Gravidez

26 Apr 2012

Mães e projetos de vida

Confesso que, quando eu me tornei mãe, não imaginava como a minha vida mudaria a partir daquele momento. Pode parecer extrema ingenuidade, mas acho que nós nunca estamos preparadas para ter filhos até que eles nasçam, por mais experientes que a gente possa ser com filhos dos outros. Ter uma pessoinha dependendo de você 24 horas por dia é trabalhoso demais e um impacto enorme na vida de qualquer mulher.

Quando eu paro para pensar em tudo o que aconteceu nos últimos três anos, fico chocada com as mudanças que aconteceram na minha vida. Foram muitas! Desde a notícia da gravidez até hoje, minha vida passou por muitas situações de extrema mudança que os apaixonados por astrologia atribuirão ao retorno de Saturno. Outra mudança nesse sentido foi ter mudado meu nome quando me casei, o que alterou a numerologia também, mas foi proposital, e é incrível como tudo se encaixa e agora as coisas estão começando a entrar nos eixos depois desse período que pareceu um furacão.

No dia em que fiz o teste de gravidez, estava completando um mês que eu tinha deixado meu último emprego para trabalhar em casa e nós não podíamos acreditar na coincidência. Uma felicidade tremenda tomou conta de mim, como eu nunca havia sentido antes, e naquele dia eu fui assistir ao show da banda do meu marido me sentindo a mulher mais bonita do mundo.

Quando nosso filho nasceu, resolvi me dedicar totalmente a ele porque fiquei extremamente cansada e sem forças para fazer qualquer outra coisa. Tive complicações na gravidez que se estenderam até depois do nascimento e eu demorei para me recuperar. Frequentemente recebo aqui no blog comentários de mães com bebês de um, dois, três meses me perguntando como fazer para organizar a casa, e eu sempre respondo: “gente, por favor, você tem um bebê recém-nascido em casa, esqueça o resto!”, porque me lembro dessa fase com o meu filho e a única coisa que eu conseguia fazer era realmente descansar sempre que podia. Eu estava extremamente voltada para os cuidados com ele e até criei um blog sobre o método da Encantadora de Bebês, pois estava dando tão certo conosco que eu precisava compartilhar o que estava vivenciando. Eu não sei como teria sido se eu não tivesse aprendido a importância de ter uma rotina com o bebê desde o dia em que ele nasceu.

Um projeto que deixei de lado foi estudar para concursos públicos. Quando engravidei e estava trabalhando em casa, achei que conseguiria aproveitar esse tempo para estudar bastante, mas em poucos meses precisei deixar tudo de lado. Quando recebi uma nova proposta de trabalho, e meu filho tinha oito meses de idade, eu aceitei porque eu sentia muita falta de trabalhar fora de casa. Ficar em casa estava me deixando um pouco deprimida, até, porque eu tinha deixado a minha carreira de lado. Era bom poder ficar com o nosso filho, mas eu sentia falta daquilo que sempre tinha sido a minha vida. E, assim, eu voltei a trabalhar em uma agência. Era perto de casa (ia e voltava a pé) e eu não ficava muito tempo longe do meu filho, mas foi um duro período de adaptação.

Em menos de um ano, eu não só voltei a trabalhar fora depois de ter um filho, como dei um up aqui no blog (atualizar todos os dias não é fácil, meninas!), comecei a minha pós-graduação e mudamos de cidade em decorrência de um novo emprego! Ou seja, foram muitas mudanças em pouquíssimo tempo e só aos poucos a nossa ficha vai caindo com relação a tudo.

Hoje, quando eu paro para pensar, acho que perdi muito tempo na vida com projetos bobocas que não tinham absolutamente nada a ver com meus objetivos de longo prazo, e isso pode ter feito diferença nessa vontade de querer fazer muito de uma só vez. Por exemplo, eu deveria ter feito a minha pós-graduação antes de engravidar. Poderia ter feito um intercâmbio também. Mas ao mesmo tempo eu penso que, se não fiz essas coisas, foi porque não tive a oportunidade mesmo, nem tempo (trabalhei três anos em dois empregos que me mantinham até bem tarde na empresa). As coisas acontecem quando a gente faz acontecer mesmo, e a gente só faz acontecer quando é prioridade e tem planejamento. Demorei para entender isso de verdade, mas agora me sinto nos eixos.

Na semana retrasada, meu filho completou dois anos de vida. Ele passou do estágio bebê para criança e a melhor decisão que eu tomei foi a de ter mudado para passar mais tempo com ele. Todo o meu dia, minha semana e minha vida foram adequados para que eu possa passar com ele o melhor tempo possível, mesmo com tantas atividades. Mas é uma luta diária, pois sempre recebo convites e ideias para projetos que envolvem finais de semana e tenho que ficar “ai, desculpa, queria muito poder participar, mas vou ficar com o filhote” etc. Eu não abro mão disso. Mas acho que isso é coisa pela qual todas as mães passam.

Porque, no final das contas, o que é importante na nossa vida? Cada um tem as suas prioridades. Toda mãe e todo pai precisam se lembrar que são responsáveis pela formação de um novo ser humano, e que isso envolve carinho, atenção, não só matricular nas melhores escolas e em dezenas de cursos extra-curriculares. Acima de tudo, envolve respeito, disponibilidade e exemplo. Quando eu recebi aquela primeira proposta de emprego depois que ele nasceu, eu me perguntei: “que tipo de mãe eu quero ser para o meu filho? Que exemplo eu quero dar a ele?”. E a minha resposta foi: quero ser uma mãe que tem vida própria também, mas nunca, nunquinha, deixando de ficar com ele para fazer coisas menos importantes. E a conclusão é que isso é uma resposta para qualquer situação, independente de trabalhar fora de casa ou me dedicar exclusivamente aos cuidados com ele.

Mães que trabalham em casa (e incluo aqui tanto o trabalho formal, assalariado, ou remunerado, quanto o trabalho de cuidar da casa e dos filhos) podem e devem ter vida própria da mesma forma. Eu não consegui fazer isso porque prefiro trabalhar fora – faz parte de quem eu sou. O que eu quero dizer é que a responsabilidade por ter vida própria vai de cada uma de nós. Não é porque você trabalha em casa que não pode ter isso. A vida é cheia de possibilidades e o trabalho é só uma delas.

Escrevi esse texto enorme apenas para dizer que precisamos tomar o controle da nossa vida, independente de trabalharmos fora ou não, independente de termos um ou sete filhos, independente de sermos casadas ou solteiras. Ter um ou mais filhos deixa a nossa vida trabalhosa, mas continua sendo vida. Se não fizermos um esforço para alcançar nossos objetivos, ninguém fará por nós. O negócio é deixar a desculpite de lado, traçar planos e pôr a mão na massa.

Boa sorte.

03 Aug 2011

Como organizar a chegada do bebê

Imagem: Getty Images

Este é um guia para mães e pais que estão aguardando a chegada do bebê e querem se organizar o máximo possível.

Eu preciso dizer uma coisa importante: apesar de vocês se organizarem direitinho, a chegada do bebê transforma radicalmente a rotina de uma casa e é muito provável que vocês abram mão de muitos pormenores envolvendo a organização. As dicas que eu darei aqui são baseadas em minha própria experiência e eu espero que ajudem, mas eu realmente peço para que vocês não queiram seguir tudo a risca, pois dependerá muito desse bebezinho que vem chegando por aí.

Os bebês, quando nascem, fazem só três coisas: mamam, dormem e fazem cocô. Não existem períodos de atividade muito extensos, especialmente nas duas primeiras semanas. As atividades de vocês, no entanto, triplicam. Eu sei que existem infinitos modelos de famílias, mas como não posso falar por todos, focarei em uma família que seja composta por pai, mãe, bebê e algumas pessoas que possam ajudar ocasionalmente.

Fica a cargo da mãe:

Descansar tanto quanto puder, pois o bebê dorme bastante, mas acorda com muita frequência, especialmente à noite. Não espere dormir mais de 3h seguidas no começo, pois você tem 99% de chances de não conseguir. Logo, você precisará aprender a dormir em curtos espaços de tempo. Isso foi complicado para mim, pois eu demoro para pegar no sono (mesmo exausta) e, quando dormia, meu filho acordava. Para não ficar com dor de cabeça, eu praticamente não dormia. Eu deveria ao menos ter ficado deitada, e não inventando de fazer coisas para lá e para cá, pois é cansativo.

Se alimentar direito, pois a alimentação do bebê depende da alimentação da mãe. E demanda muito! Para se ter uma ideia, eu emagreci 10kg na primeira semana após o parto e fiquei com anemia profunda. Precisa se cuidar! Vou falar mais para a frente como organizar a questão da alimentação para vocês não se preocuparem com isso.

Amamentar o bebê.

Cuidar do bebê.

Fica a cargo do pai:

– Aproveitar os poucos dias de licença-maternidade para descansar junto com a mãe, pois o bebê acorda ambos. Se você tiver a sorte de trabalhar em casa ou ter tirado férias, melhor para vocês.

Cuidar do bebê. A única coisa que o pai não pode fazer é amamentar, mas trocar fralda, dar banho, cantar e colocar para dormir, sim. Inclusive durante a madrugada, só para constar.

Deixar a esposa descansar, pois a amamentação cobra muitas energias dela.

Veja algumas dicas para organizar todas as atividades relacionadas ao bebê e à casa no geral:

Amamentação

– Até a primeira consulta com o pediatra, o bebê precisa mamar bastante, o máximo que você puder aguentar. Mamar de 2 em 2h é um intervalo ok. Algumas mães defendem a livre-demanda, que basicamente significa deixar o bebê mamando o tempo todo que ele quiser, mas geralmente ficamos tão cansadas na primeira semana que isso só torna tudo mais exaustivo. Se você se der bem com a livre-demanda, melhor! Se não, de 2 em 2h está ok. O que é importante saber: estabeleça bem a amamentação. Quando o bebê estiver mamando direitinho e ganhando peso, ele começará a espaçar as mamadas naturalmente, com o passar do tempo. Eu sei que na primeira semana é muito cansativo, mas tenha perspectiva. Seu bebê precisa de você e tudo melhora aos poucos.

– Como o bebê é muito novinho e não sabe ainda sugar o leite, as mamadas serão mais demoradinhas (cerca de 1h). Tente amamentar sempre em algum lugar calmo e longe de outras pessoas. A amamentação é um processo interativo entre a mãe e o bebê – você também precisa prestar atenção. É fundamental acertar a pega do bebê no seio, para que eles não doam tanto, e também para que ele consiga mamar efetivamente. O que é importante saber: você pode amamentar deitada, para descansar melhor. Só atente para a segurança da cama.

– Como você pode organizar a amamentação? Deixando sempre em mãos o que você precisará durante as mamadas. Eu deixava sempre um pano de boca limpinho e uma garrafinha de água cheia, porque dá muita sede (descomunal mesmo).

– Na primeira semana, especialmente se você fizer cesárea, é fundamental ter a ajuda de alguém para que você possa descansar. Assim, quando o seu leite começar a descer, tire-o com a bombinha e deixe estocado para alguém amamentar seu bebê alguma vez durante o dia, enquanto você dorme. Se alguém puder amamentá-lo durante a noite, aí você descansará bem. O descanso é importante para a produção de leite. O papai pode dar essa mamadeira para participar também da alimentação do bebê. O que é importante saber: se você pretende voltar a trabalhar em alguns meses, acostumá-lo com a mamadeira é fundamental. Há bebês que não pegam a mamadeira depois e as mães ficam desesperadas. A sugestão da Encantadora de Bebês (apelido da inglesa Tracy Hogg, especialista em cuidados com bebês) é dar essa mamadeira à noite, de preferência pelo pai do bebê, para que ele também participe. Você fica com uma mamada de descanso. No entanto, se você não pretende voltar a trabalhar e não quer correr o risco de desmamar o bebê precocemente, melhor não dar a mamadeira.

– Depois da primeira consulta com o pediatra (geralmente quando o bebê tem 1 semana de vida), você saberá se ele está ganhando peso corretamente ou não. Se estiver, poderá se organizar melhor e passar para uma rotina de 2,5hx2,5h na segunda semana e de 3hx3h a partir da terceira semana, sempre respeitando o ritmo do bebê. O que é importante saber: se a amamentação estiver bem estabelecida, você pode começar a diferenciar os choros do bebê, pois nem sempre choro significa fome. Até lá, encare todo choro como fome ou sono, para não correr o risco de deixá-lo sem leite o suficiente.

– Se por algum motivo seu bebê precisar tomar leite artificial, aproveite para dividir as tarefas com o pai do bebê, sua mãe ou alguma outra pessoa disposta a ajudar. Uma mamada que você descanse já faz muita diferença na sua recuperação. Vocês podem revezar para que tanto mãe quanto pai descansem algumas horas.

Se estiver dando leite artificial, deixe tudo pronto para a madrugada ser mais tranquila: mamadeiras limpas e esterelizadas, panos de boca, água quente na garrafa térmica e porções do leite em pó separadas. Isso fez uma diferença tremenda aqui em casa, além de ser mais ágil e não deixar que o bebê desperte de vez por esperar tanto tempo.

Atividades

– Pela manhã e no final da tarde, leve seu bebê a algum lugar ao ar livre, para que ele tome um solzinho e ar fresco.

– Quando ele começar a fazer bastante cocô, é bom dar dois banhos por dia – um de manhã e outro no começo da noite. O segredo é ter tudo em mãos antes de começar: toalha, fralda limpa, roupa, pomada, escova, frascos abertos e o que mais você quiser usar. Deixe para limpar e guardar tudo somente depois que o bebê dormir.

Para a troca de fraldas, mesma coisa: mantenha tudo à mão. Trocador livre de tralhas, estoque de fraldas limpas, garrafa térmica com água quente, pote com bastante algodão. Eu comecei a usar lenços umedecidos somente quando ele tinha 1 mês de idade, mas mesmo assim fiz um teste para ver se ele não tinha nenhuma reação alérgica. Não teve, então passei a usar.

Sono

– Seu bebê não sabe o que é um dia de 24h, mas você pode ir ensinando-o o que é dia e o que é noite. Escureceu, é hora de dormir. Inicie o ritual do sono quando anoitece (por volta das 18h), dando banho, amamentando-o e colocando-o no berço. Deixe-o acordar quando estiver com fome (a não ser por recomendação médica de acordar em intervalos regulares). Quando ele acordar, não acenda a luz nem tire-o do quarto. Dê de mamar ali mesmo, no máximo com a luz de um abajour. Só troque a fralda se tiver feito cocô. Não estimule o bebê. Beije, dê carinho, mas não seja divertida(o). E coloque-o novamente para dormir.

Não o deixe dormir mais de 2h por soneca durante o dia. Essa é uma das diferenças do dia para a noite: de dia, você o acorda. De noite, não.

Estabeleça um ritual do sono fazendo todos os dias as mesmas coisas antes de colocá-lo para dormir, pois assim ele passará a associar esse momento à hora de dormir.

– Se seu bebê não dorme, provavelmente está com fome, na primeira semana. Bebês satisfeitos dormem rápido. Sim, é difícil e cansativo, mas passa rápido.

Durmam quando ele dormir. Só assim vocês conseguirão descansar.

Outras coisas

Quando se sentirem bem dispostos, deixem tudo limpinho: quarto, berço, mamadeiras. Não se preocupe com a casa inteira agora – somente com o que for relacionado a vocês e ao bebê. Todo o resto pode esperar. Se você puder ter uma empregada, ótimo para você! Facilitará muito no início.

– Usem os momentos de boa disposição do dia para ir colocando ordem em tudo. Se estiverem cansados, não façam nada – só descansem. Mesmo um de vocês trabalha em casa, respeite o resguardo. Passa rápido. Isso vale especialmente para a mãe, que ainda se recupera fisicamente do parto.

– Tenham na agenda as datas de vacinação e das consultas no pediatra.

– Mantenham uma pasta com todos os documentos necessários para quando forem em consultas médicas. Isso inclui exames. Uma pasta com divisórias é a melhor opção.

– Organizem o horário de visitas para que a sua casa não vire uma bagunça – nem sua vida. Peça para alguém tomar conta disso para você. Eu preferi não receber muitas visitas no início e foi a melhor coisa que aconteceu. Galera geral precisa entender que o bebê ainda é muito novo para tanta agitação e que todos terão a vida inteira para visitá-lo. Você perceberá como muitas visitas deixam o bebê agitado porque ele vai chorar e ter dificuldades para dormir.

– Procurem revezar nas atividades. Por exemplo, a mãe amamenta o bebê, então o pai pode dormir enquanto isso e, quando ela acabar, ela pode descansar enquanto o pai troca a fralda e o coloca para dormir. É importante o pai fazer o máximo possível pois a mãe ainda está muito debilitada fisicamente com a recuperação do parto, as dores nos seios, a falta de energia demandada da amamentação e a queda dos hormônios, que podem gerar (e geralmente geram) uma depressão pós-parto.

A importância da ajuda

O fundamental desse começo é vocês terem ajuda. É muito trabalho mesmo para duas pessoas. Conversem com quem vai ajudar vocês antes do parto, para não se preocupar depois. O que essa(s) pessoa(s) pode(m) fazer por você:

– preparar a comida
– lavar suas roupas e as do bebê
– trocar as lixeiras
– limpar a casa
– trocar as fraldas
– dar banho no bebê

Se você for se virar sozinha (ou no máximo com o seu marido), seguem mais dicas:

– Deixem porções de comida congeladas no freezer para pelo menos as duas primeiras semanas. Acredite: vocês não terão tempo – nem pique – para cozinhar. Façam isso ainda durante a gravidez.

Comprem roupas a mais quando fizerem o enxoval, para precisarem lavar menos vezes. Roupas para o bebê e para a mãe também (você pode sujar calças e calcinhas de sangue, vai vazar leite e molhar a blusa etc.)

Tenham estoque de tudo para as primeiras duas semanas, no mínimo. Isso vale para fraldas, itens do bebê, comida, roupas, cosméticos seus e outros itens da despensa.

Quando meu filho nasceu, eu achei que poderia cuidar da casa enquanto ele dormia, por exemplo. Pura ilusão. Precisei ficar de cama a maior parte do tempo (resquícios da pré-eclâmpsia e a anemia profunda que me pegou) e não conseguia ter forças nem para amamentar direito. Foi uma época muito difícil, mas me ensinou que não tenho controle de nada na minha vida. Tudo depende das circunstâncias e da nossa disposição física e mental. Quando chegamos a um extremo assim, não dá para pensar em mais nada que não seja essencial. Portanto, quando o seu filho nascer, lembre-se do que eu falei: atenha-se ao realmente necessário. Todo o resto pode esperar. Mesmo. Questão de sobrevivência. Foque no bem-estar do filhote e no de vocês, para só depois, aos poucos, ir estabelecendo uma rotina e voltando a cuidar dos outros afazeres.

Boa sorte.

27 Jul 2011

Como decorar o quarto do bebê

Foto do quarto do meu filho (arquivo pessoal)

Há dois anos, quando descobri que estava grávida, eu mergulhei no universo materno para conseguir decorar o quarto do nosso filho. O resultado foi uma parede com o passarinho do Twitter, muito azul, verde, marrom e branco. Agora, estou planejando o futuro quarto dele (confira o Especial – Mudanças) e pensando novamente sobre o assunto. Confira algumas dicas que eu já havia publicado no Portal da Maternidade para ajudar você a decorar o quartinho do seu filhote:

Escolha uma cor predominante

De preferência, a sua cor preferida. Se você vai ter uma menina, será que precisa ser rosa, mesmo você preferindo laranja, por exemplo? Dá para usar qualquer cor. Esqueça o velho clichê de rosa para menina e azul para menino. Dá para fazer combinações lindas usando quaisquer cores. Escolha a cor principal e já terá um guia. Dica: escolha uma cor que já tenha predomínio em outras áreas da casa.

Exemplo de quarto azul para menina.

Escolha as outras cores

Não é preciso ser uma expert em artes ou decoração para combinar cores. Um esquema que dá muito certo é o seguinte: ter uma cor principal, que norteará a decoração (você já escolheu acima); duas cores neutras que geralmente guiarão os móveis, mas fuja do combinandinho (branco, marrom, preto, bege, prata, cinza etc); uma cor pastel relacionada à cor principal (rosinha para pink, azul calcinha para turquesa, ou verde limão pastel para turquesa, azul calcinha para vermelho, amarelo para laranja etc); e uma outra cor forte contrastando com a cor principal. Difícil?

(daqui) -> veja o link, é interessante

Suponhamos que a sua cor principal seja o vermelho. As cores pastéis que vão bem são as cores ao lado: rosinha e salmão, por exemplo. A cor forte que contrasta é o verde. Certo? Sim, mas nada impede que você brinque com as cores. Você pode usar um verde pastel com o vermelho também.

Berço vermelho (cor guia vista também no móbile), branco (cor neutra),
amarelo (cor fraca secundária) e verde bandeira + turquesa (cores fortes contrastantes).
Azul (cor principal), verde limão pastel + azul pastel (cores secundárias),
marrom + branco (cores neutras) e laranja (cor contrastante).

Não use as cores fortes em excesso

Escolha poucos itens, talvez os que você queira destacar, ou mesmo pequenos detalhes. Um bichinho de pelúcia, um abajour, um detalhe em um quadro, uma almofada. Se quiser pintar algo grande em uma cor forte (o berço, por exemplo), pegue leve no restante.

Use mais as cores neutras e fracas (pastéis)

Paredes, tapetes, cortinas, roupa de cama.

Definida a primeira cor, já comece a garimpar

Desde o começo da gravidez. Se você deixar para começar a decoração lá na frente, vai ter que se sujeitar aos artigos de sempre comprados nas lojas de bebês. Garimpe! Em seus passeios, vá ao shopping, em lojas de decoração, em feiras de antiguidades, em lojas de arte, em feiras de artesanato. Leia blogs, sites e revistas de decoração, quando tiver um tempo. Isso lhe dará uma informação enorme de decoração e ideias ótimas.

Compre somente itens pelos quais se apaixonar

Nada de ir ao Brás e comprar uma infinidade de coisas só porque são baratas. Fuja da quantidade e preze pela qualidade. Tenha a sua cartela de cores em mente quando for em lugares assim para comprar bastante coisa. De nada adianta ver um cobertor rosa e vermelho lindo se está usando lilás na decoração. É esse tipo de detalhe que faz diferença entre um quarto lindo e um quarto qualquer, bagunçado, desordenado. E compre somente aquelas coisas que vir e disser: “é lindo, precisamos comprar um desses!”. Nada de toalhas “porque estavam tão baratinhas” ou um kit berço que foi presente, se não tem nada a ver com o restante do quarto.

Fuja do óbvio

Border, móveis brancos, cores pastéis em demasia, formato berço + guarda-roupa + poltrona de amamentação. Como se foge do óbvio? Garimpando antes, com calma, em vez de deixar tudo para a última hora.

Não procure só em lojas de bebês

Vá por último nessas lojas! Como eu disse acima, frequente lugares diferentes. Se você fizer direitinho, deixará pouca coisa para ser comprada nas lojas específicas para quartos de bebês. Geralmente, do berço não dá para fugir. Apesar de berços comprados em lojas de antiguidades serem lindos, preze sempre pela segurança do bebê.

Customize

Você sempre pode pintar um berço branco de outra cor, contanto que faça isso meses antes de o bebê nascer (por causa do cheiro forte da tinta). Não fique de mimimi porque só existem berços brancos. Você também pode encapar caixas com um papel lindo que encontrou em suas andanças. Ou pedir para a sua mãe habilidosa para costurar a capa do trocador, ou fazer a cortina. Não pense só em comprar itens prontos. Muita coisa pode ser feita! Caixas pintadas, kit higiene, roupa de cama, bichinhos de pano, enfeites diversos de decoração. Na internet há um passo-a-passo para cada coisa que você quiser fazer.

Cuidado com “temas”

Escolher um tema para um quarto é chato e a coisa mais óbvia que existe. É claro que você pode ter, lá na sua cabeça, um tema para nortear algumas aquisições. Mas temas tipo “Princesas Disney”, “Moranguinho”, “Carrinhos”, “Trenzinhos”, “Safári” são chatos, clichês e fogem do original. É claro que você pode utilizar um tema, mas não caia na armadilha da decoração fácil, deixando o quarto do seu filho tão genérico e sem personalidade que qualquer bebê poderia viver ali. Tenha o tema mas vá além – não se prenda às ideias das lojas para bebês. Quer fazer safári? Comece pensando em cores diferentes, estampas, bichinhos comprados em outro lugares, e não no velho bege, verde, marrom, laranja, leões, girafas, hipopótamos bordados… zzz…

Foque nas funções que o quarto precisa ter

Um lugar para amamentar, um lugar para o bebê dormir, um lugar para trocá-lo. Não coloque a decoração acimas dessas necessidades, pois além de lindo o quarto também precisa ser funcional.

Não pense só no recém-nascido

Pense também no bebê que seu filho se tornará daqui a poucos meses. Um bebê que engatinha terá espaço nesse quarto? E brinquedos? Se encontrar um brinquedo super fofo, mas que só será usado quando ele tiver uns 8 meses, compre mesmo assim! Ele vai usar e você já deixa no quarto, dando personalidade. O mesmo serve para livros. Atente também para a segurança do quarto. Pense em tudo desde já, ou deixe margem para as modificações (um portãozinho na escada, grades nas janelas etc).

Fique dentro das suas necessidades

E espaço. Não adianta querer entulhar um quarto pequeno de móveis se você não tem espaço para tanto. Procure soluções proporcionais ao que vocês tem. Também não saia comprando desenfreadamente se você pode utilizar itens que já tem em casa. Aquela poltrona linda, sem uso, não pode servir de poltrona de amamentação? Claro que pode! Faça compras em casa também e descobrirá o quanto você já tem. Esqueça aquelas listas enormes de enxoval – na verdade, utilize-as somente como guia, jamais como regra. Não compre algo que seja bonito mas que não caberá ou não ficará bem no quarto. Esqueça. Existem milhares de opções e você encontrará outra mais adequada.

E, por último: fuja das regras! Ignore tudo o que eu falei acima e siga seu coração, pois o quartinho do seu filho deve ter a cara de vocês, única e exclusivamente. As dicas acima são somente uma orientação. Tenho certeza que você já tem muitas ideias e não vê a hora de colocar a mão na massa! Só espero que a minha experiência possa te nortear um pouco.

Você já passou por isso? Já decorou o quarto do bebê? Deixe mais dicas nos comentários!

18 Feb 2010

Dicas definitivas para economizar na compra do enxoval do bebê

>Está montando o enxoval para a chegada do bebê? Confira as dicas:

Coisas de banho:

* A banheira é um artigo extremamente necessário, mas compre uma banheira simples (custa por volta dos R$25,00) e utilize em cima da cama, enquanto o bebê for pequenininho. O que acontece é que, quando ele começar a crescer, você colocará a banheira no chão do box e ele vai curtir a água do chuveiro caindo na “piscininha”. Se quiser investir em algo melhor, ou for ganhar de alguém, peça o modelo com suporte (suas costas agradecem) ou, melhor ainda, com trocador em cima. Mas descarte este último caso já disponha de algum lugar onde trocar o bebê. Se você não tiver uma cômoda para isso ou não quiser trocar em cima da cama, pode ser prático. Para economizar: vá na simples.

* Redinha ou suporte de plástico para colocar dentro da banheira, para manter o bebê mais firme. É útil, mas não é necessário. Se precisa economizar, esqueça que existe.

* Cesto de toilette. Jamais compre aqueles caros, vendidos em lojas. Arranje uma cesta de plástico e coloque tudo dentro. Não complique. Garrafa térmica, você já deve ter. Se não tiver, compre uma pequena. Sai mais barato que comprar a do kit. Os cotonetes já são vendidos em potinhos. Arranje um outro pote para colocar o algodão, se achar que assim fica mais prático do que deixar a embalagem ali em cima. As lojas de 1,99 vendem isso aos montes. Se quiser ir na loja específica, compre no site da Coza.

* Nenhum termômetro para banho é melhor que o seu cotovelo. No entanto, se fizer questão, escolha um daqueles que parecem brinquedo e peça de presente no chá de bebê. Pelo menos você não gastará com isso.

* Toalha fralda. Precisa. Compre umas 3 ou 4. O que acontece é que o bebê, quando é novinho, não pode ser enxugado com aquelas toalhas normais, porque a pele é muito fininha. Existem umas toalhas com forro de pano de fralda, e é só pedir nas lojas de enxoval que as atendentes já sabem do que se trata. Isso é necessário sim ter. Se elas tiverem capuz, melhor ainda, porque protegem ainda mais o bebê da friagem. Existem ainda modelos cujo forro pode ser removido mais tarde, e você continuará com as toalhas quando seu bebê estiver maiorzinho. Por que 3 ou 4? Porque elas podem se sujar facilmente e também podem estragar fácil, e tudo o que você não quer é uma complicação a mais enquanto se adapta ao seu bebezinho.

* Trocador, aquele colchonete plastificado para trocar o bebê, é extremamente necessário. Ok, você pode trocá-lo em cima da sua cama, sobre uma toalha, mas e se ele fizer xixi? Adeus edredon. Dá para achar por menos de 10,00.

* Considere a compra de um balde transparente e de plástico firme para dar banhos noturnos nos bebês. Eles adoram, porque ficam na posição em que ficavam no útero. Além do que, você pode colocar o balde sobre uma cadeira e dar banho nele sentada. Se você pesquisar vídeos no YouTube, vai ver como parece compensar, porque os bebês relaxam e aí você já sabe, dormem mais fácil. Procure por “tummy tub”.

* Bichinhos de banho. Todo bebê adora. Típico presente de chá de bebê.

Coisas de higiene:

* Aqui é a parte que você vai gastar mais, mas tente abstrair e pensar que muita coisa pode ser pedida no chá de bebê. Cada produto é barato, mas juntando tudo fica uma fortuna. Então, quanto mais você ganhar, melhor. Deixe para comprar o que falta depois do seu chá de bebê. Não compre nada antes.

* Caixa de cotonetes, pode pedir à vontade. Usa bastante para limpar as partezinhas mais difíceis do bebê, especialmente o umbigo, nos primeiros dias. Peça já naqueles potes, pra ficar mais prático.

* Colônia é o tipo de coisa que é uma delícia de ter, porque o bebê fica cheiroso, mas pegue leve na pele dele no começo, para não dar alergia. O ideal é usar nas roupinhas, no carrinho, no berço… mas peça sim no chá de bebê! Escolha duas que você goste e peça. Depois, quando acabar, você compra de outros aromas.

* O conjunto de manicure completo não é necessário. Compre só o cortador de unha. Se pedir no chá de bebê, peça o kit com trim, lixa e tesourinha, porque as pessoas gostam de dar presentes melhorzinhos.

* Creme para assaduras é indispensável. Como esses cremes custam de R$10,00 a R$20,00, é legal pedir no chá de bebê. Hipoglós é o mais popular, mas muitas mães recomendam o Dermodex Prevent (que é mais caro). Eu recomendo que você peça um tubo de cada no chá de bebê, porque 1) você pode detestar o cheiro e 2) pode dar alergia, então nunca escolha uma marca só.

* Conjuntinho de pente e escova é o típico presentinho de chá de bebê. Apesar de ser baratinho, não precisa pensar em gastar com isso, a não ser que você não ganhe no chá.

* Fita crepe só é necessária se você usar fraldas de pano. Como hoje em dia dificilmente alguém usa, nem precisa colocar na lista.

* Loção higienizante não é necessária, também. No começo, você usará muito algodão + água para limpar o bebê, pois é o menos agressivo e mais eficiente. Com o passar do tempo, você usará lenços umedecidos.

* Massageador de gengiva: não precisa. Peça um mordedor no chá de bebê. Os dentinhos começam a nascer só depois, mas é sempre bom o bebê ter algo apropriado para levar à boca (e ele vai levar o que estiver à mão).

* Óleo só é bom se você quiser fazer massagens no bebê, o que eu considero uma prática muito bacana e espero conseguir manter essa rotina (he). Mas peça no chá. Eles custam de R$8,00 a R$15,00 e é sempre melhor ganhar, right? Se você não tem certeza se vai mesmo usar, peça somente um vidrinho. Se for empolgada como eu e já estiver lendo livros sobre shantala, peça logo 3.

* Fraldas descartáveis. Chegamos ao ponto crucial da nossa jornada. Muita gente faz chá de fraldas ou começa a estocar desde o início da gravidez, por achar que assim está fazendo uma economia enorme. Mas o perigo disso é que é extremamente comum os bebês terem alergia a determinadas marcas. Imagine você com 150 pacotes da Pampers Total Confort e o seu bebê se empipocar todo com a primeira RN no hospital. Então, minhas dicas são as seguintes: 1) compre (e peça) sempre de duas marcas diferentes. A Pampers Total Confort é recomendada por todo mundo como a melhor, mas a Turma da Mônica Soft Touch também está logo ali; 2) compre as fraldas em lojas que permitam a troca por fraldas de outra marca depois que o bebê nascer. Algumas lojas, como a Alô Bebê, permitem essa troca, pois sabem desse problema das alergias. Informe-se. Quanto ao tamanho das fraldas, você vai ouvir todas as opiniões possíveis. Compre você mesma uns 3 pacotes de RN, porque no saco da Pampers, vai até 4,5kg, então é provável que, ao menos na maternidade, você acabe usando. Se for necessário, você pede para alguém comprar mais. Compre bastante P e mais M, mas não exagere mesmo assim. O ideal é ter um m?
?nimo e depois ir complementando, se precisar. Não peça só fraldas P porque você corre o risco de ter um estoque enorme encalhado quando seu filho estiver usando só M. P se usa até os 6kg, então faça as contas. Um bebê troca, em média, 8 vezes de fralda por dia. Compre o equivalente a 2 meses de cada tamanho. Lembre-se também que, se você comprar em lojas onde é permitida a troca, você não perde por causa do tamanho.

* Algodão, peça muitos pacotes. Você vai usar como se não houvesse amanhã. Sabe aqueles pacotes enormes com bolinhas de algodão. Peça sem medo uns 10 daqueles. Nunca é demais.

* Lenços umedecidos você não vai usar muito no começo, pois agride a pele fininha do bebê. Porém, é bom ter, porque num piscar de olhos seu bebê já vai precisar de algo melhor que algodão + água pra limpar o cocô. E daí usa MUITO. Peça no chá. De 3 a 5 potes está ok. Você irá aproveitar bastante quando sair com o seu bebê e precisar colocar tudo na bolsa.

* Sabonete, prefira os neutros, glicerinados. Não arrisque tacar um monte de química no seu filho ainda novinho. Imagine a profusão de alergias. Peça un 5 ou 6 no chá de bebê. São baratinhos e você pode ter a sorte de alguém fazer uma caixinha fofa e presentear vocês com todos de uma vez. As pessoas gostam desse tipo de coisa, então não se preocupe em pedir.

* Você vai precisar de pelo menos uma saboneteira, claro. Você pode comprar qualquer uma na loja de R$1,99 ou pedir uma cheia de frescuras no chá.

* Talco não é necessário e é até mesmo considerado perigoso. Guarde seu dinheiro para o que realmente precisa (e seus pedidos no chá de bebê também, para não correr o risco de só ganhar o que não for de muita utilidade).

* Considere a compra de um pote de álcool anti-séptico para deixar perto do berço ou na pia do banheiro. Você vai receber muitas visitas quando ele nascer, e é melhor ser desagradável a ponto de pedir para fulano limpar a mão do que correr o risco do seu bebê pegar qualquer infecção por causa das bactérias e sujeiras trazidas da rua.

* Shampoo, peça 2 ou 3 no chá, da sua marca preferida.

Coisas para passear:

* Bebê conforto. Se você não tiver carro, não precisa. Se tiver, é necessário por lei. Preste atenção antes de comprar o mais barato. Nesse caso, segurança é essencial e existe muita porcaria por aí. Verifique se foi testado pelo InMetro, se a assistência técnica é boa etc. Como ela serve somente no primeiro ano do bebê, é uma bopa conseguir emprestado e, depois, comprar logo a cadeirinha para bebês maiores, que servirá mais tempo.

* Carrinho sempre vai precisar. Algumas pessoas precisam mais, outras menos, mas sempre é útil, mesmo virando um trambolho depois. Não se iluda achando que pode levar seu bebê no colo para todo passeio que quiser. Você vai cansar e ele também, e é ótimo ter um lugarzinho seguro onde você possa colocá-lo pra dormir. Isso inclui passeios na casa dos avós, titias, amigos etc. Enfim, o carrinho é útil mesmo em casa. Escolha aqueles que viram berço, ou seja, reclinam totalmente. Os carrinhos de passeio não reclinam assim e só podem ser usados por bebês maiores, que tenham o corpo mais durinho etc. Se você anda bastante a pé, compre um carrinho estruturado, leve e que não vá empacar no meio da rua. Nem sempre os mais baratos são os melhores. Aqui é onde você vai acabar gastando um pouquinho a mais do que o esperado. É o presente perfeito para pedir para os vovós, caso eles se ofereçam para comprar. Não fique tímida. Todo mundo sabe como você precisa economizar nesse momento.

* Colchonete para carrinho é uma coisa ótima, pois deixa o bebê mais confortável. Eles são de tamanho padrão então é um bom pedido para o chá de bebê, pois não importa qual o modelo do carrinho que você ainda pense em comprar.

* Existem outros acessórios para usar no carrinho e você pode pedir no chá de bebê se quiser, mas não gaste dinheiro com eles. São coisas como: encosto para a cabeça, lençol e coisas do tipo. Sempre dá pra improvisar com outros itens que você já tenha, então não se preocupe. A única coisa que é boa de ter é o travesseirinho. Compre (ou peça) o anti-alérgico e que tenha furinhos, pois são anti-sufocantes.

* Moisés, não precisa. Se você tiver o bebê conforto, ele pode ser usado com a mesma finalidade. Se não tiver, você usará o carrinho ou colocará o bebê na cama, cercado de travesseiros. Não gaste dinheiro com isso, é besteira.

* Sacola de bebê, depende. Geralmente essas sacolas são mais caras só porque são de bebê. Se você ganhar de alguém, ótimo. Se não, pense bem, pesquise, veja se compensa. Por que as sacolas são legais? Porque elas vêm com trocador portátil, diversos compartimentos, e algumas delas são térmicas (ótimas pra levar mamadeiras e papinhas futuramente). Se você achar que a questão térmica é desnecessária (sempre se pode comprar uma frasqueira menor e mais barata depois, se for necessário), compre uma sacola grande normal ou mesmo uma mochila (depende do que combina mais com você), e coloque tudo dentro. Mesmo trocadores avulsos você pode comprar em lojas de enxoval por R$10,00 a R$20,00. Uma sacola de bebê custa, em média, R$40,00. Veja aí. Se encontrar uma boa promoção, pode ser que compense. Mas tenha em mente as opções.

* Você vai precisar de uma mala para levar suas roupas para a maternidade, e outra para as roupas do bebê. Não precisa comprar uma mala só pra isso. Para você, leve em uma sacola normal de viagem. As coisas do bebê também, se não couberem na sacola dele.

* Como eu disse acima, futuramente você pode precisar de uma frasqueira térmica para levar papinhas e mamadeira. No começo, você vai amamentar seu bebê só com o leite do peito, então isso não será necessário. Mas pode ser que compense já pedir no chá para você não ter que gastar com isso mais tarde. Avalie. Se for convidar bastante gente para o chá, talvez compense sim pedir. Mas tem que ser a térmica. Senão, vira mais uma coisa inútil.

Coisas diversas:

* Aquecedor de mamadeiras é besteira. Se está precisando economizar, não compre. Se ganhar de alguém, ótimo, mas não é um artigo necessário.

* Aspirador nasal, apesar de parecer algo esquisito, é extremamente útil ter sempre à mão, pois os bebês não sabem assoar o nariz quando estão constipados. Peça no chá. O modelo mais recomendado é o da marca Safety. Tem gente que nunca usou, mas quem usou, recomenda. É tão barato que compensa ter, por precaução. Também pode ser pedido no chá de bebê.

* Canguru de carregar nenê você vai usar somente nos primeiros meses e não é recomendado, porque os modelos vendidos no Brasil seguram os bebês pelos seus genitais, deixando as pernas penduradas, o que obviamente não é legal. Prefira um sling, que é uma espécie de pano que você enrola ao seu redor e deixa o bebê bem juntinho do corpo.
Você pode usá-lo em diversas posições e pode ser útil inclusive para amamentar em público. Além disso, outras pessoas podem usar e você fica com as mãos livres. É um bom investimento, pois você pode usar até quando seu filho estiver com uns 4 anos, se aguentar o peso. É um bom acessório para pedir de presente.

* Chupetas são controversas. Se você acha que não custa ter, peça no chá. Lembre-se de pedir também o prendedor e o porta-chupeta, pra ela não ficar rolando na bolsa suja.

* Coador e funil só são necessários quando o bebê está comendo papinhas. Ou seja, depois dos 6 meses. Não perca tempo com isso agora.

* Conta gotas é inútil. A maioria das coisas que precisam de conta-gotas já vêm com ele na tampa.

* Mamadeiras e acessórios. Isso vai de você: a OMS recomenda que os bebês sejam amamentados exclusivamente com leite do peito até os 6 meses de idade. Mesmo que você tenha algum problema e não consiga amamentar, você pode 1) tirar leite do peito para dar para ele e 2) precisar dar leite artificial. Nas duas alternativas, a melhor coisa é usar um copo de transição, para o bebê não confundir os bicos. Isso se você ainda estiver tentando fazê-lo pegar o peito. Se já tiver desistido, a mamadeira será util para você, então. Peça no chá aquele kit com 3 (uma de cada tamanho) e a escova de limpar, extremamente necessária, da marca Nuk (todas recomendam como a melhor). Todo o resto (escorredor de mamadeira, esterilizador etc) é desnecessário.

* Termômetro é indispensável. Tenha o digital, que é mais confiável. Ótimo item para pedir no chá de bebê.

* Vaporizador e inalador. Coisas caras que você não sabe se serão necessárias. Compensa esperar o bebê nascer e pedir a opinião do seu pediatra.

Coisas para você:

* É de extrema importância que você ligue na maternidade onde planeja ter o bebê e pergunte o que é necessário levar para o parto. Cada maternidade tem uma lista específica e você deve se basear nela. De qualquer forma, é importante você ter alguns itens, independentemente da lista. Veja abaixo.

* Absorventes para seios. Quando você amamentar, seus seios vão vazar leite toda hora. Esses absorventes são uns círculos de algodão que você usa dentro do sutiã. Precisa e muito. Talvez até na gravidez você já precise usar, se seus seios vazarem do sétimo mês em diante. Então, nunca é desnecessário. Como é uma coisa meio chata de pedir no chá de bebê, compre você mesma. Compre 2 pacotes com 25 cada e, à medida que for usando, compre mais.

* Almofada para amamentar é um artigo controverso. Muita gente compra e acaba não usando, dizendo que mais atrapalha do que ajuda. Se o negócio é gastar somente com o necessário, deixe pra lá. O mesmo vale para aquelas almofadas de barriga, que você usa para dormir. Um travesseiro fininho cumpre o mesmo papel. Para amamentar, também dá para usar uma almofada ou travesseiro comum.

* Concha para seios pode ser necessária se você não tiver o bico bem feito para amamentar. Seu GO já deve ter conversado com você a respeito. Se não, converse com ele. Muitas mamães utilizam as conchas quando estão amamentando, dizendo que dói menos. Mas nós sabemos que o que machuca o peito é a pega errada, e não é remediando a situação que a coisa funciona. Meu conselho final é: deixe pra comprar somente se precisar depois. Não compre agora, pois pode ser inútil e virar tralha.

* Da mesma forma, existem protetores de silicone para os seios. Deixe para comprar somente se precisar. Algumas mamães têm tanto leite antes mesmo do bebê nascer que já na gestação precisam utilizar (os absorventes não são suficientes). Mas não precisa comprar se não tiver certeza de seu uso. Talvez você nunca precise.

* Aparelho para tirar leite é útil sim. Mesmo que você amamente normalmente, pode querer tirar o leite quando seus seios parecem estar quase explodindo, e ele pode ser dado no copinho pelo papai. Se você está de licença-maternidade, também será útil para tirar o leite no trabalho e armazenar para dar para o bebê. No entanto, é o tipo de coisa que vale a pena comprar só quando estiver já amamentando. Não precisa comprar agora, pois pode ser desnecessário. Se convidar muita gente para o chá de bebê e achar que vale a pena pedir, então peça, mas não deixe de pedir outras coisas mais importantes para pedir isso.

* Camisola com abertura na frente. Sim, você vai usar no hospital e em casa. Elas são feinhas, mas muito práticas, especialmente no começo. Toda lista de maternidade pede essas camisolas, porque é praticamente o que você vai usar no hospital. Tenha no mínimo 3. No hospital, elas podem manchar de sangue etc, e não dá pra lavar, esperar secar etc – precisa ter outra limpa à mão. Em casa, nos primeiros dias, e depois, de noite, elas serão a coisa mais confortável que você poderá usar para amamentar. Não abra mão delas. Nas lojas Marisa, elas custam R$30,00, em média. Compre uma por mês e está tudo certo. Não deixe para o último mês para não gastar quase R$100,00 com uma coisa dessas assim de uma só vez.

* Sutiã para amamentação. Não que seja realmente necessário, mas é uma mão na roda. Geralmente esses sutiãs abrem a parte da frente, deixando o bico disponível para o bebê, mas continuam dando sustentação ao restante do seio. Pode ser que você ache prático, mas não é essencial. O ideal é ter um sem fecho atrás, tipo aqueles de ginástica, super confortáveis, pra usar na hora de dormir; um bonito, com bojo, pra quando sair de casa; e um normal, de fecho atrás, mas que abra na frente, pra usar com roupas mais confortáveis ou passar o dia em casa.

* Cinta pós-parto. Depende do parto, se for cesárea ou normal. E depende de você: tem gente que nunca usou, dizendo que é desconfortável. Necessário, não é. Mas converse com seu GO e veja o que ele sugere.

Coisas para o quarto do bebê:

* Por menor que seja o seu espaço, tenha um berço. Não precisa pagar caro. Há excelentes modelos por menos de R$300,00. Se comprar no meio da gravidez, parcele até o mês do nascimento do bebê, e não ficará pesado o pagamento. Deixe para comprar o colchão somente depois de comprar o berço, pois os tamanhos variam (e escolha um que tenha proteção de plástico, para não estragar com vazamentos). Os berços americanos, apesar de serem melhores, são muito grandes. Prefira os menores, pois espaço é ouro. Não compre aqueles berços que viram caminhas, pois além de serem mais caros, compensa mais comprar uma cama de verdade depois. Você gastará menos.

* Providencie um cesto para as roupinhas sujas. Não pague caro – compre na loja da esquina mesmo, daqueles de plástico.

* Cobertor de berço é sempre necessário, não importa se você mora em Gramado ou em Ilhéus. A diferença está na quantidade. Se mora em um lugar muito quente, compre só um. Para
qualquer outro lugar, 2 já são suficientes. Não precisa de mais do que isso. Compre os anti-alérgicos. Você pode querer comprar 1 ou 2 cobertores mais fininhos para levar no carrinho. Sempre bate uma brisinha mais fresca à tarde.

* Mantinhas de plush são ótimas para levar no carrinho, enrolar o bebê e levar na sacola. Tenha 2 (se morar em um lugar quente, tenha uma de plush e outra de malha; em outros casos, 2 de plush e 1 de malha).

* Não use colcha para forrar o berço. Use um edredon leve, que é mais confortável. Eles normalmente vêm naqueles kits de berço, mas são baratos, caso não venham.

* Fronhas avulsas sempre são necessárias, porque sujam bastante com baba, por exemplo. Tenha umas 4 ou 5.

* Lençol de berço, não compensa comprar muitos jogos. Compre mais lençol de forrar o colchão, pois o de cobrir você vai usar menos. Economize. Tenha uns 4 ou 5 lençóis, pois eles também sujam bastante.

* Fralda de boca é uma das coisas que você vai mais usar. São baratinhas e perfeitas para pedir no chá de bebê. Peça muitas, muitas mesmo, coisa de 30. É sempre bom ter uma limpinha à mão. Você usará em todas as ocasiões possíveis: para dar de mamar e limpar o que escorrer, para limpar baba, vômito, na hora de trocar a fralda etc.

* Kit para berço é um daqueles típicos elefantes brancos do enxoval. Quando você tiver comprado o berço, tiver o tamanho certinho, e se achar extremamente necessário, compre UM kit. Não precisa mais do que isso. Se alguém quiser te dar outro de presente, tudo bem, aceite, mas tenha no máximo 2. Não suja tanto assim. É legal de ter, deixa o berço lindo e protegido, mas são muito caros. Então tente encontrar um barato, e somente um. O que realmente é importante é a lateral protetora, então você pode comprar só isso e depois ir complementando.

* Móbile. Todo bebê gosta. Existem aqueles musicais que custam os olhos da cara. Se você não tem dinheiro para gastar numa coisa dessas, nem pretende ganhar de alguém, pode comprar um bem baratinho ou até mesmo fazer o seu. Vá até uma loja de armarinhos e consiga um aro de madeira (daqueles de bordar), fios de nylon e enfeites diversos. É só pendurar. Se você for prendada (haha), pode fazer bolinhas ou bichinhos de feltro. Taí algo para brincar com a criatividade. Mas não precisa gastar muito dinheiro. É legal ter sim, porque os bebês se distraem, mas pegue leve.

* Mosquiteiro no berço. Se você mora em apartamento, especialmente em andares altos, não é necessário. Se você mora em andares baixos ou em casa, talvez você precise, porque tem muito mosquito. Só você pode saber se onde você mora tem muito pernilongo, mosca, barata etc. Se achar que sim, vale a pena ter. Muitos berços ou kits já vêm com mosquiteiro. Se não vierem, um avulso custa bem baratinho, coisa de R$20,00 também em qualquer loja de enxoval.

* Posicionador para dormir. São rolinhos que seguram o bebê para ele não virar e correr o risco de ter morte súbita (credo). Não custa ter. Peça no chá de bebê.

* Saia de berço. Só serve pra juntar pó. Totalmente desnecessária.

* Travesseiro anti-sufocante para berço. Peça no chá de bebê. Sempre é bom ter 2, caso um molhe com vômito, por exemplo, mas esse segundo pode ser o do carrinho.

* Cômoda. Se tiver espaço, o legal da cômoda é o espaço em cima para colocar o trocador. Mais uma vez, não pire. Existem cômodas de até R$150,00 por aí. Mas se você já tem algum outro lugar para guardar as roupinhas do bebê e não fizer questão de um lugar para o trocador, guarde o dinheiro para outras coisas.

* Guarda-roupa não é necessário. Uma cômoda basta. Se você não tem nenhum dos dois e precisa de um lugar único para guardar tudo do bebê, talvez compense comprar um barato e com muitas gavetas. Se for apenas para enfeitar e pendurar as roupinhas mais bonitinhas, é perda de dinheiro.

Roupinhas:

* Chegamos no terreno perigoso, onde todo mundo gasta mais do que precisa. Mantenha o foco, ok?

* Para todas as coisas de pano, leve em conta a frequência com que lava roupas.

* Compre somente o necessário: body de manga curta, body de manga longa, mijões (calça com pé), macacões e meinhas.

* Atente para a época do ano em que seu bebê irá nascer. Se ele vai nascer no alto verão, não precisa comprar roupas de manga longa RN e P. Pondere.

* O tamanho das peças varia de confecção para confecção. Tenho um macacão RN que parece M, de tão enorme. Tudo bem, porque uma peça compensa a outra. A questão dos tamanhos é mais para você se guiar na hora da compra. O ideal é ter um número em mente para não comprar a mais. Eu estou comprando nas seguintes quantidade as peças que falei acima: RN (6), P (10), M (pelo menos 10) e G (pelo menos 10). RN e P são o que você precisa ter quando o bebê nascer. Depois, você pode comprar mais coisas. Fora os presentes. Se alguém perguntar que tamanho dar, peça M e G. Geralmente os presentes são mais bonitinhos (e mais caros), então é legal que durem mais, portanto peça tamanhos maiores.

* Não fique contando com presentes para as coisas essenciais, pois pode correr o risco de não ter o necessário. Compre o que precisa e deixe os supérfluos para os presentes. Especialmente RN e P, tenha o necessário para quando o bebê nascer. O que você ganhar a mais, ótimo.

* RN você vai usar pouco, mas vai usar. Geralmente, as listas de maternidade pedem roupinhas RN porque o bebê perde peso ao nascer. E, em casa, você precisará de roupas limpas, mas talvez as Ps sirvam. Se você não gosta de bebês usando roupas enormes, compre algumas peças RN. Mas compre peças baratíssimas, porque vai perder logo. No máximo um macacão mais bonitinho pra sair da maternidade, mas só. Eu estou comprando 6 peças RN de cada: 6 bodies de manga curta, 6 bodies de manga longa (porque ele vai nascer no começo do inverno), 6 macacões de manga longa, 6 meinhas e 6 mijões. No Brás, aqui em SP, você encontra bodies por até R$3,00. São esses os RNs que eu estou comprando.

* P, estou comprando, como disse acima, 10 peças de cada, mas daquelas que citei, somente. São 10 bodies de manga curta, 10 bodies de manga longa, 10 macacões, 10 meinhas e 10 mijões. Vai estar frio, mas eu garanto os dias de sol no inverno com os bodies de manga curta + fralda. As roupinhas tamanho P você já pode comprar mais bonitinhas, porque são as roupinhas de receber visita ou de passeio (nem que seja só até o pediatra…), mas mesmo assim, não pague caro. Compre algumas peças que realmente gostar, se forem um pouco mais caras, mas não exagere.

* M já é território dos presentes. Eu estou me preocupando só com RN e P agora, assim, pra ter tudo até o bebê nascer, porque M e G dá pra comprar depois. Claro que, se vejo algo mais bonitinho, acabo comprando maiorzinho, mas procuro não gastar com isso no momento. A prioridade é ter o que o bebê precisa no momento em que ele nascer, quando não vou poder ficar saindo de casa pra comprar coisas
. E, se alguém te perguntar que tamanho dar roupinha de presente, diga sempre M ou G. Se pedir roupinhas na lista do chá de bebê, já estipule esses dois tamanhos, pra ganhar roupas legais de um tamanho maior e que durarão mais.

* Camisetas e culotes (calças sem pé) são lindinhas, mas não gaste com isso. Compre se achar alguma peça irresistível, e sempre de M pra cima, mas procure se controlar e deixar para os presentes, ou para comprar quando o bebê for maiorzinho. Concentre-se nos bodies, mijões e macacões.

* Casaquinhos de lã com capuz podem ser necessários se o bebê for nascer quando estiver muito frio. Mesmo assim, tenha no máximo 3. Alguns bebês acabam com a pele irritada com a lã. Prefira tecidos mais leves, como o plush e o soft. Sempre tem a mantinha pra enrolar o bebê naqueles dias mais punks.

* Conjuntinho pagão é outro elefante branco do enxoval. São chatos de usar, tem que amarrar atrás, ficam subindo, enfim, um saco. Não gaste dinheiro com eles. Se ganhar de presente, ok, mas não precisa comprar.

* Cueiros são recomendados por muitas mamães para embalar os bebês e usar para cobrir todas as superfícies onde ele possa vir a se deitar na casa dos outros etc. De 5 a 10 é uma quantidade razoável.

* Fraldas de tecido podem parecem aterrorizantes, mas muitas mamães preferem usá-las em vez de usar as descartáveis. Se for o seu caso, boa sorte. Se não for, vale a pena ter algumas para levar na maternidade, pois se o bebê nascer pequeno, mesmo as fraldas RN podem ficar grandes. Não custa ter meia dúzia delas. Peça no chá de bebê. São vendidas caixinhas com 5 ou 6 nas lojas de enxoval.

* Luvas são controversas. Apesar de algumas mamães dizerem que nunca usaram, muitos hospitais pedem, pois as unhas do bebê podem machucar o rostinho, quando eles levam as mãos ao rosto. Eu acho que não custa ter uns 3 parzinhos. Peça de presente no chá. São bem baratinhas.

* Meias você acaba perdendo logo, mas elas são úteis para manter os pés do bebê quentinhos, mesmo naqueles dias mais quentes quando ele ficar só de body e fralda. Tenha na proporção das roupinhas (6 RNs, 10 Ps, pelo menos 10 M e G).

* Sapatinhos são lindos, mas inúteis. Quando o bebê é pequeno e não anda, pra quê? No entanto, as pessoas adoram dar sapatinhos de presente. Eu mesma já ganhei uns 6 pares. Deixe para os presentes, então. Quando seu bebê começar a andar, você pensa em comprar. Agora, é gastar dinheiro à toa.

* Saída de maternidade. Geralmente são peças bem mais caras que serão usadas em um só momento. Muitas mamães acham importante ter para depois guardar de lembrança. Minha recomendação é ter um macacão RN super fofo e só. Não precisa comprar aquele kit de saída da maternidade, que é muito mais caro que o mais lindo dos macacões.

* Touca. Se o seu bebê nascer no frio, é importante ter, pra proteger as orelhinhas. Você sabia que é pela cabeça que a gente toma mais friagem? Então proteja o seu bebê! Tenha gorrinhos de soft, que são menos agressivos que os de lã, que podem pinicar. Se for mesmo pegar frio, tenha uns 3. Se morar em um lugar quente, talvez nenhum seja necessário. A dica definitiva é: compre somente os que amarram embaixo do queixo, para não ficarem caindo da cabeça o tempo todo.

* Babador. Sim, usa bastante, e é sempre bom ter um limpinho à mão. Não existe uma quantidade definida como ideal. Analise sua rotina de lavanderia. Compre somente babadores com fecho de velcro ou botão – os de amarrar são muito complicados quando se tem um bebê agitado no colo.