ou
Vida doméstica

Este post faz parte de uma série que explicará como conciliar os dois métodos.

FLY Lady é um método de cuidados com a casa – clique aqui para saber mais.
GTD é um método de produtividade – clique aqui para saber mais.

A FLY Lady recomenda termos listas detalhadas de limpeza que, em resumo, são o seguinte: para você ter um cômodo da casa limpo dentro que você considera perfeito, qual a lista de coisas a fazer nesse cômodo? Por exemplo, no banheiro, pode incluir: limpar e esfregar o vaso, limpar espelhos, lavar o box e por aí vai.

No site ela disponibiliza modelos, mas a ideia é personalizar para a sua própria casa. Ou seja, você pegar seu caderninho e ir de cômodo em cômodo listando o que precisa fazer em cada um deles.

Para o GTD, a lista de limpeza detalhada é uma checklist. E checklists são listas de referência que você revisa na sua Revisão Semanal e, se algo demandar algum tipo de ação, você define uma próxima ação, que vai entrar nas suas listas por contextos.

Visualização de exemplo no Todoist:

Você pode montar essas listas em qualquer aplicativo que suporte listas, textos ou até mesmo em um caderno ou fichário.

Quando você estiver na zona da semana, pode se concentrar em “zerar” todas essas ações dos cômodos específicos. Mas tem muita coisa nessas listas que acabamos fazendo espontaneamente.

Vale a pena verificar essas listas semanalmente, na revisão semanal, porque tem coisas que você faz só uma vez por mês (ou com uma frequência mais espaçada), mas tem outros que você pode querer fazer semanalmente ou até mais de uma vez por semana. Nesse caso, você pode personalizar checklists diárias ou inserir ações com recorrência em seu calendário, se tiver um dia específico para fazer (por ex: colocar o lixo para fora no dia do lixeiro).

Algumas pessoas gostam de dedicar um período inteiro da semana (por ex: segunda de noite ou sábado de manhã) para fazer todas as atividades da lista de limpeza detalhada. Pode fazer, mas não precisa. Você também pode ir fazendo aos poucos todos os dias, dependendo apenas de estar no contexto apropriado.

Existe algum assunto que você gostaria de ver nessa série? No próximo post, vamos falar sobre os “baby steps” – o guia para implementar o método FLY Lady.

Thais Godinho
15/03/2017
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Este post faz parte de uma série que explicará como conciliar os dois métodos.

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A FLY Lady recomenda dividir a casa por zonas (áreas), a fim de cuidar de todo o trabalho que deve ser feito em cada uma delas. Algumas pessoas sempre se incomodam quando eu posto o termo “zona”, pois dizem que faz alusão a bagunça, mas isso é uma gíria. O significado real da palavra é:

Então, continuarei usando o termo original do método. Se você se sentir incomodado(a) com essa palavra, leia “área” sempre que eu escrever “zona”.

Cada semana terá o foco em uma zona da casa. Não se preocupe se você tiver mais de 5 zonas em sua casa (no geral, todo mundo tem mesmo). A ideia é adaptar à sua casa, sempre seguindo a linha de raciocínio da FLY Lady, para aproveitar as dicas. As zonas oficiais são:

Zona 1: Entrada, porta da frente e sala de jantar
Zona 2: Cozinha, despensa, área de serviço
Zona 3: Banheiro principal e um quarto extra
Zona 4: Quarto principal, closet, banheiro
Zona 5: Sala de estar

Aqui em casa, personalizei as zonas da semana de acordo com os cômodos e necessidades que temos e criei uma checklist no Todoist para ter como referência:

A cada semana, você vai focando nessas zonas, o que significa que pelo menos uma vez por mês você dará uma atenção especial a cada uma delas. Então, em alguns meses, sua casa se transformará. É fato! Confie no processo.

Para começar, você deve dedicar 15 minutos todos os dias destralhando a zona da semana. Por exemplo, se estivermos na semana 4 do mês, você destralhará o que tem na zona 4. Depois que esse destralhamento virar um hábito, você pode começar a incorporar as missões, que já falei em um post anterior. Uma vez que você tenha terminado de destralhar, você deve acessar as listas detalhadas de limpeza de cada zona – um conceito que vamos ver em um post mais para a frente.

Para se lembrar de destralhar todos os dias, você pode criar um lembrete com recorrência diária no seu calendário, por exemplo. Quando isso virar hábito, você pode tirar.

Destralhar a casa pode virar um projeto, se isso fizer sentido para você. Particularmente, eu acho que a gente nunca termina de destralhar a casa, porque nossos gostos mudam, nossas necessidades mudam. Mas, se você quiser, pode ser uma maneira legal de estabelecer um ponto final nesse destralhamento, para acompanhar semanalmente em sua lista de Projetos.

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Thais Godinho
27/02/2017
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Uma das abordagens do método FLY Lady é estabelecer missões diárias para realizar na zona (área) da semana. Cada semana foca em uma zona (área) da casa, de modo que você consiga focar na casa inteira ao longo de um mês inteiro. As missões diárias são atualizadas semanalmente (aos domingos) no site da FLY Lady e você pode conferir todas aqui (está em inglês, mas você pode usar o Google Tradutor).

Dentro do GTD, as missões são tratadas assim:

Demanda ação? Sim.
Leva menos de 2 minitos? Não.
Então Delegue ou Adie.

Se você delegar para alguém (seu marido ou esposa, por exemplo), deleguee coloque em uma lista chamada Aguardando Resposta.

Se você adiar para fazer no momento mais apropriado, coloque em seu calendário (se tiver prazo) ou em uma lista de próximas ações (para fazer o quanto antes, dependendo apenas de estar no contexto apropriado).

Particularmente, eu coloco na minha lista de próximas ações que fica no Todoist, e coloco também o prazo de execução. O fato de colocar lá me permite saber que, se eu quiser adiantar e fazer antes do dia “certo” que a FLY Lady recomenda, eu posso. Se colocasse no calendário, significaria que eu só poderia fazer naquele dia em questão, o que não faz sentido, para mim. Eu vejo as missões como próximas ações. (Saiba mais sobre essa diferenciação aqui)

Já aconteceu de eu estar empolgadona e fazer mais de uma missão no mesmo dia, adiantando alguma de outro dia da semana. Essa não é a ideia. A ideia é fazer um pouco todos os dias, sem sobrecarregar com mais de uma missão. Porém, não é proibido. Às vees tenho dias em que estou mais tranquila e sei que os próximos dias serão mais ocupados, então aproveito para adiantar algumas coisas ou até mesmo delegar.

No meu calendário, todo domingo eu tenho um compromisso (com recorriencia semanal) de dia inteiro que me lembra de planejar a semana de acordo com as missões:

Então, todo domingo, eu acesso o site da FLY Lady e crio as missões no meu Todoist.

Ao longo da semana, sou lembrada através do Todoist vendo o prazo (caso seja a missão de hoje) ou através do contexto (se eu quiser adiantar alguma missão da semana). Funciona muito bem assim!

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Thais Godinho
24/02/2017
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Este post é o primeiro de uma série que explicará como conciliar os dois métodos.

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Uma das abordagens para início do método FLY Lady é estabelecer o foco de cada dia da semana (Daily Focus, em inglês). A ideia é que cada dia seja destinado a um certo tipo de atividades, o que ajuda a cuidar da casa sem tanto esforço e estresse.

Os focos diários são:

Domingo: Dia de renovar o espírito
Segunda: Dia de abençoar o lar
Terça: Dia de planejar
Quarta: Dia anti-procrastinação
Quinta: Dia de resolver coisas na rua
Sexta: Dia de limpar a bolsa e o carro
Sábado: Dia de diversão com a família

Diariamente, o site da FLY Lady é atualizado de acordo com o foco diário. Você pode conferir todos os focos aqui. Está em inglês, mas você pode usar o tradutor do Google facilmente para entender.

De acordo com o GTD, isso é uma informação relacionada a um dia específico e, como tal, pode entrar no calendário. Eu crio um compromisso de dia inteiro com recorrência semanal e, na descrição do compromisso, copio e colo o foco diário do site da FLY Lady. Assim:

Print: Google Agenda

Assim, a cada dia, eu vejo qual o foco e leio as “instruções”. Isso me ajuda bastante ao fazer a Revisão Semanal também, pois costumo me programar para algumas atividades. Por exemplo: limpar a casa às segundas, planejar projetos na terça, resolver pendências na quarta, sair na quinta, renovar a semana na sexta, curtir no sábado e planejar atividades que me inspirem no domingo (ler algum livro etc).

Tanto o método FLY Lady quanto o método GTD não precisam ser aplicados em sua totalidade para você sentir os benefícios. No entanto, quanto mais eu implemento de ambos, mais eu vejo vantagens. Mas é para ir aos poucos. Não dá para implementar ambos 100% de uma só vez. E você também pode ter fases, claro. Implementa mais hoje, amanhã implementa o mínimo, depois volta. Vá adequando de acordo com a sua vida.

Eu pretendo fazer outros posts ensinando como integrar ambos os métodos. Se você gostou dessa abordagem, por favor, deixe um comentário. Obrigada!

Thais Godinho
23/02/2017
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Eu costumo dizer que a gente descobre que ficou adulto quando começa a resolver os problemas de outras pessoas além dos nossos. Penso que, com a família, isso é muito verdade. Se você tem pais e avós que sempre te ajudaram, ou ainda ajudam, você pode não entender tão bem o conceito. A partir do momento que a situação se inverte – porque você vira o provedor da família, porque seus pais estão mais velhos e precisam de ajuda, é diferente. E isso porque não estou entrando no mérito de coisas como: um irmão com dívidas, uma tia que não tem onde morar e outras questões que assolam todas as famílias. O que fazer quando o responsável por tomar essas decisões de “ajudar ou não” é você? Vamos bater um papo sobre esse assunto tão delicado, mas tão importante?

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Claro que vai muito de pessoa para pessoa, mas eu sempre parto do pressuposto que, dentro do que eu puder ajudar, eu ajudarei. E isso inclui uma série de fatores: minha própria família, nossos objetivos financeiros, nossas próprias dívidas e compromissos. Não devemos falar apenas do dinheiro, mas do envolvimento emocional que isso significa, além do tempo investido.

Outro fator importante a ser analisado é a questão da gravidade do problema. Alguns problemas são mais graves que outros e é claro que terão tratamento diferente. Por exemplo, uma pessoa da família doente sem condições de trabalhar é diferente de uma pessoa saudável que está desempregada e cheia de dívidas. E há formas e formas de ajudar. Nem sempre é só a financeira. Às vezes a pessoa só precisa de um empurrãozinho, conversar, ter alguém por perto.

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A grande questão é que as pessoas vivem em graus financeiros e de tempo diferentes dentro de uma mesma família. Já vi famílias numerosas, com mais de três irmãos, em que um era milionário, dono de muitas empresas, enquanto outro não queria trabalhar e o outro era autônomo, vivendo uma vida sofrida, aquela coisa de pagar as contas no aperto todo mês. E acho que todo mundo no Brasil está um pouco fadado a essa desigualdade, porque somos um país de desigualdades. Se isso acontece dentro de uma mesma família, imagine com famílias diferentes. E lembre-se que famílias diferentes se juntam quando as pessoas se casam, por exemplo, então temos bastante coisas acontecendo sempre.

Também há diferenças em torno do tempo. Um trabalha 60 horas por semana, enquanto outro fica em casa, outro faz home-office, outro está desempregado. Quem disse que quem está desempregado está à disposição da família para fazer os pequenos serviços também?

Essas diferenças podem causar constrangimento e desconforto. Se você viajar para a praia para passar uma semana enquanto alguém da sua família estiver com problemas financeiros, podem dizer que você foi egoísta. Ou ir ao cinema em uma terça à tarde. Trocar de carro enquanto o irmão está fechando uma empresa que foi à falência e precisou vender até imóvel para pagar a dívida não é dos assuntos mais fáceis no almoço de domingo. Até os presentes no Natal entram nesse constrangimento muitas vezes, porque você sabe que, se alguém costuma presentear com um item mais caro, você pode se sentir na obrigação de dar algo mais caro também. E por aí vai.

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Eu penso que a família é uma estrutura e, como toda estrutura, depende de como estão construindo seus alicerces. Há famílias que se ajudam mutuamente e isso é um padrão. Há famílias cujas pessoas se distanciaram tanto que mal sabem sobre os problemas uns dos outros. Não há regras. O que eu sinceramente acredito é que ninguém precisa sentir vergonha por ter uma condição financeira melhor do que a outra pessoa, ou ter estruturado sua vida para trabalhar de maneira diferente (home-office, por exemplo), ou por uma esposa ter escolhido ficar em casa enquanto os filhos crescem (ou o pai, como foi aqui em casa). E, sempre que alguém puder ajudar, ajudará, mas não como uma obrigatoriedade (é como eu penso, mas claro que varia de acordo com a condição, como disse no começo).

O que não ajuda nada, nunca, no meu ver, é o tom da agressividade. Do “você precisa fazer isso”. Porque cada um conhece as suas condições. Eu, particularmente, me sinto muito satisfeita quando consigo ajudar alguém da minha família, mas eu estou em uma fase de construir coisas – construir a base da minha própria família. E isso é tão importante quanto ajudar os outros parentes – não pode ser colocado de lado. Talvez você esteja em uma fase com mais estabilidade e possa ajudar mais. É importante avaliar cada cenário, cada pessoa, cada família, cada problema a ser resolvido.

Como você, leitor, lida com essas questões? Você já passou por algo assim na sua família? Deixe seu depoimento abaixo.

Thais Godinho
04/06/2016
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Vou escrever este post com foco em cachorros, pois será bastante específico para eles. Pretendo fazer um post sobre adoção de gatos no futuro também.

Sou muito a favor da adoção responsável de cachorros. Se você quer ter um cachorro de raça por preferência pessoal, isso é uma escolha sua. Porém, se você puder, adote um cachorro de rua também. Os cachorros de rua, geralmente resgatados por ONGs ou cuidadores, são cachorros que geralmente sofreram maus-tratos e precisam muito de um lar. Muitas vezes, passam de casa em casa até encontrarem um lar definitivo. Portanto, se você gosta de cães e tem essa vontade, faça esse gesto.

Porém, é importante ter em mente a grande responsabilidade que é adotar um cão. Estamos falando de uma vida que você vai cuidar pelos próximos 15 ou mais anos. É muito ruim para o animal ser devolvido depois de adotado ou ser abandonado novamente, então realmente avalie se você tem condições. Um animal é como um membro da família, então tenha em mente que, ao adotá-lo, é como se você estivesse adotando um filho e que, de agora em diante, você é responsável por ele e ele te amará muito também.

Sua família está preparada para ter um cachorro?

Pela minha experiência, o preparo principal é o psicológico de todos os moradores da casa. Todo mundo tem que saber o que é ter um cachorro em casa e as mudanças que isso implica na rotina. Os cheiros, quem vai colocar comida, levar para passear, recolher cocô, limpar o xixi, levar no veterinário. Os latidos. O adestramento. Todas essas coisas têm ser feitas em comum acordo em casa porque imagine assim: se para uma criança, um ser humano pensante, já é difícil entender quando os pais passam sinais diferentes entre si, imagine para um cachorro? Se cada um der uma ordem diferente, o coitado não vai entender. Então não adianta brigar cada um de um jeito quando ele fizer coisa errada. leiam sobre adestramento. De repente, vale a pena fazer um curso, ver vídeos ou até contratar um adestrador. Não estou brincando. Vai te poupar horas, dias ou até meses de aborrecimento. Já vi casais se separarem por causa de cachorro.

No geral, o que acontece é uma das pessoas já ter tido cachorro e conhecer mais ou menos o esquema e ficar responsável pelo cão. E é bom mesmo ter uma pessoa que seja “a alfa” da casa, até para os cães saberem quem eles devem obedecer. Mas aí os outros moradores devem fazer o que essa pessoa ensinar também.

Que tipo de cachorro?

Tendo todo mundo conversado e decidido adotar um cão, é legal decidir também, com base no perfil da família, qual o tipo ideal de cachorro. Onde vocês moram? Apartamento? Se o apartamento não tiver área externa, vocês estão ok com a ideia de levar o cão para fazer xixi e cocô três vezes por dia lá embaixo? Tem uma área para deixar com jornal para ensiná-lo a fazer xixi lá? Vocês não se importam com o cheiro de cachorro que vai ficar no apartamento? Tudo isso tem que ser levado em consideração.

Muitas vezes, nessa análise, você pode perceber que é melhor não ter um cão. De verdade, pode acontecer. É por isso que, muitas vezes, algumas pessoas optam por outros animais de estimação em apartamentos, como gatos. Pense direitinho. Mesmo se você morar em casa, você pretende ficar aí para sempre? Você mora de aluguel? Se se daqui a cinco anos você se mudar para um apartamento pequeno? Quem mora em casa própria tem um pouco mais de estabilidade na decisão. E por aí vai.

Outros pontos importantes que você pode querer avaliar com relação ao tipo de cachorro são com relação ao tamanho, tipo de pelo, e até quantos cachorros. Se ele for ficar sozinho o dia inteiro, será que compensa adotar um ou dois? Ou não adotar nenhum? Cães precisam de companhia.

Procure ONGs

Existem muitas ONGs que organizam feiras de adoção em praticamente todas as cidades – basta procurar no Google e no Facebook. Se não encontrar, vá ao petshop mais próximo ou ao veterinário e se informe, pois todos eles conhecem algum lugar onde cães são resgatados e colocados para adoção.

Alguns cuidados a serem tomados são:

  • Veja se os cães estão tratados: doenças de pele, vermes e outras são bastante comuns, mas no geral as ONGs fazem parcerias com veterinários e cuidam dos cães antes de colocá-los para adoção.
  • Veja se os cães estão castrados. Mesmo caso acima. Se o cão não estiver castrado, vale a pena tomar esse cuidado logo ao adotá-lo.
  • Veja se os cães estão vacinados. Mesmo caso acima. Também vale a pena tomar esse cuidado logo após a adoção, caso não estejam.

Depois da adoção, vale a pena, de qualquer maneira, levar o cão a uma consulta no veterinário para um checkup geral.

Tenha paciência durante o período de adaptação

Sempre existe um período de adaptação tanto para o cão quanto para você e para a sua família. Pode ser estranho no começo, o cão pode fazer cocô no lugar errado, chorar, latir muito, você se irritar, se arrepender. Tenha paciência e lembre-se do por que você resolveu adotá-lo. Se foi uma adoção consciente, confie no processo. A adaptação é difícil para todos, até para o cão ter confiança. Costuma demorar um tempo – meses, muitas vezes. Nada acontece da noite para o dia, então tenha paciência e perspectiva. Ofereça constância ao cão, além de atenção, amor e carinho.

Alimentação, exercícios, vacinação, banho e atenção são cuidados constantes que agora farão parte da sua rotina assim como você tem com qualquer outro membro da sua família.

O maior presente da adoção é você ver todos os dias a carinha de gratidão vindo na sua direção. Você tirou uma vida das ruas. Se você tem um lar, condições financeiras e vontade de cuidar de um animalzinho, é um esforço que vale a pena. Mas tem que ter responsabilidade. Aqui em casa temos três – todos adotados – e nunca foi fácil, mas é uma rotina que já faz parte do nosso dia a dia, e eu já não sei mais viver sem eles. Mas também sei que não é para todo mundo. Por isso sou a favor da adoção sim, mas da adoção responsável. E eu espero que esse post tenha ajudado nessa conscientização e com algumas dicas para o processo, de alguma maneira.

Você já adotou um cão? Como foi essa experiência para você Que dicas você daria para quem está pensando em adotar ou está passando por esse processo?

Thais Godinho
26/05/2016
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