Finanças

20 Apr 2015

Resenha: Guia Bolso

Apesar de gostar de utilizar planilhas para organizar algumas informações, com o passar do tempo eu comecei a perceber que nem sempre tinha pique para atualizar planilhas. Sempre pensei que poderia existir uma maneira melhor de administrar as nossas finanças mas, enquanto não encontrava, continuava levando dessa maneira. Até que eu ouvi falar de um aplicativo chamado Guia Bolso, baixei no celular e, timidamente, comecei a testar. Hoje não vivo mais sem ele e não consigo pensar em outro aplicativo melhor para os preguiçosos com finanças (tipo eu).

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Basicamente, o Guia Bolso é um aplicativo que se integra com as suas contas de banco e te traz, diariamente, os gastos efetuados no débito e nos cartões de crédito. O trabalho que você tem é o de acessar de vez em quando (se for todos os dias, melhor) e classificar os gastos em categorias. Por exemplo: o Guia Bolso viu que você gastou 80 reais em um lugar, e você sabe que foi no mercado. Então você simplesmente categoriza essa despesa como “Mercado”. Da próxima vez que você efetuar uma compra no mesmo lugar, ele já categorizará automaticamente.

Isso é incrível porque não demanda esforço.

Outro recurso do aplicativo é o de planejamento. Para cada categoria, você pode planejar quanto pretende gastar a partir do mês em questão. Quando você estiver chegando perto do limite, o aplicativo te avisa. E, assim, você pode ir controlando os seus gastos, estabelecendo metas para o próximo mês etc.

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Ao abrir o aplicativo, ele já te dá as seguintes informações: saldo atual em contas correntes cadastradas, saldo atual dos cartões e saldo dos investimentos (ex: poupança). Abaixo, mostra como está seu planejamento do mês em questão (você gastou X de Y planejados). Depois, mostra o que você recebeu de renda e o que teve de despesas. Na sequência, mostra um gráfico pizza com os gastos por categorias. E, depois, vem um feed com os últimos gastos para você classificar. Vale lembrar que dá para criar categorias novas e editar as existentes.

Não precisa ficar com medo de fornecer informações sobre a sua conta, pois o app pode somente puxar informações – jamais fazer transações. Além disso, a empresa diz usar os mesmos sistemas de criptografia empregados pelos bancos para proteger os dados dos usuários.

Se você tem dificuldade para controlar suas contas e tem preguiça de atualizar planilhas, o app é uma excelente opção. Disponível para iPhone e Android.

Eu costumo classificar as contas diariamente nas pequenas janelas de tempo ao longo do meu dia.

Alguém mais usa esse aplicativo? Compartilhe sua experiência nos comentários!

17 Apr 2015

Como comprar: sofá-cama

Todo mundo que gosta (ou precisa) receber pessoas em casa já deve ter pensado na possibilidade de comprar um sofá-cama. Como planejar uma compra é algo que podemos organizar, eu gostaria de começar aqui uma categoria chamada Como comprar, onde justamente vou dar dicas para fazer a melhor compra possível sempre.

Por que comprar um sofá-cama?

O sofá-cama pode ser indicado para quem não tem um quarto de hóspedes em casa e gostaria de receber pessoas para passar a noite (geralmente amigos ou parentes). O sofá-cama acaba ficando no escritório ou na sala. Também pode ser indicado para quem mora em um apartamento muito pequeno (como uma kitnet) e precisa de espaço para circulação. Ainda pode servir para mães e pais de recém-nascidos, que querem colocar um móvel para dormir no quarto da criança, quando necessário.

Como saber que sofá-cama comprar

É importante lembrar que, se o sofá-cama ficar na sala ou for comprado para servir como cama diariamente, ele precisa ser confortável.

Se ele ficar no escritório, pode não ter tanto espaço ao ser aberto, então o modelo precisa ser diferente.

Tipos de sofá-cama

O sofá com design diferenciado, que será usado como sofá sempre e como cama ocasionalmente, somente se necessário;

Sofá da Tok&Stok

Sofá da Tok&Stok

O sofá confortável, que será usado diariamente pelo morador para dormir e como sofá apenas para ajudar na circulação;

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Sofá da Oppa

A poltrona que vira cama, recomendada especialmente para quartos de recém-nascidos;

Sofá da Etna

Sofá da Etna

O sofá mais rústico, que pode ser usado como cama, para ficar em ambientes pequenos.

Sofá da loja Meu Móvel de Madeira

Sofá da loja Meu Móvel de Madeira

Como comprar

  • Defina o objetivo de acordo com a sua necessidade.
  • Sempre meça o espaço disponível na sua casa para colocar um sofá-cama aberto, para não ter surpresas.
  • O material também importa. Um sofá-cama que será usado diariamente deve ter material fácil de limpar, mas que não prejudique o conforto. Sofás-cama feitos de courino podem não parecer confortáveis, mas bastam ser forrados com jogo de cama. Não são recomendados, no entanto, porque esquentam muito. Os materiais naturais sempre são melhores.
  • Confira se o mecanismo de extensão do sofá funciona com facilidade.

Quanto pagar

O valor do investimento depende da intensidade do uso. A regra é clara: se for usar muito, pague mais pelo conforto; se for usar pouco, não precisa investir tanto. Você encontrar sofás-cama de R$500 a R$4.000 nas principais lojas do ramo em nosso país. Lembre-se: você paga pela qualidade do material, das ferragens e pelo design.

Boas compras!

06 Mar 2015

Casais inteligentes conversam sobre finanças juntos

Um dos temas mais importantes relacionados a organização é quando falamos sobre finanças. Depois de alguns anos de casada, pude perceber a importância de esse tema ser tratado em casal para que as expectativas sejam alinhadas e toda a família trabalhe em equipe com relação não só à economia financeira mas ao alcance de metas juntos. Gostaria de compartilhar aqui alguns aprendizados que tivemos nos últimos anos, então:

# Não vale a pena colocar a culpa no dinheiro para fazer atividades em casal ou em família. Exemplo: um jantar, ir ao cinema, viajar. Com planejamento, dá para se organizar e fazer tudo isso. E claro, não compensa se encher de dívidas por uma viagem tomada por impulso. Vale a pena viajar mais para a frente, mas guardando dinheiro para isso. Nós também aprendemos a reservar um orçamento para atividades juntos, como ir ao cinema uma vez por mês. Nós gostamos muito de ir ao cinema, então apenas organizamos essas idas para que ficassem dentro do nosso orçamento e investíssemos tempo em outras atividades. O que vale lembrar também é que existem muitas atividades gratuitas legais, como passear em parques, andar de bicicleta e visitar exposições.

# Não falar sobre dinheiro é um erro. A partir do momento que você se casa, é importante dividir as responsabilidade, saber quanto cada um ganha e ver como esse dinheiro está sendo gasto ou investido. Eu comento isso porque vejo acontecendo comumente com muitos casais (não saber quanto o outro ganha). O cenário ideal é ambos saberem e controlarem juntos o que ganham. Somos uma família ou não?

# Meu marido não liga muito para organização, então o que eu faço é ter uma planilha de finanças que atualizo semanalmente. Quando vejo algum gasto na nossa conta que não sei do que se trata, pergunto para ele, que me diz: “ah, foi gasolina” ou “foi aquele dia que precisamos comprar a fechadura para a porta”. Sempre que eu termino de atualizar, mostro para ele e comento sobre o orçamento que temos para determinadas atividades. Esse processo de mostrar leva menos de cinco minutos, mas é essencial para manter a coisa toda nos trilhos. Se a gente não tiver consciência do que está acontecendo na conta, é muito mais fácil ficar “passando tudo no débito” e entrar no cheque especial. (Muitas pessoas me pedem uma planilha financeira para download. Eu utilizo a planilha do Gustavo Cerbasi, que pode ser baixada aqui.)

# Definir prioridades é fundamental. Na prática, isso se aplica da seguinte maneira: levanta-se a possibilidade de investir dinheiro em um novo projeto (exemplo: viajar para o exterior). Então conversamos: Quando queremos fazer isso? Dentro das nossas possibilidades, quando poderemos fazer? Temos outros projetos mais importantes e necessários que são prioritários? O que pode ser deixado de lado para que a gente faça essa viagem? São questionamentos básicos que nos ajudam a tomar decisões em conjunto. Não adianta nada eu ter consciência das finanças e falar “não rola essa viagem”, sem que ele não saiba os motivos. Por isso, é muito, muito importante as decisões serem tomadas em conjunto.

# Cuidado com o estilo de vida que vocês levam. Gosto muito da “teoria dos baldinhos” do Gustavo Cerbasi, onde ele diz que, mensalmente, temos baldinhos a preencher com o nosso dinheiro. O primeiro baldinho é o das contas. Enchemos o balde e, só depois, vamos para o segundo, que é o de ínvestimentos (guardar dinheiro na poupança ou aplicá-lo, por exemplo). Só depois de pagar contas e guardar o dinheiro na poupança é que vamos gastar com outras coisas, como jantares, viagens e compras no geral. Na prática, é bem difícil ter essa disciplina, mas acredito que ter os gastos previstos em uma planilha ajude bastante.

# Planejar a curto e médio prazo é importante, mas e o longo prazo? O que vocês estão fazendo para garantir a “aposentadoria” de vocês? São questões para se pensar agora, não quando tiver 50 anos de idade. O dinheiro que você gasta hoje em um supérfluo apenas pelo consumo pode fazer falta depois.

# Procurem economizar no dia a dia com coisas simples. Dei o exemplo do cinema uma vez por mês (mesmo querendo ir quatro), mas pode se aplicar a tudo. Jantar fora, comprar uma coisinha no shopping, decorar a casa, viajar, analisar o plano da tv a cabo e por aí vai. São gastos que devem ser analisados, pensados.

# Evitem dívidas. Claro que há dívidas e dívidas (uma coisa é parcelar uma TV no cartão de crédito, outra é financiar um imóvel). No geral, procurem comprar coisas à vista. Para ter o dinheiro, guardem um montante todo mês ou comprem apenas o necessário. Com essas duas recomendações simples, as compras necessárias do dia a dia se tornam menos onerosas.

# Construam um fundo de emergência. A ideia do fundo de emergência é ter um dinheiro guardado caso aconteça o pior. Especialistas dizem que o montante ideal equivale a seis meses de ganhos da família hoje. Este é o primeiro passo. Depois de ter o equivalente para seis meses, tenha para um ano, e vá aumentando. A ideia é que, mesmo que vocês queiram comprar um imóvel ou usar seu dinheiro para algum projeto mais caro, não mexem nessa quantia emergencial. Ela é uma garantia de que sua família nunca ficará em apuros.

Alguns livros que eu recomendo para que vocês aprendam mais sobre finanças e possam conversar a respeito:

  • Casais inteligentes enriquecem juntos – Gustavo Cerbasi
  • Dinheiro: os segredos de quem tem – Gustavo Cerbasi
  • Adeus, aposentadoria – Gustavo Cerbasi
  • Investimentos inteligentes – Gustavo Cerbasi
  • Como organizar sua vida financeira – Gustavo Cerbasi
  • Bolsa blindada – Patrícia Lages

Por fim, a recomendação final é que vocês conversem sobre esse assunto para aumentarem o vínculo de vocês e tenham metas em comum. Sem isso, cada um vai querer fazer uma coisa e pode gerar brigas entre o casal. Vale a pena.

27 Jan 2015

Organize seus arquivos para a declaração do Imposto de Renda este ano

Talvez você pense que abril esteja muito longe, mas tudo o que dá para antecipar, é legal antecipar. Para que deixar para organizar seus arquivos somente daqui a três meses, sem saber como estará sua situação até lá? E se você estiver com muitas atribuições no trabalho ou precisar fazer uma viagem? Vale a pena se programar e começar a organizar o quanto antes para fazer a declaração.

A entrega da declaração do IR começa apenas em março, mas o ano-base é o anterior. Logo, com a chegada de janeiro, já dá para começar a se organizar com relação a isso. “As regras deste ano ainda não foram anunciadas pelo governo mas, segundo Antonio Teixeira, da consultoria IOB Sage, terá que fazer a declaração quem tiver recebido, em 2014, renda tributável acima de R$ 26.816,55.”, segundo o site da Folha de São Paulo.

Em novembro, a Receita Federal lançou um aplicativo que serve para você lançar um rascunho da sua declaração, para não ter que fazer tudo somente em março, quando o programa foi lançado. Quem quiser se adiantar, basta baixar o aplicativo e depois migrar as informações inseridas para o sistema oficial.

Veja o que você já pode ir providenciando

  1. Crie uma pasta no seu computador (ou um caderno no Evernote) para inserir os arquivos que serão usados em sua declaração de 2015.
  2. Encontre sua declaração de renda do ano anterior. Já deixe salva na pasta, pois será necessária. Se você estiver declarando pela primeira vez, não é necessário. Caso tenha dúvidas, vale a pena consultar um especialista (um contador, por exemplo). Se você não tiver uma cópia ou não lembrar onde colocou, pode baixar uma cópia no site da Receita Federal.
  3. Se você mudou de emprego no ano passado, vendeu um imóvel ou trocou de carro, é importante resgatar os documentos que comprovem a renda recebida, recisões ou o valor dos bens. Guarde-os na mesma pastinha.
  4. Guarde todos os comprovantes gastos com saúde e educação, que são os comprovantes que ajudam na restituição.
  5. O mesmo vale para compra ou venda de bens.
  6. No geral, as empresas fornecem uma declaração do IR até o final de fevereiro para os seus funcionários. Solicite assim que possível. No caso dos bancos, é possível pegar no próprio caixa eletrônico.

Para a declaração de 2016, vale a pena já deixar esses documentos e comprovantes de 2015 salvos em uma pasta ou no Evernote, para facilitar futuramente.

24 Jan 2015

Caderno de listas de compras e a coisa de usar papel para ser mais simples

Outro dia eu postei no Instagram (aliás, já me segue no Instagram? clique aqui!) uma foto de um caderninho que eu estava testando e muitos leitores me fizeram perguntas a respeito e pediram para eu falar mais aqui no blog. Ei-lo, então. A ideia foi a seguinte: pegar um caderninho de notas e usar como lista de compras para o mercado.

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Aí surgiram as seguintes dúvidas:

“Mas e o Evernote? Vai perder essa função?”

Eu já não utilizo o formato do guia do blog há uns bons meses. Somente naquela ocasião eu utilizei a lista no Evernote. O que é importante os leitores do blog saberem é que meu papel, como organizadora profissional, é testar coisas. Não existe certo ou errado quando se trata de organização, e tecnologia não é sinônimo de “melhor-que” papel. O melhor é o que funciona para cada um. Eu já testei lista de mercado em bloquinho, ímã de geladeira, lousa, celular, Evernote, Toodledo, planilha, outros aplicativos, caderno grande. É meu papel fazer isso, e eu gosto, por isso faço! Desta vez, o teste é em um caderninho.

“Como você faz a lista?”

Separei em 8 categorias, dividindo as páginas (em quantidade aleatória) para cada post-it colorido. As categorias são relacionadas aos corredores do mercado que eu frequento, na ordem deles:

  1. Bebidas (pego o mais pesado antes)
  2. Produtos de limpeza
  3. Cosméticos
  4. Mercearia
  5. Doces / Salgados
  6. Feira / Padaria
  7. Carnes
  8. Gelados

Deixo o caderninho na cozinha com uma caneta presa na sua espiral. Se algo acabar, tanto meu marido quanto eu anotamos. No dia das compras, basta levar ao mercado. Eu não gosto de usar o celular no mercado porque meu celular é ferramenta de trabalho e tenho medo de ser assaltada. Também acho papel mais prático.

Ao fazer a compra, risco o item na folha e coloco a data na frente, somente para controle.

É isso. Simples e fácil. Lembrem-se que o tema de janeiro no blog é Simplifique. O que é simples para um pode não ser simples para o outro. Estou testando há uma semana, mais ou menos, e tem funcionado bem.

Ah! Vale lembrar que esse era um caderninho usado que foi reaproveitado, então a ideia é reutilizar o que já se tem mesmo.

E você, utiliza papel para organizar a lista do mercado ou prefere usar tecnologia?

27 Nov 2014

Aproveitando a Black Friday de maneira organizada

Amanhã teremos a black friday brasileira – um dia em que todos os principais varejistas oferecem produtos com ofertas. Este ano, não sei se é impressão minha, mas parece que o pessoal se engajou legal nessa história, o que pode trazer boas oportunidades de compras para os consumidores. Vamos ver como aproveitar esse dia de maneira organizada?

1. Tenha uma lista

Vale a pena ter uma lista do que quer comprar ou precisa. Se não, a quantidade de produtos *supostamente* em promoção podem te fazer perder o foco. O bom de ter uma lista é que também facilita ao procurar as ofertas – você não perde tanto tempo.

2. Compre nas lojas que confia

Não arrisque fazendo compras (especialmente as grandes, como eletrônicos) em lojas que nunca comprou antes ou não conhece a reputação. Não se deixe levar pelo preços mais baixos.

3. Compare os preços de antes e depois

Sites de comparação de preços (como o Buscapé) podem ajudar a fazer boas escolhas. O site Techtudo também postou uma lista com 5 sites que ajudarão a economizar nessa black friday. Vale a pena comparar, pois já é sabido que muitas lojas camuflam as ofertas, colocando preços que não tão ofertas assim.

E a regra geral de finanças vale para esta ocasião também: só compre algo por impulso se realmente tiver dinheiro sobrando. Se não, atenha-se ao que você realmente precisa, comparou preços e sabe que é uma boa escolha.

Muitas pessoas comprarão presentes de Natal nessa black friday. É uma boa, mas fique atento(a) ao prazo de entrega. Para não correr o risco, dobre o prazo e veja se dá tempo. Se não der, pode não valer a pena comprar nessa ocasião.

Boas compras!

04 Sep 2014

10 dicas práticas para economizar em setembro

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Eu adoro organizar finanças! Estabeleci algumas metas pessoais para economizar este mês e resolvi compartilhá-las com vocês. Quem sabe a gente não consiga fazer juntos?

1. Defina um orçamento

Controlar os gastos é básico. O que eu quero ter como meta este mês é estabelecer um orçamento para cada gasto e tentar cumprí-lo. Por exemplo: se minha conta de luz veio 80 reais em agosto, vou tentar chegar em 70 em setembro. Eu gosto de trabalhar com metas assim porque gosto de uma competição interna. Costuma funcionar para todo mundo, no geral, e ainda ajuda a economizar. Portanto, estabeleça um orçamento para todos os seus gastos. Isso vale para os 10% ou 20% que você queira guardar na poupança ao final do mês.

2. Anote seus gastos

Eu sei que é chato. Sei que demanda tempo, andar com caderninho na bolsa ou acessar o aplicativo no celular. Mas, quando anotamos nossos gastos, o controle é muito maior. Se a gente não anota, pode ter a tendência a ignorar o que está acontecendo na nossa conta bancária e ir gastando como se, inconscientemente, tudo estivesse sob controle. Não caia nessa! Procure anotar seus gastos, seja como for. Muitas pessoas me pedem dicas de aplicativos, mas existem tantos nas stores de iOS e Android, que vale a pena ir testando. Mas não precisa ir tão longe – quem for da turma do papel pode andar com um pequeno bloco de notas e ir anotando.

3. Tenha uma meta específica

Pode ser guardar 10% na poupança, economizar 50% no mercado, o que for. Mas é legal estabelecer uma meta de economia e ver como você reage a ela. Se der certo, mensalmente você pode estabelecer uma diferente.

Isso pode ser especialmente útil se você estiver se preparando para algum projeto específico, como uma viagem, uma reforma em casa ou mesmo um item mais caro que você queira comprar.

4. Reanalise dívidas e financiamentos

Talvez você tenha uma dívida ou um financiamento em jogo que queira quitar o mais rápido possível. Faça uma nova análise da sua situação e veja o que conseguiria fazer para diminuir o prazo. Às vezes, aumentando a quantidade paga por mês, minimamente, você diminui muitos juros e o valor final, além de quitar mais rápido.

5. Faça programas de graça com a família

Sim, eu amo ir ao cinema e passear no shopping, mas também adoro (e até prefiro) fazer programas de lazer ao ar livre, especialmente com o meu filho. Que tal investir tempo nisso este mês? Se parar para pensar que terá quatro dias para fazer isso (os quatro sábados ou domingos), você deverá encontrar quatro programas gratuitos para fazer. Pode ser ir a um parque, passear no SESC, ver um show ou teatro ao ar livre, uma feira diferente, o mercadão da cidade… existem muitas opções! Veja o que você tem disponível na sua região e tente não gastar com isso este mês.

6. Vá menos ao shopping

A lógica é clara: vá menos ao shopping para diminuir a tentação de fazer compras. Mesmo quando a gente vai só para passear (o que, por si só, é meio absurdo, convenhamos), acaba gastando com comida, sorvete, chiclete, balão do Bob Esponja, uma blusinha em promoção, um tênis novo para o filho e por aí vai. Se você fizer passeios diferentes, poderá economizar mais. Se precisar ir ao shopping comprar algo específico, procure ir sozinho(a) e se restringir somente à loja em questão, sem a tradicional voltinha, e logo ir embora.

7. Espere um dia antes de comprar

Essa dica frequentemente é dada por especialistas: se viu algo, espere um pouco antes de comprar, para avaliar se realmente precisa. Poucos de nós a seguimos! Tente fazer isso este mês – se vir algo que não precisa, mas que gostaria de comprar, espere um dia ou algumas horas antes de decidir. Evite comprar por impulso. Aplique esta regrinha toda vez que estiver prestes a comprar algo, especialmente pela Internet.

8. Venda algumas coisas suas

Faça uma análise criteriosa do que tem em casa e veja que objetos em bom estado você pode se desfazer. Que seja um, apenas. O fato de você conseguir analisar, separar, anunciar e vender abrirá um leque de possibilidades. Aproveite o dinheiro extra para colocar na poupança ou pagar uma conta. Procure não comprar OUTRO objeto, apenas como exercício.

9. Diminua um gasto

Todo mundo tem seus gastos que podem ser diminuídos. Farmácia, livros, revistas, filmes, papelaria, mercado. Encontre sua “gordurinha gastadeira” e dê um corte nela. Não precisa ser nada exagerado – apenas diminua o que gasta com determinado assunto. Por exemplo, se você costuma comprar cinco revistas todo mês, compre apenas duas ou três.

10. Veja se consegue uma renda extra

Uma vez eu li um artigo que diz que, se a gente vender bala no semáforo, a gente consegue ganhar mais por mês que um estagiário em início de carreira. Isso é uma realidade terrível, mas me fez pensar o seguinte: ficamos muito presos ao modelo convencional de trabalho e deixamos de pensar em outras possibilidades. Cada pessoa tem um potencial para investir tempo e ganhar dinheiro com alguma coisa. Analise o seu! Tente encontrar este mês um bico ou outra atividade que possa investir um pouco de tempo para aumentar a renda familiar.

Gostaram das dicas? Vamos tentar fazer juntos para economizar dinheiro em setembro?