ou
Corpo e cérebro

O editorial do mês de maio fala sobre os frutos que nós geramos. Quando paro para pensar nas diversas áreas da nossa vida, um assunto se sobressai bastante, que é a necessidade da realização de um trabalho terapêutico.

Infelizmente, a maioria das pessoas tem preconceito com a terapia. Acha que é para quem está com problemas mentais graves ou passando por transtornos psicológicos. Eu não consigo deixar de ver a ironia nessa afirmação, visto que, do meu ponto de vista, se você for um ser humano, tiver um cérebro e viver nos dias de hoje, estranho seria se você não tivesse qualquer problema a ser discutido com um terapeuta!

No ano passado eu iniciei um trabalho para me conhecer melhor. A terapia não soluciona a sua vida, vale dizer. Mas ajuda demais, porque te permite ver aspectos da sua personalidade que você até então talvez não tivesse percebido. E isso te ajuda a sofrer menos, ter relacionamentos melhores, ser mais compassivo consigo mesmo.

Eu resolvi procurar o trabalho de terapia porque percebi que estava sobrecarregando as pessoas ao meu redor com os “meus assuntos”. E percebi que ninguém merece levar essa carga! Parceiros amorosos, amigos, colegas de trabalho são pessoas que se relacionam com a gente, mas eu não vejo por que essas relações devam ser pesadas. Apesar de adorar Hakuna Matata, eu não acredito que a gente deva esquecer os nossos problemas, e sim lidar com eles para entender nossos padrões como seres humanos.

Vale lembrar que eu associo esse trabalho também à prática de meditação, que me permite estar presente, e ao coaching, que me permite olhar para o futuro. Considero essa uma tríade infalível para o desenvolvimento humano em todos os níveis (pessoal, profissional, espiritual etc).

Se você já parou para pensar que tem problemas, que gostaria de ter relacionamentos melhores, que tem necessidade de conversar mas não quer incomodar ninguém, considere um trabalho desse tipo. Vai te fazer muito bem ter uma pessoa, um profissional, que te ajude nesse processo de auto-conhecimento, sem envolvimento pessoal, com técnicas, sugestões e uma nova perspectiva.

Pense nos frutos que você quer colher no futuro. Quando comentei com um amigo que estava fazendo terapia, ele me respondeu: “esse é o melhor presente que você pode dar para a sua família”. E considero que seja mesmo.

Se você tiver alguma experiência com o assunto, poderia deixar um comentário? Creio que suas ideias e sugestões possam ajudar outras pessoas também. Obrigada!

Thais Godinho
04/05/2017
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Resiliência foi o meu lema em 2016. Desde o início do ano, eu já previa alguns acontecimentos que me tornariam bastante resiliente ao longo dos meses. E foi como aconteceu. Tanto que, em outubro, eu “encerrei” (mentalmente) meu ano de 2016 e comecei a planejar 2017, pois eu queria que ele fosse diferente de 2016 em muitos aspectos. E, só como um retorno aqui para vocês, têm sido ótimo fazer assim. As mudanças que tomei foram significativas e eu me sinto orgulhosa por ter assumido a responsabilidade pelas consequências delas.

Para 2017, ou até para o fim do meu ano pessoal (final de setembro), meu lema é mente como água. A água reage aos acontecimentos de maneira apropriada – se você jogar uma pedrinha, ela reage à pedrinha; se acontecer uma tempestade, ela reage à tempestade. Ao mesmo tempo, quero tranquilidade. É um ano de colocar as pedras no lugar. De buscar estabilidade. De consolidar coisas legais que eu já venho construindo. De pesquisar. De me conhecer. De aprofundar meus conhecimentos. De melhorar meu trabalho. Minha saúde. Meus relacionamentos. Minhas habilidades.

Sabem, os últimos anos foram de grandes conquistas. Conquistei em menos de dois anos o que muitas pessoas não conquistaram uma vida inteira. E tudo isso teve um preço sim, para o lado bom e para o lado ruim. O saldo final é de coisas boas, mas quero arrumar aquilo que não está legal. Não tenho postado tanto sobre assuntos pessoais aqui no blog porque, quanto maior a exposição, maior o número de anônimos com comentários ofensivos, e não preciso disso.

Não vou me estressar, vou focar em coisas boas todos os dias, quero dar risada, quero ter tranquilidade, vou tomar mais decisões com base em quem eu sou. Coerência, enfim. Isso é muito forte para mim e, este ano, o foco vai ser em deixar minha mente tranquila assim para eu poder fazer tudo isso.

E o seu lema para 2017, qual tem sido? Como estão as coisas até aqui?

Thais Godinho
02/02/2017
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Por que terapia é importante?

Convidei o meu amigo Darllan Botega para escrever sobre um assunto polêmico mas muito bacana e que tem a ver com produtividade. Darllan é bancário, faixa preta em GTD e vive em Brasília. 

A Thais Godinho, do Blog Vida Organizada, me convidou para escrever um texto sobre sono polifásico, aceitei o desafio, dormi menos e escrevi mais! kkk

Pense em um assunto que dá o que falar! Dormir! Ah! Tenho insônia, durmo mal, não tenho sonhos faz tempo, cheguei atrasado porque dormi demais…

É fato que o sono faz parte de nossas vidas, afinal dormimos 1/3 dela, passamos 33,33% do dia fazendo isso! 8 horas de sono e 16 horas antenados no mundo real (as vezes mais no mundo virtual, rsrs).

E… se pudéssemos otimizar isso? E se com menos tempo de sono, pudéssemos dormir melhor e ficarmos mais ativos e produtivos? Humm, aí que entra o controverso SONO POLIFÁSICO.

De um lado os adeptos e entusiastas (inclusive eu!), que defendem o modelo e que conseguem mais tempo no dia a dia, para estudar mais, trabalhar mais, produzir mais e do outro lado o resto do mundo ansioso que médicos (e jornalistas) deem provas convincentes que isso funciona ou realmente a privação de sono prejudica o desenvolvimento físico e mental.

Sabe qual é a resposta? Não? Nem eu!

Vou deixar aqui meu relato.

Primeiramente, vamos entender o que é sono polifásico. Essa é fácil, significa dormir mais de uma vez no dia. Nesse tipo de sono diminuímos ou retiramos o sono noturno e introduzimos cochilos durante o dia, para recarregar as energias e manter o estado de prontidão. Existem vários tipos de sono polifásico, do mais “light” ao mais radical e são eles:

Bifásico: Esse muita gente faz (e é bom demais certo?), trata-se daquele cochilo gostoso depois do almoço, que renova as energias e te dá um novo gás para o 2º tempo do trampo.

Everyman: Aqui começamos a “cortar” nosso tempo total de sono, nesse método dormimos, em média, de 3 a 4 horas à noite e adicionamos 3 cochilos durante o dia.

Dymaxion: Rapaz, agora a coisa começa a ficar séria! Aqui você dorme 4 vezes no dia, com sonos de 30 minutos cada, ou seja, você dorme 2 horas por dia!

Uberman: Esse é punk e rígido! São 6 cochilos de 20 minutos por dia e tem que respeitar! Não pode dormir mais que isso, porque senão você entra em sono profundo e fica muito difícil de acordar depois.

http://hypescience.com/sono-polifasico-dormir-menos/

Muitos alegam que o sono polifásico priva a pessoa de entrar no sono REM (rapid eyes moviment), onde a atividade cerebral é alta, acontecem os sonhos e as memória e o aprendizado são fixados. Em diversos estudos, inclusive de Claudio Stampi, um dos grandes estudiosos do tema, mostrou-se que quando nos adaptamos, nosso organismos tende a entrar mais rápido (ou até direto) no estágio REM, pulando dos estágios de sono leve (1 e 2) e profundo (3 e 4).

Testei 2 modelos de sono polifásico, o Everyman e o Dymaxion.

Falando do segundo (Dymaxion) relato algumas percepções: seu dia fica enoooorme, você ganha muito tempo para fazer muita coisa! Coloca em dia tarefas atrasadas, lê mais, executa mais, sua cabeça pira do tanto de possibilidades, afinal, você dorme 2 horas e fica com 22 horas no mundo real por dia! Por outro lado amigo, acontece uma coisa bem louca, você perde a noção do que foi ontem ou anteontem, porque você dorme faseado e cíclico, além disso é muito difícil entrar no ritmo desse modelo e mantê-lo, pois quando o sono bate você precisa ir dormir, mas imagina se o horário do cochilo é bem na hora daquela apresentação sua ou reunião importante! Assim, para quem tem horários a cumprir e tarefas agendadas inadiáveis, dá não… Serve bem para velejadores, escritores e pessoas que podem adaptar seus horários e vida social.

Já no Everyman, que inclusive estou usando atualmente, o negócio é mais divertido e permite ajustes. Eu, por exemplo, faço um sono de 5 horas à noite e 2 cochilos durante o dia, um no horário do almoço e um lá pelas 19 horas — se pudesse tirar mais um cochilo de 20 minutos no dia, cortaria mais 1 hora de sono a noite — em resumo, dormia 7 horas por dia, hoje durmo 5 horas e 40 minutos e vou muito bem obrigado, ganhei mais de uma hora de produtividade e ainda me revigoro com as sonecas da tarde.

As primeiras 2 semanas não são legais, você fica meio sonolento e irritado, mas depois tudo normaliza e seu corpo se adapta. A parte ruim é quando você perde essa adaptação (como em qualquer coisa) e dorme mais no período noturno ou pula um dos cochilos, necessitando um rearranjo do seu relógio. A parte boa é que você pode dormir mais tarde e acordar mais cedo! Você consegue fazer mais coisas, enfim, produzir mais.

Concluindo:

  • Não podemos brincar com o sono, se você testar e não se sentir bem, não continue;
  • Ainda não existem provas dos malefícios (ou benefícios) do sono polifásico, muito menos a longo prazo;
  • Os primeiros dias são pesados mesmo, principalmente lá pelo 4º dia, coragem!
  • Sono polifásico requer disciplina e controle, o que é uma conquista para quem chega lá!

Quer mais informações sobre sono polifásico? Acesse este link e boa noite!

Thais Godinho
14/01/2017
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