ou
Armazenamento

Este post faz parte de uma blogagem coletiva organizada pelo blog Transformando Espaços. Confira aqui o post que originou a blogagem.

Minhas três melhores dicas organização para guarda-roupas e closets, hoje, são:

1. Conheça seu estilo

A organização não se trata apenas de colocar as coisas no lugar certo (apesar de que esse conceito, por si só, engloba bastante coisa – o que significa “lugar certo”?). Mas, no caso dos guarda-roupas, um dos maiores fatores que contribuem com a sua super lotação e desânimo que origina a famosa frase “não tenho o que vestir!” vem do fato de comprarmos peças de roupas sem conhecermos o nosso próprio estilo. Por isso, para ter um guarda-roupa legal e manter nele apenas aquilo que você gosta e que tenha a ver com você, você precisa conhecer o seu estilo.

E conhecer o estilo significa também uma série de coisas, como: que estilo de vida você leva em casa, seu trabalho, as cores que combinam mais com você, as roupas que você gosta de vestir, as peças que caem melhor em você, conhecer o formato do seu corpo, os materiais que se encaixam no estilo de vida que você tem, entre outros pequenos detalhes que, no dia a dia, ao fazer compras, talvez nem todo mundo leve em consideração.

destralhe-categorias

Muitos guarda-roupas lotados estão cheios de roupas que eram da irmã mais velha, roupas ainda com etiquetas e aquelas famosas peças compradas em liquidação apenas porque estavam uma pechincha. Um guarda-roupa assim, composto por peças que não são extraordinárias, apenas “para constar”, é um guarda-roupa com tralha. Então, quando digo que conhecer seu estilo é a primeira dica para ter um guarda-roupa organizado, é porque realmente é importante.

Veja, destralhar não significa focar no que você vai jogar fora, e sim naquilo que você vai manter. E, no caso do guarda-roupa, como saber o que deve ser mantido se você nunca pensou com carinho nas peças que têm a ver com o seu estilo pessoal?

2. Destralhe o que não tem nada a ver

A segunda dica vem para complementar a primeira mesmo. Uma vez que você descubra o seu estilo (e não se engane: é uma construção para a vida mesmo – não dá para fazer uma única vez e achar que nunca mais vai fazer essa seleção, pois as coisas mudam, você muda, a vida muda), fica mais fácil entender aquilo que não tem mais nada a ver com você.

Para o guarda-roupa, existem algumas técnicas para fazer esse destralhamento:

  • Essa roupa fica maravilhosa em mim? Isso tem até um pouco a ver com o conceito da Marie Kondo de se perguntar se aquela peça de roupa te traz alegria. Na verdade, se uma peça fica maravilhosa em você, em termos de cor, corte, e você ama muito, isso é um indicativo de que você deve mantê-la.
  • Eu usei essa peça no último ano? Pensar em termos de “último ano” é certeiro porque te obrigou a pegar todas as estações. Se você não usou a peça no último ano, seja honesta(o) consigo mesma(o) e doe. A chance de você usar no próximo ano é mínima.
  • Essa peça está em bom estado? Se a peça estiver com bolinhas, puída, sem botões, descosturada, sem botão e com outros problemas, questione se vale a pena realmente mantê-la.
  • Quantas peças semelhantes eu tenho? Separe suas roupas em categorias (blusas, calças, vestidos, saias, sapatos etc.) e avalie as quantidades. Adianta ter 12 calças brancas? O objetivo aqui é realmente reduzir ao essencial para que você possa aproveitar melhor o que você tem.
  • Essa peça combina com outras que eu tenho? Uma peça precisa combinar com outras no seu armário, e quanto mais combinações variadas ela promover, melhor. Uma peça que só pode ser usada com uma única outra peça provavelmente não é muito versátil e, por isso, será que vale a pena manter? Não valeria mais a pena abrir espaço para uma peça um pouco mais versátil e que você vai usar mais vezes, gerando mais combinações?

Não existe nada melhor que tem um guarda-roupa com seu acervo pessoal de roupas, refletindo o estilo que você tem, versátil e prático para o dia a dia. Ninguém precisa de um armário-cápsula se tiver um guarda-roupa assim, porque todas as roupas serão legais, necessárias e que te deixem com a auto-estima legal.

3. Arrume no espaço que você tem

Toda vez que alguém reclama da falta de espaço para as suas coisas, eu sei que na verdade a pessoa tem coisas demais. Isso vale até para mim! Eu busco na humildade de um morador de rua que quase não tem pertences o que é essencial uma pessoa ter para viver os seus dias. Sinceramente, todos nós temos coisas demais e podemos diminuir. Não se trata apenas de espaço, mas de ter em casa (e no guarda-roupa) apenas as coisas que têm a ver com a gente, que a gente gosta e usa efetivamente. Dar mais valor ao que cada um tem.

Isso vale inclusive para os móveis que você já tem casa. Um armário, embutido ou não, tem seu espaço. Espaços são limites – veja o que você tem. Você não precisa comprar coisas novas para se organizar, a não ser que esteja se mudando agora para a sua primeira casa e obviamente precise estruturar com móveis.

Otimizar o espaço que tem significa aproveitar aquela área alta do guarda-roupa com um gaveteiro de plástico embaixo, ampliando o espaço. Significa guardar as roupas dobradas, para que caibam mais peças do que se estivessem apenas penduradas. Você precisa fazer o melhor com o espaço que já tem, e isso pode ser feito através do destralhamento e depois de técnicas simples de arrumação. Porém, todo o assunto arrumação do guarda-roupa daria um post por si só (o que nós já temos – leia aqui).

Se você gostou dessas dicas e quer aprender muito mais na prática, conheça nosso workshop com esse tema:

home-workshop-armario

Espero que as dicas tenham sido úteis para você aplicar hoje mesmo! Boa semana a todos.

Thais Godinho
18/07/2016
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Minha área de atuação não é moda, mas eu uso roupas, oras. E, nos últimos anos, tenho vivido um processo de mudanças no corpo que acabou se tornando um grande aprendizado. Perdi peso, ganhei peso e estou em processo de emagrecimento, e recebo muitos comentários de leitoras me pedindo dicas sobre como lidar com essa fase. O que comprar? O que vestir? Como lidar com um guarda-roupa com uma variação tão grande de numerações?

E, apesar de não ser especialista em moda, ter convivido com a Ana nos últimos meses por conta do nosso amado workshop de organização do guarda-roupa (que vai ter edição nova em julho em São Paulo 💙) me fez ter diversos insights preciosos com relação ao que devo investir nesse momento e o que devo esperar para comprar mais para a frente.

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Porque, de certa maneira, penso que todo mundo esteja passando por um momento de conscientização e gastando menos com roupas. Não penso que seja nem só por causa da crise não. É um movimento meio global. Já compramos muito. Estamos querendo usar mais o que já temos, curtir mais, aproveitar mais mesmo.

Eu estou vendo meu guarda-roupa hoje em dia como um inventário de peças mesmo, e fazendo investimentos que quero que durem, senão a vida toda, bastante tempo – ou até eu ficar meio de saco cheio desses itens, porque não fazem mais parte de quem eu sou. Por isso, sequer me lembro qual foi a última vez que eu comprei uma peça de roupa. Faz tempo mesmo. Como comentei outro dia, estou um pouco exigente também.

Que peças comprar?

Essa é uma boa pergunta. Eu tenho uma variação de peso esquisita e detesto roupas apertadas. Por isso – e as consultoras de estilo podem me dar sugestões e até me corrigir se eu estiver falando besteira – o que eu tenho feito é evitar comprar peças de alfaiataria ou que dependam muito de um bom corte, mesmo porque: 1) se, de boa qualidade, serão investimentos mais caros, o que não compensa em um processo de emagrecimento, porque você perderá a médio prazo, e 2) não dá para reformar em uma costureira ou alfaiate caso emagreça muito, pois o corte certamente se perderá.

Se for para comprar peças, invista em dois tipos:

  • Aquelas que poderá reformar, “dar um ponto”, como minha sogra diz, como saias longas, saias mais curtas, calças pantalonas, calças de malha, blusas, vestidos mais soltinhos.
  • Aquelas que vestem bem tanto justinhas quanto larguinhas, como blusas, suéteres, cardigans, alguns tipos de calças, camisetas e por aí vai.

No geral, a qualidade das peças adquiridas vai mais pelo tecido que pelo corte, então invista nisso: seda, algodão, linho, lã, viscose – bons tecidos, de preferência naturais e fluidos (nada de couro, por exemplo, que cai na questão do corte).

roupas-emagrecimento01

Na prática, funciona assim: no inverno, em vez de comprar um blazer, invista em suéteres, blusas de lã grandonas e outras peças desse tipo.

Que itens comprar?

Aqui a abordagem é diferente, porque eu gostaria de distinguir entre roupas, sapatos e acessórios.

Eu acho que o processo de emagrecimento é um bom momento para investir em acessórios bacanas, se você quiser.

Um lenço bonito, uma bolsa, um bom par de óculos, relógios, colares, braceletes. Tudo aquilo que você talvez não se permitisse comprar antes porque gastava muito dinheiro com roupas em si. Pelo menos é o que eu venho fazendo.

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Mesmo sapatos eu não compraria gastando tanto dinheiro porque, dependendo do volume de peso que você perder, pode ser que diminua até mesmo sua numeração e perca alguns pares.

A última peça que eu comprei foi um par de óculos estilo art deco, um lenço da minha cartela de cores e uma carteira, para vocês terem uma ideia. Então é nesse tipo de coisa que tenho investido no meu guarda-roupa e tem funcionado muito bem para atualizar as peças que eu já tenho e ainda comprar coisas legais e de qualidade.

Aproveite para destralhar

Aproveite o processo de emagrecimento para se desfazer de peças que já deram o que tinham que dar e você não quer usar nunca mais, como roupas puídas, que você não gosta ou que não te favorecem. Doe para alguém que fará melhor proveito.

Leia o post: Como destralhar seu guarda-roupa por categorias.

Espero que este post tenha funcionado para inspirar quem esteja passando por esse processo, nem que seja para direcionar algumas decisões de compra no dia a dia.

Thais Godinho
16/06/2016
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Como seria fácil se tudo na vida se resumisse a listas prontas que a gente pudesse pegar e aplicar e plim! As fórmulas prontas fossem receitas que a gente aplicasse e pronto, tudo na vida ficasse perfeito. Mas se até em receita de bolo a gente pode colocar o nosso toque pessoal, imagina só quando a gente fala sobre algo que tem que ser de acordo com as nossas necessidades, como a casa da gente, a cozinha, que é o cômodo da casa onde a gente prepara os alimentos da família e, que tem que ser ajustada da forma mais prática possível ao dia a dia de quem vai cozinhar ali.

Por isso, o post de hoje tem a intenção de despertar essa ideia e trazer algumas sugestões, mas sempre “cutucando a caixinha”, como tudo aqui no blog.

Quando a gente fala em “lista básica”, eu quero que você pense no que é básico para você, para a sua família. E como você define o que é esse básico? Com base no seu estilo de vida, no seu dia a dia, no que seria prático e funcional para a vida que você(s) leva(m).

No caso da cozinha, não adianta eu te falar que ter uma batedeira é básico se você nunca pretende fazer um bolo na vida. Para uma pessoa que curta cozinhar em casa e goste de comida italiana, no entanto, para ela pode ser um utensílio básico para ter em casa um aparelho para fazer massa caseira. Entendeu o raciocínio? Então vamos lá.

Encontre o mínimo necessário para sobreviver

Isso sim você vai precisar. E aqui estou me referindo a:

  • pratos
  • talheres
  • panelas
  • assadeiras
  • panos de prato
  • utensílios para armazenar alimentos
  • utensílios para preparo dos alimentos
  • utensílios para cozinhar
  • utensílios para lavar e limpar
  • utensílios para servir

Mas as sub-categorias dentro de cada um desses aí em cima depende de você, das necessidades da sua família e da rotina da sua casa.

Planeje um menu semanal

O que eu recomendo para você organizar a rotina de alimentação na sua casa é que você crie semanalmente um menu que defina o que você vai comer no café-da-manhã, no almoço, na janta e os lanchinhos ao longo do dia. Aí você me diz: “Ai Thais, mas eu fico fora o dia inteiro”. Oras, mas justamente por isso você precisa se programar assim, se não quiser gastar rios de dinheiro com alimentação ou depender de comida de terceiros o tempo inteiro. Planejar sua alimentação é crucial para a saúde do corpo e a financeira. Se você tiver filhos, então, já deve ter percebido que é importante planejar os lanches que eles levam para a escola, por exemplo. Todos se beneficiam do planejamento do menu semanal.

utensilios-cozinha

E onde eu quero chegar com tudo isso? Planejar o menu semanal te dará indícios do que você precisa no seu dia a dia, em termos de ferramentas e utensílios, para preparar as suas comidas. E aí você chegará em uma lista básica, necessária, do que é realmente essencial, sem colocar nada a mais nem faltar, e poderá providenciar o que você não tem. Por exemplo, se todo sábado sua família gosta de pedir pizza, já pensou em fazer a pizza em casa? Além de organizar a noite da pizza e ser algo divertido a se fazer com a família e amigos, você sabe quais são os ingredientes usados no preparo e gastará muito menos. Mas pode ser que não tenha a assadeira redonda para pizzas, por exemplo. Então esse é um utensílio que pode valer a pena ter. Esse seria um básico para você.

Lista básica

Agora, se você quer realmente ver uma lista básica aqui, como referência, eu não vou deixar você na mão. Vou listar alguns itens que geralmente são recomendados para se ter na cozinha, apenas para que você tome como base. Mas lembre-se: questione cada um deles. Não apenas a necessidade, mas o material, o formato, o tamanho, a quantidade. A única pessoa que pode saber o que é certo para a sua casa é você mesma(o).

  • abridor de latas
  • abridor de garrafas
  • jogo de facas
  • tábuas de corte
  • escorredor de pratos
  • peneiras
  • ralador
  • escorredor de arroz
  • tigelas
  • assadeiras
  • frigideiras
  • panelas
  • pratos rasos
  • pratos fundos
  • pratos de sobremesa
  • xícaras
  • canecas
  • descascadores
  • saca-rolhas
  • escumadeiras
  • conchas
  • espátulas
  • colheres de pau
  • colheres maiores
  • batedores de ovos
  • mixer
  • batedeira
  • escorredor de macarrão
  • espremedor de alho
  • espremedor de batata
  • potes para condimentos
  • timer
  • processador

O que é básico na sua cozinha? Deixe nos comentários!

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Thais Godinho
18/05/2016
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Mais de uma leitora me pediu para falar se eu continuo fazendo armário-cápsula, então eu pensei que talvez fosse uma oportunidade legal de retomar o assunto aqui no blog.

Não sabe o que é armário-cápsula? Clique aqui para ler.

A experiência do armário-cápsula foi muito importante para desencadear novamente em mim a consciência de prestar mais atenção às peças de roupas que eu estava adquirindo e usando.

Vale lembrar que o armário-cápsula não se trata de ter poucas peças, mas de ter peças em número suficiente, coordenáveis entre si. Você pode ter poucas peças que não têm nada a ver uma com a outra, e isso não se trata de um armário-cápsula.

Imagem: Un-Fancy.com

Imagem: Un-Fancy.com

Quando eu fiz a análise de cores no ano passado, com a Ana, eu deixei o meu armário-cápsula de lado. Porém, quando eu trouxe as minhas roupas que estavam guardadas de volta, eu senti uma dificuldade imensa em lidar com todas elas. Eram muitas. Então eu meio que montei um armário-cápsula com as peças que tinham as cores da minha cartela de cores e eram adequadas ao clima na época. De certa forma, eram um armário-cápsula, mas sem as supostas regras que a moça do blog acima (Un-Fancy.com) havia criado. E eu me senti super ok com isso.

Depois, com a chegada do verão, foi a mesma coisa. Adquiri poucas peças, usei as que já tinha, e guardei as peças de inverno em uma mala grande de viagem em um local de difícil acesso em casa. Isso faz com que meu guarda-roupa fique apenas com as poucas peças que eu realmente possa usar no meu dia a dia. Estou fazendo assim até hoje.

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Essa reavaliação tem sido feita constantemente. A última foi um pouco depois da chegada do outono.

Então, respondendo a pergunta: Você continua usando o armário-cápsula? Sim, mas sem seguir as regras da criadora do conceito. Sem tirar fotos, sem me preocupar em esperar a próxima estação para comprar alguma peça. Tenho comprado muito menos porque adquiri essa consciência já no exercício do primeiro armário-cápsula, que foi radical – e acho que é a isso que ele serve.

Tenho buscado aproveitar mais as roupas que eu tenho, mesmo não sendo das cores ideais da minha cartela. Comprei roupas usadas, olho o material e a composição das peças antes de comprar, não saio gastando com o que não preciso. Tem sido muito bom e quase não tenho comprado nada.

Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops

Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops

O que me ajuda a entender se meu guarda-roupa tem uma proporção legal é usar a regra da Ana de 5 peças de cima para cada 1 de baixo. Nossa, isso me ajuda muito! Também procuro diminuir o número de peças parecidas ou repetidas (para que duas calças jeans? ou dois sapatos marrons?). Não que seja regra, mas sempre avalio a necessidade.

Percebi que todo esse exercício também me deixou muito mais crítica e criteriosa para fazer compras. Mal tenho vontade de comprar coisas, porque acho que nada vale o dinheiro que custa. Às vezes até preciso comprar algo, mas não consigo, porque não encontro nada que eu considere aceitável por um preço justo. Não acho que isso seja um defeito, mas certamente é um problema, porque não tenho tempo para ir para lá e para cá procurando opções. Compras online ajudariam nessas horas se eu tivesse segurança na modelagem das peças.

Enfim, vivendo e aprendendo! O armário-cápsula certamente foi e tem sido uma experiência válida que eu recomendo que seja feita pelo menos uma vez na vida de uma pessoa, para que ela sinta como pode otimizar o uso de poucas peças juntas, o que precisa ter em seu acervo, a importância do caimento, dos bons materiais e muito mais. Só quando a gente manuseia bastante as mesmas peças é que a gente percebe.

Thais Godinho
16/05/2016
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Se tem uma coisa que eu concordo com a Marie Kondo, é com a sua recomendação para destralhar por categorias. Como funciona isso? Significa que, se você quiser destralhar seu guarda-roupa, por exemplo, você não precisa colocar tudo em cima da cama e ficar exausta(o) destralhando tudo. Você até perde o parâmetro quando lida com tanta coisa ao mesmo tempo. No entanto, se você destralhar hoje as suas calças, amanhã as camisas, tudo fica mais fácil e com mais qualidade.

destralhe-categorias

Categorias de roupas

  • Partes de cima
    • Camisetas
    • Blusinhas
    • Camisas
    • Suéteres e cardigans
    • Blazers, jaquetas e casacos
    • Coletes e quimonos
    • Regatas
  • Partes de baixo
    • Shorts e bermudas
    • Calças
    • Vestidos
    • Saias
  • Acessórios
    • Meias-calças
    • Cachecóis e pashminas
    • Lenços
    • Bolsas
    • Sapatos
    • Meias

O que saber o que eu devo manter?

Um exercício muito legal é você fazer algumas perguntas quando estiver lidando com cada categoria. Eu sugiro as seguintes, mas você pode personalizar:

  • Quais são as minhas peças preferidas desta categoria? Essa pergunta já te ajuda a descobrir coisas importantes, tais como: tecidos preferidos, cores que caem bem, cortes, quantidade de combinações, conforto, praticidade, entre outros atributos que podem ser importantes para você.
  • Se você tivesse que escolher apenas uma peça dessa categoria, qual seria a peça?
  • Se você tivesse que escolher apenas três peças dessa categoria, quais seriam essas peças?
  • O que elas têm em comum? Por que vocês as escolheu?
  • Por que você não escolheu as outras?
  • (Analise peça a peça) Essa peça veste bem em mim? Se estiver apertada ou larga, não serve. Tome providências – mande ajustar, doe, venda. Dica: Se a peça está apertada, mas você está em processo de emagrecimento, você pode guardá-la. Tenha bom-senso! No entanto, se essa mesma peça estiver manchada ou já um pouco gasta, eu recomendo que você a doe. Vale mais a pena comprar algo novo como recompensa quando você emagrecer que guardar algo que já não esteja em tão bom estado.
  • (Analise peca a peça) Essa peça tem uma cor que me favorece? Você pode saber mais sobre análise de cores para se conhecer melhor.
  • (Analise peça a peça) Essa peça tem um material de boa qualidade? E a costura dela? Tenho outra peça semelhante com uma qualidade superior? Se não, vale a pena manter, pelo menos enquanto não faço substituições com o tempo?
  • (Analise peça a peça) Essa peça é única no meu inventário? Se tenho mais de uma parecida, o que me levou a ter mais de uma? Quais as diferenças entre elas? Posso ficar apenas com uma?
  • (Analise peça a peça) Essa peça pode fazer parte de pelo menos três combinações de looks com outras peças do meu armário? Eu me sinto bem com esses looks? São algo que eu realmente usaria?
  • (Analise peça a peça) Essa peça que veste bem, mas não é de uma cor favorável, vale a pena manter no armário porque atende os outros requisitos?

Com as perguntas acima, você poderá ter parâmetros para decidir. Não estamos incentivando o desperdício! Leia aqui sobre o que fazer com as roupas.

Destralhar por categorias é menos traumático e mais certeiro. Depois me conta como foi a experiência para você.

Thais Godinho
05/02/2016
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Se você não mora em uma cidade que tem praia e, pelo contrário, tem prédios e mais prédios (ok, alguns parques!), você sabe o que é passar por um verão escaldante precisando bater perna e ir trabalhar pegando metrô, ônibus, ou mesmo de carro. Por isso, vou trazer aqui algumas dicas que funcionam comigo quando se trata de montar um guarda-roupa versátil para usar nessa estação tão quente.

Eu venho passando por um processo profundo de conscientização sobre moda e meu estilo e gostaria de compartilhar essas dicas com vocês, como sempre fiz no blog. <3

Privilegie compras que você vai usar agora

Imagem: College Fashion

Imagem: College Fashion

Estamos em época de grandes liquidações. Se não tivermos foco, nosso orçamento vai por água abaixo. É claro que podemos encontrar excelentes achados de inverno nessas liquidações? Sim! Podemos comprar alguma peça que achamos incrível e que vestiu de maneira espetacular em nosso corpo? Lógico! Mas o que estou querendo dizer aqui é que aprendi com o tempo, depois de anos de consumo de moda, que as roupas nunca vão acabar. Sempre existirão lojas, coleções novas, opções mil. Se eu sair comprando de tudo apenas porque ficou fantástico, não vai ter fim.

Por isso, neste verão eu fiz uma análise do meu guarda-roupa e pensei: o que eu estou realmente precisando neste momento? E lá, em meio a camisas de manga 3/4 ou compridas, cheia de blusinhas de malha que não fazem diferença, eu constatei: preciso de boas blusas e camisetas fresquinhas para trabalhar. Então esse tem sido o meu foco. O seu poderia ser comprar saias, por exemplo.

O que estou querendo dizer aqui é para você questionar se precisa mesmo comprar aquela camisa verde militar de sarja na liquidação sendo que não tem uma blusa de manga curta decente para usar hoje no trabalho.

Não deixe no seu guarda-roupa nada quente demais

Eu se que em algumas cidades do Brasil a gente tem quatro estações no mesmo dia, mas não dá para deixar um sobretudo de lã no armário quando temos um verão de 40 graus (para mais!) na maior parte do tempo.

Guarde as peças mais quentes na parte de cima do armário e deixe suas peças respirarem também. Mantenha sempre à mão apenas aquilo que você pode usar nessa época, sem complicações.

Você pode precisar de um cardiganzinho ou de uma camisa de manga comprida em algum dia? Pode. Mas não são peças que precisam estar tão acessíveis como camisetas, blusas de manga curta, vestidos, entre outras. Otimize a organização do seu guarda-roupa para a estação também.

Preste atenção aos tecidos

Tecidos naturais como linho, algodão e viscose fazem com que você transpire menos, então são ideias para os dias mais quentes. Mesmo uma calça de linho é mais leve que uma camisa de manga curta de poliéster, por exemplo! Poliéster é plástico! Logo, faz seu corpo transpirar muito mais porque não deixa o ar sair, fica abafado. No verão, procure usar peças com tecidos naturais. Isso pode (e deve) até mesmo direcionar as suas compras para cada estação.

Invista em bons curingas

Fui eu que desenhei :)

Fui eu que desenhei 🙂

E, para os meninos:

  • Mocassins em vez de sapatos fechados.
  • Camisas de manga curta de algodão ou linho.
  • Calças de alfaiataria em cores como cáqui e cru.
  • Cores mais claras no geral.

Espero que as dicas sejam úteis. 🙂

Thais Godinho
13/01/2016
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