Armazenamento

20 Nov 2014

Passo a passo: destralhando o guarda-roupa e ficando com o essencial (muitas fotos!)

Essa semana, postei no Instagram do blog passo a passo de uma análise que fiz das minhas roupas e destralhamento do meu guarda-roupa. Gosto de fazer isso de duas a três vezes por ano, geralmente a cada troca de estação mais significativa, para valorizar as peças da estação que está entrando e doar o que eu não uso mais, ou até mesmo verificar o que precisa de reparos. Bem, as fotos estão aí embaixo, com as legendas originais.

Primeiro eu separo as roupas em "estou usando" e "não estou usando".

Primeiro eu separo as roupas em “estou usando” e “não estou usando”.

Para mim, o mais legal desse processo é o auto-conhecimento mesmo. São poucas as peças que usamos mais. Por quê? O que elas têm de especial que as outras não têm?

Para mim, o mais legal desse processo é o auto-conhecimento mesmo. São poucas as peças que usamos mais. Por quê? O que elas têm de especial que as outras não têm?

Cabide para cintos - acho mais prático que colocar em caixas, se você tiver poucos como eu! Comprei esse na Leroy Merlin, mas já vi em outras lojas similares.

Cabide para cintos – acho mais prático que colocar em caixas, se você tiver poucos como eu! Comprei esse na Leroy Merlin, mas já vi em outras lojas similares.

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09 Oct 2014

Gerenciando o guarda-roupa das crianças

Imagem: Womenolog

Imagem: Womenolog

Eu recebi uma mensagem de uma leitora que me inspirou a escrever este post:

“Thais, eu queria saber que dica você me dá para gerenciar o guarda-roupa da minha filhinha. Ela tem muitas roupas mas mesmo assim sempre falta alguma coisa na hora de se vestir. Não sei estimar quantidades na hora de comprar nem com que frequência devo fazer isso. Me ajuda, por favor?”

Uma vez eu postei aqui no blog uma planilha que tenho que me ajuda a saber quando devo comprar cada peça de roupa. Não é uma regra, mas uma orientação. Acredito que o mesmo possa ser feito com relação às crianças, com a seguinte exceção: as necessidades mudam de idade para idade e isso precisa ser observado ao manusear os dados. Outro fator que deve ser levado em consideração é a rotina da criança – quanto tempo fica na escola, quantos uniformes têm, que atividades extras ela faz, se viaja muito, se brinca na terra, se fica mais em casa etc. Isso só pode ser observado por cada pai e mãe.

Para o filhote, eu costumo fazer compras sazonalmente (a cada quatro meses) ou sempre que precisa de algo não previsto antes. Hoje, um guarda-roupa de inverno dele inclui:

  • 14 cuecas
  • 14 pares de meias
  • 1 par de luvas
  • 2 toucas
  • 10 camisetas de manga comprida
  • 10 camisetas de manga curta
  • 5 camisetas sem manga (para usar por baixo)
  • 1 blusa de lã com zíper e capuz
  • 1 blusa de lã fechada (tipo suéter)
  • 1 blusa de moletom com zíper e capuz
  • 1 blusa de moletom fechada
  • 1 colete aberto
  • 1 colete fechado
  • 1 casaco
  • 7 conjuntos de pijamas (podem ser camisetas + calças ou shorts)
  • 3 calças legging (para dormir ou pôr por baixo)
  • 5 calças jeans ou de sarja
  • 10 calças de moletom
  • 3 calças de uniforme
  • 5 camisetas de manga curta de uniforme
  • 5 camisetas de manga comprida de uniforme
  • 1 agasalho com capuz de uniforme
  • 1 conjunto de moletom de uniforme
  • 1 par de tênis confortáveis para a escola
  • 1 par de tênis mais bonitinhos para passear
  • 1 par de pantufas
  • 1 par de sandálias (para usar com meias)
  • Pelo menos um conjunto bonitinho para sair

O guarda-roupa de verão:

  • 14 cuecas
  • 10 pares de meias
  • 1 boné
  • 5 camisetas de manga comprida
  • 10 camisetas de manga curta
  • 10 camisetas sem manga
  • 1 blusa de moletom com zíper e capuz
  • 1 colete aberto
  • 7 conjuntos de pijamas (podem ser camisetas + calças de moletom)
  • 3 calças legging (para dormir)
  • 5 calças jeans ou de sarja
  • 5 calças de moletom
  • 7 bermudas
  • 7 shortinhos
  • 2 calças de uniforme
  • 10 camisetas de manga curta de uniforme
  • 3 bermudas de uniforme
  • 1 par de tênis confortáveis para a escola
  • 1 par de tênis mais bonitinhos para passear
  • 1 par de chinelos
  • 1 par de sandálias
  • 2 sungas
  • Pelo menos um conjunto bonitinho para sair

Aí o que acontece: a cada estação, eu tenho que ter mais ou menos essas quantidades acima. Se entrar o inverno e ele tiver só uma blusa de lã, porque a outra ficou pequena, sei que precisarei comprar porque não dá para ele ficar só com uma, por experiência nos invernos anteriores. Muitas roupas duram anos, enquanto outras duram apenas alguns meses. No geral, não precisamos comprar tantos itens porque os guarda-roupas se conversam entre uma estação e outra e muita coisa pode ser aproveitada. O que é bem legal é ter sempre por perto outras mães com filhos em idades diferentes dos seus, para você doar roupas em boa qualidade e elas também. Eu tenho uma prima que tem um filho quase dois anos mais velho que o nosso, então muitas vezes ela doa algumas roupinhas para ele.

Essa análise que eu faço é parecida com a do meu próprio guarda-roupa: vejo o que está poído, velho, o que não dá para consertar, as calças que podem virar bermudas, o que não serve mais, o que ele nunca usou. As roupas em bom estado que não servem mais vão todas para doação. Uma coisa que aprendi depois que ele entrou para a escola é que sempre vale a pena manter alguns itens “velhos” para atividades que envolvam pintura e artesanato. Para isso, tenho uma caixa de plástico no guarda-roupa dele (bem pequena) onde guardo essas peças.

Depois dessa seleção, vem a parte de estabelecer um orçamento para as compras. Quem tem mais de um filho obviamente tem mais dificuldade e precisa fazer escolhas. Eu costumo pensar assim: uniformes são caros, então compensa ter um número suficiente e lavar com uma frequência maior. Camisetinhas e outras peças de malha não precisam ser caras, porque ele perde muito rápido, sujam, ficam encardidas, mancham com substâncias diversas. Aí, compro em lugares mais baratos. Aqui em São Paulo, temos o bairro do Brás, o bairro da Penha, o bairro de Pinheiros – todos bons centros comerciais para roupas infantis mais baratas. Existe uma rede de vestuário por aqui chamada Torra-Torra, com ótimos preços. Agora, é claro que eu gosto de ter sempre algumas roupas mais bonitinhas para ele – quando saímos, quando temos um aniversário, festinhas diversas etc. Acho legal ter algumas camisetas boas, calças jeans bonitinhas, um calçado mais legal. Mas isso não é regra. Esses sim eu compro quando vejo algo bonitinho, sempre tentando não pagar tão caro porque infelizmente ele perde essas roupas depois. Não é como a gente, que compra uma peça que durará muitos anos, se for bem cuidada. Não adianta comprar uma jaqueta de couro na Zara, pagar R$200 e ele perder daqui a seis meses, sendo que nem usou direito porque não esfriou tanto. A gente vai bastante pelo bom-senso.

Todas as roupas dele ficam no guarda-roupa, sem distinção de estação, porque os dois guarda-roupas (verão e inverno) são semelhantes e tem essa alta rotatividade das roupas, então as peças não se acumulam tanto quanto no guarda-roupa dos adultos.

Espero ter ajudado!

07 Oct 2014

Como organizar telefones, e-mails e endereços

071014-telefones

Hoje em dia, é comum mantermos todos os nossos contatos em nossos celulares. Afinal, é prático e dedutivo, além de estarem sempre com a gente. Porém, em algum momento, já passamos por situações como ter o celular roubado e pedir o telefone para todos os amigos novamente ou ter que anotar os endereços em outro lugar, porque acha muito difícil digitar no celular.

Como acontece com outros assuntos relacionados a organização, é importante a gente encontrar uma ferramenta que tenha a ver com a gente. Não importa se será uma agenda de telefones de papel ou um iPhone de última geração. Não se sinta culpada(o) por preferir modelos mais tradicionais, pois o importante é utilizar algo que seja funcional, não ideal.

Celular / Smartphone

A vantagem do celular é estar sempre conosco e facilitar no momento da discagem. Hoje, é a maneira mais comum de armazenar contatos. No Android, você pode associar seus contatos à sua conta do Google, assim, centralizar seus contatos lá. A vantagem é poder editar através do computador e inserir dados adicionais (como endereços). Os usuários do iPhone podem fazer a mesma coisa, conectando à sua conta Apple. Quem utiliza Microsoft Outlook também consegue gerenciar através do Exchange, no celular. Se você se dá bem com essa alternativa, ela certamente é a ideal, por facilitar bastante o seu dia a dia.

Programa ou arquivo de computador

Tenho uma amiga que tem uma planilha com todos os seus contatos e não troca esse formato por nada. Já vi essa mesma lista em um documento do Word. Outras pessoas usam o Google Drive ou o Evernote, que tem um aplicativo relacionado chamado Hello (que linka seus cartões de visita digitalizados com a conta da pessoa no Linkedin). A vantagem de usar um arquivo ou programa é a acessibilidade, então garanta que ele esteja na nuvem, e não local. Outra vantagem é a customização – dá para montar listas de contatos bem bonitinhas no Word e, se precisar, imprimir e guardar em um fichário ou deixar no mural.

Caderno

A turma do papel certamente vai preferir a sua boa e velha caderneta de telefones e endereços para manusear essas informações. Se for o seu caso, tenha uma única, em casa, e uma para contatos “móveis” ou de trabalho, que você pode levar sempre com você. A vantagem de usar papel neste caso é não ficar nunca sem acesso às informações só porque acabou a bateria, além de manter os dados no caso de um roubo de celular.

Como dicas finais, seja qual for a ferramenta escolhida, ficam:

1 – Procure utilizar somente UM formato específico, para não se perder procurando as informações e inserindo dados em mais de um sistema diferente.

2 – Pegue um dia e organize todos os seus contatos, migrando o que estiver em outras plataformas. Se precisar do endereço de alguém, contate essas pessoas, pedindo. Quando elas responderem, migre para o seu sistema.

3 – Leve seus contatos sempre com você.

Como você costuma organizar os seus contatos telefônicos, de e-mail e endereços? Compartilhe nos comentários!

27 Aug 2014

Organizando fotos no dia a dia: dicas práticas de como tenho feito

Muitos leitores me perguntam como eu faço para organizar as minhas fotos e eu percebi que nunca tinha feito um post explicando direitinho. Por isso, hoje eu gostaria de falar um pouco sobre como organizo minhas fotos, tanto em formato digital quanto as impressas.

Em formato digital, costumo organizar no computador e, uma vez por mês, fazer backup em um HD externo. Funciona bem assim. A organização em si não tem segredo – organizo uma pasta “Fotos” e, dentro dela, pastas com os anos (2014, 2013 etc).

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Dentro de cada pasta de ano, eu tenho uma pasta para cada mês. Coloco o número no começo, em vez do nome do mês, para ficar na ordem certa.

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Por fim, dentro de cada mês, vou criando as pastas por temas, de acordo com a necessidade. Não crio pastas sem ter fotos para colocar dentro, por exemplo.

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Quanto à nomenclatura dos arquivos de cada foto, antes eu costumava renomear todos, mas parei de fazer com o tempo. Não acho prático e não tem muita utilidade. É mais útil quando não categorizamos e usamos bastante a busca.

Gosto de organizar por ano porque facilita para mim ao procurar algum arquivo que eu esteja precisando. Já tentei apenas categorizar por temas, mas fica confuso. Organizando por anos e meses, consigo ver a evolução clara das fotos também.

Uma dica que gosto sempre de dar é a de selecionar as fotos que vai arquivar. Com os celulares e câmeras digitais, temos o costume de guardar tudo – fotos borradas, duplicadas, feias. O ideal é que a gente fique com o mínimo possível, então vale a pena fazer essa seleção.

Não imprimo fotos há bastante tempo. Imprimi algumas do Paul há alguns anos e tenho um álbum só para ele, especialmente para a família ver, quando viesse em casa. Quando recebemos visitas, ninguém olha fotos! Todo mundo vê pelo Facebook. Então, não imprimimos mais. Mas acho que vale a pena para montar murais e colocar em porta-retratos.

Tenho uma caixa organizadora pequena onde coloco os álbuns com fotos antigas, mas estou pensando em digitalizá-las e guardar 20% do que está lá. Não tenho grandes álbuns porque acho que ocupam muito espaço.

E é assim que eu organizo minhas fotos! Espero que tenham gostado.

15 Jul 2014

Como organizar um quarto dividido por duas crianças

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Dividir o quarto é comum e saudável para as crianças. Veja algumas dicas para organizar o cômodo:

  • Faça com que cada filho tenha o cantinho dele e personalize o que for seu. Nada de lençóis iguais por motivos estéticos, por exemplo. Conhecendo os gostos dos seus filhos, use a roupa de cama com suas cores preferidas, personagens que gostam, objetos que lembrem algum hobby, quadros e outros objetos.
  • Maneiras de organizar os objetos tendo um desses para cada um: baú, prateleira, criado-mudo, porta do armário, estante. Escolha uma cor para cada filho e use-a para diferenciar esses espaços.
  • Não guarde brinquedos que não sejam usados, que á tenham passado da idade dos seus filhos. O espaço é muito precioso e, quanto menos coisas tiverem, melhor. O que sobrar, organize nos espaços de armazenamento disponíveis (estantes, prateleiras, baús). Miudezas devem ser guardadas em cestos ou caixas para não se perderem.
  • Se um filho for bebê e o outro mais velho, deixe um lado do quarto para cada um, personalizando com as cores e o estilo de cada filho. Veja na imagem abaixo um exemplo.
Imagem: G1

Imagem: G1

  • Beliches podem ser uma boa solução para crianças mais velhas, pois economiza bastante espaço.
Imagem: Coisa de Mâe

Imagem: Coisa de Mâe

  • Como são duas pessoas (ou mais) em um único espaço, tudo o que você conseguir otimizar em termos de armazenamento é fundamental. Guarde esse conceito!
  • Utilize os espaços verticais para guardar objetos, roupas e brinquedos. Prateleiras são fáceis de instalar e resolvem a questão.
  • Apesar de ser legal separar alguns espaços por cores, para que cada um tenha o seu, também vale a pena ter um espaço comum de convivência, onde eles possam ficar juntos. Nesse espaço, devem ficar os brinquedos e os outros objetos que servem para ambas as idades. Você pode colocar uma mesa para desenho e brincadeiras, um tapete, TV e o que mais achar interessante para eles.
  • Ensine seus filhos a guardarem os brinquedos assim que terminarem de brincar. A arrumação fica mais fácil quando os cestos ou caixas para guardar estão acessíveis a eles e são de fácil entendimento. Para isso, você pode escrever o que tem dentro de cada cesto ou, se eles ainda não estiverem em idade escolar, fazer desenhos.
  • De noite, faça uma pequena vistoria e arrume o que ainda estiver fora do lugar. Não precisa fazer isso mais de uma vez por dia.

Veja mais algumas ideias para se inspirar:

Imagem: Digs Digs

Imagem: Digs Digs

Imagem: Lus Home

Imagem: Lus Home

Imagem: Suburbs Mama

Imagem: Suburbs Mama

Imagem: Digs Digs

Imagem: Digs Digs

Imagem: Home Designing

Imagem: Home Designing

31 May 2014

Como organizar desenhos e trabalhos de escola das crianças

Imagem: Indie Mats

Imagem: Indie Mats

Hoje vamos falar um pouco sobre a organização dos desenhos e trabalhinhos de escola dos filhos. Já falei levemente sobre isso em outros posts, mas achei interessante fazer um post especificamente sobre o assunto. Quem tem mais de um filho pode inclusive se perder em meio a tantas folhas de papel que chegam todos os dias da escola. Como organizar tudo isso? Veja algumas sugestões:

Exponha os trabalhos

Imagem: kylieminteriors.ca

Imagem: kylieminteriors.ca

Quando chegarem novos desenhos, escolha alguns para expôr durante a semana e coloque na geladeira e no mural de recados. Os desenhos preferidos podem ser colocados em molduras compradas prontas e penduradas pela casa. Algumas molduras proporcionam uma troca de conteúdo mais fácil, então de tempos em tempos você pode trocar os desenhos. Seu artista vai ficar orgulhoso de ver seus trabalhos expostos pela casa inteira.

Tenho um fichário ou pasta para cada criança

Imagem: kataydee.com

Imagem: kataydee.com

Essa é a maneira mais fácil de organizar quem pretende manter os trabalhos guardados em papel. Utilize um fichário ou pasta etiquetada com o nome de cada criança e vá arquivando ali dentro. Você também pode usar pastas suspensas, dependendo da sua preferência.

Digitalize os desenhos

Imagem: Jamie Rubin

Imagem: Jamie Rubin

Todas as semanas, digitalize os desenhos e envie para uma ferramenta como Evernote, Dropbox ou salve um um HD externo. O legal de ir digitalizando aos poucos é que você evita o trabalho de fazer isso tudo de uma vez quando sentir necessidade porque há muito papel guardado. A vantagem de digitalizar é a preservação dos desenhos, além da possibilidade de compartilhar com outras pessoas da família.

Então vamos lá! Organizar os desenhos e trabalhos de escola das crianças é uma maneira de cuidar delas e dar valor às suas atividades criativas. Além do que, daqui a 10, 20 anos, ter esses arquivos digitalizados será uma lembrança maravilhosa. Vale a pena investir esse tempo.

15 Apr 2014

Organização atual: agenda + Evernote

Vira e mexe eu escrevo por aqui como estou me organizando atualmente, pois vivo fazendo testes para chegar a uma estrutura “ideal” para mim, ou que pelo menos chegue perto. Acho engraçado porque, analisando os posts anteriores sobre esse assunto, nos últimos meses, vejo que estou apenas refinando algo que já vem sendo construído há algum tempo, que é a minha organização quase inteira no Evernote.

Imagem: Daily Case

Imagem: Daily Case

Peço desculpas que algumas vezes os posts pareçam repetitivos, mas na última pesquisa que fiz no blog, cerca de 90% dos leitores pediram mais posts sobre o Evernote, então fico com a consciência mais tranquila. Você também pode participar da pesquisa sugerindo temas e enviando suas opiniões.

Vou contar um pouco sobre a minha organização atual, então.

Tenho usado o Evernote para administrar tudo relacionado à minha vida. O método de organização que utilizado para me organizar chama-se GTD. O blog tem um montão de posts sobre isso, se você se interessar em saber mais.

Voltei para a estrutura de somente dois cadernos/notebooks, pois ela é simples e funciona melhor para mim. Os dois cadernos que utilizo são: Inbox e Processed. inbox é o caderno padrão/default, minha caixa de entrada, para onde vão todas as notas novas antes de serem processadas (termo do GTD). Em Processed ficam todas as notas depois que eu as processei, ou seja – apliquei o fluxograma do GTD.

Imagem retirada do livro do David Allen

Imagem retirada do livro do David Allen

Todo o restante eu organizo por tags.

Uma coisa muito importante que eu fui aprendendo com o tempo no trabalho com o Evernote é que a maneira como você nomeia as notas faz toda a diferença quando fizer buscas específicas. Portanto, se eu puder dar um conselho nesse momento, ele é: nomeie direitinho suas notas, da maneira mais intuitiva possível, com palavras-chave que descrevam bem o conteúdo dela. Fica bem fácil de visualizar e simplifica todo o processo.

Sobre as tags, tenho utilizado a seguinte estrutura:

GTD Manager

Nível 1 – Tarefas
Nível 2 – Projetos
Nível 3 – Objetivos
Nível 4 – Áreas de foco
Nível 5 – Visão

Reference

Absolutamente todas as minhas notas estão processadas aí dentro. Atualmente, tenho 5082 notas. Considerando que eu mesclo muitas delas e já deletei um monte, considero até bastante.

Detalhando o que tem dentro de cada tag:

100414-01

Voltei a organizar minhas tarefas no Evernote porque assim consigo ter um controle mais integrado dos meus projetos. Não existe fórmula perfeita, eu acho. Já testei diversas maneiras e, no momento, tem funcionado bem para mim fazer desse jeito. É legal cada um fazer o mesmo e descobrir o que funciona em cada caso.

Uma dica que eu posso dar e que tem feito diferença visualmente é colocar um bullet no título da nota, quando ela for uma tarefa. Por exemplo, uma nota cujo título seja “Limpar o freezer” fica como “- Limpar o freezer”. Pode parecer bobagem, mas para mim mudou bastante coisa, pois fica fácil diferenciar, na visão geral da ferramenta, o que é tarefa do que é nota normal.

Já tentei também criar uma nota para cada projeto e, dentro dela, colocar as tarefas com o campo de checklist, para marcar. Funciona bem, mas só se você não usar o GTD. O grande hack do GTD é a lista de tarefas por contextos, e essa maneira de fazer invalida o formato do David Allen. Mas dá para usar!

Eu vivo mudando a estrutura de tags, visando facilitar a minha vida, mas algo que tenho feito atualmente e que me ajudou foi criar listas diferentes de contextos de acordo com a atividade. Por exemplo, “Falar com” e “Revisão pessoal” poderiam estar dentro de “Contextos”, mas achei melhor separar, no meu caso. Dentro de “Revisão pessoal”, tenho as tags de contextos relacionados a ações, tipo “Imprimir”, “Ler/Revisar” etc.

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Essa estrutura de níveis é sugerida pelo próprio David Allen – eu apenas adaptei. Aqui, estão as tags dos projetos. Eu acredito que esses prints todos sejam auto-explicativos, mas fiquem à vontade para fazer perguntas nos comentários do post, abaixo.

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Organizei minhas áreas de foco com a divisão perfeita da vida (olha a pretensão) que apliquei também aqui no blog, e por enquanto tem funcionado, apesar de não saber se é a ideal.

Para compromissos, tenho utilizado a agenda do Google com uma divisão por cores, que em breve pretendo falar mais a respeito no blog.

Também passei um período usando agenda de papel para relatar a experiência aqui no blog e ajudar quem prefere esse formato (em breve).

120314-agendadepapel

Apesar de gostar da agenda de papel, continuo achando a agenda do Google a melhor opção em termos de agenda. Tanto que a agenda do meu marido e do meu filho estão lá, e eu preciso manter os compromissos mais importantes lá também (ex: viagens), porque meu marido tem um certo controle do que está acontecendo e para ele poder agendar compromissos pessoais também.

Usar agenda de papel é interessante porque dá para usar a criatividade, fazer anotações, escrever quanto gastou, coisas assim. Mas não é um registro virtual, que facilitaria bastante caso eu precisasse buscar algum dado.

Outro recurso que tenho utilizado muito já há algum tempo são as fichas pautadas para notas de reunião e no dia a dia. Elas têm um formato excelente para limitar a quantidade de texto e, depois, é fácil digitalizar e arquivar no Evernote. Eu dei uma olhada nas minhas notas com fichas digitalizadas para trazer um modelo aqui, mas não achei nada que pudesse ser publicado (por causa do meu trabalho). Depois eu crio um exemplo e fotografo para mostrar, mas é bem simples – são apenas anotações.

Vale lembrar que o que faz a organização funcionar é o hábito de passar pelas fases do GTD diariamente: coletar (o tempo todo), processar (uma a três vezes por dia), organizar (uma a três vezes por dia), executar (o dia todo) e revisar (diversas frequências).