Casa

16 Apr 2015

Como decorar e organizar um imóvel pequeno

Os apartamentos hoje em dia estão cada vez menores. Sempre me surpreendo com o espaço que temos quando moramos em uma casa e sei como é difícil fazer a transição para um apartamento porque, no geral, mesmo sem querer a maioria das pessoas têm coisas demais. Eu sempre morei em uma casa grande. Há quatro anos, mudei para um apartamento pela primeira vez e senti na pele o que foi não ter espaço para coisas que eu considerava básicas, como a minha bateria e a barraca de camping. O que fazer com elas? Hoje, morando novamente em uma casa, tenho mais espaço, mas valorizo mais os espaços que não precisam ser preenchidos.

Thoreau disse no livro “Walden” que feliz é o homem que consegue carregar todos os seus pertences em um único carrinho de mão. Eu começo a ter convicção semelhante. Porque, quanto mais coisas a gente tem, mais a gente precisa limpar e cuidar. E, quando a gente muda pela primeira vez para um apartamento pequeno, pode estranhar bastante. Se não rolar um desapego, será difícil.

Por isso, eu resolvi escrever um post com algumas dicas para organizar e decorar um imóvel pequeno. Claro que, por não ser decoradora, minhas “dicas de decoração” vão mais na linha da organização mesmo. Decoradores podem ficar à vontade para puxar a minha orelha, se eu falar alguma besteira.

Não dá para ter tralha

Eu sei que nem morando em um espaço grande eu recomendo você ter tralha. Porém, se você mora em um espaço pequeno, não tem como m-e-s-m-o. A gente sabe que tem tralha quando os objetos necessários do nosso dia a dia ficam meio que sem lugar para ficar porque outras coisas estão tomando o lugar deles. Por isso é comum a gente ler dicas de organização dizendo o padrão: tire tudo de um cômodo e coloque de volta apenas o que usa. Em resumo, é a simplificação do processo de não ter tralha. Porém, falar é fácil! Agora, o que a gente faz com o que não entrou no cômodo? Joga pela janela? Não tem como. Por isso, não precisa ser radical nem traumático – pegue 15 minutos por dia, apenas, e separe algumas coisas da sua casa que você não usa mais. E aí tome providências – pode ser doar, tirar fotos para vender na Internet, reciclar, dar de presente, jogar fora. As tralhas não pipocaram na sua casa da noite para o dia, então não precisa se preocupar em fazer isso do dia para a noite. Você não está em um reality show.

Organize os seus espaços

Quando se livrar da tralha, organize o que você tem. Seus CDs estão organizados da melhor maneira possível ou dá para melhorar? Será que não seria mais confortável para você digitalizar tudo e dar os CDs para alguém? E seus livros, estão em uma estante organizados ou em pilhas espalhadas pela casa? Como estão os armários da sua cozinha? E os produtos de limpeza na área de serviço? Brinquedos? Roupas? Sapatos? Controles? Roupa de cama? Toalhas? Louça? Panos de prato? Artigos de escritório? Sempre há algo a melhorar. Mais uma vez: não se cobre tanto e organize aos pouquinhos, buscando soluções particulares para a sua casa.

Imagem: Apartment Therapy

Imagem: Apartment Therapy

Compre mobiliário pequeno

Quando eu me mudei, a sala do apartamento era grande. Por isso, quis comprar uma mesa de jantar um pouco maior que o normal, para “preencher” o espaço. Eu amo a mesa mas, quando me mudei mais duas vezes, ela sempre ficou muito maior e desproporcional aos novos espaços que eu tinha. Eu sei que quando você muda em definitivo para um apartamento que você comprou, o investimento pode ser mais certeiro. Ao mesmo tempo, nada é para sempre nesta vida. Você não sabe se vai odiar seu condomínio e querer mudar em dois anos. Hoje eu penso que, quanto menor, melhor. Claro que sempre atendendo as nossas necessidades – um sofá de três lugares, uma cama queen. Mas, no geral, os móveis não precisam ser grandes – mesas, poltronas, racks, aparadores. Móveis pequenos ficam mais proporcionais em apartamentos pequenos e dão sensação de amplitude.

Imagem: The Kitchn

Imagem: The Kitchn

Atente para a luz

Muitas pessoas dizem que um apartamento pequeno não deve ser pintado com cores escuras, mas já vi apartamentos pequenos e lindíssimos com parede de lousa ou uma única parede com uma cor mais forte. Acho que o segredo de tudo está na luz que entra na sua casa. Você pode ter um apartamento minúsculo, mas com muita luz. Assim, uma parede preta até quebra essa luminosidade de uma maneira positiva, deixando o ambiente mais acolhedor. Se seu apartamento ou casa for grande, mas com pouca luminosidade, pintar uma parede de preto vai fazer com que tudo fique meio estranho. Então, mais do que ser sobre cores, é sobre luz.

Imagem: homedit.com

Imagem: homedit.com

Aposte nos espaços verticais

Antes de comprar um móvel novo, investigue soluções verticais. Prateleiras, cabideiros e outras soluções que explorem mais o espaço nas paredes pode ser mais adequado que ocupar mais espaço no chão.

Imagem: babyli.st

Imagem: babyli.st

Abuse de elementos leves visualmente

Cadeiras de acrílico transparente, mesas com tampo de vidro e móveis com pés finos dão uma sensação de maior leveza a qualquer ambiente.

Imagem: http://frenchbydesign.blogspot.mx/2012/10/happy-10th-birthday-louis-ghost.html

Imagem: French Design

Deixe fácil de limpar

Com menos coisas dentro de casa, você precisará limpar menos. Quando um apartamento é pequeno, a mobilidade também fica mais reduzida, então sempre pense nisso ao comprar um bibelô ou móvel novo. Compensa o estresse que será toda vez ter que arrastar para limpar? Ou ter que tirar tudo de cima de uma prateleira? Veja bem: às vezes compensa. O que não dá é para ser assim com tudo o que você tem em casa, senão você precisará dedicar dois dias inteiros para conseguir limpar tudo. Busque a praticidade.

Encontre o seu estilo

Reconhecer seu estilo de decoração pode ajudar você a fazer investimentos certeiros na sua casa e buscar ideias que poupem espaço. Outro dia eu postei um texto sobre como descobrir seu estilo de decoração influencia na organização da casa – vale a pena ler.

15 Apr 2015

3 maneiras de fazer seus bichinhos de estimação não comerem os fios e cabos da sua casa

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Quem tem bichinhos de estimação em casa já deve ter passado pelo problema contemporâneo de ter cabos e fios mastigados. O problema não é apenas estragar os aparelhos, mas o bichinho ser eletrocutado. Veja neste post 3 dicas pontuais para que isso não aconteça:

  1. Repreenda o bichinho no flagra. Não adianta chegar em casa de noite, depois do trabalho, ver o fio mastigado, e brigar com o gato ou o cachorro. Ele não vai saber do que você está falando. Você precisa repreender assim que ele estiver fazendo, mesmo que só possa fazer isso à noite ou aos finais de semana. Para repreender, não há segredo: seja incisivo com expressões como “não!” e “ei”, ou as que você já usa para ensiná-lo. Então, sempre que o seu bichinho estiver perto dos fios ou apresentando comportamento suspeito, repita o procedimento. Isso vai ensinando-o aos poucos a não mexer naqueles fios.
  2. Evite brinquedos que sejam parecidos com fios – e sei que isso é particularmente comum com gatos. Mas evite, porque na verdade você está ensinando que brincar com fios é legal – está incentivando a prática. Existe uma variedade imensa de brinquedos que você pode oferecer a ele sem que reforce um comportamento que você quer evitar. Tenha sempre algo mais interessante que os cães e gatos podem mastigar, porque isso acaba sendo uma necessidade deles também e eles apenas procuram o que estiver por perto e for mais interessante.
  3. Gatos não respondem tão facilmente à repreensão quanto cachorros, então se as dicas 1 e 2 não estiverem funcionando com ele, você pode simplesmente enrolar seus cabos com algum material como papel alumínio. Além de odiarem a textura, o som também será irritante e isso pode mantê-los longe. Não precisa deixar os fios assim para sempre – somente até os gatinhos aprenderem a não chegar mais perto deles. Quando isso acontecer, você pode desencapar. Outra solução é cobrir os fios e cabos com algum material bastante resistente, à prova dos bichinhos, ou espalhar molho de pimenta nos fios.

A grande verdade é que nada disso é verdadeiramente seguro. Há gatos que gostam de alumínio, assim como você pode ter outros tipos de bichinhos em casa como coelhos, porquinhos etc. A única maneira de mantê-los a salvo é deixá-los o mais longe possível dos cabos e fios, talvez restringindo o acesso quando você não estiver por perto (para supervisionar), ou colocando-os em outro cômodo quando for usar o aspirador de pó, por exemplo.

Caso você tenha alguma dica que tenha funcionado com você, por favor, poste nos comentários. Pode ajudar outros leitores. Obrigada!

14 Apr 2015

Como controlar as melhorias que você faz em um imóvel alugado

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Recentemente nos mudamos para uma casa pós-reforma que necessitava de algumas melhorias para conseguirmos viver aqui sem problemas. Por isso, precisamos desenvolver uma maneira de controlar o que estávamos fazendo no imóvel para que isso fosse descontado no valor do aluguel ou de outra maneira. Se você aluga um imóvel, já deve ter passado por esse tipo de situação, então espero que o post ajude com algumas dicas. Algumas podem parecer incrivelmente básicas, mas é importante que a gente possa ter uma guia sobre como fazer quando se muda ou sai de um imóvel diferente.

  1. O primeiro passo sempre é verificar o que consta no seu contrato de locação sobre mudanças e possíveis melhorias. Com essa leitura, algumas dúvidas já podem ser sanadas.
  2. Tenha com você as fotos e um documento assinado da vistoria inicial feita no apartamento. Vale você mesma/o tirar fotos adicionais para juntar ao documento. Fotografe detalhes que você percebeu e que poderiam passar batido.
  3. Depois, é imprescindível conversar com o proprietário do imóvel sobre os seus planos. Talvez você pense que fechar a varanda com vidro seja uma melhoria que valorize o imóvel, mas o proprietário pode não ter interesse nessa mudança. Mesmo que sejam mudanças pequenas (como furar uma parede), pode valer a pena conversar para não ter (nem gerar) problemas futuros.
  4. Consulte sempre seu advogado para saber o que pode dar algum tipo de problema, sobre particularidades do contrato e para acompanhamento mesmo da sua situação.
  5. Crie uma lista, e aqui eu recomendo um formato digital, editável e facilmente encontrável, para inserir todas as mudanças que for realizando. Separe as mudanças por cômodos, para facilitar.
  6. Vale a pena tirar uma foto de cada coisa que foi feita, como registro. Coloque a data embaixo da foto.
  7. Arquive todos os recibos e notas fiscais das mudanças que fizer. Quando fazemos investimentos que valorizam o imóvel (instalar vidraças na varanda, portas no box do banheiro, armários), isso pode ser de alguma maneira revertido no valor do imóvel ou devolvido uma parte quando você deixar o imóvel. Por isso é importante ler o contrato e conversar com o locador no começo.
  8. Você já deve saber disso, mas procure investir em melhorias apenas se forem essenciais enquanto você estiver morando no imóvel. Não troque o piso, por exemplo, apenas porque não gosta da cor (mas isto é apenas uma sugestão minha).
  9. Acidentes acontecem e coisas se deterioram. Se você quebrar algo que pertence ao proprietário (como a prateleira de um armário, por exemplo), comunique ao locador para saber qual o procedimento. Ele pode ter um marceneiro ou outro profissional de preferência, mesmo que você pague pelo conserto. Nunca conserte escondido, sem o proprietário saber.

Apesar de você poder viver em um imóvel alugado como se fosse seu, ele de fato não é. Cuide bem dele e das suas finanças.

06 Apr 2015

10 itens que você precisa comprar BEM quando você monta a sua casa

Todo mundo que foi morar fora da casa dos pais pela primeira vez já deve ter se pego pensando em qual seria a melhor maneira de montar a casa nova praticamente do zero. Como geralmente o orçamento é apertado, ficamos em dúvida sobre o que é necessário pagar mais caro e o que pode ser uma barganha. Portanto, este post é para listar aqueles itens que você realmente deve escolher bem quando for montar a sua primeira casa – e que também são itens que você deve ter sempre com você, de qualidade, mesmo morando sozinho (ou casado) já há mais tempo.

Atenção: Esta não é uma lista com os itens necessários! É uma lista sobre aquilo que vale você investir (pagar mais caro por algo de qualidade e que vá durar) quando você estiver montando sua casa. Por isso não tem itens como fogão, mesa, cadeira, porque eu entendo – e essa lista é pessoal – que tais itens não precisam ser um investimento nesse momento (não significa que você não vai comprar! apenas que não precisa pagar caro por eles). Se for para gastar, gaste com o que precisa ser bom, que são os itens da lista abaixo. Todo o resto, que também precisa ser comprado, pode ser comprado de segunda mão ou em lojas mais baratas, sem preocupação com a qualidade, porque a qualidade não interfere na sua qualidade de vida. 

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1. Uma cadeira decente para usar o computador

Especialmente se você passa longos períodos sentado/a nela trabalhando ou mesmo utilizando o computador para outros fins, sua coluna não ficará mais jovem com o passar do tempo – você precisa de um bom apoio. Existem modelos mais caros e modelos mais simples, como as tradicionais cadeiras retas – que podem não ser tão ergonômicas quanto suas versões executivas mais modernas e caríssimas, mas servem. O que é importante é que você tenha uma boa cadeira para se sentar, de modo que fique confortável, com pés no chão e cotovelo na altura da mesa.

2. Um sofá confortável

Ou apenas um lugar onde você possa se sentar confortavelmente, seja um sofá ou uma poltrona. Já vivi uma época sem sofá achando que a cama e as mesas da cozinha seriam suficientes e me fez muita falta! Fora que, se você não mora sozinha/o ou recebe visitas com frequência, ter um lugar confortável para receber todo mundo faz bastante diferença.

3. Um bom colchão

Dormir bem é um dos grandes fatores (se não o maior) que influencia em nossa produtividade e energia no dia a dia. Não adianta nada comprar o colchão mais barato ou aquele que tem a densidade inadequada ao seu peso e tamanho. Você pode até comprar uma cama mais barata, uma base para cama box mais baratinha, mas o colchão deve ser bem escolhido.

4. Roupa de cama macia

Já que estamos falando sobre dormir bem, nada de lençol com elástico feito de poliéster e fronhas que arranham o seu rosto enquanto você tenta dormir. Invista em dois bons pares de roupa de cama para começar, e talvez eles sejam suficientes por um bom tempo. Procure comprar lençóis com mais de 150 fios (pelo menos), sempre de tecidos naturais.

5. Toalhas brancas

Pode parecer estranho o que eu vou falar, mas já notei que as toalhas coloridas, além de desbotarem e ficarem parecendo surradas com mais facilidade, também ficam menos macias que as toalhas brancas. Deve ser algo a ver com a tinta utilizada, mas o que importa é que boas toalhas brancas (ou em tons naturais, como bege e cru) garantem um contato mais suave com a sua pele depois do banho e isso, no dia a dia, é um detalhe que não passa despercebido.

6. Uma peça de design ou obra de arte

Geralmente aqui temos objetos que são herança de família ou algo que você sempre quis muito e aproveitou a oportunidade para comprar quando se mudou. Se recebeu de herança, veja se está em boas condições. Se não estiver, que tal restaurar?

7. Ferramentas

Você já é bem grandinho/a e ter boas ferramentas em casa fará parte de sua vida daqui em diante. Não adianta pedir toda vez emprestado, porque você vai usar sempre – vale a pena investir no seu próprio kit, que pode ser comprado pronto ou em partes (o que eu particularmente recomendo, porque nem sempre todas as peças que vêm nos kits são boas).

8. Um lugar para guardar o seu dinheiro

Você pode utilizar seu cartão de débito para tudo, mas ainda precisa de dinheiro em muitas situações do dia a dia. Se você não o deixa na carteira, onde o armazena? Embaixo do colchão? Na gaveta de meias? Embaixo do pote de biscoitos? Por favor, arranje uma solução eficiente. Pode ser uma boa ter um cofre não apenas para dinheiro, mas para outros artigos de valor (documentos, jóias etc).

9. Um bom chuveiro

Nada como trabalhar o dia inteiro, chegar em casa e conseguir tomar um bom banho sem reclamar da pouca pressão da água, do pinguinho de água gelada que você nunca providenciou o conserto, da ducha que nunca esquenta muito, entre outros pequenos problemas do dia a dia. Ter um bom chuveiro garante nosso bem-estar, mesmo que por poucos minutos.

10. Uma máquina de lavar e/ou secar que atenda suas necessidades

Já vivi sem máquina de lavar, com máquina de lavar, com tanquinho, com máquina de secar, e posso dizer que não existe nada pior que você ter que cuidar da sua roupa com perrengues diversos como roupa mal-cheirosa porque não seca direito em apartamento ou óleo que vaza de máquina nas roupas. Escolha uma boa máquina que atenda suas suas necessidades e seja econômica da maneira que você precisa.

Vale lembrar que este post é apenas uma sugestão baseada em minha própria experiência, que pode servir como referência para você. Viva como quiser e se sentir mais confortável. ;D

14 Mar 2015

Encontrando seu estilo de decoração e como isso influencia na organização da casa

Não sou arquiteta nem designer de interiores – apenas adoro o assunto decoração e pesquiso sobre isso para postar aqui. Logo, leitores do ramo, se eu falar qualquer besteira, fiquem à vontade para me corrigir nos comentários. :)

Imagem: Binti Home

Imagem: Binti Home

Eu venho pensando no assunto “estilo de decoração” desde que conheci o blog da Nicole, Making it lovely (em inglês), por volta de 2009. Na época, achava o estilo dela tão formado, tão certinho, que anseava por encontrar o meu estilo de decoração para casa também. E por quê? Bem, nos últimos quatro anos, nossa família teve cinco casas diferentes. Nesse meio tempo, eu percebi algumas coisas com relação à decoração e ao por que é legal encontrar seu próprio estilo para decorar:

  • Não dá para ficar fazendo aquisições permanentes caras para o imóvel que você mora de aluguel, a não ser que isso seja descontado no valor mensal. Mas, mesmo assim, acho que isso só vale para aquisições práticas, como instalar as portas do box, por exemplo, ou fechar a varanda com vidro. Não vale a pena, por exemplo, trocar o piso ou instalar um painel de parede que vai servir somente nessa residência. Porém, aquisições precisam ser feitas. Como saber no que investir e no que não investir?
  • Ter um estilo de decoração pode ajudar você a fazer boas compras para a sua casa, assim como saber o que pode ser comprado “mais baratinho” (ou sem ser um investimento). Você sabe seu estilo e pode comprar uma cadeira que tenha a ver com ele, fazendo um investimento, pois poderá tê-la para sempre com você, mesmo se mudar de casa muitas vezes. Você não precisa pagar caro por um guarda-roupa, por exemplo, que pode precisar ser vendido quando você se mudar e já tiver um guarda-roupa embutido no local. Como saber quais são esses objetos que você vai querer para sempre?

Eu notei também que, enquanto eu não tinha um estilo de decoração muito definido, ficava mais confusa ao fazer compras para a minha casa. Eu acabava comprando algo pelo meu gosto pessoal mas nem sempre um objeto combinava com o outro e mesmo a mistura de estilos tem que ter uma ordenação para ficar legal. Tinha muita coisa que eu achava linda também mas que, na prática, não tinha nada a ver comigo. Eu estava perdida.

A utilidade real do Pinterest

No decorrer dos anos, então, eu fiquei em busca do meu estilo de decoração, observando o que eu gostava mais e tendo isso como referência. O Pinterest foi muito útil porque, quando você começa a alimentar seu canal com bastante conteúdo, aquilo vira um grande álbum de referências que você pode sempre consultar e se inspirar.

Então, quando eu pinava alguma imagem relacionada à decoração, eu me obrigava a pensar: Por que eu gosto desta imagem? É a disposição do sofá ou simplesmente as cores? Será que não é apenas a luz do ambiente que me agrada? Perguntas simples como essa me fizeram pensar sobre o que eu realmente gostava.

Deu muito certo porque comecei a ver que meu marido e eu tínhamos muitos gostos em comum (e várias coisas não, haha, mas faz parte). Então começamos a prestar atenção nessas referências que gostávamos em comum para pensarmos no que seria legal fazer em casa. Chegamos a algumas palavras-chave: industrial, rústico, urbano, contemporâneo, vintage. Alguns termos parecem se contradizer, mas de algum modo expressam o que consideramos nosso estilo de decoração preferido.

Imagem: The Grounds of Alexandria by nicoalaryjr

Imagem: The Grounds of Alexandria by nicoalaryjr

Isso também se reflete nos materiais que mais gostamos, que são: madeira, concreto, metais, vidro, tecidos naturais.

Imagem: Second Shout Out

Imagem: Second Shout Out

Além dos materiais, observamos também as cores que mais gostávamos quando compramos alguma coisa para a nossa casa: preto, branco, cinza, metais no geral, tons terrosos.

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Com base nessas informações, começamos a apurar melhor o que gostaríamos de fazer e ter em casa. Isso foi bom para não comprarmos e gastarmos dinheiro à toa. Também nos ajuda a ter um lar que nos agrade e nos deixe feliz.

Estou compartilhando isso com vocês porque notei que, depois que nosso estilo ficou claro para a gente, passamos a fazer aquisições mais certeiras e a economizar também, porque poderíamos buscar referências de transformações de objetos, por exemplo.  Recentemente, apliquei um papel contact de madeira na minha mesa do escritório e aproveitei para arrumá-la com alguns itens que eu já tinha e que expressam bem o que eu sou hoje.

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Tirando o papel contact que precisei comprar e paguei R$13,90 pelo rolo na Kalunga, todo o resto eu já tinha. Eu simplesmente precisava apenas “me encontrar” e passar a usar melhor os meus objetos. Ali no canto superior esquerdo da mesa vocês podem ver um cestinho de metal com os roteadores de Internet dentro. Sabem o que era isso? Um cesto para produtos de banho, que eu comprei há uns quatro anos.

E não é para sair comprando e gastando só porque descobriu seu estilo de decoração. Não! A ideia é que, sempre que você precisar comprar algo, agora você tem uma referência e a escolha fica mais fácil, mais certeira. Além disso, quando você precisar encontrar soluções diversas (como eu precisei para organizar os roteadores), ter um estilo pessoal pode te ajudar a reaproveitar objetos que você tem em sua própria casa e que provavelmente já foram comprados porque, no fundo, você sabe do que gosta.

E vale lembrar que a decoração da nossa casa expressa a nossa personalidade, assim como a expressamos nas roupas que usamos, por exemplo. Construir esse estilo pessoal é o trabalho de uma vida inteira mas, quando você sente que entrou no caminho certo, o restante fica mais tranquilo e direcionado. Eu me sinto à vontade no dia a dia porque sei que estou sendo autêntica até mesmo nessas coisas materiais do cotidiano.

E você, tem um estilo de decoração? Fale um pouco sobre a sua experiência nos comentários!

25 Feb 2015

5 dicas de organização para quem trabalha em casa

Esse tema tem sido frequente por aqui porque sempre fiz questão de usar minha própria experiência para aprender e compartilhar a respeito no blog. Como estou trabalhando em casa, não poderia deixar de ser diferente. Desta vez, reuni dicas que, ao meu ver, podem fazer toda a diferença quando a gente se organiza para trabalhar em modelo home-office.

1. Não é para todo mundo

Quando se tem que acordar às 06:00 de uma segunda-feira chuvosa para trabalhar, é comum pensar como seria maravilhoso trabalhar em casa. Porém, fazer isso demanda muita disciplina, controlar os horários e ficar um pouco maluco por não encontrar com as pessoas – mesmo os chatos do escritório. Faz diferença não ver pessoas e ficar o tempo todo apenas conversando pela Internet. Além do que, nem toda profissão é compatível com o modelo home-office e não é porque a sua não é que você vai largar tudo para viver de algo que ainda não sabe direito o que é.

2. Gerencie seus prazos com rigor

Use o GTD. Tenha controle dos prazos, das entregas, antecipe projetos. Tenha um inventário de tudo o que precisa ser feito – estabeleça prioridades. Gerencie direito seus e-mails.

3. Não “delargue”

É muito comum, para quem trabalha em home-office, dar tanta autonomia às pessoas da equipe que o trabalho acaba ficando um pouco largado. Não seja essa pessoa! Não se trata de controlar e ser chato(a), mas saber o que foi delegado a quem, quando cobrar, quando apoiar. A conversa olha-no-olho não vai existir todos os dias, mas vocês precisam se falar.

4. Utilize boas ferramentas

Hoje acho imprescindível utilizar a melhor ferramenta do mercado, que é o Evernote Business, na minha opinião. Todos os outros são excelentes e têm suas funções, mas o EB é o mais completo. Não “economize” aqui. Como todo o gerenciamento é na nuvem, vale ter algo legal, confiável e com bastante recursos.

5. Tire o home do office

Trabalhar em casa não é sinônimo de home-office. Encontre as pessoas em outros lugares, trabalhe na padaria, na cafeteria, na livraria. Alugue um espaço de coworking uma ou duas vezes por semana. Visite seu amigo no escritório. Você tem essa mobilidade!

Você trabalha em casa? Como costuma se organizar?

08 Jan 2015

Simplificando a alimentação – preparos mais simples e menu semanal sem neuras

Um assunto que sempre me vem à mente quando se trata de simplificar é a questão da alimentação. Cresci vendo as minhas avós começarem a cozinhar desde muito cedo o que a família comeria na hora do almoço e, por volta das três da tarde, já começarem a preparar o jantar. Depois, quando cresci e tive a minha casa, fui vendo que as coisas não eram assim tão fáceis. Se eu quisesse comida fresquinha todos os dias, teria que chegar do trabalho, cansada, depois do trânsito, e ainda investir um tempo nisso. Por mais que nosso amigo Oliver lance livros com receitas de 30 minutos e a gente conheça pratos de preparo bem rápido, o conjunto da obra – comprar, preparar, cortar, picar, descascar, lavar – leva bem mais do que isso. Aí, precisamos tomar algumas decisões, que são:

  • Fazer o trivial no dia a dia, sem complicações
  • Preparar algumas guarnições com antecedência (arroz, feijão, salada) e deixar para fazer na hora só o que precisa estar fresquinho (carnes, legumes, frutas)
  • Comprar algumas comidas prontas
  • Comer fora ou pedir delivery :(

No dia a dia, não tem como a gente fugir das opções acima. A não ser, é claro, que você trabalhe cuidando do seu lar e possa dedicar uma boa parte do seu dia à alimentação da família. De modo geral, as pessoas não têm essa condições e, as que têm, não têm problemas com essa rotina. O post visa então aqueles(as) que precisam simplificar o preparo da comida no dia a dia para conciliar com uma rotina bastante corrida, onde nem sempre se pode depender da colaboração de outras pessoas (quem mora sozinha/o, é mãe/pai solteiro etc).

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Eu continuo recomendando a aplicação de um menu semanal. O que significa isso? Significa simplesmente você listar sete pratos para fazer ao longo da semana e basear sua lista de compras nos ingredientes que vai precisar. Exemplo:

  1. Domingo – Espaguete com molho de tomate e frango assado
  2. Segunda – Estrogonofe de frango com arroz branco
  3. Terça – Arroz, feijão e bife acebolado
  4. Quarta – Arroz, feijão e frango grelhado
  5. Quinta – Filé de frango empanado com purê de batatas
  6. Sexta – Pizza
  7. Sábado – Bruschettas e asinhas de frango apimentadas

O exemplo acima é bastante simples e trivial. Para mais informações sobre como montar um menu semanal, clique aqui. A ideia é listar os pratos principais (que você fará só uma vez por dia e, quem ficar em casa, repete no almoço), saladas que entrarão como acompanhamentos, assim como os lanches no decorrer do dia e o que você vai comer no café-da-manhã. Tem até uma planilha aqui no blog que você pode baixar e usar, se for fã de planilhas. A ideia é que, com essa lista simples, você vá ao mercado apenas uma vez por semana e compre a quantidade suficiente para todos os dias, evitando também o desperdício e fazendo compras inteligentes.

Uma dúvida que as pessoas comumente têm com relação ao menu semanal é se ele não deixa o preparo da comida muito “engessado”. Você não precisa fazer o espaguete no domingo, se não quiser. O que importa aqui é ter os sete pratos e saber que, ao longo da semana, você irá prepará-los. Se você vai fazer na segunda ou na quinta, isso você escolhe no dia. A vantagem do menu semanal é que você não precisa ficar tirando ideias de última hora para decidir o que vai fazer, mas optar por aquelas que você já pensou previamente. Também garante que não faltará nenhum ingrediente necessário. Agora, que pode te dar aquela vontade de comer um bife à parmeggiana em plena quarta-feira e você não ter programado isso para o seu menu semanal, pode! Mas é exceção. Vá ao mercado e compre o que for preciso para fazer esse prato. O que a gente não faz, quando se fala em organização de qualquer coisa, é pautar nossas decisões com base no que é exceção.

Somente a aplicação do menu semanal já simplifica bastante a rotina de alimentação porque traz tranquilidade ao dia a dia. Não sei vocês, mas eu fico mais de uma hora decidindo o que vou fazer de comida se deixar para decidir na hora. Vejo o que tenho na geladeira, no freezer, na despensa, o que está vencendo. Tudo isso pode ser feito, mas antes das compras! Aí você aproveita o que tem, o que está vencendo, e compra somente o necessário. Particularmente, é uma das dicas de organização que mais gosto.

Além disso, procure simplificar sua alimentação da melhor forma possível. Algumas dicas adicionais:

  • Vale a pena estar com seus exames médicos em dia e consultar um nutrólogo para saber qual a alimentação mais correta para você. Com base nisso, você pode saber quais alimentos pode e quais não pode ingerir. Não adianta comprar pizza pronta no mercado se você tem intolerância a glúten.
  • Pratos prontos são muito práticos, mas no geral contêm conservantes e alto teor de sódio. Evite. Se for comprar pratos prontos, vale a pena encomendar no açougue do bairro, por exemplo. Alguns restaurantes fazem pratos diversos sob encomenda. Às vezes, dependendo da ocasião, o tempo que você economiza compensa o dinheiro gasto.
  • Prepare com antecedência e congele alguns alimentos. Sei que muitas pessoas não gostam de fazer isso então, se for o seu caso, pule esta dica. Porém, para quem não se importa, há uma vasta gama de opções, do arroz ao pãozinho.
  • Procure pautar seu menu semanal no aproveitamento dos alimentos também. Se fizer feijão em um dia, vale a pena usar o ingrediente em outros pratos ao longo da semana – bolinho de feijão, feijão como acompanhamento, tutu, caldo. Todo alimento pode ser aproveitado.
  • Compre saladas prontas, já higienizadas. São mais caras, mas podem ser uma excelente solução caso você seja aquela pessoa que não come salada porque não tem tempo de lavar.
  • Com o menu semanal, descongele carnes e alimentos com antecedência. Um dia antes, desça do freezer para a geladeira, por exemplo, para facilitar o processo de descongelamento quando chegar do trabalho.
  • Comer fora e pedir comida são atividades práticas e prazerosas no dia a dia, mas fazem com que a gente gaste muito dinheiro! Limite esses gastos para que eles não sejam recorrentes.
  • Para os pratos principais, só invente moda se você estiver com tempo (como aos finais de semana, por exemplo). Para o dia a dia, pense em uma proteína + um acompanhamento de carboidrato + uma salada e já está excelente para a maioria dos mortais!
  • Deixe o que for usado no café-da-manhã em uma bandeja na geladeira e outra na despensa e apenas leve as duas para a mesa pela manhã, em vez de ter que perder um tempão colocando uma coisa de cada vez. Depois, leve de volta.
  • Deixe os lanches já separados em porções para facilitar no dia a dia, especialmente para as crianças em idade escolar.
  • Por fim, a dica final é uma frase que a minha mãe diz muito, e que eu adoro: quem compra na feira, economiza na farmácia. Faça isso! Frequente a feira do seu bairro uma vez por semana e compre alimentos frescos e saudáveis. Além de mais baratos, sua saúde agradece.

E você, já pensou em simplificar a sua alimentação? Como você vem fazendo?