ou
Comece a se organizar

Aproveite o mês de janeiro e o Carnaval para ler livros que remetam a recomeços e renovação. Neste post, vamos indicar livros que façam alusão aos nossos 5 “Rs” de janeiro: Relaxe, Renove, Refresque, Resete e Recomece.

💙 Relaxe: “Resiliência”, Erika Stancolovich. “O vento não quebra uma árvore que se dobra” (provérbio africano). A Resiliência, que, em termos organizacionais, pode significar “a capacidade de gerenciar flexivelmente e crescer na adversidade’’, pode ajudar os professores a alcançar resultados positivos e fazer com que eles possam conseguir manter suas competências perante situações ameaçadoras e imprevisíveis. O termo Resiliência veio da Física e significa a propriedade de alguns materiais acumular energia, quando exigidos e estressados, e voltar ao seu estado original sem qualquer deformação. Em Ciências Humanas, seu significado é: “A capacidade de um indivíduo possuir uma conduta sã num ambiente insano, ou seja, a capacidade de o indivíduo sobrepor-se e construir-se positivamente perante adversidades.” Os indivíduos resilientes têm sido descritos como possuindo um locus interno de controle, otimismo, significação, confiança, força de ego, perseverança, habilidade para resolver problemas e flexibilidade.

💙 Renove: “Isso me traz alegria”, Marie Kondo. Cheio de dicas práticas e explicações detalhadas, o livro ensina como guardar cada tipo de roupa, documento e utensílio, como arrumar armários, armazenar alimentos, organizar maquiagens, CDs e fotografias, como envolver as crianças no processo e muito mais. Respondendo às principais dúvidas dos seus clientes e leitores, Marie aborda temas que ficaram de fora do livro anterior e reafirma a etapa mais importante do seu método: descobrir, entre tudo aquilo que está à sua volta, o que realmente lhe traz alegria – e descartar o restante. Quando nos cercamos apenas de coisas que amamos, a vida flui de forma muito mais leve. A bagunça não retorna e tudo se transforma. E é aí que a mágica acontece.

💙 Refresque: “Atenção plena”, Mark Williams. Mais do que uma técnica de meditação, a atenção plena (ou mindfulness) é um estilo de vida que consiste em estar aberto à experiência presente, observando seus pensamentos sem julgamentos, críticas ou elucubrações. Ao tomar consciência daquilo que sente, você se torna capaz de identificar sentimentos nocivos antes que eles ganhem força e desencadeiem um fluxo de emoções negativas – que é o que faz você se sentir estressado, irritado e frustrado. Este livro apresenta um curso de oito semanas com exercícios e meditações diárias que vão ajudá-lo a se libertar das pressões cotidianas, a se tornar mais compassivo consigo mesmo e a lidar com as dificuldades de forma mais tranquila e ponderada. Você descobrirá que a sensação de calma, liberdade e contentamento que tanto procura está sempre à sua disposição – a apenas uma respiração de distância.

💙 Resete: “Por que fazemos o que fazemos?”, Mario Sérgio Cortella. Bateu aquela preguiça de ir para o escritório na segunda-feira? A falta de tempo virou uma constante? A rotina está tirando o prazer no dia a dia? Anda em dúvida sobre qual é o real objetivo de sua vida? O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda em Por que fazemos o que fazemos? as principais preocupações com relação ao trabalho. Dividido em vinte capítulos, ele aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade – a si e ao seu emprego. O livro é um verdadeiro manual para todo mundo que tem uma carreira mas vive se questionando sobre o presente e o futuro.

💙 Recomece: “Mais rápido e melhor”, Charles Duhhig. O autor faz um exploração inovadora da ciência da produtividade e por que, no mundo de hoje, como você pensa é muito mais importante do que o que você pensa. Com base nas últimas descobertas da neurociência, psicologia e economia comportamental Duhigg explica que as pessoas, empresas e organizações mais produtivas não apenas agem diferente, elas veem o mundo de modos profundamente diferentes. Elas sabem que produtividade tem a ver com fazer escolhas. A maneira como tomamos decisões; as grandes ambições que colocamos em primeiro lugar e as metas fáceis que ignoramos; a cultura que estabelecemos para estimular a inovação; o modo como interagimos com as informações que temos diante de nós: é isso que separa os simplesmente ocupados dos genuinamente produtivos.

E você, pretende ler que livro nas férias? Se não estiver de férias, me conte o que está lendo atualmente nos comentários!

Thais Godinho
03/01/2017
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Checklists são listas de referência, que você verifica para garantir que aquilo que você já faz em piloto automático está sendo realmente feito, a fim de garantir um certo nível de qualidade que você espera ter em sua vida.

Uma checklist anual traz itens que devem ser feitos uma vez por ano, mas que são incrivelmente importantes. Gosto de verificar essa checklist justamente na semana em que estamos – entre o Natal e o Ano Novo -, porque ela me ajuda a fazer uma revisão do ano que passou e também pensar com um pouco mais de significado no ano seguinte.

Ferramenta usada: Todoist

O que tem em cada um dos itens:

Obrigações de final de ano: Aqui entram itens básicos, como pagamento do décimo terceiro da minha contadora e fechamento fiscal da minha empresa. São coisas que eu tenho que fazer antes do ano acabar.

Faxina de final de ano: Aqui eu listo as coisas que gosto de fazer em casa para ser um faxinão de ano novo. Inclui lavar paredes externas, substituir travesseiros, fazer uma limpeza mais completa na geladeira e no congelador, lavar cortinas e outros itens do tipo. Também verifico se há necessidade de promover algo com relação à segurança da casa ou se quero pintar alguma parede.

Revisão de final de ano (GTD): Uma vez por ano, gosto de reimplementar o método GTD do zero, seguindo as recomendações do David Allen: separo dois dias para fazer uma super coleta e então esclarecer e organizar tudo. É magnífico. Também gosto de revisar o sistema como um todo, especialmente os projetos concluídos, e também atualizar o meu arquivo de referência de maneira geral (documentos, papéis, e-mails).

Para revisar finanças e projetos de vida: Este ano, em uma das edições da revista Você S/A (“Dinheiro: como fazer escolhas melhores?”, disponível no iPad), o especialista em finanças Gustavo Cerbasi compartilhou uma checklist muito legal para você revisar anualmente seus projetos de vida e finanças, então passei para cá. São perguntas muito boas, tais como: “sua família está informada sobre seus objetivos de curto, médio e longo prazo?”, “algum projeto terá que ser adiado por conta do orçamento atual?”, “quais os gastos que mais cresceram nos últimos 12 meses?”. Aliás, recomendo tudo o que você puder acompanhar do Gustavo Cerbasi fortemente. As dicas dele são ótimas.

Planejamento anual: Aqui, de modo geral, eu tenho uma visão do ano que vai começar (feriados, períodos de férias escolares, eventos já agendados) e lembro de projetos recorrentes, como fazer um check-up médico anual e organizar os documentos para o imposto de renda. Também insiro perguntas como “você vai em algum festival budista este ano?” ou “você pretende fazer algum curso?”, que me ajudam a analisar as possibilidades de investir tempo nesses projetos.

De modo geral, todas as revisões conversam com a revisão semanal do GTD, que é o que mantém o sistema como um todo atualizado, especialmente com relação aos projetos que estão em andamento e os que estão em stand-by.

Esta semana é um bom momento para você avaliar o que é importante revisar anualmente e montar sua checklist anual. Por favor, deixe um comentário comentando se você já faz algo do tipo ou compartilhando ideias. Vou adorar!

Thais Godinho
26/12/2016
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Não é porque o feriado vai cair em um final de semana que você não pode aproveitar para organizar algumas coisas – muito pelo contrário! Não sei se vocês sabem, mas eu não sou cristã ou católica, mas gosto do Natal pelas suas origens históricas e mitológicas mas, principalmente, porque minha avó e minha sogra são cristãs, sendo uma data para reunir a família e ficarmos todos juntos. O fato de cair em um final de semana pode ser interessante, como vocês verão nesse post! Por isso ele está entrando no ar cedinho neste sábado: para você aproveitar bem os dois dias!

Que tal começar o dia dando uma geral básica na casa? Por “geral”, não quero dizer “dia de faxina”, mas colocar as coisas no lugar, as roupas para lavar na máquina, lavar a louça e arrumar as camas. Não sei se para vocês acontece o mesmo, mas quando eu começo o dia assim, já me sinto um pouco com o dever cumprido.

Aproveite para organizar as fotos da família. Sente-se sem pressa, pegue todas as fotos, relembre os momentos, e aproveite para selecionar as que não quer mais manter, as que quer colocar em porta-retratos, as que quer atualizar e as que quer colocar em álbuns diferentes. Essa atividade pode ser feita em família também.

Continue fazendo uma meditação para agradecer pela família que você tem. E eu sei que todas as famílias têm problemas, mas também têm muito amor envolvido. Peça ajuda por aqueles que necessitam, agradeça o que você tem e tudo o que foi ensinado a você desde que você nasceu. Lembre-se de bons momentos. A ideia é terminar a meditação com uma sensação de calma e gratidão.

Prepare uma sobremesa ou biscoitos para levar para a ceia de Natal. Se você for responsável pelo preparo da ceia, inicie seus trabalhos. Se não, pode ser simpático e até terapêutico preparar algo para levar. Veja várias receitas de cookies, por exemplo, aqui.

Planeje como será a sua ceia. Eu digo mentalmente e emocionalmente. Qual seu resultado desejado? O que espera conversar com as pessoas, proporcionar a elas e sentir a respeito? Você quer agradecer alguém? Você quer apenas passar momentos alegres com a família? Você quer ajudar a manter o clima caso alguém comece a discutir sobre qualquer assunto? Aliás, que tal ter como meta agradecer alguém nessa ceia de Natal? Escolhe alguém e agradeça por algo. Você vai se sentir bem.

Organize para que todos tirem uma foto juntos. Se sua família não tem essa tradição, pergunte-se por que não? Muitas vezes, a única época do ano em que todos se reúnem é justamente na ceia ou almoço de Natal. Aproveite! Depois, envie por e-mail, poste no Facebook ou envie uma cópia impressa pelo correio como sinal de agradecimento.

Após o almoço de Natal, tire um tempo para planejar a sua próxima semana. Essa semana entre o Natal e o Ano Novo costuma ser mais tranquila para a maioria das pessoas. Se for o seu caso, como você pode aproveitá-la bem? Qual seu propósito? Descansar? Resolver coisas? Destralhar a casa? Organizar seus arquivos? Defina um foco e planeje suas atividades.

Antes de o dia acabar, separe suas coisas para o dia seguinte. Roupa, bolsa, mochila, agenda, providências que precisa tomar, contas a pagar e o que mais for necessário para a sua segunda-feira. Se precisar, dê um trato final na casa, repetindo o primeiro passo deste post.

Antes de dormir, agradeça não só pelo feriado, mas pela sua vida e pela oportunidade maravilhosa de recomeçar todos os dias. No final das contas, foi só mais um dia. Faça do outro dia especial também, mesmo que não seja um feriado. Aproveite.

Thais Godinho
24/12/2016
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Vocês sabem que eu não gosto de dar dicas comuns, que vocês encontram em qualquer lugar. O que trago no blog, a cada post que escrevo, é o que vejo, aprendo com os leitores, em sala de aula, com participantes dos meus cursos, em meu trabalho como coach e, essencialmente, do que vivencio no dia a dia. E, hoje, se eu pudesse resumir em cinco maneiras como deixar a casa mais organizada para o ano novo, eu iria certeira nas seguintes:

1. Encontre o minimalismo que funcione para você

Destralhar deve ser algo constante, a se fazer regularmente. Se eu pudesse dar uma única recomendação para você fazer na sua casa em 2017, seria manter nela apenas aquilo que é útil e você ama. Destralhar não se trata apenas de se desfazer do que você não quer mais, mas de manter o que você quer. Esse foco é positivo.

O que é tralha para você, pode não ser para os outros. Por isso, ao se desfazer da tralha, na verdade você está proporcionando a outras pessoas ter acesso a materiais que podem ser úteis, apesar de não serem mais úteis para você. Destralhar, então, é um ato de compaixão, de doação. E a ideia é deixar em casa aquilo que, quando você olha, você gosta. Da cadeira ao martelo. Não sair comprando apenas por comprar, mas filtrar muito bem, em primeiro lugar, o que entra na sua casa, para que esse destralhamento vá diminuindo cada vez mais, com o tempo. Então se trata de consumo consciente também.

Além do que, claro: não dá para organizar tralha. Portanto, para ter uma casa organizada, destralhar é fundamental, o primeiro passo mesmo.

2. Aprenda sobre Feng Shui

Feng Shui é uma arte chinesa muito antiga que foi trazida para o Ocidente e pode ser usada para harmonizar as energias e ambientes da nossa casa. Na prática, significa dar propósito à organização e à decoração. Este ano, eu mergulhei nesse tema e vi como, com pequenos detalhes, podemos mudar completamente um ambiente e deixar a casa mais legal, com a nossa cara, e sabendo que cada objeto está em determinado lugar por algum motivo.

Eu acho que vale muito a pena ter uma pessoa que possa te orientar nesse processo. Aqui em casa, quem está me ajudando é a Wanice Bon’ávigo, do Armazém da Energia, parceirona aqui do blog. Ela faz esse trabalho de consultoria e tem muitos cursos. Existem muitos livros interessantes que também podem ajudar a dar uma visão, mas mesmo eu que sempre fui rata de biblioteca adorei ter uma pessoa comigo personalizando a coisa toda. Considere o que pode funcionar melhor para você. O fato é que a nossa casa é um templo sagrado e, se organizarmos e decorarmos com propósito, esse é um direcionamento legal e que torna realmente tudo mais harmonizado.

3. Pense menos em estoque e mais em usabilidade

Como eu costumo viajar bastante em decorrência da minha profissão, eu me acostumei com o minimalismo que se tem no dia a dia quando se precisa viver em um quarto de hotel. Você aprende a dar valor ao que realmente faz diferença, que é ter uma cama confortável, lençóis de qualidade, um bom chuveiro, iluminação indireta, limpeza, poucos objetos.

Sim, eu sei que a nossa casa precisa armazenar coisas. Mas tente pensar mais em ter apenas aquilo que você realmente usa ou faz sentido. Se você costuma guardar coisas que não usa tanto, apenas porque de vez em quando pega para dar uma olhada ou para usar, será que vale a pena mesmo ter? Ou existem outras soluções, como alugar ou pegar emprestado quando for o caso?

Exemplos típicos são: equipamentos esportivos, de camping, louças, livros, itens de papelaria, aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos, entre tantos. E é claro que cada caso é um caso. Avalie.

O que quero dizer é que, muitas vezes, fazemos estoques de canetas e nem usamos todas que compramos porque a tinta acaba secando antes de você efetivamente ter gasto uma a ponto de trocar por outra. Ou comprando itens para casa que parecem úteis mas são usados só uma vez por ano, como panela de fondue. Será que não vale a pena, uma vez por ano, ir a um restaurante e curtir a experiência dentro de um contexto diferente em vez de ocupar espaço em casa de algo que vai usar tão pouco? Mais uma vez: cada caso é um caso. Mas verifique se não é o seu.

Os imóveis estão tão pequenos hoje em dia, e isso tem suas vantagens (limpeza e manutenção, por exemplo). Aproveite seu espaço de acordo com seu uso, tornando essa experiência mais agradável e menos entulhada de coisas.

4. Delegue mais

Eu gosto muito de cuidar da casa, acho terapêutico. O que eu não acho terapêutico é chegar, depois de um dia de trabalho, extremamente cansada, e ter que decidir entre brincar com o meu filho ou lavar o piso do banheiro. Muitas vezes, a gente tem que aprender a abrir mão de algumas atividades em detrimento de outras. Se você começar a se sentir sobrecarregado(a), faça escolhas.

Não tem nada de errado em contratar um profissional para cuidar da limpeza da casa ou alguém para fazer serviços básicos para você. Ninguém tem que ser um super herói do cotidiano, fazendo malabarismos. Se você tem dois empregos, por exemplos, os ganhos com um segundo emprego devem dar para compensar esses extras, porque não tem como você ter dois empregos e ainda querer fazer tudo o que fazia antes, quando tinha só um.

Sei que, em tempos de crise, ninguém quer pensar em gastar dinheiro a mais. Mas pense assim: quanto vale a sua hora de trabalho? 50, 90 reais? Quanto dinheiro você está perdendo passando quatro ou seis horas do seu sábado se dedicando a uma atividade que outra pessoa poderia fazer por 150/dia?

5. Descubra seu elemento diferencial: música, arte, plantas

Para tornar a sua casa um lugar seu, com a sua identidade, identifique aquilo que é importante para você. Se você gosta de plantas, incorpore esse elemento. Se gosta de música, como trazê-la aos ambientes? O mesmo vale para artes, literatura, história, quadrinhos, esportes e hobbies diversos ou gostos que você tenha. Se você fizer isso, sua casa terá sua cara de verdade, transformando-se em um lar que você gosta de ficar e curtir um tempo.

Essas são as minhas cinco maneiras de te ajudar a ter uma casa mais organizada em 2017. O que você pretende aplicar? Deixe nos comentários!

Thais Godinho
22/12/2016
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Como parte do planejamento para o ano que vem, e aproveitando esse momento que estamos vivendo em nosso país, é bastante oportuno fazer uma revisão da sua carreira como um todo. A ideia é analisar o que você já fez, onde quer chegar e o que pode fazer no próximo ano para chegar lá.

É claro que este post terá abordagem variada de acordo com o estágio de vida em que você se encontra. Se você nunca trabalhou e ainda não entrou na faculdade, este é o momento de pensar qual será seu primeiro passo em direção ao futuro. Você tem duas opções:

  1. Procurar aprender habilidades e até um estágio na área em que resolveu estudar;
  2. Se não sabe o que fazer na faculdade, busque conhecer pessoas e fazer essa pesquisa no ano novo que se inicia. O que pode te ajudar nessa busca? Só você pode definir.

Caso você já tenha tido pelo menos um trabalho anterior, você pode querer seguir as seguintes sugestões:

  1. Liste em uma folha de papel todos os seus empregos e trabalhos, o cargo e quanto tempo ficou no cargo
  2. Depois, escreva o que mais gostava e o que menos gostava em cada um desses trabalhos
  3. Escreva por que saiu de cada um deles
  4. Escreva o que aprendeu em cada um
  5. Analise o seu emprego hoje (ou o último, se estiver desempregado), e pergunte-se o que menos gosta(va) e o que mais gosta(va)
  6. Existe alguma habilidade que você vê como importante aprender nesse momento e você ainda não começou a desenvolvê-la? (ex: inglês, Excel avançado, liderança)
  7. Os seus empregos desenvolvem uma trajetória natural? Por exemplo: como foi a evolução dos cargos? O que há de comum entre todos eles?
  8. Qual você acha que seria a sequência natural depois do seu último cargo ou cargo atual?
  9. Que habilidades você precisa ter para chegar lá?
  10. Levando em conta as habilidades, quanto tempo você acha que levaria para conseguí-las?
  11. O que você pode fazer ainda no ano que vem para ir em direção a esse caminho natural?
  12. Como você vê a evolução dessa conquista daqui a cinco anos? E dez anos? Onde você quer chegar?

Com esse exercício, você conseguirá definir habilidades, cursos para fazer, livros que poderá ler, pessoas com quem pode conversar, entre outras ideias para colocar sua carreira em análise e ver não apenas como melhorá-la hoje, mas como chegar onde você quer.

Me conta o resultado desse exercício nos comentários?
O que você pode fazer no ano que vem?

Thais Godinho
12/12/2016
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Uma das coisas que ter feito o curso de coaching mais me ajudaram foi pensar mais no estilo de vida que eu quero ter, nas coisas que eu quero conquistar e no tipo de pessoa que eu quero ser. Algumas pessoas torcem tanto o nariz para a programação neuro-linguística (PNL), mas foi graças a um exercício relacionado, feito em um dos dias do curso, que eu pude ter uma visão perfeita de quem eu quero ser, em detalhes. Pude ver a expressão no meu rosto, as roupas que eu estava usando, meu corte de cabelo, o local onde eu estava e sentir com muita vivacidade todos os sentimentos que estava sentindo naquele momento.

O que acontece é que, quando me olho no espelho, eu não vejo aquela pessoa. Quando eu analiso a minha vida, eu não vejo aquela situação. Mas o fantástico desse exercício foi justamente me mostrar o que eu quero. E sério, gente, essa é uma das partes mais difíceis – se não a mais difícil. Eu fiz esse curso no final de julho, e ele me impactou de uma maneira tão intensa que não há um único dia que aquela minha imagem não apareça na minha mente.

Mas o que realmente fez diferença foi saber que eu consigo chegar nela. E que cada dia da minha vida é um passo em direção a esse tempo e espaço. Isso tem sido um dos maiores motivadores de mudanças na minha vida ultimamente. Comecei a perceber atitudes que não condiziam comigo, no meu dia a dia – desde a maneira como eu trato meu filho quando às vezes estou cansada e sem paciência até atitudes no trabalho, em que digo “sim” a coisas que talvez não precise dizer sim.

Parte dessa auto-descoberta foi ter chegado à minha missão pessoal, também durante o curso. Ela tem tudo a ver com aquela imagem. E o mais curioso é que esses exercícios foram feitos em diferentes momentos, mas só serviram para me mostrar como coerência é um dos meus valores mais fortes, pois as peças foram se encaixando maravilhosamente.

eu-no-espelho

Hoje, eu consigo olhar para a decoração da minha casa e dizer: isso não tem mais nada a ver comigo. Olhar para as minhas atitudes e pensar: não tem por que eu agir assim, porque isso não tem nada a ver com a pessoa que eu sei que eu sou. Analisar os meus projetos e objetivos em andamento e afirmar: isso faz sentido, aquilo não.

O que é mais interessante é que uma missão pessoal verdadeira não se trata de algo que te engessa ou te prende a um conceito. Não. É algo tão intrinsicamente seu, que te imprime no mundo, faz você se expressar de acordo com quem você é realmente, que na verdade é um atestado do por que você existe. Diferente da missão que eu tenho para o Vida Organizada, por exemplo, que foi algo que eu descobri em 2012, 2013. Simplesmente surgiu na época para mim, e eu sempre confundi a missão do VO com a minha missão pessoal, até este ano. Porque, quando eu fiz o exercício no curso, vi que são missões diferentes. Relacionadas, mas levemente diferentes. Foi um ponto de mudança de paradigma para mim, e sou muito grata a isso, porque tem delineado absolutamente tudo na minha vida.

Quando eu penso no meu planejamento para o ano que vem, não tem como eu me desvencilhar daquela imagem que tenho em mente da pessoa que eu sou e que quero expressar para o mundo. Eu vou chegar lá. Tempo e distância não importam – pode ser ano que vem, pode não ser. A direção é mais importante que a velocidade. Mas eu tenho essa imagem muito clara, e ela me ajuda a tomar decisões importantes.

Por isso, este post existe justamente para te incentivar a pensar: que pessoa eu quero ser no ano que vem? Ou a partir do ano que vem? Estamos sempre em construção. Pense em tudo o que você acha que não tem mais nada a ver com você e pergunte-se como fazer uma transição tranquila (e outras nem tanto) para mudar. Veja também tudo aquilo que tem a ver com você e que você gostaria de explorar mais. Você pode não ter todas as respostas agora (ninguém tem), mas as poucas respostas que tiver já podem te dar subsídios para começar a trabalhar nelas nesse momento. E qualquer mudança em direção à sua essência já trará um impacto gigantesco à sua vida como um todo, porque é um tijolo sobre o outro, o que você está colocando.

Quando se fala em planejamento, pode ser muito fácil chegar com agendas e planilhas e querer só colocar em prática a parte tática da vida, mas uma das coisas que vem antes é a parte estratégica mesmo. E eu acredito que pensar na pessoa que você quer ser é uma das maiores estratégias desse planejamento.

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Thais Godinho
05/12/2016
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