Família

10 Jul 2015

Últimos detalhes antes da volta às aulas em agosto

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Gostaria de compartilhar com vocês alguns detalhes da volta às aulas do filhote em agosto.

O Paul mudou de escola este ano no meio do semestre por termos tido problemas com a direção da escola anterior. Logo, ele entrou no meio do semestre em outra escola e a nossa preocupação era que se adaptasse bem, o que aconteceu muito rapidamente. Uma das coisas que eu mais admiro nosso filho é como ele se adapta bem às mudanças, desde pequeno!

O fato de ele ter mudado de escola no meio do semestre fez com que comprássemos algumas coisas mais necessárias e deixássemos outras para ajeitarmos aos poucos, como a quantidade de uniformes. Agora que ele está de férias, então, estamos providenciando mais camisetas, mais bermudas (já pensando no calor) e uma blusa de moletom quentinha (só tínhamos comprado o agasalho antes).

Em termos de materiais, a vantagem das escolas infantis é que você entrega todo o material do ano no início das aulas, então por enquanto não precisamos repôr nada.

Eu também gosto de aproveitar o período de férias (duas vezes por ano) para revisar os livros e brinquedos dele, pois alguns não são mais adequados à idade ou ele tem novos interesses.

Isso porque ele tem 5 anos e está ainda há um ano do Ensino Fundamental I. Acredito que, a partir do ano que vem, a rotina mude um pouco.

Vocês que são mães e pais estão tomando alguma providência? Vamos trocar ideias!

26 Jun 2015

Minha rotina atual com nosso filho de 5 anos

Já faz mais de um ano que eu estou trabalhando em casa e, como mãe, tenho algumas dicas para passar para quem também vive assim. Nosso filho está com cinco anos de idade e muitos leitores me pedem para falar um pouco sobre como tem sido a rotina com ele, o que adoro fazer. Então espero conseguir demonstrar neste post como tem sido a nossa rotina ultimamente.

Acordar mais cedo do que todo mundo

Para mim essa é a principal dica e é claro que não estou recomendando para quem tem bebês que acordam a noite inteira ainda ou para aqueles dias que você ficou cuidando do seu filho com febre. Estamos falando de crianças que já dormem a noite inteira e de dias normais, em que você está descansada por ter dormido horas suficientes. Agora que está frio, meu filho está acordando cerca de 1 hora mais tarde (ele não estuda de manhã). Eu continuo acordando bem cedo (como comentei aqui) e, antes de ele acordar, aproveito para adiantar atividades do dia que demandem maior concentração.

Se meu filho estudasse de manhã, eu aproveitaria alguns minutos desse horário para já deixar o lanche fresquinho do dia pronto e a mesa do café-da-manhã pronta. Essa é a dica que eu dou para mães, então. Acorde mais cedo que os seus filhos para 1) evitar a correria (caso eles estudem de manhã) ou 2) conseguir trabalhar em atividades que demandem mais concentração antes de eles acordarem.

Eu adoro acordar mais cedo porque, quando nosso filho acorda, eu já adiantei muitas coisas e posso ficar mais tranquila pela manhã.

Curtir o café-da-manhã com ele

Eu não sinto muita fome quando eu acordo. Gosto de beber um copo gigante de água (para acordar o cérebro) e comer uma fruta, por exemplo. Quando ele verdadeiramente acorda, aproveito para fazer uma pausa no trabalho e tomo o café-da-manhã com ele, além de ter um momento preguicinha no sofá. Isso acontece de 1 a 2 horas depois que eu já acordei. Ele gosta de assistir desenhos de manhã, enquanto ainda “está acordando”, antes de fazer atividades mais dinâmicas.

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O trabalho

Com relação ao meu trabalho, eu procuro não me programar para realizar nenhuma atividade que demande muita concentração quando ele está em casa. Mesmo que meu marido fique com ele, eu me desconcentro com o barulho ou quando, muitas vezes, ele vem conversar comigo sobre algum assunto. Portanto, para não perder essa coisa legal de poder estar em casa com o filho, eu prefiro deixar para fazer atividades mais rotineiras pela manhã, que não demandem tanta concentração, até a hora do almoço – quando eu paro para almoçar e ajudar com a rotina pré-escola.

Eu gosto, sempre que possível, de levá-lo à escola, mas não consigo fazer isso todos os dias porque muitas vezes tenho reuniões no começo da tarde ou outros compromissos em que preciso me ausentar de casa. Sobre reuniões, vale falar que eu procuro sempre agendar para o período da tarde, porque aí tanto quando eu tenho que me deslocar quanto quando eu faço reuniões pela Internet, isso não atrapalha muito. Quando tenho que me deslocar, sei que ele está na escola e, quando tenho reunião via Internet, sei que nenhum barulho vai interferir na transmissão.

Quando não tenho reuniões, deixo o período da tarde para trabalhar em atividades que demandem mais concentração, especialmente escrever.

Exceções

Existem dias em que o Paul tem aula de natação pela manhã. Quando ele tem natação, eu também consigo me concentrar nesses períodos. Como eu faço o planejamento semanal de acordo com o GTD, consigo conciliar os horários.

Outra situação excepcional é quando preciso trabalhar mais (geralmente eu trabalho até às 19 horas), então minha sogra dá a janta para ele enquanto eu termino alguns trabalhos e, por fim, eu consigo me dedicar a ele sem ter que ficar indo e vindo no horário noturno.

De noite

Eu não estou mais trabalhando de noite com o computador ligado. Quando encerro meu expediente, procuro curtir o Paul. Desenhamos juntos, brincamos com a nossa cachorrinha, cantamos e tocamos violão, fazemos algumas atividades. Gosto de conciliar as brincadeiras com atividades educativas, sempre adequadas à idade dele. Tenho como inspiração uma revista que compro todo mês nas bancas, voltada para professores de educação infantil, que traz sempre pôsteres e ideias de atividades adequadas à época que estamos vivendo (festas juninas, dia dos avós, essas coisas). A revista se chama “Educação infantil”. Ela é uma revista bem legal porque também traz indicações de livros, que às vezes compro para ler para o Paul também.

Também fazemos lição da escola, se ele tiver. Como ele está no pré, as lições não são muito complexas, então acabam não tomando muito tempo. Outra coisa que ele também gosta de fazer é assistir algum filme na tv – geralmente os de sempre: Toy Story, Meu Malvado Favorito, Bolt.

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Se eu precisar ou quiser fazer outras atividades minhas, sejam de trabalho ou não, evito o computador. Leio um livro, uma revista, algum artigo, enfim, algo que dê para fazer estando junto com ele enquanto ele está concentrado em outra atividade. Mas, no geral, eu gosto de estar 100% com ele. É que nem sempre é possível e precisamos aceitar nossa realidade.

Hora de dormir

Ele tem uma rotina para dormir que a gente está mudando ultimamente agora que ele está acordando um pouco mais tarde. Geralmente, 21h ele está na cama. Agora, ele tem ido dormir um pouco mais tarde, por volta das 22h. Eu particularmente acho tarde, mas não tem influenciado na saúde e nível de energia dele. Ele está bem. O que eu acho muito importante é ajudá-lo a fazer atividades mais calmas quando está se aproximando a hora de dormir, para ele não ficar com a mente muito agitada. O que não permito é que ele durma poucas horas, porque ele fica cansado e agitado no dia seguinte.

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Eu gosto bastante de ler uma historinha para ele antes de dormir e, muitas vezes, ele gosta de ler sozinho enquanto eu leio outro livro, sentada ao lado dele. Acho bonitinho como ele está desenvolvendo o hábito da leitura assim como a mamãe.

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Finais de semana

Aos finais de semana, repito a coisa de acordar cedo para fazer algumas atividades. No geral, nos programamos para fazer algumas atividades em família, em casa ou passeando por aí. Geralmente, mais para ao final da tarde, meu marido gosta de ter o momento dele com o Paul também, levando para tomar um sorvete, jogando vídeo-game ou indo na casa da mãe dele (avó do Paul). Quando isso acontece e eu fico em casa, aproveito para fazer algumas coisas minhas. Uso esse tempo tanto para trabalhar, quanto para arrumar algumas coisas em casa ou simplesmente ver uma série no Netflix, fazer as unhas e outras atividades pessoais.

O que eu não gosto de fazer é deixá-lo com tédio aos finais de semana. Sou uma pessoa super caseira mas, com ele, gosto de proporcionar experiências diferentes. Então sempre ficamos de olho no site Bora.ai para ver se vai ter algo legal para levá-lo no final de semana. Nós também aproveitamos para visitar as avós, geralmente no almoço de domingo.

De vez em quando o Paul também gosta de dormir na avó dele e, quando isso acontece, o meu marido e eu aproveitamos para fazer alguma coisa juntos – um jantar, um cinema, um barzinho.

Tarefas da casa

No geral, eu procuro conciliar as tarefas da casa com a companhia do Paul, até mesmo para integrá-lo a isso tudo. Sempre que tenho a oportunidade de envolvê-lo e pedir ajuda, eu faço. Se vou guardar as roupas no armário, peço para ele ir me entregando e vou fazendo perguntas sobre a escola no dia. Tarefas que demandem mais esforço e concentração (ou seja, que não dá para conciliar com minha presença com ele) eu deixo para fazer como faço com o meu trabalho: quando ele está com o meu marido, com a minha sogra etc.

No geral é assim a nossa rotina atual! Tentei abordar todos os pontos mas, caso falte algum, podem perguntar nos comentários. Se não for muito pessoal, procurarei responder. :)

12 Jun 2015

Dá para organizar um relacionamento? Especial Dia dos Namorados

Atendendo a pedidos, hoje resolvi escrever um post sobre como é o nosso relacionamento, respondendo algumas dúvidas enviadas por leitores nos comentários de outros posts. Vamos aproveitar que é Dia dos Namorados para falar a respeito, então! Dá para organizar um relacionamento? Não é muita neura? O que seria um relacionamento organizado?

Conheci meu marido em 1999 (!), quando estava procurando músicos para a minha banda cover dos Beatles na época. Eu queria montar uma banda feminina e coloquei um anúncio no fã-clube dos Beatles que tinha no centro da cidade (em SP). Ele viu, se interessou e me ligou! Disse que não era menina, mas tanto ele quanto o primo tocavam juntos e sempre quiseram ter uma banda que tocasse só Beatles, então por isso ele tinha me ligado mesmo assim. Meu pai tinha um estúdio em casa onde ensaiávamos e, um dia, ele e o primo dele vieram fazer “um teste”. Eles acabaram entrando na banda que eu já tocava e ficamos muito amigos! Na época, eu tinha um namoradinho, mas já tinha percebido que ele estava gostando de mim. Um dia eu terminei meu namoro, ele se declarou e, um tempo depois, começamos a ficar juntos.

Eu não era blogueira na época, nem tinha Internet em casa. Porém, eu tinha um fanzine dos Beatles e criei meu primeiro blog dois anos depois, em 2001… então ele já atura meu papo de produção de conteúdo e Internet há muitos anos! XD

No começo, nós éramos adolescentes e bastante imaturos. Acho que é bem difícil você conseguir manter um relacionamento dessa maneira, quando nenhum dos dois sabe direito o que quer da vida, por exemplo. Nós chegamos a nos separar duas vezes por essa imaturidade. Hoje eu entendo por que a maioria das pessoas que consegue construir um relacionamento legal começam depois dos 25, 30 anos, porque antes disso ninguém está muito estável em uma carreira, sabendo o que quer, se quer morar em outro país, se quer ou não ter filhos, se quer ou não fazer diversas coisas que impactam na vida de um casal. Quando você se conhece, fica muito mais fácil conhecer e aceitar o outro, gerando um companheirismo e cumplicidade.

Nosso relacionamento foi obrigado a crescer e amadurecer de verdade quando nosso filho nasceu. Antes disso, a gente fazia muitas coisas decididas por impulso. Com um filho, tínhamos que decidir juntos, então esse foi um passo importante no nosso relacionamento e que demandou um aprendizado enorme, que levou um tempo.

Há quase quatro anos, eu recebi uma proposta de trabalho em outra cidade (no interior de SP) e tomamos juntos a decisão de mudar para lá, ele sair do trabalho para ficar somente com o nosso filho no início. Foi um grande ato de abnegação da parte dele e, se não fosse por isso, eu não conseguiria ter feito nenhuma das coisas que começaram a acontecer na minha vida depois disso, como o crescimento do blog, meu livro, eventos diversos que comecei a participar, viagens a trabalho. Nós sempre conversamos muito e ele sempre disse que esse é o meu momento e que eu tenho que aproveitar, e que ele daria esse suporte.

Muitos leitores comentam que acham “extraordinário” meu marido ficar com o nosso filho, cuidar da casa etc, enquanto eu estou viajando ou trabalhando. Eu não acho que seja extraordinário, apesar de valorizar demais o que ele faz (se ele não fizesse, eu teria muito menos tempo para as minhas coisas). Foi uma construção natural que fomos tendo aos poucos, de acordo com a necessidade mesmo. Hoje, com o filhote um pouco maior, ele está conseguindo retomar as suas atividades, se dedicar à sua carreira e voltar a ter essa autonomia intelectual que, para qualquer pessoa, é muito importante. Vai chegar o momento em que eu vou pegar mais leve com o trabalho também para que possa oferecer a ele o mesmo suporte que ele me ofereceu, então estamos estruturando a nossa vida para isso. Eu já trabalho a maior parte do tempo em casa, por exemplo, e ele já não é o principal responsável pela manutenção da rotina mesmo com comida, limpeza etc, tendo tempo individual para investir nas suas próprias atividades e para a gente ficar mais juntos.

Eu penso que nosso relacionamento melhora a cada ano. Ainda temos briguinhas chatas de vez em quando, mas nada se compara à imaturidade do início do nosso relacionamento. Hoje, qualquer decisão que eu queira tomar com relação à minha vida (uma viagem que quero fazer, um curso), eu converso com ele para ver a viabilidade. Não se trata de permissão – ele faz isso também. Se trata de saber que, se eu for viajar, por exemplo, ele vai ter que cuidar do filhote, investir mais tempo em atividades que, comigo aqui, ele não precisaria fazer. Então é um gesto de carinho e companheirismo conversar e tomar as decisões juntos.

Outra questão que ajuda muito é ter objetivos em comum, mas confesso que nem sempre eles batem! O que resolve é ter muita conversa para um não construir uma ideia mental e se frustrar lá na frente, assim como para definir o que podemos fazer para ser o melhor para todo mundo.

Tem algo também que acho importante citar, que é a preocupação com a felicidade. Eu me preocupo muito se tais concessões vão fazer com que eu, ele e o nosso filho sejam felizes. Se for para tomar uma decisão “pelo time” e um ficar infeliz, a gente tem que conversar e ajustar as coisas. Apesar de sermos uma família, o indivíduo também é importante. Tem coisas que eu gosto de fazer e ele não, assim como ele tem coisas que gosta de fazer que eu não me envolvo. A gente não precisa fazer tudo junto. Então esse respeito à individualidade é importante para a qualidade de vida, o bem-estar e a felicidade de cada um e, assim, do conjunto.

Se tem algo em que o casamento pode ser organizado, eu listaria alguns pontos:

  • Um por todos e todos por um. É muito chato quando só um no relacionamento consegue atingir suas metas pessoais, enquanto o outro fica de camarote oferecendo suporte. Se for temporário, é ok, e consensual também. Agora, se um dos dois estiver infeliz, é importante mudar, reajustar. E essa mudança deve partir dos dois, porque será percebida por ambos, se houver cuidado e carinho.
  • Também significa que um estará lá sempre pelo outro, ajudando no que for necessário. Não tem o famoso “se vira”.
  • Organizar um tempo ao longo da semana, do mês, de cada dia para fazer algo de bom com a pessoa. Toda vez que a gente faz algo juntos, que programamos, nos sentimos muito satisfeitos por termos conseguido. A gente sabe como o dia a dia pode ser corrido e, se a gente não planejar algumas atividades, elas não acontecem espontaneamente. Viajar, ir ao cinema, assistir um filme em casa, preparar uma refeição juntos são exemplos dessas atividades.
  • Eu gosto de sempre conversar com o meu marido sobre quais os nossos planos para a semana seguinte. É muito fácil eu decidir que vou passear em um dia, por exemplo, e ele ter que se virar para ir comigo ou algo do tipo. Essa conversa é essencial para termos mais tranquilidade no dia a dia e não ter que tomar decisões na hora.
  • Nós compartilhamos a nossa agenda (no Google), então podemos saber qual a disponibilidade do tempo do outro. Por exemplo: quando ele tinha banda, se eu visse que ele tinha uma viagem programada para um feriado, eu não me programaria para fazer determinadas atividades que faria junto com ele ou precisando da sua presença.
  • Fazer acordos sobre a rotina é essencial. Quando um vai chegar cansado de viagem e quer dormir até mais tarde, por exemplo, combinamos quem acordará mais cedo para ficar com o filhote. Quem leva para a escola? Quem busca? Quem vai cozinhar hoje? E assim vai. Esses acordos são muito importantes para evitar o estresse no dia a dia.

Um relacionamento é uma construção, realmente. Nós estamos há 16 anos juntos (recém-completados) e hoje estamos muito melhores que há alguns anos, mesmo no início do namoro. Já tive aquela fase de ter saudade de quando começamos a namorar, que era tudo tão apaixonado e intenso, mas hoje, apesar de lembrar com carinho, não é algo que eu desejaria passar de novo, por exemplo! Acho que toda fase em um relacionamento é importante, mas essa que estamos agora, com tanto companheirismo, amizade, carinho, vontade de ficar juntos, respeito, é a minha preferida até então. Quando a gente fica muito tempo com uma pessoa, aprende como ela é, quais são as suas manias, aprende o que é irritação com algo e não com você, aprende a separar as coisas e a conviver melhor.

Acho que, para um relacionamento ser organizado, o mais importante é que ambos queiram que ele (o relacionamento) aconteça. Todo o resto demanda disso.

E ah, como eu sei que vocês vão pedir, já aviso que o post não tem fotos porque meu marido não gosta de aparecer na Internet, então respeito a privacidade dele. :)

Feliz Dia dos Namorados a todos que estão em um relacionamento. Aos solteiros, curtam-se muito hoje e sempre. O relacionamento é composto por duas pessoas, e eu acho que ambas devem ser completas por si só antes de buscar o completo em outra pessoa.