ou
Finanças

Alguns leitores do Vida Organizada comentaram que já até fizeram a declaração, que iniciou na quinta-feira passada, dia 2 de março. Não deixe para a última hora (28 de abril) para fazer! Quanto antes você declarar, mais chances tem de receber a restituição do valor (se houver alguma) nas primeiras levas, daqui a alguns meses (início em 16 de junho). Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade.

Se você teve recebimentos no ano passado (2016) acima de R$ 28.559,70 em 2016, você deve declarar o imposto. O valor subiu 1,54% em relação ao ano passado, quando somou R$ 28.123,91 (relativos aos recebimentos em 2015). A multa para quem não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo corresponde a 20% do imposto devido.

De acordo com a Receita Federal, também estão obrigados a declarar o Imposto de Renda neste ano:

  • Os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.
  • Quem obteve, em qualquer mês de 2016, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.
  • Quem teve, em 2016, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural;
  • Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil.
  • Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro de 2016.

A única coisa que muda na declaração deste ano é que os contribuintes terão que informar o CPF das pessoas listadas como dependentes e que tenham 12 anos ou mais. Até o ano passado, a exigência era para dependentes acima dos 14 anos.

A entrega da declaração do Imposto de Renda 2017 poderá ser feita pela internet, com o programa de transmissão da Receita Federal (Receitanet), online (com certificado digital), na página do próprio Fisco, ou por meio do serviço “Fazer Declaração”, disponível para tablets e smartphones. Se você for trabalhador empregado, com vínculo CLT, pode ser mais fácil (e mais barato) fazer você mesmo(a) a declaração. Caso tenha dúvidas, consulte um(a) contador(a). Mas não deixe para a última hora! Este é o período do ano em que eles mais trabalham e podem não ter mais agenda para você.

Uma maneira fácil de organizar os documentos ao longo do ano é ter uma pasta para guardar exclusivamente os comprovantes para a declaração do ano seguinte, pois assim você não precisa ficar procurando ou buscando em lugares diferentes. Experimente para o ano que vem, se você ainda não faz assim.

Thais Godinho
06/03/2017
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Organizando as compras via Internet e economizando dinheiro
Como economizar energia elétrica
Organizando-se financeiramente para o Natal de 2013

Muitos leitores me pedem para falar sobre assunto porque não estamos passando por um momento muito bom em nosso país. Pessoas são demitidas, outras, que empreendem, estão sentindo os efeitos do desaquecimento, e todo mundo, quando isso acontece, resolve repensar as finanças. Por isso, eu quis escrever este post com algumas ideias que podem ajudar pelo menos um pouco neste momento.

dinheiro-financas

Se voce estiver com dificuldades financeiras, a primeira coisa a se fazer é ter compaixão por tudo o que você já conquistou e não se culpar. Sei que é difícil. Porém, pense sempre do hoje para a frente. Para se de se lamentar pelo que foi ou pelo que não foi.

A crise pode ser culpa da economia externa, da economia interna, mas é um acontecimento. Não adianta lamentar. Infelizmente, temos que lidar com a situação. Quanto mais honesto você for consigo mesmo sobre a sua situação financeira, melhores ferramentas você terá para tomar decisões.

Avalie todas as suas despesas e veja onde estão os excessos. Corte-os de imediato. Tudo aquilo que puder esperar, incube. Mantenha o que for realmente essencial. O mesmo vale para a sua empresa. O que mantém a sua empresa funcionando? Quais são os projetos e pessoas essenciais nesse momento? Eu sei que esse passo é difícil porque você vai perceber cortes que já deveriam ter sido feito há muito tempo. Projetos que nem deveria ter começado, investindo tempo ou dinheiro. Fica como aprendizado.

Agora, esteja certo de que os cortes que você esteja fazendo sejam inteligentes. Não mande embora o vendedor que ganha mais, sendo que ele é quem traz os principais clientes. Não mude de casa para pagar um aluguel mais barato em uma casa menor, sendo que você trabalha em casa e precisa do espaço para trabalhar direito.

Se você tem dívidas, tente renegociá-las. O lado bom é que todas as empresas de crédito e bancos devem estar preparadas para isso nesse momento. Então, se você ligar e dizer que simplesmente não tem mais como pagar, certamente eles farão uma contra oferta de renegociação. Qualquer dívida que você conseguir renegociar é um ganho. Não acumule dívidas nem faça novas.

Mude a sua maneira de ver seu trabalho. Se você está desempregado, revise seu currículo e sua trajetória profissional como um todo. O que mais você poderia fazer? Que outras áreas poderia investir? Será que você conseguiria prestar serviços para as pessoas para aumentar a sua renda atual?

Se você é empresário, pode ser que tenha colocado algumas coisas no piloto automático. Avalie seus serviços e produtos como um todo para buscar inovações e novos nichos e posicionamentos de mercado. Volte a se aproximar dos seus clientes. Entre em contato, converse. Conheça as necessidades. Será que algum produto ou serviço pode ser adaptado e vender muito bem?

Vender coisas é uma maneira a curto prazo de saldar algumas dívidas e levantar caixa, mas não é sustentável. Avalie se realmente é necessário.

Busque serviços alternativos que você poderia oferecer para sua roda de amigos ou contatos. Pergunte a um amigo o que ele pagaria hoje para ter e melhorar sua vida, e as respostas serão surpreendentes. Se de algum modo você puder ajudar, por que não? Tem pessoas tão ocupadas que precisam de quem passeie com seus cachorros ou simplesmente lave as roupas. Oferecer ajuda sempre ajuda.

Boa sorte. <3

Thais Godinho
09/09/2016
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Como eu transformei completamente minhas compras no mercado
O que fazer quando você tem 40 anos e ainda não pensou na aposentadoria?
Ideia para ter dinheiro para presentes

Se você chegou na casa dos 40 sem ter pensado nadinha no período da sua aposentadoria, em algum momento já deve ter percebido que poderia ter refletido sobre esse assunto com mais antecedência. Esteja você amando o que você faz ou contando os minutos para pedir sua aposentadoria, nunca sabemos o dia de amanhã e do que vamos depender, então é importante estarmos preparados.

Mas não se sinta culpado: uma pesquisa de 2013 mostra que 48% dos brasileiros nunca sequer pensou na aposentadoria. Porque esse não é o tipo de assunto que se ensina na escola (talvez devesse ser). Vamos ver o que você pode fazer então se estiver nessa faixa etária para se preparar para os anos que vêm por aí?

Leia o livro do Gustavo Cerbasi: “Adeus, aposentadoria”

Você deve achar que eu estou brincando – recomendar um livro que dá adeus à aposentadoria em um post sobre como se preparar para a aposentadoria. Na verdade, o que o especialista em finanças Gustavo Cerbasi propõe é uma nova forma de se pensar sobre a aposentadoria. Ele propõe que a gente pense sobre independência financeira, e fala sobre todos os formatos de aposentadoria (INSS, viver de renda etc). Vale a leitura para que você conheça todas as suas opções.

Se tiver dúvida sobre a leitura valer ou não a pena, leia a resenha que eu fiz aqui no blog um tempo atrás.

Procure ter desde já um estilo de vida razoável

Isso significa não gastar à toa, e só você pode saber o que é gastar à toa no seu caso. O que é necessidade para uns pode não ser para outros. Muitas pessoas acabam descobrindo que um determinado imóvel é grande demais e mudam para um menor, sem que isso fira seu orgulho de alguma maneira, ou trocam seu carro por um modelo mais popular para poder investir a diferença do valor das prestações em uma previdência privada.

Segundo o método de organização do Vida Organizada, para organizar qualquer coisa, é necessário começar destralhando, e destralhar significa exatamente tirar da sua vida o que não faz mais sentido para você. Esse exercício acontece o tempo todo. Se você reduzir as despesas para ter um estilo de vida mais razoável, não precisará de tanto no futuro e, voilá: conseguirá guardar mais também.

Com essa conscientização e mudança de estilo de vida desde já, você poderá ter uma ideia do quanto precisa ter mensalmente para sobreviver e, com base nisso, fazer algumas contas e encontrar valores que precisa acumular para chegar com segurança em uma possível aposentadoria.

Otimize seus investimentos

Uma ideia pode ser aumentar o que você investe em previdência privada ou os aportes no INSS (para chegar ao teto do programa). Outra sugestão é fazer investimentos diversificados. Ainda melhor seria se você pudesse aumentar sua renda de alguma maneira, de modo a ter mais dinheiro para investir nesses fundos.

Também não precisa deixar de viver…

Todas essas recomendações não são para fazer com que você pare de ir ao cinema, compre um livro ou uma roupa nova – apenas repense os gastos como um todo. É muito triste economizar uma vida inteira pensando em guardar para uma aposentadoria que pode sequer chegar. Não estamos falando em 8 ou 80. Leve uma vida legal, com um estilo que abranja suas necessidades e vontades, mas sem deixar de pensar no futuro. Porque também é muito ruim gastar tudo e, quando chegar lá na frente, não ter absolutamente com o que contar.

Espero que o post tenha ajudado de alguma maneira. Se você tiver qualquer dica nesse sentido e quiser compartilhar com outros leitores, por favor, deixe um comentário. Obrigada!

Thais Godinho
24/06/2016
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Como lidar com dificuldades financeiras
Cuidado com as liquidações

Com certeza você já tentou muitas dicas lidas por aí (e até mesmo aqui no blog) para economizar dinheiro. Hoje, eu gostaria de escrever sobre algumas sacadas mentais que podem te ajudar a realmente ter vontade de economizar.

Esse post surgiu da seguinte motivação: uma vez comentei por aqui que eu era uma pessoa consumista quando era mais nova e que acabei mudando esse comportamento, e um leitor me perguntou como eu consegui mudar, porque ele não consegue de forma alguma e sempre gasta muito. Bem, eu espero que este post ajude! Vamos lá.

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1. Visualize a sua velhice

Se tudo der certo, você vai envelhecer. Eu perdi o meu pai quando ele era muito novo (47 anos), para o câncer. Então, quando eu vejo um idoso, eu o considero um verdadeiro guerreiro. Não é fácil passar por tantos problemas na vida e ainda encarar as limitações físicas que a idade impõe. Além disso, os filhos têm suas vidas e sabemos que cada vez menos as pessoas têm tempo e, às vezes, não conseguem sequer garantir seu próprio sustento, quanto mais ajudar os próprios pais, mesmo querendo fazer isso.

Se você parar para pensar na sua velhice e que pode estar sozinho quando chegar lá, o que poderia ser uma situação menos desconfortável para você? E sim, eu sei que é difícil pensar em algo que você nunca viveu, mas pode ser um exercício interessante. Se você parar para pensar, todas as alternativas dependem de recursos financeiros. Você precisa ter dinheiro para pagar a mensalidade de um asilo, para pagar o salário de um cuidador, para pagar a mensalidade de um convênio médico e o preço de remédios, para viver como for.

Eu, por exemplo, estou trabalhando no meu legado em termos de trabalho. Estou construindo uma empresa que espero que dure gerações. Mesmo assim, mesmo querendo trabalhar até não ter mais recursos físicos e mentais para isso, sei que vai chegar uma hora que não vou mais conseguir. E, quando isso acontecer, quero poder fazer essa escolha sem depender financeiramente de alguma limitação. E acho que só de pensar nesse suposto momento já me faz questionar todos os gastos superficiais que tenho hoje. Qualquer dinheiro hoje guardado para essa finalidade e que me ajude nesse futuro é válido.

2. Prepare um fundo de emergência

Eu gosto da ideia de ter um fundo de emergência de um ano de salários para me deixar tranquila caso qualquer coisa aconteça comigo e eu não possa pagar as contas. Enquanto esse fundo não estiver preenchido, eu não consigo ficar gastando à toa. Desde que estabeleci esse objetivo, parei de gastar desnecessariamente.

Em resumo: abra uma caderneta de poupança ou um fundo de investimentos para chegar a um valor guardado equivalente a um ano de salários, no mínimo. Assim, se você ficar desempregado(a), terá uma chance mais tranquila de se recolocar no mercado, sem tomar decisões difíceis como ter que se mudar, vender casa, carro ou aceitar ofertas ruins para o seu currículo apenas para pagar as contas.

Quando alcançar o valor do fundo, vá aumentando a reserva o quanto puder. É uma reserva de segurança, sem limites, que depois poderá ser usada até mesmo para outros fins, como na aposentadoria.

3. Imagine quanto você tem que trabalhar para pagar por cada produto

Quando for comprar alguma coisa, lembre-se de quanto ganha por hora e pense se compensa pagar por ele. Por exemplo: se você ganha 50 reais por hora de trabalho, para comprar aquela camisa de 150 reais em uma loja de departamento, precisa trabalhar três horas. Vale a pena? Se sim, tudo bem, mas se for apenas mais uma camisa que você vai colocar no armário e usar de vez em nunca, talvez não valha.

Se a gente for aplicar isso a itens com valores mais caros, a conta fica surpreendente. Celulares, aparelhos de TV, computadores etc. Eu já deixei de comprar bastante coisa só por exercitar esse raciocínio.

4. Tenha contas para pagar / responsabilidades

Acho que essa é infalível, não? Quando eu me tornei provedora da família, não me sentia nem bem em sair gastando o dinheiro da nossa casa em coisas desnecessárias sendo que poderíamos usar esse dinheiro para algo que poderíamos precisar.

5. Quando eu abri a minha empresa…

O principal realmente veio quando eu resolvi empreender e abrir a minha empresa, porque reduzi meus gastos pessoais ao realmente essencial, precisei definir meu pro-labore (o salário do empresário, baseado nas contas do mês), pagar meu próprio INSS, impostos, controlar as contas, fazer investimentos na empresa, contratar serviços, contratar pessoas, controlar folha de pagamentos…

Quando isso virou realidade na minha vida, aí sim aprendi a dar valor ao dinheiro, porque sei que a entrada e a saída dele dependem exclusivamente de mim, então essa transição da vida de funcionária para a vida de empreendedora / administradora de empresa fez toda a diferença na minha relação com o mindset financeiro, com toda certeza.

E você, já teve um clique que te fez parar de gastar e começar a dar mais valor ao dinheiro? Deixe nos comentários!

Thais Godinho
19/05/2016
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Como economizar água
Dicas para quem vai morar sozinho
Colecione fotos do que deseja comprar, em vez de comprar

Toda economia vale a pena! Veja na lista abaixo se você pode estar gastando dinheiro em coisas que nem imaginava. Se você já conhece todas, parabéns! Passe adiante para seus amigos, familiares e colegas! Com certeza muitos podem estar precisando ler essas dicas!

gastos-desnecessarios

  1. Desorganização. Ok, posso ser super parcial por começar com esta, mas a verdade é que, quando você não se organiza, você desperdiça MUITO dinheiro. Não só comprando canetas, pendrives e outros objetos duplicados simplesmente porque não achou os que já tinha no meio da sua bagunça (“mas eu tenho certeza que já tinha comprado um cortador de unhas!”), mas se planejando para situações como desemprego, evitando financiamentos e parcelamentos (e pagando juros altíssimos), aposentadoria, entre muitas outras. Você só tem a ganhar organizando a vida. Cadastre-se no blog e comece a se organizar.
  2. Comprar itens individualmente. Pode parecer polêmico, mas muitas vezes compramos alimento embalado, caneta, caderno e outros objetos individualmente e acabamos pagando mais caro por isso. Em alguns casos, se você for usar mais vezes esse produto, pode valer a pena comprar em quantidade e pagar mais barato. Um exemplo típico é ração para cachorro. Se você comprar o pacote de 1kg sempre que acabar, pagará um valor como R$12. Se comprar o pacote de 10kg, pode economizar muito, chegando a pagar R$6 ou R$7 o quilo em alguns estabelecimentos. Isso acontece com muitos produtos. Isso quando mercados e outras lojas não fazem promoções tipo “leve 3, pague 2”, mas confira se 1) o preço dos três produtos não está embutido no valor dos dois e 2) você realmente usará todos esses produtos. Às vezes, vale a pena comprar apenas um mesmo.
  3. Não usar desconto de estudante e outras promoções de cartões, cupons e seguros. Use todos os descontos que conseguir, pois são direitos seus! Se seu seguro de carro dá direito a uma visita do encanador, não há por que chamar um encanador particular. Se você estuda em uma universidade, vale a pena investir na carteirinha de estudante anual para conseguir descontos em shows, cinema, teatro e outros. Se você ganhou um cupom de desconto para um produto que precisa ou um serviço que solicitaria de qualquer maneira, aproveite a promoção.
  4. Comprar panos de limpeza. Eu sei que existe uma variedade gigantesca de panos de limpeza e que cada um tem sua especificidade. Mas sou contra jogar coisas no lixo. E, muitas vezes, uma camiseta velha, velhinha mesmo, daquelas que não podem ser doadas, servem como pano de chão. E dos bons! Isso serve para muitas peças de roupas. Panos de limpeza são usados constantemente durante toda a vida e, se você sempre tiver que comprar, vai gastar um dinheiro considerável com eles. Numa boa, economize! Até mesmo alguns produtos de limpeza podem ser substituídos muitas vezes por soluções mais baratas e naturais. Não só seu bolso como a natureza agradecem!
  5. Ir mais de uma vez por semana ao supermercado. Quando você fraciona as suas compras, sabe o que acontece? Você perde a noção do quanto você está gastando. Dói muito menos no bolso gastar 80 aqui, 120 ali, que 400 reais de uma só vez. Qual é a minha recomendação: planeje o menu semanal para toda a sua família, incluindo os lanchinhos, e vá ao mercado buscando aproveitar os alimentos ao máximo, comprando as quantidades certas. Assim, não sobra nem falta, e você não gasta a mais nem joga alimentos fora. Além do que, tempo é dinheiro. A não ser que você tenha os dois para gastar, não faça isso.
  6. Tomar café na rua. Essa dica é básica, mas mesmo assim eu vejo tanta gente tomando café na rua diariamente! Se for algo pontual, que você faz de vez em quando, numa ocasião especial, quando encontra alguém, quando faz uma reunião, é uma coisa. Outra totalmente diferente é aquele cafézinho diário, já habitual, que você já nem faz mais tanta questão mas está ali, todo dia na agenda. Já fez as contas de quanto custa um café de 2,50 todos os dias durante um mês inteiro? 60 reais. Ou 720 reais por ano, para ser mais exata.
  7. Não carregar com você uma sacola reutilizável. Eu sei que muitas pessoas utilizam sacolas de plástico para o lixo depois. Porém, deixe isso para as gratuitas. Quando forem pagas, use a sua. “Ai Thais, que horror, são tão baratinhas”. Tudo bem, você que sabe.
  8. Lâminas descartáveis. Uma vez uma amiga minha me disse que comprou um jogo de lâminas de barbear “para homens” e se sentiu “liberta” porque são muito mais baratas e boas do mesmo jeito. Pois é. Gente, não é porque o livro diz que homens são de marte e mulheres são de vênus que você necessariamente precisa comprar a lâmina de barbear do planeta relacionado ao seu gênero. Lâminas descartáveis são super caras e, em teoria, você deveria descartar depois de poucos usos. Que carteira resiste a isso? Compre bons aparelhos de barbear e substitua os refis.
  9. Bebidas durante as refeições. Aqui vale a mesma coisa que o café. Uma vez ou outra, vá lá. Todos os dias, faz um rombo no seu orçamento. Fora que não faz muito bem para a saúde beber qualquer tipo de líquido enquanto se alimenta (pergunte ao seu médico).
  10. Produtos de limpeza em demasiado. Aqui vou ser herege novamente (por causa do blog), mas eu sou a favor do suficiente. Não precisamos de 32 tipos de amaciantes, alvejantes e sabonetes líquidos. Adoro conhecer aromas e testar novidades, mas uma de cada vez. Ter vários produtos abertos em casa ao mesmo tempo não é comigo. Recomendo comprar um de cada vez.
  11. Cosméticos em exagero. Aqui vale a mesma coisa. Eu adoro ler blogs de moda e beleza. Adoro mesmo, tiro muitas dicas boas. Mas não podemos tomar a vida dessas moças, que vivem disso como seu trabalho, como a nossa realidade. Não é para ter 15 tipos de hidratantes noturnos na gaveta do meu criado-mudo. Um só basta. Use até acabar. Fora que ter um monte de produtos abertos nem é recomendado. Eles estragam rápido. Logo, vale mais a pena comprar um, usar até o fim, comprar outro e por aí vai. E, se você fizer isso, pode até se permitir comprar aquele melhorzinho, que é meio “sonho de consumo”. Melhor comprar um bom que um monte ruim.
  12. Deixar sua saúde de lado. Quando você deixa de ir ao dentista com frequência, depois tem que investir em um tratamento dentário mais caro. Quando você não faz um exercício físico, depois tem que comprar remédios e outras coisas. Tudo na vida tem um preço. Você tem que saber no que vale a pena investir. Minha mãe costuma dizer que quem compra na feira economiza na farmácia. Eu adoro essa frase dela, e acho que é muito verdadeira!
  13. Comprar roupas nos lançamentos das coleções. Se você gosta de moda como eu, pode ser que acompanhe as coleções, tanto de desfiles quanto de fast-fashion. E também já deve ter percebido que, se comprar na semana do lançamento, pagará o “preço cheio”, sempre mais caro. Muitas vezes, algumas poucas semanas depois, os preços caem de 50 a 80%. Espere. Nada vai acontecer na sua vida se você não conseguir comprar uma peça de roupa na liquidação depois. Roupas sempre existirão. Não vale a pena pagar caro por algo que não vale esse preço.
  14. Comprar coisas que você não precisa. Essa também pode parecer óbvia, mas é tão comum, especialmente com roupas, por isso já quis emendar. Se viu uma roupa na promoção, mas não ficou boa, você não precisa, o tecido não é bom, não combina com nada que você tem, não compre. O mesmo vale para todo outro tipo de objeto.
  15. Deixar os pneus do carro descalibrados. Quando você não calibra os pneus, além de fazer mal para o seu pulso (pois o volante fica mais pesado), o carro gasta mais combustível. Resultado: você gasta mais dinheiro com combustível sem nem perceber. “Acontece que, com um pneu descalibrado, o automóvel tem mais contato com o solo. Com mais borracha se arrastando no asfalto da rua, o carro vai precisa gerar mais força, mais rotações do motor, para desenvolver a velocidade desejada.” Fonte: Revista Super Interessante.
  16. Compra de aplicativos, e-books e joguinhos. Se você já gastou 1,99 para passar de fase no Candy Crush, comprou e-books por 0,99 no Kindle ou baixou um app imperdível por 3,99 sabe do que eu estou falando. Fazer essas compras é algo muito rápido e fácil, por isso fazemos. Mas, com o dólar a quase 4 reais, mal percebemos o quanto estamos gastando. Pense: se você comprar 10 aplicativos de 1 dólar por mês, terá gasto 40 reais! Em um ano, serão 480 reais! É muita coisa para nada! Repense essas pequenas compras e tente não navegar no celular quando estiver com sono, com tédio ou cansado(a).
  17. Ventilador, ar condicionado e aquecedor o tempo todo. A gente vive em um país muito quente. Ok, temos alguns dias frios em algumas regiões, e aí algumas pessoas usam aquecedores. Muitas vezes, não precisamos usar tanto ventilador, ar condicionado e aquecedor – basta abrir mais as janelas, tomar sol e curtir a brisinha que entra. Mas é mais fácil só apertar um botão. Não estou dizendo para não usar, mas para tentar reduzir e não usar o tempo todo. Se usar durante 30 minutos e deixar desligado durante outros 30, já reduzirá o consumo pela metade.
  18. Serviços de assinatura que você não usa. Você pode até me dizer que essa dica é óbvia também, mas nem tanto. Vejo muita gente que tem assinatura de aplicativos e outros serviços de Internet que nem se lembrava. Dê uma analisada na sua fatura do cartão de crédito e na sua conta do Pay Pal e corte alguns acessos. Se você assina revistas, repense. Deixe apenas aquelas assinaturas que realmente fazem algum tipo de sentido.
  19. Usar só cartão para tudo. Eu sei que usar milhas pode ser extremamente vantajoso, mas a maioria das pessoas não sabe como fazer isso. Se você sabe, simplesmente pule esta dica – ela não é para você. Se você não usa milhas nem tem interesse em aprender a usá-las, repense o uso do seu cartão para tudo. O problema de usar só cartão não é o cartão em si, mas o fato de você se desacostumar com o uso do dinheiro. E, quando a gente se desacostuma a usar dinheiro, ele perde o seu valor. É muito mais fácil passar 54 reais no débito que pagar em dinheiro vivo – dói menos, sabe? E aí a gente acaba gastando mais mesmo que não perceba. E é claro que isso aqui não vale para todo mundo. Tem muita gente que só usa cartão e é super consciente. Mais uma vez, se for o seu caso, ignore esta dica. Ela vale para quem se identifica com ela.
  20. TV a cabo. Estamos vivendo em uma época de insegurança que não sabemos se teremos Internet ilimitada para assistir Netflix. Fonte: Fantástico. No entanto, enquanto isso não acontece, aproveite. Não gaste seu dinheiro todo mês em algo que quase ninguém assiste. Muitas pessoas têm tv a cabo apenas para que os canais da tv aberta peguem (por causa da antena). Invista em um conversor digital ou em uma antena digital. Sai mais barato. E utilize sua rede wifi para acesso a serviços como YouTube e Netflix para assistir o que deseja.
  21. Deixar para pagar as contas no dia do vencimento. Nada pior e mais desorganizado que deixar qualquer coisa para a última hora, inclusive contas. Pague com antecedência, sempre que puder. Muitas vezes, você pode até mesmo negociar descontos, se ligar na prestadora de serviços (tente!). Além do que, se você deixar para a última hora e deixar passar um dia por qualquer imprevisto, pode pagar juros altíssimos por dia, gastando dinheiro desnecessariamente. Evite.
  22. Fazer lanchinhos na rua. De uma barrinha de cereal a um chocolatinho e uma balinha, sempre que você levar de casa, economizará mais. Programe seu menu para a semana, compre no mercado com antecedência e economize de 50 a 80% do valor das coisas que compraria na rua. Se você se organizar, dá para levar até sanduíches, caldos e saladas para comer em trânsito com uma pequena lancheirinha e os acessórios corretos.
  23. Pagar alguém para reparos e serviços simples. Ok, eu adoro delegar tarefas. Acho que nosso tempo é nosso bem mais precioso e ele deve ser valorizado. Porém, gastamos muito dinheiro com coisas como manicure e pequenas pinturas. Sou a favor do incentivo a micro empresários (sou um deles), mas escolha aqueles serviços que você não pode ou não consegue fazer. Eu sou péssima para fazer as minhas unhas, mas vou à manicure somente se tiver algum evento muito que não dê para enganar fazendo as unhas eu mesma em casa. Em todas as outras semanas do ano, eu faço em casa e economizo quanto? Muito. Muitas pessoas gastam rios de dinheiro com serviços que elas mesmas podem fazer, e não é nem questão de tempo ou capacidade, mas hábito. Eu não quero ditar regras na vida de ninguém, mas quero incentivar você a repensá-los.
  24. Comprar produtos só pela marca. Eu tenho minhas marcas preferidas porque, na maioria dos casos, elas representam alguns valores e uma qualidade que, para mim, são importantes. Mas, para muitos produtos, eu realmente questiono a questão da marca. Vejo que a variação de preços para coisas como sabonete é enorme! Se a gente sempre quiser comprar a marca mais reconhecida ou famosa do mercado, a diferença no valor final será gigantesca. Será que vale a pena? Mais uma vez: não é preto no branco, mas acho que vale a pena questionarmos todas as nossas escolhas. E, se uma marca for importante para nós, pensarmos: por quê? Pode ser um indicativo interessante.
  25. Deixar para comprar só quando estiver com fome / em emergências. Aqui vale não apenas para alimentos, mas para várias outras coisas. Nada pior que ter que trocar os pneus porque os atuais estouraram, mas no momento todos os preços estão lá em cima. Se tivesse comprado um mês atrás, teria economizado. Nada pior que comprar os materiais escolares pelo dobro do preço na véspera da volta às aulas. Nada pior que deixar para comer quando está morrendo de fome, em vez de se organizar para almoçar na hora certa, e aí ter que parar no primeiro lugar que aparecer, com comida ruim e cara. Enfim, tudo se resume a: organize-se minimamente.

Conhece outras maneiras de economizar não abordadas neste post? Deixe um comentário!

Thais Godinho
03/05/2016
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Organize seus documentos para a declaração do Imposto de Renda
Como economizar energia elétrica
Dicas para quem vai morar sozinho

Este post traz algumas dicas úteis e menos comuns (ou seja, que não vemos tanto por aí) para economizar energia em casa.

  • Filtros condicionadores de água gastam muita energia. Será que você precisa da água tão geladinha sempre? Será que não seria melhor encher uma garrafa com água e colocá-la na geladeira?
  • Qualquer aparelho ligado em modo stand-by gasta energia. Alguns gastam tanto quanto estivessem ligados. Por isso, desligue da tomada enquanto não estiver usando. Ao comprar, opte por aqueles que gastam menos energia em modo stand-by (são informações que geralmente constam nas embalagens do produto).
  • Quanto mais engenhocas eletrônicas você tiver em casa, mais energia vai gastar sem que perceba. Por exemplo: em vez de usar o multiprocessador o tempo todo, substitua por fatiar ou picar de vez em quando os legumes com faca e tábua. Se tiver aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos que não use, venda ou doe.
  • Quando você coloca o seu celular para carregar de noite, na hora de dormir, ele vai estar 100% carregado em poucas horas e, no restante do tempo, já carregado ele continuará gastando energia. Em vez disso, habitue-se a carregá-lo ao chegar em casa e deixe-o com 100% de bateria ao lado da cama (muitas pessoas usam como alarme para acordar). Deixe-o carregando na tomada apenas o tempo suficiente para encher a carga.
  • Substitua o relógio do microondas por um relógio analógico de parede. Deixe o do microondas desligado.
  • Há diversas maneiras de economizar energia com a sua geladeira. A porta da geladeira aberta gasta muita energia. Habitue-se a pensar no que vai pegar antes de abrir a geladeira, diminuindo o tempo da porta aberta. Não compre uma geladeira ou freezer maior do que precisa. Não coloque a geladeira perto do forno ou em uma parede que recebe sol, pois dessa forma ela gasta mais energia para resfriar-se internamente. Espere que a comida esfrie antes de guardá-la na geladeira.
  • Ao cozinhar, escolha a boca do fogão adequada ao tamanho da panela. Sempre que possível, tampe as panelas para cozinhar mais rápido e gastar menos energia.

Algumas dicas simples que podem ajudar você a reduzir o consumo de energia na sua casa, economizar e ainda ajudar o planeta.

Thais Godinho
22/04/2016
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Cuidado com as liquidações
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Pare de comprar coisas durante algum tempo