08 Mar 2013

Contra o conceito da mulher multi-tarefa

Hoje é o Dia da Mulher.

Tive a ideia para este post ouvindo um bate-papo sobre dicas de gestão do tempo para mulheres, que me deixou tão frustrada que sequer guardei o link. Prometo que, se encontrar novamente, eu edito aqui no post. Mas, basicamente, o entrevistador forçava o entrevistado com perguntas como:

“Éééé não é fácil para as mulheres se organizarem com tantos afazeres, trabalho no trabalho, trabalho em casa, cuidar do maridão”
“As mulheres têm essa jornada dupla, até tripla de trabalho, têm que se organizar”
etc.

Então me bateu um estalo sobre esse tipo de conceito que vem sendo reforçado já há algum tempo. Será que a revolução feminista é somente para a mulher ter o direito de escolher trabalhar? Ou será que vai muito além? Será que a revolução feminista não é, na verdade, uma revolução de gêneros? Porque, afinal, a mulher não merece fazer jornada dupla não, minha gente. Ninguém merece. A mulher começou a trabalhar fora de casa mas, quando chega, precisa cuidar de tudo, enquanto o homem continua apenas trabalhando fora e, quando chega em casa, ainda tem a mulher “para cuidar”?

Por isso, hoje, eu, Thais, proponho que a gente comece uma campanha contra esse estereótipo da mulher multitarefa que acumula jornadas e muitas atividades. Homens e mulheres têm vidas com as mesmas atividades. Uma executiva que tem um filho significa que existe um pai desse filho também. Ele não trabalha? Ele não precisa de seis meses de licença paternidade? Ele não pode se ausentar para levar o filho ao médico? Ou ir à reunião de pais?

Toda vez que eu escuto alguém falar que as mulheres levam vantagem no mercado de trabalho “porque sabem fazer muitas coisas ao mesmo tempo”, eu considero isso um pensamento muito perigoso. Todo ser humano, independente do seu gênero, pode ser capaz de “se virar nos 30″ e fazer muitas coisas ao mesmo tempo, porque a nossa vida hoje, em plano século XXI, é maluca e cheia de informação. Não só as mulheres. Atribuir essa qualidade a uma mulher é o mesmo que dizer “continua se virando por aí que eu continuo descansando por aqui”.

No final das contas, o discurso feminista sempre bate no mesmo ponto: direito de igualdade. Somente isso.

Ninguém ajuda ninguém nas tarefas de casa. Quem mora na casa deve ajudar. É trabalho em equipe.

Não é só a mulher que tem jornada dupla ou tripla. Homens também trabalham fora, habitam casas e têm filhos.

Fico contente de estar vivendo em uma época onde há tantas pessoas engajadas nesse movimento e vendo muitas coisas mudarem. Mas ainda falta muito. Depende de todos nós, mães e pais de meninos e meninas, ou simplesmente cidadãos do mundo. Exerçamos em nossa casa, em nosso trabalho, o direito de ser seres humanos iguais.

Para de dizer que mulher é eficiente porque sabe fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
Pare de reforçar o pensamento de que mulher tem duas ou três jornadas de trabalho.
Pare de dizer que o sonho de toda mulher é constituir família e ter filhos.
Pare de dizer que rosa é de menina e azul, de menino.
Pare de dizer que menino não pode brincar de boneca, ou de comidinha, ou de casinha.
Pare de colocar as meninas da família para lavar louça enquanto os meninos estão vendo televisão.
Pare de dizer que uma mulher deve se valorizar.
Pare de dizer que é papel da mulher cuidar do marido.
Pare de dizer que lugar de mulher é na cozinha, ou no tanque.
Pare de dizer que uma mulher que foi vítima “mereceu”.
Pare de dizer que “mulher minha não faz isso”.
Pare de julgar outras mulheres pela sua liberdade sexual.
Pare de julgar uma mãe que trabalha fora.
Pare de julgar uma mulher que contrata uma faxineira.
Pare de julgar uma mulher que largou a carreira para cuidar do filho.
Pare de julgar uma mulher que fez escolhas.

Feliz Dia da Mulher.

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100 comentários . Comentar via blog

  1. Daniel

    Oi, eu li seu texto e achei interessante. Vou fazer um contra-ponto: a jornada dupla de trabalho das mulheres se dá porque as mulheres raciocinam o lar muito mais que os homens.

    Na realidade, a concepção de lar, para um homem, é bem mais simplória: é um lugar para pensar, descansar e, às vezes, para comer. Por isso, homens solteiros vivem em muquifos, com um resto de sofá, uma TV, uma cama e uma geladeira com cerveja e uma dispensa de miojo. E raramente se importam com isso. Você viu a casa do Chorão, como era desorganizada? Ele era um cara com condição financeira para ostentar algo melhor, não?

    Dizem que o mundo é machista, e é. Mas o lar é totalmente feminista. A ideia de uma casa, organizada, com comida feita três vezes por dia, um casal fiel e romântico e algumas crianças para cuidar me parece uma concepção totalmente feminista, diria que são valores que as mulheres impuseram sobre os homens. Nós homens jamais conceberíamos o lar nesse molde. O lar ideal para um homem é um local silencioso e solitário, para renovar as energias para a caça, a batalha, a conquista que lhe seduz no mundo lá fora.

    Nós homens nos preocupamos com o que não sentimos, então nosso raciocínio está voltado para o futuro e não para o presente. Não é à toa que, mesmo as mulheres inundando o mercado em todas as áreas, existe uma profissão em que elas ocupam somente 5%: CEO. Todo homem almeja se tornar um CEO, ser o líder da matilha, sem nenhuma outra submissão. É para isso que nosso cérebro foi feito. E o que seria do mundo sem essa liderança absoluta?

    Então, acho que as mulheres não devem cobrar dos homens que os mesmos ajudem a gerenciar a casa, e sim que as não aceitem serem elas cobradas nesse sentido.

    Enquanto o homem não quer gerenciar a casa, ele está sendo justo. Ele passa a ser injusto quando exige isso de sua mulher moderna, ou seja, no caso em que sua mulher está dividindo as contas.

    Enfim, é tudo questão de negociação. Não é esse o segredo de qualquer relacionamento.

    Abraço.

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    1. Tha

      E não é que faz sentido? Gostei do ponto de vista.

      Gostei do fim tb: “enfim, é tudo questão de negociação”. Realmente, com bom senso, diálogo, negociação, é possível ter um lar em que as tarefas domésticas são divididas, para que não sobrecarregue apenas um…

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      1. Daniel

        Realmente, pra mim um relacionamento é bom quando há negociação e não opressão/submissão.

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    2. Vania Lacerda

      Homens solteiros mtas vezes vivem em muquifos desorganizados? Sim, é verdade,mas essa situação é sempre encarada como provisória, até por eles mesmos. É como viver numa república: válido em certa fase da vida, mas a pessoa sabe que uma hora vai entrar na “fase adulta”, e terá uma casa de verdade. E nessa casa de verdade, a louça terá que ser lavada e o lixo recolhido. Nessa casa de verdade, as crianças tem que ser alimentadas (e não com Miojo! rsrs), tem que ter uniforme limpo pra ir pra escola, e lençóis limpos pra dormir.
      Obviamente, as pessoas podem optar pelo estilo Peter Pan: recusar-se a crescer e viver solteiros em sua Terra do Nunca silenciosa, solitária e desorganizada.
      Mas caso optem por se casar, e principalmente por ter filhos, não podem desconhecer as tarefas diárias necessárias para manter uma “casa de verdade”.

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    3. Kelly

      “Nós homens nos preocupamos com o que não sentimos, então nosso raciocínio está voltado para o futuro e não para o presente. Não é à toa que, mesmo as mulheres inundando o mercado em todas as áreas, existe uma profissão em que elas ocupam somente 5%: CEO. Todo homem almeja se tornar um CEO, ser o líder da matilha, sem nenhuma outra submissão. É para isso que nosso cérebro foi feito. E o que seria do mundo sem essa liderança absoluta?”

      Francamente, essa sua manifestação é sexista ao extremo. Mulheres só ocupam 5% de dadas profissões não por falta de vontade ou capacidade, mas por uma construção social que sempre as manteve nos cuidados dos afazeres domésticos (espaço privado) enquanto os homens conquistavam o espaço público. Mulheres também querem ser líderes, almejam também alcançar o posto máximo em suas atividades profissionais.

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      1. Daniel

        Quem sabe, por exemplo, uma mulher não será a criadora da nova grande empresa de tecnologia? O que lhes coíbe?

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    4. Gabi

      Ó,isso é uma visão bem parcial. Conheço bem mais de uma dúzia de casais ( alguns deles de nível socio econômico e de formação acadêmica) em que é o HOMEM quem exige que a mulher mantenha a casa limpa,roupa passada e comida 3x dia na mesa. Tive uma amiga que não podia sair de casa das 11 às 14, pois o marido só comia arroz feito na hora. :o

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      1. Daniel

        Putz, mas tem mulher que também não se dá o valor.

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        1. Gabi

          Você leu o texto do post? “Pare de dizer que uma mulher deve se valorizar.”

          O absurdo maior é um homem fazer uma exigência dessa, e não o contrário.

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          1. Daniel

            É mais fácil você aprender a se impor do que esperar que todas as pessoas do mundo se conscientizem quando são folgadas, não? E tem mais, eu exijo que você concorde comigo!

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      2. Kátia

        Gabi, mas se ela se sujeita à isso desculpe, foi escolha dela viver neste mundo. Das duas uma, ou eu trocava de panela (por uma elétrica) ou trocavade marido! Por que sempre a velha história de vitimização? Viver e conviver é uma questão de escolhas, não de falta de opção.

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    5. Cláudia Dias

      Gostei do ponto de vista do Daniel, muito interessante!

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    6. Ana Patricia

      Homens solteiros moram em muquifos??? kkk Mulheres solteiras tbém!!! Pessoas preguiçosas não ficam horas organizando a casa. Na verdade até quem não é preguiçoso, mas trabalha a semana inteira acha “um saco” arrumar casa. Eu e minhas amigas somos exemplos disso! Isso independe de ser homem ou mulher. Que a mulher é naturalmente “organizadora do lar” é ensinado. Existem muitas mães que ensinam isso para as filhas, algumas acreditam pro resto da vida, outras não. É ensinado sim e sempre tem alguém repassando essa lição! Graças a Deus não aprendi! É um conceito socialmente criado para justificar a folga masculina!
      Se eu fosse homem tbém ia adorar a idéia de alguém arrumando a casa, cozinhando nos horários certos, arrumando minha bagunça e eu sem muita vontade de colaborar ainda diria que isso é natural em mim. Que não posso ser cobrado, que eu não queria, mas as mulheres impõem isso aos homens, fazer o quê? Mas, como sou mulher, quem se “estrepa” servindo os outros sou eu né? Então, nããããoooo! E não é porque não sou feminina. Sou muito mulher, tenho orgulho de ser mulher! Só não acho que por isso nasci para ser abnegada.
      Quanto as teorias cientificistas, sem determinismos por favor. Claro que se socialmente eu for educada para desenvolver certas habilidades mais do que outras é evidente que terei maior facilidade para elas. Da mesma forma desenvolverei mais meu cérebro nas aréas relacionadas a estas atividades. Assim, se eu for objeto de “estudos científicos” descubrirão que meu cérebro é mais desenvolvido em determinadas áreas do que outras. Pois usei mais estas áreas. Só isso. Sem determinismos, por favor. Não quero ser condenada a ser “assim ou assado” só por ser mulher.

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      1. Jacqueline Jianoti

        Obrigada Thaís por me representar neste post e representar tantas mulheres que tentam conscientizar aos demais contra esse estereótipo engessado de “mulheres foram feitas para o lar e homens para o mercado”. Esse é o cômodo pensamento que jamais vai permitir que o homem saia da zona de conforto. 😉 Se o casal tem uma mulher que escolheu colocar suas habilidades à disposição da casa e o homem, ao trabalho (o modelo tradicional), que isso seja uma escolha feliz feita pelo casal e não por imposição cultural, social ou científica. Entender essa igualdade de gêneros como uma igualdade de competências, combinar essa igualdade com a cooperação, teremos como única consequência o respeito entre os gêneros – dentro ou fora do ambiente doméstico.

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        1. Thais Godinho

          Obrigada, Jacqueline. É meu papel como blogueira fazer isso. Me sinto responsável!

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  2. Roberta

    Parabens pelo post!! Otimo!!

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  3. Post interessante, mas discordo de algumas coisas. A ideia de que a mulher é mais eficaz no gerenciamento de várias tarefas vem de estudos científicos, não de uma questão cultural de “desculpa de homem preguiçoso”. Mulheres e homens têm diferenças no modo de raciocinar e ver as coisas, e pra convivermos em harmonia e acabarmos com o machismo não é preciso – acredito que não seja inteligente – ignorar isso. Apesar de serem sim multi-tarefas, estou pra ver esse mercado de trabalho dominado pelas mulheres. Era inevitável que a participação delas crescesse, afinal os tempos mudaram e existe uma necessidade de renda maior pra quem quer ter uma família, uma casa… São poucos os casos em que apenas uma das pessoas do casal trabalhando consegue sustentar uma família. No entanto, as mulheres ainda recebem menos do que os homens e ainda não alcançaram as mesmas posições de prestígio que eles (como apontou o Daniel aí em cima, as mulheres ainda não chegaram a CEO). Isso é ter vantagem no mercado de trabalho? Pra mim não é.

    Agora, o fato de que as mulheres é que lavam a louça é completamente cultural mesmo. Quando eu era criança brincava com as minhas amigas de lavar a louça, com a cozinheira de casa gritando pra gente parar de zonear a cozinha dela, mas era disso que queríamos brincar. E olha que eu fui criança nos anos 90 e na minha casa nunca existiu essa cultura da dona de casa – pelo contrário, minha mãe odeia cozinha e quem lava a louça aqui é meu pai, depois de chegar em casa de uma jornada de trabalho de quase 12 horas. Agora, eu nunca tive um namorado que “soubesse” lavar louça. Eles lavam se são obrigados, mas demoram 3 vezes o tempo que você demoraria e gastam toda a água do planeta, tudo pra deixar os copos com marca de batom. Isso é cultural, é lógico.

    Em alguns pontos eu concordo com o Daniel ali em cima. Às vezes a mulher tem uma neurose com a arrumação da casa que o homem não tem e ela própria acaba criando o problema. Quantos casais você conhece onde o homem tem o “direito” de escolher a decoração ou o cardápio da semana? Não que eu defenda deixar a sua casa virar uma zona porque seu marido não liga pra viver num chiqueiro, mas acho que essa ideia da mulher ser a dona do lar é alimentada pelos dois lados. O homem sabe que não precisa lavar a louça porque a mulher vai brigar, mas vai acabar lavando. E a mulher não cobra do homem se envolver em tarefas que transformam a casa no lar dele também, e não apenas na segunda jornada de trabalho.

    Enfim, ótimo ler um post que levanta esse tipo de discussão, ainda temos muito o que caminhar nesse aspecto.

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  4. Camila

    Oi Taís !
    Estou sofrendo tanto por isso!!!
    Trabalho em 4 enderecos, Tenho gêmeos de 4 anos e estou cansada de fazer tudo sozinha… Como e possível ouvir o marido dizer estou cansado, estou ocupado se ele só trabalha fora????
    E ainda chega em casa perguntando o que tem para comer… Eu o amo, mas porque eu tenho que servi- lo? Costumo perguntar ” onde esta escrito que eu tenho que cuidar de tudo da porta para dentro???”
    As vezes uso o termo ” viuva de marido vivo”, já ouviu falar?

    Amei seu texto!
    Me senti normal!!!!
    Beijo

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  5. Leonardo

    Devo concordar com muitos pontos de vistas aqui colocados. Acho que o machismo nasceu morto exatamente por essa concepção de superioridade estúpida que o faz ser atralado a instituições antigas e ultrapassadas. Acredito que o machismo deveria ser revisto e reeditado para algo como que se aproxime a um individualismo hedônico. Ser machista não deveria ser coisa de homem casado, que mande a mulher cuidar da casa e dos filhos. O arquétipo do machista é um homem solteiro, independente. Um homem que cuide das próprias coisas, lave e costure suas roupas, cozinhe, arrume a casa, sem nunca precisar de uma mulher senão para necessidades fisiológicas. O que se vê hoje como machista nada mais é do que um covarde.

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  6. Camilla

    Curti demais este post. É bem difícil encontrar MULHERES com essa clareza de pensamento sobre o que é ser mulher e sobre a nossa liberdade para escolher o que quisermos. Muitas até gostam de serem consideradas multi tarefas. Caramba, somos o que, mulheres-pato? Concordo que é um pensamento perigoso… O homem pode (E TALVEZ QUEIRA, alguém já parou para pensar nisso?) ser mais participativo numa relação/vida que ele COMPARTILHA com a sua mulher, filhos, família, enfim. Acabou, não tem livro de regras que determine o papel submisso da mulher e a sua inferioridade, até porque, isso não existe, pelo amor de Deus. O comodismo é que não pode continuar. É isso mesmo, nada de mulher na cozinha lavando louça enquanto os homens estão na sala vendo o jogo! Porque não um: “Sabe amor, vou ver o jogo com você agora, depois você me ajuda com a louça, o meu Tricolor vai arrasar hoje! E aí?!”

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  7. Monica

    Simplesmente espetacular!!!! Vc simplificou no seu texto tudo o q eu sempre pensei, mas achava q só eu pensava assim! E um viva às mulheres que não aceitam a dupla jornada solitária!!!

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  8. Sara

    Adorei este texto! Nossa, falou tudo o que acredito. Aliás, estou escrevendo uma tese sobre revistas femininas e feminismo e este texto vai me servir de inspiração, afinal, quantas vezes as mídias voltadas para as mulheres não reforçam estes conceitos injustos?

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  9. Angela

    Li o post e tb todos os comentários ….. concordo com muitas opiniões, e discordo de outras…..eu, por opção, sou dona de casa, mesmo tendo feito 2 faculdades….exerci o meu direito de escolha.
    Acredito que o preconceito vem mais de uma contrapartida da escolha que as mulheres fizeram, a sociedade em geral, não apenas os homens, meio que pensa assim:
    “As mulheres estavam em suas casas(seus castelos), eram rainhas absolutas, mandavam e cuidavam de seus domínios, muitas tinham inclusive uma ou mais empregada, que fazia as tarefas, enquanto a mulher apenas gerenciava o lar, e aí, resolveram que queriam ser iguais aos homens, sair à rua, trabalhar, ganhar o próprio dinheiro, comandar suas vidas, decidir quando e quantos filhos ter……então muito bem……….que seja, mas já que foi opção de voces, se virem…..querem casa bonita e arrumada, então arrumem…querem comida gostosa posta em mesa de toalha engomada, que façam…para nós, não faz diferença.”
    É como se ninguém tivesse nada com isso, a mulher resolveu, agora aguente!
    Ainda falta muito, mas muito mesmo, para que TODA a sociedade perceba, que na verdade não foi uma escolha da mulher, foi uma NECESSIDADE….o mundo mudou, as coisas ficaram dificeis, manter uma familia ficou mais caro, as mulheres cansaram de ser deixadas com filhos no colo e terem que voltar para a casa do papai para serem sustentadas…havia a necessidade de não depender TANTO dos homens…
    Mulher é multitarefa sim..pq precisou ser…desde o começo dos tempos, a mulher exerce tarefas mais diversificadas que os homens, é uma capacidade intelectual da mulher…provada científicamente.
    Na minha opinião, ainda estamos todos, homens e mulheres, perdidos num mundo que ainda está mudando.

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  10. Olá, Thais!

    Estou acompanhando seu blog há algumas semanas e gostando de-mais!

    Daí acabei chegando nesse post e simplesmente amei!

    Acho que você já deve ter ouvido falar do livro Faça Acontecer, da Sheryl Sandberg, COO do Facebook? Já o leu? Ele é simplesmente maravilhoso e embasado em diversas pesquisas acadêmicas mostrando que, como você falou, apesar de todo o movimento feminista, ainda há muito a ser feito, porque a “cultura machista” está arraigada na nossa sociedade, e, diversas vezes, em nós mulheres! A cultura dos estereótipos propaga isso.

    Se você ainda não leu, leia, pois tem tudo a ver com o seu post!

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    1. Thais Godinho

      Está na minha wishlist, estou louca para ler!

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      1. Você vai amar! :)

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  11. Joyce

    Ai, que maravilha ler isso aqui, Thais!

    Já tinha percebido sua posição feminista sempre que reforçava em seus posts que o marido não tem que “ajudar” com as tarefas de casa, e sim compartilhá-las. Aliás, todos que moram em uma casa devem compartilhar em tarefas para mantê-la em ordem.

    Em alguns blogs gringos de organização, ou blogs de vida em família em geral, alguns comentários machistas me irritam profundamente, mesmo lendo boas dicas.

    Mravilha esse post! Parabéns!

    Responder
    1. Thais Godinho

      Obrigada, Joyce. Eu notei isso nesses outros blogs também. Acho que, se eu puder ter um papel social nessa história, me considerarei honrada. É muito importante termos essa postura para modificar uma realidade opressora como a que as mulheres brasileiras vivem dentro de casa.

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  12. Simone

    Falou tudo! Precisamos mudar isso urgente!

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  13. Morga

    hahah, francamente…. Pessoas, o segredo está em se impor desde o primeiro momento, tenho certeza que nenhuma mulher faz arroz todos os dias para o seu namorado que só come comida fresquinha. Homens, mostrem a cara e mostrem seus ideais, e não deixem para depois do casamento, ou depois dos filhos. Garanto que muitas mulheres se pudessem escolher jamais teriam se casado, só não falam porque acham que não podem mais voltar atrás.

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  14. Juliana

    Thais, adorei o post.
    Daniel, por favor leia um bom livro de história, estude um pouco de psicologia antes de ficar publicando preconceitos e intolerância na internet.
    Grande abraço!

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  15. Deise

    Daniel, nunca se case, nenhuma mulher merece conviver com um cara folgado como você, ao menos que você seja sincero o suficiente para informá-la desse seu jeito egoísta de ser. Se ela estiver consciente disso e aceitar, então ele te merece, mas mesmo assim , a prole desse relacionamento será inevitávelmente prejudicada. Mesmo as preguiçosas sabem quando tem responsabilidades para com filhos pequenos que dependem delas e da influencia que seu comportamento exerce na personalidade de uma criança que um dia será um adulto também. Se são preguiçosas enquanto solteiras, quando casam mudam, se dedicam e transformam uma casa em um lar.
    Conheço muitas moças assim, elas são preguiçosas enquanto podem serem, enquanto não incomodam, não interferem e nem prejudicam outras vidas. Então faça ao menos o favor de não gerar mais pessoinhas que poderão perpetuar essa sua visão comodista, irresponsável e de preguiçoso crônico. Nada justifica essa postura, a definição correta para tipos assim como você é folgado mesmo, encostado.

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