ou
Felicidade

Estar em contato com a natureza é algo muito importante para mim. Afeta meu espírito profundamente e, a partir do momento que descobri isso, tenho atentado para oportunidades do dia a dia em que eu possa me reconectar e me sentir energizada através dessa conexão.

Para começar, “conexão com a natureza” está dentro da minha área de foco “espiritualidade” (veja mais aqui), então isso significa que seja algo que cuido com carinho e reviso regularmente em busca de projetos e ações.

O propósito deste post é trazer ideias para que você também se reconecte, se sentir essa necessidade como eu:

  • Ler um livro sentada em um parque
  • Meditar em uma praça ou parque
  • Fazer trilhas
  • Caminhar em ambientes abertos
  • Ouvir os passarinhos
  • Passear entre as árvores
  • Observar o mar
  • Sentar à beira de uma cachoeira
  • Tomar banho de cachoeira
  • Abrir a janela e sentir o vento no rosto
  • Tomar banho de sol pela manhã
  • Acompanhar as fases da lua
  • Acompanhar as estações do ano
  • Tomar banho de chuva
  • Acampar
  • Observar as árvores
  • Coletar folhas secas pela rua e guardar dentro de livros
  • Andar descalça(o)
  • Mergulhar no mar ou em um rio
  • Plantar, mexer com terra
  • Ter plantas em casa
  • Cultivar uma horta
  • Fazer um piquenique
  • Reciclar o próprio lixo
  • Consumir alimentos orgânicos
  • Ler livros sobre a natureza em si

Também gostaria de recomendar a leitura de um livro que fiz recentemente e já virou um dos meus preferidos, que é “A vida secreta das árvores”.

capa do livro

Maravilhoso!

É claro que você pode pensar em diversas outras ideias dependendo do tipo de atividades que você gosta de fazer e da sua ousadia (eu não coloquei “escalar uma montanha”, por exemplo, mas você pode!). Se tiver ideias adicionais, poderia por favor compartilhar nos comentários? Vou adorar ler!

Thais Godinho
26/07/2017
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Pergunta do dia: qual a sua paixão?
Em que fuso horário você está?
Seus objetivos conversam entre si?

Este é um post para você analisar a sua vida como um todo. Que tal agora?

Lembrando que:

Inerente a alguém, básico para você no momento

  • Quais são os relacionamentos essenciais na sua vida?
  • Quais são os projetos pessoais essenciais na sua vida hoje?
  • Quais são os projetos profissionais essenciais na sua vida hoje?
  • Quais são as atividades da sua rotina extremamente essenciais no momento?
  • Quais são os hobbies que são essenciais para você e talvez você não esteja dando atenção?
  • Quais são as decisões e atividades relacionadas à sua saúde essenciais neste momento?
  • Quais são os problemas que você realmente precisa resolver atualmente?
  • Quais são os processos do seu dia a dia que precisam ser melhorados para tudo em volta melhorar?
  • Quais são as habilidades profissionais essenciais que você precisa dominar no momento?
  • Quais são as contas essenciais que você precisa manter nesse momento?
  • Quais são as oportunidades essenciais que você precisa aproveitar?
  • Quais são os prazos essenciais que você precisa cumprir esta semana e hoje?
  • Quais são os objetos essenciais que precisam estar na sua mesa de trabalho no momento?
  • Quais são os objetos essenciais que você precisa ter em casa atualmente para a vida que você leva?
  • Quais são os sentimentos e afirmações essenciais que você precisa ter por si mesma(o) nesse momento?

Talvez seja desnecessário dizer mas, para tudo o que não for essencial, talvez seja a hora de dizer adeus. Busque a sua essência e encontre tempo. 😉

Thais Godinho
17/07/2017
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Documentário “Minimalism”
Seus objetivos conversam entre si?
Em que fuso horário você está?

Li recentemente o livro “O milagre da manhã” (“Miracle morning”, no original) e, depois de postar a foto no Instagram, muitos leitores me pediram para fazer uma resenha. Então aqui estou, com comentários sobre o livro e o conceito.

O livro foi escrito por Hal Elrod e publicado no Brasil pela editora Best Seller.

Trata-se de um livro que traz a seguinte filosofia: quando acordar, torne sua manhã mais significativa. Pois aquilo que você faz quando acorda determina seu astral para o dia inteiro. E então ele traz algumas ideias de como tornar essa primeira hora (ou alguns minutos, se você achar que não tem tempo) para realizar o seu “milagre da manhã”.

Apesar de ter gostado muito do livro e do conceito (já adianto que entrará para o meu hall de livros de impacto na produtividade, junto com “A arte de fazer acontecer” e “Trabalhe 4 horas por semana”), a primeira parte do livro quase me fez desistir. Passa-se tanto tempo explicando como o milagre da manhã é maravilhoso, como as pessoas transformaram suas vidas… só benefício e propaganda, sabem como é? Sem efetivamente entrar logo no conceito e na orientação. Isso me cansou um pouco e, quando for reler no futuro, vou pular essas partes. Se você for ler pela primeira vez, não pule, mas seja paciente. Fica legal depois.

Eu gostaria de testar os 30 dias que ele propõe para escrever uma resenha, mas eu já posso comentar um pouquinho sobre a experiência antes de isso acontecer (terminei de ler o livro na semana passada).

Eu já estava familiarizada com a ideia de que acordar mais cedo é bom. É mais silencioso, adoro ver o sol nascer e me dá uma sensação incrível saber que já fiz tantas coisas antes de a maioria das pessoas começar a trabalhar. Na prática, minha maior complicação é dormir muito cedo (existe toda uma rotina e logística da casa que acontece depois das 20:00 e termina mais tarde – quem tem filhos sabe como é). Mas resolvi vencer esse desafio e tentar dormir mais cedo e acordar apenas um pouco mais cedo que o tradicional. Para acordar às 05:00, eu teria que ir dormir às 21:00, e isso não é compatível com o meu estilo de vida. Estar na cama às 22:30 já funciona melhor, o que me permite levantar entre 06:00 e 06:30. Isso, claro, nos dias que trabalho em casa. Quando trabalho fora, é comum levantar antes, tendo dormido cedo ou não.

O que me ajuda a levantar cedo numa boa é ter um propósito ao acordar, e acredito que essa seja a grande motivação que o milagre da manhã traz. Te dá um caminho, mas você pode criar o seu. A rota básica do autor se baseia em:

  • Silêncio: Realizar atividades silenciosas, como meditar, fazer uma oração, refletir sobre algum assunto etc.
  • Afirmações: Fazer afirmações positivas para você mesma(o), a fim de trabalhar medos, inseguranças, auto-estima baixa e maus hábitos.
  • Visualização: Revisar grandes sonhos, objetivos, a pessoa que você quer ser. Basicamente, os horizontes mais elevados.
  • Exercícios: Atividade física como caminhada, yoga, alongamento ou o que você preferir.
  • Leitura: Ler histórias inspiradoras, algo que te desenvolva pessoalmente ou profissionalmente.
  • Escrita: Escreva suas reflexões, pensamentos, descreva seu estado de espírito, agradeça, faça listas.

A ordem pode ser variada: você pode escolher fazer exercícios primeiro ou por último, por exemplo. A ideia é personalizar.

Ele traz algumas dicas para fazer funcionar, como colocar o despertador longe da cama, escovar os dentes quando acordar e já vestir sua roupa para fazer exercícios. Mas o principal mesmo é lidar com a famosa crença limitante de que “eu não sou uma pessoa matinal”. Sério, pare agora de repetir isso. Pense no quanto essa afirmação já te prejudicou. Além do que, não se trata de ser uma pessoa matinal, mas de fazer do momento que você acorda (que pode ser às 4 da tarde) um momento significativo que vai impactar todo o seu dia.

Tenho acordado mais cedo desde então, mesmo aos finais de semana. Já escrevi aqui no blog como me ajuda manter esse ritmo metabólico. Tenho aproveitado muito mais os meus dias quando acordo cedo, o que já faço antes de ler o livro. Porém, o livro foi um excelente reforço. Gostei muito das ideias e da proposta da sequência de como tornar a manhã mais significativa. Fazer afirmações, revisar objetivos e ler algo inspirador tem feito grande diferença na minha vida realmente.

Você já leu esse livro? Vem implementando? Por favor, deixe seu depoimento nos comentários.

Thais Godinho
07/06/2017
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Seus objetivos conversam entre si?
Esteja presente onde quer que esteja
Reconexão com a natureza

O documentário “Minimalism: a documentary about important things” (“Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes”) entrou no ar em abril (no mundo todo) no Netflix. Caso você não tenha Netflix, pode assistir no Vimeo. Já assisti duas vezes e gostaria de comentar um pouco aqui no blog quais foram as minhas percepções.

Vale citar que o documentário foi inspirado na história de Joshua e Ryan, autores do blog Minimalists e de e-books como Minimalism, Everything that remains e Essential (todos disponíveis aqui).

Gosto muito da definição que eles mesmo usam para definir minimalismo: um resgate àquilo que realmente importa. Não se trata de ter menos coisas, de levar uma vida nômade, viajando pelo mundo, ou de ser egoísta e deixar pessoas e coisas importantes para trás. Não. Trata-se de saber identificar o que realmente importa e tentar manter sua vida (um eterno movimento) em torno delas. Podem ser coisas, sentimentos, relações.

Antes de você assistir o documentário, vale a pena entender o contexto em que esses rapazes surgiram. Ambos são norte-americanos, e os Estados Unidos são o templo do consumo. O minimalismo lá surge então como um grito de socorro e de protesto: parem de comprar, olhem o que estão fazendo, voltem ao que realmente importa. Não é à toa que esse movimento contracultural deles tenha gerado outros fenômenos como o sucesso arrebatador da filosofia da Marie Kondo (leia mais sobre ela aqui) e ideias como a criação de um armário-cápsula, além da popularização de programas de tv que lidam com acumuladores compulsivos.

Para nós, que vivemos em um país de terceiro mundo, em que vemos pessoas sofrerem com a falta, e não com o excesso, o conceito de minimalismo pode muitas vezes virar até motivo de deboche. Muitas vezes li, pela Internet, ou ouvi pessoas falando sobre “já sou minimalista kkk minha casa não tem nada” ou “meu armário já é cápsula, pois tenho menos de 30 peças de roupa”. Então existe uma visão (me atrevo dizer) distorcida do que realmente seja minimalismo, que é diferente de frugalidade ou até mesmo pobreza material. O minimalismo não se trata do pouco, mas do essencial. E infelizmente, a maioria das pessoas em nosso país realmente não tem o essencial. Por isso, para entender o contexto dos produtores do filme, é importante entender onde e em que meio eles vivem, e então tentar fazer paralelos com a nossa vida e realidade aqui.

Entendendo o contexto, dá para a gente aplicar à nossa vida sim, lembrando que o Brasil, por si só, tem múltiplas facetas. O recorte será diferente. Existem pessoas vivendo em um nível de pobreza material em que faltam recursos básicos de alimentação, higiene, moradia. O essencial para elas seria um luxo, de acordo com o que vivem. Isso pode nos fazer questionar (e é importante que nunca deixemos esse questionamento) por que elas não têm esse essencial.

Por outro lado, temos também pessoas que consomem além do básico. Não é à toa que temos cada vez mais movimentos de conscientização em consumo para comida, roupas e objetos de maneira geral. O lado bom da crise em nosso país foi nos mostrar que não dá para sair comprando o tempo todo. Porém, quando formos comprar, podemos pagar mais por algo de melhor qualidade, pois assim pode durar mais, ou a comprar menos, pensar no que vai comprar, no que realmente precisa. Estamos mais conscientes, ou pelo menos nesse caminho.

Além de objetos, existe a frustração material. Cada vez mais pessoas (e aqui nos tornamos iguais globalmente) vêm percebendo que apenas trabalhar, viver ocupadas, não basta. Falta algo. E esse algo não pode ser substituído por consumo e coisas caras. Mais valem as experiências que um produto comprado. Não é à toa que temos visto as pessoas viajando mais e comprando menos. Não dá para ignorar isso que está acontecendo com a gente e no mundo todo.

O documentário em si traz a própria história dos criadores do site, além de depoimentos de pessoas famosas no “meio do minimalismo”, como Sam Harris e Leo Babauta. Mostra exemplos de pessoas em situações variadas, como o casal que foi morar em uma “tiny house” (“casa minúscula” – clique aqui para ver mais) e famílias com crianças. Dá uma pincelada em pontos importantes, como o próprio armário-cápsula, como falei, além da personalização dos ambientes feita por um arquiteto.

Toda e qualquer escolha que podemos fazer vem de um privilégio que temos, mesmo sem que tenhamos consciência dele. Então, se você pode optar pelo modo de vida minimalista, é porque você é um privilegiado. Desse modo, caso você opte por ter menos coisas, pode fazer o bem ao próximo doando aquilo que você acredita não ser essencial a você. Nada impede que você venda alguns itens de consumo mais elevado, como gadgets e móveis, por exemplo, mas itens pessoais podem ser doados. Um único desodorante faz muita diferença para um morador de rua, por exemplo, assim como um jogo de canetas coloridas vai fazer o dia de uma criança em idade escolar que quase não tem material.

O minimalismo cai muito no assunto do consumo porque, como falei, o berço dele são os Estados Unidos. Mas, no geral, estamos falando de um planeta que não aguenta mais tanto lixo sendo gerado. Essa frase, falada pelo Joshua no documentário, resume o conceito, para mim: “Tudo o que eu tenho, eu tenho que justificar apenas para mim. Eu preciso disso? Tem algum propósito? Ou me traz alegria?” Trata-se de ter coisas com propósito.

Existem alguns equívocos comuns sobre minimalismo, e acredito que o documentário aborde muito bem cada um deles.

O primeiro é sobre você “ter que se desfazer de tudo”. Não é isso. O Ryan inclusive dá o exemplo mais comum, que são os livros. “Cara, mantenha seus livros. É uma coleção”. Ou seja, são objetos significativos para você. Então mantenha – isso é o minimalismo. Não se trata de quantidade, mas de qualidade, de significado, do que é essencial. Assim como vão existir pessoas que não se importam com o livro em formato físico e se dão bem com um único Kindle, e doam todos os livros que têm em papel.

O segundo é sobre a obrigatoriedade de adotar um estilo de vida nômade. O que acontece é que, muitas pessoas, quando abraçam o minimalismo, o fazem porque se sentiam presas a um lugar ou a uma situação. E, por isso, ao terem menos coisas, sentem-se mais livres para viajar sem tantas preocupações ou pertences. Isso também não é regra – é só uma possibilidade.

O terceiro é sobre ser um estilo de vida radical. Ou seja, se você optar por um estilo minimalista, precisa “fazer a rapa” em tudo, não pode mais “comprar um iPhone” e coisas do tipo. Não necessariamente. Trata-se de qualidade em vez de quantidade – simples assim. É você abrir o seu guarda-roupa e saber que todas as suas peças de roupa são as suas preferidas. É não ter tralha em casa. Mas isso não é um estilo de vida que você constrói da noite para o dia (como nenhum estilo de vida é) e nem existe um ponto final ou um estado ideal de existência. É só um modo de ver e viver a vida que você pode aplicar o quanto quiser, aos poucos ou de uma só vez (apesar de eu ter alguns comentários pertinentes sobre essa radicalização).

Uma das coisas que mais gosto (e também é um privilégio) é a escolha de poder questionar a forma de viver a vida. “Ou você faz faculdade e trabalha em uma empresa, ou empreende ou passa em um concurso público”. Você já ouviu isso? “Ou você casa ou vai ser solteirona para o resto da vida, sozinha”. E essa? Já ouviu? Por que nossa mente nos aprisiona em padrões assim? Outra frase que ouvi no documentário e anotei porque gostei muito foi: “Existe um template, mas é apenas um template, e não o template”. Ou seja, existem maneiras de viver a vida, e não uma única maneira. Não que o minimalismo seja a salvação de todos os problemas, mas é um desses caminhos. É contracultura, se pensarmos na sociedade do consumo. E nos impulsiona a questionar, repensar nosso modo de viver.

“É sobre buscar uma vida que seja boa para nós mesmos e para as pessoas ao nosso redor.” Eu gosto desse conceito como um todo. Você não?

Thais Godinho
06/06/2017
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Uma das coisas que mais me marcaram quando eu não usava o método GTD era o fato de eu nunca estar realmente presente onde quer que eu estivesse. Se eu entrasse em uma reunião, já ficava ansiosa pensando na hora que deveria sair da sala, pois tinha coisas mais importantes para fazer. Isso me fazia ficar pensando em outros assuntos, rascunhando outras ideias. Hoje vejo como uma oportunidade perdida. Eu poderia ter usado aquela reunião, por exemplo, para aproveitar a presença das pessoas, tirar dúvidas, discutir pontos importantes. Outro exemplo clássico é o de usar o celular enquanto está com outra pessoa (esse fenômeno já é mais recente). Por exemplo, se você sai com uma amiga para jantar, é porque quer ficar com ela e aproveitar esse momento. Então para que ficar no celular?

Estar presente é uma das maiores maneiras de exercitarmos a nossa mente plena e tranquila. “Ah, mas eu tenho coisas para resolver no trabalho, preciso ver meu e-mail”. Então talvez você devesse ter marcado com a sua amiga em um outro dia. Se quiser estar ali com ela, esteja ali com ela. Uma dica que dou, nesses casos, é verificar o celular quando a pessoa for ao banheiro, por exemplo, ou então combinar uma pausa recíproca entre as duas para que possam ver se receberam mensagens. Mas mexer no celular enquanto a outra pessoa quer estar com você… puxa, isso é ruim. E já vi pais e mães fazerem isso com filhos no restaurante, no parque, em vários lugares. Reclamamos tanto do tempo, mas não nos atentamos para atitudes puramente básicas como essa.

Meu objetivo com este post não é ditar regras, mas propôr um exercício: quando estiver com alguém, e estar com esse alguém for realmente a coisa mais importante naquele momento, guarde o celular (ou o que quer que seja usado como distração – um livro, um bloco de notas, o que for – o vilão não é o celular, mas sua falta de atenção!). Antes de se encontrar com alguém, pergunte-se: o que preciso fazer para estar completamente presente no momento? Muitas vezes, coisas simples. Fazer uma lista de coisas a fazer que esteja te preocupando, no papel mesmo, ajuda a esvaziar a mente. Enviar uma última mensagem para alguém dizendo que vai entrar em um compromisso e não poderá responder tão breve. Você decide.

É apenas um exercício. Tente! Ah, é claro: agradeça sempre pela presença da pessoa. Afinal, quem dedica um tempo para você, nesse mundo em que ninguém nunca tem tempo, merece sim ser valorizado. Não é?

Isso também vale para aquele momento em que você quer meditar, ler um livro ou fazer qualquer outra coisa curtindo sua própria solidão voluntária.

Thais Godinho
02/06/2017
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Ontem eu postei uma foto no Instagram com uma legenda que levantava uma questão que acho fundamental: o ritmo de cada um. Como na foto as pessoas pensaram que eu estava me referindo a horários de trabalho (o que também pode ser, mas não é o ponto), resolvi explorar mais a ideia aqui.

Quero dizer que cada pessoa tem um ritmo. Vou falar um pouco sobre o meu.

Eu sou uma pessoa que gosta de fazer as coisas com significado. Mente plena. Atenção apropriada. Não gosto de coisas de última hora, mal feitas, desorganizadas, urgentes, porque sei que elas tiram a minha atenção apropriada e não é necessário que sejam feitas assim. Poderiam ter sido melhor planejadas em 99% das vezes. Portanto, acredito que todos possam se beneficiar da organização. É um ato de respeito com você, sua família, seus colegas de trabalho, cientes e todos que são impactados pelos seus atos.

Nem todo mundo trabalha o dia inteiro com a caixa de entrada dos e-mails aberta, respondendo cada mensagem que chega como se fosse um rebate do jogo de tênis. Nem todo mundo gosta de ficar o tempo inteiro batucando teclado. Nem todo mundo verifica o What’s App a cada três minutos. Nem todo mundo acompanha todas as atualizações e mensagens do Facebook diariamente.

Meu trabalho não se resume a isso. Eu sou escritora, e preciso de tempos de concentração, distração e descanso. Prefiro tornar todos os meus dias calmos, porém com atividades coerentes com a minha vida, que trabalhar de maneira insana de segunda a sexta e desmaiar no sofá durante o final de semana inteiro. Não é um “modo certo” de viver – é como eu vivo. Se existe um modo certo de viver, do meu ponto de vista, é aquele que você construiu para si.

Para mim, é importante ficar longe do computador muitas vezes, por exemplo. Minha criatividade (que é fundamental para o meu trabalho) depende disso. É muito comum eu escolher dedicar um ou dois dias, ou mais, para me concentrar em outra coisa. Meu trabalho (minha saúde, minha sanidade mental) depende de momentos como um passeio aleatório pela livraria ou regar as plantas no meio da tarde. Aí coloco uma resposta automática no meu e-mail, se ficar muito tempo fora, porque as pessoas precisam de um retorno. Eu respeito quem faz esse contato.

Também é muito comum eu não responder um e-mail no minuto em que ele entra na minha caixa de entrada, porque eu o acesso com uma determinada frequência. Eu tenho muitas atividades na vida que gosto muito de fazer, mas elas me tomam bastante tempo. Se eu não for rígida com o que for prioridade para mim, minha vida vai ficar extremamente tumultuada. E eu já fui assim. Não quero mais.

É extremamente comum eu ser convidada a participar de muitas, muitas atividades. Eventos, parcerias, cursos, reuniões, viagens. E isso tudo é muito maravilhoso e importante, mas eu tenho outras coisas importantes na minha vida também – meu filho, minha saúde, minha escrita. Coisas que são prioridades. E definir prioridades é ter que dizer muito “não”. Quando alguém não aceita um “não” meu, ficando desapontado(a) ou irritado(a), eu fico me perguntando que mundo é esse que as pessoas simplesmente não aceitam que existem ritmos diferentes de se levar a vida.

Para mim, é muito gratificante poder, em uma segunda-feira de manhã, acordar mais tarde, porque fiquei escrevendo no domingo de noite. Ou adiantar alguns e-mails no domingo, se isso me fizer ganhar horas na segunda-feira. Ou ir ao cinema na quarta-feira à tarde. “Mas Thais, a grande maioria das pessoas não pode”. Isso significa que eu não posso? Eu também não podia até alguns anos atrás, e fui construindo (ainda estou) um estilo de vida que me permitisse viver assim. E nem estou dizendo que é o certo. É o certo para mim, hoje. Posso mudar.

Quando eu falo que cada pessoa vive em um fuso horário diferente, estou me referindo ao tempo, ao ritmo de cada um. Eu gosto de sentar no Starbucks da Av. Paulista e ficar vendo as pessoas passarem, enquanto ouço música no celular. Eu não gosto de correria. Mas eu também sei aproveitar o meu tempo de trabalho – e sei que, muitas vezes, o que fazemos em 8 horas pode ser feito em 3 ou 4. Por eu saber aproveitar o meu tempo, consigo criar espaço na minha vida para tudo aquilo que considero importante.

Foi o que me permitiu, ontem à tarde, terminar uma sessão de coaching e ir passear com a minha cachorrinha. Voltei e continuei trabalhando. É o que me deixa super ok para estudar uma apostila de curso de noite, se meu marido estiver assistindo um jogo de futebol. Ou que me atenta ir dormir mais cedo ou mais tarde em alguns dias, porque depende do que quero fazer mais (dormir ou fazer algo). Eu só aproveito o meu tempo.

Aprendi, com os anos, e cada vez mais venho exercitando, a importância de alternar períodos de relaxamento com períodos de esforço. Já falei sobre isso aqui no blog (leia o post – é importante). É acordar 15 minutos mais cedo só para poder tomar o café-da-manhã devagar. Beber um chá.

Por favor, pare de correr em direção a uma estafa mental. Aproveite o dia. Sei que nem todo mundo vai mudar isso do dia para a noite, mas inicie nessa direção. Se todos iniciarmos, mudaremos o mundo que nossos filhos irão viver. Tudo a seu tempo, e cada um ao seu.

Thais Godinho
14/03/2017
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