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Finanças

Muitos leitores me pedem para falar sobre assunto porque não estamos passando por um momento muito bom em nosso país. Pessoas são demitidas, outras, que empreendem, estão sentindo os efeitos do desaquecimento, e todo mundo, quando isso acontece, resolve repensar as finanças. Por isso, eu quis escrever este post com algumas ideias que podem ajudar pelo menos um pouco neste momento.

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Se voce estiver com dificuldades financeiras, a primeira coisa a se fazer é ter compaixão por tudo o que você já conquistou e não se culpar. Sei que é difícil. Porém, pense sempre do hoje para a frente. Para se de se lamentar pelo que foi ou pelo que não foi.

A crise pode ser culpa da economia externa, da economia interna, mas é um acontecimento. Não adianta lamentar. Infelizmente, temos que lidar com a situação. Quanto mais honesto você for consigo mesmo sobre a sua situação financeira, melhores ferramentas você terá para tomar decisões.

Avalie todas as suas despesas e veja onde estão os excessos. Corte-os de imediato. Tudo aquilo que puder esperar, incube. Mantenha o que for realmente essencial. O mesmo vale para a sua empresa. O que mantém a sua empresa funcionando? Quais são os projetos e pessoas essenciais nesse momento? Eu sei que esse passo é difícil porque você vai perceber cortes que já deveriam ter sido feito há muito tempo. Projetos que nem deveria ter começado, investindo tempo ou dinheiro. Fica como aprendizado.

Agora, esteja certo de que os cortes que você esteja fazendo sejam inteligentes. Não mande embora o vendedor que ganha mais, sendo que ele é quem traz os principais clientes. Não mude de casa para pagar um aluguel mais barato em uma casa menor, sendo que você trabalha em casa e precisa do espaço para trabalhar direito.

Se você tem dívidas, tente renegociá-las. O lado bom é que todas as empresas de crédito e bancos devem estar preparadas para isso nesse momento. Então, se você ligar e dizer que simplesmente não tem mais como pagar, certamente eles farão uma contra oferta de renegociação. Qualquer dívida que você conseguir renegociar é um ganho. Não acumule dívidas nem faça novas.

Mude a sua maneira de ver seu trabalho. Se você está desempregado, revise seu currículo e sua trajetória profissional como um todo. O que mais você poderia fazer? Que outras áreas poderia investir? Será que você conseguiria prestar serviços para as pessoas para aumentar a sua renda atual?

Se você é empresário, pode ser que tenha colocado algumas coisas no piloto automático. Avalie seus serviços e produtos como um todo para buscar inovações e novos nichos e posicionamentos de mercado. Volte a se aproximar dos seus clientes. Entre em contato, converse. Conheça as necessidades. Será que algum produto ou serviço pode ser adaptado e vender muito bem?

Vender coisas é uma maneira a curto prazo de saldar algumas dívidas e levantar caixa, mas não é sustentável. Avalie se realmente é necessário.

Busque serviços alternativos que você poderia oferecer para sua roda de amigos ou contatos. Pergunte a um amigo o que ele pagaria hoje para ter e melhorar sua vida, e as respostas serão surpreendentes. Se de algum modo você puder ajudar, por que não? Tem pessoas tão ocupadas que precisam de quem passeie com seus cachorros ou simplesmente lave as roupas. Oferecer ajuda sempre ajuda.

Boa sorte. <3

Thais Godinho
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Se você chegou na casa dos 40 sem ter pensado nadinha no período da sua aposentadoria, em algum momento já deve ter percebido que poderia ter refletido sobre esse assunto com mais antecedência. Esteja você amando o que você faz ou contando os minutos para pedir sua aposentadoria, nunca sabemos o dia de amanhã e do que vamos depender, então é importante estarmos preparados.

Mas não se sinta culpado: uma pesquisa de 2013 mostra que 48% dos brasileiros nunca sequer pensou na aposentadoria. Porque esse não é o tipo de assunto que se ensina na escola (talvez devesse ser). Vamos ver o que você pode fazer então se estiver nessa faixa etária para se preparar para os anos que vêm por aí?

Leia o livro do Gustavo Cerbasi: “Adeus, aposentadoria”

Você deve achar que eu estou brincando – recomendar um livro que dá adeus à aposentadoria em um post sobre como se preparar para a aposentadoria. Na verdade, o que o especialista em finanças Gustavo Cerbasi propõe é uma nova forma de se pensar sobre a aposentadoria. Ele propõe que a gente pense sobre independência financeira, e fala sobre todos os formatos de aposentadoria (INSS, viver de renda etc). Vale a leitura para que você conheça todas as suas opções.

Se tiver dúvida sobre a leitura valer ou não a pena, leia a resenha que eu fiz aqui no blog um tempo atrás.

Procure ter desde já um estilo de vida razoável

Isso significa não gastar à toa, e só você pode saber o que é gastar à toa no seu caso. O que é necessidade para uns pode não ser para outros. Muitas pessoas acabam descobrindo que um determinado imóvel é grande demais e mudam para um menor, sem que isso fira seu orgulho de alguma maneira, ou trocam seu carro por um modelo mais popular para poder investir a diferença do valor das prestações em uma previdência privada.

Segundo o método de organização do Vida Organizada, para organizar qualquer coisa, é necessário começar destralhando, e destralhar significa exatamente tirar da sua vida o que não faz mais sentido para você. Esse exercício acontece o tempo todo. Se você reduzir as despesas para ter um estilo de vida mais razoável, não precisará de tanto no futuro e, voilá: conseguirá guardar mais também.

Com essa conscientização e mudança de estilo de vida desde já, você poderá ter uma ideia do quanto precisa ter mensalmente para sobreviver e, com base nisso, fazer algumas contas e encontrar valores que precisa acumular para chegar com segurança em uma possível aposentadoria.

Otimize seus investimentos

Uma ideia pode ser aumentar o que você investe em previdência privada ou os aportes no INSS (para chegar ao teto do programa). Outra sugestão é fazer investimentos diversificados. Ainda melhor seria se você pudesse aumentar sua renda de alguma maneira, de modo a ter mais dinheiro para investir nesses fundos.

Também não precisa deixar de viver…

Todas essas recomendações não são para fazer com que você pare de ir ao cinema, compre um livro ou uma roupa nova – apenas repense os gastos como um todo. É muito triste economizar uma vida inteira pensando em guardar para uma aposentadoria que pode sequer chegar. Não estamos falando em 8 ou 80. Leve uma vida legal, com um estilo que abranja suas necessidades e vontades, mas sem deixar de pensar no futuro. Porque também é muito ruim gastar tudo e, quando chegar lá na frente, não ter absolutamente com o que contar.

Espero que o post tenha ajudado de alguma maneira. Se você tiver qualquer dica nesse sentido e quiser compartilhar com outros leitores, por favor, deixe um comentário. Obrigada!

Thais Godinho
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Com certeza você já tentou muitas dicas lidas por aí (e até mesmo aqui no blog) para economizar dinheiro. Hoje, eu gostaria de escrever sobre algumas sacadas mentais que podem te ajudar a realmente ter vontade de economizar.

Esse post surgiu da seguinte motivação: uma vez comentei por aqui que eu era uma pessoa consumista quando era mais nova e que acabei mudando esse comportamento, e um leitor me perguntou como eu consegui mudar, porque ele não consegue de forma alguma e sempre gasta muito. Bem, eu espero que este post ajude! Vamos lá.

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1. Visualize a sua velhice

Se tudo der certo, você vai envelhecer. Eu perdi o meu pai quando ele era muito novo (47 anos), para o câncer. Então, quando eu vejo um idoso, eu o considero um verdadeiro guerreiro. Não é fácil passar por tantos problemas na vida e ainda encarar as limitações físicas que a idade impõe. Além disso, os filhos têm suas vidas e sabemos que cada vez menos as pessoas têm tempo e, às vezes, não conseguem sequer garantir seu próprio sustento, quanto mais ajudar os próprios pais, mesmo querendo fazer isso.

Se você parar para pensar na sua velhice e que pode estar sozinho quando chegar lá, o que poderia ser uma situação menos desconfortável para você? E sim, eu sei que é difícil pensar em algo que você nunca viveu, mas pode ser um exercício interessante. Se você parar para pensar, todas as alternativas dependem de recursos financeiros. Você precisa ter dinheiro para pagar a mensalidade de um asilo, para pagar o salário de um cuidador, para pagar a mensalidade de um convênio médico e o preço de remédios, para viver como for.

Eu, por exemplo, estou trabalhando no meu legado em termos de trabalho. Estou construindo uma empresa que espero que dure gerações. Mesmo assim, mesmo querendo trabalhar até não ter mais recursos físicos e mentais para isso, sei que vai chegar uma hora que não vou mais conseguir. E, quando isso acontecer, quero poder fazer essa escolha sem depender financeiramente de alguma limitação. E acho que só de pensar nesse suposto momento já me faz questionar todos os gastos superficiais que tenho hoje. Qualquer dinheiro hoje guardado para essa finalidade e que me ajude nesse futuro é válido.

2. Prepare um fundo de emergência

Eu gosto da ideia de ter um fundo de emergência de um ano de salários para me deixar tranquila caso qualquer coisa aconteça comigo e eu não possa pagar as contas. Enquanto esse fundo não estiver preenchido, eu não consigo ficar gastando à toa. Desde que estabeleci esse objetivo, parei de gastar desnecessariamente.

Em resumo: abra uma caderneta de poupança ou um fundo de investimentos para chegar a um valor guardado equivalente a um ano de salários, no mínimo. Assim, se você ficar desempregado(a), terá uma chance mais tranquila de se recolocar no mercado, sem tomar decisões difíceis como ter que se mudar, vender casa, carro ou aceitar ofertas ruins para o seu currículo apenas para pagar as contas.

Quando alcançar o valor do fundo, vá aumentando a reserva o quanto puder. É uma reserva de segurança, sem limites, que depois poderá ser usada até mesmo para outros fins, como na aposentadoria.

3. Imagine quanto você tem que trabalhar para pagar por cada produto

Quando for comprar alguma coisa, lembre-se de quanto ganha por hora e pense se compensa pagar por ele. Por exemplo: se você ganha 50 reais por hora de trabalho, para comprar aquela camisa de 150 reais em uma loja de departamento, precisa trabalhar três horas. Vale a pena? Se sim, tudo bem, mas se for apenas mais uma camisa que você vai colocar no armário e usar de vez em nunca, talvez não valha.

Se a gente for aplicar isso a itens com valores mais caros, a conta fica surpreendente. Celulares, aparelhos de TV, computadores etc. Eu já deixei de comprar bastante coisa só por exercitar esse raciocínio.

4. Tenha contas para pagar / responsabilidades

Acho que essa é infalível, não? Quando eu me tornei provedora da família, não me sentia nem bem em sair gastando o dinheiro da nossa casa em coisas desnecessárias sendo que poderíamos usar esse dinheiro para algo que poderíamos precisar.

5. Quando eu abri a minha empresa…

O principal realmente veio quando eu resolvi empreender e abrir a minha empresa, porque reduzi meus gastos pessoais ao realmente essencial, precisei definir meu pro-labore (o salário do empresário, baseado nas contas do mês), pagar meu próprio INSS, impostos, controlar as contas, fazer investimentos na empresa, contratar serviços, contratar pessoas, controlar folha de pagamentos…

Quando isso virou realidade na minha vida, aí sim aprendi a dar valor ao dinheiro, porque sei que a entrada e a saída dele dependem exclusivamente de mim, então essa transição da vida de funcionária para a vida de empreendedora / administradora de empresa fez toda a diferença na minha relação com o mindset financeiro, com toda certeza.

E você, já teve um clique que te fez parar de gastar e começar a dar mais valor ao dinheiro? Deixe nos comentários!

Thais Godinho
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