ou
Vida doméstica

Um dos temas mais abordados nos comentários dos posts aqui no blog é sobre a eterna questão: eu organizo a casa, mas meus familiares não. Como motivá-los? Então o post de hoje é para a gente bater um papinho sobre esse assunto.

Eu já tenho o blog há quase 11 anos e, durante esse tempo, aprendi muitas coisas conversando com as pessoas e estudando materiais relacionados a esse assunto. Minha opinião vai se pautar em um dos valores mais fortes do Vida Organizada, que é a questão da Autonomia. Eu acredito que, para uma pessoa se organizar, ela precisa ter autonomia. Não dá para obrigar ou tentar convencer ninguém.

Mas então como nós, que gostamos do assunto, podemos conviver com outras pessoas desse jeito? Acho que é aqui que reside a chave do problema.

Organização X Arrumação

Primeiro, vamos falar sobre a diferença entre organizar e arrumar. Organizar é encontrar soluções práticas para a casa. Arrumar é colocar no lugar. Se você arrumar uma casa que não esteja organizada, fatalmente as coisas não terão suas casinhas certas, não terão lugar certo, e mesmo guardadas, pode ficar aquela sensação de bagunça.

Muitas vezes, os membros da família não fazem bagunça ou deixam as coisas espalhadas porque querem, mas porque é mais fácil. Eles não sabem exatamente onde colocar tal coisa, ou arrumar determinado objeto é muito difícil (uma gaveta entupida de toalhas é completamente desanimadora).

Destralhe

Muitas vezes, o simples fato de destralhar já ajuda a aliviar a pressão, pois envolve a diminuição da quantidade de objetos. Comece destralhando os seus objetos pessoais: roupas, acessórios, cosméticos, livros, DVDs etc, e só depois passe para as áreas de uso comum da casa, sempre respeitando os objetos dos outros. Geralmente, esse movimento chama a atenção e, quando as pessoas passam a ver os benefícios, elas querem fazer parte. Se isso acontecer, ofereça apoio. Nunca, em hipótese alguma, saia doando ou jogando fora as coisas dos outros, mesmo que a outra pessoa seja uma acumuladora compulsiva. Não são as suas coisas.

Aceite

Pode acontecer de a pessoa não se manifestar e continuar lidando com a sua própria bagunça. Se ela não fizer isso com o ambiente de uso comum de todos, tudo bem. Deixe que ela tenha seu quarto como quiser, com a bagunça que ela quiser. Vejo especialmente pais e mães de adolescentes que ficam malucos com a bagunça no quarto dos filhos, chegando a entrar e querer limpar tudo. Precisa mesmo? Questione-se. Aqui envolve a autonomia de maneira geral. Afinal, esse adolescente um dia vai morar sozinho. Deixe ele se virar.

Por outro lado, deixe claro que essa regra serve apenas para o quarto dele ou dela. Nas áreas de convivência em comum, valem as regras dos adultos.

“Ah, mas o problema são os adultos”. Então voltamos no primeiro tópico deste post: a casa está organizada e possibilitando a arrumação? Porque, se não houver lugar certo para as coisas, ninguém vai se motivar a arrumar o que estiver fora do lugar. Então aqui pode entrar o seu papel de observar as pistas deixadas pela bagunça. É melhor e menos cansativo que você se responsabilize por essas soluções que perder tempo diariamente arrumando a bagunça dos outros e se estressando por conta disso. Uma coisa é certa: se a arrumação for mais fácil que a bagunça, ninguém vai bagunçar. E, se bagunçar, será exceção.

Pense na organização como uma benção que você pode dar aos moradores da sua casa – algo que você está ensinando a eles e a si mesma. A organização é algo que deve servir você e a sua família, não o contrário. Senão, vale mais a pena manter a bagunça e ter uma família feliz. Tá bem? o objetivo da organização é ajudar e simplificar o dia-a-dia, não torná-lo mais estressante. Se isso estiver acontecendo, veja se você está está fazendo tudo o que eu falei acima. Será que você não está:

– Focando na arrumação, em vez de prestar atenção na organização?

– Deixando de perceber as pistas que a bagunça dá?

– Comprando brigas desnecessárias?

– Se entregando à bagunça dos outros?

– Pirando na organização e esquecendo das outras pessoas?

Faça uma análise da sua situação de maneira geral e lembre-se que, no final das contas, relacionamentos são importantes, especialmente com as pessoas com quem vivemos dentro de casa.

Thais Godinho
26/06/2017
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Continuo montando um armário-cápsula a cada estação, mas o foco tem sido em construir um armário inteiro bom e coerente a cada estação, e não para cada estação. A diferença é sutil. O que tenho feito é aproveitar cada estação para reavaliar todas as minhas roupas e, assim, ir aprendendo melhor o que funciona para mim, o que veste bem, o que é feito de bons materiais, e como comprar de maneira mais consciente. Percebam então que o foco não é em montar um armário-cápsula, mas em usar o armário-cápsula como ferramenta de análise a cada estação.

Eu também não me apego a quantidades, apesar de tentar manter um número reduzido de peças. Eu acredito que, quanto menos peças tivermos, melhor usaremos cada uma delas e mais criativa eu terei que ser nas combinações, mas também não dá para ficar com peças “de menos”, o que pode atrapalhar a minha rotina e logística de lavagens, especialmente no inverno (quando as roupas demoram mais para secar).

Desta vez, eu tentei usar o planner da Un-Fancy, o que é ótimo e dá bons direcionamentos, mas é muito comercial em certo sentido. Por exemplo, ao tentar definir as cores da paleta do armário de inverno, me peguei pensando em coisas como: “gostaria de usar mais turquesa, mas só tenho uma peça, então talvez tenha que comprar uma coisa ou outra”, quando na verdade não é necessário comprar coisas com esse raciocínio específico, e sim de acordo com o gosto ou a necessidade.

Outra mudança considerável foi o uso da paleta de cores. Refiz minha análise com a Ana porque mudei o tom do meu cabelo e queria explorar opções de mais contraste, e atualmente estou com a paleta de inverno profundo.

Eu tenho um problema (não diria que é bem um problema, mas uma questão), que é a dificuldade de ter o olho bom para experimentar e adquirir peças mais coloridas. Por isso, tenho muitas peças em cores neutras. Eu também acho que a variedade de cores é pequena nas lojas e, só quando você atinge um certo nível de genialidade em termos de estilo, consegue desenvolver esse olhar curador e fazer boas escolhas. Aqui entra a importância de uma consultora de estilo para te apoiar.

No meu caso, meu armário, e especialmente as peças de frio, acabam caindo no preto e no azul marinho. Desde 2015 (quando comecei esse estudo) eu venho tentando explorar outras possibilidades de cores, mas acho difícil encontrar. Eu também não me sinto tão confortável usando um sobretudo cor de uva, por exemplo, apesar de achar lindo. Não que eu não goste, mas eu acho que meu estilo é mais clássico mesmo, uma coisa meio french rocker tomboy, com muitas listras, trench coats, sapatos oxford e tecidos naturais contrastando com tecidos mais estruturados. E eu meio que quero aceitar isso, porém aprendendo a fazer boas misturas – uma calça de linho com uma linda blusa colorida de seda, talvez? Esse é o tipo de coisa que vou explorar um pouco mais adiante, e abaixo explico porquê.

Uma imagem vale mais que mil palavras / Créditos: Elle Dinamarca

O tipo de estilo a ser mais explorado / Créditos: Não achei pela foto; peguei do Tumblr

Basicamente, porque também estou em processo de perda de peso. Iniciei um tratamento também há algum tempo, mas mais forte no ano passado, e até então emagreci 14kg. Ainda pretendo emagrecer mais. Tudo isso é assunto para outro post, porque envolve uma mudança grande na rotina, e o foco hoje é o armário-cápsula da estação. Mas tudo isso influencia no que posso comprar, em termos de roupas, e o que preciso (ou quero) esperar mais um pouco. Eu cheguei a escrever um post sobre que tipo de investimento (em termos de roupas) vale a pena fazer quando você está nesse processo de emagrecimento, então o que eu quero dizer é que agora não é o momento de investir em roupas de caimento e estrutura, como casacos, por exemplo. Isso tem me feito usar mais o que eu já tenho, e por isso mesmo meu armário talvez não reflita as mudanças (em termos de cores) da forma como eu gostaria.

Porém, de modo geral, eu vi que existe uma linha sim nesse armário-cápsula de inverno, que envolve tons de verde, azul marinho, turquesa e um pouco de roxo uva. São todas cores que eu gosto muito e que estão na cartela que estou seguindo atualmente, acima.

Seguem as peças:

Quis começar com as blusas de lã porque acredito que elas descrevam bem a paleta de cores que acabou sendo “escolhida” para a estação.

  • Blusa de lã bege – comprada na Feira da Malha em SP
  • Blusa de soft turquesa – Quechua, comprada na Decathlon
  • Blusa de lã verde folha – comprada na Feira da Malha em SP (mas vi uma igual na Renner)
  • Blusa de gola alta verde escuro – comprada na Feira da Malha em SP
  • Blusa de lã azul marinho – Zara
  • Blusa de lã preta com bolinhas brancas – C&A
  • Blusa de lã preta com gola em V – comprada na Feira da Malha em SP

Essas são as minhas camisetas ou blusinhas de malha. Faltam algumas na foto, que estão lavando. Nada de muito diferente do que já está aí. Percebi que preciso de outras opções mais voltadas para o bege ou o roxo uva que gosto tanto. Comprar camisetas de manga comprida (ou blusinhas) nessas cores tem sido um dos focos nessa estação então. O bom das roupas de malha é que elas são mais flexíveis para quem está perdendo peso. Porém, são menos nobres e mais informais. Eu uso bastante por baixo das blusas da foto anterior.

  • Camiseta verde musgo listrada – Forever 21
  • Camiseta verde folha – Marisa
  • Blusa de linho azul – Besni
  • Blusa de viscose azul com peixinhos – Luigi Bertolli
  • Camiseta azul marinho listrada – Forever 21
  • Camiseta preta listrada – C&A
  • Camiseta preta de manga comprida – Renner
  • Camiseta do Evernote – ganhei de presente
  • Camiseta da Apple – comprei em um camelô na Paulista

  • Camisa bege floral – Zara
  • Camisa verde militar – C&A
  • Camisa preta de manga curta – Besni

  • Casaco “quebra vento” e impermeável bege – Quechua, comprado na Decathlon
  • Parca cáqui – C&A, comprada na Holanda
  • Blusão de lã azul marinho – Marisa ou C&A
  • Trench coat bege – Zara (está lavando)

Os casacos pretos merecem uma foto só para eles. rs

  • Blusão de lã com estampa de leopardo – Zara
  • Blazer preto – Renner
  • Blusão de lã preto – Zara
  • Sobretudo de lã preto – Renner

Indo para as partes de baixo, os vestidos:

  • Vestido azul com estampa étnica/geométrica – Besni
  • Vestido azul com gola branca – Target, comprado nos EUA
  • Vestido preto de malha – Besni

Essas são algumas partes de baixo:

  • Calça de sarja roxo uva – Marisa
  • Calça de alfaiataria de lã marrom – C&A, comprada na Holanda
  • Calça de alfaiataria preta – Renner
  • Saia lápis preta – Marisa
  • Calça jeans – C&A (está lavando)
  • Calça de sarja preta – C&A, comprada nos EUA (está lavando)

Sapatos, não tenho tantos. Acabo usando sempre os mesmos no inverno, porque sinto muito frio nos pés:

  • Bota preta de cano alto – sem marca, comprada em uma loja de artigos de couro na Lapa
  • Ankle boot marrom de camurça – Piccadilly
  • Ankle boot preta de couro – Arezzo
  • Sapato marrom de couro com salto anabela – Piccadilly
  • Sapato oxford preto – Moleca
  • Sapato preto de camurça com salto de madeira – Arezzo
  • Tênis cinza – New Balance

O que não entra na cápsula: roupas de academia, pijamas, acessórios (lenços, pashminas, cachecóis) e bolsas (não uso no dia a dia, e sim mochilas e pastas de trabalho).

Total de peças: 43.

Eu estou lentamente migrando de um armário comum (do meu ponto de vista) para um armário um pouco mais refinado, a partir das novas compras que venho fazendo, e que dependem também da estabilidade do meu peso. Tenho pensado melhor sobre que acessórios comprar – comprando menos, com qualidade e versatilidade melhores. Não saio comprando qualquer sapato. Peças de roupa, penso no custo benefício e em quanto tempo vou usar, de acordo com a durabilidade do tecido e corte também.

Para a próxima estação, por exemplo, é provável que eu já não esteja vestindo bem muitas das peças acima e, muito provavelmente, no inverno que vem muitas delas também não me servirão mais. Por isso, qualquer investimento que eu faça hoje precisa levar isso em consideração – não adianta eu comprar um sobretudo ou um blazer que vou perder logo à frente. Essa restrição me deixa com liberdade de escolha para itens que eu posso efetivamente investir, como lenços, óculos e roupas mais maleáveis, como blusões de lã e camisetinhas de malha. Também tenho aproveitado para investir em peças que não entram na cápsula, como roupas de academia e pijaminhas.

Ou seja, qual o propósito de todo esse movimento? Focar mais no essencial e repensar nosso consumo, a caminho de um mercado mais sustentável, sem perder de vista a valorização da nossa auto-estima.

Eu montei esse armário no último final de semana e pretendo, ao longo dos próximos três meses, usar apenas as peças elencadas, além das possíveis compras relacionadas que posso vir a fazer, conforme comentei no post.

Thais Godinho
21/06/2017
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Algumas dicas de organização para quem tem carros!

Mantenha seu carro sempre limpo

Essa é a primeira dica que eu posso dar porque eu sei como é fácil deixar o carro com uma sujeirinha ou outra e, quando você vê (aliás, mal percebe!), ele está inteiro sujo.

Vale a pena ter uma rotina diária de rescolher o lixo, dar uma limpada com as mãos mesmo nos bancos para tirar farelos e fios de cabelo (ou melhor: você pode ter sempre uma escovinha baratinha no porta-luvas para fazer isso) e a regra de não comer no carro (especialmente quem tem filhos).

Verifique dentro do seu orçamento o que é possível em termos de rotina de limpeza paga. Lavar a lataria do carro pode ser uma forma de desestressar ao longo da semana e a maneira mais econômica de fazer isso é usando um balde e panos ou esponja (cuidado para que ela seja bem molinha e não arranhe o carro), em vez de mangueira (gasta água demais!).

Fazer aquela higienização interna de vez em quando (a cada um ou no máximo três meses) também ajuda a manter o carro com aspecto de limpo. Uma maneira de limpar por dentro sem gastar fazendo isso externamente é comprar uma luva de limpeza (ou usar uma meia velha!) e ir passando a mão por toda a parte interna do carro (que não seja estofada) com um produto específico para isso (porque deixa aquele cheirinho gostoso) ou simplesmente umedecida em água.

Busque promoções de serviços de carros

Eu comentei acima sobre levar o carro para higienizar ou lavar fora, e é uma boa ficar de olho nas promoções em sites como Peixe Urbano para pegar um pacote que inclua diversos serviços relacionados por um preço menor. Outra boa ideia é pesquisar na sua região e buscar uma espécie de “fidelidade” com alguma empresa, pois assim você pode pedir descontos.

Tenha uma lixeirinha dentro do carro

Não importa o formato ou o tamanho, desde que exista uma. Hoje em dia dá para encontrar vários modelos charmosos de lixinhos para carro em diversas lojas de artigos para casa e até de roupas (se não me engano, na Renner eles vendem isso, na Riachuelo também, na Marisa…). Uma simples sacola de plástico resolve o problema e ainda por cima é “impermeável”. Uma outra dica para quem não quer gastar com isso mas também não quer usar uma sacola de plástico é usar um saquinho de presente. Fica bonitinho, ninguém sabe do que se trata, e você organiza o que for lixo. Lembre-se de esvaziar diariamente ou sempre que tiver algo dentro.

Tenha um porta-moedas no porta-luvas

Guarde suas moedas nesse porta-moedas dentro do porta-luvas do carro para ocasiões diversas, desde pedágio até ajuda a outras pessoas quando parar no semáforo.

Monte uma checklist de manutenção básica do carro

O que você precisa verificar regularmente para manter o carro ok? Sugestão:

  • Óleos
  • Pneus
  • Pastilhas
  • Nível de água
  • Cintos
  • Revisão
  • Freios
  • Fluidos
  • Arranhões e pintura
  • Luzes

Monte essa checklists em um aplicativo que esteja sempre com você no celular para que você possa verificar enquanto estiver no próprio carro. Sugiro o Todoist.

Tenha sempre um carregador no carro

Aproveite os períodos de deslocamento para carregar o seu celular ou outros dispositivos. Você pode ter uma necéssaire no porta-luvas com os cabos necessários. Hoje em dia são vendidos kits em papelaria e lojas de artigos para escritório como a Kalunga para carregar todo tipo de gadget no carro. Eu tenho um da Multilaser que funciona muito bem e carrega tudo rápido.

Use sapateiras flexíveis atrás do banco do carro

Você pode comprar uma sapateira simples (daquelas de pendurar atrás da porta), cortar do tamanho certo e simplesmente prender na parte de trás do banco do motorista para guardar o que normalmente os passageiros do banco de trás do seu carro utilizam. Se tiver filhos, pode colocar a garrafinha de água, livros de pintura, estojos com lápis de cor, DVDs (se tiver no carro) e outros apetrechos, como fraldas, lenços umedecidos, brinquedos. Se você conduzir apenas adultos (amigos ou Uber, quem sabe?), pode colocar livros, gibis e outros acessórios interessantes para quem estiver sentado na parte de trás do seu carro.

Organize o porta-malas

Defina alguns acessórios que você precisa ter sempre à mão quando sair de carro, como guarda-chuva, carrinho de bebê dobrável, sacola reutilizável, sacola térmica para compras frias no mercado, entre outros. Deixe sempre dentro do carro. Tirando os itens maiores, você pode ter uma caixa organizadora transparente de plástico para armazenar o que for menor.

Eu também acho bastante interessante ter uma espécie de “kit de emergência” no carro, não só para quando for viajar, mas para o dia a dia. Vale a pena você pensar nas situações que você pode passar diariamente e abastecer esse kit. Lenço umedecido, rolo de papel toalha e rolo de papel higiênico servem para diversas situações. Outros itens que podem ser úteis: desodorante, mudas de roupas, algum tipo de lanche não perecível, silver tape, sacolas de plástico, tesoura, kit de primeiros socorros.

Você também pode querer deixar duas caixas sem tampa de plástico exclusivas para armazenamento de compras. Isso facilitará na hora de carregar as compras para casa, ao chegar, e também estabelece um limite do quanto você pode comprar cada vez que for ao mercado, à feira ou ao shopping.

Com algumas dicas simples, seu carro pode se manter sempre organizado, limpo e arrumado. Se você tiver mais alguma dica para compartilhar, deixe nos comentários! Obrigada!

Thais Godinho
05/05/2017
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Este post faz parte de uma blogagem coletiva organizada pelo blog Transformando Espaços. Confira aqui o post que originou a blogagem.

Minhas três melhores dicas organização para guarda-roupas e closets, hoje, são:

1. Conheça seu estilo

A organização não se trata apenas de colocar as coisas no lugar certo (apesar de que esse conceito, por si só, engloba bastante coisa – o que significa “lugar certo”?). Mas, no caso dos guarda-roupas, um dos maiores fatores que contribuem com a sua super lotação e desânimo que origina a famosa frase “não tenho o que vestir!” vem do fato de comprarmos peças de roupas sem conhecermos o nosso próprio estilo. Por isso, para ter um guarda-roupa legal e manter nele apenas aquilo que você gosta e que tenha a ver com você, você precisa conhecer o seu estilo.

E conhecer o estilo significa também uma série de coisas, como: que estilo de vida você leva em casa, seu trabalho, as cores que combinam mais com você, as roupas que você gosta de vestir, as peças que caem melhor em você, conhecer o formato do seu corpo, os materiais que se encaixam no estilo de vida que você tem, entre outros pequenos detalhes que, no dia a dia, ao fazer compras, talvez nem todo mundo leve em consideração.

destralhe-categorias

Muitos guarda-roupas lotados estão cheios de roupas que eram da irmã mais velha, roupas ainda com etiquetas e aquelas famosas peças compradas em liquidação apenas porque estavam uma pechincha. Um guarda-roupa assim, composto por peças que não são extraordinárias, apenas “para constar”, é um guarda-roupa com tralha. Então, quando digo que conhecer seu estilo é a primeira dica para ter um guarda-roupa organizado, é porque realmente é importante.

Veja, destralhar não significa focar no que você vai jogar fora, e sim naquilo que você vai manter. E, no caso do guarda-roupa, como saber o que deve ser mantido se você nunca pensou com carinho nas peças que têm a ver com o seu estilo pessoal?

2. Destralhe o que não tem nada a ver

A segunda dica vem para complementar a primeira mesmo. Uma vez que você descubra o seu estilo (e não se engane: é uma construção para a vida mesmo – não dá para fazer uma única vez e achar que nunca mais vai fazer essa seleção, pois as coisas mudam, você muda, a vida muda), fica mais fácil entender aquilo que não tem mais nada a ver com você.

Para o guarda-roupa, existem algumas técnicas para fazer esse destralhamento:

  • Essa roupa fica maravilhosa em mim? Isso tem até um pouco a ver com o conceito da Marie Kondo de se perguntar se aquela peça de roupa te traz alegria. Na verdade, se uma peça fica maravilhosa em você, em termos de cor, corte, e você ama muito, isso é um indicativo de que você deve mantê-la.
  • Eu usei essa peça no último ano? Pensar em termos de “último ano” é certeiro porque te obrigou a pegar todas as estações. Se você não usou a peça no último ano, seja honesta(o) consigo mesma(o) e doe. A chance de você usar no próximo ano é mínima.
  • Essa peça está em bom estado? Se a peça estiver com bolinhas, puída, sem botões, descosturada, sem botão e com outros problemas, questione se vale a pena realmente mantê-la.
  • Quantas peças semelhantes eu tenho? Separe suas roupas em categorias (blusas, calças, vestidos, saias, sapatos etc.) e avalie as quantidades. Adianta ter 12 calças brancas? O objetivo aqui é realmente reduzir ao essencial para que você possa aproveitar melhor o que você tem.
  • Essa peça combina com outras que eu tenho? Uma peça precisa combinar com outras no seu armário, e quanto mais combinações variadas ela promover, melhor. Uma peça que só pode ser usada com uma única outra peça provavelmente não é muito versátil e, por isso, será que vale a pena manter? Não valeria mais a pena abrir espaço para uma peça um pouco mais versátil e que você vai usar mais vezes, gerando mais combinações?

Não existe nada melhor que tem um guarda-roupa com seu acervo pessoal de roupas, refletindo o estilo que você tem, versátil e prático para o dia a dia. Ninguém precisa de um armário-cápsula se tiver um guarda-roupa assim, porque todas as roupas serão legais, necessárias e que te deixem com a auto-estima legal.

3. Arrume no espaço que você tem

Toda vez que alguém reclama da falta de espaço para as suas coisas, eu sei que na verdade a pessoa tem coisas demais. Isso vale até para mim! Eu busco na humildade de um morador de rua que quase não tem pertences o que é essencial uma pessoa ter para viver os seus dias. Sinceramente, todos nós temos coisas demais e podemos diminuir. Não se trata apenas de espaço, mas de ter em casa (e no guarda-roupa) apenas as coisas que têm a ver com a gente, que a gente gosta e usa efetivamente. Dar mais valor ao que cada um tem.

Isso vale inclusive para os móveis que você já tem casa. Um armário, embutido ou não, tem seu espaço. Espaços são limites – veja o que você tem. Você não precisa comprar coisas novas para se organizar, a não ser que esteja se mudando agora para a sua primeira casa e obviamente precise estruturar com móveis.

Otimizar o espaço que tem significa aproveitar aquela área alta do guarda-roupa com um gaveteiro de plástico embaixo, ampliando o espaço. Significa guardar as roupas dobradas, para que caibam mais peças do que se estivessem apenas penduradas. Você precisa fazer o melhor com o espaço que já tem, e isso pode ser feito através do destralhamento e depois de técnicas simples de arrumação. Porém, todo o assunto arrumação do guarda-roupa daria um post por si só (o que nós já temos – leia aqui).

Se você gostou dessas dicas e quer aprender muito mais na prática, conheça nosso workshop com esse tema:

home-workshop-armario

Espero que as dicas tenham sido úteis para você aplicar hoje mesmo! Boa semana a todos.

Thais Godinho
18/07/2016
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Minha área de atuação não é moda, mas eu uso roupas, oras. E, nos últimos anos, tenho vivido um processo de mudanças no corpo que acabou se tornando um grande aprendizado. Perdi peso, ganhei peso e estou em processo de emagrecimento, e recebo muitos comentários de leitoras me pedindo dicas sobre como lidar com essa fase. O que comprar? O que vestir? Como lidar com um guarda-roupa com uma variação tão grande de numerações?

E, apesar de não ser especialista em moda, ter convivido com a Ana nos últimos meses por conta do nosso amado workshop de organização do guarda-roupa (que vai ter edição nova em julho em São Paulo 💙) me fez ter diversos insights preciosos com relação ao que devo investir nesse momento e o que devo esperar para comprar mais para a frente.

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Porque, de certa maneira, penso que todo mundo esteja passando por um momento de conscientização e gastando menos com roupas. Não penso que seja nem só por causa da crise não. É um movimento meio global. Já compramos muito. Estamos querendo usar mais o que já temos, curtir mais, aproveitar mais mesmo.

Eu estou vendo meu guarda-roupa hoje em dia como um inventário de peças mesmo, e fazendo investimentos que quero que durem, senão a vida toda, bastante tempo – ou até eu ficar meio de saco cheio desses itens, porque não fazem mais parte de quem eu sou. Por isso, sequer me lembro qual foi a última vez que eu comprei uma peça de roupa. Faz tempo mesmo. Como comentei outro dia, estou um pouco exigente também.

Que peças comprar?

Essa é uma boa pergunta. Eu tenho uma variação de peso esquisita e detesto roupas apertadas. Por isso – e as consultoras de estilo podem me dar sugestões e até me corrigir se eu estiver falando besteira – o que eu tenho feito é evitar comprar peças de alfaiataria ou que dependam muito de um bom corte, mesmo porque: 1) se, de boa qualidade, serão investimentos mais caros, o que não compensa em um processo de emagrecimento, porque você perderá a médio prazo, e 2) não dá para reformar em uma costureira ou alfaiate caso emagreça muito, pois o corte certamente se perderá.

Se for para comprar peças, invista em dois tipos:

  • Aquelas que poderá reformar, “dar um ponto”, como minha sogra diz, como saias longas, saias mais curtas, calças pantalonas, calças de malha, blusas, vestidos mais soltinhos.
  • Aquelas que vestem bem tanto justinhas quanto larguinhas, como blusas, suéteres, cardigans, alguns tipos de calças, camisetas e por aí vai.

No geral, a qualidade das peças adquiridas vai mais pelo tecido que pelo corte, então invista nisso: seda, algodão, linho, lã, viscose – bons tecidos, de preferência naturais e fluidos (nada de couro, por exemplo, que cai na questão do corte).

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Na prática, funciona assim: no inverno, em vez de comprar um blazer, invista em suéteres, blusas de lã grandonas e outras peças desse tipo.

Que itens comprar?

Aqui a abordagem é diferente, porque eu gostaria de distinguir entre roupas, sapatos e acessórios.

Eu acho que o processo de emagrecimento é um bom momento para investir em acessórios bacanas, se você quiser.

Um lenço bonito, uma bolsa, um bom par de óculos, relógios, colares, braceletes. Tudo aquilo que você talvez não se permitisse comprar antes porque gastava muito dinheiro com roupas em si. Pelo menos é o que eu venho fazendo.

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Mesmo sapatos eu não compraria gastando tanto dinheiro porque, dependendo do volume de peso que você perder, pode ser que diminua até mesmo sua numeração e perca alguns pares.

A última peça que eu comprei foi um par de óculos estilo art deco, um lenço da minha cartela de cores e uma carteira, para vocês terem uma ideia. Então é nesse tipo de coisa que tenho investido no meu guarda-roupa e tem funcionado muito bem para atualizar as peças que eu já tenho e ainda comprar coisas legais e de qualidade.

Aproveite para destralhar

Aproveite o processo de emagrecimento para se desfazer de peças que já deram o que tinham que dar e você não quer usar nunca mais, como roupas puídas, que você não gosta ou que não te favorecem. Doe para alguém que fará melhor proveito.

Leia o post: Como destralhar seu guarda-roupa por categorias.

Espero que este post tenha funcionado para inspirar quem esteja passando por esse processo, nem que seja para direcionar algumas decisões de compra no dia a dia.

Thais Godinho
16/06/2016
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Fazer do dia a dia suas férias
Como seria fácil se tudo na vida se resumisse a listas prontas que a gente pudesse pegar e aplicar e plim! As fórmulas prontas fossem receitas que a gente aplicasse e pronto, tudo na vida ficasse perfeito. Mas se até em receita de bolo a gente pode colocar o nosso toque pessoal, imagina só quando a gente fala sobre algo que tem que ser de acordo com as nossas necessidades, como a casa da gente, a cozinha, que é o cômodo da casa onde a gente prepara os alimentos da família e, que tem que ser ajustada da forma mais prática possível ao dia a dia de quem vai cozinhar ali.

Por isso, o post de hoje tem a intenção de despertar essa ideia e trazer algumas sugestões, mas sempre “cutucando a caixinha”, como tudo aqui no blog.

Quando a gente fala em “lista básica”, eu quero que você pense no que é básico para você, para a sua família. E como você define o que é esse básico? Com base no seu estilo de vida, no seu dia a dia, no que seria prático e funcional para a vida que você(s) leva(m).

No caso da cozinha, não adianta eu te falar que ter uma batedeira é básico se você nunca pretende fazer um bolo na vida. Para uma pessoa que curta cozinhar em casa e goste de comida italiana, no entanto, para ela pode ser um utensílio básico para ter em casa um aparelho para fazer massa caseira. Entendeu o raciocínio? Então vamos lá.

Encontre o mínimo necessário para sobreviver

Isso sim você vai precisar. E aqui estou me referindo a:

  • pratos
  • talheres
  • panelas
  • assadeiras
  • panos de prato
  • utensílios para armazenar alimentos
  • utensílios para preparo dos alimentos
  • utensílios para cozinhar
  • utensílios para lavar e limpar
  • utensílios para servir

Mas as sub-categorias dentro de cada um desses aí em cima depende de você, das necessidades da sua família e da rotina da sua casa.

Planeje um menu semanal

O que eu recomendo para você organizar a rotina de alimentação na sua casa é que você crie semanalmente um menu que defina o que você vai comer no café-da-manhã, no almoço, na janta e os lanchinhos ao longo do dia. Aí você me diz: “Ai Thais, mas eu fico fora o dia inteiro”. Oras, mas justamente por isso você precisa se programar assim, se não quiser gastar rios de dinheiro com alimentação ou depender de comida de terceiros o tempo inteiro. Planejar sua alimentação é crucial para a saúde do corpo e a financeira. Se você tiver filhos, então, já deve ter percebido que é importante planejar os lanches que eles levam para a escola, por exemplo. Todos se beneficiam do planejamento do menu semanal.

utensilios-cozinha

E onde eu quero chegar com tudo isso? Planejar o menu semanal te dará indícios do que você precisa no seu dia a dia, em termos de ferramentas e utensílios, para preparar as suas comidas. E aí você chegará em uma lista básica, necessária, do que é realmente essencial, sem colocar nada a mais nem faltar, e poderá providenciar o que você não tem. Por exemplo, se todo sábado sua família gosta de pedir pizza, já pensou em fazer a pizza em casa? Além de organizar a noite da pizza e ser algo divertido a se fazer com a família e amigos, você sabe quais são os ingredientes usados no preparo e gastará muito menos. Mas pode ser que não tenha a assadeira redonda para pizzas, por exemplo. Então esse é um utensílio que pode valer a pena ter. Esse seria um básico para você.

Lista básica

Agora, se você quer realmente ver uma lista básica aqui, como referência, eu não vou deixar você na mão. Vou listar alguns itens que geralmente são recomendados para se ter na cozinha, apenas para que você tome como base. Mas lembre-se: questione cada um deles. Não apenas a necessidade, mas o material, o formato, o tamanho, a quantidade. A única pessoa que pode saber o que é certo para a sua casa é você mesma(o).

  • abridor de latas
  • abridor de garrafas
  • jogo de facas
  • tábuas de corte
  • escorredor de pratos
  • peneiras
  • ralador
  • escorredor de arroz
  • tigelas
  • assadeiras
  • frigideiras
  • panelas
  • pratos rasos
  • pratos fundos
  • pratos de sobremesa
  • xícaras
  • canecas
  • descascadores
  • saca-rolhas
  • escumadeiras
  • conchas
  • espátulas
  • colheres de pau
  • colheres maiores
  • batedores de ovos
  • mixer
  • batedeira
  • escorredor de macarrão
  • espremedor de alho
  • espremedor de batata
  • potes para condimentos
  • timer
  • processador

O que é básico na sua cozinha? Deixe nos comentários!

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Thais Godinho
18/05/2016
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