Família

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18 Jul 2014

Filhos e organização

Não é fácil ser pai e mãe hoje em dia. Sempre foi um trabalho árduo, mas atualmente temos muitas atividades em nossa vida. O que a gente precisa entender de uma vez por todas é que um filho é nossa responsabilidade. Outro dia assisti “Histórias Cruzadas” e achei curioso como a moça que era empregada diz que criou os bebês e, um dia, os bebês cresceram e tiveram outros. Isso descreve muitos pais e mães que, inexperientes, têm filhos, sem um planejamento e/ou sem ter a real ideia do que vem pela frente.

Ter um filho é uma responsabilidade para a vida toda. Quem tem criança pequena sabe o trabalho que dá. Bebês demandam 24 horas de atenção constante, até quando estão dormindo. Adolescentes tiram nossas noites de sono igualmente. E, quando adultos, continuamos preocupando nossos pais. E agora estamos no papel deles, fazendo a roda girar.

Quando a gente começa a se acostumar com o trabalho, como trocar fraldas e amamentar, vem a vida e muda todas as regras! Agora é necessário preparar papinhas, proteger os cantos da casa, esconder os produtos de limpeza. Precisa ensinar a falar, a andar, a usar o troninho. Depois, tem que ensinar a criança a ter paciência, a se comportar, a comer sozinha. E por aí vai. O trabalho nunca acaba. Cada faixa etária demanda uma (ou várias) preocupação diferente.

Por fim… fazemos do nosso jeito. Perfeito ou com muitos defeitos, o tempo não espera a gente se preparar melhor. Nossos filhos vão crescendo e, com eles, crescemos como pais e mães. Aprendemos muito também. E, mesmo dando o nosso melhor (ou convenhamos: o nosso possível mesmo), ainda não temos controle do que acontecerá com ele na vida. Não sabemos se ele será cientista ou advogado – se será astronauta ou morador de rua. Não sabemos se acabará se interessando por drogas ou tendo um filho ainda adolescente.

Criamos nossos filhos para o mundo. Ok, já entendemos. Mas aceitamos? Estamos preparados para ver nossos filhos discordando da gente em pontos tão comuns? Em sair de casa, brigar, discordar, ficar sem falar com a gente durante anos? Ou simplesmente viver uma vida completamente diferente da que esperávamos para eles? Por que nós, seres humanos, temos essa incessante mania de achar que todo mundo tem que fazer alguma coisa para satisfazer os nossos desejos e expectativas?

Com os filhos, é a mesma coisa. Quem somos nós para achar que uma pessoa deve agir do jeito que achamos certo? Apenas porque saiu do nosso corpo e educamos com tanto amor? Amor não é dar sem esperar nada em troca?

Estou escrevendo este post para aliviar um pouco a barra de todos nós, pais e mães. Procuremos fazer o nosso melhor sim, SEMPRE. Sempre dá tempo de mudar, melhorar, aprender. Mas podemos apenas inspirar, ensinar, dar o exemplo, e não forçar. Podemos interferir, incentivar, ajudar no que for necessário, mas não podemos salvar nossos filhos. E, mesmo que ele esteja trilhando o caminho esperado por você, é o caminho dele. No ritmo dele, com as mudanças que ele quiser. Precisamos aceitar isso.

Como uma vida organizada pode ajudar a gente a prover o que pode ser bom para os nossos filhos?

- Ter uma rotina estruturada ajuda as crianças a saberem o que esperar. Serve para bebês (que vão aprendendo aos pouquinhos), crianças e adolescentes (que naturalmente acharão um SACO, mas terão a casa sempre como porto seguro quando precisarem). Falta de rotina dá insegurança aos filhos.

- Ter uma casa segura e saudável sempre será uma coisa boa. Você nunca terá bebês batendo a testa na quina da mesa ou crianças fugindo pela porta da frente.

- Aprender a ser uma pessoa equilibrada promoverá um ambiente gostoso de se viver e fará de você um pai ou uma mãe que é uma boa companhia. Também será o melhor exemplo que você poderá passar para os seus filhos. Que tipo de exemplo você está passando sendo uma pessoa desorganizada e estressada?

- Quando você organiza seus horários e estabelece prioridades, tem tempo para ficar com os seus filhos, incentivar o aprendizado através de brincadeiras, leituras, além de aproveitar tempo de qualidade com eles. Se você não consegue se organizar, nunca tem tempo para isso.

- Se, além de tudo isso, você vive uma vida plena e de acordo com os seus valores, estará passando integridade aos seus filhos. Isso ensinará também você a vê-los e respeitá-los como os indivíduos que são, porque sabe como é ser assim.

Eu, como mãe, aprendi a amar incondicionalmente o meu filho e a cuidar dele como o que há de mais importante na minha vida (e é). Porque, quando ele quiser tomar decisões sozinho, mesmo que não esteja pronto, eu sei que lá no fundo a minha voz ecoará na cabecinha dele, e pelo menos a minha versão ele terá como parâmetro. Mas a escolha final sempre será dele, e isso está fora do meu controle. E, querem saber? Ainda bem. Quero que meu filho cresça com personalidade própria e descobrindo a si mesmo, errando, acertando, aprendendo. O período que vai do nascimento até a sua independência é uma parte essencial da sua vida, mas é só uma parte. E eu quero que ele aproveite muito cada tempo dela, assim como as que virão depois.

26 Jun 2014

Atividades baratas para manter as crianças entretidas em casa nas férias de julho

Eu estava pesquisando algumas ideias de brincadeiras para fazer com o filhote durante as suas férias e encontrei um artigo muito legal do Buzzfeed com um montão delas. Resolvi compartilhar as minhas preferidas aqui. Quem não vai viajar ou quer ter ideias para aproveitar os dias em que estiver em casa pode gostar também:

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A ideia aqui é usar fita adesiva para criar estradinhas por toda a casa. Elas são fáceis de tirar e diversão garantida até para os adultos (eu já me imagino brincando com meu filho fazendo isso).

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Aqui a ideia é bem parecida, mas simulando um enorme jogo de tabuleiro! Que tal usar o jogo preferido do seu filho como modelo para criar algo em tamanho natural? Serve para amarelinha também.

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Outra atividade divertida e que pode ser feita em varandas, quintais ou até mesmo na rua. Use giz para criar alvos grandes, com pontos, e esponjas molhadas para fazer a “bomba”. Deixe seus filhos se divertirem vendo quem consegue ganhar.

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Essa é uma atividade para quem tem espaço livre em casa: pendurar um grande lençol, recortando alguns buracos antes, que valem pontos. O objetivo é brincar de tiro ao alvo com qualquer objeto.

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Entretenha seu bebê com esse brinquedo ridiculamente simples: cole um rolo vazio de papel toalha na parede com fitas adesivas e use pequenos objetos para ele passar por dentro e dar risada quando saírem rolando do outro lado!

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Se não puder acampar de verdade, que tal montar acampamento na sala? Aproveite para brincar muito, ler histórias e ver filmes. Essa é uma brincadeira clássica que praticamente todas as crianças adoram, e é muito simples.

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Outra brincadeira barata e fácil de fazer que rende horas de entretenimento é amarrar um novelo inteiro de lã em um cômodo ou corredor e brincar de quem consegue passar sem encostar.

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Uma boa brincadeira para estimular o aprendizado de cores e formas é criar caminhos que levem a algum tipo de tesouro. Seja criativo aqui!

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Essa brincadeira é ridícula de tão simples também, mas garante boas risadas: corrida de pipoca! Basta estourar pipocas e deixar as crianças assoprando com canudos. Quem chegar primeiro pode escolher o filme do dia, eba!

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Use bexigas e pratos descartáveis para criar o ping-pong mais simples e divertido do mundo.

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Se tiver plástico-bolha sobrando em casa, crie um caminho divertido para seus filhos passarem e se divertirem. Especialmente para bebês que engatinham, pode ser uma atividade que o ajuda a descobrir novas texturas.

Mesmo sem ter muito dinheiro para gastar, dá para se divertir! Basta ter criatividade e boa-vontade.

17 Jun 2014

Ideias de assuntos para conversar quando viajar em família (especialmente com adolescentes)

Imagem: http://anatomiche.tumblr.com/

Imagem: http://anatomiche.tumblr.com

Viajar é uma delícia, mas muitas pessoas acabam ficando entediadas depois de ficar muito tempo no trajeto, especialmente se estiverem viajando de carro. Para evitar a falta de conversa e os fones de ouvido individuais o tempo inteiro, fiz uma lista de assuntos que podem ser divertidos de se discutir, especialmente com adolescentes. Enjoy. <3

  1. Se você pudesse viajar para qualquer lugar no mundo, para onde você iria e por quê?
  2. Quem é a pessoa, viva ou morta, que você mais gostaria de conversar?
  3. Quais são os seus três filmes preferidos e que você já viu diversas vezes?
  4. Qual sua matéria preferida na escola? E a que você mais detesta?
  5. Qual o melhor professor e por quê?
  6. Se você tivesse que escolher hoje uma profissão para ser, qual você escolheria?
  7. Quem é a pessoa que mais te inspira e por quê?
  8. Onde você se vê daqui a cinco anos?
  9. Se você pudesse ter somente uma rede social, qual você teria?
  10. Qual seu doce preferido? E comida salgada?
  11. Se você pudesse escolher, moraria na praia, na cidade ou no campo?
  12. Qual programa de TV você mais gosta? E qual é aquele que você tem mais vergonha de gostar?
  13. Se você achasse R$100 no bolso da sua calça, o que você faria? E se você achasse R$1.000?
  14. Qual a coisa que você fez até hoje que mais te deu orgulho?
  15. Do que você mais tem medo?
  16. Você acha que você se parece mais com a sua mãe ou com o seu pai?
  17. Quando foi o seu primeiro beijo?
  18. Você prefere ler um livro ou uma revista? Qual seu livro preferido? E a revista que você mais gosta?
  19. Qual sua música preferida?
  20. O que você mais gosta em você?
  21. Existe alguma coisa sobre você que você gostaria que todo mundo soubesse, mas ninguém sabe?
  22. Se você pudesse mudar algo em você, o que você mudaria?
  23. Se você fosse sair de casa para sempre com só uma mochila nas costas, o que você levaria?

Eu adoro fazer viagens mais curtas aos finais de semana e frequentemente as minhas sobrinhas estão conosco (elas são adolescentes), então fiquei pensando em perguntinhas legais de se fazer ao longo da viagem para conhecê-las melhor e dar a chance de conversarem com a gente. Espero que vocês gostem também.

31 May 2014

Como organizar desenhos e trabalhos de escola das crianças

Imagem: Indie Mats

Imagem: Indie Mats

Hoje vamos falar um pouco sobre a organização dos desenhos e trabalhinhos de escola dos filhos. Já falei levemente sobre isso em outros posts, mas achei interessante fazer um post especificamente sobre o assunto. Quem tem mais de um filho pode inclusive se perder em meio a tantas folhas de papel que chegam todos os dias da escola. Como organizar tudo isso? Veja algumas sugestões:

Exponha os trabalhos

Imagem: kylieminteriors.ca

Imagem: kylieminteriors.ca

Quando chegarem novos desenhos, escolha alguns para expôr durante a semana e coloque na geladeira e no mural de recados. Os desenhos preferidos podem ser colocados em molduras compradas prontas e penduradas pela casa. Algumas molduras proporcionam uma troca de conteúdo mais fácil, então de tempos em tempos você pode trocar os desenhos. Seu artista vai ficar orgulhoso de ver seus trabalhos expostos pela casa inteira.

Tenho um fichário ou pasta para cada criança

Imagem: kataydee.com

Imagem: kataydee.com

Essa é a maneira mais fácil de organizar quem pretende manter os trabalhos guardados em papel. Utilize um fichário ou pasta etiquetada com o nome de cada criança e vá arquivando ali dentro. Você também pode usar pastas suspensas, dependendo da sua preferência.

Digitalize os desenhos

Imagem: Jamie Rubin

Imagem: Jamie Rubin

Todas as semanas, digitalize os desenhos e envie para uma ferramenta como Evernote, Dropbox ou salve um um HD externo. O legal de ir digitalizando aos poucos é que você evita o trabalho de fazer isso tudo de uma vez quando sentir necessidade porque há muito papel guardado. A vantagem de digitalizar é a preservação dos desenhos, além da possibilidade de compartilhar com outras pessoas da família.

Então vamos lá! Organizar os desenhos e trabalhos de escola das crianças é uma maneira de cuidar delas e dar valor às suas atividades criativas. Além do que, daqui a 10, 20 anos, ter esses arquivos digitalizados será uma lembrança maravilhosa. Vale a pena investir esse tempo.

04 Feb 2014

A volta às aulas do filhote

Imagem: http://www.greatschoolsforme.org/

Imagem: http://www.greatschoolsforme.org/

Como a maioria das crianças, nosso filho também voltou às aulas na última semana. O retorno foi bem tranquilo e eu só gostaria de escrever este post para comentar como fizemos.

Com relação à lista de material escolar, preferimos comprar nós mesmos, pela economia. Para quem prefere praticidade, pagar a taxa e deixar a escola comprar certamente vale a pena. Nós tivemos uma economia de quase 150 reais comprando nós mesmos, mas tivemos que disponibilizar um dia inteiro para fazer isso. Tem que avaliar cada caso.

Com relação à mochila, não gasto horrores. Estabelecemos um limite de valor e compramos algo que atendesse às necessidades dentro dele. Geralmente, compramos todo ano uma mochila nova, pois elas gastam bastante e rasgam. Comprar uma mais cara não representa uma qualidade melhor obrigatoriamente, então optamos por continuar dessa forma. Compramos uma com o seu personagem favorito, sem grandes firulas, e atende bem.

Com relação à etiqueta de materiais, prefiro não gastar dinheiro com etiquetas personalizadas. Acho lindinho, mas prefiro simplificar. Tenho uma rotuladora e é com ela que faço esse trabalho. Também utilizo canetas de tinta metálica e de escrever em tecido para marcar itens específicos, como roupa de pintura e copinhos.

Com relação ao uniforme, ano passado já compramos um número maior, a fim de que ele aproveitasse mais. Não precisamos comprar mais nenhum nesse primeiro semestre. A quantidade está ok:

3 regatas
4 camisetas de manga curta
2 camisetas de manga comprida
2 shorts
2 calças
1 conjunto de moletom
1 agasalho com touca

Essa quantidade atende bem a demanda de uma semana inteira. Os shorts e as calças podem ser lavados de um dia para o outro porque são feitos de tecido que seca rápido.

Nossa rotina em casa está bem tranquila, porque já era estruturada. Ele já se adaptou ao novo horário. O problema realmente tem sido o calor na hora de dormir. :(

Faço um acompanhamento diário da agendinha dele e das necessidades, procurando antecipar as demandas da escola (tipo “enviar sucata até dia X para atividade Y”).

No Google Calendar, tenho uma agenda para mim, outra para o meu marido e outra para o meu filho. Na agenda dele, anoto as reuniões escolares, as consultas médicas e as atividades extracurriculares da escola, como as festinhas. Veja como fazer.

Gosto de conversar com ele todas as noites sobre as atividades que ele desenvolveu na escolinha. Também sempre peço a lista dos alunos para a coordenadora, para perguntar sobre a amizade dele com as crianças. Ele fica muito surpreso quando eu pergunto “e Fulano, foi na escola hoje?”.

A escola também costuma enviar um boletim com o foco do semestre e os temas que estão sendo desenvolvidos, e tento trazer alguns para dentro de casa, estimulando desenhos, artes, entre outras atividades.

Não precisamos organizar lanche porque já está incluso na mensalidade e a alimentação é conduzida por uma nutricionista. recebemos um informe com o cardápio da semana e tudo o mais.

Costumo digitalizar o que já chega de papel e passar para o Evernote, arquivando o que for necessário e jogando fora o que não precisa. Desenhos e trabalhinhos, costumo guardar durante um ano, depois digitalizar e descartar. Também gosto de expôr pela casa, pendurar na geladeira, enfim, reconhecer o trabalho do artista.

No geral, tudo tem sido bem tranquilo. Uma coisa que faço questão de sempre reforçar com ele é uma atitude positiva ao ir para a escola, enfatizar como é legal aprender e brincar com os amiguinhos. Tem dado certo!

E na casa de vocês, como foi a volta às aulas?

03 Feb 2014

A decisão de voltar a estudar depois de ter um filho

Revista Crescer, fevereiro 2014

Revista Crescer, fevereiro 2014

A revista Crescer de fevereiro tem uma participação minha na matéria “De volta à escola”, sobre mães que voltaram a estudar depois do nascimento dos filhos. Eu falo um pouco sobre como foi fazer a pós-graduação enquanto ele ainda era bebê, e então eu percebi que não tinha falado sobre essa experiência aqui no blog. Como estamos em tempo de volta às aulas, pode ser um assunto legal de abordar.

Eu decidi fazer a pós-graduação no final do ano de 2010, quando meu filho tinha oito meses de idade. O curso começou em março de 2011, às vésperas de ele completar um ano de idade. Como eu estava trabalhando durante a semana, optei por fazer o curso aos sábados o dia inteiro, para não ficar sem meu tempo com ele durante a semana (além do que eu já ficava, no trabalho).

Eu tinha me formado em 2006 e, em 2008, ingressei em uma nova faculdade (História), que acabei não concluindo por falta de disponibilidade (meu trabalho não me permitia chegar na faculdade a tempo, mas eu tentei!). Em 2009, engravidei. Logo, eu posterguei demais a minha pós-graduação. Hoje em dia concordo com quem diz que a pós deve ser feita logo depois que a gente termina a faculdade, senão acaba adiando muito. Eu adiei porque não tinha certeza do que queria fazer, exatamente, e isso foi até bom, pois acabei fazendo um curso bastante específico e que tem tudo a ver com o que eu queria fazer mesmo.

Acabei optando pela pós-graduação em Gestão da Comunicação em Mídias Digitais, um curso oferecido pelo Senac, que cursei em São Paulo. Como o curso era aos sábados, mesmo quando nos mudamos para Campinas eu ainda pude continuar frequentando o curso. Foi difícil, gente, uma das épocas mais ocupadas da minha vida, mas deu tudo certo. Só não pensei em desistir porque já tinha feito um investimento enorme de tempo e dinheiro, e terminar era mais fácil que abandonar, ficar sem nada e depois ter que começar tudo de novo!

Foi importante fazer a pós pelo meu momento profissional. Eu tinha acabado de voltar ao mercado de trabalho depois da gravidez, e quem é mãe sabe como isso é complicado. Para a minha idade, eu já “deveria” ter uma pós-graduação (muitas pessoas da mesma idade já tinham feito há mais tempo), então eu me sentia defasada. Como meu marido deixou o seu emprego para se dedicar aos cuidados com o filhote e a casa, eu sabia que precisava dar um “up” na minha carreira se quisesse conseguir um emprego melhor (e ganhando mais).

A pós foi essencial para alcançar esse objetivo, pois em poucos meses eu consegui um trabalho muito legal e, no mesmo ano, entrei na empresa onde eu estou agora, o que nos possibilitou uma mudança de qualidade de vida para o nosso filho, mudando para o interior. Eu não teria sequer participado do processo seletivo em ambos os cargos se não estivesse cursando a pós-graduação.

Muitas pessoas me escrevem perguntando se devem fazer uma faculdade com um filho de três meses em casa ou se vale a pena fazer um curso em outra cidade com filhos pequenos. Essa decisão é muito, muito pessoal mesmo. Não tenho como opinar pois não conheço a estrutura familiar de cada um, muito menos as motivações e o momento profissional. O conselho que eu dou é sempre o seguinte: faça o que for inadiável. No nosso caso, minha pós já deveria ter sido feita antes, então era uma urgência sim. Chegamos a um acordo em casa, e jamais teria conseguido sem o apoio de toda a família. Meu marido levava o filhote para passear na casa das avós todos os sábados, e muitas vezes elas revezavam nos cuidados com ele até eu buscá-lo no final da tarde.

O fato de ter feito a pós aos sábados não significa ter tempo livre durante a semana, pois eu também precisava me organizar para ler, estudar e fazer trabalhos. Aí não tem jeito: o negócio é se organizar. Eu estabelecia um dia da semana para me dedicar a isso de noite, e escrevia tudo o que tinha para escrever. Ao longo do dia, respondia e-mails relacionados ao grupo e assim ia caminhando. Mas foi bem difícil sim. Tem que ter muita força de vontade.

Por exemplo, eu tinha limites de faltas, então administrava isso para poder usar em emergências. Uma vez meu filho estava com princípio de pneumonia e o limite de faltas já tinha passado… fiquei com ele o dia todo no hospital e depois pedi quase de joelhos para o professor não me dar falta, o que me reprovaria naquela matéria. Por sorte as pessoas se compadeciam. Mas olha, fui para o curso doente várias vezes, várias vezes. Tudo para economizar faltas. O aniversário do meu filho foi no domingo, porque eu não tinha os sábados…

É importante pensar que uma mudança dessas é um projeto familiar, e não só seu. Imagina só se eu resolvo fazer a pós e meu marido não concorda? Ia ser uma guerra a cada sábado…

Foram 18 meses de aulas e seis meses de TCC. Tenho muito orgulho de ter conseguido concluir o curso, pois eu sei como foi difícil, morando em outra cidade e com nosso filho ainda pequeno. Porém, nós sabemos que foi a melhor coisa que eu fiz, pois vieram consequências muito boas desse esforço. Além do meu emprego em si, abriu outra fonte de trabalho, que foi a possibilidade de dar aulas – sonho que realizei no ano passado.

Por isso, se você tem filho(s) e pretende voltar a estudar, o que eu te digo é para decidir isso em família. Se não for necessário, sinceramente, espere mais um pouco. Meu marido mesmo, vai fazer faculdade só agora, quase quatro anos depois do nascimento do nosso filho. A família tem que ter prioridades. Se o seu estudo for uma prioridade, você deve encontrar um meio de fazê-lo, mas sem trabalho em equipe, será impossível.

Lembre-se que, quando as crianças crescerem, as coisas ficarão mais simples. Minha faculdade de História, por exemplo, vai ficar para quando meu filho estiver entrando na dele, provavelmente. =) Sei que, quando abrimos mão da nossa carreira para engravidar, dá uma vontade enorme de voltar com tudo depois que os filhos nascem, até mesmo pelo instinto materno que a gente tem, de querer cuidar de tudo. Mas a vida não precisa acontecer só quando eles estiverem pequenos. Talvez dar um tempo, esperar um pouquinho, seja a melhor solução. Só você pode avaliar.

Boa sorte.

12 Aug 2013

Como proteger bebês da ação das bactérias

Acho que é preocupação de toda mãe proteger seus filhos contra as bactérias, especialmente quando são bebês. Quando meu filho era pequeno, eu tomava algumas precauções básicas com relação à higiene pessoal e dos objetos – especialmente brinquedos que ele manuseava. Mesmo assim, a preocupação era grande, pois eu sabia que não tinha nenhum produto no mercado que fosse muito eficiente.

Os brinquedos são laváveis, em sua maioria, e devem ser higienizados com frequência a fim de garantir a saúde e segurança do bebê. A melhor maneira de fazer essa higienização é limpar a superfície com um pano limpo umedecido com álcool, e era assim que eu fazia. Itens menores, como chupetas, podem ser colocados de molho em uma mistura de água morna com detergente e em seguida lavados em água corrente. Você também pode ter um esterilizador de chupetas, muito útil para viagens. Eu tinha um aquecedor de mamadeiras que fervia a água rapidamente, e também usava para esterilizar as chupetas.

O problema das bactérias é que elas são micro-organismos que se proliferam com facilidade e nem sempre conseguimos nos livrar delas completamente. Portanto, higienizar brinquedos e outros objetos que entram em contato com o bebê é o mínimo do mínimo que a gente pode fazer. Cuidar da higiene é cuidar da saúde, e com bebês esse cuidado é fundamental.

Não existe uma frequência correta para fazer essa higienização. Quando meu filho era bebê, eu costumava esterilizar alguns objetos todos os dias, como chupetas. Brinquedos de banho, por exemplo, eu higienizava somente uma vez por semana.

Utilizar álcool bactericida é uma forma de garantir a proteção de crianças pequenas contra contaminações

Cooperalcool Bacfree

O Coperalcool Bacfree, da CNA – Companhia Nacional de Álcool, garante a eliminação de 99,9% das bactérias onde o álcool for aplicado. Dessa forma, você pode higienizar de modo eficaz os objetos que fazem parte do universo do bebê.

Importante: o Coperalcool Bacfree também é testado dermatologicamente. Ou seja, nada de fazer mal para a pele. A fórmula do álcool consegue exterminar os micro-organismos e, assim, proteger aqueles que entram em contato com ele. Ele também tem tampa de proteção para crianças.

A diferença do Coperalcool Bacfree para o álcool comum

Boa parte das pessoas acredita que qualquer álcool consegue fazer o trabalho de eliminação de bactérias. Eu mesma, sempre usei álcool para limpar os brinquedos do nosso filho. No entanto, esta higienização completa não é feita pelos produtos comuns. Apenas o Coperalcool Bacfree possui em sua fórmula um agente bactericida, que extermina 99,999999% das bactérias onde for aplicado. Isso é bastante. Na verdade, o álcool convencional apenas “aquece” as bactérias, ou seja, não as elimina e mantém os usuários em perigo de contaminação. +_+

Outro fator positivo do Coperalcool Bacfree é o aroma. Quem o utiliza não precisa deixar a casa ou o apartamento com o famoso cheiro de limpeza. A linha de álcool líquido da CNA possui três aromas especiais e exclusivos: lavanda oriental, mimo (perfume de bebê) e eucalipto.

Eu recebi o contato do pessoal da Coperalcool Bacfree e achei importante divulgar a linha de produtos deles aqui no blog, pois bem que eu gostaria de tê-los conhecido quando meu filho era menor. De qualquer forma, já é um produto que está na minha wishlist para trazer para casa. Eu sempre limpo os brinquedos de plástico e borracha do meu filho com álcool, mas sei que não é o suficiente. Se ele fosse bebê ainda, eu sequer pensaria duas vezes.

Este post é um publieditorial. Entenda como funciona.

27 Jul 2013

Dormir com o filhote no inverno: estraga a rotina? Como fazer

Imagem: Unruly Things

Imagem: Unruly Things

Já comentei em um post específico como ter uma rotina auxilia no bem-estar e no sono de bebês e crianças no geral. Dá uma passadinha lá, se for o seu caso, porque fiz um apanhado geral de dicas.

Aqui em casa nosso filho tem seu próprio quarto, dorme sozinho e tem uma rotina de sono, que venho implementando gentilmente desde que ele era um bebê. Meu marido dá umas bagunçadas nessa rotina, mas meu trabalho no começo foi tão consistente (ufa) que o nosso filhote se acostumou à sua rotina (que não é rígida, apenas respeita seu horário natural).

No frio, no entanto, confesso que fico com dó de deixá-lo dormir sozinho. Não temos aquecedor em casa, as janelas do apartamento deixam passar friagem mesmo quando fechadas e as cortinas grossas não têm sido suficientes. Como a nossa cama é grande (queen), eu prefiro que ele durma conosco. Mesmo que a gente tenha menos liberdade de movimentos (afinal, ele tem três anos e se esparrama como ninguém), sinto que ele fica mais quentinho porque ele não gosta de se cobrir. Mesmo colocando roupas bem quentinhas, eu curto dormir com ele.

Mas tem todo aquele medo de ele ficar mal-acostumado, não é mesmo? Então uma coisa que eu tenho feito aqui em casa e tem dado certo é a seguinte:

A cada noite, fazemos tudo de um jeito diferente. A ideia é não criar outra rotina, mas mostrar que são ocasiões especiais. Então em um dia eu o coloco para dormir abraçada com ele (amo muito), no outro dia ele dorme no quarto dele, no outro ele dorme conosco só mais tarde, e assim por diante.

Já fizemos isso no ano passado e funcionou, sem que ele ficasse desacostumado. Mas olha, ontem mesmo fui tentar colocá-lo na nossa cama e ele estava roncando, nem aí para mim. Então deixei ele lá. Resultado? Acordou espirrando e com a perninha gelada. Fiquei morrendo de dó. Por isso, pensei comigo que são somente alguns dias e vamos colocando-o para dormir conosco.

Além de a criança se sentir protegida, e aquecida, claro, para os pais é uma delícia. Sei lá, eu me sinto muito mais tranquila dormindo com meu filho nos braços. Nos últimos dias ele tem estado uma fofura só, me pedindo para abraçá-lo, fazendo carinho no meu cabelo etc. Como não passo muito tempo com ele durante o dia, esses momentos são importantes para a gente e eu amo demais, como se o tempo parasse mesmo.

Sei que quem não é a favor de cama compartilhada pode achar a ideia absurda. Este post é só um relato mesmo da nossa experiência e de como temos feito para que ele não fique “mal-acostumado” a dormir conosco. Não espero mudar a cabeça de ninguém.

Espero que ajude um pouco quem estava com dúvidas se faria isso ou não, apesar de morrer de vontade de fazer. <3

18 May 2013

Organizando fraldas

Quando eu fiquei grávida, logo me disseram que seria interessante montar um estoque de fraldas aos poucos para não precisar gastar muito quando o bebê nascesse. Depois que o nosso filho nasceu, eu descobri que ele poderia ter alergia a algumas marcas, por exemplo, e poderia ter perdidos as fraldas, se eu as tivesse comprado. Portanto, por mais que seja esse o raciocínio comum quando se está grávida, hoje eu não recomendo que seja feito esse estoque. A fralda pode ser de uma marca excelente e considerada a melhor, mas pode dar alergia ao bebê. A melhor forma de saber é experimentando, e isso você só saberá quando ele nascer mesmo.

Mas isso não impede que você faça um chá de bebê e ganhe fraldas. O que você pode fazer é pedir as fraldas de marcas consideradas melhores nos tamanhos RN (recém-nascido), P e M, e marcas diversas para G ou mais. Isso porque, no início, quando toda a concentração estiver em fazer o bebê dormir mais à noite, você não vai querer que ele acorde porque vazou o xixi, não é? E, se por acaso ele tiver alergia a alguma marca, você pode doar essas fraldas. Porém, nem tudo estará perdido, pois você escolheu outras marcas também. Entendeu?

Por isso, se eu tivesse um segundo filho, acredito que faria um pequeno estoque somente de fraldas RN e P e, depois que ele nascesse, eu compraria somente as maiores, aos poucos.

Uma coisa que é preciso ter em mente é onde armazenar essas fraldas. Na minha outra casa, eu mantinha uma parte superior do guarda-roupa somente para essa finalidade. Os pacotes são volumosos, então por isso mesmo não vale a pena ter um estoque gigantesco. Mesmo porque, além da questão da alergia, você não sabe quanto tempo seu bebê vai usar cada tamanho. Tem bebê que já nasce usando P, nem passa pelo tamanho RN. Assim como tem bebês que ficam no RN um tempão (prematuros, por exemplo). As situações são inúmeras. Certamente, as tamanhos M e G serão as mais usadas, de qualquer forma, mas você não precisa comprá-las agora.

Achei uma foto antiga de quando eu guardei as fraldas na parte de cima do guarda-roupa!

Achei uma foto antiga de quando eu guardei as fraldas na parte de cima do guarda-roupa!

Ter um lugar para armazenar é a primeira dica. A segunda é sobre a organização das fraldas depois que o bebê nascer.

Você precisa ter um lugar que seja especificamente para trocá-lo – não importa se terá um móvel próprio para isso, uma banheira com trocador em cima ou se trocará em cima da sua cama. Seja onde for, você precisa organizar esse cantinho, e uma das principais coisas é ter as fraldas sempre à mão. Quando o meu filho nasceu, eu tinha uma banheira com trocador em cima e deixava ao lado dela uma cesta de plástico com as fraldas, garrafa térmica, algodão, pomada anti-assaduras etc.

Tire as fraldas do pacote. Nada de deixar o pacote aberto e ficar se atrapalhando para pegar uma fralda com uma só mão (com a outra, você estará segurando o bebê). Não se preocupe em “empoeirar” porque você vai usá-las em um curto espaço de tempo (um recém-nascido usa, em média, 10 fraldas por dia, até mais).

Foto antiga do trocador.

Foto antiga do trocador. Olha as fraldas ali à direita!

Lembre-se que também será necessário transportar as fraldas sempre que você sair com o bebê, seja para passear, seja para levá-lo ao pediatra, por exemplo. Eu resisti bravamente, mas acabei comprando uma bolsa de bebê mesmo, pois ela tinha muitas divisórias já feitas para itens específicos que os bebês usam, como mamadeiras. Eu recomendo uma bolsa dessas, então. Você também pode comprar um porta-fraldas para colocar dentro, para separar as fraldas do resto das coisas, ou mesmo fazer um. Eu já vi para vender diversos porta-fraldas feitos à mão, um mais lindo que o outro. No Elo 7 você pode encontrar vários.

Quando seu filho for crescendo, ele diminuirá bastante o uso das fraldas, especialmente quando estiver chegando na época do desfralde, então você precisará de menos espaço para armazená-las. Hoje em dia, como meu filho usa pouco (basicamente só à noite, para dormir, ou quando vamos viajar), a cestinha de fraldas fica dentro do armário do banheiro.

Quando se trata de organizar fraldas, é fundamental pensar na praticidade. Todo o resto pode ser adaptado.

06 May 2013

Dúvida do leitor: ajudando a mãe a se organizar

olá Thais, tudo bem? meu nome é vítor e eu tenho 15 anos, bem, eu gostaria de te pedir dicas para eu ajudar a minha mãe a arrumar a nossa casa.. nós nos mudamos para um apartamento muito grande de dois andares, varios quartos e salas, porém minha mãe sempre foi muito apegada as coisas, e nunca doou nada.. com isso a bagunça está presente em todos os comodos da casa… sempre que ela começa a arrumar algo, ela desespera e sai, e para de arrumar.. deixando as coisas no chao e tudo mais… e essa situaçao presenciada aqui em casa é de deixar qualquer um doido.. ha pratos debaixo da cama, colheres nos guarda roupas e tudo mais.. eu realmente gostaria de te pedir uma ajuda, para que eu consiga ajuda-la a organizar a nossa casa, pois esse seria o melhor presente de dia das mães que eu poderia dar para ela.. obrigado

Ah Vitor, que e-mail mais bonitinho. <3 Obrigada por me escrever.

Sabe, é muito difícil ensinar outra pessoa a se organizar, especialmente nossos pais ou avós, pois eles são mais velhos e o costume é que eles nos ensinem coisas, e não o contrário. Então toda vez que a gente tenta falar alguma coisa, pode parecer que não sabemos das coisas e eles podem não nos dar ouvidos. Felizmente, há muitos pais, mães e avós bacanas, que estão sempre dispostos a aprender.

A sua mãe briga se você mexer nas coisas dela? Porque se ela não brigar, você pode ir organizando tudo aos poucos. Tenho certeza que ela adoraria ter uma casa organizada, mas de repente não sabe por onde começar.

Vocês moram sozinhos? Se não, outras pessoas podem (e devem) ajudar na organização.

Eu morei durante alguns anos com a minha avó, que acumula coisas e não gostava que eu mexesse em nada, então imagine a minha aflição! Nesse caso, não tem muito o que fazer, infelizmente, pois ela é a dona da casa, não é verdade?

Tente conversar com a sua mãe e perguntar a ela como ela se sente com relação à bagunça. Se ela der abertura, diga que gostaria de ajudá-la. Pergunte se pode mexer nas coisas dela, sempre perguntando o que fazer com isso ou aquilo. Se você fizer dessa forma, ela terá segurança que você não vai jogar fora nada que ela não gostaria que jogasse (pelo menos por enquanto).

Muitas pessoas não sabem viver sem essa bagunça, pois sempre viveram assim. Então, a ideia de uma casa organizada é obscura. Mostrando aos poucos que é possível, que ela não precisa ter tralhas em casa, que a casa deve ser um santuário só com as coisas que ela gosta, ama, ou que são úteis à família, todo o resto pode ser trabalhado aos poucos.

Eu espero sinceramente que você consiga ter esse bate-papo legal com a sua mãe. E é muito legal de sua parte querer dar esse presente de Dia das Mães para ela. =) Parabéns pela iniciativa.

Tenho certeza que os leitores e as leitoras do blog te darão outras dicas interessantes através dos comentários neste post. Vamos lá, pessoal!