Dia das mães

20 Apr 2013

Organizando-se para comprar o presente de Dia das Mães

Eu já escrevi um post sobre tipos de presentes aqui no blog, que recomendo sempre que vou falar sobre alguma data comemorativa que demande a compra de coisas novas. Para o Dia das Mães, não é diferente.

Eu sei que é uma data comercial, assim como todas as outras datas comemorativas (sei que muitas são ligadas ao catolicismo, mas mesmo essas possuem grande apelo comercial), mas eu acho importante celebrar esses dias. Para falar a verdade, eu adoro ter um motivo para celebrar! E, como vivemos sem muito tempo para encontros e festinhas, essas datas nos ajudam a organizar o calendário.

No Dia das Mães, nós costumamos comprar um presente para a minha mãe, para a minha sogra e para a minha avó. Meu marido, é claro, compra um para mim também, para entregar junto com o filhote. =)

Acredito que a melhor recomendação para quem deseja comprar algo para o Dia das Mães seja não comprar nada que seja para cuidar da casa ou que signifique mais trabalho para ela, como jogo de panelas, eletrodomésticos etc. Sei que muitas mães adorariam ganhar uma geladeira nova, ou mesmo uma batedeira (sério, eu mesma amo essas coisinhas para casa), mas o Dia das Mães não é o momento para fazer isso! Aliás, se a casa precisa de algo, não há a necessidade de esperar qualquer data especial para usar o presente como desculpa para o gasto. Por favor!

No mais, sou um pouco contra comprar presentes caros. A não ser que você realmente não tenha o menor problema com dinheiro e possa gastar sem maiores prejuízos, claro. Mas, no geral, acho que essas datas são para darmos lembrancinhas, coisas afetuosas. Especialmente no Dia das Mães, acho legal dar pequenos “mimos” para essas mulheres lindas.

Não posso contar aqui no blog quais os presentes que nós compramos, especialmente porque a nossa família lê o meu blog e não quero estragar a surpresa. Mas o que nós fazemos é justamente isso: escolher um “mimo” para cada uma, respeitando o momento que estão vivendo.

Se você gostaria de ter algumas ideias, segue uma lista com recomendações minhas:

  • Alguma peça de roupa que reflita a personalidade da sua mãe, como um lenço, uma blusa, uma bolsa. Evite dar sapatos (mesmo o número certo pode machucar) e artigos de gosto duvidoso. Se não tiver certeza, compre algo mais básico, que você já viu sua mãe usando, mas em outra cor, por exemplo.
  • Algum artigo de decoração. Vasos, quadros e esculturas sempre são boas opções, mas atente para o gosto da sua mãe, não o seu. Afinal, é na casa dela que você quer que fique o objeto.
  • Um par de ingressos para assistir uma peça muito bacana que ela já tenha comentado que queria, ou alguma que você tenha visto e que gostaria que ela assistisse. E sim, dê um par. Não, não fique triste se ela escolher ir com outra pessoa que não você! Foi presente!
  • Um par de ingressos para assistir um show muito bacana de algum artista que ela goste.
  • Um dia no spa com direito a massagem, manicure, pedicure e corte de cabelo.
  • Se você tiver um pouco mais de dinheiro, pode dar uma viagem de final de semana para algum lugar bem gostoso e que não dê muito trabalho para ela.
  • Leve-a para jantar no seu restaurante preferido. Dê flores. Peça para o músico cantar sua música preferida à mesa.
  • Um livro muito especial com a biografia de alguém que ela goste muito. Ou um livro com relato de viagem de um lugar que ela goste e sempre fica muito nostálgica quando fala a respeito.

O melhor momento para comprar definitivamente não é o sábado anterior! Você já sabe que o Dia das Mães acontece todo segundo domingo de maio, então antecipe-se. Se vir algum presente legal muito antes da data, você inclusive já pode comprar e guardar. Eu costumo comprar cerca de um mês antes mesmo.

A regra geral sem dúvida é pensar no melhor mimo possível para a sua mãe e presenteá-la dessa forma. Não tem erro. O melhor presente da sua mãe é você se lembrar dela, nesse dia. Para ser a cereja no bolo, mostre que a conhece e que se importa com ela. Isso independe de coisas materiais, mas todo mundo adora um agradinho.

08 Mar 2013

Contra o conceito da mulher multi-tarefa

Hoje é o Dia da Mulher.

Tive a ideia para este post ouvindo um bate-papo sobre dicas de gestão do tempo para mulheres, que me deixou tão frustrada que sequer guardei o link. Prometo que, se encontrar novamente, eu edito aqui no post. Mas, basicamente, o entrevistador forçava o entrevistado com perguntas como:

“Éééé não é fácil para as mulheres se organizarem com tantos afazeres, trabalho no trabalho, trabalho em casa, cuidar do maridão”
“As mulheres têm essa jornada dupla, até tripla de trabalho, têm que se organizar”
etc.

Então me bateu um estalo sobre esse tipo de conceito que vem sendo reforçado já há algum tempo. Será que a revolução feminista é somente para a mulher ter o direito de escolher trabalhar? Ou será que vai muito além? Será que a revolução feminista não é, na verdade, uma revolução de gêneros? Porque, afinal, a mulher não merece fazer jornada dupla não, minha gente. Ninguém merece. A mulher começou a trabalhar fora de casa mas, quando chega, precisa cuidar de tudo, enquanto o homem continua apenas trabalhando fora e, quando chega em casa, ainda tem a mulher “para cuidar”?

Por isso, hoje, eu, Thais, proponho que a gente comece uma campanha contra esse estereótipo da mulher multitarefa que acumula jornadas e muitas atividades. Homens e mulheres têm vidas com as mesmas atividades. Uma executiva que tem um filho significa que existe um pai desse filho também. Ele não trabalha? Ele não precisa de seis meses de licença paternidade? Ele não pode se ausentar para levar o filho ao médico? Ou ir à reunião de pais?

Toda vez que eu escuto alguém falar que as mulheres levam vantagem no mercado de trabalho “porque sabem fazer muitas coisas ao mesmo tempo”, eu considero isso um pensamento muito perigoso. Todo ser humano, independente do seu gênero, pode ser capaz de “se virar nos 30″ e fazer muitas coisas ao mesmo tempo, porque a nossa vida hoje, em plano século XXI, é maluca e cheia de informação. Não só as mulheres. Atribuir essa qualidade a uma mulher é o mesmo que dizer “continua se virando por aí que eu continuo descansando por aqui”.

No final das contas, o discurso feminista sempre bate no mesmo ponto: direito de igualdade. Somente isso.

Ninguém ajuda ninguém nas tarefas de casa. Quem mora na casa deve ajudar. É trabalho em equipe.

Não é só a mulher que tem jornada dupla ou tripla. Homens também trabalham fora, habitam casas e têm filhos.

Fico contente de estar vivendo em uma época onde há tantas pessoas engajadas nesse movimento e vendo muitas coisas mudarem. Mas ainda falta muito. Depende de todos nós, mães e pais de meninos e meninas, ou simplesmente cidadãos do mundo. Exerçamos em nossa casa, em nosso trabalho, o direito de ser seres humanos iguais.

Para de dizer que mulher é eficiente porque sabe fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
Pare de reforçar o pensamento de que mulher tem duas ou três jornadas de trabalho.
Pare de dizer que o sonho de toda mulher é constituir família e ter filhos.
Pare de dizer que rosa é de menina e azul, de menino.
Pare de dizer que menino não pode brincar de boneca, ou de comidinha, ou de casinha.
Pare de colocar as meninas da família para lavar louça enquanto os meninos estão vendo televisão.
Pare de dizer que uma mulher deve se valorizar.
Pare de dizer que é papel da mulher cuidar do marido.
Pare de dizer que lugar de mulher é na cozinha, ou no tanque.
Pare de dizer que uma mulher que foi vítima “mereceu”.
Pare de dizer que “mulher minha não faz isso”.
Pare de julgar outras mulheres pela sua liberdade sexual.
Pare de julgar uma mãe que trabalha fora.
Pare de julgar uma mulher que contrata uma faxineira.
Pare de julgar uma mulher que largou a carreira para cuidar do filho.
Pare de julgar uma mulher que fez escolhas.

Feliz Dia da Mulher.

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