ou
Motivação

Este post traz algumas dicas práticas para lidar com a procrastinação nessa segunda-feira e outras para você incorporar aos poucos na sua vida.

  1. Esclareça melhor as coisas que você precisa fazer. No geral, deixamos para depois o que parece chato ou difícil. Esclarecer melhor significa pensar nas suas coisas. Se você precisa “montar uma apresentação”, o que exatamente significa isso? Dê uma explicação de dois minutos para você mesmo(a) e veja como tudo se torna mais claro. Depois…
  2. Quebre uma mesma tarefa em pedacinhos menores – até ridículos. No caso da apresentação, faça uma lista com itens como: “criar o arquivo PPT”, “inserir títulos nos slides”, “baixar imagens”, “escrever slide 1” e por aí vai. Riscar coisas da lista aumenta nosso nível de empolgação no cérebro, mesmo que sejam itens pequenos. Quando você quebra uma tarefa menor em outras menores, fica mais fácil fazer uma coisa de cada vez.
  3. Tenha na sua agenda do dia somente aquilo que precisa ser feito hoje – o “do or die” (faça ou morra). Nada de encher a agenda de afazeres só porque é segunda-feira! Você pode ter uma lista assim, mas não coloque na agenda. Sua agenda deve ser um guia confiável do que precisa ser feito hoje, em absoluto. E aí foque nela. Não ouse olhar outras listas enquanto não finalizar os prazos do dia.
  4. Para ajudar a focar em alguma atividade, utilize a técnica Pomodoro. Basicamente, acerte seu timer para 25 minutos e trabalhe unicamente nessa tarefa, sem parar, até o fim do tempo.
  5. Trabalhe em um ambiente diferente. Muitas pessoas procrastinam porque se irritam com a rotina. Pode ajudar (se você puder) pegar seu computador e trabalhar em uma mesa, sala ou local diferente.
  6. Dê-se pequenos prêmios como forma de compensar a não procrastinação. Por exemplo: “só vou pegar meu café quando terminar o relatório”.
  7. Pare de reclamar. Isso serve para tudo na vida, não só para a procrastinação, mas especialmente nesse caso ajuda bastante a ver as coisas de uma outra forma.
  8. Muitas vezes, quem procrastina na verdade é perfeccionista. Se for o seu caso, tente baixar um pouco a guarda e as expectativas. Feito é melhor que o perfeito não feito. E pense assim: quanto antes você terminar, mais tempo terá para revisar e fazer ajustes. Então foque nisso.
  9. Se for interrompido(a), anote em um papel e lide com a interrupção apenas quando terminar o que estiver fazendo.
  10. No entanto, tudo o que for rápido de fazer (se levar menos de dois minutos), faça na hora. Mesmo que não tenha alta prioridade. É melhor tirar logo da frente do que escrever em uma lista para fazer depois.
  11. Sempre pergunte-se, ao longo do dia, qual é a próxima coisa mais importante que você deve fazer. Mesmo que você tenha muitas listas, muitos prazos, olhar para o montante pode te sobrecarregar. Assim, foque em uma coisa de cada vez. Muitas vezes, a coisa mais importante poderá ser “parar e dar uma volta para desestressar”. Você verá o poder dessa pergunta!
  12. Use boas ferramentas de organização para ter controle sobre as suas atividades. Eu recomendo uma boa agenda (ex: agenda do Google), um bom gerenciador de listas (ex: Todoist) e um bom gerenciador de informações (ex: Evernote). Essa dica vai funcionar melhor a médio e longo prazo, mas você precisa começar a partir de algum lugar.

Boa segunda-feira!

Thais Godinho
19/06/2017
Veja mais sobre:
Procrastinação
9
Como lidar com a procrastinação na segunda-feira
O objetivo de ter uma TO-DO list
Como registrar os marcos do seu ano

A sugestão de hoje é muito simples e fácil de fazer, mas pode trazer um impacto bacana na sua vida.

A ideia é você registrar, todo último dia do mês, os principais acontecimentos dele. Você pode bolar algumas perguntas como:

  • Você está feliz?
  • Como está a sua saúde?
  • Quais foram os marcos este mês?
  • O que você fez de legal?
  • O que descobriu?
  • Como estão os seus relacionamentos?
  • Que projetos você concluiu?
  • Etc.

Se fizer isso todo mês, ao final de cada ano terá um registro bacana de como foi o ano para você.

Como eu organizo isso? Eu tenho um caderno de referência geral no Evernote chamado “Grande cenário”, onde tenho uma nota para cada ano da minha vida até aqui. Mensalmente, registro nela tais acontecimentos.

Assim, ao final de cada ano, eu tenho um registro sólido de tudo o que eu fiz. Isso me deixa muito satisfeita porque consigo ver que fiz bastante coisa mesmo em anos mais difíceis e que dão a impressão de que não fiz muita coisa.

Além do que, trata-se de um registro muito bacana para se fazer até o final da vida. E, caso você tenha registros antigos, pode digitalizar e passar para o arquivo do ano correspondente.

Espero que goste da ideia!

Thais Godinho
29/05/2017
Veja mais sobre:
22
Não se trata só de “dicas práticas”
Organização é uma jornada, não um destino
Como registrar os marcos do seu ano

Eu sei que vivemos em um mundo corrido e com muitos prazos para ontem, e que “ninguém tem tempo” a perder com listas e “outras complicações”. Mas, estudando sobre produtividade nos últimos onze anos (!), eu também aprendi que esse modus operandi não te leva a sair desse ciclo. O que aconteceu comigo, pelo menos, foi perceber que eu ficaria doente e poderia até morrer se quisesse seguir esse ritmo para sempre. Eu quis ir um pouco mais devagar – o que não significava ser menos eficiente. Eu só acreditava que nem tudo era pra ontem. Também acreditava que as coisas poderiam ser feitas com um pouco mais de antecedência e planejamento. E foi essa “crença” que me fez tomar a decisão de mudar. E aí eu saí do ciclo.

Porque pasme: o mundo não acaba quando você começa a colocar limites. Gera certas dores? Sim. Quantas vezes não fui zoada – “a Thais anota tudo, cuidado com o que fala hein?”. Ou então: “Você planeja demais – nem tudo tem que sair com a qualidade que você espera”. E, quando a gente está no mercado de trabalho, tentando agradar o chefe, bate uma insegurança tremenda. A gente não sabe se confia no próprio coração ou no que o chefe manda ou nos conselhos dos colegas. A grande verdade é que ninguém sabe o que está falando. A única pessoa que sabe é você mesmo. Porque o que é o ritmo de uma pessoa, pode não ser o da outra. E dificilmente será.

Eu lido com isso diversas vezes quando vou ensinar uma pessoa a se organizar a partir do zero. Ela quer que a coisa aconteça rápido. Quer dicas práticas. Não quer que eu dê mais trabalho. Então existe todo um esforço de conscientização para mostrar que não se trata de batucar teclado nem de riscar coisas da lista, mas de ver se você efetivamente está dedicando tempo às coisas certas. E essa pequena frase engloba um mundo de coisas.

O David Allen (autor do método GTD) participou de uma matéria para a tv holandesa onde ele ensina uma apresentadora a usar GTD desde o início. A matéria é incrível. Se você entender inglês, vai gostar muito (veja abaixo ou clique aqui, se não estiver visualizando o vídeo):

Quando ele faz o exercício de coleta com a apresentadora, tem um momento que ela diz que está se sentindo um pouco aflita com o processo. E ele responde: “você só está se dando conta do estresse em que você já vive”. Ou seja, não é o ato de agrupar tudo o que está chamando a atenção que deixa o ser humano aflito. Não é ter listas mostrando tudo o que precisa ser feito. É o fato de essas coisas existirem e você, de certa maneira, não dar a devida atenção que todas elas merecem. Então “se organizar” é dar essa atenção. As coisas não deixam de existir se você não fizer isso. Porém, consciente do que existe, você pode ter mais tranquilidade. “Você só pode se sentir bem sobre o que não está fazendo quando você sabe o que não está fazendo”, o David diz.

O vídeo acima é só a edição para o programa, mas você pode ver a versão completa (15 minutos) aqui.

Todo mundo, sem exceção, acha que se organizar dá trabalho. Então o mecanismo de defesa para evitar entrar nesse ciclo “trabalhoso” é pedir: me dê dicas práticas! Só que “dicas” não resolvem o problema. Quer dicas? Oras, existem aos montes. Digite “dicas de organização” ou “dicas de produtividade” no Google e você terá milhares de resultados. Só que “dicas” não adiantam nada se você não tiver um processo inteiramente seu, um empoderamento interno de estabelecer limites para o mundo com base em suas próprias prioridades, se você não tiver um método que te auxilie a ficar relax o tempo todo.

Produtividade não é fazer mais coisas. É investir tempo nas coisas certas. E “coisas certas” variam muito – tanto quanto variamos como seres humanos. Por isso cada um faz suas escolhas. A pergunta é: as suas escolhas são coerentes? Você está construindo o estilo de vida que você quer ter?

Não me leve a mal: tem pessoas que gostam desse ritmo. Em certo teor psicológico, até dependem disso. Mas, se você está cansada(o), pare de pedir/pesquisar por dicas e procure entender que se trata de um estilo de vida onde você só precisa dar o primeiro passo: decidir que não quer mais viver assim. O “como fazer” depende muito de cada um. A minha abordagem, vocês sabem, é o GTD.

Thais Godinho
22/04/2017
Veja mais sobre:
14
O que significa ter um blog profissional
GTD e Estudos: Introdução
Aplicando o GTD ao seu espaço físico – como começar

Spotify é um programa de streaming de música. Gosto muito. Não sei mais viver sem. Adoro ver e seguir as playlists já existentes, além de criar as minhas.

Então eu descobri que dá para criar pastas nas playlists, me obrigando a organizar da minha maneira tradicional:

E não é que faz sentido?

Playlists de referência

Nas playlists de referência (“reference playlists”), eu coloco as listas gerais que vou montando ou que gosto, tais como:

  • Minhas TOP 100 preferidas
  • Melhores músicas do rock com mulheres no vocal
  • 50 melhores do periódo barroco
  • Para conhecer Bach
  • etc!

Playlists de suporte a projetos

Nas playlists de suporte a projetos (“projects support playlists”), no momento estão as playlists de dois projetos meus em andamento:

  • Repertório da banda definido e rodando (playlist compartilhada com os outros meninos da banda)
  • Aprender a tocar bandolim basicamente (todas as músicas que quero tocar para considerar esse projeto concluído)

Playlists de algum dia / talvez

Nas playlists de algum dia / talvez (“someday maybe playlists”), insiro listas de projetos que quero tocar algum dia, como repertórios de possíveis bandas (principalmente isso):

  • Repertório para uma banda cover de George Harrison
  • Repertório para interpretar o Gene Simmons em uma banda cover de KISS
  • Repertório para violão e voz

Playlists de suporte ao dia a dia

As playlists acima podem ser especialmente úteis para quem trabalha diretamente com música.

Já as playlists de suporte ao meu dia a dia (“daily support playlists”) provavelmente são as mais interessantes para vocês. Ali, organizo as playlists que uso nos diversos contextos do meu dia a dia, tais como:

  • Uma playlist para cada estação (vou alimentando sempre que descubro músicas novas que combinem com o outono, inverno etc.)
  • Músicas para ouvir de manhã
  • Músicas para foco
  • Músicas para ficar com sono
  • Músicas para limpar a casa
  • Fim de semana em casa
  • Fazendo comida
  • etc!

Já escrevi um post aqui no blog com sugestões de playlists para trabalhar em diferentes contextos, que traz algumas ideias legais.

Vocês sabiam que dava pra organizar as playlists em pastas? Que ideias você já teve? Por favor, compartilhe comigo nos comentários. Obrigada!

Thais Godinho
13/04/2017
Veja mais sobre:
, Música, Spotify
7
Guia do Vida Organizada para aplicar o GTD no Todoist – Parte 7 – Organizando os níveis mais altos: opções
Os 6 melhores vídeos do Christian Barbosa que você precisa ver agora
Minhas caixas de entrada

“Tenho 15 mil e-mails na minha caixa de entrada.” “Minha chefe me pede coisas demais!” “Sou interrompida o tempo todo no trabalho.” “Quando chego em casa é tanta coisa para fazer que tenho vontade de chorar.”

Existem algumas recomendações para lidar com o volume:

  1. Delegue o que puder. Faça disso um exercício. O que sobrar, que você não pode delegar, já vai ser o suficiente. Eu delego o tempo todo, mesmo o que não preciso. E isso me dá uma liberdade imensa para fazer com calma e realmente bem tudo aquilo que só eu posso fazer.
  2. Foque no mínimo necessário até aprender a controlar esse mínimo. O que eu quero dizer é que não é hora de começar “um projetinho” novo em casa para pintar a parede da sala se você ainda não conseguiu implementar o hábito de preparar suas refeições. Você pode fazer tudo o que puder, mas não ao mesmo tempo.
  3. Tenha padrões seus. Ou seja: para o meu dia ser mais organizado, que horas eu tenho que acordar? E isso significa que tenho que dormir que horas? Não importa se você precisa dormir apenas 5 horas por noite porque trabalha e estuda – significa que você não vai dormir 4 porque ficou olhando o Facebook no celular.
  4. Priorize a organização. O tempo que você passa descarregando a mente em uma lista no papel, esclarecendo cada um dos itens que escreveu, organizando em listas, revisando sua agenda e seus projetos, não é tempo perdido ou até mesmo “desejável”, apenas. Ele é extremamente necessário e, sem ele, você nunca sairá da situação atual. Quando eu sinto que as coisas estão ficando confusas, eu paro o que estiver fazendo para me organizar. Essa é minha prioridade: ficar bem. Até mesmo para poder cuidar de todo o resto que está me aguardando.
  5. Tire as coisas da mente. Acostume-se com a ideia de um cérebro externo e deixe a sua mente para ter ideias, ser livre, criar, escolher o que fazer, ou simplesmente estar presente.

O principal que você precisa saber é que o volume não importa, desde que tudo esteja claro e sob controle para você.

O que me ajuda enormemente é ter um método (GTD) – por isso falo tanto dele aqui no blog. Isso não foi algo que agregou – foi algo que literalmente mudou a minha vida. Eu sou publicitária, e costumava trabalhar em casa, sem horário para sair da agência muitas vezes, e isso em uma época que ainda nem tinha What’s App. Depois de ficar doente, eu comecei a me interessar pelo assunto produtividade, e encontrei esse método que funcionou para mim. Você pode se dar melhor com outros. Mas aqui eu costumo passar a minha experiência, então é natural que fale sobre ele.

E não é do dia para a noite que eu “mudei”. Mudo o tempo todo, aprendo novas maneiras de lidar com tudo o que entra na minha vida, ficando cada vez mais tranquila, mesmo nas condições mais adversas.

Nesta página você encontra um guia para implementar o método, se quiser, mas você não precisa implementar tudo para sentir benefícios imediatos. Uma ou duas coisas já fazem toda diferença. Implementar tudo, no entanto, pode ser transformador.

Uma coisa é certa: volume não é o problema, mas não é possível organizar tralha. Vale a pena tirar aquilo que não faz sentido no momento e, todo o volume que restar, esclarecer e controlar.

Thais Godinho
23/03/2017
Veja mais sobre:
17
Curtinhas e aleatórias
Guia definitivo do Vida Organizada para usar o GTD no Evernote – Parte 2 – Entendendo os horizontes do GTD
Linkagem de domingo {52}

O objetivo de ter uma lista de ações é realizá-las o mais brevemente possível, senão, não vale a pena ter uma lista.

Thais Godinho
07/10/2010
Veja mais sobre:
3
Como lidar com a procrastinação na segunda-feira
Não se trata só de “dicas práticas”
O objetivo de ter uma TO-DO list