desse lançamento, como realizar palestras, desenvolver cursos e dar uma atenção maior mesmo ao tema escolhido para ele. Como será um livro sobre trabalho, isso conversará com o próprio tema do meu mestrado também. O verbo aqui seria alinhar.
  • Quero me aprimorar como professora, não apenas em termos de conteúdo, pesquisas e performance pessoal (oratória, gestualização etc), mas também ao desenvolver cursos, programas, materiais, investir em equipamento profissional, edição, plataformas EAD. Tudo isso vai me ajudar não apenas profissionalmente agora como também é uma bagagem incrível para quando eu iniciar minha docência em universidades. Certamente, o verbo que mais se encaixa aqui nesse momento é profissionalizar.
  • Me dedicar ao mestrado, à minha pesquisa, a esse mundo acadêmico enorme e cheio de nuances. Conhecer pessoas, estudar, ler muito que já foi publicado e que converse com o que vou tratar, que é a midiatização das relações de trabalho. Meu tema pega aquilo que sempre foi a minha especialidade (mídias digitais e cibercultura) e “linka” com o que eu faço hoje (cultura do trabalho). No doutorado, eu acredito que eu vá mais para o campo das ciências sociais, dando continuidade a esse trabalho. O verbo aqui é explorar.

E sim, já tenho algumas coisas em vista para depois desse período, como voltar a estudar italiano (terceiro idioma necessário para o doutorado). Quando eu falei lá atrás, em 2014, para algumas pessoas, que eu não via sentido em estudar espanhol (porque não gostava) e que queria estudar italiano, muitas pessoas me disseram que “italiano não teria utilidade”. Isso não soa um pouco absurdo de se falar para alguém? Mas fala-se muito. Vamos tentar parar! A gente tem que fazer o que a gente gosta, porque o que a gente gosta é quem a gente é. (O mais interessante é que o autor que eu pretendo me especializar no doutorado é italiano. rs)

Ter essa noção, esse diagrama, essa linha do tempo pensada, me ajudar a tomar decisões e a priorizar como devo investir o meu tempo agora. E esse tipo de reflexão me ajuda demais a trazer a organização para o dia a dia, porque fica mais fácil de fazer escolhas.

Como eu falei, não se trata de engessar a vida, porque o caminho pode ser mudado a qualquer momento, se eu quiser. Mas a pessoa que eu sou hoje saúda a pessoa que eu quero ser amanhã, e o encontro delas me ajuda a tomar melhores decisões no agora.

Boa segunda, baby. <3 Melhor dia da semana.

Erros nos relacionamentos: por que repetimos tantos?

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Existem algumas pesquisas em psicologia que falam que a gente busca nos nossos parceiros erros e falhas que nossos pais cometiam. Outras pesquisas também mostram que buscamos erros e falhas recorrentes. Sabe aquela coisa de sempre se relacionar com alguém “preguiçoso”? Ou sempre se relacionar com alguém que tenha uma outra característica específica? São ciclos que a gente percorre e nem percebe.

Eu comecei a me interessar por esse assunto quando passei a estudar o budismo mais a fundo (sim, de novo o budismo. sorry! tem muita coisa a ver!). A ideia de carma, de que a gente sofre consequências das nossas ações – o que vai, volta. Mas, dentro dessa ideia de carma, tem um ponto que acho fundamental, do tipo “todo mundo precisa saber disso”, que é: as coisas vão sempre acontecer com você até que você encontre uma maneira de lidar com elas em definitivo. De superá-las. É tipo você jogar vídeo-game e nunca conseguir passar de uma fase difícil. Não tem jeito – de alguma maneira, você sempre vai voltar a ela, e precisa dar um jeito de passar para que ela não se repita de novo.

Isso foi muito importante para mim porque me ensinou a RESOLVER as coisas. Resolver os problemas. E aí tem aquela frase: não adianta fazer a mesma coisa e querer resultados diferentes. Vê como tudo se conversa? Pois é. Para resolver problemas que nunca resolvi antes, tenho que agir de maneira diferente. Mas de que maneira, right? Porque, se eu soubesse, já teria resolvido.

É aqui que terapia, por exemplo, pode contribuir. Porque um terapeuta vai te ajudar a encontrar os pontos que você reage de maneira semelhante na sua vida e como isso te ajuda ou te prejudica de alguma forma. Às vezes a gente nem percebe esses padrões, então na terapia a gente coloca essas “novas lentes”.

Se você olhar para trás, com certeza vai identificar padrões em seus relacionamentos. Nem precisa ser só com os amorosos – pegue com amigos, parentes, colegas de trabalho. Quando aparece uma situação problemática, pode ser que você identifique que ela já tenha acontecido antes com você. Isso é um padrão. E a maneira como você reage a esse padrão, ou até o identifica antes de ele fatalmente acontecer, pode mudar toda a sua vida. Mas sim, é claro que não é fácil: depende só de você.

Isso tudo acontece porque somos criaturas de hábitos. Hábito é fazer o que é mais fácil e natural para a gente. E hábitos são reforçados diariamente. Não é do dia para a noite que se constrói uma determinada situação em um relacionamento. Na maior parte das vezes, você age de determinada maneira apenas porque é o modo mais natural para você. E nem percebe como isso impacta outras pessoas e até você mesma(o).

Alain de Botton, que é um filósofo famoso pra caramba, diz que a gente não busca felicidade em nossos relacionamentos, mas familiaridade. Isso explica o que comecei escrevendo lá no início, sobre muitas vezes a gente buscar em nossos relacionamentos coisas que nossos pais tinham ou faziam. De certa maneira, é como se o relacionamento dos nossos pais moldasse os nossos relacionamentos futuros. Inconscientemente, a gente acaba procurando em outras pessoas aquilo que nossos pais tinham.

Isso também explicaria o apego que a gente tem por determinadas pessoas e a ansiedade quando estamos sozinhos.

“Tá, Thais, mas como eu mudo isso?”

O primeiro passo é reconhecer esses padrões. Uma vez que você os reconheça, pode ir dando pequenos passos para mudá-los. E existem diversos estudos na área das ciências cognitivas que falam que, para mudar um padrão, basta substituir por outro. Então não adianta querer mudar algo sem ter uma alternativa para colocar em troca. Seu próximo passo pode ser, então, identificar o que você gostaria de ter no lugar do antigo padrão.

Não desanime, porque é um processo que leva tempo e te envolve muito emocionalmente. Não se cobre, mas sempre se observe. Manter um diário para registrar suas emoções também pode ajudar. Depois de um tempo, só de reconhecer esses padrões, a gente já começa a mudar, caso sejam padrões que não nos agradem. Porque o reconhecimento faz com que a gente “veja de fora” e sinta certa repulsa, e queiramos fugir desses padrões.

Outra coisa que me ajudou muito foi buscar cursos, livros de auto-ajuda e até mesmo meditações no budismo, que abordam tais questões. Você pode buscar aconselhamento com pessoas que você confia e, essencialmente, terapia. Que seja uma terapia temporária. Tenho certeza que o terapeuta vai te amar se você chegar lá com um objetivo definido como “quero reconhecer meus padrões de relacionamento”.

E o que isso tem a ver com organização? Oras, toda vez que aprendemos a nos desenvolver melhor como seres humanos, estamos na verdade aprendendo como agimos e como podemos aproveitar melhor a vida, e isso tem TUDO a ver com organização. Especialmente no caso de relacionamentos, que envolvem tudo o que fazemos na vida também.

Se você quiser saber mais, trago aqui algumas referências que me ajudaram a escrever este post, mas muito veio da minha própria experiência passando por essa descoberta também:

Você já teve algum tipo de experiência com esse assunto? Como identificou e superou esses padrões? Por favor, deixe um comentário compartilhando. Pode ajudar outras pessoas. Obrigada.

Breve desabafo

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Eu estou me sentindo completamente em outro planeta.

Estou vivendo um ritmo meu, natural, que não é o ritmo de responder e-mails e mensagens a cada dez minutos, não viver em uma pressa doentia cobrando as pessoas ou correndo de maneira geral.

Desligo meu telefone quando aparece uma chamada desconhecida às 20:30. Não me obrigo a ler uma mensagem e responder de imediato no WhatsApp. Não acho que tenho obrigação de responder os 400 a 600 e-mails que recebo diariamente. Porque minha vida e meu trabalho são compostos disso, mas também de outras coisas. E não dá pra fazer tudo. A gente tem que ir com calma e priorizar, e ficar numa boa com isso mas, acima de tudo, respeitar o tempo de cada um também. Eu respeito, mas dificilmente alguém respeita o meu. E isso é cansativo. É uma luta diária que só travo porque quero mudar as coisas. Porque acredito em outra realidade.

Eu não vou perder a minha vida respondendo e-mails. Não peço desculpas por isso. Pessoas podem ficar (e geralmente ficam) magoadas. Posso perder clientes. A curto prazo, posso ser prejudicada. Mas, a longo prazo, o que estou fazendo é construindo um estilo de vida que quero ensinar para as pessoas. Pessoas que precisam. Não quero soar prepotente, mas o trabalho que estou desenvolvendo é um trabalho que faço a fim de deixar um legado. E, se está indo na contramão, fico satisfeita, porque nunca discordei tanto do ritmo de uma sociedade como do ritmo da sociedade que vivemos hoje.

Ninguém tem tempo para mais nada. Todo mundo está vivendo seus próprios dramas particulares, que excluem automaticamente a possibilidade de contato com todos aqueles que não estejam envolvidos nas mesmas rodas de problemas.

A grande dissonância nessa história é que o meu ritmo é certo para mim. Depois de quase 12 anos estudando sobre o assunto, eu me sinto com uma certa autoridade para dizer o que considero certo e o que considero errado quando se trata de organização e sua relação com as pessoas.

Eu imagino, por exemplo, que se uma pessoa entra em contato comigo pedindo ajuda em algum comentário, ou querendo fazer um curso, ou ter qualquer tipo de contato comigo, seja porque ela 1) busca melhorias em suas práticas pessoais e 2) confia no meu trabalho, no que eu ensino e escrevo.

Mas, na prática, vejo que a maioria das pessoas quer mudanças, mas não quer mudar. Não quer nem se esforçar para mudar. Quer apenas continuar sendo como é e fazendo como sempre fez, porém tendo resultados milagrosamente diferentes. Não percebe sequer que a forma como se comunica vai na contramão do que quer aprender. Só segue fazendo.

Estar em uma terça-feira na praia, escrevendo este texto enquanto meu filho está brincando na areia com a avó, não foi algo que eu consegui fazendo sempre as mesmas coisas. Reclamando do chefe, respondendo e-mails o dia inteiro, agendando reunião (mais uma), mandando mensagem cobrando resposta de uma pessoa para a qual já enviei um e-mail, procrastinando atividades e desistindo diariamente dos meus sonhos. Não. Foi com muito empenho, muita insistência, muito trabalho, muito “não” para coisas que todos dizem “sim”, muito propósito, muita autoconfiança, muita disciplina, muito entusiasmo, muita vontade de ajudar. Muito trabalho sem remuneração, pensando no valor maior. Muito e-mail deixado de lado durante mais horas que o considerado normal. E ninguém nunca morreu por conta disso, mas eu consegui realizar muito mais coisas importantes. E isso é simplesmente rotina para mim.

E eu escrevo isso porque estou cansada. Cansada de ir na contramão da sociedade apenas porque ninguém quer ser subversivo com ela também. Quando escrevo sobre a minha vida, recebo muitas mensagens e comentários de pessoas que querem viver algo parecido. Mas, quando conto ou ensino como eu faço, dificilmente alguém quer investir – tempo, esforço, coração.

Nada vem de graça. Nada é construído de um dia para o outro.

Não adianta querer tudo isso mas cobrar de mim uma coisa que sou totalmente contra e, por sinal, talvez você esteja querendo aprender a fazer e ser também. Por favor, por você, pela sua vida, pelos seus filhos: pare, respire e repense!

Se você quiser alguém que responde seu e-mail ou sua mensagem em tempo recorde, eu sou simplesmente a pessoa errada. Mas todo mundo faz isso, então você não terá dificuldade de encontrar pessoas assim em qualquer ramo de atividade, inclusive no de organização e produtividade. Se você quiser mudança de verdade, aprender a respirar no meio dessa insanidade que todos estão vivendo, e construir uma vida que tenha qualidade e significado para você, então venha comigo. Mas, se vier, venha de verdade. Entendendo que é simplesmente outra realidade. Sem modéstia, porque também não é nada de extraordinário. Só é outro ritmo.

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