ou
Destralhar

Eis algumas dicas para destralhar regularmente o seu banheiro.

# Todos os dias, fique de olho na lixeira. Se você morar com mais de uma pessoa, pode ser que ela precise ser trocada diariamente. Inclusive, se você estiver ok em dedicar tempo a isso, é um bom hábito esvaziá-la diariamente.

# Mais de uma vez por semana, pode valer a pena trocar as toalhas. Mais uma vez, depende da quantidade de pessoas na sua casa.

# Uma vez por semana, dê uma olhada nos utensílios e produtos do dia a dia, para ver se estão vazios ou se precisa abastecer. O ideal é que você tenha sempre um produto reserva – não precisa mais do que isso. Para utensílios como: papel higiênico, algodão, cotonetes, o ideal é ter um pacote a mais, e não uma unidade.

# Brinquedos de crianças devem ser lavados semanalmente para tirar sujeira e possível lodo, senão você vai precisar jogar fora muito rápido (como qualquer coisa que a gente não cuide direito).

# Deixe exposto o que está em uso; guarde em armários, gavetas etc o que for apenas estoque.

Mesmo guardando algumas coisas, pode ser útil se perguntar:

  • Eu realmente uso isso?
  • Este item é duplicado?
  • Está na validade?
  • Este item facilita a minha vida ou a deixa mais agradável?
  • O espaço que ele ocupa vale a posse do objeto?

Sobre itens específicos:

Toalhas: Depende da quantidade de trocas. Toalhas de rosto e lavabo costumam ser trocadas mais vezes por semana. O ideal é que você tenha uma quantidade que dê para duas semanas. Toalhas de banho, você pode ter uma em uso e outra lavando. Eu gosto de ter uma terceira, pois se você não tiver secadora e pegar tempo úmido, pode ficar sem toalhas.

Produtos de maneira geral (shampoo, hidratante): Um em uso e um reserva. Compre um novo quando for para o reserva.

Acessórios para cabelo: Aqui a tendência é a bagunça se instalar. Procure usar modelos básicos no dia a a dia e guarde no quarto os mais enfeitadinhos para ocasiões especiais.

Produtos para limpar o banheiro: Vale a pena ter uma cestinha com o essencial para limpar o banheiro ali mesmo, sem ter que ir pegar na área de serviço. Atenha-se ao essencial.

Brinquedos de banho: Mantenha apenas os que estão sendo realmente usados.

Itens pessoais (absorventes, lâminas): A mesma regra anterior: um em uso, outro em estoque. Vale para pacotes.

O maior inimigo do banheiro acaba sendo quem gosta de comprar “produtinhos” novos, pois ficam em enorme variedade e quantidade, ocupando espaço de armazenamento. Se você não tiver problemas com espaço, não há o menor problema. Caso tenha um espaço pequeno, pondere.

Lembre-se de não armazenar no banheiro itens que sofram com a umidade, como medicamentos e maquiagens.

Thais Godinho
25/05/2017
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Talvez você já esteja familiarizada(o) com Joshua Fields Millburn e Ryan Nicodemus, autores do blog The Minimalists e alguns e-books sobre o tema. Eles têm uma regra muito interessante para destralhar a casa, que eu gostaria de apresentar para vocês e discutir também a viabilidade. Ela funciona da seguinte forma: se você não usou esse objeto nos últimos 90 dias, qual é a chance de usar nos próximos 90? E, se não há chance, por que mantê-lo afinal?

O que eu acho? Bem, penso em coisas que eu tenho como o casaco de inverno que uso apenas em situações em que faz realmente frio ou quando vou viajar para algum lugar onde faz mais frio que no Brasil. Pretendo usar nos próximos 90 dias? Até que sim, porque estamos nos aproximando do inverno… mas e se eu tivesse feito essa seleção próxima da chegada do verão? Será que não descartaria algo que não deveria? Então vamos dar uma problematizada nessa regrinha.

O poder dessa regra deles é na verdade nos fazer questionar sobre o uso de cada um dos objetos que nós temos em casa, e isso é importante para que a gente tenha um acervo de coisas que realmente façam sentido, atendam as nossas necessidades de vida ou a gente simplesmente curta muito usar.

Não precisa jogar fora algo que você não pretende usar nos próximos 90 dias (como no exemplo que eu dei de uma peça sazonal), mas vale a pena sim considerar se o uso futuro dela ainda faz sentido na sua vida. Isso vale para roupas, livros, itens perecíveis (cosméticos, por exemplo), objetos da casa de forma geral. Eu só não aplicaria essa regra para arquivos de referência, como documentos, porque isso a gente tem que guardar mesmo. Mas, de resto, vale a pena usar a regra como parâmetro, não como regra escrita em pedra. Aí ela pode dar certo!

Para não ser injusta, eles mesmos fazem esse adendo na página onde falam sobre a regra (em inglês). “Qualquer que seja sua regra”, eles dizem, “seja honesto(a) consigo mesmo(a)”.

Ou seja, se você se perguntar: usei isso nos últimos 90 dias (ou a quantidade de tempo coerente para você)? pretendo usar nos próximos 90? e a resposta for NÃO para ambas, questione se vale a pena, para você, dentro do espaço que você tem, manter esse objeto.

Vamos fazer o teste dessa regra e depois trocar ideias? Deixe um comentário aqui no post dizendo se você topa participar e, depois, o que achou! Uma dica é começar com uma categoria específica de coisas (ex: camisas).

Thais Godinho
09/05/2017
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Assisti o documentário “Minimalists” no Netflix (aliás, assistam! farei uma resenha no blog em breve) e busquei mais informações sobre um casal que é entrevistado lá, e encontrei este vídeo onde a moça dá dicas para manter uma casa minimalista com duas crianças. Vou comentar as dicas que ela dá porque achei bem legais e quebram alguns mitos, além de combinar com algumas percepções que eu tenho e reforcei vendo esse vídeo.

  1. Não importa o tamanho do seu imóvel, mas a quantidade de coisas que você tem. Ela vive em um apartamento relativamente pequeno e que sobra espaço justamente porque tem apenas o que é essencial para a família viver. Vamos questionar a posse de coisas? E ei: minimalismo não significa ter o tanto quanto eles. Ter pouco ou ter mais do que isso. Significa você encontrar o mínimo necessário para a sua família viver, questionando o consumo e fazendo melhores escolhas, todas com propósito.
  2. Uma mesa redonda para a sala de jantar facilita a vida porque não tem cantos ou limitações e pode acomodar uma quantidade variada de pessoas. A mobilidade com crianças também fica mais fácil, assim como a convivência entre vocês fica de igual para igual.
  3. Se tiver a possibilidade, adapte os móveis. No vídeo, ela mostra aquelas camas retráteis, que você consegue guardar no armário para liberar mais espaço no quarto. Se achar uma boa e quiser personalizar, pode funcionar. O bom é que isso te obrigada a ter pouca roupa de cama e deixar a cama sempre arrumada (= sem coisas em cima).
  4. Use prateleiras abertas. E é engraçado porque, quando falo sobre isso, as pessoas sempre respondem: “fica muito mais sujo e dá mais trabalho”, mas o que ela levanta no vídeo (e concordei e vou defender a partir de agora) é que, justamente por ser aberto, você vai pensar bem no que vai expôr ali, tanto em termos de quantidade de coisas (“aff, dá trabalho limpar muita coisa”) quanto em termos de qualidade, porque vai querer expôr coisas bonitas. Pense a respeito.
  5. Aliás, tornar as coisas úteis também bonitas é algo que se alinha até com o que a Marie Kondo fala. Você ama esse objeto? Ele te traz alegria? Não é porque estamos falando sobre um prato que ele não pode ser bonito e te deixar contente. A ideia é essa – ter menos coisas, mas coisas legais, bonitas, de qualidade.
  6. Não concordo com a dica dela de esconder a bagunça dentro de cestos e caixas, porque para algumas pessoas pode representar um comportamento perigoso, mas no caso dos brinquedos das crianças, isso pode ser particularmente útil. Use com moderação!
  7. Adoro quando ela diz que gosta de ter plantas em casa porque elas refletem a vida lá fora, além de trazer oxigênio para o espaço interno.

Mais uma vez: minimalismo é sobre o que é essencial para você. Refletir sobre o propósito do que temos é importante para termos uma vida com mais significado, além de nos ajudar a economizar.

Você já tem exercido algum movimento nessa direção? Ele deve ser constante. Comente abaixo. Obrigada!

Thais Godinho
04/04/2017
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Deveria ser proibido a gente abrir uma caixa de mudança na casa nova e descartar algo que estava dentro. É importante fazer essa seleção antes de se mudar – ideal mesmo é fazer antes de começar a encaixotar seus pertences. Se a gente deixar para decidir enquanto já está colocando dentro de caixas, a tendência é colocar tudo dentro porque é mais fácil fazer isso que decidir dar outro fim ao objeto (“só quero me livrar disso”). Portanto, antes mesmo de começar a empacotar tudo, destralhe. Aliás, vou além: mesmo que não tenha uma mudança em vista, destralhe como se tivesse. Porque a tendência do ser humano sempre é a de acumular coisas enquanto houver espaço para elas.

Segue então uma checklists do destralhamento para mudanças:

  • Comece com as SUAS coisas, e não com tudo de todo mundo da casa:
    • Materiais de referência: arquivos, documentos, material no geral, papelada no geral
    • Equipamentos: gadgets, eletrônicos
    • Decoração: quadros, bibelôs, lembranças, presentes, tapetes etc
    • Móveis: O que você precisa levar? O que pode doar ou vender?
    • Suprimentos: artigos de escritório, cadernos, canetas, cosméticos, remédios e outros
    • Roupas, sapatos, acessórios (bolsas, cintos, lenços)
    • Livros, revistas, CDs, filmes, discos
  • Passe para as coisas de uso comum:
    • Decoração
    • Móveis
    • Panelas, itens de cozinha, itens de área de serviço e relacionados
    • Eletrodomésticos, eletrônicos, equipamentos
    • Papelada
  • Auxilie nos objetos de uso individual das outras pessoas que moram com você, mas sem forçar – deixe a pessoa decidir:
    • Brinquedos dos filhos
    • Roupas do marido ou da esposa ou de outro familiar
    • Artigos pessoais de outras pessoas

Há muitos objetos que podem ser doados ou até mesmo vendidos. Hoje, com tantas opções de canais online para isso (OLX, Bom Negócio, o próprio Facebook), é bobeira ficar com coisas em casa que já não sirvam mais para a gente. Quem não quiser vender pode ajudar alguém fazendo uma doação, pois sempre tem alguém que precisa de algo que a gente não use mais. Portanto:

  1. Venda
  2. Presenteie alguém
  3. Doe para quem precisa
  4. Reaproveite para outros usos
  5. Recicle
  6. Jogue no lixo

Além de diminuir a quantidade de coisas que precisarão ser encaixotadas, você se liberta. É libertador viver com o que for necessário ou amamos muito, sem tralhas. No final das contas, a mudança vem antes.

Thais Godinho
07/02/2017
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Este é um exercício que tenho feito ultimamente e que gostaria de compartilhar com vocês.

Destralhar a minha casa tem sido uma constante ao longo dos anos. Sempre tem coisa para tirar, o que não deixa de ser impressionante.

Atualmente, tenho sido ainda mais criteriosa com tudo o que fica. Procuro manter o que o David Allen (autor do método GTD) recomenda como “coisas que normalmente têm seu lugar na casa”: referência, equipamentos, decoração e suprimentos. Mas, mesmo entre esses, tenho feito o interessante exercício de pensar: e se me chamassem para trabalhar em outro continente e eu precisasse me mudar em um mês? Eu levaria este objeto?

Pode parecer besteira, mas eu funciono bem com esse tipo de raciocínio.

O resultado é que tenho me desapegado de muito mais coisas, se pensar no trabalhão que seria me mudar com elas para outro lugar tão distante. E tenho ficado cada vez mais apenas com o essencial.

Mesmo as quatro categorias citadas lá em cima me fazem pensar na vida, porque todas elas podem ser digitalizadas (referência), vendidas (equipamentos, decoração) ou doadas (suprimentos).

Eu acredito que o fato de ter passado por muitas mudanças nos últimos anos me deixou assim. Acabei começando a gostar das mudanças, porque elas me dão a oportunidade de reavaliar tudo sempre. Mas você não precisa passar por uma mudança de casa real para fazer esse destralhe – fica a dica então para, como eu, tentar pensar assim no dia a dia.

Me conte nos comentários como foi.

Thais Godinho
28/01/2017
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Existe uma foto muito famosa do Steve Jobs sentado na sala de sua casa em 1982.

WOODSIDE, CA – DECEMBER 15: CEO of Apple Steve Jobs sits at his home in Woodside, CA on December 15, 1982. IMAGE PREVIOUSLY A TIME & LIFE IMAGE. (Photo by Diana Walker/SJ/Contour by Getty Images)

O que essa foto significa para mim?

Bem, eu li sua biografia há cerca de dois anos (aquela grandona do Walter Isaacson) e, em um dos trechos do livro, Steve Jobs comenta como foi para ele ter a sua primeira casa. Me lembro de ter lido que, quando ele mudou para essa casa, onde moraria sozinho, sem os pais, depois de a Apple já ter deslanchado, que ele tirou essa foto sentado em sua sala, com apenas alguns objetos: discos, livros, luminária, vitrola. Mas por que um cara que já era milionário tinha tão poucas coisas? E eu lembro que a resposta dele foi algo como: “Sou chato, quero coisas de qualidade e com bom design, e demoro para encontrar tais coisas. Por isso minha casa está vazia.”

Lembro também de um trecho do Thoreau (Walden, ou a vida nos bosques), em que ele diz que um homem (sic) deve ter objetos suficientes que caibam em um carrinho de mão. Todos esses conceitos sempre me fazem refletir muito sobre a nossa existência e o dinheiro que gastamos em “coisas”, além do desperdício de espaço. E é claro que, com o tempo e vários filhos, a casa do Steve Jobs ficou com muito mais coisas do que aparecem nessa foto. Porém, eu sempre gosto de olhar para ela para me inspirar.

Sabe, a gente vive num mundo em que se assumir como é é chato. Todo mundo precisa dar sua opinião sobre tudo o tempo todo. Ninguém consegue guardar para si mesmo suas concordâncias e discordâncias sobre a vida do outro.

Essa foto me inspira porque ela me mostra que eu sempre posso ser quem eu sou e posso ter objetos que eu gosto e que tenham a ver comigo, em vez de ter os “objetos padrão” que toda casa deve ter. Construir um ambiente do zero, de acordo com as reais necessidades de quem vive na casa, me parece um bom caminho.

Quem é você e como você imprime essa pessoa nos objetos que te pertencem? Sua casa reflete o mesmo?

Thais Godinho
17/01/2017
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