Minha vida

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03 Jul 2014

Inspiração: Martha Stewart

Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Hoje é aniversário da Martha Stewart e eu gostaria de fazer uma pequena homenagem a ela aqui no blog.

A Martha tem sido uma das minhas grandes inspirações para o negócio do Vida Organizada. Assim como ela, acho importante ter paixão pelo que se faz e quero empreender cada vez mais, a fim de deixar um legado. Gosto de ler tudo o que ela escreve ou lança em seu nome. Atualmente, faço leitura frequente dos seguintes materiais:

  • Seu site, todos os dias
  • Seu blog
  • Seu livro, “The 10 Rules” (especial para empreendedores)
  • A revista MS Living

Adoro o conceito que ela passa de “fazer bonito”, porque isso se reflete em tudo o que ela faz. As fotos do site e da revista são super caprichadas – tudo tem aquele “ar Martha Stewart” e, por esse e outros motivos, ela se tornou a referência que é na arte de receber, cozinhar, decorar, organização e cuidar do jardim, nos Estados Unidos.

A Martha também tem várias coisas parecidas comigo. Ela nasceu em 1941 e mudou para Connecticut aos 30 anos – mesma idade que eu tinha quando mudamos para Campinas. Mais ou menos em 1974 (com 33 anos), ela começou o negócio dela – eu estou fazendo isso com 32. A Martha Stewart Inc, sua empresa, foi fundada em 1977. Seu primeiro livro, “Entertaining”, foi lançado somente em 1982. O resto é história.

O caminho que ele percorreu e o legado que ela tem deixado me inspiram bastante agora que estou percorrendo o meu próprio caminho, e fico muito contente por poder acompanhar tudo o que ela produz e publica atualmente.

Parabéns, Martha. Felicidades!

21 Jun 2014

Dúvida do leitor: Como você consegue ler tanto?

Recebo quase que diariamente essa pergunta através de comentários no blog, no Instagram e no Facebook, então resolvi escrever este post para responder a todos que tenham essa mesma dúvida.

Sinto desapontá-los, mas não tem muito segredo. =/ Eu sempre gostei de ler. Quando eu era criança, eu dava chilique em frente de banca e livraria, para entrar, ao contrário da maioria das crianças que faz isso na frente das lojas de brinquedo. Cresci com muitos livros em casa e minha avó sempre me incentivou muito. Com isso, não me lembro exatamente quando começou o hábito forte de ler, mas entrei na adolescência já lendo bastante. Eu adorava ler os livros paradidáticos da escola e li todos (e outros) no ano de vestibular. Sou daquelas que está sempre com um livro na bolsa e deixa de comprar lanche na rua para comprar um livro novo (parafraseando a Carrie, de Sex and the city, “eu apenas achei que me alimentaria mais”).

Meu passeio preferido sempre foi ir em sebos (lojas de livros usados) e me perder pelas prateleiras até ficar com dor no pescoço, por olhar as lombadas. Meu critério de escolha de shopping é pelo número de livrarias que há nele. É o que eu mais gosto de fazer. Me considero bibliófila – gosto de caçar edições antigas de livros clássicos; ler, quando possível, no idioma original; dar de presente uma edição mais velha só porque foi lançada uma edição deluxe com uma capa maravilhosa… essa sou eu.

Já vendi, doei e dei de presente MUITOS livros. Hoje, tenho 604 em casa e mais alguns na casa da minha avó, totalizando uns 650 livros. Se eu nunca tivesse me desfeito dos livros que eu já dei, doei ou vendi, é provável que eu tivesse por volta de 1000 ou 1200 livros hoje. Quando eu comprar meu primeiro imóvel, pretendo encontrar uma solução muito bacana para todos os meus livros – com bastante espaço para que a coleção possa crescer como eu gosto, pois ainda tenho muito a ler e colecionar.

Poucas coisas me deixam mais feliz do que comprar livros novos. Novos na minha coleção, porque adoro edições antigas. Me deleito ao encontrar em um sebo a primeira edição de algum livro que eu goste muito, especialmente os mais antigos. Costumo dizer que faço compra de mês na Livraria Cultura porque, além de adorar livros antigos, acho divertidíssimo conferir os lançamentos.

As pessoas acham absurdo eu ler e guardar os livros, mas meus livros não ficam empoeirados. Eu AMO meus livros, entendem? Estou sempre pegando, folheando, lendo trechos que marquei, comentei. Uso muito como referência, também. Costumo guardar livros que me sejam úteis ou de grande apego sentimental. Tenho uma edição (a 10ª) de “Os Sertões” que data de 1927 e era do meu bisavô – minha única herança dele. Como eu poderia me desfazer de algo assim? Meus livros, além de minha paixão, são o meu tesouro. Tenho muitas edições raras e livros que marcaram épocas da minha vida, assim como livros que eu espero o momento certo para ler. Porque sim, eu acredito que a gente tenha épocas certas da vida para ler determinados livros, e toda a experiência pode ser prejudicada se eles forem lidos fora do tempo. Assim como há livros que me proporcionaram um tipo de sentimento quando li pela primeira vez, há dez anos, e vão me fazer sentir de outra maneira, relendo agora.

Estou contando tudo isso para contextualizar a minha relação com os livros, porque toda essa paixão direciona a coisa de ler bastante e rápido (ou mais devagar).

Quando eu comecei a namorar o meu marido, algumas pessoas me chamavam de “a menina que lê”, porque era só isso o que eu fazia, sempre. Enquanto todo mundo via TV, eu estava lendo. Fila no banco? Lendo. Intervalo da escola? Lendo. Ponto de ônibus? Lendo. E assim vem até hoje. Leio em todas as janelas de tempo que tenho ao longo do dia, além de simplesmente adorar, quando tenho um tempinho de folga, me acomodar na cama ou no sofá e investir meu tempo na leitura da vez.

Já tive metas de leitura (“hoje vou ler 100 páginas” ou “hoje vou ler um capítulo de cada um dos três livros que eu estou lendo”) e acho que é uma tática que funciona bem, se você não se estressar com isso. Como para mim é um hobby, é algo que me anima. Deve ser o mesmo que os esportistas sentem ao estipularem correr 10km por dia, por exemplo.

Uma mania que tenho é a de ler vários livros ao mesmo tempo. Por experiência própria, isso só funciona para mim se forem livros de não-ficção. Para livros de ficção, prefiro ler um de cada vez até acabar, para não misturar enredos e confundir personagens.

Alguns livros eu leio mais rápido; outros, mais devagar. Tem livros que termino em duas horas e outros que demoro mais de dois meses. Depende do tipo de leitura, da minha vontade de ler aquele assunto, da necessidade de ler e reler, entre muitos outros fatores. Costumo usar alguns acessórios para facilitar a minha leitura, como marcadores transparentes de página, post-its e canetas marca-texto. Alguns livros eu tenho dó de marcar (especialmente edições deluxe), mas a maioria eu encaro como instrumento de trabalho e faço muitas anotações, pois elas me ajudam em consultas posteriores (que acontecem sempre).

Também tenho um Kindle, que levo especialmente em viagens. No Kindle, baixo livros que só quero ler, sem precisar comprar e manter, ou importados que custam muito caro no Brasil. Assim como também tenho alguns livros que gosto de ter sempre comigo, como o livro do GTD, para consulta. Mas sou e sempre vou ser apaixonada por livros de papel – essas coisinhas mágicas que nos levam para outra dimensão apenas com o cheiro das páginas. Aliás, adoro cheirar livros e acho que isso deveria ser uma profissão. Toda vez que compro um livro novo, meu ritual inclui levar o livro até o nariz, fechar os olhos e inspirar. Já até reconheço a editora pelo cheiro das páginas (meu preferido são os da Companhia das Letras).

Sobre ler rápido ou não, foi como eu falei: depende da leitura. Livro de auto-ajuda, desenvolvimento profissional, leitura mais fácil, dá para ler mais rápido porque não é complexo. Agora, pega um Bakhtin da vida, ou qualquer livro de semiótica ou estoicismo e tenta ler rápido! Isso acaba com a experiência! Cada livro é de um jeito e deve ser tratado como tal. Não tenho pressa para ler. Se leio rápido, é porque a leitura flui assim. Se leio devagar, é porque vou estudando, saboreando cada palavra, relendo, fazendo anotações. Tem muita coisa envolvida que somente a leitura. E já deixei muitos livros de lado porque percebi que teria que ler uns outros dois antes como referência. Faz parte da experiência de ler e de curtir os livros.

Tudo isso pode parecer besteira para quem não tem o mesmo gosto por livros que eu e tantas pessoas temos. Mas tudo bem. O que eu gosto só precisa fazer sentido para mim.

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Minha estante, que organizei ontem. Ela fica na sala, mas há livros no aparador, perto da cozinha, no quarto e na minha mesa de trabalho. É comum, para quem gosta de ler, ter livros por toda a casa. E, se querem saber, eu adoro isso!

09 Jun 2014

O que eu estou fazendo

Gostaria de agradecer todos os comentários no post Tudo começa com uma decisão, o editorial do mês de junho. O carinho de vocês me deixou muito emocionada, e me sinto privilegiada por isso. Muitos leitores, no entanto, me perguntaram: “mas Thais, o que você vai fazer, exatamente?” ou “você largou seu emprego, é isso?”, então achei que seria legal escrever este post para esclarecer, pois outros leitores podem ter tido as mesmas dúvidas.

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Sim, depois de quase três anos, estou deixando meu emprego atual para me dedicar à minha vocação como organizadora profissional. Como eu comentei no outro post, minha missão de vida é inspirar as pessoas a se tornarem organizadas, e é maravilhoso poder fazer isso em tempo integral.

Não estou mudando de emprego, mas passando a trabalhar por conta própria. Meu trabalho como organizadora profissional se baseia nas seguintes atividades no momento:

  • O blog
  • Meus livros
  • Treinamentos de GTD na Call Daniel
  • Organização de ambientes
  • Consultoria
  • Palestras e workshops

Apesar de já tratar o blog de maneira profissional há uns quatro anos, agora finalmente posso dizer que me dedicarei a ele da maneira como sempre quis. Terei mais tempo para escrever, cuidar do calendário editorial, fazer fotos, gravar vídeos e responder comentários dos leitores. Muitas ideias que sempre ficaram incubadas (porque eu não tinha como dedicar mais tempo a ele) finalmente poderão sair da caixa, e isso é maravilhoso. Aos poucos vocês poderão ver o resultado de tudo isso.

Em agosto, será publicado meu primeiro livro por uma editora, a Editora Gente. Esse livro promete ser o primeiro de vários e eu estou muito feliz por ter um verdadeiro sonho realizado. Agora finalmente posso dizer que sou realmente uma escritora. <3  Assim que puder falar mais a respeito, eu falarei no blog, prometo! Se não escrevi mais a respeito foi porque algumas informações ainda não podem ser publicadas, mas tudo a seu tempo.

Já trabalho com o Daniel há cerca de um ano, orientando o marketing digital da empresa, mas conversamos e ele me fez uma proposta maravilhosa para trabalhar ministrando treinamentos com ele também. Vocês sabem como eu amo o método GTD e o quanto eu falo dele no blog. Já sou usuária há mais de oito anos e adoro ensinar as pessoas a implementá-lo e buscar novas soluções através dele. Portanto, para mim será uma honra integrar essa equipe. Estou entrando em um período de capacitação para muito em breve ministrar meus primeiros treinamentos. Os treinamentos da Call Daniel acontecem in company, ou seja, dentro de empresas. Essas empresas contratam a Call Daniel para ensinar seus funcionários a serem mais produtivos e diminuírem seu estresse. Algumas vezes ao longo do ano ele também realiza turmas abertas para pessoas que queiram se inscrever individualmente.

Outra vertente da organização profissional é a organização de ambientes em si. Não será minha atividade principal, mas recebo tantos pedidos, e se trata de algo que eu gosto tanto de fazer, que resolvi abrir algumas exceções e organizar residências e escritórios algumas vezes por mês. No geral, organizadores profissionais se atêm a esta atividade. Já existem muitos profissionais excelentes no mercado e eu não pretendo competir com eles, pois minha linha certamente vai mais em direção da inspiração, dos livros, das conversas, mas é algo que posso fazer de vez em quando.

Diferente disso, a consultoria de organização é um serviço que pretendo expandir com o tempo. Em resumo, trata-se de fazer com uma pessoa específica o que eu ensino no blog, de modo que as orientações sejam personalizadas.

Por último, incluo também as palestras e workshops que já venho fazendo de maneira mais suave há alguns anos. Agora terei mais tempo para investir nesse formato, que gosto muito! Espero trazer novidades em breve com relação a este assunto também.

É isso, pessoal! Ainda faltam alguns dias para eu colocar as novidades acima em prática (estou cumprindo aviso-prévio), mas elas já têm impactado significativamente a minha vida e a da minha família. Ter uma rotina mais flexível para ficar com o meu filho foi um fator decisivo. Não vejo a hora de poder falar mais a respeito por aqui, especialmente no que diz respeito à nova rotina, encontrinhos com leitores e novidades no geral. Muito obrigada, mais uma vez e sempre!

09 May 2014

Como eu estou organizando meus e-mails atualmente – maio 2014

Como eu vivo fazendo mudanças nos modos de organizar minhas diversas atividades no dia a dia, eu gosto de compartilhar no blog como venho fazendo para inspirar e talvez dar algumas dicas que possam ser úteis para vocês. Hoje eu vou falar como tenho organizado meus e-mails, pois encontrei uma maneira que tem me atendido muito bem ultimamente.

Tirando o meu e-mail do trabalho (que tem um programa específico da empresa), eu utilizo o Gmail para as minhas outras atividades. Atualmente, prefiro utilizar três contas em separado para cada e-mail, em vez de centralizar as três em uma única caixa de entrada, pois dependo do login para fazer outras atividades relacionadas que não sejam o e-mail.  Então prefiro fazer dessa forma no momento.

Por fim, minha caixa de entrada está organizada da seguinte maneira:

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Tenho quatro pastas essenciais que são: Aguardando, Responder, Itens de ação e Arquivo 2014.

Em Aguardando, coloco tudo o que já enviei algo e espero resposta, ou se trata de alguma coisa que vão me contatar depois de um tempo.

Em Responder, coloco todos os e-mails cuja única ação relacionada seja ter tempo para responder. Faço isso aos poucos, duas vezes por dia, à medida que tenho disponibilidade.

Em Itens de ação, coloco todos os e-mails que são relacionados a uma tarefa específica. Como ainda controlo minhas tarefas pelo Evernote, eu os coloco com esse marcador somente para não confundir com Aguardando e Arquivo.

Em Arquivo 2014, coloco todos os e-mails que não preciso esperar nada, nem responder, nem realizar alguma ação. Ou seja, são arquivo mesmo. Quando se trata de algum comprovante ou definição importantes, ou mesmo documentos, eu encaminho para o Evernote antes de arquivar aqui. A ideia de ter um arquivo por ano é que, para mim, fica mais fácil visualizar. A busca do Gmail é excelente e isso é uma escolha pessoal – eu apenas prefiro fazer dessa forma.

O que estou usando e tem funcionado bem é a função de caixas de entrada prioritárias no Gmail. Basta clicar no ícone de Configurações, depois em Caixa de entrada e selecionar como você quer dividir a sua caixa.

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Eu deixei as novas, não lidas, primeiro, depois as que preciso responder, as que demandam ações e o restante. Dessa maneira, fica fácil visualizar as mensagens e responder, quando tenho um tempo para fazer isso. Essa visualização também me permite ter um controle maior do volume de mensagens que eu preciso administrar.

Por fim, configurei a mensagem de férias para sempre nos meus e-mails, então todo mundo que me escreve recebe uma mensagem automática dizendo que eu recebi o e-mail e lerei/responderei em dois horários do dia: ao meio-dia e às 16 horas. Essa foi uma dica que li no livro do Timothy Ferris e implementei imediatamente. Eu já tinha horários estabelecidos para verificar e responder e-mails, mas não tinha isso formalizado. Fazendo dessa forma, eu aviso as pessoas e também consigo usar o resto do tempo para produzir melhor.

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Para configurar, basta clicar no ícone de Configurações e, na própria aba Geral, encontrar a Resposta automática de férias e configurar.

É isso! Tenho me organizado muito bem dessa forma e mantenho meus e-mails sob controle.

Bom final de semana, pessoal!

05 May 2014

Ocupada! Mas eis notícias

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Pessoal,

Ultimamente tenho andado um pouco ausente do blog, mas é por vários bons motivos. Estou planejando e investindo em ideias para me dedicar mais a ele e propôr novidades, mas infelizmente não posso falar mais sobre isso agora. Peço somente que tenham paciência e esperem coisas boas o mais breve possível. Torçam por mim!

Algo que eu posso comentar é que estou correndo para finalizar meu livro! Sim, finalmente estou fechando a edição final, que irá para a editora, que fará as últimas observações e, depois disso, basta correr para o abraço! A estimativa é que ele seja lançado antes de setembro, mas pode deixar que eu contarei tudo para vocês aqui no blog.

Tenho passado os último dias… na verdade, o último mês… escrevendo muito, mas MUITO mesmo, até a cabeça dar um nó, sabem? Mas eu tenho muito orgulho de como o livro está ficando e eu espero demais que vocês gostem desse meu primeiro trabalho publicado (escrito já tem um né?).

Algumas pessoas me pediram para escrever mais sobre a minha rotina de escrita, como eu me organizo, como foi o contato da editora, e eu prometo que escreverei sobre isso em breve! Queria primeiro entregar a edição final para poder falar com mais tranquilidade, e isso está perto de acontecer.

Outros leitores também vêm me pedindo para lançar novos e-books, mas justamente por estar escrevendo esse livro, eu não posso! Tenho um contrato com a editora e não posso publicar nada nesse meio-tempo, nem mesmo gratuito. Espero que entendam.

Não estranhem meu sumiço. Estou postando e comentando com menos frequência, mas estou sempre por aqui.

Obrigada por tudo, pessoal.

15 Apr 2014

Organização atual: agenda + Evernote

Vira e mexe eu escrevo por aqui como estou me organizando atualmente, pois vivo fazendo testes para chegar a uma estrutura “ideal” para mim, ou que pelo menos chegue perto. Acho engraçado porque, analisando os posts anteriores sobre esse assunto, nos últimos meses, vejo que estou apenas refinando algo que já vem sendo construído há algum tempo, que é a minha organização quase inteira no Evernote.

Imagem: Daily Case

Imagem: Daily Case

Peço desculpas que algumas vezes os posts pareçam repetitivos, mas na última pesquisa que fiz no blog, cerca de 90% dos leitores pediram mais posts sobre o Evernote, então fico com a consciência mais tranquila. Você também pode participar da pesquisa sugerindo temas e enviando suas opiniões.

Vou contar um pouco sobre a minha organização atual, então.

Tenho usado o Evernote para administrar tudo relacionado à minha vida. O método de organização que utilizado para me organizar chama-se GTD. O blog tem um montão de posts sobre isso, se você se interessar em saber mais.

Voltei para a estrutura de somente dois cadernos/notebooks, pois ela é simples e funciona melhor para mim. Os dois cadernos que utilizo são: Inbox e Processed. inbox é o caderno padrão/default, minha caixa de entrada, para onde vão todas as notas novas antes de serem processadas (termo do GTD). Em Processed ficam todas as notas depois que eu as processei, ou seja – apliquei o fluxograma do GTD.

Imagem retirada do livro do David Allen

Imagem retirada do livro do David Allen

Todo o restante eu organizo por tags.

Uma coisa muito importante que eu fui aprendendo com o tempo no trabalho com o Evernote é que a maneira como você nomeia as notas faz toda a diferença quando fizer buscas específicas. Portanto, se eu puder dar um conselho nesse momento, ele é: nomeie direitinho suas notas, da maneira mais intuitiva possível, com palavras-chave que descrevam bem o conteúdo dela. Fica bem fácil de visualizar e simplifica todo o processo.

Sobre as tags, tenho utilizado a seguinte estrutura:

GTD Manager

Nível 1 – Tarefas
Nível 2 – Projetos
Nível 3 – Objetivos
Nível 4 – Áreas de foco
Nível 5 – Visão

Reference

Absolutamente todas as minhas notas estão processadas aí dentro. Atualmente, tenho 5082 notas. Considerando que eu mesclo muitas delas e já deletei um monte, considero até bastante.

Detalhando o que tem dentro de cada tag:

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Voltei a organizar minhas tarefas no Evernote porque assim consigo ter um controle mais integrado dos meus projetos. Não existe fórmula perfeita, eu acho. Já testei diversas maneiras e, no momento, tem funcionado bem para mim fazer desse jeito. É legal cada um fazer o mesmo e descobrir o que funciona em cada caso.

Uma dica que eu posso dar e que tem feito diferença visualmente é colocar um bullet no título da nota, quando ela for uma tarefa. Por exemplo, uma nota cujo título seja “Limpar o freezer” fica como “- Limpar o freezer”. Pode parecer bobagem, mas para mim mudou bastante coisa, pois fica fácil diferenciar, na visão geral da ferramenta, o que é tarefa do que é nota normal.

Já tentei também criar uma nota para cada projeto e, dentro dela, colocar as tarefas com o campo de checklist, para marcar. Funciona bem, mas só se você não usar o GTD. O grande hack do GTD é a lista de tarefas por contextos, e essa maneira de fazer invalida o formato do David Allen. Mas dá para usar!

Eu vivo mudando a estrutura de tags, visando facilitar a minha vida, mas algo que tenho feito atualmente e que me ajudou foi criar listas diferentes de contextos de acordo com a atividade. Por exemplo, “Falar com” e “Revisão pessoal” poderiam estar dentro de “Contextos”, mas achei melhor separar, no meu caso. Dentro de “Revisão pessoal”, tenho as tags de contextos relacionados a ações, tipo “Imprimir”, “Ler/Revisar” etc.

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Essa estrutura de níveis é sugerida pelo próprio David Allen – eu apenas adaptei. Aqui, estão as tags dos projetos. Eu acredito que esses prints todos sejam auto-explicativos, mas fiquem à vontade para fazer perguntas nos comentários do post, abaixo.

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Organizei minhas áreas de foco com a divisão perfeita da vida (olha a pretensão) que apliquei também aqui no blog, e por enquanto tem funcionado, apesar de não saber se é a ideal.

Para compromissos, tenho utilizado a agenda do Google com uma divisão por cores, que em breve pretendo falar mais a respeito no blog.

Também passei um período usando agenda de papel para relatar a experiência aqui no blog e ajudar quem prefere esse formato (em breve).

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Apesar de gostar da agenda de papel, continuo achando a agenda do Google a melhor opção em termos de agenda. Tanto que a agenda do meu marido e do meu filho estão lá, e eu preciso manter os compromissos mais importantes lá também (ex: viagens), porque meu marido tem um certo controle do que está acontecendo e para ele poder agendar compromissos pessoais também.

Usar agenda de papel é interessante porque dá para usar a criatividade, fazer anotações, escrever quanto gastou, coisas assim. Mas não é um registro virtual, que facilitaria bastante caso eu precisasse buscar algum dado.

Outro recurso que tenho utilizado muito já há algum tempo são as fichas pautadas para notas de reunião e no dia a dia. Elas têm um formato excelente para limitar a quantidade de texto e, depois, é fácil digitalizar e arquivar no Evernote. Eu dei uma olhada nas minhas notas com fichas digitalizadas para trazer um modelo aqui, mas não achei nada que pudesse ser publicado (por causa do meu trabalho). Depois eu crio um exemplo e fotografo para mostrar, mas é bem simples – são apenas anotações.

Vale lembrar que o que faz a organização funcionar é o hábito de passar pelas fases do GTD diariamente: coletar (o tempo todo), processar (uma a três vezes por dia), organizar (uma a três vezes por dia), executar (o dia todo) e revisar (diversas frequências).

11 Apr 2014

A Páscoa e o Walmart

Imagem: Longing for homes designs

Imagem: Longing for homes designs

No mês passado, eu fui aos Estados Unidos pela segunda vez e pude refletir um pouco sobre a diferença entre lá e aqui no Brasil com relação à organização. No geral, no que diz respeito ao consumo, existem muitas diferenças, e isso acaba se refletindo no modo como nos organizamos. O post se chama “A Páscoa e o Walmart” porque visitar o supermercado nessa época me fez ter a ideia de escrevê-lo.

Quando eu entrei no Walmart nos Estados Unidos pela primeira vez, parecia que eu estava entrando em uma daquelas feiras de pavilhão que existem em São Paulo, enormes e cheias de possibilidades. Tudo muito barato e uma variedade imensa. Fiquei muito triste pela nossa situação no Brasil. Pagamos caro por absolutamente tudo, e é uma vergonha.

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Caixa organizadora que, no Brasil, uma equivalente custa cerca de 70 reais. No Walmart, 4 dólares em setembro do ano passado – o equivalente a uns 10 reais.

Eu sempre invejei um pouquinho a forma como os americanos celebram a chegada das estações e os grandes feriados. As estações são mais marcadas no Hemisfério Norte, então quando chega o outono, as folhas laranjas já começam a cair e, no inverno, é frio mesmo! Aqui no Brasil, o país é tão misturado que até nisso temos diferenças – em alguns lugares, nem frio chega a fazer quando é inverno!

E aí a gente começa a pensar que tem alguém que se veste de Papai Noel aqui no Brasil, no verão de 40 graus, por que, mesmo? Sim, porque importamos toda a cultura de consumo americana, e isso se reflete em praticamente tudo.

Me chama muito a atenção o fato como eles celebram as estações e os feriados, no entanto. Tudo é motivo de muita festa, e eu adoro isso! Gostaria que no Brasil fosse assim porque, mesmo quando eu tento fazer algo a respeito, me sinto a única boba fazendo. Não sei, mas sempre achei meio deslocadas essas dicas de fazer artesanato para a Páscoa, festinhas de Halloween etc.

Quando eu fui ao Walmart lá, em março, tinha uma seção só para produtos de Páscoa. Mas muita, muita variedade. Ovinhos de todos os tipos, de brinquedo e comestíveis, feito de doces. Enfeites mil. Livros. Todos os tipos de comidinhas. Coelhinhos por todos os lados. Aqui no Brasil, temos os supermercados cheios de ovos de Páscoa (caríssimos) e só.

Se lá eles usam feriados religiosos e estações para consumir mais, aqui somos usados para ser explorados. E as duas situações são muito tristes, com a diferença que, para eles, não há grande prejuízo pessoal. Para nós, sim.

Não sei se todo mundo tem notado como fazer compras no supermercado está CARO. Está cada vez pior.

E, se a gente for além, não é só no mercado. Se eu precisar comprar um móvel novo para a minha casa, preciso economizar durante meses para chegar ao valor de um produto bem mais ou menos. Quando foi que um sofá de má qualidade passou a custar mais de mil reais e, um sofá minimamente bom, só acima de 2.500?

Não cheguei a ir, mas nos Estados Unidos existe uma loja chamada The Container Store. A loja é isso mesmo: um lugar gigantesco para comprar caixas organizadoras e toda sorte de produtos relacionados.

Imagem: The Bluebird Patch

Imagem: The Bluebird Patch

Aqui no Brasil, se a gente quiser comprar produtos de organização, precisa pagar absurdamente caro em porta-revistas, caixas organizadoras, colméias, prateleiras etc. Lá isso tudo é tão comum, tão banal, que é barato. Como todo o resto. É uma cultura de banalização do consumo, que esbanja dinheiro e gera acumuladores. Porque podem existir acumuladores em outros países, mas não tanto quanto existem nos Estados Unidos. Em que outro país, senão o templo do consumo, isso seria possível?

Imagem do programa de TV a cabo "Acumuladores", que mostra a rotina de pessoas que vivem em casas abarrotadas de coisas

Imagem do programa de TV a cabo “Acumuladores”, que mostra a rotina de pessoas que vivem em casas abarrotadas de coisas

Gosto de três revistas americanas que sempre leio pelo tablet, pois as importadas são (obviamente) muito caras. São elas: Martha Stewart Living, Real Simple e Good Housekeeping. Comprei as três da última vez que estive lá (cerca de 5 dólares cada – no Brasil custam de 40 a 70 reais). e as três tinham matérias de capa referentes à Páscoa. Todo mundo celebra a Páscoa. Todo mundo quer fazer enfeites de ovos, coelhinhos, flores. Todo mundo quer ser uma mini-Martha Stewart com sua casa e família perfeitas.

No Brasil ninguém tem tempo para isso, será? Ficamos menos reunidos em família? Não gostamos de festa? Não gostamos de gastar? Oras, nós fazemos todas essas coisas. Por que não celebramos assim também? Por que não temos variedade de coisinhas para fazer, assim como nos Estados Unidos?

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Site da Martha Stewart cheio de posts sobre a Páscoa

Quando a gente fala sobre como as coisas são baratas nos Estados Unidos, não estamos nos referindo somente a essas tralhazinhas que a gente compra (e que realmente existem em grande quantidade lá). Pelo menos eu falo em alimentos, roupas. Comprei um par de calças jeans no Walmart por 12 dólares. Esse preço é ridículo. Em nenhum lugar no Brasil você encontra um par de calças nesse preço mais. E a variedade é enorme. Toda a cultura dos cupons, que fazem as pessoas gastarem 50 dólares por mês fazendo compras gigantescas, com a possibilidade até de ter estoque em casa. Aqui no Brasil, gastamos muito com absolutamente TUDO. Uma ida ao mercado para fazer um lanchinho já nos toma 50 reais facilmente.

Imagem do programa de tv a cabo "Cupom Mania", onde as pessoas mostram os estoques de mantimentos que fazem com a ajuda de cupon, levando comida quase de graça

Imagem do programa de tv a cabo “Cupom Mania”, onde as pessoas mostram os estoques de mantimentos que fazem com a ajuda de cupons, levando comida quase de graça

Então você entra em uma loja virtual ou loja de artigos para casa em busca de produtos de organização e é obrigado a pagar 40 reais em uma colméia para guardar calcinhas. Por isso personal organizer não fica rico no Brasil. É tudo muito caro. Entendo que algumas empresas importem, que as de produção nacional precisem ser competitivas e todo negócio precise sobreviver pagando muitos impostos. A culpa não é do comerciante, mas do sistema.

E, respondendo à pergunta lá de cima: não podemos ter uma cultura de organização igual aos Estados Unidos porque não podemos tirar 50 reais da compra do mercado para comprar UMA caixa organizadora. Não podemos deixar de comprar 1kg de carne para a família para comprar artigos caros de festinhas para um feriado qualquer. As festas que são as “necessárias” (casamentos, aniversários) geram toda uma indústria absurda de cara, que desanima qualquer um. E não é como se estivéssemos pagando um preço justo. Não estamos. Estamos pagando caro pelo mínimo.

Como animar o brasileiro a celebrar estações e feriados se para fazer o básico de forma saudável ele tem que se matar de trabalhar e ainda assim não dá conta?

Não digo que isso seja extremamente relevante mas, para mim, acaba fazendo sim diferença na qualidade de vida poder ter esses pequenos momentos no dia a dia, celebrando a Páscoa, a volta às aulas do nosso filho, um projeto que foi concluído etc. Eu também adoro organizar o meu apartamento, ajudar outras pessoas a se organizarem e buscar soluções para ganhar mais tempo no dia a dia. O problema é que a gente paga caro demais por isso. Por tudo. Aí a gente acaba vivendo para trabalhar, trabalhar para pagar contas e a vida vai passando sem festa. Não se trata só de consumo.

Só um pequeno desabafo sobre por que não nos organizamos igual a eles. É outra realidade.

19 Mar 2014

Organizando a festinha de 4 anos do filhote

Nosso filho completará quatro anos em abril e nós estamos organizando uma festinha para ele. Não gosto de festas espalhafatosas e buffets, então procuramos fazer sempre algo simples com foco no principal: celebrar mais um ano da sua vida ao lado das pessoas que ele ama. Eu tento fugir um pouco da agitação, mas minha mãe é professora de decoração de festas, então ela sempre quer fazer alguma coisinha para ele.

Apesar de ser meio ultrapassada, eu adoro a ideia de festas temáticas! A de um ano foi “Dinossauros”, a de dois anos foi do “Doki” e, a de três, foi a única sem tema (e eu achei sem graça). Portanto, desta vez faremos sobre um novo tema, e faço sempre questão de ser algo que ele esteja gostando muito no momento. Este ano, o assunto é “Peppa”. Ele está apaixonado por esse desenho e achei que seria uma boa fazer sobre ele.

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Quanto ao local, faremos na casa da minha sogra mesmo. A data escolhida foi o final de semana seguinte ao aniversário dele (que cai em uma terça).

Para simplificar ainda mais, decidimos convidar somente os familiares mais próximos e os amigos que têm filhos. A experiência dos anos anteriores me fez aprender que amigos que não têm filhos são legais, mas eles acabam não curtindo tanto a festa, e nós precisamos ficar dando atenção o tempo todo, o que acaba tirando um pouco do foco do dia. Não fazemos mais convites de papel, somente virtuais.

Quanto aos comes e bebes, também vamos simplificar porque sempre sobra muita coisa. Teremos um bolo gostoso, alguns salgadinhos e docinhos, e bebidas não-alcóolicas (refrigerantes e sucos). O bolo será feito pela minha sogra, os salgadinhos serão encomendados e os docinhos serão feitos pela minha avó e a minha tia.

Com relação à decoração, começamos comprando tudo aos poucos, quando decidimos o tema, mas também não teremos nada espalhafatoso. Bexigas, decoração em isopor (que minha mãe está fazendo, e vai ficar na mesa), toalha e copinhos, pratinhos, essas coisas.

Estamos decidindo agora quais serão as lembrancinhas e outros artigos, como chapéuzinhos para as crianças.

Quanto à trilha sonora, colocamos somente músicas infantis que ele gosta. Os clássicos de sempre: Galinha Pintadinha, Disney, Palavra Cantada. Também sempre temos CDs dos Beatles disponíveis, caso a festa se estenda (nosso filho adora Beatles).

Sobre a duração da festa, sempre tento fazer com que não seja muito longa, mas no geral deixamos rolar enquanto os convidados estão presentes. Uma ideia é começar a festa no meio da tarde, porque aí naturalmente o pessoal começa a ir embora quando anoitece.

É isso! Não gostamos de complicar nem de gastar muito no aniversário, apesar de sempre ter um gasto razoável (gastamos sempre menos de mil reais, mas ainda assim é um bom dinheiro). O importante é a celebração do aniversário do nosso amorzinho com todas as pessoas que ele gosta.

aviso-ferias

12 Mar 2014

Notícias de uma semana pré-férias

Vocês podem ter reparado que eu tenho estado um pouco afastada do blog, mas é por um bom motivo: vou sair de férias! E, por isso, tenho muita, muita, muita coisa pra resolver antes. Algumas novidades dos últimos dias que eu gostaria de compartilhar com vocês:

Estou usando agenda de papel. Em partes porque quero fazer alguns testes para o blog. Afinal, será que com tantas tecnologias, ainda dá para usar papel para se organizar! Tem alguns contras, mas dá sim! Eu estou usando o mesmo sistema de cores que já comentei aqui antes, além de outras “técnicas” pessoais.

Em preto: trabalho (diversas frentes)
Em azul: trabalhos relacionados a escrita (blogs, textos, livro)
Em verde: pessoal
Em vermelho: lembretes

As cores são usadas para marcar tanto compromissos quanto tarefas.

Gosto de usar o modelo executivo tradicional da Tilibra, com uma página por dia (inclusive aos finais de semana – não entendo agenda que tenha meia página para um dia tão cheio de coisas como sábado!). Divido a página ao meio com régua e lápis e, de um lado, coloco meus compromissos e, do outro, as tarefas do dia. Se uma tarefa fica de um dia para o outro, tomo as seguintes decisões:

Se ela pode ser feita mais para a frente, eu risco, coloco uma flechinha -> e marco em outro dia.

Se ela é urgente e precisa ser feita asap, eu marco com caneta marca-texto amarela. Se passar mais de um dia, uso a caneta laranja.

Se ela não precisa mais ser feita, eu risco e coloco um X na frente.

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Continuo usando o Evernote como repositório de arquivos e controle master dos projetos, mas as tarefas e os compromissos estão todos na agenda de papel.

Como comecei a agenda em março, uso os dois primeiros meses do ano para anotar as tarefas sem data. Estou fazendo o teste de não separar por contexto, para encontrar uma forma simples para passar no blog, mas já estou sentindo muito a falta dessa organização do GTD.

Não consultei o celular uma só vez nesse período (uma semana usando agenda de papel). Tem sido bem prático.

Depois pretendo fazer um post mais completo sobre o uso da agenda de papel.

Gravamos um podcast sobre o uso de agenda no GTD, na Call Daniel. Muito em breve deverá entrar no ar no blog, e ficou muito bacana. Muitas dicas para aplicar o GTD no Outlook e em outros tipos de agendas. Também falo um pouco mais sobre a minha escolha de usar agenda de papel no momento.

Estou organizando uma viagem internacional em que quero viajar minimalista, mas estou me perguntando se conseguirei! Fiquei sabendo que está frio nos Estados Unidos e não queria gastar dinheiro comprando roupas lá (e sim me divertindo!), então vamos ver. Estou nesse momento entre decidir se viajo só com uma mala de bordo ou se despacho com tudo o que preciso!

E, desnecessário dizer, estou trabalhando muito para deixar tudo adiantado nos meus dois trabalhos, no blog, contas pagas, tudo em casa… é isso! Vou deixar alguns posts agendados no blog para que vocês não fiquem sem atualizações, mas vou demorar um pouco mais para aprovar e responder comentários, mensagens e e-mails. Vocês também podem me acompanhar no meu Instagram pessoal: @thgodinho. =)

06 Mar 2014

Sobre agenda, gostos pessoais e produtividade

Imagem: Lindsey Wilson

Imagem: Lindsey Wilson

Ontem eu vi um vídeo muito bacana gravado pela Rita e fiquei pensando sobre o assunto “organização pessoal”. A reflexão gerou um pequeno texto que eu gostaria de compartilhar aqui no blog.

Basicamente, o “como se organizar” varia muito de pessoa para pessoa e, mesmo para um único indivíduo, pode variar bastante, pois temos diversas fases e momentos na vida em que temos necessidades diferentes. Eu já comentei sobre isso no blog, mas acho sempre importante relembrar porque o objetivo aqui não é dar o peixe, mas ensinar a pescar.

Por exemplo: estou em um período bem corrido, com muitas pendências para resolver pré-férias, e decidi me organizar “no papel” novamente. Tenho fases em que prefiro usar aplicativos, celular, tablet, agenda eletrônica, mas tenho fases em que sinto uma necessidade enorme de desenhar e escrever. Eu sou uma pessoa absolutamente visual e preciso fazer isso para aprender e refletir, e mesmo utilizando aplicativos eu ainda utilizo bastante o papel. Estava considerando comprar um quadro branco para pendurar em casa e fazer mapas mentais sempre que precisasse tomar decisões ou estudar algum assunto, para vocês terem uma ideia, mas folhas de sulfite atendem por enquanto (é menos ecológico, mas também é uma coisa a menos para comprar).

Como a Rita comentou, também funciono melhor se planejar o meu dia. Se eu tiver uma lista de coisas a fazer “quando der”, tenho dias em que estou muito produtiva e acabo fazendo, mas no geral eu acabo fazendo somente o que está estabelecido para aquele dia. Funciono assim. Se eu tiver 35 tarefas para um dia, executo as 35 tarefas. Se eu tiver só 3… faço as 3 e levo as outras tarefas em um ânimo bem mais low-profile. Sou metódica. Mas isso também é uma coisa que consigo administrar bem pela experiência que tenho de saber o quanto consigo executar em cada dia, o que precisa ser feito no dia em questão. No geral, a gente peca pela falta de experiência e enche a agenda de tarefas que vão sendo rabiscadas e passadas de um dia para o outro, simplesmente. Se isso estiver acontecendo, você precisa de um sistema diferente. Vá testando até encontrar o que funciona melhor para você.

Tenho um post sobre o uso da agenda com cores diferentes e bullets, e estou usando algo semelhante no momento. Se eu conseguir, antes de sair de férias, escrevo um post mostrando a minha agenda atualmente. Mas fica aqui o incentivo para que você não se prenda a um único método ou ferramenta de organização, e sim busque aquilo que esteja atendendo suas necessidades no momento. E que é super ok mudar, se aquilo não te atende mais.