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05 Mar 2013

Como se organizar para estudar em outra cidade

Este texto foi enviado pela leitora Anna Kuhl, do blog Creyssa Phyna.

Pensei em falar um pouco da minha experiência quando passei no vestibular e fui estudar em outra cidade, pois sei que muitos dos leitores do blog estão passando ou vão passar por este momento. As dicas também valem para quem já passou por esta fase, mas entrou em algum programa de pós-graduação, mestrado, doutorado, concursos, etc, em uma cidade diferente da que mora.

Trata-se de uma época de muitas escolhas e indecisão geral. Além de precisar administrar toda sua nova rotina de organização para os estudos, esta nova situação – estudar em outra cidade –  pode trazer vários novos rituais de organização diários, principalmente se você está morando sozinho pela primeira vez.

1. Informe-se

Quem está passando por esta situação precisa buscar reunir o máximo de informações possíveis, e existem muitos canais para isso. As redes sociais são o canal mais óbvio, mas este é o momento de não ter vergonha de escrever ou ligar pedindo ajuda pra qualquer parente-primo-cunhado-devigésimo grau possível, algum conhecido que já more na mesma cidade ou estude no mesmo lugar. Muitas vezes os próprios veteranos costumam preparar uma acolhida para os calouros, com informações e dicas para orientar os recém-chegados. Muitas universidades distribuem o chamado “kit-bixo”, um manual ou guia dos diretórios acadêmicos com várias informações úteis.

Pesquise também sobre a cidade, além dos limites da universidade.  Conheça possíveis pontos turísticos e lugares bacanas, mas também procure saber sobre hospitais, postos de saúde, delegacias, bibliotecas, postos de serviços públicos que você talvez possa precisar um dia, para tirar algum documento, por exemplo. Eu particularmente adoro conhecer os calçadões e centros da cidades, e saber exatamente onde posso encontrar vários tipos de produtos, como tecido, utensílios domésticos, artesanato, etc.

2. Onde e como morar

Esta talvez seja a questão que mais preocupa os recém chegados. Para quem vai pleitear a moradia universitária, recomendo ficar super atento à papelada e burocracia dos processos de seleção, que costumam não ser tão ágeis,  embora muitas universidades tenham programas de “adoção” de bixos, que cuidam para que ninguém fique sem teto nestas primeiras semanas.

Se você está disposto a morar sozinho e arcar com os custos, cuidado com as imobiliárias, leia e estude muito bem o contrato, principalmente quanto à questão do fiador ou seguro fiança. Existe ainda as opções de morar em locais parecidos com flats, em que você tem um quarto próprio mas divide áreas comuns como cozinha e sala.

Minha experiência foi morando em república, dividindo uma casa com até 8 pessoas, com muitas emoções, claro, mas sem grandes traumas. Acho que a principal dica se você quer dividir a casa com outras pessoas é procurar por perfis semelhantes ao seu, o que nem sempre significa colegas de curso. Não tenha medo de perguntar sobre a rotina da casa, sobre como fazem a limpeza, se dividem ou não o saco de arroz, se todo mundo paga junto o telefone ou cada um anota suas ligações e paga separado. É muito importante que você se sinta em casa e tenha liberdade de definir como as coisas são feitas ou pagas, afinal, esta será a sua casa também. Não precisa fazer um “roommate agreement” como o Sheldon Cooper, mas um bom acordo de convivência onde as regras são claras para todo mundo é o ideal.

NUNCA tome a decisão de onde morar por impulso, não fique desesperado achando que não vai ter onde morar, estude com calma as opções. Se você não tem certeza, fique “adotado” em alguma república  ou more em uma pensão até decidir, não assuma nenhum compromisso caso não tenha certeza, você corre o risco de se ver atado a um contrato de 1 ano em um apartamento que não curte, ou ainda em uma república com pessoas que não tem nada a ver com você.

Na hora de escolher a moradia, considere fatores como a sua segurança, às vezes um local parece lindo e seguro durante o dia, cheio de estudantes, mas quando você voltar para casa à noite do estágio é super ermo, por exemplo. Também pese a questão da logística do transporte, nem sempre o lugar mais perto da faculdade é o lugar mais conveniente para você, pesquise se há supermercados, farmácias, assim como ônibus ou possível sistema de caronas. Às vezes vale a pena morar em um lugar um pouco mais longe, que talvez saia mais barato, e pode ser mais perto da casa de outros colegas com quem você fará trabalhos até tarde, perto de possíveis estágios, ou mesmo mais perto da vida urbana da cidade, não deixando você isolado no campus, que muitas vezes costuma ficar bem longe do centro das cidades.

Se você for morar em um prédio, conheça as regras do condomínio, que podem ser super restritas quanto à mudança – alguns prédios não permitem que você se mude em dias da semana, por exemplo. Se morar em casa, conheça seus vizinhos, que nem sempre serão universitários como você, e podem dar informações sobre o bairro, principalmente sobre segurança.

Para mobiliar sua casa, os usados podem são uma ótima opção. Muitos formandos costumam vender suas peças em bom estado de conservação, o que pode sair bem mais barato que comprar na loja de usados, e são geralmente divulgadas em cartazes pelo campus ou nas redes sociais, não é difícil de achar. Em cidades universitárias, as lojas de móveis usados costumam às vezes superfaturar os preços no começo do ano, mesmo se a qualidade do móvel-objeto não estiver tão boa, fique atento. Em alguns casos, vale a pena sim comprar móveis novos, que você poderá doar ou vender quando se formar, pesquise bem as opções antes de comprar usado ou novo. Aqui também vale o acordo dentro da república: vocês podem todos dividir os valores dos móveis, ou cada um compra um, sempre bem combinado para não haver brigas na hora de desmanchar a casa.

3. Aproveite, interaja com a cidade!

Para concluir, acho que uma coisa bacana é assumir uma postura de interação com a cidade. Muitas pessoas costumam se fechar e passar o mínimo de tempo possível durante os 4 ou 5 anos da graduação se envolvendo com a cidade. No começo pode ser assustador, mas com alguma informação e companhia, desbravar sua nova cidade pode ser muito prazeroso. Conheça o centro, praças, pontos turísticos. Convide seus novos colegas de curso para se juntar a você.

Dependendo do seu curso, pode ser que surja tempo livre para administrar nos primeiros semestres – enquanto não começam os estágios, iniciação cientifica, etc. Que tal aproveitar este tempo para descobrir um novo hobbie: andar de bicicleta pela cidade, que talvez seja mais pacata que a sua de origem … Fazer um curso de corte e costura, conhecer a biblioteca, desvendar a piscina do campus, começar a treinar ou entrar nos times esportivos, participar de cursos, grupos de atividades culturais como coral, teatro, fotografia.

Muitas cidades do Brasil tem unidades do SESI ou do SESC, onde você pode se inscrever como usuário, participar de cursos, assistir à sessões de cinema ou peças de teatro, sempre com preços muito amigos. Muitas cidades universitárias tem uma vida cultural muito agitada, com shows, cineclubes, teatro, encontros ao ar livre, e não necessariamente só baladas. Muita gente volta quase todo final de semana para casa, por conta de visitar família ou namorado/a, que tal inverter e convidá-los a conhecer sua nova cidade ?

E vocês, que dicas tem sobre o assunto ? Quem já passou ou está passando por esta situação, compartilhe com a gente nos comentários!

21 Feb 2013

Quero voltar a estudar!

Este texto foi enviado pela psicóloga e leitora Andréa Lagareiro.

O início do ano representa para muitas pessoas a retomada das atividades escolares, acadêmicas e profissionais que foram interrompidas no ano anterior. É nesta época que os estudantes realizam rematrículas, os graduados procuram seus cursos de pós-graduação e as crianças e adolescentes retomam o ano letivo.

Não podemos esquecer que, neste período, muitas pessoas que haviam parado de estudar, por diversos motivos, como trabalho, criação dos filhos, viagens e problemas pessoais, pensam em retornar aos estudos.

Aqui vão algumas dicas para orientar essa busca:

Quero muito voltar a estudar!

Primeiro, organize-se: Tenha clara a sua REAL disponibilidade de tempo e energia para inciar este projeto. Não vale a pena pesquisar cursos, se matricular, pagar taxas se você não for ter tempo para frequentar as aulas. E o mais importante: ter tempo não é ter disponibilidade de horário do tempo exato do curso (19-22h50, por exemplo). Você precisa se alimentar, locomover-se e chegar com o mínimo de folga em casa para poder realizar suas outras atividades cotidianas.

Dica de ouro 1:  Conheça seus limites!

Autoconhecimento é fundamental para avaliar as reais condições para iniciar qualquer projeto, por menor que ele seja. A gente não pode abraçar o mundo inteiro de uma só vez. O que a gente pode sim fazer é escolher a parte que vamos nos dedicar em cada momento.

Sem direção? Oriente-se: Se você ainda não sabe que curso (universitário, técnico, livre, etc) escolher, uma boa opção é fazer uma orientação vocacional com um profissional. Por meio deste processo, você pode entender suas competências, (conhecimentos, habilidades e atitudes), quais são suas possibilidades e também ter um help para saber por onde começar, como começar e quais os primeiros passos nessa retomada. Você pode, até por conta própria, verificar como foi sua trajetória profissional até o momento, identificar pontos fortes e de atenção para pensar se se especializar é uma boa ideia ou se cabe uma mudança radical no seu percurso. Isso pode te ajudar, inclusive, no bate papo com a orientadora e trazer mais material para discussão.

Dica de ouro 2: Se existe um investimento que vale a pena, é investir em você mesmo!

Orientação vocacional é um processo que tem se difundido muito entre a população. Vale apena para adolescentes que querem decidir sua profissão, profissionais que querem mudar de área, trabalhadores desmotivados…Enfim, para qualquer dúvida, insegurança, insatisfação ou anseio, a orientação vocacional pode te ajudar muito. Principalmente, a conhecer a si mesmo e suas potencialidades!

Pesquise, pesquise, pesquise: Não vale a pena procurar uma universidade porque ela é a mais barata, a mais próxima de casa, a que sua melhor amiga frequenta. Qualidade e presença no mercado são fatores importantíssimos que ficam esquecidos frente a outras necessidades. Sim, existem cursos caros. Não, nem sempre podemos investir tanto dinheiro, mas vale a pena procurar o segundo e o terceiro melhor e não partir para opções duvidosas.

Coloque na balança: A qualidade, a médio e longo prazo é mais valiosa do que proximidade e valor.

Coloque na balança: A qualidade, a médio e longo prazo, é mais valiosa do que proximidade e valor. Nem sempre podemos pagar pelo que queremos, mas temos que avaliar as opções disponíveis.

Como pesquisar? Simples. Abuse das redes sociais. Procure, primeiro, na sua lista de amigos quem se formou aonde. Caso não tenha encontrado o que procura, digite o curso ou a faculdade no campo de busca do Facebook por exemplo e procure grupos e pessoas. Faça contatos com ex-alunos. Além disso, pesquise a página do MEC. Lá você encontra as melhores e piores universidades, suas avaliações e colocações.

Print da tela de consulta de avaliações de universidades do MEC. Pesquise sempre no portal, mas faça contato com os estudantes e ex-alunos.

“Print”da tela de consulta de avaliações de universidades do MEC. Este é apenas um exemplo. Pesquise sempre no portal, mas faça contato com os estudantes e ex-alunos.

Dica de ouro 3:  O conhecimento se dá através da troca com o outro!

A melhor forma de saber sobre cursos, expectativas, realidades, professores, material, infraestrutura – embora exista a avaliação do MEC – é conversar com ex-alunos e alunos das universidades. É como uma pesquisa de opinião. E as pessoas sempre agregam muito com as suas experiências. Afinal você não é o único a passar por uma decisão profissional.

E agora? Já está tudo certo: Uma vez que sua mente e cotidiano estejam organizados, pesquisas feitas e o curso e universidade decididos, você pode começar a colocar seu projeto, de fato, em andamento.

Eu já disse “Organize-se”?

Você precisa ter em mente os gastos, tanto de mensalidades quanto de matrícula, precisa controlar a data de vencimento das parcelas e a data limite para inscrição.

Algumas faculdades já fecharam e inclusive aplicaram vestibular a essa altura do ano. Se este for o seu caso, não se desespere! Em geral são faculdades com processos seletivos mais difíceis de passar e mais complexos. Vale a pena fazer um cronograma de estudo para o ano, ou mesmo entrar no cursinho pré-vestibular para tentar entrar.

Se você for iniciar o curso ainda esse ano, fique atento ao vestibular, entrevistas presenciais, data limite para inscrição e pagamento da matrícula e, É CLARO, início das aulas.

Dica de ouro 4: A pressa é inimiga da perfeição!

Escolher um curso e uma faculdade não define apenas os próximos 4 ou 5 anos, nem suas noites mal dormidas nem somente “no que eu vou trabalhar”. Uma escolha profissional define um aspecto gigantesco das nossas vidas, os círculos de relacionamento que teremos, as nossas motivações enquanto cidadãos, nossa participação no mercado e a produção do conhecimento. Por isso, se ainda tem dúvidas, se não se sente preparado, não tome decisões precipitadas. Procure ajuda e orientação, de professores antigos, amigos e profissionais.

Mais para frente, vamos falar sobre como se organizar para o início das aulas e da importância que dedicar-se aos primeiros semestres da faculdade tem para a sua carreira!

14 Feb 2013

Dicas de volta às aulas para universitários que moram fora

Este post foi enviado pela leitora Daniela de Freitas Guedes, do blog Sem Formol Não Alisa.

É cada vez mais comum jovens saírem da casa dos pais para estudarem fora. Nesse caso, a volta às aulas é um pouco mais complicada porque envolve todo um planejamento para voltar à cidade-escola. Nesse meu primeiro post, quero compartilhar algumas dicas para organizar a volta às aulas para universitários que moram fora, assim como eu.

Agora, cá estão as minhas dicas para universitários que moram fora organizarem sua volta às aulas.

Malas

Se é recomendado fazer as malas com antecedência para viajar, imagine então para voltar para a cidade onde você mora durante a maior parte do ano! Comece fazendo uma lista com tudo o que se lembrar, incluindo não somente roupas, mas também roupa de cama, mesa e banho e objetos pessoais. Comece o quanto antes e deixe a lista sempre por perto para ir escrevendo-a conforme se lembra de tudo. Lave e passe o que for necessário e vá separando o que deve ir para a mala. Se você visita a sua cidade de origem com frequência, considere levar somente o que precisará para passar os primeiros dias até a próxima visita, para diminuir o tamanho da mala.

Data da viagem

Não é interessante viajar em cima da hora, às vésperas do primeiro dia de aula. Precisamos de tempo para desfazer as malas; limpar e organizar o apartamento ou república e resolver pendências. A data da viagem ideal depende muito da quantidade de coisas que você tem para fazer antes das aulas, mas, em geral, uma semana é o suficiente.

Faça uma to do list

Geralmente, temos muitas coisas a serem resolvidas antes das aulas começarem. As tarefas vão desde comprar material para a faculdade até limpar o apartamento ou república e abastecer a geladeira, passando por renovar passes de estudante e descobrir onde suas aulas serão. Aqui, fazer uma to do list é indispensável.

Comece com tarefas mais gerais como “renovar passe escolar” e vá destrinchando-as em tarefas menores como “preencher formulário”, “xerocar documentos”, etc. Uma boa ideia é separar essas tarefas por contexto, como no método GTD (se você já não o usar).

O ideal é fazer essa lista de tarefas bem antes de as aulas começarem. Ela te dá uma boa noção de qual a melhor data para viajar, além de que, você pode adiantar o que pode ser feito na sua cidade de origem, como comprar material, imprimir a sua grade horária e passar datas importantes do calendário letivo para sua agenda.

Preparação para a viagem

É importante determinar a data da viagem com certa antecedência também, para que você possa se preparar. Se você viaja de ônibus e/ou avião, compre as passagens antes para não correr o risco de elas se esgotarem. Se você tem carro, é importantíssimo prepara-lo para viajar, conferir se está tudo certinho, resolver qualquer problema e, claro, encher o tanque antes de pegar a estrada. Se você pretende dar carona, procure as pessoas o quanto antes, já deixando claro a data e a hora da viagem, o espaço disponível no carro (para a bagagem) e o preço que você cobra.

Apartamento ou república

Quando saímos de férias, nosso apartamento ou república tende a ficar fechado por muito tempo. Não se esqueça disso quando for fazer sua to do list. Além de planejar uma faxina (se vai fazê-la sozinho, se vai dividir as tarefas com os colegas, se vai contratar uma faxineira, etc), não se esqueça de abrir todas as janelas para entrar sol e circular o ar. Também abra os armários e ponha as roupas e roupas de cama, mesa e banho que deixou guardadas para tomar sol, troque as roupas de cama e toalhas e vire o colchão. Aproveite também para fazer declutter, principalmente na papelada da faculdade e na sua escrivaninha. Além disso, a geladeira provavelmente estará vazia. Se não, jogue fora o que estiver estragado ou vencido. Faça uma lista de compras e vá ao supermercado.

Contas

Se você ainda não tem um sistema para organizar as contas que chegam, aproveite o começo do ano para criar um. Uma boa ideia é seguir o exemplo da Thais: ter uma pasta normal para colocar as contas que devem ser pagas e uma pasta sanfonada com 12 divisórias, uma para cada mês do ano, onde ficarão as contas já pagas. Outra coisa que faço para não perder os prazos é usar post its. Tenho um post it para cada conta com o nome e a data de vencimento (por exemplo: aluguel, dia 14) e os coloco na agenda, cerca de 5 dias antes do vencimento no mês atual. Quando a conta chega, eu reposiciono o post it no mês seguinte.

Planejamento anual

Provavelmente, sua faculdade disponibiliza o calendário do ano letivo online. Aproveite para verificar quais serão os feriados e recessos para planejar suas visitas a sua cidade de origem. Se você viaja de avião, é interessante saber essas datas com antecedência para aproveitar promoções para comprar as passagens.

O que vocês fazem para se organizar para a volta às aulas?

13 Feb 2013

Minha faculdade de Publicidade

Olá Thais, sou do blog adeustralha.blogspot.com que começando…
E quando comecei a procurar mais sobre dicas do GTD eu encontrei o seu blog e muitas coisas legais por lá, agora sempre dou um pulinho no seu site.. Mas enfim…

Eu tenho 20 anos e estou pensando muito em fazer o curso de PP ano que vem. Eu queria ouvir de alguém mais focada na coisa como é o curso, se as oportunidades de emprego são poucas como dizem. Se é dificil… Ah, e em que áreas quem se forma poderá trabalhar e claro, se você gosta e o que pretende com o curso…

Acho que renderia um bom post, eu não sei se você já falou sobre isso, mas não encontrei lá. Então é isso e até mais! =D

Wellington D.

Oi Wellington,

Olha, eu sou suspeita para falar, porque eu amo a minha profissão! Eu comecei a minha vida acadêmica cursando Jornalismo, mas tranquei o curso no meio e fui fazer Publicidade porque já trabalhava na área, e nunca me arrependi.

No geral, acredito que a área de Publicidade esteja sempre aquecida. Publicitários sempre serão demandados em nosso mundo capitalista, pois pessoas estão o tempo todo vendendo ideias, serviços e produtos. Sempre vejo também muitas ofertas de emprego. O único problema, ao meu ver, é que não é um mercado que paga muito bem. Estagiários costumam ganhar entre R$600 e R$1000 no máximo, com raras exceções. Vejo coordenadores ganhando menos de R$3000, enquanto em outras áreas eles ganham R$7000 ou R$8000. Muitos publicitários acabam fazendo trabalhos freelance (como se fossem “bicos” voltados para a área) para complementar a sua renda, e por isso trabalham muito. Mesmo sem fazer freelas, publicitários estão sempre trabalhando. É comum ver um publicitário passando a noite na agência, por exemplo, ou ficando até tarde inúmeras vezes. Não que isso seja certo ou aceitável, mas infelizmente é a realidade. Porém, há bons empregos onde você entra e sai no horário. Também há pessoas que ganham bastante dinheiro com Publicidade, mas elas geralmente estão em cargos de diretoria e com décadas de experiência nas costas.

Hoje eu vejo três caminhos interessantes para quem está buscando se formar na área:

  1. Trabalhar em uma agência, e existem muitas espalhadas pelo Brasil;
  2. Trabalhar no departamento de marketing de uma empresa, que é a grande maioria das opções (há mais empresas que agências, claro);
  3. Trabalhar por conta própria, seja como for.

Eu já trabalhei das três formas e vou contar um pouco como foi cada fase da minha vida.

A faculdade de Publicidade é muito bacana e o currículo acadêmico varia demais de uma instituição para a outra. No geral, você vai ter matérias mais teóricas de Comunicação (que eu sempre gostei – quase fiz uma pós em Semiótica depois), as paralelas (Sociologia, Estatística, Economia) e as práticas e específicas (Planejamento, Redação, Design etc). O pessoal que faz Publicidade costuma ser bem extrovertido e gostar bastante de festas. Eu sempre fui amiga da galera no geral, mas nunca fui a uma só festa da faculdade, porque nunca fui “chegada”. Naquela época, eu estava tocando com a minha banda e não tinha os finais de semana livres também. Quando tinha, preferia ficar em casa estudando ou vendo filmes.

No segundo ano da faculdade, comecei a estagiar no departamento de marketing de uma empresa, onde fiquei pouco mais de um ano. Foi uma experiência incrível onde eu aprendi muito e trabalhei demaaais, como todo estagiário. Depois disso, passei a trabalhar em casa somente fazendo freelas de design, que era a minha área na época. No último ano da faculdade, consegui emprego em uma agência e, de lá até o meu emprego atual, nunca mais trabalhei em ambiente corporativo.

Trabalhar em agência é duro e cansativo, mas muito legal. Você tem a oportunidade de trabalhar com grandes marcas, fazer reuniões com clientes bacanas e conhecer muita gente, muitos assuntos, além de trabalhar em um ambiente mais informal e descontraído. Além disso, você precisa se manter atualizado o tempo todo. Claro que isso acontece em qualquer profissão, mas em Publicidade é mais ou menos assim: se algo mudou no Facebook durante a noite, na manhã seguinte já está todo mundo comentando.

É muito diferente e o pessoal é bastante engajado. Todo mundo quer mostrar resultado, o que acaba gerando um ambiente competitivo também. Em toda empresa há as famosas puxadas de tapete, mas em agências você vê isso acontecendo com uma frequência enorme. Algumas pessoas são mandadas embora com uma facilidade e frequência maior também (eu sempre vi isso acontecer o tempo inteiro em todas as agências onde eu trabalhei).

A rotatividade das agências costuma ser grande, mas isso em grande parte porque essa geração é diferente. É comum uma pessoa trabalhar um mês em uma agência, mudar para outra com oportunidade melhor e ficar lá seis meses, partindo para outra e ficando mais um tempo. Talvez o fato de muitas contratações não serem CLT influenciem nisso.

Hoje em dia, eu trabalho em uma empresa novamente e a rotina é muito mais tranquila que em uma agência, apesar de ter a mesma intensidade. Eu gosto de ambos os ambientes, mas talvez o ambiente corporativo combine mais com essa minha fase de mãe de filho pequeno etc. O engraçado é que, quando eu trabalhava em agência, eu costumava ficar até mais tarde diversas vezes, e achava que isso não aconteceria em ambiente corporativo. Hoje, no entanto, apesar de sair no meu horário na maioria das vezes, eu viajo muito mais a trabalho e já precisei ficar até mais tarde sim, especialmente quando estamos envolvidos em eventos da empresa. Então, a coisa de só quem trabalha em agência fica até mais tarde é mito – a prática acaba atingindo todos os publicitários mesmo, além de profissionais de outras áreas.

Sobre escolher uma área para atuar (Criação, Planejamento, Mídia, Atendimento etc), isso é muito relativo. Eu sempre achei que trabalharia com criação (que até foi o meu início), mas depois acabei indo para o lado do Planejamento e do Conteúdo para diversas mídias. A cara de quem faz Planejamento ser uma pessoa organizada, rs. Sempre gostei muito da parte mais estratégica e de controle dos projetos, gerenciamento de equipes etc. Quando você consegue o seu primeiro emprego, vai dançando conforme a música e, se você tiver sorte, encontrará uma oportunidade na própria empresa para trabalhar com o que você quer.

Uma coisa que eu acho muito importante sobre a profissão é você sempre estar envolvido no que está acontecendo – seja lendo feeds, fazendo cursos, assistindo palestras, participando de grupos, indo a eventos como Campus Party etc. Não tem como ser publicitário sem estar antenado com tudo isso mesmo.

É basicamente o que eu descrevi. Se tiver mais alguma dúvida, por favor, poste nos comentários. =)

11 Feb 2013

Como organizar uma lista de tarefas só para a faculdade

Este post foi uma sugestão do leitor Marcos Q.

Para mim, a dica é muito prática: se você não utiliza nenhum método de organização (como o GTD), meu conselho é comprar uma agenda semanal, daquelas que tem a página com os dias da semana de um lado e uma página de notas no outro e centralizar todos os seus compromissos (trabalhos, provas) e tarefas (por semana) ali.

Existem algumas marcas de agendas que oferecem esse modelo, como Moleskine, Cícero e Tilibra.

moleskine-weekly

Quando eu fiz faculdade de História, utilizei uma agenda assim. Achei bastante eficiente. Se eu não estivesse usando a agenda online do Google, acho que voltaria a essa agenda semanal. Tentei novamente a diária e não preciso de tanto espaço. Para quem não usa o GTD, é uma excelente opção não só para a faculdade como para o dia a dia mesmo, pois cabem todas as tarefas possíveis para cada semana ali do lado.

22 Jan 2013

Dúvida da leitora: o que fazer com o material do curso de Direito

Dúvida enviada pelo Facebook.

Oi! Primeiramente quero lhe parabenizar pelo blog, ele é ótimo, você é muito legal e entende nossos problemas de verdade, é muito inspiradora.

Estou com um problema de organização em relação aos meus materiais da faculdade, me formei em direito esse mês e dei uma limpa em tudo o que guardei, me livrei de provas e vou dar alguns materiais pra um amigo meu que faz o mesmo curso, mas tive que guardar uma quantidade considerável de papéis e cadernos, que fazem MUITO volume. Comprei duas pastas sanfonadas de 31 divisórias e o que restou eu dividi nelas. Não acho que foi a melhor solução, porque elas ficaram bem pesadas e volumosas, mas pelo menos diminui de umas 7 pastas que tinha pra duas grandes. Os cadernos são um problema, o que tinha de descartável neles eu tirei e joguei fora, mas tem coisas importantes que ainda são atuais e talvez eu precise pra algum concurso publico que pretendo fazer; pensei em tirar o arame dos cadernos, separar as folhas e colocar nas pastas com divisórias. O espaço aqui em casa é bem pequeno, é um flat, então é complicado. Será que voce pode ajudar? Li no blog que no final da faculdade deveríamos ter apenas uma pasta “faculdade”, mas no curso de direito isso é difícil! Enfim, parabens pelo blog!

Y. K.

Querida leitora,

Entendo sua aflição. O que você pode fazer é ter uma pasta para cada matéria, então. Essas pastas com divisórias, quando ficam muito cheias, ficam feias. Mas tente generalizar e ter a menor quantidade possível de pastas. A grande verdade também é que, daqui a uns cinco anos, você conseguirá filtrar melhor o que deve ficar.

A dica serve para concursos com material mais extenso também, como História.

Quanto a concursos, eu não teria essa preocupação, pois o estudo para concursos é diferente do estudo acadêmico. Os materiais são diferentes, pois é outro foco. Considere esse ponto também.

Boa sorte.

12 Jun 2007

Organizando os papéis da faculdade

Se você faz faculdade, já deve ter percebido que a quantidade de papéis que acumulará não é brincadeira. Experimente o seguinte método para deixar tudo organizadinho:

Se você está no primeiro ano, providencie uma pasta com divisórias e nomeie-as de acordo com as matérias correspondentes ao período que está cursando. Guarde a papelada ali, dividida pelas categorias. Não se esqueça de deixar uma divisória com o título “Extras”, onde entrarão arquivos extra-curriculares, mas igualmente importantes para o curso.

Arranje uma pasta comum para guardar documentos da faculdade, tais como comprovante de matrícula, histórico das matérias, atestados, coisas do tipo.

Quando passar para o segundo ano, etiquete a primeira pasta como “PRIMEIRO ANO”. Você deverá ter uma pasta nova semelhante, que etiquetará como “SEGUNDO ANO”.

Ao terminar um ano, faça uma “faxina” na pasta correspondente e elimine aquilo que considera desnecessário para levar adiante. Guarde materiais úteis não só para o trabalho de conclusão, mas para a sua carreira.

Quando terminar a faculdade, você deverá diminuir as pastas dos anos em somente uma. Avalie o que realmente será necessário guardar. Você não precisa guardar todas as suas provas; guarde somente aquelas realmente boas, das quais você gostaria de ter uma lembrança mesmo.

Ao reduzir os arquivos em uma só pasta, etiquete-a como “FACULDADE”. Se você preferir (e tiver algum tempo), pode também escanear tudo e gravar em um cd.