Minha vida

18 Feb 2015

Eu aprendi sobre: não trabalhar no feriado

Outro dia comentei por aqui sobre os meus aprendizados nos últimos meses, desde que me tornei autônoma e passei a trabalhar em casa. Algo que eu ainda não tinha conseguido trabalhar muito bem, até quando escrevi aquele texto, foi a questão de separar trabalho da vida pessoal. Quando a gente trabalha em casa, não existe a separação física e, quiçá, a mental. no entanto, ultimamente venho entendendo que pode ser necessário fazer essa separação – ter o tempo do trabalho e ter o tempo para a vida pessoal.Estive pesquisando espaços de coworking e outras maneiras de tirar o home do home-office, mas esse é assunto para um outro post, em um futuro breve.

Neste Carnaval, eu fiz a experiência de não trabalhar. Isso incluiu: não escrever para o blog, não trabalhar no meu novo livro, não bolar ideias, não responder (e enviar) e-mails, entre outras atividades. Deu certo? Em partes. Veja neste post o que eu aprendi.

180215-carnaval

É fácil quando os outros não trabalham

O que mais me chamou a atenção sobre o fato de ter conseguido parar e descansar nesse feriado foi não ficar preocupada porque outras pessoas poderiam estar esperando alguma resposta minha ou o envio de algum documento ou trabalho. É engraçado porque, quando a gente começa a trabalhar em casa, pensa assim: “oh, que maravilha, vou para a praia de segunda a quarta e trabalho aos finais de semana”. Realmente pode funcionar, porém, eu não sei se funcionaria muito bem comigo nesse momento porque respondo para outras pessoas (clientes, colegas de trabalho, equipe). Não conseguiria ficar tranquilona na praia sabendo que poderia ter alguém trabalhando no horário comercial precisando de mim. Sei que é um pouco de FOMO, mas também é responsabilidade.

Por fim, o que realmente dá aquele click mental de pensar em “eu posso descansar nesse feriado” é o fato de saber que ninguém espera que outra pessoa trabalhe no feriado. Por isso, ninguém acha ruim se você não responder um e-mail ou mensagem. É normal! Pessoas não trabalham em feriados. Logo, mesmo sendo autônoma e tendo toda a flexibilidade de horários do mundo, eu ainda preciso de adequar ao calendário comercial para conseguir fazer as minhas folgas com mais tranquilidade.

E posso dizer? Foi ótimo! Passeei, fiz churrasco, brinquei muito com o Paul, levei minhas sobrinhas para passear, fui à livraria e tirei um maravilhoso cochilo à tarde! Eu sei que posso fazer essas coisas em um dia a dia regular, mas minha mente ainda não se acostumou exatamente com tudo isso! (nem as pessoas ao meu redor!)

Meu livro em destaque na Livraria Cultura <3

Meu livro em destaque na Livraria Cultura nesse final de semana <3

As ideias não param de chegar

Por mais que eu não estivesse “oficialmente trabalhando”, meu cérebro não sabia disso. É muito difícil para mim, porque amo muito o que eu faço. Logo, pensar sobre trabalho e fazer as coisas acontecerem faz parte de mim, de quem eu sou, da expressão da minha criatividade. Porém, se não cuidar, a tendência a virar workaholic é tremenda. Como lidar com as ideias?

Deixei fluir algumas coisas. Até sábado de manhã, eu precisava colocar no ar o novo formato para o pagamento dos workshops aqui no blog, o que acabou resultando em uma loja. Dá uma olhada! Por enquanto, há poucas opções, mas em breve vou povoar aquela seção com muitas coisas legais. Fiquei tão empolgada com esse assunto que trabalhei até de madrugada, na noite de sexta para sábado.

Outra atividade relacionada ao trabalho que eu fiz foi ficar ouvindo alguns webinars do GTD Connect, o que me deu a ideia de mudar todo o meu sistema GTD no Toodledo. Isso me perturbou um pouco, porque foi uma mudança drástica que eu ainda não me adaptei. Quando estiver à vontade para falar sobre esse novo sistema, publico aqui no blog. Isso me tomou bastante energia e dedicação intelectual durante uns dois dias.

Para lidar com as ideias que vêm e vão, colete! Tire da cabeça e passe para o papel – deixe para lidar com elas quando voltar do feriado. Eu costumo processar minha caixa de entrada física (onde insiro minhas ideias) diariamente mas, para não “trabalhar”, decidi não fazer isso durante o feriado. Ficou bastante coisa para processar depois, mas acho que isso foi um ganho em termos de “ok, agora é hora de descansar. Você coletou a sua ideia incrível e pode lidar com ela quando voltar a trabalhar, na quarta-feira”.

Não trabalhar no feriado foi ótimo e me fez ver que dá para fazer isso com a consciência limpa. Agora quero ver se estendo para outras ocasiões também.

09 Feb 2015

[Workshop] Organize sua rotina doméstica

Essa experiência de ministrar workshops para os leitores do blog tem sido maravilhosa. Em 2015, já foram três workshops, todos com turmas animadas, formadas por pessoas querendo se organizar para alcançarem objetivos e terem uma vida mais tranquila. Fico muito agradecida pela oportunidade de conversar com todos vocês e poder ajudá-los de alguma maneira.

O próximo workshop, em março, terá como tema Organize sua rotina doméstica. Esse workshop vem sendo solicitado há muito tempo e, mesmo sem divulgação, já está com muitas inscrições. Portanto, se você quiser participar, leia mais abaixo e entre em contato logo.

workshop-estudos-mar

Continue lendo →

05 Feb 2015

De mudança…

Pessoal, estou de mudança esta semana e sem Internet. Volto em breve! :)

29 Jan 2015

… vem a vida e muda todas as regras

Dizem que quando a gente está finalmente se acostumando com alguma coisa, vem a vida e muda todas as regras. Isso é verdade.

Na última semana, recebemos a notícia que o proprietário do nosso apartamento estava solicitando o imóvel de volta, para uso próprio. Faz apenas seis meses que nos mudamos e eu realmente não esperava passar por isso nos próximos cinco anos novamente. Ele saiu do apartamento para morar em uma casa mas, de lá para cá, já foi assaltado três vezes, o filho foi atacado, ele está com síndrome do pânico, uma situação horrorosa. Eu fiquei extremamente chateada em um primeiro momento mas, quando ele explicou a situação, não havia muito a dizer a não ser se conformar e ir atrás de outro imóvel. Em resumo, tínhamos menos de um mês para sair.

Algumas pessoas me perguntaram se isso pode, se está dentro da lei, mas pode. Existem algumas cláusulas que permitem o proprietário pedir o imóvel antes do fim do contrato, e ser para uso próprio é uma delas.

Outras pessoas também me perguntaram se nós não temos interesse em ter um imóvel próprio. Sim, mas não agora. Temos planos quanto a isso, que envolvem ter uma quantia maior guardada para comprar pagando menos juros. Quando recebemos a notícia, meu marido até me perguntou se não era a hora de comprarmos o nosso apartamento. Temos alguns objetivos financeiros que não envolvem comprar um imóvel neste momento, então foi fácil e rápido decidir. Por isso que eu acho que a organização tem uma série de vantagens – a gente não fica tomando decisões por impulso, sem objetivos lá na frente. Fiquei muito tranquila com a nossa decisão.

Costumo me sentir muito abençoada porque sinto que o universo conspira a meu favor na maioria das vezes, quando quero ou preciso muito de alguma coisa. Desta vez, uma casa no mesmo bairro da minha sogra que estava sendo reformada há anos, ia ficar pronta para ser locada. Nós estávamos de olho nessa casa desde que estávamos em Campinas, pensando que, um dia, se mudássemos para São Paulo, poderíamos mudar para lá. Quando nos mudamos, ela não estava pronta, mas agora está! E gente, nos 45 do segundo tempo mesmo: ficou pronta, chegou a notícia. Meu marido disse que era pra acontecer. Conversamos com o proprietário e foi tudo muito rápido e tranquilo, mas a mudança tem que ser feita em poucos dias. Não sei para vocês mas, para mim, mesmo sendo organizada, isso é uma loucura e bastante cansativo.

Eu comecei o post falando que a vida muda todas as regras porque estávamos tão felizes neste apartamento! E, em um mês, nem o desafio da varanda vou conseguir terminar. Incrível como as coisas simplesmente acontecem.

Porém, vamos finalmente morar em uma casa. O espaço físico é mais ou menos semelhante ao que temos no apartamento, mas temos um quintalzinho em volta, onde poderemos colocar plantas, por exemplo, e brincar com a cachorrinha. E vocês podem esperar muitos posts a respeito, já que morar em casa tem diversos desafios de segurança e relacionados à manutenção de coisas como calhas, por exemplo. Vai ser divertido.

Eu adoro mudanças. Sinceramente, sei que fazem parte da vida e considero como desafios de organização no meu dia a dia. Vamos superar mais essa. Eu não poderia deixar de contar para vocês, leitores do blog, o que está acontecendo, porque isso influencia bastante no meu estado de espírito e (infelizmente) no resultado do desafio de organização, que vou postar mais tarde.

Vamos que vamos!

21 Jan 2015

Livros de Budismo que eu tenho e recomendo

São frequentes os pedidos para que eu fale mais sobre Budismo aqui no blog, e um desses pedidos sempre é referente aos livros que eu tenho e recomendo. Logo, este post é sobre isso. Falar sobre Budismo é legal porque a religião me ajuda a ser mais focada e tranquila, além de manter a constante lembrança de uma mente de compaixão e de servir aos outros, o que acho que contribui muito para eu ser organizada e manter as diversas atividades do meu dia a dia.

Gostaria de começar falando como tudo começou – o livro que eu li e fez eu me interessar pelo Budismo de verdade. Por incrível que pareça, não foi um livro sobre Budismo, mas o livro de um escritor que acabou se tornando um dos meus preferidos:

210115-budismo01

O livro “Os vagabundos iluminados” (Jack Kerouac) “é considerado por muitos especialistas e fãs da literatura beat como o melhor romance de Jack. O livro conta a história de uma busca pela verdade e pela iluminação. O protagonista, Ray Smith, é um aspirante a escritor de San Francisco que anseia por algo mais na vida. Esse algo mais será apresentado a ele por Japhy Rider – um jovem zen-budista adepto do montanhismo que vive com um mínimo de dinheiro, alheio à sociedade de consumo norte-americana.” (sinopse oficial) Quando eu li o livro, eu já estava em uma vibe um pouco de busca pela simplicidade e querendo me aproximar do Budismo, mas ele foi o que me deu o clique e me fez ter a motivação de ler mais a respeito.

Com isso, comecei a procurar coisas pela Internet. Achei bons sites e boas referências de livros. No geral, eu não tinha muita ideia. Pensava que Budismo era uma coisa só, sem tantas escolas e tradições, como descobri depois. Minha busca inicial foi pelo conceito de zen, já que tinha essa referência não só do livro do Jack, como do blog do Leo Babauta, que eu já acompanhava (Zen Habits), como de todo o imaginário popular acerca do Budismo (não sei vocês, mas eu frequentemente ouvia associações entre a religião e o sentimento de “zen”). Acabei conhecendo o trabalho da Monja Coen, que é bem famosa aqui no Brasil (ela já foi no Jô Soares, por exemplo). Li alguns livros dela, mas acabei dando de presente para a minha mãe depois. Nunca me identifiquei plenamente com o zen, mas foi por onde comecei. Lia muitos textos, comecei a praticar meditação. Mas é engraçado porque ainda não tinha me encontrado e não sabia disso. Acho que a gente só sabe quando realmente encontra o tal lugar.

Nesse meio tempo entre começar a praticar e o hoje em dia, se passaram uns seis ou sete anos. Só de começar a praticar meditação, eu já comecei a perceber como a minha vida estava mais tranquila. Por isso, fui atrás de livros diversos. Comprei um livro muito bonitinho chamado “1001 pérolas da sabedoria budista”, que é cheio de frases de budistas e outras pessoas famosas relacionadas ao Budismo. Depois, fui atrás da fonte mais conhecida: os livros do Dalai Lama.

210115-budismo02

O livro acima, “Iluminando o caminho”, foi o primeiro livro do Dalai Lama que eu li. Os livros do Dalai Lama funcionam assim: alguém faz uma entrevista longa com ele e a registra, publicando depois em forma de livro. Além desse, eu tenho mais uns cinco ou seis livros dele. Lembro que um livro que me marcou muito na época foi o “A arte de lidar com a raiva”, porque eu era uma pessoa meio nervosinha e ele me ajudou a repensar alguns conceitos. No geral, apesar de gostar dos livros do Dalai Lama, eles me pareciam muito etéreos e um pouco longe da minha realidade. Não estou desmerecendo, de maneira nenhuma. Mas eu pensava assim: “É fácil ser monge em um mosteiro. Quero ver ser monge na cidade grande, com os problemas mundanos, tendo paciência e trabalhando com chefe chato”. Ignorância, eu sei. Mas, no fundo, eu apenas queria algo mais próximo da minha realidade.

Vale citar que, até o momento, eu nunca tinha frequentado nenhum centro budista. Sou um pouco avessa a qualquer religião e não queria me envolver com isso. Também costumava achar os cursos e retiros um pouco inacessíveis para mim na época. Depois que o Paul nasceu, então, com ele pequeno, era praticamente impensável sair de casa e deixá-lo para participar de um retiro durante três ou quatro dias.

Na metade de 2013, eu comecei a sentir uma vontade cada vez mais forte de frequentar um centro budista. Estava passando por muitas situações de sofrimento no dia a dia, todas decorrentes de relacionamentos com pessoas ao meu redor, e estava sentindo falta de uma “metodologia” para lidar com elas. Queria aprender a meditar de verdade também. Nesse contexto, um belo dia eu estava em uma das minhas tradicionais andanças pela Livraria Cultura e, vendo a seção de livros budistas, me deparei com este aqui:

210115-budismo03

É um livro bonito, com capa dura, e o título me chamou a atenção. “Budismo moderno”, de Geshe Kelsang Gyatso. Comecei a ler e achei a leitura fácil, gostosa. Levei para casa. Tirei férias, fiquei uma semana sem Internet e levei o livro. Voltei para a minha rotina decidida a procurar um centro budista para fazer um curso de meditação. Em minhas buscas pelo Google, encontrei um centro perto da minha casa, em Campinas, e vi que tinha um curso como eu queria – meditação voltada aos problemas do dia a dia. Fiz minha inscrição e fui, pela primeira vez, a um centro budista.

Gosto de lembrar desse dia porque foi muito significativo para mim. Foi nesse dia dia que eu conheci uma das pessoas mais legais que eu encontrei até hoje, que depois descobri ser o professor de meditação do centro. Foi tudo muito maravilhoso. Saí flutuando da primeira aula, decidida a meditar todos os dias. De lá para cá, não parei mais. Faz parte da minha vida e me transformou completamente. Eu era uma pessoa ansiosa, que perdia a paciência rápido com as injustiças do dia a dia e sofria muito com relacionamentos, especialmente colegas de trabalho. Aprendi a refletir sobre os principais problemas que eu enfrentava, todos originados na minha mente, e a meditação me ajudou a lidar melhor com eles, reagindo de forma diferente. Falei mais sobre a minha rotina de meditação em outro post (clique aqui para ler). O livro utilizado no curso foi este aqui:

210115-budismo04

“Novo manual de meditação”, de Geshe Kelsang Gyatso. Notaram algo semelhante com o livro anterior? Sim, é o mesmo autor! Isso foi uma coincidência tremenda. Achei muito interessante que o centro budista que ficava perto da minha casa era justamente da mesma tradição daquele livro que eu tinha lido e me identificado muito, a Nova Tradição Kadampa.

A Nova Tradição Kadampa, como eu descobri depois, é um pouco controversa no meio budista porque é um pouco desligada do Dalai Lama. Na verdade, há praticantes da tradição que protestam contra as atitudes do Dalai Lama. Em resumo, eis o motivo: existe uma deidade no Budismo chamada Dorje Shugden, que vem sendo incorporada às práticas budistas há séculos pelos lamas anteriores. O Dalai Lama atual, em determinado momento do século passado, decidiu proibir essa prática e expulsar dos templos budistas os monges que ainda a praticassem. Isso fez com que muitos monges passassem fome e sofressem retaliações (infelizmente, existem pessoas assim em todos os lugares). Por esse motivo, existem protestos contra essas retaliações. Eu fiquei bastante chocada quando soube desses fatos, porque já tinha lido livros do Dalai Lama. Fiquei chateada por saber que isso acontecia. O fundador da Nova Tradição Kadampa, Geshe Kelsang Gyatso, foi um dos monges expulsos da tradição do Dalai Lama, por não concordar em abolir uma prática que vinha sendo ensinado a praticar desde sempre em sua vida. Por isso, ele foi acolhido no Ocidente e incentivado a levar a prática do Budismo tibetano para os ocidentais. Começou a ensinar na Inglaterra e, de lá, começou a escrever seus livros e divulgar a tradição para os outros países. Claro que isso gerou bastante controvérsia, porque ele era uma pessoa “de fora” que transmitia os ensinamentos “de dentro”. Hoje a Nova Tradição Kadampa tem muitos templos e centros espalhados pelo mundo e ajuda muitas pessoas budistas e não budistas e terem uma vida mais tranquila. O que eu posso dizer a respeito disso, pelo que eu conheci e pelos meus sentimentos: sempre me senti extremamente acolhida no centro budista e venho aprendendo muito com os ensinamentos. Independente dessas controvérsias, temos o caminho budista a ser trilhado buscando seu uma pessoa melhor e ajudar os outros. Não entendo como isso pode ser ruim. Mas sim, há muita discussão em torno desse assunto, que não quero estender aqui. Para quem quiser saber mais, existe um livro chamado “A grande farsa”, da Associação Shugden do Ocidente, que explica todo o cenário. Acho o título bem forte, mas vale como material informativo além do que se fala na Internet.

Eu me encontrei dentro do Budismo Mahayana porque é a linha do Budismo tibetano com grande foco em ajudar os outros seres vivos. Todas as práticas são pautadas nessa intenção. Quando encontrei uma tradição que me identificasse, quis ler mais livros e estudá-la a fundo. Então comecei a fazer um curso de aprofundamento no próprio centro e a me envolver mais com a religião. Antes, como eu falei, eu não tinha vontade de fazer nenhuma dessas coisas, mas porque eu não me identificava. Quando encontrei algo que fazia sentido para mim, senti que fazia parte da minha vida fazer os pujas (orações cantadas com meditação), celebrar os dias da tradição, meditar diariamente e estudar. Portanto, os livros que posso indicar daqui para a frente são todos dentro dessa tradição, que é o que eu conheço melhor.

Para iniciantes, tem dois livros muito bons que eu recomendo, que são:

210115-budismo05

O livro “Introdução ao Budismo” traz uma explicação do estilo de vida budista. É bem para iniciantes que querem saber mais sobre o Budismo e buscam um guia básico dentro de uma linha mahayana. “Como solucionar nossos problemas humanos” fala sobre como lidar com a raiva e a paciência no dia a dia, e é um verdade “tapa na cara” sobre como é nossas responsabilidade a forma como reagimos aos diversos acontecimentos do mundo. Um outro livro que eu li recentemente e que pode ser bom para iniciantes é o livro “Budismo para leigos”, porque é mais informativo mesmo. Fala sobre a história de Buda Shakyamuni, as tradições do Budismo e os pontos principais entre todas elas. Se você quiser ficar alheio a qualquer tradição, pode gostar mais de ler algo assim.

No entanto, se você quiser um livro bastante completo sobre a tradição Kadampa, a minha recomendação sem dúvida será este aqui:

210115-budismo06

Na Nova Tradição Kadampa, acreditamos que existe um caminho para a iluminação (Lamrim). Esse caminho é explicado em todas as suas fases neste livro, “Caminho alegre da boa fortuna”. Se eu pudesse indicar um único livro da tradição, indicaria esse. Além desses acima citados, eu tenho um monte de outros da tradição. Gosto de me envolver bastante com algo quando gosto, então já li bastante coisa (e vivo relendo, porque os ensinamentos vão se acumulando – o que eu li hoje, na releitura estará diferente).

210115-budismo07

Todos os livros da Nova Tradição Kadampa podem ser encontrados no site da Editora Tharpa Brasil ou nos centros budistas da tradição.

Para quem tiver curiosidade, gostaria de indicar mais dois livros sobre Budismo que não são dessa tradição, que são:

210115-budismo08

“Despertar: uma vida de Buda”, também do Jack Kerouac, e “O espírito do zen”, do Alan Watts. Na verdade, o que eu realmente recomendo, se quiser aprender sobre o Budismo, é que você frequente um centro, ou diversos, até encontrar algum que se identifique mais. Faça um curso de meditação, participe de um retiro, veja as pessoas que praticam como agem no dia a dia, e isso poderá ser a melhor referência que você pode ter se quiser saber mais.

Espero que o post tenha sanado as dúvidas de quem sempre me pedia para escrever a respeito. Acho que fui até um pouco mais além contando como cheguei até aqui dentro do Budismo, mas acredito que seja importante para justificar os livros que escolhi.

14 Jan 2015

O que eu aprendi com o David Allen em Amsterdam

Estar em Amsterdam e ter a oportunidade de conhecer o David Allen são coisas que estão mexendo bastante comigo nos últimos dias. Ouvir a orientação da implementação básica direto da fonte e saber que você já faz a maioria das coisas certinhas… além de chegar a uma conclusão e o próprio David fazer um comentário na sequência falando exatamente o que você pensou… Tudo isso foi se juntando para eu conseguir escrever o que eu vou escrever hoje.

Me sinto uma pessoa extremamente abençoada. Como pode – descobri um método de produtividade pelo qual eu fiquei completamente apaixonada e percebi que, além de mim, eu poderia ajudar outras pessoas a se organizarem. Montei um blog. Escrevi um livro. Comecei a trabalhar ministrando cursos e palestras. Conheci pessoas incríveis, que estão em sintonia com tudo o que eu acredito que as coisas devam ser na vida, no trabalho, na vida pessoal.

Para quem não sabe, essa viagem foi toda arranjada e financiada pelo Daniel, da Call Daniel, que quis me ajudar a realizar esse sonho. Eu sequer tenho como agradecer tantas coisas boas que têm acontecido. Quando disse que me sinto abençoada, é verdade. Não só pela viagem, mas pela oportunidade de trabalhar com o que eu amo e ao lado de pessoas tão boas, que visam um bem comum. Eu realmente acredito que todo mundo que tenha a oportunidade de trabalhar ao lado do Daniel seja uma pessoa abençoada. Ele é incrível, um modelo a seguir mesmo.

Ontem o David comentou sobre esse novo projeto dele, que é a divisão do GTD em três cursos de aprendizado (básico, projetos e horizontes de foco). Ele explicou que é o grande projeto da vida dele. Que vai completar 70 anos e quer deixar um legado… Minha gente, como isso me deixa comovida. Me fez ter ainda mais vontade de espalhar essa missão dele pelo mundo, porque também é a minha… eu queria que todo mundo usasse o GTD! Quero que todo mundo, assim como eu, aprenda a levar uma vida mais coerente e cada vez mais calma, fazendo as coisas acontecerem.

david02

Estou escrevendo este texto em um espaço de coworking aqui em Amsterdam, uma cidade que eu moraria facilmente. Calma, silenciosa, tranquila. Todo mundo andando de bicicleta, sem trânsito, frio, cheia de antiquários. Fora toda a ideia de contracultura que existe aqui. Trabalhar neste espaço me fez ter vontade de procurar algo semelhante em São Paulo, porque os ganhos são enormes. Trabalhar em casa é bom, mas também vale a pena sair de vez em quando, ver pessoas diferentes, se inspirar mais. Dá vontade de mudar muita coisa na vida, a fim de simplificar mesmo.

Fico pensando em todo o caminho percorrido pelo David, tudo o que ele fez na vida até chegar até aqui, morando na Holanda, reformulando a coisa toda, investindo (muito) dinheiro nesses materiais novos de alto nível, nessa formação de multiplicadores. Se ele tem como missão ensinar o GTD, os multiplicadores são como embaixadores do método, e eu me sinto tão parte disso! Nem preciso de certificação.

Yo, David! What's your next action?

Yo, David! What’s your next action?

Estar aqui me fez perceber de forma muito emocionada algumas coisas:

  1. A gente pode chegar onde a gente quiser.
  2. Ter uma missão de vida é muito importante. Essencial. Não saberia mais viver sem isso.
  3. Ser produtivo não é coisa geek, mas a única forma de viver a vida de forma plena e coerente. Você aproveita seu tempo.
  4. A vida pode ser mais simples. Sem comidas processadas, coisas de plástico e barulho ao redor.
  5. O maior barulho é o interno.

Tantas coisas, David. Obrigada por tudo.

david01

07 Jan 2015

Instalando o deck e as pedras na varanda

Outro dia comentei quais eram os meus planos para a varanda no desafio de organização de janeiro e, de lá para cá, comecei a tomar as primeiras providências. Organizar a varanda em um único mês será realmente um desafio, especialmente porque ficarei uma semana fora viajando, o que complica um pouco a questão das compras e providências. Mesmo assim, acredito que dê tempo!

Fomos até a Leroy Merlin comprar os decks e as pedras para o piso da varanda, porque essa é a parte mais fácil e que já dá um bom impacto visual logo de cara, ao implementar. As pedras podem ser compradas no setor de jardinagem da loja. Havia uma série de tipos e cores e eu optei pelas pedras um pouco maiores e brancas, que prefiro.

070115-pedras01 Continue lendo →