Desenvolvimento pessoal

27 Oct 2014

5 maneiras de se motivar em um trabalho que não é o dos sonhos

Precisamos trabalhar em busca dos nossos sonhos e, até lá, passar por diversas situações que podem nos chatear ou estressar. Eu demorei para chegar em um nível de amor total ao que eu faço como hoje, então até aqui eu passei por elas. Hoje, vendo com um pouco mais de distância, identifico algumas maneiras de passar melhor por tudo isso sem prejudicar a saúde e a sanidade. São cinco:

1. Conheça suas responsabilidades

É muito fácil dizer “sim” para tudo quando começamos em um novo trabalho – queremos agradar, mostrar serviço etc. Porém, com o tempo, isso vai se tornando um comportamento nocivo para você. Além de não ter como abraçar o mundo (nosso tempo é limitado), podemos deixar de cumprir nosso papel para cuidar das responsabilidades dos outros. Por isso, a primeira coisa é conhecer seu papel na empresa e as suas responsabilidades oficiais. Essas devem ser feitas, independentemente das outras. As demais atividades devem ser vistas como segunda prioridade, ou até mesmo renegociadas. Para conseguir negociar, é importante ter seus projetos em ordem, para que eles sirvam como argumento para você conseguir se dedicar a eles.

2. Tenha relacionamentos sem dramas

Sei que é difícil e que passamos mais tempo no trabalho que em casa com a família. Porém, procure não ficar íntimo demais, se envolver em fofocas, falar do trabalho de outras pessoas, perder muito tempo no cafézinho, ir sempre para o happy-hour e por aí vai. Tenha uma certa distância até mesmo para se preservar. Discrição, neste caso, sempre será a melhor pedida.

3. Dê feedbacks positivos

Seja você um gestor ou um estagiário, é importante dar feedbacks positivos sempre que alguém realizar um bom trabalho. Não precisa fazer isso na frente de todo mundo, mas vale a pena mandar um e-mail, comentar no corredor ou durante o almoço. Você reforça seu relacionamento de uma maneira que todos cresçam, inclusive a confiança do time em você.

4. Aprenda a impôr limites

Não dá para a gente viver colocando a culpa nos outros pelas urgências que aparecem. Organize-se. Ninguém vai chegar para você e dar três horas a mais todos os dias para você organizar seus projetos. Não use a desorganização dos outros para não organizar as suas próprias atividades. Reserve tempo para imprevistos, trabalhe com margens de erro com relação a prazos e antecipe-se o máximo que puder. Se você não colocar limites e criar sua própria organização, ninguém fará isso por você.

5. Saia um pouco do computador

Dê uma volta, trabalhe offline, revise textos, faça mapas mentais, pesquise, leia, desenhe, exercite a criatividade fora da telinha também. Pode até mudar de lugar para fazer isso, indo para outra mesa ou área da empresa.

São cinco dicas que eu aprendi só depois, mas que teriam me ajudado quando eu estava nessa situação. Espero que ajude algum leitor em situação semelhante. Me contem!

04 Oct 2014

Desculpas que nos damos quando adiamos nossos sonhos (e como contornar cada uma delas)

Tenho pensado muito ultimamente sobre as mudanças que vêm acontecendo na minha vida e como eu poderia escrever sobre elas aqui no blog. Mudanças internas, eu quero dizer. Porque, por mais que a gente mude por fora, significa que existiu uma revolução por dentro. E hoje eu gostaria de comentar sobre as principais desculpas que costumamos nos dar diariamente para não fazermos aquilo que queremos fazer, seja o que for.

A primeira desculpa é a velha “eu não tenho tempo”. Todas as pessoas do mundo têm a mesma quantidade de tempo – 24 horas por dia e 168 horas por semana. Precisamos aprender a gerenciar nosso tempo de vida o melhor possível, e para isso existe a organização. É justamente para pararmos algumas vezes ao longo do ano e pensar: “ok, onde eu quero chegar? porque preciso me organizar para chegar até lá”. É só isso. É simples, mas um trabalho que deve ser feito dedicado, ocasionalmente, para que a gente não perca nossos objetivos de vista. Se a gente continuar dizendo que não tem tempo, nunca vai ter mesmo. Ninguém vai chegar até você e dizer: “senhor, você foi contemplado com 30 horas a mais todos os dias para trabalhar em seus sonhos”. Portanto, precisamos aprender a fazer bom uso do tempo que todos nós temos.

A segunda desculpa é “eu não tenho dinheiro”. Geralmente, quando queremos mudar de carreira, de cidade, de país, fazer um mestrado, viajar ou qualquer outro projeto assim, vamos adiando dizendo que não temos dinheiro. Dinheiro é como tempo – a gente não tem, a gente providencia. Precisa gerenciar bem o que ganha, parar de gastar com bobagens e ter metas. Muitas vezes, quando pararmos para listar o quanto precisamos de dinheiro para realizar aquele sonho, percebemos que não é tanto quanto imaginávamos. Só de colocar no papel já ajuda a ter uma visão mais realista do que a gente pretende. E, com isso, vira um objetivo a ser alcançado, e podemos buscar outros meios para chegar até lá (bicos, investimentos e por aí vai).

A terceira desculpa, e a que mais me entristece, por ser tão comum, é “nunca vou conseguir fazer isso”. As pessoas costumam dar esse tipo de desculpa porque nasceram em uma família pobre (de dinheiro), ou porque não concluíram uma faculdade, ou porque nunca saíram do país, ou porque tem filhos e por aí vai. As desculpas vão alimentando umas às outras para chegar à conclusão mental de que nunca conseguirá o que quer. Supere o comodismo e busque soluções. Pare de falar que nunca conseguirá e monte um plano. Qual seria o primeiro passo? Às vezes é necessário apenas agir, colocar as coisas em movimento, que o resto você vai fazendo.

A quarta desculpa é “melhor um pássaro na mão do que dois voando”. Meus amigos, eu fiquei com essa desculpa em mente durante tanto tempo! Até que percebi que o que estava trocando não era um pássaro voando por um na mão, mas dois pássaros na mão por um só. Entenderam a diferença? Toda mudança envolve algum tipo de risco, mas ficar onde está também envolve – especialmente se estivermos falando de sonhos! Diminua os riscos o tanto quanto possível e simplesmente acredite que conseguirá o resultado que deseja, porque é provável que ele ainda supere as suas expectativas.

A quinta desculpa é a simples “eu tenho medo”, que a gente acaba confessando só lá no fundo, pra gente mesmo. É normal ter medo! De verdade. Porém, não deixe que esse medo paralise você. Como eu comentei na desculpa anterior, muitas vezes estamos trocando algo muito melhor pela situação em que nos acomodamos agora. Use o medo como parâmetro para decisões bem pensadas, mas de nada adianta decidir sem agir.

Apenas alguns pitacos sobre essas questões que estavam na minha cabeça e quis passar para vocês.

03 Oct 2014

Algumas coisas que você deve parar de fazer já para melhorar sua produtividade

Ao longo desses oito anos escrevendo e estudando muitos assuntos relacionados a organização e produtividade, eu percebi alguns erros que eu cometia e que vejo muitas pessoas cometendo, prejudicando sua produtividade diária. Veja então uma lista com coisas que você precisa parar de fazer se quiser ser mais produtivo:

Ignorar seu nível de energia ao longo do dia

A partir de uma certa idade, fica bem óbvio para a gente em que momento do dia nos sentimos mais ou menos produtivos. A ideia aqui é reservar o período do dia em que você se sente mais produtivo para investir em atividades que demandem foco total e criatividade, ou mesmo aqueles problemas mais cabeludos que precisamos resolver. Não utilize seu período mais produtivo do dia para fazer reuniões, por exemplo. Reuniões devem ser feitas naquele período em que você está com a energia mais baixa mesmo, porque a interação da reunião é uma maneira natural de manter a mente trabalhando, mesmo que você esteja cansado. Outra coisa que deve ser feita nos períodos de energia mais baixa são as tarefas de rotina, que você já tem no piloto automático e não precisa pensar muito para fazer. Se estiver realmente cansado, deixe para esse momento alguma tarefa rotineira que você realmente goste. No meu caso, eu aproveito para conferir meu Instagram e ler meus feeds.

Acordar cada dia em um horário diferente

Esse hábito, para mim, é terrível. Eu venho de longos anos aprendendo a dormir tarde aos finais de semana, porque meu marido faz shows e fui acompanhá-lo muitas vezes. Porém, comumente, hoje em dia, tenho reuniões no sábado bem cedo, ou treinamentos na segunda-feira (e preciso acordar 5 horas da manhã, ou até antes). Se eu ficar brincando com o meu metabolismo, o resultado será um dia péssimo, em que meu corpo irá reclamar e minha mente não vai funcionar direito. Isso eu estou dizendo por experiência própria, apesar de já ter lido algumas pesquisas científicas a respeito. Eu não acordo 5 horas da manhã em casa quando não tenho treinamento, mas quero chegar lá. O que eu sei é que não dá para pegar “o dia do descanso” e acordar 11 horas da manhã, por exemplo, a não ser que tenha acontecido alguma exceção no dia anterior. Às vezes, quando passo por uma semana bem ocupada, eu sinto que preciso pegar um dia para acordar mais tarde e descansar. Porém, o segredo está em dormir muito mais cedo, não mudar o horário em que acordo. Quando acordo tarde nesse dia, fico me sentindo letárgica o dia todo, além de perder horas preciosas. Portanto, eu acho fundamental parar de acordar cada dia em um horário diferente e acordar em uma média de horário mesmo aos finais de semana. O que faz meu corpo ficar bem não é dormir mais, mas ter essa rotina igual todos os dias.

 Checar as redes sociais o tempo todo

Bom, essa dica é comum, mas não poderia deixar de aparecer aqui. Como eu trabalho com Internet, não tenho como não acessar as redes sociais, pois elas são parte do que eu faço. Porém, eu estabeleci algumas regrinhas que facilitam. Por exemplo, eu utilizo uma ferramenta para agendamento de postagens no Facebook e no Twitter. Uma vez por semana, agendo as postagens em todos os meus canais e, ao longo da semana, vou agendando novas publicações. Eu não preciso entrar nas redes sociais para fazer isso – administro de uma outra plataforma. Uma vez por dia, em horários determinados, acesso meus canais para responder dúvidas e comentários, ver a repercussão das postagens, e isso basta. Sequer considero, hoje em dia, entrar em qualquer rede social sem ter trabalhado bastante nas minhas metas diárias, porque senão a tendência é perder minutos (ou horas) preciosos ali mesmo.

Dizer “sim” para tudo o que aparece

Agora que estou trabalhando como autônoma, considero muito difícil dizer “não” para propostas de trabalho. De verdade! Rola uma preocupação enorme com o fechamento das contas no final do mês e a vontade é a de sair abraçando o mundo para conseguir fazer tudo o que deseja. Em pouco mais de dois meses vivendo assim, eu estou tentando pegar leve hoje em dia. Como diz o Christian Barbosa, a gente deve dizer “sim” para atividades de equilíbrio e de resultado, e esse é o meu foco atual. Ontem mesmo fiz uma análise das minhas atividades profissionais e as separei em três grupos: o que está me dando dinheiro agora, o que vai me dar dinheiro em breve e o que não está me rendendo nada. Minha agenda deve priorizar o primeiro grupo e encaixar o segundo somente depois de ter feito essa priorização. O terceiro grupo de coisas, eu só encaixo se realmente sobrar tempo. Isso para atividades profissionais, viu gente? Não estou falando de vida pessoal aqui. Essa priorização tem me ajudado a tomar decisões no dia a dia e a dizer mais “não” quando eu tenho que dizer.

Fazer tudo sozinha

Depois de ler o livro do Tim Ferriss (“Trabalhe 4 horas por semana”), eu percebi como estava sendo cabeça dura por querer fazer tudo sozinha. É claro que, para delegar, ou você tem uma equipe, ou precisa ter dinheiro para pagar para as pessoas fazerem algo para você. Porém, mesmo em casa, passei a delegar mais coisas para o meu marido fazer – tarefas do dia a dia mesmo, como ir ao correio ou ao banco, por exemplo. Ele não se importa e eu tiro uma carga enorme das minhas costas com pequenas coisas que, queira ou não, demandam tempo. Veja: não é para abusar das pessoas hein? No nível profissional, é para pagar alguém mesmo. Em casa, não vejo mais qual o problema em contratar uma faxineira diarista para fazer o trabalho pesado uma vez por semana ou a cada quinze dias. O Tim Ferriss me deu a lição mais importante, que vou comentar a seguir.

Não ter noção do quanto vale a sua hora de trabalho

O Tim Ferriss fala uma coisa muito importante (fundamental, eu diria) em seu livro, que é sobre quanto custa a sua hora de trabalho. Bem, faça as contas de quanto você ganha por mês, dividindo entre as suas horas de trabalho, e você terá a sua conta. Para que serve isso? Para tomar decisões. Então, por exemplo: se minha hora vale 50 reais, quanto estarei “pagando” para perder meu sábado inteiro fazendo faxina, em vez de passear com o meu filho? Se a diária de uma faxineira custa 100 reais, isso não é um gasto, mas um investimento de tempo enorme que faço em coisas mais importantes. Da mesma maneira, se trabalhamos 8 horas por dia e recebemos 20 reais por hora, um emprego que nos pague 40 reais por hora, mas demande meio período de trabalho, é mais vantajoso. Por quê? Porque o tempo é o bem mais precioso que a gente tem. Podemos usar o tempo disponível para investir no que é realmente importante para a gente. Use o valor da sua área de trabalho para tomar decisões profissionais (mudar de emprego, aceitar um trabalho freelancer). Não aceite nada abaixo do que vale sua hora de trabalho. Tente sempre melhorá-la um pouco e ir subindo seu patamar. Essa é a ideia.

Querer ser perfeita

Essa eu já abandonei faz tempo – provavelmente, quando o meu filho nasceu. Não quero ter uma casa perfeitamente limpa, uma comida perfeitamente preparada, uma roupa perfeitamente passada, um dia perfeitamente produtivo. Hoje eu quero o suficientemente organizado e produtivo, e só. Eu tinha um chefe que dizia que o ótimo é inimigo do bom, e eu finalmente entendi essa frase quando parei de querer fazer tudo perfeitamente. O que acontece é que, quando a gente é perfeccionista (e eu sou, MUITO), a gente demora mais para fazer as coisas, porque tem que ficar perfeito. Ou então, a gente fica com dificuldade de delegar. Ou pior ainda: fica postergando aquilo porque, se não for para fazer de forma perfeita, melhor nem começar! Quando eu percebi que ser perfeccionista estava atrapalhando a minha vida, eu resolvi tomar a sábia decisão de parar com isso e simplesmente fazer o que tem que ser feito. É uma eterna luta, mas extremamente necessária.

Viver uma vida ocupada

Aqui a gente volta um pouco na questão do aprender a dizer “não”. Descansar é importante. Ter tempo livre, também. Ter uma agenda super ocupada não leva a nada, somente à morte mais cedo ou doenças como estresse, dores de estômago, estafa etc. Não é porque a gente tem um tempo livre na agenda que ele deve ser ocupado. Esses respiros são importantes no nosso dia a dia. O segredo é colocar na agenda somente o que deve ser feito naquele dia, sem “lista de desejos”, sem “encaixar” coisas que “acho que dá”, porque são essas pequenas coisas que tornam o nosso dia a dia cansativo e estressante. Vamos fazer um movimento para parar com a glorificação do “estar ocupado” e focar mais em ter uma mente tranquila, com prioridades bem definidas e projetos bem encaminhados. Se a gente deixar, a vida passa, a gente estando ocupado ou não.

21 Sep 2014

Os 6 melhores vídeos do Christian Barbosa que você precisa ver agora

Christian Barbosa é um consultor de gestão do tempo bem conhecido no Brasil, autor de livros como “A tríade do tempo” (já resenhado aqui no blog – clique no link para ler). Ele faz vídeos curtos e ótimos com dicas bem pontuais sobre produtividade, e eu selecionei os seis melhores que você realmente precisa ver antes de fazer qualquer coisa esta semana:

1. Lotando a agenda com o que é gratuito

Eu acho que é muito comum, quando a gente está em início de carreira, aceitar propostas gratuitas de trabalho “porque são boas oportunidades”, mas realmente chega um momento da nossa vida profissional que a gente tem que fazer escolhas. O Christian diz TUDO nesse vídeo. Dispensa comentários. Que tal rever tudo o que você está colocando de graça na sua agenda? Você trabalha de graça? Valorize seu tempo.

2. Tempo livre não é tempo disponível

Quando vejo um espaço em branco na agenda, fico muito contente, pois sei que vou conseguir trabalhar nas minhas listas. Não tem nada mais angustiante que olhar para a agenda e ver que o tempo inteiro está ocupado. Estou tentando fugir disso e o Christian fala exatamente sobre esse problema que muitas vezes a gente acaba abraçando sem se dar conta de que, por isso, apenas sobreviveremos ao longo da semana. Tem que tomar cuidado.

3. Planejamento de urgências e pessoas mal planejadas

É normal ter urgências no dia a dia, então não podemos dizer que os imprevistos nos pegaram de surpresa. Veja neste vídeo algumas dicas para lidar com esse tipo de interrupção e planeje-se para não deixar de fazer o que precisa porque aparecem imprevistos.

4. Lista da clareza: uma estratégia para você dizer não

Dizer “não” não é uma coisa natural para a gente, mas precisamos aprender a usar bem nosso tempo e fazer isso algumas vezes, senão não conseguiremos nunca fazer o que é importante. Não dá para dizer “sim” para tudo! Mas então, quais são os parâmetros? Veja o que o Christian fala neste vídeo sobre a lista da clareza.

5. Equilíbrio e resultado

Hoje temos tantas ideias de coisas para fazer que acabamos ficando confusos e sem saber que caminho tomar. É fundamental encontrar a maneira certa de fazer isso, e o Christian diz que o parâmetro de decisão é optar pelo que te traz resultado e equilíbrio. Saiba mais vendo o vídeo acima.

6. A diferença entre o importante e o urgente

Se deixarmos para decidir diariamente o que a gente precisa fazer, fatalmente trabalharemos em cima do que é urgente, apenas. É fundamental entender a diferença do urgente para o importante para conseguir ter mais tempo.

Já fez sua revisão semanal? Que tal aplicar alguns desses conceitos e tentar ter uma semana mais tranquila e organizada?

(Obrigada, Christian!)

21 Aug 2014

17 coisas que a organização me ensinou

Desde que virei instrutora da Call Daniel, eu passei a formalizar alguns argumentos que sempre uso quando escrevo no blog, para usar em sala de aula também. Na minha introdução, sempre digo que passar no vestibular para a faculdade que eu queria foi, na época, a primeira conquista que atribuí ao fato de ser organizada. Hoje, quando vejo que vivo minha vida de maneira coerente, trabalhando no que gosto, acho que foi outra grande conquista que a organização me proporcionou. Pensando em tudo isso, eu quis escrever um texto listando tudo o que eu aprendi sendo uma pessoa organizada. Foram basicamente 17 coisas:

1. Quando está complicado demais, é sinal de que algo está errado

Essa é uma grande lição. Toda vez que me sinto super ocupada e estressada, sei que estou fazendo alguma coisa de errado. Sim, eu sei que existem fases e imprevistos mas, se o TEMPO TODO a vida está complicada e difícil, providências precisam ser tomadas. Aí eu sento, faço uma análise de todas as áreas de responsabilidade da minha vida e vejo o que está desequilibrado. Também vejo se não estou me responsabilizando por coisas demais e tento fazer escolhas (difíceis). A partir daí, já me sinto mais tranquila para tomar algumas decisões. Não é fácil! Mas é uma maneira de organizar a vida e definir prioridades mesmo.

Quando eu falo aqui no blog sobre simplicidade voluntária, minimalismo e outros temas relacionados, não é porque é cool ser minimalista. Eu vejo muito a questão do minimalismo como a gente manter na vida tudo o que a gente ama ou é necessário, nada mais. Porque o que a gente ama e é necessário já é muito..! Quando a gente tenta colocar mais coisas e isso nos estressa, muitas vezes nos confundimos e não sabemos mais associar a confusão à nossa falta de priorização. Por isso, nada como analisar nossas áreas de responsabilidade e verificar se a vida está caminhando de forma equilibrada.

2. Parar com a glorificação do “estou ocupado”

As pessoas têm estado ocupadas, não produtivas. Ser produtivo é aproveitar o tempo da melhor maneira possível, mesmo que a melhor coisa a ser feita naquele momento seja ficar sem fazer nada olhando para o teto, tendo ideias! Ficamos o tempo todo nos perdendo em ocupações sem sentido que podem só fazer a gente perder o foco do que realmente devemos fazer. E o que a ocupação excessiva nos traz? Estresse, muito estresse. Nunca é bom. Ser organizada me ensinou que, se estou muito ocupada e estressada, preciso me organizar melhor, cuidar mais do meu planejamento e aprender a ter mais foco quando estou executando. As coisas não se resolvem sozinhas (algumas sim, mas a maioria não) e precisamos assumir nossa responsabilidade por elas.

3. Não adianta lamentar pelo que fez ou deixou de fazer

O que está no passado deve ficar lá. Todas as decisões que tomei na minha vida, desde que nasci até hoje, formaram a pessoa que eu sou. Tudo poderia ter sido diferente se uma única ação fosse tomada de outra forma lá atrás, ou mesmo semana passada. Devemos nos chatear com isso? Não! Tudo faz parte da construção da nossa vida. Precisamos aproveitar bem nosso tempo aqui na Terra, então essa é a motivação para a gente se organizar e não deixar mais de fazer coisas que deveríamos ter feito e não fizemos. Mas ah: ser organizado não é garantia de ausência de arrependimentos! Nossa única rferência para tomar decisões é quem somos hoje, pois não sabemos o dia de amanhã. Portanto, não se cobre tanto. Planeje o que puder planejar, mas deixe a vida ensinar o que precisa ser ensinado. Sem lamentos.

4. Parar de dizer “eu não tenho tempo”

O tempo é o mesmo para todo mundo! 24 horas por dia, 168 horas por semana. Todo mundo trabalha, tem problemas, atividades paralelas, família, contas para pagar, reformas para fazer, reuniões para comparecer. Não devemos colocar a responsabilidade da nossa falta de prioridades no tempo, que passa! E vai continuar passando. Até quando vamos colocar a culpa nos dias corridos, nas demandas externas e no relógio que não para de correr? Precisamos ter autonomia e tomar a decisão de gerenciar melhor o tempo que temos, pois isso sim é o que nos faz “não ter tempo”, e não a quantidade de atividades. Se alguém diz que não tem tempo, na verdade está dizendo: “não sei me organizar e definir prioridades, portanto não consigo encaixar nada mais na minha vida”. Essa é a análise que você tem que fazer, se vive repetindo essa frase.

5. Parar de temer o futuro

O medo guiou muitas escolhas da minha vida. Por medo de não ganhar bem o suficiente, não fiz faculdade de História. Por medo de ficar desempregada, deixei de expressar minhas opiniões quando era estagiária. Por medo da mudança, demorei muito tempo para sair de casa e ir morar sozinha. Por tantos outros medos, deixei de fazer tantas coisas. A lição que eu aprendi foi: o medo é natural e serve como alerta para não tomarmos decisões impulsivas. Porém, não podemos deixar que ele nos paralise. Se sentimos medo, precisamos enfrentá-lo e encontrar soluções e planos B para o que estamos buscando fazer, mas nunca deixar de ir atrás daquilo que queremos.

No mais, ser organizada me faz ter em vista sempre meus valores e objetivos de vida, que servem como parâmetro para tomar decisões. Toda vez que surge uma oportunidade, se ela não tiver absolutamente nada a ver com o que eu quero para a minha vida, me sinto confortável para dizer não, por melhor que ela pareça aos olhos dos outros. Porque decisões são pessoais e nunca devem ser tomadas de outra maneira.

6. Parar de procrastinar coisas

Procrastinar é fácil. No entanto, sempre que eu me vejo postergando alguma coisa que deveria ter feito, eu paro para analisar o por quê. Muitas vezes, basta destrinchar a tarefa em passos menores, e tudo vai acontecendo. Ou seja: procrastinação pode ser um simples erro de planejamento. Se estiver procrastinando, não desista: tente descobrir por que está deixando essa atividade sempre para depois. Às vezes não é questão de motivação, mas de destrinchar melhor os próximos passos mesmo.

7. Parar de me comparar com outras pessoas

Não sei se isso é uma coisa da organização ou da idade mas, quando eu comecei a investir na minha vocação profissional como organizadora, eu me comparava muito a outros profissionais que eu admiro. Com o passar do tempo, e sempre indo de encontro com os meus valores, eu fui descobrindo que cada pessoa é única, assim como o seu legado. O que eu vou construir como blogueira vai ser diferente do que outra blogueira que eu gosto construiu. O que eu vou construir montando a minha empresa vai ser diferente do que outras empresas fazem. Então, de que adianta me comparar? Quando a gente fica se comparando com os outros, esquece que a pessoa passou por muitos anos até chegar onde está. O contexto era outro, os sentimentos, as vontades, os conhecimentos. Não tem como a gente se comparar com alguém que já está em determinado momento da vida, porque tais momentos dependem de uma série de fatores que só podem ser determinados pela vida de cada um. Quando eu compreendi isso, fiquei muito empolgada, porque descobri que o que vai acontecer, essa construção, depende apenas de mim e do que eu quero ser!

8. Parar de comparar a minha felicidade com a de outras pessoas

Todo mundo quer ser feliz. Todo mundo vê a felicidade estampada na timeline do Facebook. Todo mundo tem referências no círculo de amigos e familiares de pessoas felizes. Podemos ter a tendência de comparar nosso relacionamento, nossos filhos, nossos momentos de tristeza e alegria, com a felicidade de outras pessoas. Isso não leva a absolutamente nada. Como eu disse no item anterior, cada um tem a sua vida e as particularidades, e mais: cada um reage de modo diferente a cada uma delas. Talvez se eu tivesse a vida daquela pessoa que considero feliz, eu ficasse entediada, e vice-versa. Aprendi a confiar no que estou fazendo, nas minhas escolhas, e aprendi a amar as pessoas como elas são – inclusive a mim mesma.

9. Parar de esperar pelo momento certo

Até muito pouco tempo atrás, eu me pegava dizendo “quando eu me estiver em tal condição, vou poder fazer tal coisa”. A gente sempre cai nessa né? “Quando eu tiver um pouco mais de estabilidade financeira, vou fazer a viagem dos meus sonhos” ou “Quando eu tiver um pouco mais de tempo, vou voltar a fazer uma atividade física”. Pessoal, dica pra vida: o momento certo não existe! Nunca existirá! Nós criamos o momento, e ele pode não ser o mais certo ou o mais perfeito, mas será o momento em que fizemos as coisas acontecerem, por fim. Quem quer, faz! Sempre haverá algum impedimento. Vamos parar de dar desculpas e assumir o controle da nossa vida, provendo soluções para os nossos problemas – de dívidas financeiras a felicidade pessoal. Esperar pelo momento certo é o mesmo que esperar pelo príncipe encantado – é lindo na teoria, mas totalmente irreal.

10. Parar de fugir dos problemas e ignorar situações

Algumas situações até podemos ignorar, mas até quando? Muitas vezes, um problema começa pequeno e, se deixarmos, ele vira uma bola de neve lá na frente. Exemplo: dívidas com cartões de crédito. Podemos ignorar e continuar fazendo compras como se não existisse nenhuma dívida ali para quitar. Porém, vai chegar algum momento em que a dívida estará tão grande e causando tantos problemas que você será obrigado(a) a sentar, fazer contas e definir o que vai fazer para resolver. Por que deixamos chegar nesse ponto? Ser uma pessoa organizada me faz ter uma espécie de radar para identificar probleminhas no dia a dia e já pensar em soluções para resolvê-los. Um pequeno problema pode se tornar uma dor de cabeça imensa, então devemos resolvê-lo logo.

11. Aproveitar melhor os meus relacionamentos

Quando analiso minhas áreas de responsabilidade na vida, posso perceber que não estou dando muita atenção a um amigo, a um parente, ao meu filho, ao meu marido ou a outra pessoa importante. Quando percebo isso, posso tomar providências. Se eu nunca fizer essa análise, posso deixar os dias correrem como o de todo mundo e viver no meu micro-mundinho de problemas sem fim, até o dia em que alguém morrer e eu ficar me lamentando porque não passei mais tempo com a pessoa. Todos temos exemplos assim. Dê importância ao que é importante para você.

12. Focar mais no que eu quero e menos no que eu não quero

Parece óbvio? E é. Mas, muitas vezes, a gente acaba se perdendo em um mar de e-mails e demandas no dia a dia e perdemos a noção das nossas prioridades. Aliás, eu falo muito sobre prioridades, não é? Porque elas são importantes. Ter prioridades é o diferencia uma pessoa organizada de uma pessoa desorganizada. E, quando eu defino minhas prioridades, sei o que quero e o que não quero. Com isso, posso pensar em mudar aquilo que não está tão legal e investir mais tempo no que me faz bem e que quero para mim. Quando estou em um trabalho e vejo que não tenho mais nada para aprender ou crescer ali, sinto que é hora de sair. Quando invisto meu tempo em um relacionamento que não me traz nada além de sentimentos tristes, repenso esse relacionamento. A vida é muito curta para a gente fazer coisas que não gosta. Não estou tirando a responsabilidade das minhas costas – como budista, acredito que todos os problemas podem ser resolvidos dentro da nossa mente. Porém, temos o poder de escolha. Se não prejudicar ninguém, eu não ficaria mais feliz em outra situação, que não essa? E assim agir.

13. Quem eu sou deve filtrar todas as possibilidades

Atualmente, estamos decorando o nosso apartamento novo. Quando a gente vai em uma loja como a Tok & Stok ou uma Leroy Merlin da vida, acaba vendo tantas opções, todas lindas, que quer ter tudo aquilo em casa. Só que, ao trazer o objeto para casa, percebemos que ele não tem nada a ver com o nosso estilo, e isso nos incomoda, mesmo que inconscientemente. O mesmo vale para roupas, relacionamentos, projetos profissionais. Precisamos aprender a dizer mais NÃO para as coisas. Vivemos em uma época com muitas possibilidade. Há muita variedade de tudo, de sapatos a propostas de trabalho. Se dissermos sim para tudo, a chance é de nos perdermos. Tem aquela célebre frase da Alice, de que, se a gente não sabe para onde quer ir, então tanto faz o caminho que tomamos. É por aí? Queremos sair andando por todos os lados, circulando, simplesmente porque não quisemos descobrir quem nós somos?

14. Fazer mais pelas outras pessoas

Quando nos organizamos, temos tempo para nos dedicar a um trabalho voluntário, cuidar das pessoas que amamos, encontrar nossos amigos, fazer doações. Nossa vida é tranquila e temos tempo para essas outras atividades. Quando estamos ocupados, estamos sempre cuidando dos nossos probleminhas mundanos – podemos esquecer de dar bom dia para o marido, preparamos o cafe´-da-manhã do filho de qualquer jeito, as relações se tornam apressadas e a qualidade de tudo cai muito. Somos uma única pessoa no mundo, dentre mais de sete bilhões. Por que nos consideramos a pessoa mais importante do universo? Isso não faz sentido. Temos sim que cuidar da nossa vida, da nossa saúde, até da nossa sanidade. É gostoso se presentear, ficar sem fazer nada, descansar. Mas podemos ir além. Pense nisso.

15. Parar de me cobrar tanto

Quando consigo me organizar e ser produtiva, sei que estou fazendo o que posso. Se deixei de fazer alguma coisa, sei que ou foi porque não me organizei direito (portanto, responsabilidade minha, bola pra frente e vamos melhorar da próxima vez) ou foi porque aconteceram coisas que não dependiam de mim. O importante é assumir a responsabilidade e fazer o meu melhor. Muitas vezes, as coisas não dão certo. Tem dias em que estou tão cansada, que a única coisa que quero fazer é dormir ou ver um filme com meu filho no sofá, mesmo tendo muita coisa para fazer. Eu me cobrava demais antes, ficava acordada até tarde, me permitia até adoecer por conta do estresse. Isso prejudica não só a minha vida, como a vida da minha família. Então eu me organizo, tento planejar e executar o melhor que puder, mas não fico chateada se não conseguir fazer determinadas atividades, porque tudo tem seu limite. Ter essa cobrança interior só complica a vida.

16. Ser menos ansiosa e ter mais calma

Se tenho meus projetos organizados e planejei minha semana, não tenho motivos para ficar ansiosa. A meditação me ajuda muito a ser uma pessoa mais calma também – toda vez que me sinto nervosa ou ansiosa, medito um pouco. Ajuda demais! E eu acredito que a meditação deva caminhar em conjunto com o bom planejamento, porque me sinto tranquila o tempo todo. Quando não consigo me planejar nem meditar, tenho a tendência a ficar muito ansiosa e até nervosa. A solução? Organizar.

17. Conquistar objetivos

Como comentei no início do post, ser uma pessoa organizada me proporciona alcançar objetivos com maior facilidade. Eu consigo entender como fazer um sonho virar um objetivo e, desse objetivo, fazer nascer um projeto que posso trazer para o meu dia a dia. Praticamente todos os objetivos que conquistei até hoje eu atribuo ao fato de ser uma pessoa organizada. Isso não é uma coisa boa? Eu acho que sim!

Com sinceridade, acho que eu poderia ficar o dia todo aqui listando todos os aprendizados que tirei a partir da organização. Talvez você também tenha alguns para compartilhar. Deixe um comentário!

Muito obrigada.