ou
Produtividade

Hoje vou começar uma nova série de posts no blog sobre GTD e estudos. Venho ensaiando trabalhar esse tema já há algum tempo, sem ter muita certeza de qual seria o melhor formato, e a ideia é poder ir orientando e tirando as dúvidas de vocês à medida que essa série bem artesanal de posts for sendo publicada.

O propósito desta série é mostrar como o método GTD pode potencializar a produtividade de quem precisa organizar seus estudos, tem projetos relacionados, metas (como por exemplo passar no vestibular ou em um concurso público). Por meio de exemplos específicos, pretendo demonstrar como aprender a usar o método também.

Pretendo explorar as diversas áreas relacionadas a estudos: crianças em idade escolar? adolescentes com TDAH? vestibulandos? pessoal na faculdade? pós-graduação? cursos de idiomas? cursos livres diversos? mestrado? doutorado? E assim ir além. Espero contar com a participação de vocês. Se você já passou por uma dessas situações e quiser compartilhar histórias de sucesso ou desafios, fique à vontade para deixar comentários aqui neste post! Eles serão observados e levados em consideração na produção dos futuros conteúdos relacionados.

Este é um post de apresentação. Portanto, gostaria de pedir a sua ajuda para me ajudar a construir esta série. Por favor, preencha o questionário aqui (leva menos de 2 minutos) e envie suas sugestões. Muito obrigada!

Thais Godinho
23/06/2017
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Sua rede de contatos profissionais é um arquivo de referência importante de ser mantido atualizado e funcional.

O primeiro passo é escolher uma ferramenta para centralizar as informações. Por mais que você tenha contas em redes sociais como Facebook e Linkedin, escolha algo seu, que terá fácil acesso mesmo estando offline. No geral, a agenda de contatos no celular acaba sendo a melhor opção, ou mesmo a velha caderneta de endereços em papel, se você tiver o hábito de sempre levar uma com você. No celular, também é importante optar por deixar os dados vinculados a um serviço “na nuvem”, pois isso garante que, caso você perca o aparelho, seus contatos não serão perdidos.

Eu costumo utilizar a minha agenda de contatos que fica no iCloud, serviço da Apple, pois são os dispositivos que eu já uso há muitos anos. Caso um dia resolva migrar para outro tipo, exportarei e farei a migração.

Ao cadastrar uma pessoa, insiro dados básicos, como telefone e e-mail, mas também posso acrescentar site, blog, perfil no Linkedin, entre outras informações que considerar bacanas e estiverem acessíveis.

Vou então regularmente alimentando com novas informações. Por exemplo, se eu souber que essa pessoa gosta de teatro, vou inserir uma nota a respeito. Se um dia eu ganhar ingressos para assistir uma peça e quiser chamar alguém do meu networking para ir, basta digitar “teatro” na busca e essa pessoa aparecerá.

O que é importante aqui (assim como em outra áreas) é lembrar que ferramenta alguma faz milagre – serve apenas para organizar as informações. Quem faz a “liga” entre as informações e as relações é você mesmo. Então eu tenho uma certa rotina de atualização e verificação que funciona bem, como por exemplo:

  • Capturar informações relavantes sobre as pessoas para atualizar regularmente em seu perfil no meu arquivo (como o exemplo do teatro, mas serve para endereços e outras).
  • Revisar mensalmente uma checklist chamada “Pessoas com as quais eu gosto de me encontrar ocasionalmente” para marcar um almoço ou outro evento. Isso é particularmente útil com a rede de trabalho.
  • Revisar anualmente minha agenda de contatos para deletar os que não sejam mais relevantes, remover as duplicidades etc.

Outra coisa que também tomei como princípio pessoal foi a de usar as minhas contas nas redes sociais para postar apenas sobre o meu trabalho, divulgar o que faço e ajudar as pessoas. Apenas nas contas pessoais (perfil no Facebook e no Twitter) eu me permito ser mais “pessoal”, mas no restante posto sobre trabalho. Isso me traz visibilidade e contato constante profissional mesmo com pessoas com as quais não me relaciono com tanta frequência. Já recebi muitos convites relacionados a trabalho por agir dessa forma.

O que eu não faço mais: guardar cartões de visita. Frequentemente digitalizo e envio para a caixa de entrada do Evernote e, de lá, organizo em meu arquivo oficial de contatos. O Evernote, por sinal, também é excelente para montar esse arquivo. Eu só não uso porque acho mais prático deixar vinculado à minha própria agenda telefônica.

Você pode me perguntar: mas vale a pena nós termos cartões de visitas? Eu ainda tenho, pois existem pessoas que preferem receber cartões e eu não quero deixar de ter contato com elas apenas porque eu fiz uma escolha pessoal de armazenamento. Por isso, tenho os meus próprios cartões, que andam sempre comigo, mas confesso que cada vez menos tenho usado (ter visibilidade na Internet também ajuda…).

E você, como organiza sua rede de contatos profissionais? Deixe um comentário contando sua experiência. Obrigada!

Thais Godinho
08/06/2017
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Muitas pessoas me pedem para falar sobre organização dos estudos. Eu tenho dois projetos atuais com relação ao meu estudo de inglês e quis postar para inspirar quem estiver em um momento parecido.

Eu estava sentindo falta de estudar regularmente em algum lugar físico. Nos últimos cinco anos, aproximadamente, tentei dois tipos de cursos online que foram bons para otimizar a conversação, mas atualmente tenho outra necessidade. Gostaria de ter um estudo mais completo, que envolvesse não apenas conversação, mas gramática, leitura e escrita. Também gostaria de voltar com uma rotina de aulas, pois lido bem com isso durante algum tempo.

Por isso procurei uma escola que sempre quis estudar (Cultura Inglesa) e fiz o teste para saber o nível em que eu entraria lá. Fiquei agradavelmente surpresa ao saber que eu já entraria no módulo avançado – ou seja, faltam três módulos para eu finalizar o programa da Cultura Inglesa, que é bastante extenso. Então resolvi encarar e começo no segundo semestre.

Com base nisso, tenho um projeto, então, que é concluir o primeiro módulo do avançado. Por enquanto ele não tem muitas ações a não ser comprar os materiais e pagar as mensalidades até o início em agosto. Apesar de eu ter me matriculado de noite, estou considerando mudar para a turma da manhã – só preciso analisar um pouco melhor na minha rotina e se posso fazer algumas mudanças nesse sentido (o que vou resolver antes do início das aulas). Eu organizo os meus projetos no Evernote:

Como visão geral, pretendo fazer os três módulos do curso avançado (são três semestres no total) e, depois, alternar cursos de conversação específicos para negócios e também prestar exames para obter certificados internacionais.

Apesar de ter ficado muito feliz em saber que já posso entrar no avançado, ficarei mais tranquila se aproveitar os próximos dois meses antes do início das aulas para me preparar. Por isso, criei um projeto para revisão das regras gramaticais básicas usando a minha gramática de inglês (uso esta aqui, mas a minha é a segunda edição) e dividi as regras gramaticais e os assuntos de acordo com as próximas semanas:

Como eu reviso os meus projetos semanalmente, isso me dá a tranquilidade de saber que todas as próximas ações possíveis para cada um deles já está definida e inserida no meu sistema. São elas:

  • Pagar primeira mensalidade (no computador)
  • Ligar na Martins Fontes da Paulista para reservar os livros com desconto (ao telefone)
  • Verificar agenda a partir de agosto para possível mudança de horário (no computador)
  • Estudar: Prepositions (no calendário)
  • Estudar: Conjuctions and prepositions (no calendário)

Estudar um idioma é algo para a vida inteira. No meu caso, o inglês é fundamental porque trabalho para uma empresa global. Meu objetivo é conseguir escrever, ministrar treinamentos e me comunicar amplamente em inglês em todos os meios possíveis – afinal, sou professora e escritora.

E você, tem algum projeto relacionado a algum idioma? Compartilhe comigo nos comentários. Obrigada!

Thais Godinho
05/06/2017
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Todos os caminhos levam à Roma

Na semana passada, passou pela Câmara dos Deputados a proposta de lei que permite às empresas terceirizarem todas as suas atividades, inclusive as chamadas atividades-fim (as principais atividades da empresa – a razão dela existir). Por exemplo, uma escola poderia terceirizar a contratação de professores. Antes, só era permitida a terceirização de atividades-meio – como limpeza e segurança.

Na prática, isso significa que o funcionário terceirizado será contratado pela empresa “terceirizadora”, com carteira assinada com esta, em vez do vínculo com a empresa em que efetivamente trabalhará. Isso possivelmente trará salários menores, porque a “terceirizadora”, a empresa intermediária, certamente vai querer tirar o lucro dela em cima das contratações. Além disso, sem vínculo com a empresa em que efetivamente trabalhará, qual será o nível de engajamento? Qual será o papel do RH? Podemos ser muito mais facilmente substituídos, constituindo apenas uma ficha trabalhista? (Ao mesmo tempo, é assim tnao diferente hoje em algumas empresas?) O que mais se tem discutido é a diminuição ou quase inexistência de direitos trabalhistas suadamente conquistados.

Enfim, a lei ainda não foi aprovada, mas é provável que caminhe para isso. Vamos bater um papo então sobre essa situação?

Fica difícil tentar prever o que exatamente irá acontecer. É fato que o nosso país está em um momento de crise e com muito desemprego, e que essa nova lei poderá abrir a chance de mais vagas, mas com salários menores e condições trabalhistas quase inexistentes. Será que o brasileiro está preparado para essa realidade?

Eu sempre considerei o tema educação financeira uma opção privilegiada. Me sinto privilegiada por poder falar em guardar dinheiro, construir fundo de emergência, conhecer investimentos, comprar à vista e outros do tipo. Para muitas pessoas, que desde adolescentes (…), todo o “salário” que recebiam de empregos absolutamente necessários para o seu sustento ou da família, guardar dinheiro ou pensar sobre investimentos era algo completamente fora da realidade. São pessoas que precisam (ou precisavam) escolher entre pagar a conta de luz ou comprar comida no mercado. E então, se por acaso tiverem um maior poder aquisitivo, vão querer gastar com “coisas” relacionadas a um estilo de vida que nunca tiveram mas sempre quiseram, como TVs, celulares e carros. Para essas pessoas, não gastar tudo o que ganham é algo muito difícil e complicado, até sem sentido. Também já vi casos de pessoas que conseguiram e sempre foram muito organizadas financeiramente, mesmo com pouco. O que quero dizer é que é difícil mudar uma forma de pensar uma vez que você já tenha se acostumado a viver de uma determinada maneira.

Quando eu saí do modelo CLT para o modelo PJ, eu demorei para me adaptar. Eu achava que todo o dinheiro que eu recebia era meu, assim como acontecia quando eu recebia um salário. Eu demorei bons anos para aprender sobre educação financeira de uma empresa (mesmo uma empresa de uma pessoa só!), descobrir como pagar um bom e suficiente salário para mim, o que devo pagar de impostos, o que posso investir na empresa em si. E apenas com isso eu comecei a ir além, pensando em aposentadoria, plano de contas, projeção financeira.

Passei por bons momentos e por momentos bem difíceis nesses quase três anos trabalhando como PJ. Ano passado, passando por um desses momentos complicados, eu gerei um princípio para a vida. Eu acho que princípios são como badges que a gente gera sempre que passa por algo e decide alguma coisa importante. E esse princípio foi: crie sua própria estabilidade. Não fique parada. Cuide da sua mente e busque sempre meios de garantir os recebimentos da sua empresa. E isso mudou a minha vida. Mesmo na crise, minha empresa continuou crescendo. Eu nunca parei. Foi uma lição importante.

Fico imaginando como será para as pessoas que nunca passaram por isso terem que encarar uma situação dessas de repente, em um momento de crise e desespero, em muitos casos. Sem dinheiro guardado. Sem entender o cenário. Contabilidade e finanças deveriam ser disciplinas a serem estudadas na escola. Se haverá tal mudança em nossa sociedade, seria fundamental educar a população. Mas será que há interesse em educar a população ou apenas em “fazer girar a economia”?

Por isso, esse post é um primeiro de vários que pretendo escrever sobre o assunto. Precisamos aprender. Precisamos entender como a coisa toda funciona. Porque, independente do formato do seu trabalho hoje, é fato que o conceito de trabalho no mundo todo está mudando. Talvez a gente caminhe sim para modelos de trabalho mais independentes. E isso depende de sabermos administrar a “nossa empresa”, o nosso dinheiro, os impostos, os investimentos, os direitos. Sendo o Governo, uma empresa ou nós mesmos quem gera essa renda.

Afinal de contas, somos todos terceirizados.

Thais Godinho
30/03/2017
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Dúvida da leitora: organizando a mesa no trabalho

Gravei um vídeo contando um pouco como me organizei para aprender inglês ao longo dos anos, com dicas práticas e que, do meu ponto de vista, funcionam bem, sem enrolação.

Se não estiver visualizando o vídeo abaixo, clique aqui para assistir diretamente no YouTube.

Cursos de inglês que já fiz:

  • Fisk
  • Skill
  • Wizard
  • Open English
  • English Town

Eu levei muitos anos para chegar no nível que estou hoje do idioma e, se conhecesse essas dicas lá no começo, o processo teria sido muito mais rápido. Espero que ajudem!

Thais Godinho
13/10/2016
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Como organizar: Estudar em outra cidade
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O que precisa acontecer para você estar realmente presente?

Este webinar foi realizado para ajudar quem está procurando um emprego. São quase 40 minutos de orientações, dicas práticas e certeiras para que você se organize e encontre não apenas um emprego, mas um emprego LEGAL e coerente com quem você é ou quer ser.

Você vai aprender:

  • Como analisar seu histórico profissional e usá-lo a seu favor
  • Como analisar suas habilidades e reforçar pontos que já são fortes
  • Como delinear um caminho natural do ponto de vista de quem pode te contratar
  • Como montar e divulgar o seu currículo
  • Estratégias para conseguir o cargo que você quer
  • Como investir na sua capacitação enquanto não arranja um emprego
  • Outras possibilidades

Este curso serve tanto para quem estiver procurando o primeiro emprego quanto para profissionais experientes. Clique na imagem abaixo para acessar:

webinar-emprego

Os webinars são realizados gratuitamente ao vivo no blog e depois disponibilizados nesta plataforma a preço de custo para ajudar a custear a plataforma em si. Confira a agenda de cursos, atualizada diariamente com novos webinars e outros formatos.

Thais Godinho
28/09/2016
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[E-book] 365 dicas de organização para o ano todo
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