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10 May 2013

Conciliando maternidade e carreira: reflexões atuais

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Meu filho sendo lindo #mãecoruja

Meu filho recém completou três anos de idade, e acho que agora é um bom momento para fazer uma nova reflexão sobre a sempre tão discutida questão: maternidade X carreira.

Vou tentar não divagar muito aqui, ok? Minha impressão atual não mudou tanto assim desde quando voltei a trabalhar fora. Toda mãe que trabalha fora de casa sente um aperto no peito enorme por não estar com o filho, isso é certo. No meu caso, trabalho por necessidade. Se não fosse por isso, trabalharia somente com o blog, por exemplo, e teria uma rotina muito mais flexível. Ele continuaria frequentando a escola durante meio período, que considero suficiente, e eu me organizaria para fazer tudo o que preciso fazer com maior concentração enquanto ele está fora ou depois que ele dorme. Já é um período bastante bom para dar conta de tudo. No resto do tempo, faria atividades em casa junto com ele, iríamos passear e brincar muito. Dou um suspiro mais comprido só de pensar.

Infelizmente, essa não é a realidade, e acredito que não seja a realidade de muitas mães que trabalham fora. Também gostaria de defender aqui as mães que não precisam, mas trabalham fora mesmo assim. Apesar de não ser uma escolha que eu faria, defendo até o fim o direito dessas mães de fazê-lo. Eu achei que a Marissa Mayer (presidente do Yahoo) pagaria a língua falando todas aquelas coisas antes de o filho dela nascer, mas ela não só as cumpriu como continua seguindo o mesmo modelo de antes de ser mãe. Se ela está certa ou errada, ninguém tem sequer o direito de julgar. Uma coisa que eu aprendi com a maternidade é que os problemas de cada mãe são extremamente particulares, assim como as suas motivações. E palpite de gente de fora é tudo o que mais tem e tudo o que uma mãe menos precisa.

Depois que eu li o livro Não sei como ela consegue, identifiquei alguns pontos que podem ser comuns às mães que trabalham fora porque gostam do emprego, como o fato de simplesmente querer continuar investindo na carreira que deram duro até então, por satisfação pessoal, para se distrair, para conversar com outras pessoas que não sobre filhos, para sentirem que têm uma vida. E a grande verdade é que homens são pais e trabalham desde sempre, e não deveríamos ter qualquer tipo de cobrança sobre mulheres que fazem essa escolha. É a mesma coisa. E não me digam que não é porque já superamos isso.

Aqui em casa, nossa dinâmica é a seguinte: eu trabalho e sustento a família, meu marido cuida da casa e do nosso filho em conjunto comigo (mas ele faz MUITO mais do que eu). Não é por ser homem ou por ser mulher, mas porque fizemos um acordo dessa forma. Eu tenho um trabalho que me paga o suficiente para permití-lo ficar em casa e cuidar do nosso filho com mais atenção do que deixá-lo o dia inteiro na escolinha, que é algo que nós não gostamos. Ele é autônomo (músico), tem sua profissão, mas quem tem o salário fixo sou eu. Mas minha gente, o que eu já ouvi de comentário maldoso por causa disso não está escrito. Pessoas próximas, amigos mais chegados, já falaram para mim que “homem nenhum aguenta isso durante muito tempo” ou “o homem precisa se sentir no comando senão o casamento vai por água abaixo”. E poxa vida, para nós tem dado certo já há muito tempo. Entendo que para algumas pessoas o formato possa não funcionar, mas não vemos nada de extraordinário na nossa situação. Funciona para nós. E sinceramente? Ainda bem. Fico imaginando como seria se meu marido não pensasse da mesma forma que eu. Acho que sequer teríamos ficado juntos…

Conciliar minha vida profissional com a minha família fica justamente mais “fácil” porque existe um trabalho feito em time aqui. Se meu marido não colaborasse, eu estaria totalmente estressada cuidando de tudo, sem poder me dedicar ao blog ou aos meus estudos, por exemplo, que são as coisas que eu mais gosto de fazer.

Hoje eu tenho meu emprego fixo, das 8 às 17, e diversas outras atividades paralelas. Todo o tempo disponível que tenho para ficar com o meu filho, no entanto, eu fico. Sei que é pouco tempo, mas é um tempo de qualidade. Procuro ser a melhor mãe possível dentro de todas as condições que nós vivemos, e é claro que isso não é fácil. Nem sempre eu tenho pique para levantar em um domingo cedo e levá-lo ao parquinho, por exemplo, mas são coisas que eu faço porque sei que, para ele, são importantes. E quero estar com ele nesses momentos. Gosto de dar o jantar para ele, ler um livro, conversar sobre a escolinha, fazer cócegas, brincar de pega-pega, agarrar muito! Tudo isso faz parte do nosso dia a dia, independente da quantidade de tempo que temos.

Acho que, no final das contas, o que mais influencia realmente é o cansaço. Além disso, compromissos que preciso cumprir. Muitas vezes eu preciso trabalhar um pouco aos finais de semana, por exemplo, e não tenho como esperar a hora de ele ir dormir. Então tento compensar ficando todo o resto do tempo com ele, passeando em algum lugar muito legal, enfim, criando lembranças.

Se eu pudesse, hoje, eu largaria sim meu trabalho para ficar com ele. Adoro trabalhar, mas amo meu filho mais. Se eu tivesse a possibilidade, certamente o faria. Isso não significaria deixar de trabalhar, porque sempre terei mil projetinhos e ideias para desenvolver, mas me refiro ao emprego fixo, de segunda a sexta, aquela coisa. Porém, não acho que isso seja o modelo ideal de nenhuma mãe não. Existem mães que simplesmente não se imaginam sem trabalhar. Outro dia comecei a reassistir Desperate Housewives desde o começo (e já tenho um post em mente sobre isso) e vi uma cena em que a Lynette (minha personagem preferida da série) reencontra uma ex-colega de trabalho que diz: “todos na empresa falam que, se você não tivesse saído para cuidar dos filhos, agora seria presidente”. Puxa vida, e isso foi um baque nela né? Mas foi uma escolha que ela fez, e seguiu em frente. Mas pode ter certeza que, se a pessoa curtia a sua vida profissional, aquele comentário vai ficar martelando na cabeça até o ponto em que ela não aguentará mais e explodirá. E isso nunca é legal para ninguém. Esse sentimento, essa vontade, nunca devem ser ignorados.

Lynette Scavo, Desperate Housewives

Lynette Scavo, Desperate Housewives

Acho que uma das maiores evoluções para a mulher hoje em dia é realmente o poder de escolha. Julgamentos ainda existem, infelizmente, mas a mulher hoje pode ser mais confiante e simplesmente ignorar todo mundo e fazer o que quiser. Essa é uma diferença cultural enorme no ocidente, pelo menos em grande parte dos países, dentre os quais o Brasil se inclui. A mulher pode ser julgada mas, se ela ignorar e for determinada, nada a abalará. Por viver nessa época, eu fico contente.

Quando escuto as pessoas falando sobre conciliar maternidade com carreira, fico me perguntando se isso realmente existe. Não consigo imaginar uma mãe (e um pai…) trabalhando fora e simplesmente desligando o botãozinho “filho” da cabeça assim que entra no ambiente de trabalho. Reuniões escolares acontecem, consultas médicas também, emergências idem. As empresas precisam analisar essa questão com mais carinho para entender que, da mesma forma que um profissional pode levar um relatório para estudar em casa, ele pode usar o horário comercial para conversar com o filho ao telefone ou assistir a apresentação de um seminário muito importante na sua escola. Isso é qualidade de vida. As empresas que não identificarem isso e implementarem algo semelhante no seu sistema de gestão de recursos humanos estará fatalmente fadada a criar uma mutirão de profissionais insatisfeitos e quiçá deprimidos, que cedo ou tarde deixarão a empresa por uma oportunidade melhor. Já vemos acontecendo – quantas pessoas não largam seus empregos para ganhar menos, mas vivendo de forma mais flexível? Eu conheço um monte.

Conciliar maternidade/paternidade com carreira é um esforço de todos nós e precisamos lutar por essa qualidade de vida que tanto desejamos. Isso não significa deixar de ser um excelente profissional, muito menos de ser o melhor pai ou mãe possível – significa simplesmente entender que o mundo mudou, os papéis se dividiram e hoje somos um pouquinho mais conscientes do que antes. Todos estão ocupados – pais, mães e filhos. Ficar se culpando não levará a lugar nenhum – que tal começarmos a pensar em soluções?

06 May 2013

Dúvida do leitor: ajudando a mãe a se organizar

olá Thais, tudo bem? meu nome é vítor e eu tenho 15 anos, bem, eu gostaria de te pedir dicas para eu ajudar a minha mãe a arrumar a nossa casa.. nós nos mudamos para um apartamento muito grande de dois andares, varios quartos e salas, porém minha mãe sempre foi muito apegada as coisas, e nunca doou nada.. com isso a bagunça está presente em todos os comodos da casa… sempre que ela começa a arrumar algo, ela desespera e sai, e para de arrumar.. deixando as coisas no chao e tudo mais… e essa situaçao presenciada aqui em casa é de deixar qualquer um doido.. ha pratos debaixo da cama, colheres nos guarda roupas e tudo mais.. eu realmente gostaria de te pedir uma ajuda, para que eu consiga ajuda-la a organizar a nossa casa, pois esse seria o melhor presente de dia das mães que eu poderia dar para ela.. obrigado

Ah Vitor, que e-mail mais bonitinho. <3 Obrigada por me escrever.

Sabe, é muito difícil ensinar outra pessoa a se organizar, especialmente nossos pais ou avós, pois eles são mais velhos e o costume é que eles nos ensinem coisas, e não o contrário. Então toda vez que a gente tenta falar alguma coisa, pode parecer que não sabemos das coisas e eles podem não nos dar ouvidos. Felizmente, há muitos pais, mães e avós bacanas, que estão sempre dispostos a aprender.

A sua mãe briga se você mexer nas coisas dela? Porque se ela não brigar, você pode ir organizando tudo aos poucos. Tenho certeza que ela adoraria ter uma casa organizada, mas de repente não sabe por onde começar.

Vocês moram sozinhos? Se não, outras pessoas podem (e devem) ajudar na organização.

Eu morei durante alguns anos com a minha avó, que acumula coisas e não gostava que eu mexesse em nada, então imagine a minha aflição! Nesse caso, não tem muito o que fazer, infelizmente, pois ela é a dona da casa, não é verdade?

Tente conversar com a sua mãe e perguntar a ela como ela se sente com relação à bagunça. Se ela der abertura, diga que gostaria de ajudá-la. Pergunte se pode mexer nas coisas dela, sempre perguntando o que fazer com isso ou aquilo. Se você fizer dessa forma, ela terá segurança que você não vai jogar fora nada que ela não gostaria que jogasse (pelo menos por enquanto).

Muitas pessoas não sabem viver sem essa bagunça, pois sempre viveram assim. Então, a ideia de uma casa organizada é obscura. Mostrando aos poucos que é possível, que ela não precisa ter tralhas em casa, que a casa deve ser um santuário só com as coisas que ela gosta, ama, ou que são úteis à família, todo o resto pode ser trabalhado aos poucos.

Eu espero sinceramente que você consiga ter esse bate-papo legal com a sua mãe. E é muito legal de sua parte querer dar esse presente de Dia das Mães para ela. =) Parabéns pela iniciativa.

Tenho certeza que os leitores e as leitoras do blog te darão outras dicas interessantes através dos comentários neste post. Vamos lá, pessoal!

19 Apr 2013

Como se organizar para manter amizades

Este post pode parecer estranho, mas eu estava pensando nesse assunto recentemente e vi que não é tão absurdo assim. Levante a mão quem nunca encontrou um amigo e se despediu com um “precisamos fazer isso mais vezes!” que durou meses ou até anos? Quem nunca se lamentou por ter deixado uma amizade esfriar pela distância? Ou ficou triste porque não conversa há tempos com alguém que gosta muito? Talvez a organização possa ser útil para os relacionamentos também, então aqui vão algumas dicas para manter as amizades:

Use a sua agenda

Anote os aniversários das pessoas queridas na sua agenda e seus telefones para ligar sempre que tiver vontade. Não existe nada pior que querer conversar com alguém e não encontrar o telefone porque já jogou fora a sua agenda do ano anterior, quando foi a última vez que se falaram! Eu sei que hoje, com as agendas dos celulares, isso quase não acontece, mas ainda assim eu recomendo um sistema mais seguro para guardar esses números, como a boa e velha agenda de papel ou a agenda do seu e-mail. Pelo menos assim eles estarão mais seguros que em um chip ou na agenda de um ano específico.

Pense nos aniversários como a data mínima para conversar com esse amigo ou amiga. Ao menos uma vez por ano você entrará em contato, o que é melhor do que nada! Hoje em dia o tempo passa tão rápido que acontecimentos de dois anos atrás parecem ter sido há poucos meses. Quem sabe se telefonando para dar os parabéns você não acabe sendo convidado para uma confraternização? E aí, se você puder comparecer, será uma excelente oportunidade para renovar a amizade e marcar encontros futuros. Faça isso!

Marque encontros regulares

Todos nós temos nossos melhores amigos – aqueles três ou quatro que estão sempre conosco para o que der e vier mas, na correria do dia a dia, acabamos não nos falando tanto quanto gostaríamos. Sempre que eu combino de sair com as minhas amigas, fico me lamentando por vê-las tão pouco. Dessa forma, decidimos criar uma periodicidade de dois meses para fazermos algo juntas! Ou seja, a cada dois meses, marcamos algo para nos encontrarmos! Não precisamos estar todas juntas, mas eu com alguma delas ou todas juntas, se estivermos disponíveis. Como algumas de nós moramos em cidades diferentes, foi uma solução viável e que tem dado certo!

Assim, marque algo com um de seus amigos ou toda a turma para daqui a um mês, por exemplo, quando provavelmente ninguém terá compromisso marcado ainda e todos terão disponibilidade. E, depois de um tempo, marque novamente. Tenha isso como uma tarefa regular aí no seu sistema de gerenciamento de tarefas, e coloque um lembrete para não se esquecer de marcar.

É claro que a periodicidade varia de pessoas para pessoa e de situação para situação. Existem amigos que se vêem uma vez por semana, assim como tem amigos que se vêem somente uma vez por ano. De qualquer forma, crie essa periodicidade para não se esquecer.

Eu decidi fazer isso porque percebi que estava vendo minhas melhores amigas somente nos aniversários delas, o que é muito injusto. Dessa forma, a gente conseguiu se ver mais e nunca existe aquele sentimento de saudade ou de culpa por não estarmos nos vendo tanto.

Entre em contato mais vezes

Da mesma forma que você pode fazer para os encontros, também pode estabelecer uma periodicidade para se comunicar com os seus amigos. Eu não tenho isso anotado (até deveria), mas procuro ao menos uma vez por semana enviar um recado no Facebook ou um SMS para as minhas melhores amigas.

Para amigos não tão chegados, mas ainda assim queridos, também entro em contato de tempos em tempos. Recados pela Internet são mais fáceis e mais rápidos, e menos íntimos que um SMS, por isso os prefiro.

O legal de redes sociais como o Facebook é a possibilidade de ver quando é o aniversário de um amigo que você não conversa há tempos e, assim, puxar uma conversa para saber como a pessoa está.

Faz bem se relacionar. Faz bem ter amigos. Não podemos deixar uma amizade morrer por descuido. Organize-se com essas dicas simples e veja como ficará com a sensação de dever cumprido depois de implementá-las.

05 Apr 2013

Organizando três festinhas de aniversário para o meu filho

Imagem: 100layercakelet.com

Imagem: 100layercakelet.com

Nós moramos em uma cidade diferente da nossa família atualmente. Nossos amigos moram lá também. por esse motivo, por mais que tenhamos salão de festas no condomínio onde moramos, não compensa para a gente fazer a festa de aniversário do nosso filho lá, pois muitas pessoas não poderiam vir.

Para piorar, a família do meu marido mora no outro extremo da cidade, o que transforma o transporte em uma viagem. Enfim, por esses e outros motivos, nos dois últimos aniversários do nosso filho, nós fizemos duas festinhas simples, uma na casa de cada avó – e quem quisesse ir às duas, ficava à vontade. Neste ano, não será diferente, e faremos duas festas. Como ele está na escolinha, terá uma festinha lá também.

Como são três festinhas, não vemos sentido em gastar muito dinheiro em cada uma delas. São sempre festinhas simples, mas divertidas, com as pessoas que amamos. Eu acredito que seja o suficiente. Apesar de a minha mãe ser decoradora de festas infantis, não gosto muito do efeito disneylândia-anos-80 das festas com enfeites gigantescos e muitos balões.

Também cheguei a cogitar valores de buffets há cerca de oito meses, e estavam na faixa de R$2000 ou R$2500 para uma festa para 60 pessoas. Não se trate sequer da questão de ter ou não dinheiro para pagar, porque poderíamos economizar ao longo do ano, mas acho um valor muito alto para uma festa que ele não aproveitará muito, já que há poucas crianças.

Então minha ideia é, no ano que vem, fazer uma festinha para chamar seus colegas da escola, o que vai ser mais legal para ele. E, em São Paulo, faremos o tradicional bolinho na casa de cada avó. Ainda estou pensando nisso, mas acredito que a gente acabe fazendo assim mesmo.

O dia do aniversário dele cai em uma segunda-feira neste ano, e será o dia em que ele fará a festa na escola. A escola dele tem regras a serem seguidas com relação a aniversários, que já recebemos logo quando fizemos a matrícula. Não precisamos levar nada de copinhos e embalagens, pois eles pedem já no material, no início do ano. Precisamos levar somente o bolo e, se quisermos, lembrancinhas para os coleguinhas. Então estou na fase de escolher as lembrancinhas e definir se levarei o bolo inteiro (para eles cantarem parabéns) ou os pedaços já embalados em papel alumínio.

Para as festinhas na casa das avós, ambas serão muito simples. As duas festas terão um bolo, bexigas, salgadinhos, docinhos, bebidas (nada alcóolico), lembrancinhas e alguma decoração. Para uma das festas a minha mãe está fazendo um enfeite com muitas letrinhas e, para a outra, faremos enfeites com números (que ele adora).

Com relação a comes e bebes, todas as avós e tias fizeram questão de colaborar, então tudo o que precisaremos fazer é pagar pelos ingredientes em alguns casos! Em uma festinha teremos sanduichinhos de carne maluca, enquanto na outra teremos mini-hot-dogs. De doces, somente brigadeiro e beijinho. E o bolo, é claro.

Meu marido vai para São Paulo dois dias antes (pois fará shows lá) e vai aproveitar para já comprar as bebidas. Eu irei um dia antes para acordar bem cedo e cuidar da montagem dos enfeites, encher as bexigas etc.

Quanto às compras, não tem muito segredo. Temos a rua 25 de Março, em São Paulo, que tem tudo, e a rua José Paulino, aqui em Campinas, com uma boa variedade de lojas. Também há opções pela Internet, apesar de eu nunca ter usado. Pretendo produzir algumas coisas eu mesma também.

Não sou muito fã de preparar festas caras, pois me importo mais com as lembranças. Quando ele for maior e puder aproveitar mais, subir e descer naqueles brinquedos legais de buffet, talvez a gente acabe fazendo dessa forma, pelo custo-benefício geral. Mas, por enquanto, ele está completando três anos e não vemos essa necessidade. Além do que, voltaremos para Campinas no mesmo dia (uma festa será no sábado e outra será no domingo).

Para me organizar, nada muito complicado: fiz uma lista do que precisaria para cada festa e comecei a providenciar. A ideia é estar com tudo pronto a uma semana das festas. O bolo da escolinha eu mesma farei no sábado anterior.

E é isso. =) Quando tiver mais novidades, eu postarei por aqui.

23 Mar 2013

Cuidando da rotina de sono do bebê (e de crianças mais velhas)

Quando meu filho nasceu, eu estava bastante envolvida com o método da Tracy Hogg (a famosa “Encantadora de Bebês”), e segui bastante o que ela ensinava nos livros. basicamente, a conhecer seu filho e ficar atenta às suas necessidades, para que nunca nada lhe faltasse nada.

Muitas pessoas não gostam do método da Encantadora por acharem-no rígido demais, o que não concordo, mas respeito. Também concordo que, para quem amamenta em livre demanda, pode parecer confuso. Vou explicar um pouco como eu fazia, sem me ater muito ao método em si, mas à minha experiência pessoal.

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Eu tinha um caderninho que servia como uma espécie de diário na época, onde eu anotava tudo relacionado ao dia a dia do nosso filho. Eu não “impus” nenhuma rotina ao meu filho, cabe explicar. Não se pode impôr nada a um bebê que acorda com fome, obviamente, ou porque está assustado, com frio, com medo, com saudade etc. A ideia da rotina é anotar o que o bebê faz, no ritmo dele. Então, se ele acordava às 7h, eu escrevia: “07h00 – Acordou e mamou”. É só um registro.

Fazer essas anotações me permitiu compreender e prever acontecimentos. Eu sabia, por exemplo, que meu filho não ficava mais de três horas e meia sem mamar. Então, a cada três horas, eu o amamentava. Basicamente isso. Eu não esperava ele chegar ao limite dele de fome. Também sabia que, aos três meses, ele não aguentava ficar acordado mais de uma hora e quinze minutos, pois isso o estimulava demais e o deixava irritado, então, depois de uma hora acordado, eu iniciava a rotininha para colocá-lo para dormir. Esse é o método da Encantadora, em poucas palavras. Conhecer seu filho, observar sua rotina, para criar uma de acordo com as necessidades dele.

Se for o seu caso agora, eu sugiro que você tenha uma espécie de diário também e anote as atividades: quando acorda, quando mama, quando faz xixi, quando faz cocô. É até bom para a saúde dele você ter esse controle, pois pode perceber que ele fez, não sei, oito cocôs em um dia, quando na verdade ele costuma fazer uns três. Ou então percebe que já se passaram três horas desde a última vez que você trocou a fralda, essas coisas.

Depois de alguns dias anotando, você pode verificar alguns padrões e tendências no dia a dia do seu bebê: quando ele está com fome, quanto tempo aguenta acordado, quanto tempo dura uma soneca e por aí vai.

Claro que, só nesse parágrafo acima, já entram conhecimentos sobre n coisas. Por exemplo, saber que um bebê precisa dormir X horas durante o dia, para não ficar acordando à noite. Você sabia que um bebê que não dorme de dia pode ter o sono noturno perturbado? Que, se ele não dorme à tarde, pode dormir menos de noite porque está estimulado? Bebês não aguentam ficar acordados muito tempo. Logo, se o seu bebê não dorme de dia, não é porque ele não quer, mas porque o seu ritual de colocá-lo para dormir pode não estar adequado, ou você pode fazer cada vez uma coisa diferente. Repetição é a chave. Significa que, quando você fizer uma coisa sempre igual, o bebê já saberá o que esperar e seu corpo já reagirá inconsciente àquela movimentação.

Além dos livros da Encantadora (indico todos, muito), um livro que gostei bastante de ler na época foi o seguinte:

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A doutora Elizabeth Pantley é especialista em sono infantil e o livro é muito amigável. Ela também é favorável à cama compartilhada. Nesse livro, ela traz algumas informações sobre a quantidade de horas que um bebê deve dormir, a saber:

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Essas tabelas para mim foram (e continuam sendo) essenciais e sinceramente não entendo como há bebês e crianças que não dormem o suficiente, pois isso é extremamente prejudicial à sua rotina. Se nós, quando dormimos mal, mas entendemos o fato, ficamos “um caco”, imagine um bebê ou uma criança que não consegue ainda entender seu corpo e seus sentimentos? Nosso filho, até hoje, se dorme pouco, dorme super mal, ficando bastante enjoado no dia seguinte. Nada que uma soneca não resolva, mas ter a rotina deixa a vida dele bem melhor. Atualmente, ele está com quase três anos e seguindo a média dessa tabela acima (11 horas de sono noturno e uma soneca de 1h30 à tarde).

Além do padrão de sono e da rotina de cada bebê, é importante atentar para os saltos de desenvolvimento e os picos de crescimento, a saber:

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A explicação acima é bem didática e diz o que ocorre toda vez que a criança passa por um pico de crescimento ou salto de desenvolvimento. Essa informação é importante porque muitas mães e pais se desesperam quando um bebê que dormia bem de repente muda e passa a acordar à noite, e pode ser simplesmente uma dessas fases. A recomendação da Encantadora nesses casos é manter a rotina e esperar passar. Tem que ter perspectiva e saber que passa, não alterar nada, senão só piorará a situação.

Muitas mães e pais se perguntam quando o bebê passará a dormir a noite inteira, pois estão cansados. Meus amigos, eu passei por isso e sei muito bem como é. Para piorar, eu sou daquelas pessoas que demoram para pegar no sono então, mesmo cansada, eu não conseguia dormir logo. Foi bem difícil. Porém, eu fui firme com as orientações da Tracy e, aos três meses, ele já dormia a noite toda sem acordar (com uma “mamada dos sonhos” de madrugada) e, aos seis meses, sem mamar de madrugada.

Essa “mamada dos sonhos” nada mais é do que você amamentar seu filho sem acordá-lo – ele mama dormindo. Eu não pude fazer desde o começo porque ele tinha refluxo mas, assim que passou, eu comecei a fazer e deu certo. A ideia é mostrar para ele que não precisa acordar chorando quando estiver com fome – ele não ficará com fome. Aos poucos, essa mamada da madrugada vai sendo estendida (eu comecei dando às 3h, depois 3h30, 4h etc, até chegar às 6h), quando é hora de acordar. Geralmente essa fase bate com a introdução de alimentos sólidos na dieta do bebê, então você sabe que ele não ficará com fome de noite porque os alimentos sólidos demoram mais para digerir e dar fome. E, mais uma vez, aos poucos, esse horário vai sendo estendido também.

É muito particular esse tempo do bebê dormir a noite inteira e depende de n fatores. Eu não poderia explicar melhor que a doutora Elizabeth Pantley e a Tracy Hogg, então recomendo fortemente os seus livros. Eu li todos e consultei inúmeras vezes enquanto nosso filho era um bebê e me ajudou muito. Não é possível resumir em poucas palavras “o que fazer”, por isso recomendo a leitura completa. Para o bem do seu filho, faça esse esforcinho, mesmo se você não gosta muito de ler. Garanto que não irá se arrepender. Mesmo que não siga o método, terá contato com informações importantes a respeito da qualidade de vida do bebê, e isso sem dúvida poderá ser implementado na sua vida.

Construir uma rotina para um bebê não é impôr nada, mas observá-lo e ver como ele age. É entender o seu filho e sempre fazer o melhor por ele, sem deixar que ele passe necessidades. Para a gente, funcionou muito bem.

A Tracy Hogg tem três livros no mercado brasileiro e, a doutora Elizabeth Pantley, dois (que eu saiba). Eu tenho todos, são excelentes. Como sempre me perguntam qual a diferença entre eles, vou fazer um guia rápido aqui:

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Livros da Tracy Hogg:

  • Livro azul: explica o método e pode ser lido quando você estiver grávida, para entender. Mas não necessariamente – pode ler depois que o bebê nasceu também. Ele traz a raiz do método. Recomendo que comece por ele, não o pule, pois senão o seu conhecimento do método ficará “banguela”;
  • Livro rosa: voltado para a parte mais prática, trazendo soluções para os problemas mais comuns entre os três e os 18 meses do bebê. Serve como guia de consulta;
  • Livro verde: o livro verde é para bebês de um a três anos. Fala da parte do desfralde, dos primeiros passos, das birras etc. É o complemento dos outros dois.

Livros da doutora Elizabeth Pantley:

  • Soluções para noites sem choro: livro excelente sobre todas as suas considerações sobre o sono dos bebês. Indispensável, para ler antes do outro. Especialmente recomendado para mães e pais de bebês até um ano de idade;
  • Soluções para noites sem choro para crianças de um a seis anos: como o próprio livro diz, é para crianças maiores de um ano de idade. Livro muito completo que fala sobre todos os temores das crianças à medida que crescem, além de trazer soluções.

Enfim. Cuidar do sono de um bebê dá muito trabalho sim, não vou mentir. Mas, se você tiver conhecimento e um direcionamento, tudo fica mais fácil. Você acha mais fácil fazer um bolo de cabeça ou seguindo uma receita, mesmo que a modifique colocando os ingredientes que quiser? É basicamente isso. Tem quem combine mais com um tipo que com o outro, mas eu, pessoalmente, jamais descartaria ao menos obter mais informações sobre algo que poderia melhorar a vida do meu filho, mesmo que eu não utilizasse depois.

Bons sonhos. =)

08 Mar 2013

Contra o conceito da mulher multi-tarefa

Hoje é o Dia da Mulher.

Tive a ideia para este post ouvindo um bate-papo sobre dicas de gestão do tempo para mulheres, que me deixou tão frustrada que sequer guardei o link. Prometo que, se encontrar novamente, eu edito aqui no post. Mas, basicamente, o entrevistador forçava o entrevistado com perguntas como:

“Éééé não é fácil para as mulheres se organizarem com tantos afazeres, trabalho no trabalho, trabalho em casa, cuidar do maridão”
“As mulheres têm essa jornada dupla, até tripla de trabalho, têm que se organizar”
etc.

Então me bateu um estalo sobre esse tipo de conceito que vem sendo reforçado já há algum tempo. Será que a revolução feminista é somente para a mulher ter o direito de escolher trabalhar? Ou será que vai muito além? Será que a revolução feminista não é, na verdade, uma revolução de gêneros? Porque, afinal, a mulher não merece fazer jornada dupla não, minha gente. Ninguém merece. A mulher começou a trabalhar fora de casa mas, quando chega, precisa cuidar de tudo, enquanto o homem continua apenas trabalhando fora e, quando chega em casa, ainda tem a mulher “para cuidar”?

Por isso, hoje, eu, Thais, proponho que a gente comece uma campanha contra esse estereótipo da mulher multitarefa que acumula jornadas e muitas atividades. Homens e mulheres têm vidas com as mesmas atividades. Uma executiva que tem um filho significa que existe um pai desse filho também. Ele não trabalha? Ele não precisa de seis meses de licença paternidade? Ele não pode se ausentar para levar o filho ao médico? Ou ir à reunião de pais?

Toda vez que eu escuto alguém falar que as mulheres levam vantagem no mercado de trabalho “porque sabem fazer muitas coisas ao mesmo tempo”, eu considero isso um pensamento muito perigoso. Todo ser humano, independente do seu gênero, pode ser capaz de “se virar nos 30″ e fazer muitas coisas ao mesmo tempo, porque a nossa vida hoje, em plano século XXI, é maluca e cheia de informação. Não só as mulheres. Atribuir essa qualidade a uma mulher é o mesmo que dizer “continua se virando por aí que eu continuo descansando por aqui”.

No final das contas, o discurso feminista sempre bate no mesmo ponto: direito de igualdade. Somente isso.

Ninguém ajuda ninguém nas tarefas de casa. Quem mora na casa deve ajudar. É trabalho em equipe.

Não é só a mulher que tem jornada dupla ou tripla. Homens também trabalham fora, habitam casas e têm filhos.

Fico contente de estar vivendo em uma época onde há tantas pessoas engajadas nesse movimento e vendo muitas coisas mudarem. Mas ainda falta muito. Depende de todos nós, mães e pais de meninos e meninas, ou simplesmente cidadãos do mundo. Exerçamos em nossa casa, em nosso trabalho, o direito de ser seres humanos iguais.

Para de dizer que mulher é eficiente porque sabe fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
Pare de reforçar o pensamento de que mulher tem duas ou três jornadas de trabalho.
Pare de dizer que o sonho de toda mulher é constituir família e ter filhos.
Pare de dizer que rosa é de menina e azul, de menino.
Pare de dizer que menino não pode brincar de boneca, ou de comidinha, ou de casinha.
Pare de colocar as meninas da família para lavar louça enquanto os meninos estão vendo televisão.
Pare de dizer que uma mulher deve se valorizar.
Pare de dizer que é papel da mulher cuidar do marido.
Pare de dizer que lugar de mulher é na cozinha, ou no tanque.
Pare de dizer que uma mulher que foi vítima “mereceu”.
Pare de dizer que “mulher minha não faz isso”.
Pare de julgar outras mulheres pela sua liberdade sexual.
Pare de julgar uma mãe que trabalha fora.
Pare de julgar uma mulher que contrata uma faxineira.
Pare de julgar uma mulher que largou a carreira para cuidar do filho.
Pare de julgar uma mulher que fez escolhas.

Feliz Dia da Mulher.

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04 Mar 2013

Ideias da Martha Stewart para jantares que as crianças gostem

Veja algumas ideias de pratos para fazer para a criançada. Eu gostei tanto que precisei compartilhar com vocês. <3

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Pedacinhos de peito de frango cortados em tiras e empanados em casa podem ser comidos até mesmo com as mãos, junto com legumes selecionados.

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Espaguete com almôndegas é campeão lá em casa. Na sua casa também?

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Hambúrgueres caseiros e menores são perfeitos para crianças pequenas que ainda não conseguem segurar um sanduíche muito grande. faça o hambúrguer em casa! Você só precisa de carne moída e sal a gosto.

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Macarrão com bastante queijo!

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Mini-pizzas de espinafre com queijo. Você também pode usar mini-pão sírio para a massa.

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Arroz de forno com frango e legumes.

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Qualquer torta bem apetitosa agrada sempre qualquer paladar.

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Franguinho à parmeggiana com penne e brócolis. Hmm!

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Coxinhas da asa de frango assadas, para comer com a mão mesmo.

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Burritos com recheios variados!

Para fazer todos esses pratos, não é necessário ter receita, pois são bastante simples. Caso você tenha alguma dúvida mesmo assim, basta buscar no Google qualquer receita em questão que aparecerão diversas páginas com receitas diversas. Isso também é muito bom para buscar novas ideias. =)

27 Feb 2013

Dúvida da leitora: lidando com a bagunça de CDs do marido

Oi Thaís, tudo bem? Como sabes, sou leitora e “comentarista” assídua do blog e o adoro, pois tem me ajudado muito a encontrar um “centro” na minha vida. Mas até hoje não tinha escrito para você, pedindo uma GRANDE ajuda, mas hoje, tomei coragem.
Minha situação é a seguinte: meu marido é muito desorganizado e adora juntar tralhas e mais tralhas. O problema das tralhas que ele junta é que atrapalham uma área de uso comum, que é o nosso escritório. Eu até tento arrumar, mas cada vez que ele vai usar alguma coisa, deixa fora do lugar de novo. Já tivemos várias discussões sobre isso, ao ponto dele dizer que um fone de ouvido tem que ficar na estante na frente dos meus livros para ele usar quando ele quiser, e não dentro da caixa junto com todas as outras tralhas de fios e celulares que ele tem! Mas o grande problema são os CD’s. Ele ADORA ficar na frente do computador e se deixar fica instalando e baixando programas o dia inteiro! Em virtude disso, ele tem literalmente milhares de CD’S e DVD’s espalhados por essa peça, avulsos, em caixas, em tubos de 50 unidades, em envelopes, enfim, de tudo que é jeito. Já tentei organizá-los, mas não consigo, pois cada vez que ele mexe e usa um CD ou DVD, bagunça tudo de novo!
Poderias ajudar? Sabe alguma solução para organizar milhares de cd’s e dvd’s? Obrigada!

Querida leitora,

Meu marido é muito parecido com o seu.

As minhas dicas são:

- Primeiro tentar sentar junto com ele para organizar e ver o que realmente ele usa e o que pode ser jogado fora.

- Outra opção é comprar um HD externo e jogar todos os programas (úteis) no HD.

- Comprar um móvel com gavetas que combine com o móvel do computador e colocar os cds, separados em pastas organizadoras, nas gavetas.

- O importante é não querer mexer nas coisas dele sozinha, para não ter briga.

Espero ter ajudado. Com certeza os leitores terão mais dicas ótimas para você aplicar em casa!

21 Feb 2013

Dúvida da leitora: qual o melhor horário para fazer a lição de casa com os filhos?

Bom dia, Thaís! Tudo bem?
Adorei a novidade dos temas por mês. Gostaria de sugerir um post para orientar as mães de filhos que estão começando a levar lição para casa. Esse é o meu caso. A minha filha está entrando no 1º ano do ensino fundamental e a partir de agora trará lições de casa todos os dias. Ela estuda à tarde, porém às terças e quintas tem que ir para a escola no período da manhã também.
Sempre achei que fazer lições de casa à noite não seria muito produtivo pois as crianças costumam chegar cansadas, sem contar que a rotina noturna é corrida. Jantar, banho, e quando vemos já são 20h00. Super tarde para as lições de casa, concorda?
Além disso, os médicos indicam atividades físicas para as crianças pelo menos 3 vezes por dia o que todos nós sabemos que é importante e muito saudável. Ou seja, que tempo sobra para as lições e estudos em casa para uma criança de 6 anos em diante?
Sei que o seu filhinho ainda não está nessa fase, mas você vai ver que dilema é esse, Thaís. Uma loucura!
Beijinhos e muito obrigada por tudo o que você tem feito de bom na minha vida e na de tantos leitores do seu blog.

Queria leitora,

Nossa vida é uma correria, não é mesmo?

A pergunta é: pela manhã, você está disponível para ficar com ela? Se sim, certamente esse horário é o melhor para fazer as lições. Quando ela tiver aula pela manhã, excepcionalmente será necessário fazer as lições à noite. Cheguem em casa, tomem um banho e, logo após o jantar, façam a lição. Mas explique direitinho para ela como as coisas funcionarão. Já viu aquele quadro de rotina da Supernanny? Talvez seja uma boa ter um desses em casa. Eu sou louca para fazer, mas meu filho ainda não entende.

Será cansativo fazer a lição à noite? Sim, mas são dias excepcionais. Nunca, nunca tome situação que são exceção como regra geral para pensamentos e preocupações na sua família. Existirá uma regra geral, que é fazer a lição pela manhã e, quando não for possível, e somente se houver lição, esta será feita à noite.

Quanto à atividade física, ela já não faz aulas na escola? Em muitos casos, essas aulas são suficientes. Se não, talvez seja o caso de fazer algo de curta duração pela manhã – mas tente não complicar!

Certamente outros leitores ficarão muito contentes em te dar mais sugestões pelos comentários. =)

Obrigada por ter escrito.

19 Feb 2013

Sugestões e dicas para o lanche das crianças na escola

Nesse mês de volta às aulas, recebi muitos pedidos de mães e pais para postar sobre o lanche das crianças. Para fazer isso com uma certa autoridade, eu conversei com uma amiga minha nutricionista, que elaborou o excelente texto abaixo, que compartilho com vocês.

O nome dela é Roberta Medeiros e seu telefone para contato e atendimentos é:
(11) 99377-9144.

Todos sabem dos benefícios de uma alimentação saudável, mas poucos ingerem os alimentos recomendados. Devemos o quanto antes adquirir hábitos saudáveis para que no futuro sejamos adultos saudáveis. Problemas cardíacos e outras patologias estão acometendo cada vez mais jovens e crianças .

A criança não deve ficar muito tempo sem se alimentar entre as refeições, ou não se alimentar adequadamente, pois ela pode perder peso, ter cansaço e até sentir totura atrapalhando o aprendizado. O ideál é se alimentar de três em três horas

Alimentos gordurosos, como coxinha, risoles e outras frituras,refrigerantes e alimentos que estragam fácil (e fazem muito mal) não devem estar na lancheira. Evitar também chicletes, chocolate em excesso e balas.

Além da lancheira térmica existe outra forma de manter o lanche sempre fresquinho: pode-se usar o papel alumínio para embalar lanches e frutas. Outra dica é preparar o lanche logo cedo, pouco tempo antes de a criança sair.

Quanto mais completo o lanche mais saudável e de qualidade será a refeição. É necessário ter na lancheira alimentos de todos os grupos: energéticos, reguladores e construtores. Energéticos são os pães, bolachas, barrinha de cereal, entre outros. Reguladores são as frutas e sucos; e construtores são os leites e derivados, requeijão, manteiga, presunto, peito de peru.

A lancheira pode conter:

  • Pães integrais (pode alternar os pães integrais com bisnaguinhas, pão círio, pães de leite e torradas, mas devemos preferir os pães mais saudáveis). Para rechear os pães devemos preferir queijo branco, manteiga, requeijão e peito de peru ou presunto magro, observando sempre a data de validade pois são muito perecíveis;
  • Bolos simples caseiros;
  • Sucos naturais ou de caixinha (néctar);
  • Conservação dos sucos: as vitaminas da frutas, em especial a vitamina C, sofre oxidação em contato com o oxigênio e vai perdendo sua eficiência. A perda ocorre aproximadamente após 4 horas de exposição (suco pronto). Mesmo com essa perda podemos utilizar outras frutas na lancheira e em forma de suco como por exemplo suco de acerola, abacaxi, maracujá e melão, pois estas sofrem menos o efeito da oxidação;
  • Água de coco;
  • Achocolatado;
  • Iogurtes naturais ou danoninho (só não devem ficar muito tempo sem consumir, então o ideal é consumir o quanto antes);
  • Biscoitos de preferência sem recheio, como por exemplo bolachas água e sal com geléia (sem adição de açúcar é melhor);
  • Bolacha maisena com requeijão;
  • Frutas cortadas em cubos pequenos (não são todas as frutas que ficam boas quando descascadas. A maioria delas perde vitaminas e ficam escuras. O kiwi, não. Apesar de perder um pouco de vitamina C até a hora do intervalo, ele tem fibras e outros nutrientes). Uma boa dica de frutas são as que não escurecem como mamão, melancia, melão, morango. Outra boa pedida também são as saladas de frutas.
  • Uma boa opção são as cenouras aperitivo (especiais para lanche);
  • Polenguinhos;
  • Tomate cereja;
  • Ovos de codorna.

Como armazenar

Lanches devem ser embalados em papel filme e leites e os sucos, armazenados em garrafas térmicas.

Outra boa dica é armazenar os sucos em garrafas bem vedadas e escuras, de preferência pequenas, pois ocorre menos oxidação.

Higiene

É importante também fazer todo dia a higienização da lancheira com álcool e água e sabão.

Sugestão de lanches saudáveis para a semana inteira

É muito importante o consumo de legumes, verduras e frutas e devemos evitar açúcar, gorduras saturadas e excesso de sal presentes nos alimentos industrializados. De certo há praticitade nos alimentos industrializados, mas devemos evita-los para ter uma vida saudável no futuro. Então, seguem sugestões e dicas de lanches saudaveis para os pequeninos:

Segunda-feira

1 caixinha de suco de soja (200 ml)
1 bisnaguinha com manteiga
1 fruta em cubinhos

Terça-feira

Suco natural de laranja
1 sanduíche de pão integral com 1 colher de sobremesa rasa de requeijão

Quarta-feira

3 bolachas água e sal com geléia de morango
1 unidade de queijo tipo Polenguinho
1 banana
Leite fermentado

Quinta-feira

Iogurte integral
1 barrinha de cereais
Mini cenouras

Sexta-feira

1 fatia pequena de bolo caseiro e simples
Água de coco
Melancia fatiada

Sugestão 2

Segunda-feira

1 pote de salada de frutas
Bolacha maisena com requeijão

Terça-feira

Suco natural de maracujá
1 fatia de bolo caseiro

Quarta-feira

2 torradas com geléia
Tomate cereja
Leite fermentado

Quinta-feira

Achocolatado
Pão de forma com queijo branco
Melão cortado em cubinhos

Sexta-feira

Iogurte
Pão de miho
Cenoura fatiada

E então, gostaram das sugestões da Roberta? Eu adorei! Na escola do meu filho, eles que fornecem o lanche, então eu não preciso me preocupar com isso, pois eles já utilizam alimentos mais saudáveis. No entanto, para quem não tem essa opção, ficam as dicas da nutricionista e sugestões para duas semanas de lanches. Não tem como os pequenos não gostarem!

Nutricionista: Roberta Medeiros
Telefone para contato: (11) 99377-9144