05 Sep 2014

Como conseguir renda extra – meu exemplo pessoal

Sempre que cito esse assunto, muitos leitores me pedem ajuda para descobrir como conseguir renda extra. Já que são muitos pedidos e a resposta é complexa demais para escrever em comentários, resolvi então escrever um post relatando a minha experiência pessoal, de forma que talvez ela possa inspirá-los de alguma maneira.

A primeira vez que pensei em buscar uma renda extra para mim, eu já tinha um emprego convencional como publicitária. Porém, em início de carreira, a gente sempre acha que pode ganhar um pouco mais do que ganha na folha de pagamento (e é verdade), então passei a ir atrás de alternativas.

A primeira coisa que me perguntei foi: o que eu sei fazer? Na época, eu trabalhava como webdesigner e estava começando a trabalhar com conteúdo para web. Eu já tinha o blog, mas ele era um hobby. Então comecei a divulgar para amigos que eu estava fazendo trabalhos freelancers de webdesign e textos para terceiros. Não foi imediato, mas deu certo e alguns trabalhos começaram a aparecer. Eu acho, então, que a primeira coisa que deve ser vista é o que você sabe fazer, pois seu conhecimento pode valer alguma coisa para alguém.

Esse trabalho freelancer deu tão certo que me permitiu pagar as contas enquanto estava grávida do nosso filho, e pude trabalhar somente em casa durante toda a gravidez (o que foi ótimo). Eu pedi demissão do meu trabalho logo no início da gravidez, para fazer isso.  Se não estivesse grávida, poderia continuar levando meu trabalho freelancer em paralelo ao meu emprego convencional e isso seria uma renda extra. Tenho diversos amigos publicitários que fazem trabalhos do tipo e, muitas vezes, ganham mais com esse tipo de trabalho que em seus empregos de carteira assinada.

Em segundo lugar, eu acho que a pessoa precisa ter algum tipo de veia empreendedora, no sentido de não esperar sentada as coisas acontecerem. Se for para vender refrigerante na porta de um estádio de futebol, que seja. Se for para fazer bicos como faxineiro(a), também. Serviços nunca faltarão, pois as pessoas estão ocupadas demais e pagando outras para que façam alguns trabalhos por elas. Isso é uma realidade que dificilmente mudará, por maior que seja a crise que o país enfrente.

Existem aquelas alternativas de “ganhe dinheiro pela Internet”, mas não conheço ninguém que tenha dado certo com isso. Não significa que não dê, também, mas eu, se fosse optar hoje, começaria com algo que apenas tivesse a ver comigo, pois isso pode direcionar o que vai acontecer na minha vida profissionalmente dali em diante. Muita gente se descobre nesse plano B – eu mesma sou um desses casos.

O blog era o meu hobby. Ele pegou aquele boom de blogs dos anos 2010 para cá e, desde então, venho sido contatada por marcas e empresas para anunciar no blog, fazer sorteios, publieditoriais etc. Eu gostava tanto de ajudar as pessoas a se organizarem com o meu blog que passei a investir no meu conhecimento, fazendo cursos, sempre lendo os lançamentos da área, revistas etc. Até que, com o tempo, virou minha ocupação principal. Eu planejava isso? Não, foi fruto de algo que eu fazia por amor, de graça, e fiz durante muitos anos. O blog tem oito anos, levou tempo para chegar onde está, além de eu já ter blogs anteriores desde 2000. Há muitos blogs novos que são muito bacanas e acabam virando meio de trabalho também. Mas não é regra. Nada é regra.

O que eu acho que pode ser regra: encontrar algo que você goste de fazer e se perguntar como pode gerar renda através dessa atividade. Se você é bom em matemática, pode dar aulas particulares. Se gosta de tricotar, pode fazer toucas e cachecóis para os colegas de trabalho. Não tem como eu escrever um post dando ideias porque essas ideias são extremamente pessoais – devem partir de quem você é e do que gosta de fazer, não de mim, que não te conheço. :)

Faça uma reflexão sobre o que você gosta de fazer na vida (ou faz bem) e desenvolva meios para gerar renda através disso. Hoje, com a Internet, ninguém precisa depender de uma rede pequena de amigos para vender ou prestar serviços. Basta ter um bom conhecimento e saber se divulgar com um blog, site, vídeos no YouTube, redes sociais. Você pode até mesmo prestar alguns serviços de graça para amigos e conhecidos para tirar fotos e usar como portfolio do seu trabalho.

Acho que pode ser uma boa falar sobre empreendedorismo aqui no blog porque, afinal, estou vivenciando isso também. Com certeza alguns leitores terão experiências para compartilhar nos comentários. Se for seu caso, por favor, compartilhe!

05 Sep 2014

Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote – Parte 6 – Metas, objetivos e visão

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Hoje o post traz a Parte 6 do Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote. Confira os posts anteriores na tag Guia definitivo GTD e Evernote. Hoje falaremos sobre os últimos três níveis do GTD, que correspondem às metas para os próximos dois anos, visões para 3 a 5 anos e a vida no geral.

Se você não sabe o que é GTD, clique aqui. Se você não conhece o Evernote, clique aqui.

Importante: este guia é para uso avançado de ambos, então não focarei em princípios básicos nesta série. É fundamental conhecer o método GTD e saber manusear o Evernote para acompanhar.

Eu utilizo como base o guia mostrado pelo Matt Martin, do site After The Book. Ele usa uma estrutura com apenas dois cadernos e todo o restante gerenciado por tags (ou etiquetas). É assim que faço também. Meu guia é baseado no dele, mas eu preenchi alguns gaps que ele deixou (e que eu identifiquei à medida que ia usando) e está em português.

Sobre os períodos de tempo

O David Allen faz essa divisão:

  • Metas para 1 a 2 anos
  • Visão para 3 a 5 anos
  • Vida, onde entram os objetivos maiores

Quando falamos em metas, é legal lidarmos com o período de 1 a 2 anos, realmente, porque é um período mais razoável para gerenciarmos nossos projetos em andamento que apenas 1 ano (como nas resoluções de ano novo). No geral, o que está em nosso radar de hoje até daqui a 2 anos é o que temos controle no momento. Passou disso, vira visão, pois muito ainda pode acontecer até lá. Ou seja: se estiver dentro desse período de 24 meses, podemos lidar com metas. Se passar disso, o que podemos ter é somente uma estimativa. Legal, né?

Na minha organização pessoal dentro do Evernote, eu faço um pouco diferente e configuro assim:

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Lendo o livro de produtividade do Tim Ferriss, eu aprendi que não é legal ficar planejando metas para períodos muito longos, porque senão a gente tira o senso de urgência e acaba usando a meta longa como desculpa para adiar o projeto. Profundo, não? Mas foi por isso que eu resolvi quebrar as minhas metas de hoje a dois anos em mais períodos, para ser mais específica, e também ter noção do que deve ser prioridade para finalizar logo mesmo!

Portanto, eu tenho, no nível 30.000 ft – Metas para 1 a 2 anos, objetivos para até 3, 6, 12 e 24 meses. Depois, no nível 40.000 ft – Visões para 3 a 5 anos, eu tenho objetivos idealizados até 3 e 5 anos. Coloco o ano na frente para ter uma ideia, mas não acho necessário. E, em 50.000 ft – Vida, eu inventei um montão de modas, que me ajudam muito. Vou falar sobre cada uma dessas etiquetas mais para baixo.

Diferença entre projeto e objetivo

Uma pergunta recorrente é a diferença entre projeto e objetivo. Para facilitar, meu parâmetro pessoal para definir o que é projeto e o que é objetivo é o seguinte:

Se é uma ação pontual, que eu resolvo com uma única tacada, é uma tarefa.
Se é uma tarefa que demanda diversos passos para ser concluída, é um projeto.
Se é um projeto com diversos sub-projetos, é um objetivo.

Faço dessa maneira e assim fica descomplicado para mim.

Por exemplo: eu tenho um projeto que é “organizar meu apartamento novo”. Só que, dentro desse projeto, eu tenho sub-projetos, como “organizar o guarda-roupa”, “organizar a despensa”, “organizar a área de serviço”. “Organizar meu apartamento novo”, então, se torna um objetivo. Ok?

Se algum desses sub-projetos já estiver em andamento, vira uma meta para 1 a 2 anos. É assim que eu distingo.

Se é um objetivo em que ainda não foi iniciado nenhum projeto relacionado, é muito provável que ele esteja no nível 40.000 ft – Visões para 3 a 5 anos. Se deveria ser prioridade, então eu deveria ter pelo menos um projeto associado a ele para que ele possa vir para um nível antes, de metas para 1 a 2 anos. Não é mecânico – demanda reflexão da nossa parte, feita na revisão semanal.

Nível 30.000 ft – Metas para 1 a 2 anos

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A ideia é criar sub-tags para as metas de 1 a 2 anos.

Mais uma vez, dividir em objetivos para 3, 6, 12 e 24 meses foi uma escolha minha, bem pessoal. Você pode manter todas as suas sub-tags de metas para 1 a 2 anos dentro da tag 30.000 ft – Metas para 1 a 2 anos. Ou ainda pode criar sub-tags como “Objetivos – 2014″ e “Objetivos – 2015″. Fica a seu critério. Mais uma vez, eu prefiro assim apenas porque, para mim, funciona melhor.

Eu coloco um asterisco na nomenclatura da tag porque, quando digito * na nota, o Evernote me lista todos os objetivos e fica mais fácil de selecionar o que eu preciso. Também coloco os meses na sequência porque eles ficam agrupados e fica mais fácil de reconhecer. Não vou ficar desmembrando a árvore de tags toda vez que for processar uma nota.

Os objetivos serão associados a projetos. No próximo post, eu vou falar sobre como usar as notas, tags e cadernos na prática, então peço apenas mais um pouquinho de paciência para essa demonstração. É importante explicar nível por nível antes de entrarmos nessa parte.

Nível 40.000 ft – Visões para 3 a 5 anos

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É importante lembrar que as visões para 3 a 5 anos são apenas isso: visões. Estimativas. Não tem como a gente saber exatamente o que vai estar fazendo daqui a 3 ou 5 anos, mas podemos ter uma ideia, pois isso pode guiar nossos passos aqui no presente. Eu mesma vivo reformulando essa seção. Mais para baixo, vou falar da hierarquia dos níveis e tudo ficará mais claro. Mas a ideia é fazer essa reflexão anualmente ou sempre que entrar (ou sair) uma área de responsabilidade da sua vida.

Na nomenclatura da tag, eu uso dois asteriscos – mais uma vez, para agrupar os objetivos semelhantes. O mesmo vale para o 03 e o 05, que agrupam os objetivos com esses períodos de tempo.

Nível 50.000 ft – Vida

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Chegamos à minha parte preferida, que é a visão geral da nossa vida! É por isso que o GTD é um método tão incrível – não se trata de gerenciar tarefas e agenda, isso é o mínimo. Estamos falando em encontrar uma maneira de viver uma vida coerente.

Dentro de 50.000 ft – Vida, eu coloco a famosa categoria do GTD, “Algum dia / Talvez”, onde colocamos todas as ideias interessantes para a nossa vida mas que não há espaço para trabalhar nelas atualmente. Essa tag deve ser vista semanalmente pois, à medida que vamos concluindo projetos e alcançando objetivos, podemos investir em coisas novas e que nunca “tivemos tempo”.

Em Big picture, eu faço um apanhado da minha vida no geral. Até hoje, me pergunto se não poderia ser uma tag de referência, mas ela é ativa demais para ficar arquivada lá. Em Big Picture, eu tenho uma nota para cada ano da minha vida, onde anoto marcos e informações especiais, para fazer um resumão mesmo. A ideia é ter um registro de todos os anos que vivi, e fico feliz por ter começado a fazê-lo agora, e não com 70 anos (não ia conseguir me lembrar de nada). Então, se eu digitalizo algumas fotos da minha formatura no ensino médio, por exemplo, basta linkar a nota na nota de ano correspondente, ou inserir uma foto nela, para ficar bonitinha. Dá para fazer a acontecer aqui. A ideia é tão legal (eu acho) que daria para fazer um post inteiro sobre ela, mas é que demanda digitalizar muito material que ainda não digitalizei, para ficar um post bacana. Mas pretendo fazer assim que conseguir.

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Dentro da tag “2014” (ano corrente), eu tenho as notas acima, que vou atualizando à medida que tenho essas informações. Quando o ano for concluído, basta mesclar todas as notas e arquivá-la como “2014” dentro da tag “Big picture”, junto com os anos anteriores, e renomear a tag “2014” para “2015”. Bem divertido!

Também gosto de deixar “Objetivos concluídos” dentro de “Big picture”, porque acho que tem a ver. Apesar de atualmente estar arquivando os objetivos com suas tags correspondentes, estou me perguntando se não vale a pena ter uma única nota para o objetivo concluído e, dentro dela, eu linkar o que eu quiser que tenha sido relacionado: outros objetivos, projetos afins etc.

Em “Objetivos de lngo prazo”, entram todos aqueles objetivos que eu levarei até pelo menos 10 anos para alcançar. Mais uma vez, se trata de uma visão, de uma perspectiva. A nomenclatura terá três asteriscos. Exemplo: “*** Comprar uma casa em Campos do Jordão”.

Em “Objetivos de vida”, coloco todos aqueles objetivos que são o seguinte: quando eu estiver no meu leito de morte, o que gostaria de ter feito na minha vida? Ser uma boa mãe, uma boa esposa, uma boa líder, deixar um legado, ter estabilidade financeira – cada um tem os seus objetivos de vida. A nomenclatura, em vez de ter um asterisco, tem um sinal de mais, só para me lembrar da cruz e da morte. Ou seja, vou morrer um dia, então preciso me apressar para chegar nesses objetivos importantes para mim.

Por fim, tenho a tag “Valores e princípios”, que também é sugestão do David, onde eu tenho uma nota para cada percepção de vida sobre diversos assuntos. Exemplos: “Minha visão da maternidade”. “Minha visão sobre minha carreira como organizadora profissional”. “O que eu penso sobre o aprendizado de idiomas”. E por aí vai. A ideia é registrar todo tipo de reflexão que eu tenha a respeito de princípios e valores da minha vida. Para quê? Oras, para ter parâmetros para tomar decisões.

Hierarquia de objetivos, projetos e tarefas

Fica mais fácil explicar o funcionamento de todos esses níveis quando a gente utiliza um exemplo, então aqui vai:

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A ideia é que seu objetivo de vida, aquele finalzão, que você vai querer se dar por satisfeito(a) no dia em que estiver morrendo, se transforme em uma ação imediata que você possa fazer no presente. Assim como dar significado às tarefas que estejam em sua TO-DO list hoje. Você sabe que uma simples busca na Internet pelas taxas de juros de uma caderneta de poupança tem que ser feita porque ela contribui para que, no futuro, você consiga guardar dinheiro para dar entrada em um apartamento que um dia deixará de herança para a sua família, promovendo estabilidade financeira para ela.

GTD é ou não é sensacional, minha gente?

Como lições de casa, hoje quero pedir para você:

– Pensar nos seus valores e que objetivos de vida você tem, lá no íntimo do seu ser. Esses objetivos podem mudar, mas dificilmente irão, porque fazem parte de nosso caráter. Você observará isso, mas lembre-se de que eles não estão escritos em pedra. Faça essa reflexão e liste os objetivos que pretende ter atingido no dia em que estiver partindo desta para uma melhor.

– Pensar em um objetivo de longo prazo (acima de 10 anos) que contribua para que o seu objetivo de vida seja realizado. Eles devem estar relacionados. Faça isso para cada objetivo de vida. Se não conseguir encontrar um objetivo de longo prazo para um objetivo de vida, questione-se se esse objetivo de vida realmente é real para você.

– Pensar em um objetivo para daqui a 3 a 5 anos que tenha a ver com o objetivo de longo prazo, como no exemplo acima. Por exemplo, se eu quero deixar dois apartamentos para deixar de herança, um objetivo para daqui a 3 a 5 anos pode ser comprar um apartamento na planta. Faça isso também com todos os seus objetivos de longo prazo.

– Pensar em metas para 1 a 2 anos que estejam relacionadas com seus objetivos de 3 a 5 anos. Vale o mesmo raciocínio explicado anteriormente.

– Verificar se sua lista de projetos atuais batem com suas metas de 1 a 2 anos. Se tem projetos que não tenham nada a ver com elas, faça uma análise – está faltando objetivo ou sobrando projeto insignificante? É assim que a gente aprende a definir prioridades.

– Por fim, garantir que todos os seus projetos tenham pelo menos uma próxima ação definida. Se não conseguir, pergunte-se se o projeto é coerente com sua fase de vida atual. Talvez ele deva ir para “Algum dia / Talvez”, ou outro deva sair para ele entrar.

Ou seja, bastante coisa para fazer antes do próximo post, hein, pessoal? :)

A ideia é analisar a vida como um todo mesmo, dar esse chacoalhão inicial, para depois ir simplesmente administrando. É o que o GTD promove e o Evernote proporciona. Mas o cérebro ainda é só o nosso mesmo.

Até o próximo post.

04 Sep 2014

10 dicas práticas para economizar em setembro

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Eu adoro organizar finanças! Estabeleci algumas metas pessoais para economizar este mês e resolvi compartilhá-las com vocês. Quem sabe a gente não consiga fazer juntos?

1. Defina um orçamento

Controlar os gastos é básico. O que eu quero ter como meta este mês é estabelecer um orçamento para cada gasto e tentar cumprí-lo. Por exemplo: se minha conta de luz veio 80 reais em agosto, vou tentar chegar em 70 em setembro. Eu gosto de trabalhar com metas assim porque gosto de uma competição interna. Costuma funcionar para todo mundo, no geral, e ainda ajuda a economizar. Portanto, estabeleça um orçamento para todos os seus gastos. Isso vale para os 10% ou 20% que você queira guardar na poupança ao final do mês.

2. Anote seus gastos

Eu sei que é chato. Sei que demanda tempo, andar com caderninho na bolsa ou acessar o aplicativo no celular. Mas, quando anotamos nossos gastos, o controle é muito maior. Se a gente não anota, pode ter a tendência a ignorar o que está acontecendo na nossa conta bancária e ir gastando como se, inconscientemente, tudo estivesse sob controle. Não caia nessa! Procure anotar seus gastos, seja como for. Muitas pessoas me pedem dicas de aplicativos, mas existem tantos nas stores de iOS e Android, que vale a pena ir testando. Mas não precisa ir tão longe – quem for da turma do papel pode andar com um pequeno bloco de notas e ir anotando.

3. Tenha uma meta específica

Pode ser guardar 10% na poupança, economizar 50% no mercado, o que for. Mas é legal estabelecer uma meta de economia e ver como você reage a ela. Se der certo, mensalmente você pode estabelecer uma diferente.

Isso pode ser especialmente útil se você estiver se preparando para algum projeto específico, como uma viagem, uma reforma em casa ou mesmo um item mais caro que você queira comprar.

4. Reanalise dívidas e financiamentos

Talvez você tenha uma dívida ou um financiamento em jogo que queira quitar o mais rápido possível. Faça uma nova análise da sua situação e veja o que conseguiria fazer para diminuir o prazo. Às vezes, aumentando a quantidade paga por mês, minimamente, você diminui muitos juros e o valor final, além de quitar mais rápido.

5. Faça programas de graça com a família

Sim, eu amo ir ao cinema e passear no shopping, mas também adoro (e até prefiro) fazer programas de lazer ao ar livre, especialmente com o meu filho. Que tal investir tempo nisso este mês? Se parar para pensar que terá quatro dias para fazer isso (os quatro sábados ou domingos), você deverá encontrar quatro programas gratuitos para fazer. Pode ser ir a um parque, passear no SESC, ver um show ou teatro ao ar livre, uma feira diferente, o mercadão da cidade… existem muitas opções! Veja o que você tem disponível na sua região e tente não gastar com isso este mês.

6. Vá menos ao shopping

A lógica é clara: vá menos ao shopping para diminuir a tentação de fazer compras. Mesmo quando a gente vai só para passear (o que, por si só, é meio absurdo, convenhamos), acaba gastando com comida, sorvete, chiclete, balão do Bob Esponja, uma blusinha em promoção, um tênis novo para o filho e por aí vai. Se você fizer passeios diferentes, poderá economizar mais. Se precisar ir ao shopping comprar algo específico, procure ir sozinho(a) e se restringir somente à loja em questão, sem a tradicional voltinha, e logo ir embora.

7. Espere um dia antes de comprar

Essa dica frequentemente é dada por especialistas: se viu algo, espere um pouco antes de comprar, para avaliar se realmente precisa. Poucos de nós a seguimos! Tente fazer isso este mês – se vir algo que não precisa, mas que gostaria de comprar, espere um dia ou algumas horas antes de decidir. Evite comprar por impulso. Aplique esta regrinha toda vez que estiver prestes a comprar algo, especialmente pela Internet.

8. Venda algumas coisas suas

Faça uma análise criteriosa do que tem em casa e veja que objetos em bom estado você pode se desfazer. Que seja um, apenas. O fato de você conseguir analisar, separar, anunciar e vender abrirá um leque de possibilidades. Aproveite o dinheiro extra para colocar na poupança ou pagar uma conta. Procure não comprar OUTRO objeto, apenas como exercício.

9. Diminua um gasto

Todo mundo tem seus gastos que podem ser diminuídos. Farmácia, livros, revistas, filmes, papelaria, mercado. Encontre sua “gordurinha gastadeira” e dê um corte nela. Não precisa ser nada exagerado – apenas diminua o que gasta com determinado assunto. Por exemplo, se você costuma comprar cinco revistas todo mês, compre apenas duas ou três.

10. Veja se consegue uma renda extra

Uma vez eu li um artigo que diz que, se a gente vender bala no semáforo, a gente consegue ganhar mais por mês que um estagiário em início de carreira. Isso é uma realidade terrível, mas me fez pensar o seguinte: ficamos muito presos ao modelo convencional de trabalho e deixamos de pensar em outras possibilidades. Cada pessoa tem um potencial para investir tempo e ganhar dinheiro com alguma coisa. Analise o seu! Tente encontrar este mês um bico ou outra atividade que possa investir um pouco de tempo para aumentar a renda familiar.

Gostaram das dicas? Vamos tentar fazer juntos para economizar dinheiro em setembro?

02 Sep 2014

Não perca: Lançamento oficial do livro Vida Organizada na Saraiva Paulista

Gostaria de convidar especialmente todos os leitores do blog que puderem comparecer amanhã no lançamento oficial do livro Vida Organizada, na Saraiva do Shopping Paulista. Para mais informações, basta clicar na imagem abaixo:

lancamento vida organizada

Até lá, pessoal!

02 Sep 2014

Editorial de setembro 2014

sidebar-vo O blog sempre refletiu tudo o que se passa em minha vida e, atualmente, não poderia ser diferente. Muita coisa tem acontecido e agradeço pela presença constante dos leitores, as mensagens, os e-mails, os comentários. Tudo isso me faz ver como o que eu faço tem algum valor e me faz querer continuar fazendo. Mais uma vez, muito obrigada por esse contato sempre carinhoso de vocês.

Setembro começa anunciando uma nova fase na minha vida. Depois de tantas mudanças nos últimos meses, finalmente começamos um mês com nosso cenário atual estruturado, acontecendo de verdade. Mudamos de volta para São Paulo, nossa cidade de sempre, publiquei meu livro, passei a trabalhar em casa com uma rotina mais eficiente (mas ainda estou estruturando o escritório!), o filhote está adorando a escolinha e tudo vem se estabilizando. E é claro que, quando a gente finalmente se acostuma, vem a vida e muda todas as regras.

As mudanças nunca param de acontecer. Mesmo estando um pouco mais estruturados, temos nos adaptado a outras mudanças por aqui. Isso me ensina que não existe momento certo para começarmos alguma coisa. “Vou esperar até ter mais dinheiro para fazer aquela viagem” ou “quando eu tiver mais tempo, vou começar a academia”, ou até mesmo “quando eu terminar meu mestrado, vou ter um filho”. Sim, todos nós temos planos. Se conseguimos nos organizar, alcançamos nossos objetivos. Mas é importante fazer uma análise crítica e se perguntar se você está planejando ou simplesmente adiando algo que seja importante para você. Porque, se você estiver esperando o momento certo, sinto dizer que ele não vai chegar. Nós criamos o momento certo. E ele acontece quando a gente toma a real decisão de começar.

Aqui no blog, eu sempre falo sobre a motivação que a gente tem que encontrar dentro de nós mesmos para conseguir ter a disciplina de fazer o que a gente quer que se torne um hábito. Complicado? Nem tanto. Difícil? Talvez. Demanda esforço sim, porque não existem milagres. E isso vale não só para a gente se organizar, mas para promover qualquer tipo de mudança na minha vida.

Tenho estado muito mais atenta aos meus relacionamentos ultimamente. Percebi que, com as últimas mudanças (e isso vale para mais tempo que os meses anteriores, somente), tenho deixado laços importantes de lado, que quero dar mais atenção. E, quando passei a fazer isso, vi como era muita coisa responsabilidade só minha, e não dos outros, como eu achava. Quando nós mudamos, os outros acabam mudando conosco, como se fossem um espelho de tudo o que a gente fala e faz. Mas o que isso tem a ver com organização?

Tem a ver porque nós precisamos providenciar tempo para investir nesses relacionamentos. Casamento, filhos, animais de estimação, parentes mais próximos, amigos, colegas de trabalho. Os relacionamentos não acontecem simplesmente – eles precisam ser cultivados, e isso demanda tempo. Então a gente tem que se organizar para conseguir ver um filme com o marido, jantar com aquela amiga, passear com o filho, fazer um happy-hour com o pessoal do trabalho. Ou podemos continuar adiando, como sempre. O problema é que a vida não para e todos estamos envolvidos em nossos micro problemas. Se deixarmos, os relacionamentos se distanciam naturalmente. E aí, depois, a gente fica lamentando.

Eu reafirmo minha missão pessoal, que é inspirar as pessoas a serem organizadas. Porém, quando falo em ser organizado, não me refiro à organização como um fim, mas como um meio para termos tranquilidade e sermos mais felizes. Essa é a ideia.  E como seremos felizes se não temos tempo para os nossos humanos (e animais) mais importantes?

Inspirar, por fim, é dar o exemplo. Não sou perfeita. Estou longe disso, e nem quero ser. Faço questão de mostrar, com o blog, que vida real tem suas limitações. Eu mesma erro, acerto, vou aprendendo com a vida. Sou nova. Preciso amadurecer em praticamente todos os aspectos. Enquanto escrevo isso, leio os comentários, planejo novos textos para o blog, eu vou aprendendo e crescendo junto. E por isso, mais uma vez eu gostaria de agradecer a presença de todos os leitores e dizer que me sinto abençoada pela chegada de um novo mês, em que estou viva, feliz, consciente das minhas ações e trabalhando para viver uma vida coerente cada vez mais, o que só depende de mim.

Bom setembro para vocês.