ou
Lazer

Eu tinha me programado para tirar férias na última semana de outubro. Venho tirando uma semana de férias a cada três meses desde que comecei a trabalhar de forma autônoma e, apesar de parecer uma boa ideia no começo, com o tempo se mostrou um pouco inviável.

Primeiro, porque nem sempre meu marido e o nosso filho estão de férias também. Isso inviabiliza viagens e passeios com eles, e acabo ficando em casa.

Segundo, porque mesmo de férias do trabalho, eu acabo fazendo coisas em casa que são parte da rotina. Em resumo, não saio de férias.

Então comecei a pensar o que me atraia nas semanas de férias que eu tinha em mente originalmente. E o que me atraía era a possibilidade de viajar, claro, mas também de descansar mais, não usar tanto tecnologia e curtir o ambiente em que eu estivesse. Praia, montanha, novos lugares, o que seja.

Foi quando eu percebi que existem dois tipos de férias: aquelas que você viaja para conhecer um lugar novo e aquelas que você simplesmente dá um tempo para descansar. Então a minha estratégia de uma semana de férias estava falhando nos dois formatos. Eu não conseguia nem viajar nem “dar um tempo”. Eu precisava de uma nova estratégia.

Para viajar, é necessário espaçar mais os dias. Não tem graça ficar pouco tempo, especialmente em viagens de longa distância.

Para descansar, viagens curtinhas servem. Mas, principalmente, o impacto maior está no dia a dia. Em torná-lo uma versão mais leve, de modo que as tais férias para espairecer não sejam tão necessárias.

Vejam, eu amo o que eu faço, mas levo uma rotina pesada. São muitos eventos, viagens. Se eu não tornar essa rotina mais leve, vou querer uma semana de férias sempre, mas dificilmente vou conseguir também, porque são muitos eventos sequenciais.

Eu tomei a decisão, então, desde que mudei, de transformar a minha casa em uma espécie de pousada de férias. O que me atrai nas pousadas? Café-da-manhã gostoso, tomado com calma. O ambiente de hotel, que não tem tantos objetos – só o necessário. Sempre limpo. O ar descompromissado, leve, de que cada dia é uma nova descoberta.

Olho para o meu quarto e me pergunto se ele é aconchegante como um quarto de uma pousada em uma montanha. Olho para o meu banheiro e me pergunto se ele é refrescante como uma tarde de verão depois de voltar de um banho de mar. Pode parecer muita viagem, mas tem funcionado. Esse novo olhar me possibilitou manter menos coisas em casa e a curtir mais o meu dia a dia.

Especialmente, olhar para os ambientes pensando em suas funções e zonas de trabalho. Uma poltrona na sala para fazer um cantinho de leitura? Por que não? Uma cozinha absolutamente funcional, com o mínimo necessário? Sim. Um quarto cujo foco é ser aconchegante? Exatamente.

Já temos oficialmente o melhor lugar da casa? ( ) sim ( ) com certeza

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Ter menos coisas torna a vida mais leve. Ter menos coisas não só em casa, como na vida. E eu sei que é difícil, mas tudo isso vem do foco correto. Depois que eu percebi que deveria transformar a minha rotina como se eu estivesse de férias todo o tempo, as coisas ficaram infinitamente mais leves.

E isso não quer dizer que eu trabalhe menos, por exemplo. Muito pelo contrário – tenho trabalhado muito. Mas eu estou alternando mais os tipos de atividades e, da mesma maneira que ler e-mails é importante, ler uma revista na hora do almoço também é. Tomar um chá no final da tarde lendo um texto para o trabalho, sentada na minha poltrona favorita. Acordar mais cedo, aproveitar o dia. Não é por que estou em uma cidade praiana a trabalho que vou responder meus e-mails no lobby do hotel.

Fazendo a minha revisão semanal com boa perspectiva. Doing my weekly review with good perspective. #gettingthingsdone #vidaorganizada

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Cada vez mais eu acredito que, se a gente fizer da nossa vida uma vida legal, não precisa fazer pequenas pausas para fugir dela apenas para descansar. É um desafio diário, mas extremamente compensador. E também não tem problema nenhum fazer isso. O que eu quero dizer é que a gente não precisa depender apenas desses momentos para ter uma vida mais tranquila e descansada.

E ah, não estou falando sobre viajar. Viajar é outra coisa. Ficam para outro post as resoluções tomadas aqui. 🙂

Thais Godinho
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Uma das coisas mais legais quando você viaja para um lugar diferente é conhecer a comida do lugar. A cultura de cada região ou de cada país diz TUDO sobre o lugar em si, e quando você se envolve naquilo, você está realmente entendendo como as pessoas daquele lugar vivem, de onde vêm os alimentos, como preparam, enfim, comida é cultura.

Eu não viajei para tantos países assim. Até agora, só fui para os Estados Unidos e para a Holanda, o que é maravilhoso de qualquer maneira, mas mesmo dentro do Brasil temos a chance de conhecer comidas diferentes. Quando vou para o sul é totalmente diferente de quando vou para o nordeste – mesmo quando vou para Minas Gerais é uma experiência diversa, sendo na mesma região de onde eu moro (São Paulo). Então eu fiquei pensando em quais seriam dicas legais para trazer aqui para o blog sobre esse assunto. Será que dá para comer bem, conhecer a cultura de comida local sem gastar tanto dinheiro e comer em restaurantes caros? E dá sim. Seguem três dicas pontuais.

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Dica 1: Vá ao mercado municipal, aos mercados ou feiras de rua

Toda cidade tem os seus. É lá que você vai encontrar as comidas mais baratas porém típicas do lugar. Ok, nos Estados Unidos você vai encontrar hot-dog e batata-frita, faz parte! Mas na Holanda eu encontrei arenque cru com cebola, hello? Stroopwafell, já comeram essa perdição? É uma espécie de bolacha achatada recheada com doce de leite, não dá para descrever sem comer. Aqui no Brasil, você encontra o tradicional “queijo de minas”, pimentas em João Pessoa e acarajé em Salvador. E é esse tipo de comida legal de comer, que você não vai gastar tanto quanto em um restaurante, vai te manter alimentado ao longo do dia e vai te permitir conhecer toda a cultura local enquanto você observa a galera passeando (e você faz o mesmo).

Dica 2: Foursquare, Trip Advisor e afins

Use a tecnologia a seu favor. Apesar de eu sempre ouvir a tradicional dica “peça indicações ao pessoal que mora lá”, putz, isso nem sempre é fácil. Primeiro, que você pode não conhecer ninguém. Segundo, que as pessoas que você conhece podem não ter (e provavelmente não têm) o mesmo gosto que você. Então o mais seguro é ver o que o pessoal diz nesses aplicativos e sites com resenhas de lugares, listas dos Top 10. Você pode não ir todos os dias em um restaurante legal ou mais chique, mas pode querer escolher UM para conhecer, ou pode descobrir um cantinho escondido graças a uma dessas indicações. Vale a pena explorar. Esses sites e aplicativos são uma versão turbinada dos livros guias de viagens, que também são bons mas não são gratuitos (e aqui estamos falando sobre economizar).

Dica 3: Ande pela cidade e siga sua intuição

Uma coisa que gosto de fazer quando saio do país é reservar um dia (ou um período) sem programação alguma para simplesmente caminhar pela cidade e “descobrir” o que existe nela. Se algum café, bar, restaurante, barraquinha chamar minha atenção e eu estiver com fome, paro, entro e como alguma coisa. Isso é muito legal porque me permite conhecer algo que, do contrário, eu não teria conhecido porque ninguém teria me indicado. E isso dá um gostinho de aventura, de descoberta, que tem tudo a ver com o espírito de quem está viajando.

Uma dica final, de teor mais prático, é com relação ao orçamento. Eu gosto muito de levar o equivalente à moeda local o que eu gasto aqui no Brasil para comer. Por exemplo, se aqui no Brasil, quando eu como em um restaurante, eu gasto 50 reais por refeição, eu calculo que vou gastar isso (na moeda local, convertendo) se comer em um restaurante, e esse é meu orçamento. Se eu gasto 25 reais em um lanche, esse é meu orçamento para lanche. Etc. E assim eu calculo quanto vou gastar por dia. Em média, eu vejo qual será minha programação (se estarei o dia todo em um evento ou andando na rua) e calculo com base nos tipos de refeições que farei. Dá super certo!

Espero que o post tenha ajudado!

Thais Godinho
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Minha área de atuação não é moda, mas eu uso roupas, oras. E, nos últimos anos, tenho vivido um processo de mudanças no corpo que acabou se tornando um grande aprendizado. Perdi peso, ganhei peso e estou em processo de emagrecimento, e recebo muitos comentários de leitoras me pedindo dicas sobre como lidar com essa fase. O que comprar? O que vestir? Como lidar com um guarda-roupa com uma variação tão grande de numerações?

E, apesar de não ser especialista em moda, ter convivido com a Ana nos últimos meses por conta do nosso amado workshop de organização do guarda-roupa (que vai ter edição nova em julho em São Paulo 💙) me fez ter diversos insights preciosos com relação ao que devo investir nesse momento e o que devo esperar para comprar mais para a frente.

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Porque, de certa maneira, penso que todo mundo esteja passando por um momento de conscientização e gastando menos com roupas. Não penso que seja nem só por causa da crise não. É um movimento meio global. Já compramos muito. Estamos querendo usar mais o que já temos, curtir mais, aproveitar mais mesmo.

Eu estou vendo meu guarda-roupa hoje em dia como um inventário de peças mesmo, e fazendo investimentos que quero que durem, senão a vida toda, bastante tempo – ou até eu ficar meio de saco cheio desses itens, porque não fazem mais parte de quem eu sou. Por isso, sequer me lembro qual foi a última vez que eu comprei uma peça de roupa. Faz tempo mesmo. Como comentei outro dia, estou um pouco exigente também.

Que peças comprar?

Essa é uma boa pergunta. Eu tenho uma variação de peso esquisita e detesto roupas apertadas. Por isso – e as consultoras de estilo podem me dar sugestões e até me corrigir se eu estiver falando besteira – o que eu tenho feito é evitar comprar peças de alfaiataria ou que dependam muito de um bom corte, mesmo porque: 1) se, de boa qualidade, serão investimentos mais caros, o que não compensa em um processo de emagrecimento, porque você perderá a médio prazo, e 2) não dá para reformar em uma costureira ou alfaiate caso emagreça muito, pois o corte certamente se perderá.

Se for para comprar peças, invista em dois tipos:

  • Aquelas que poderá reformar, “dar um ponto”, como minha sogra diz, como saias longas, saias mais curtas, calças pantalonas, calças de malha, blusas, vestidos mais soltinhos.
  • Aquelas que vestem bem tanto justinhas quanto larguinhas, como blusas, suéteres, cardigans, alguns tipos de calças, camisetas e por aí vai.

No geral, a qualidade das peças adquiridas vai mais pelo tecido que pelo corte, então invista nisso: seda, algodão, linho, lã, viscose – bons tecidos, de preferência naturais e fluidos (nada de couro, por exemplo, que cai na questão do corte).

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Na prática, funciona assim: no inverno, em vez de comprar um blazer, invista em suéteres, blusas de lã grandonas e outras peças desse tipo.

Que itens comprar?

Aqui a abordagem é diferente, porque eu gostaria de distinguir entre roupas, sapatos e acessórios.

Eu acho que o processo de emagrecimento é um bom momento para investir em acessórios bacanas, se você quiser.

Um lenço bonito, uma bolsa, um bom par de óculos, relógios, colares, braceletes. Tudo aquilo que você talvez não se permitisse comprar antes porque gastava muito dinheiro com roupas em si. Pelo menos é o que eu venho fazendo.

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Mesmo sapatos eu não compraria gastando tanto dinheiro porque, dependendo do volume de peso que você perder, pode ser que diminua até mesmo sua numeração e perca alguns pares.

A última peça que eu comprei foi um par de óculos estilo art deco, um lenço da minha cartela de cores e uma carteira, para vocês terem uma ideia. Então é nesse tipo de coisa que tenho investido no meu guarda-roupa e tem funcionado muito bem para atualizar as peças que eu já tenho e ainda comprar coisas legais e de qualidade.

Aproveite para destralhar

Aproveite o processo de emagrecimento para se desfazer de peças que já deram o que tinham que dar e você não quer usar nunca mais, como roupas puídas, que você não gosta ou que não te favorecem. Doe para alguém que fará melhor proveito.

Leia o post: Como destralhar seu guarda-roupa por categorias.

Espero que este post tenha funcionado para inspirar quem esteja passando por esse processo, nem que seja para direcionar algumas decisões de compra no dia a dia.

Thais Godinho
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