Gestão do tempo

05 Jan 2015

Pensando em uma rotina mais simples para 2015

Quando surgiu a ideia de escrever um post para o blog falando sobre a simplificação da rotina para o ano novo, fiquei me perguntando o que eu ainda poderia escrever que não tivesse sido escrito aqui ou em qualquer outro lugar a respeito. Afinal, de uns anos para cá, o mundo pareceu abraçar a ideia de simplicidade voluntária, querendo tornar tudo no dia a dia mais simples de fazer, sem tanta complicação. Resolvi escrever uma espécie de relato pessoal, então, com as percepções que eu tenho tido atualmente sobre a questão da simplicidade e até do minimalismo aplicados à nossa rotina.

Sono, acordar cedo, dormir tarde

Sou uma pessoa naturalmente noctívaga – e não sei se isso pode ser cientificamente dito (afinal, tudo não depende de hábitos?). Funciona assim: posso ter acordado muito cedo. Mas, se deixar, vou dormir tarde mesmo assim, porque é o meu natural. As pessoas matutinas acordam cedo mesmo que tenham ido dormir tarde, porque não conseguem ficar na cama depois de determinado horário. Acho que é mix de costume, metabolismo e hábito mesmo.

Para mim, essa rotina do sono ficou um pouco bagunçada desde que eu comecei a trabalhar em casa, porque às vezes tenho horários fixos e outras vezes não. Tem dias que preciso acordar antes das cinco horas da manhã para ministrar um treinamento em um lugar longe, enquanto há dias que eu levanto às dez horas (geralmente depois de um dia de treinamento). Para dormir, é bem difícil. Nunca consigo dormir antes das 22 horas – quiçá, das 23. Eu gostaria sim de manter uma rotina para acordar todos os dias às seis, por exemplo, mas não consigo. Meu descanso é importante e estou focando em ter de sete a nove horas de sono por noite. Não sei se é a melhor alternativa, mas é o que vem sendo possível.

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Quem é mãe sabe que é muito difícil dormir cedo. Pelo menos aqui em casa, a hora que o Paul vai dormir é quando eu consigo fazer coisas que demandam mais a minha concentração, como estudar, ler um livro ou escrever. Com o horário de verão, ele está indo dormir por volta das 21:30, o que significa que seria impossível, para mim, ir dormir antes das 23. Mais alguém passa por isso aqui?

Então, o que faço é respeitar esse horário e, depois que ele dormir, executar poucas atividades, até mesmo para não perder o sono. Porém, não posso ignorar essas horas, que são parte importante do meu dia a dia.

Trabalho

Minha rotina do trabalho tem ficado mais simplificada de uns dois meses para cá. Como eu comentei em outro post, há pouco tempo, quando eu comecei a trabalhar por conta própria eu quis pegar muitos trabalhos de uma só vez, por insegurança mesmo, o que me deixou um pouco sobrecarregada. Na organização, não tem segredo – é preciso aprender a dizer não. Por isso, comecei a ser um pouco mais rigorosa com essa minha regra e organizar melhor a minha rotina. Por exemplo: se eu vou trabalhar fora durante três dias na semana, não agendo nada para os outros dois, para conseguir fazer tudo o que eu preciso fazer. Tem funcionado! Mas não é fácil.

É de fundamental importância ter meus projetos e atividades organizados e planejar a cada semana (no GTD, o planejamento é feito semanalmente). Isso me dá uma dimensão real do tempo investido em determinados projetos e me faz ver que não dá para fazer tudo o que eu gostaria de fazer.

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Algo que eu resolvi fazer também é investir um pouco mais em coisas que facilitem (e simplifiquem) o meu dia a dia, como usar mais táxi, por exemplo, e otimizar o meu tempo e o do meu marido. Tem funcionado muito bem! Estou viciada naqueles aplicativos de solicitar táxi (uso especialmente o Easy Táxi e o 99). basicamente, você seleciona o modo de pagamento e envia um sinal de que está esperando um táxi. Algum taxista nas redondezas aceita o seu pedido e vem te buscar. É extremamente prático e não depende de ter táxi no ponto mais próximo para você conseguir se deslocar.

Comer, preparar comida

Já comentei aqui em casa que meu marido é responsável pela comida porque ele está estudando para isso, mas ultimamente eu tenho gostado de aliviar um pouco essa parte para ele e preparar comidinhas de vez em quando. No geral, preparamos alimentos a cada dois dias, sendo que, no dia a dia, no máximo grelhamos uma carne ou legumes que valem a pena ser comidos fresquinhos na hora mesmo.

Quando nós casamos, eu gostava de preparar comidas mais complicadas, com mais de um acompanhamento, sempre inventando coisas novas. Acho isso incrível mas, no dia a dia, não dá para fazer sempre. Por isso, acho de fundamental importância ter os “curingas da casa” (aqueles pratos que todo mundo gosta e não se importa de repetir) e ir planejando semanalmente também as compras do mercado (veja como montar um menu semanal).

Uma coisa que eu quero fazer menos em 2015 é comer fora, para economizar mesmo.

Condução, deslocamento

Grande parte do nosso dia a dia é gasta com deslocamentos e trânsito, especialmente para quem mora em São Paulo ou no Rio de Janeiro. O que eu procuro fazer é otimizar esse tempo. Como comentei acima, estou usando bastante táxi. Essa foi uma decisão que tomei ao fazer as contas de quanto custaria ter um segundo carro. Eu não tenho carta de motorista mas, se tivesse, eu não poderia usar o nosso carro, que fica com o meu marido, pois ele leva e busca o filhote na escola, faz mercado e tudo o mais. Ou seja, mesmo se eu tivesse carta, não ficaria com o carro. Ter um segundo veículo seria inviável e desnecessário. Como uso muito raramente, compensa mais utilizar um táxi mesmo.

Aqui em São Paulo existe a grande vantagem de poder utilizar as linhas do metrô. Uso bastante metrô! Achei engraçado que, outro dia, uma leitora me reconheceu na estação Sé (lotada!) e disse: “não acredito que encontrei a Thais na estação Sé!”. Achei engraçado. Eu acho que é um meio de transporte que precisa de muitas melhorias, mas funciona bem. Se você quiser chegar rápido em qualquer lugar, vá de metrô! Além disso, aproveito o período de deslocamento no trem para ler bastante. Tem dias que consigo ler um livro inteiro nessa ida e volta, o que é ótimo, já que gosto muito de ler. São coisas que a gente pode desprezar no dia a dia achando que perdemos tempo utilizando transporte público, mas há tanto a ser feito quando não se está dirigindo!

Meditação

Desde que mudei para São Paulo, não frequentei mais o centro budista. Eu gostava muito do centro que eu frequentava em Campinas e, além do mais, era perto da minha casa (eu ia a pé). Hoje, fica do outro lado da cidade e, para mim, é mais complicado. Mesmo assim, tenho estudado muito e praticado em casa, mesmo menos do que eu fazia antes. Em dezembro, quis investir mais tempo nisso porque percebi o quão estressada eu fiquei depois da mudança, e a meditação faz toda a diferença.

Gosto de meditar um pouco quando acordo e ao longo do dia, quando sinto necessidade. Essa rotina está bem estabelecida para mim.

Limpeza e arrumação da casa

Sou muito a favor de fazermos nós mesmos a limpeza da casa, mas confesso que nem sempre acho que essa é a saída mais simples. Outro dia fiz um teste com uma dessas empresas que agendam online o serviço de uma faxineira (em breve farei o post na blog) e achei bastante prático, mas só usei uma vez. Eu sou um pouco como a Monica (Friends) – limpar é terapêutico. Eu GOSTO de limpar e arrumar a casa, mas o que acontece é que muitas vezes eu não consigo. É frequente chegar depois das 21 horas depois de um dia de treinamento e ainda ter coisas no geral para fazer – ficar com o Paul, colocá-lo para dormir, revisar algum material para o dia seguinte. E, no mais, eu costumo ficar com as pernas bem cansadas depois de trabalhar de pé e falando o dia todo. Por mais vontade que eu tenha de, sei lá, esfregar o chão da cozinha, fisicamente fica bem complicado.

O que eu tenho feito, portanto, é o que eu recomendo aqui: focar no essencial. Cheguei seriamente a pensar em ter alguém para me ajudar em casa, mas não levei essa ideia adiante. Talvez seja mais simples sim e, com o tempo, acho que acaba sendo natural você delegar muitas funções da sua vida. Porém, como conseguimos fazer aos poucos e na medida do necessário, continuamos levando.

Minha meta para 2015 é simplificar ainda mais essa rotina, buscando soluções.

Leituras

2014 foi o ano em que eu li menos na minha vida. ler é como respirar, para mim – é aquela atividade que me deixa bem, “em casa”. Sou acostumada a ler muito e, por isso, em 2015 estou estabelecendo algumas metas de leitura mensais. Vou testar em janeiro para ver a quantidade ok de livros que consigo ler por mês atualmente. Eu trabalho bem com metas então acvho que isso é uma forma de simplificar o que gostaria de ler.

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Tempo com a família

É incrível como, se deixar, a família fica de lado no dia a dia. Por isso, o que eu tenho feito é reservado momentos na agenda ao longo de toda a semana para ter tempo de qualidade (e em quantidade!) com o nosso filho, além de fazer sempre atividades com o meu marido. Também estamos investindo em mais tempo com as outras pessoas da nossa família, como almoçando na casa da sogra, viajando para visitar a minha mãe, meu marido está levando o pai dele para pescar e estamos passeando com as nossas sobrinhas. Tem sido muito divertido! No geral, sou aquela pessoa quem, se deixar, nunca sai de casa. Acho que já deu, sabe? Gosto muito de ficar em casa e aproveitar os momentos de lazer. porém, é divertidíssimo fazer coisas com eles e sempre fico com aquele gostinho de quero mais quando saímos e nos divertimos.

Em 2015, quero fazer mais programas baratos e gratuitos. Tem tanta coisa! Quero ir mais a exposições, teatro, parques e museus.

Eu acredito que simplificar a rotina é algo que não tem segredo. Precisamos identificar aquilo que é essencial e dizer não para todo o resto. O fato de não ter segredo não significa que seja fácil – não é! Porém, só nós podemos tomar as rédeas da nossa própria vida e fazer isso acontecer. Eu espero ir em um ritmo bem mais lento este ano, porque para quem trabalha em casa, o risco de ficar correndo e se sobrecarregar é enorme!

22 Sep 2014

7 tarefas que me ajudam a ir dormir mais tranquila todos os dias

Existem algumas tarefinhas da minha rotina noturna que já viraram hábitos e me ajudam a ter um dia seguinte melhor, além da própria noite de sono mais tranquila. São elas:

1. Beber chá

Sei que é inverno, mas gosto de beber chá mesmo quando está calor. Meu organismo fica bem, eu fico mais calma e é um momento comigo mesma, onde paro alguns minutinhos em estado contemplativo para saborear minha caneca de chá. Toda semana, quando vou ao mercado, compro uma caixinha diferente para experimentar ao longo dos dias. Ajuda muito a acalmar a mente (e o corpo), além de ser delicioso.

2. Ler

Tenho uma meta diária de leitura que é: ler pelo menos 100 páginas. Claro que há dias em que não consigo ler tudo isso, assim como há dias em que consigo ler bem mais. O fato é que eu adoro ler e fazer isso é um dos meus momentos preferidos do dia. Claro que, se deixar, eu vou lendo sem parar e não durmo na hora certa, mas ultimamente tenho conseguido me controlar bem!

3. Não usar a Internet

Eu tinha o péssimo hábito de, ao deitar na cama e colocar o despertador para tocar no dia seguinte, dar uma olhada no meu Instagram, pois era o único momento do dia em que eu conseguia parar para fazer isso. Agora, não faço mais, porque fico muito agitada. Também procuro desligar o computador pelo menos uma hora antes de dormir.

4. Meditar

Minha mente fica muito mais agitada à noite que pela manhã, quando medito também. Por isso, é essencial meditar. Faço uma meditação respiratória simples, para acalmar a mente mesmo, e assim consigo entrar em um ritmo um pouco melhor antes de ir para a cama.

5. Organizar minhas coisas para o dia seguinte

Tem gente que não gosta, mas eu me sinto tão mais tranquila quando deixo a roupa separada e a bolsa arrumada para o dia seguinte, especialmente se vou sair bem cedo de casa. Eu definitivamente não sou uma pessoa diurna, então prefiro adiantar tudo no dia anterior e dormir alguns minutinhos a mais pela manhã (além de eu ficar como um zumbi durante algum tempo e correr o risco de esquecer alguma coisa). Eu não gosto de estresse antes de sair de casa e descobri que, para mim, funciona deixar tudo separado na noite anterior.

6. Deixar um caderninho ao lado da cama

Não sei vocês mas, eu, basta deitar na cama que começo a ter algumas ideias. Para não ficar investindo muito tempo naquilo e tirando minha mente de um estado tranquilo, anoto tudo nesse caderninho que deixo no criado-mudo e fico tranquilo por saber que não vou esquecer aquela ideia que eu tive.

7. Dormir com meias de lã e uma touca

Pode parecer bobo (minha amiga disse que eu pareço ter 80 anos de idade ao fazer isso), mas eu descobri que, quando meus pés e minha cabeça estão quentinhos, eu durmo muito mais rápido e com uma qualidade de sono melhor. Por isso, neste inverno tem sido um hábito muito bom. Já deixo meu “kit sono” embaixo do meu travesseiro e, toda noite, durmo toda equipada para conseguir ficar bem.

E você, faz alguma coisa que te garante uma noite de sono mais tranquila? Escreva nos comentários!

14 Aug 2014

Vida de Mãe: Organizando a rotina das crianças em casa

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Fui convidada pela Nestlé a contribuir para o blog Vida de Mãe. Meu primeiro post é sobre como organizar a rotina das crianças em casa. Clique aqui ou na imagem para ler!

Agradeço muito à Nestlé pela oportunidade.

30 Jun 2014

Perguntas e respostas sobre a rotina de lavanderia

Imagem: Organized Interiors.com

Imagem: Organized Interiors.com

Lavar roupas faz parte da rotina e deve ser uma atividade organizada, especialmente em famílias grandes. Independente do número de pessoas na sua casa, é legal ter um sistema, então este post traz algumas respostas às dúvidas mais comuns para ajudá-lo a fazer isso.

Com que frequência você lava a roupa?

Lavo quando há uma quantidade suficiente de roupas de um mesmo tipo para encher a máquina. No geral, é uma frequência de dois em dois dias. Também não tem como ser menos do que isso porque elas demoram a secar no varal. No verão, dá para lavar mais vezes, pois as roupas secam mais rápido. Quem tem lavadora e secadora pode lavar todos os dias, se tiver uma família grande.

Outras pessoas participam da rotina de lavanderia?

Sim. Meu marido coloca as roupas para lavar e meu filho guarda as roupas sujas no cesto que fica no banheiro com essa finalidade. Meu marido também costuma estender as roupas e passar junto comigo, quando há necessidade. Eu fico com a parte de tirar manchas e guardar depois de secas.

Você planeja a lavagem de roupas?

Minimamente. Já cheguei a fazer um cronograma, que era mais ou menos assim:

  • Roupas brancas
  • Roupas coloridas
  • Roupas escuras
  • Roupas delicadas
  • Toalhas
  • Roupa de cama

Porém, não geramos tanta demanda assim. No geral, lavamos nossas roupas todas juntas, de acordo com a cor. Uniformes do filhote são lavados juntos com camisetas minhas, por exemplo, sem problemas. Já sei se tenho roupas que mancham ou não e, se não mancham, eu lavo as coloridas junto com as escuras.

Como gosto de trocar as toalhas duas vezes por semana e a roupa de cama pelo menos uma vez, uma vez por semana é o suficiente para lavar esse tipo de peça. Com isso, lavamos de 2 a 3 cargas de roupas semanalmente.

Você separa as roupas por cores?

Como comentei acima, somente as claras das mais escuras, quando há necessidade.

Você lava alguma coisa fora (em lavanderia)?

Sim. Nossa máquina é pequena (7kg) e não dá para lavar tudo dentro dela, como edredons queen-size. Assim, semestralmente levo uma carga de roupas para a lavanderia.

Algumas peças de roupa eu também prefiro lavar na lavanderia para não estragarem, como blazers e trench-coats.

Que produtos você usa para lavar roupas?

Gosto de variar as marcas para ir testando. Não gosto de sabão em pó – prefiro líquido. Amaciante, mudo a cada mês para ter aromas diferentes. Uso alvejante somente quando necessário e, para manchas, além dos truques caseiros, gosto bastante de Vanish.

Qual sua rotina de passar roupas?

Procuro comprar roupas que não precisam ser passadas. Tenho algumas calças, camisas e vestidos que precisam ser passados, mas são raros. Quando tem necessidade, junto todas as peças que preciso passar e passo. Não tenho uma rotina fixa para isso, mas acontece cerca de uma vez por mês no máximo. Não perco tempo passando roupas que não têm essa necessidade, como toalhas. Pode ficar lindo, mas eu vivo no mundo real, não no ideal.

Como você mantém a máquina de lavar limpa?

Uma vez por mês, faço uma limpeza com água quente e vinagre, que remove todos os resíduos minerais de dentro da máquina. Os compartimentos de sabão, alvejante e amaciante também são limpos dessa forma – jogo água quente com vinagre e, depois, finalizo com um pano de limpeza. Limpo da mesma maneira por fora. Não uso capa na máquina porque não acho prático.

Como posso simplificar minha rotina de lavanderia?

O foco é em ter roupas limpas para todas as ocasiões dos próximos dias (eu calculo sempre duas semanas). Como meu filho precisa do uniforme da escola limpinho, isso é prioridade. Antes, quando eu trabalhava fora todos os dias, tinha uma demanda maior por roupas variadas para sair. Hoje, consigo usar mais roupas do meu armário, variando as peças e lavando somente uma vez por semana de maneira suficiente.

Por isso, meu conselho para você simplificar a sua rotina de lavanderia é identificar as necessidades da sua casa. Se você mora sozinho, obviamente terá uma necessidade diferente de quem tem sete filhos e ainda mora com os sogros idosos. Não há regras – apenas observação das próprias necessidades e adequação da rotina.

Quem puder ter uma máquina lava e seca, eu recomendo, pela praticidade.

Tenha também um cesto para colocar a roupa suja. É uma dica básica, mas que ajuda a manter tudo centralizado em um único lugar e possibilita a participação das crianças nesse processo.

Você tem mais alguma dúvida sobre a rotina de lavanderia? Poste nos comentários!

17 Jan 2014

Como eu organizo a minha rotina de meditação

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Faz parte da minha prática espiritual meditar todos os dias. Não existe uma maneira certa ou errada de meditar – existem técnicas e métodos de acordo com as mais diversas tradições e objetivos. No Budismo Kadampa, tradição que eu estudo, a meditação é vista realmente como prática espiritual, além do benefício mais comum, que é acalmar a mente.

Para entender melhor, trouxe um trecho do livro “Transforme sua vida”, de Geshe Kelsang Gyatso:

“Muitas pessoas praticam meditação respiratória, mas em geral só se concentram na sensação que o ar provoca ao entrar e sair pelas narinas. Isso serve para acalmar a mente temporariamente e reduzir os pensamentos distrativos, mas não tem o poder de transformá-la de maneira profunda e duradoura.”

A ideia da meditação é refletir sobre ações que tomaremos no futuro. Como exemplo, podemos meditar sobre a raiva e sobre como podemos ter paciência. Logo, quando o momento aparecer no nosso dia a dia, em vez de sentirmos raiva, teremos nossa mente treinada pela meditação para agir de forma diferente, já premeditada. E isso é uma prática mesmo, que a gente vai treinando e melhorando com o tempo.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção na Tradição Kadampa é a ênfase na prática do Dharma (Dharma são os ensinamentos de Buda). Os monges não vivem em monastérios fechados – eles atuam na rua, na comunidade, e todos nós, os ditos leigos, devem fazer o mesmo. Por isso, é bastante coerente que o objetivo da meditação seja a aplicação prática dos ensinamentos e dos objetos de contemplação.

No geral, o propósito da meditação é acalmar a nossa mente e buscar a paz, pois permaneceremos serenos mesmo nas condições mais adversas.

Antes de iniciar meus estudos na Tradição Kadampa, eu estudava o zen budismo, que tinha como principal prática de meditação o zazen. Isso significa “apenas sentar” e meditar. Como eu nunca cheguei a frequentar um centro zen budista, não me aprofundei na técnica. Eu fazia somente meditações respiratórias para acalmar a mente, e isso me bastava. Não havia uma frequência ou objeto de contemplação. Somente há alguns meses eu me inscrevi em um curso de meditação e então tudo começou a fazer mais sentido para mim. Portanto, se você não sabe por onde começar, pode valer a pena procurar um curso de meditação na sua cidade. Os centros budistas costumam não ter fins lucrativos e cobram valores mínimos para cursos, para manutenção do centro mesmo, então são acessíveis à maioria das pessoas.

No curso, comecei a aprender não só sobre os benefícios da meditação, como também a postura correta, o sentido das mudras (gestos simbólicos feitos com as mãos), além de técnicas boas que ajudam muito, como manter os olhos parcialmente abertos (para não ter sono) e até a posição da língua, para não ficar salivando e prejudicando a concentração.

Antes de começar o curso, eu tinha lido um livro escrito pela Soninha (“Por que sou budista”) e ela fala um pouco sobre como a nossa mente é agitada e como ela não conseguia sentar e meditar. Justamente por esse motivo, ela disse, ela deveria sentar e meditar! Precisava acalmar a mente! E o que eu acho engraçado é como me sinto quando sento para fazer uma meditação respiratória simples, para acalmar a mente, e simplesmente não param de vir pensamentos. É um turbilhão de coisas! Mas o professor disse que não é que a nossa mente fica agitada quando meditamos – é que, quando nós prestamos atenção em nossa mente, é que percebemos como ela é agitada. Na verdade, ela fica assim o dia inteiro. Por isso é importante a gente ter alguns minutinhos todos os dias para meditar, porque senão ninguém dá conta de tanta agitação.

Como meditar

O método da meditação na Tradição Kadampa tem cinco partes: preparação, contemplação, meditação, dedicatória e prática subsequente. Há uma analogia maravilhosa sobre preparar o campo, plantar a semente e depois regá-lo, para ver os resultados.

A ideia da preparação é justamente acalmar um pouco a mente, então sempre iniciamos com uma meditação respiratória simples, que leva apenas alguns minutos. A meditação respiratória é tão eficaz, que podemos fazer em qualquer momento do nosso dia: em casa, no trabalho, no transporte público. Não tem tanto segredo: basta se concentrar na sua própria respiração. Depois de acalmar a mente, recitamos as preces preparatórias da tradição.

Na segunda parte, a contemplação, conhecemos o objeto da nossa meditação. Nesse momento, o professor traz ensinamentos sobre um tema específico e nos dá instruções. Na Nova Tradição Kadampa, seguimos um livro chamado “Novo manual de meditação”, também de Geshe Kelsang Gyatso, que tem absolutamente TUDO o que você precisa saber sobre meditação na NKT (New Kadampa Tradition). E uma das minhas coisas preferidas é que ele propôe 21 temas, que devem ser nosso objeto de meditação ao longo de 21 dias seguidos e, depois, continuamente estudados. Os temas são os mais diversos, como “equalizar eu e os outros”, “nossa preciosa vida humana” e outros, todos relacionados aos ensinamentos de Buda.

Na terceira parte, partimos para a meditação propriamente dita, com foco no objeto da meditação. Essa meditação é guiada pelo professor e pode durar de 20 a 40 minutos. Percebam que a meditação tem um foco; o objetivo é realmente plantar a sementinha; pensar naquele assunto para que, quando acontecer algo relacionado no nosso dia a dia, a gente consiga lidar de forma tranquila, em paz.

Na quarta parte, dedicamos o mérito que adquirimos com a meditação para alcançarmos a iluminação. Recitamos preces dedicatórias.

A quinta parte é a prática subsequente, ou seja: o que você vai fazer depois daquele ensinamento. “É importante lembrar que a prática do Dharma não se limita às sessões de meditação; ela deve permear toda a nossa vida” – Geshe-la, no livro “Novo manual de meditação”.

Minha prática diária

Além de frequentar o curso, eu medito diariamente. Ainda estou muito no começo, então peço desde já que me perdoem caso eu fale algo equivocado neste post, e pretendo revisá-lo de tempos em tempos para garantir que as informações estejam corretas.

Tenho um pequeno altar em casa, representado na foto no início do post. Meu altar é simples e ainda não aprendi como montá-lo da forma correta, então por enquanto ele fica de acordo com o que já sei. Tenho uma representação de Buda, uma foto do Geshe Kelsang-Gyatso (nosso guia espiritual da tradição), a imagem de uma estupa (que representa a mente de Buda), escrituras (representando a fala de Buda) e oferendas diversas (água e incenso).

Gosto de meditar pela manhã e à noite. Nem sempre consigo meditar quando acordo, pois meu filho pode já estar acordado e não tenho como me trancar no quarto para fazer isso. Então assim, se acordo antes dele, consigo meditar tranquilamente. Geralmente isso acontece e é comum acordar mais cedo que o horário habitual somente para meditar pela manhã. Eu vou trabalhar com outra cabeça, é incrível. Portanto, gosto muito de meditar quando acordo. Antes de dormir também é muito bom, pois “encerro” o dia, por assim dizer. Se meditei pela manhã, de noite faço apenas uma meditação respiratória, para acalmar a mente. As meditações costumam durar de 20 a 40 minutos, como no centro.

Também frequento o Centro Budista aqui em Campinas, onde participo das atividades. Além do curso de meditação, há cursos para estudo do Dharma, em diversos níveis (iniciais e mais aprofundados) e as chamadas pujas, que são preces cantadas e acontecem diariamente. Há diversas atividades relacionadas também, como retiros e festivais, com palestras e ensinamentos preciosos. Em todas essas atividades, sempre há meditação, então a prática é constante.

Quando fico sozinha em casa, gosto de fazer pequenos retiros (uma manhã, uma tarde ou um dia inteiro dedicado aos estudos do Dharma), intercalando com as atividades diversas que tenho na vida. Também é uma oportunidade para exercitar o silêncio e recitar as preces cantadas diversas vezes.

Não há segredo para se organizar para meditar além daquele de sempre para implementar qualquer hábito na sua vida: motivação, disciplina e boa vontade. A meditação como prática espiritual é uma coisa e a para simplesmente acalmar a mente, sem estar ligado a nada espiritual, é outra. Se você frequentar algum centro ou participar de algum tradição, receberá as instruções e métodos relacionados àquela tradição. No entanto, se você pretende somente acalmar a mente, 5 a 15 minutos de meditação respiratória diariamente já ajudam e muito a deixar a mente em paz, e realmente é recomendável a todos os seres humanos.

Alguém tem uma rotina de meditação? Como se organiza quanto a isso?

26 Aug 2013

Simplificando: nossa nova rotina de alimentação em casa

Imagem: Pemaily.com

Imagem: Pemaily.com

Como comentei outro dia com vocês, eu agora tenho mais de um trabalho. Na verdade, além do meu emprego, do meu trabalho com a Call Daniel e do blog, também estou escrevendo meu primeiro livro e vou começar a dar aulas na pós-graduação em setembro (estou na fase de planejamento das aulas). Resumindo, tenho muita coisa para fazer! Por isso, nossa rotina em casa mudou drasticamente em diversos setores, e um deles foi a alimentação.

Não vou dissertar muito nesse post, porque a ideia é mostrar como estamos fazendo atualmente.

Meu marido sempre fez sua própria versão do menu semanal que eu sugiro aqui no blog, e nós entrávamos em um acordo quanto a isso. Eu definia junto com ele os pratos da semana, fazíamos as compras, mas ele cozinhava um dos pratos no dia em que quisesse. Como fazemos compras para uma semana, isso dá certo para a gente.

Atualmente, estamos fazendo da seguinte forma:

Eu faço uma dieta diferente da dele e do nosso filho, então comecei a planejar minha alimentação mais individualmente. Com isso, planejo o menu da semana (para jantar e levar para almoçar no trabalho) e vou deixando pronto no dia a dia. Isso dá certo algumas vezes, mas há finais de semana que não fico em casa (vou viajar, trabalhar ou fazer qualquer outra coisa longe). Quando isso acontece, meu marido cuida das minhas refeições também.

No geral, quando preparo as minhas comidas, faço mais ou menos o seguinte:

  • Defino uma base principal, que geralmente é alguma proteína. Minhas preferidas são: carne moída, frango em cubos, ovos, filé de frango e carne em cubos. Já são cinco opções para a semana inteira.
  • Compro alface já higienizada para facilitar no dia a dia. Compro um pacote por semana.
  • Quando não como alface, como salada de outra coisa, como pepino e tomate.
  • Tento fazer algo diferente, como um molho de queijo, para não ficar sempre no grelhado. Abuso de temperos, ervas e condimentos no geral.

Exemplo de uma refeição: hambúrguer caseiro com recheio de mussarela, salada de alface e tomate e queijo gorgonzola. Outro exemplo: filé de frango grelhado com pedacinhos de bacon e salada de pepino. Alcatra em cubos com berinjela assada. Minhas refeições são sempre nesse estilo. Quando não preciso levar comida no dia seguinte (finais de semana), gosto de fazer omeletes e ovos mexidos.

O que acontece é que meu marido segue isso (ou não). No geral, comemos a mesma base (de proteína, verduras e legumes) e ele adiciona outros complementos, como purê de batata ou macarrão. Arroz e feijão fazemos uma ou duas vezes por semana, e congelamos. Sopa para o filhote, idem. Então, no dia a dia, preparamos o que for fresquinho, como legumes e carnes grelhadas, e as saladas. O trabalho maior, que é o de picar alho, cebola, cozinhar feijão, fica para um único dia. Aí, dessa parte, ele que cuida. Às vezes, quando estou inspirada, preparo alguma coisa diferente no final de semana para ele e para o filhote, mas no geral é ele que cozinha em casa. Ele gosta, eu não tenho tempo – a combinação perfeita.

Então o planejamento do menu semanal continua sendo feito por mim, mas ele gosta de ter a liberdade de fazer outras coisas. Se eu cuidasse da nossa alimentação diária 100%, usaria o menu semanal sempre, sem dúvidas, porque facilita muito. Mas como é ele que cuida da maioria das refeições, deixo a cargo dele.

Por fim, tem facilitado demais:

  • Congelar algumas coisas, mas manter outras fresquinhas no dia a dia;
  • Fazer compras semanalmente (dá para controlar melhor que mensalmente);
  • Planejar as refeições do dia a dia;
  • Comprar algumas coisas prontas (saladas já lavadas, por exemplo);
  • Fazer comida para o almoço e a janta de uma vez;
  • Levar comida de casa para o trabalho;
  • Ter duas pessoas cozinhando em casa!

Também tenho deixado um dia da semana para almoçar com meus colegas de trabalho, para me distrair e socializar com o pessoal. E, em casa, também gostamos de jantar ou almoçar fora uma vez por semana, para passearmos juntos e dar uma folga para o fogão.

Precisamos fazer as coisas da forma mais prática possível porque nossa vida está bem corrida atualmente e eu tenho consciência disso (não estou reclamando). É uma fase de transição, entendo que é passageira, e estamos tentando fazer o melhor possível. O importante é que o nosso filho tenha uma alimentação balanceada e saudável, e nós estejamos bem. Precisamos simplificar bastante o processo porque ninguém merece se estressar no dia a dia por causa de (falta de) comida. Então é isso, e tem funcionado.

02 Aug 2013

Minha rotina com o blog

Vocês sabem que ter um blog é algo que eu adoro, mas demanda trabalho. Por isso, é fundamental para um(a) blogueiro(a) se organizar e estabelecer uma rotina, especialmente se não é a sua ocupação principal. Como eu andei tomando algumas decisões nos últimos dias com relação ao blog e a outras atividades, reestruturei minha rotina para que ela ficasse da seguinte forma:

Segunda

Na segunda eu costumo dar ênfase a outras atividades, então por isso acabo deixando algumas tarefas mais lights relacionadas ao blog para este dia. Assim, na segunda respondo e-mails com dúvidas de leitores. Caso alguma dúvida vire tema para um post, já deixo agendado para escrever na quarta ou gravar um vídeo na terça.

Também uso a segunda para atualizar plugins e resolver questões específicas relacionadas ao design do blog (widgets novos etc). Se tiver algo burocrático para resolver (pagar o servidor, por exemplo), também faço na segunda.

Outra atividade que faço às segundas-feiras é o backup do blog.

Terça

A partir desta semana, vou estabelecer a terça como o dia de gravar vídeos para o blog. Quero investir mais nesse formato, nem que seja com vídeos mais curtos. Portanto, estabeleci que, toda terça, vou gravar pelo menos um vídeo para postar aqui. Ele não vai ao ar no mesmo dia, vale dizer. Eu gosto de escrever os posts e agendar com antecedência.

Também uso a terça para verificar posts antigos, arrumar links quebrados e otimizar para SEO. Caso queira acrescentar imagens, deixo anotado na minha to-do list para fotografar no dia certo para isso. Se surgirem ideias para novos posts, também deixo anotado.

Quarta

Para mim, quarta é o melhor dia para escrever posts para o blog. É no meio da semana e a chance de ter algum compromisso é mínima. Procuro escrever e agendar posts para os próximos sete dias ou mais (dependendo da inspiração).

Quinta

Na quinta-feira, eu costumo fazer a curadoria de conteúdo no Pinterest para alimentar os painéis do Vida Organizada e para agendar postagens fofas no Facebook e no Twitter.

Sexta

Eu gosto de concluir a semana na sexta, em termos profissionais. Assim, reservo este dia para ler e responder os comentários do blog que não foram respondidos ao longo da semana. Também aproveito para responder comentários nas redes sociais.

Na sexta-feira, também respondo perguntas de entrevistas ou consultoria para matérias de revistas que me solicitam por e-mail, quando tenho algo assim pendente.

Outra coisa que faço na sexta-feira é entrar em contato com outros blogueiros, comentar em seus blogs etc.

Quando também é o caso, gosto de fazer os relatórios de métricas para anunciantes na sexta-feira.

Sábado

Sábado é um excelente dia para tirar fotos, pois posso aproveitar que estou em casa quando está claro. Por isso, estabeleci que todas as imagens para futuros posts serão tiradas aos sábados. Também foi bom decidir assim porque, se por acaso eu não estiver em casa no sábado (viajo bastante), não é uma coisa que prejudica tanto o blog. Se eu tiver tirado muitas fotos em um sábado, no outro pode ser que não precise. E eu quis inserir na rotina a coisa de tirar fotos porque estou querendo cada vez menos usar fotos de terceiros nos posts.

Também é o dia que uso para testar produtos que vou resenhar.

Domingo

Gosto de usar o domingo para descansar e, com relação ao blog, fazer atividades mais low-profile, como pesquisar, ler livros, revistas, feeds atrasados, verificar estatísticas, Google Alerts e coisas do tipo.

O que eu faço todos os dias:

  • Leio e respondo comentários e e-mails mais rápidos;
  • Leio e respondo e-mails comerciais do blog;
  • Leio livros e revistas no geral, que podem ou não ter a ver com o blog;
  • Leio meus feeds de sites e blogs relacionados ao assunto do blog;
  • Escrevo um pouco, se vier a inspiração e eu não puder esperar.

Essa é a minha rotina atual com o blog. =)