Desenvolvimento pessoal

27 Oct 2014

5 maneiras de se motivar em um trabalho que não é o dos sonhos

Precisamos trabalhar em busca dos nossos sonhos e, até lá, passar por diversas situações que podem nos chatear ou estressar. Eu demorei para chegar em um nível de amor total ao que eu faço como hoje, então até aqui eu passei por elas. Hoje, vendo com um pouco mais de distância, identifico algumas maneiras de passar melhor por tudo isso sem prejudicar a saúde e a sanidade. São cinco:

1. Conheça suas responsabilidades

É muito fácil dizer “sim” para tudo quando começamos em um novo trabalho – queremos agradar, mostrar serviço etc. Porém, com o tempo, isso vai se tornando um comportamento nocivo para você. Além de não ter como abraçar o mundo (nosso tempo é limitado), podemos deixar de cumprir nosso papel para cuidar das responsabilidades dos outros. Por isso, a primeira coisa é conhecer seu papel na empresa e as suas responsabilidades oficiais. Essas devem ser feitas, independentemente das outras. As demais atividades devem ser vistas como segunda prioridade, ou até mesmo renegociadas. Para conseguir negociar, é importante ter seus projetos em ordem, para que eles sirvam como argumento para você conseguir se dedicar a eles.

2. Tenha relacionamentos sem dramas

Sei que é difícil e que passamos mais tempo no trabalho que em casa com a família. Porém, procure não ficar íntimo demais, se envolver em fofocas, falar do trabalho de outras pessoas, perder muito tempo no cafézinho, ir sempre para o happy-hour e por aí vai. Tenha uma certa distância até mesmo para se preservar. Discrição, neste caso, sempre será a melhor pedida.

3. Dê feedbacks positivos

Seja você um gestor ou um estagiário, é importante dar feedbacks positivos sempre que alguém realizar um bom trabalho. Não precisa fazer isso na frente de todo mundo, mas vale a pena mandar um e-mail, comentar no corredor ou durante o almoço. Você reforça seu relacionamento de uma maneira que todos cresçam, inclusive a confiança do time em você.

4. Aprenda a impôr limites

Não dá para a gente viver colocando a culpa nos outros pelas urgências que aparecem. Organize-se. Ninguém vai chegar para você e dar três horas a mais todos os dias para você organizar seus projetos. Não use a desorganização dos outros para não organizar as suas próprias atividades. Reserve tempo para imprevistos, trabalhe com margens de erro com relação a prazos e antecipe-se o máximo que puder. Se você não colocar limites e criar sua própria organização, ninguém fará isso por você.

5. Saia um pouco do computador

Dê uma volta, trabalhe offline, revise textos, faça mapas mentais, pesquise, leia, desenhe, exercite a criatividade fora da telinha também. Pode até mudar de lugar para fazer isso, indo para outra mesa ou área da empresa.

São cinco dicas que eu aprendi só depois, mas que teriam me ajudado quando eu estava nessa situação. Espero que ajude algum leitor em situação semelhante. Me contem!

04 Oct 2014

Desculpas que nos damos quando adiamos nossos sonhos (e como contornar cada uma delas)

Tenho pensado muito ultimamente sobre as mudanças que vêm acontecendo na minha vida e como eu poderia escrever sobre elas aqui no blog. Mudanças internas, eu quero dizer. Porque, por mais que a gente mude por fora, significa que existiu uma revolução por dentro. E hoje eu gostaria de comentar sobre as principais desculpas que costumamos nos dar diariamente para não fazermos aquilo que queremos fazer, seja o que for.

A primeira desculpa é a velha “eu não tenho tempo”. Todas as pessoas do mundo têm a mesma quantidade de tempo – 24 horas por dia e 168 horas por semana. Precisamos aprender a gerenciar nosso tempo de vida o melhor possível, e para isso existe a organização. É justamente para pararmos algumas vezes ao longo do ano e pensar: “ok, onde eu quero chegar? porque preciso me organizar para chegar até lá”. É só isso. É simples, mas um trabalho que deve ser feito dedicado, ocasionalmente, para que a gente não perca nossos objetivos de vista. Se a gente continuar dizendo que não tem tempo, nunca vai ter mesmo. Ninguém vai chegar até você e dizer: “senhor, você foi contemplado com 30 horas a mais todos os dias para trabalhar em seus sonhos”. Portanto, precisamos aprender a fazer bom uso do tempo que todos nós temos.

A segunda desculpa é “eu não tenho dinheiro”. Geralmente, quando queremos mudar de carreira, de cidade, de país, fazer um mestrado, viajar ou qualquer outro projeto assim, vamos adiando dizendo que não temos dinheiro. Dinheiro é como tempo – a gente não tem, a gente providencia. Precisa gerenciar bem o que ganha, parar de gastar com bobagens e ter metas. Muitas vezes, quando pararmos para listar o quanto precisamos de dinheiro para realizar aquele sonho, percebemos que não é tanto quanto imaginávamos. Só de colocar no papel já ajuda a ter uma visão mais realista do que a gente pretende. E, com isso, vira um objetivo a ser alcançado, e podemos buscar outros meios para chegar até lá (bicos, investimentos e por aí vai).

A terceira desculpa, e a que mais me entristece, por ser tão comum, é “nunca vou conseguir fazer isso”. As pessoas costumam dar esse tipo de desculpa porque nasceram em uma família pobre (de dinheiro), ou porque não concluíram uma faculdade, ou porque nunca saíram do país, ou porque tem filhos e por aí vai. As desculpas vão alimentando umas às outras para chegar à conclusão mental de que nunca conseguirá o que quer. Supere o comodismo e busque soluções. Pare de falar que nunca conseguirá e monte um plano. Qual seria o primeiro passo? Às vezes é necessário apenas agir, colocar as coisas em movimento, que o resto você vai fazendo.

A quarta desculpa é “melhor um pássaro na mão do que dois voando”. Meus amigos, eu fiquei com essa desculpa em mente durante tanto tempo! Até que percebi que o que estava trocando não era um pássaro voando por um na mão, mas dois pássaros na mão por um só. Entenderam a diferença? Toda mudança envolve algum tipo de risco, mas ficar onde está também envolve – especialmente se estivermos falando de sonhos! Diminua os riscos o tanto quanto possível e simplesmente acredite que conseguirá o resultado que deseja, porque é provável que ele ainda supere as suas expectativas.

A quinta desculpa é a simples “eu tenho medo”, que a gente acaba confessando só lá no fundo, pra gente mesmo. É normal ter medo! De verdade. Porém, não deixe que esse medo paralise você. Como eu comentei na desculpa anterior, muitas vezes estamos trocando algo muito melhor pela situação em que nos acomodamos agora. Use o medo como parâmetro para decisões bem pensadas, mas de nada adianta decidir sem agir.

Apenas alguns pitacos sobre essas questões que estavam na minha cabeça e quis passar para vocês.

03 Oct 2014

Algumas coisas que você deve parar de fazer já para melhorar sua produtividade

Ao longo desses oito anos escrevendo e estudando muitos assuntos relacionados a organização e produtividade, eu percebi alguns erros que eu cometia e que vejo muitas pessoas cometendo, prejudicando sua produtividade diária. Veja então uma lista com coisas que você precisa parar de fazer se quiser ser mais produtivo:

Ignorar seu nível de energia ao longo do dia

A partir de uma certa idade, fica bem óbvio para a gente em que momento do dia nos sentimos mais ou menos produtivos. A ideia aqui é reservar o período do dia em que você se sente mais produtivo para investir em atividades que demandem foco total e criatividade, ou mesmo aqueles problemas mais cabeludos que precisamos resolver. Não utilize seu período mais produtivo do dia para fazer reuniões, por exemplo. Reuniões devem ser feitas naquele período em que você está com a energia mais baixa mesmo, porque a interação da reunião é uma maneira natural de manter a mente trabalhando, mesmo que você esteja cansado. Outra coisa que deve ser feita nos períodos de energia mais baixa são as tarefas de rotina, que você já tem no piloto automático e não precisa pensar muito para fazer. Se estiver realmente cansado, deixe para esse momento alguma tarefa rotineira que você realmente goste. No meu caso, eu aproveito para conferir meu Instagram e ler meus feeds.

Acordar cada dia em um horário diferente

Esse hábito, para mim, é terrível. Eu venho de longos anos aprendendo a dormir tarde aos finais de semana, porque meu marido faz shows e fui acompanhá-lo muitas vezes. Porém, comumente, hoje em dia, tenho reuniões no sábado bem cedo, ou treinamentos na segunda-feira (e preciso acordar 5 horas da manhã, ou até antes). Se eu ficar brincando com o meu metabolismo, o resultado será um dia péssimo, em que meu corpo irá reclamar e minha mente não vai funcionar direito. Isso eu estou dizendo por experiência própria, apesar de já ter lido algumas pesquisas científicas a respeito. Eu não acordo 5 horas da manhã em casa quando não tenho treinamento, mas quero chegar lá. O que eu sei é que não dá para pegar “o dia do descanso” e acordar 11 horas da manhã, por exemplo, a não ser que tenha acontecido alguma exceção no dia anterior. Às vezes, quando passo por uma semana bem ocupada, eu sinto que preciso pegar um dia para acordar mais tarde e descansar. Porém, o segredo está em dormir muito mais cedo, não mudar o horário em que acordo. Quando acordo tarde nesse dia, fico me sentindo letárgica o dia todo, além de perder horas preciosas. Portanto, eu acho fundamental parar de acordar cada dia em um horário diferente e acordar em uma média de horário mesmo aos finais de semana. O que faz meu corpo ficar bem não é dormir mais, mas ter essa rotina igual todos os dias.

 Checar as redes sociais o tempo todo

Bom, essa dica é comum, mas não poderia deixar de aparecer aqui. Como eu trabalho com Internet, não tenho como não acessar as redes sociais, pois elas são parte do que eu faço. Porém, eu estabeleci algumas regrinhas que facilitam. Por exemplo, eu utilizo uma ferramenta para agendamento de postagens no Facebook e no Twitter. Uma vez por semana, agendo as postagens em todos os meus canais e, ao longo da semana, vou agendando novas publicações. Eu não preciso entrar nas redes sociais para fazer isso – administro de uma outra plataforma. Uma vez por dia, em horários determinados, acesso meus canais para responder dúvidas e comentários, ver a repercussão das postagens, e isso basta. Sequer considero, hoje em dia, entrar em qualquer rede social sem ter trabalhado bastante nas minhas metas diárias, porque senão a tendência é perder minutos (ou horas) preciosos ali mesmo.

Dizer “sim” para tudo o que aparece

Agora que estou trabalhando como autônoma, considero muito difícil dizer “não” para propostas de trabalho. De verdade! Rola uma preocupação enorme com o fechamento das contas no final do mês e a vontade é a de sair abraçando o mundo para conseguir fazer tudo o que deseja. Em pouco mais de dois meses vivendo assim, eu estou tentando pegar leve hoje em dia. Como diz o Christian Barbosa, a gente deve dizer “sim” para atividades de equilíbrio e de resultado, e esse é o meu foco atual. Ontem mesmo fiz uma análise das minhas atividades profissionais e as separei em três grupos: o que está me dando dinheiro agora, o que vai me dar dinheiro em breve e o que não está me rendendo nada. Minha agenda deve priorizar o primeiro grupo e encaixar o segundo somente depois de ter feito essa priorização. O terceiro grupo de coisas, eu só encaixo se realmente sobrar tempo. Isso para atividades profissionais, viu gente? Não estou falando de vida pessoal aqui. Essa priorização tem me ajudado a tomar decisões no dia a dia e a dizer mais “não” quando eu tenho que dizer.

Fazer tudo sozinha

Depois de ler o livro do Tim Ferriss (“Trabalhe 4 horas por semana”), eu percebi como estava sendo cabeça dura por querer fazer tudo sozinha. É claro que, para delegar, ou você tem uma equipe, ou precisa ter dinheiro para pagar para as pessoas fazerem algo para você. Porém, mesmo em casa, passei a delegar mais coisas para o meu marido fazer – tarefas do dia a dia mesmo, como ir ao correio ou ao banco, por exemplo. Ele não se importa e eu tiro uma carga enorme das minhas costas com pequenas coisas que, queira ou não, demandam tempo. Veja: não é para abusar das pessoas hein? No nível profissional, é para pagar alguém mesmo. Em casa, não vejo mais qual o problema em contratar uma faxineira diarista para fazer o trabalho pesado uma vez por semana ou a cada quinze dias. O Tim Ferriss me deu a lição mais importante, que vou comentar a seguir.

Não ter noção do quanto vale a sua hora de trabalho

O Tim Ferriss fala uma coisa muito importante (fundamental, eu diria) em seu livro, que é sobre quanto custa a sua hora de trabalho. Bem, faça as contas de quanto você ganha por mês, dividindo entre as suas horas de trabalho, e você terá a sua conta. Para que serve isso? Para tomar decisões. Então, por exemplo: se minha hora vale 50 reais, quanto estarei “pagando” para perder meu sábado inteiro fazendo faxina, em vez de passear com o meu filho? Se a diária de uma faxineira custa 100 reais, isso não é um gasto, mas um investimento de tempo enorme que faço em coisas mais importantes. Da mesma maneira, se trabalhamos 8 horas por dia e recebemos 20 reais por hora, um emprego que nos pague 40 reais por hora, mas demande meio período de trabalho, é mais vantajoso. Por quê? Porque o tempo é o bem mais precioso que a gente tem. Podemos usar o tempo disponível para investir no que é realmente importante para a gente. Use o valor da sua área de trabalho para tomar decisões profissionais (mudar de emprego, aceitar um trabalho freelancer). Não aceite nada abaixo do que vale sua hora de trabalho. Tente sempre melhorá-la um pouco e ir subindo seu patamar. Essa é a ideia.

Querer ser perfeita

Essa eu já abandonei faz tempo – provavelmente, quando o meu filho nasceu. Não quero ter uma casa perfeitamente limpa, uma comida perfeitamente preparada, uma roupa perfeitamente passada, um dia perfeitamente produtivo. Hoje eu quero o suficientemente organizado e produtivo, e só. Eu tinha um chefe que dizia que o ótimo é inimigo do bom, e eu finalmente entendi essa frase quando parei de querer fazer tudo perfeitamente. O que acontece é que, quando a gente é perfeccionista (e eu sou, MUITO), a gente demora mais para fazer as coisas, porque tem que ficar perfeito. Ou então, a gente fica com dificuldade de delegar. Ou pior ainda: fica postergando aquilo porque, se não for para fazer de forma perfeita, melhor nem começar! Quando eu percebi que ser perfeccionista estava atrapalhando a minha vida, eu resolvi tomar a sábia decisão de parar com isso e simplesmente fazer o que tem que ser feito. É uma eterna luta, mas extremamente necessária.

Viver uma vida ocupada

Aqui a gente volta um pouco na questão do aprender a dizer “não”. Descansar é importante. Ter tempo livre, também. Ter uma agenda super ocupada não leva a nada, somente à morte mais cedo ou doenças como estresse, dores de estômago, estafa etc. Não é porque a gente tem um tempo livre na agenda que ele deve ser ocupado. Esses respiros são importantes no nosso dia a dia. O segredo é colocar na agenda somente o que deve ser feito naquele dia, sem “lista de desejos”, sem “encaixar” coisas que “acho que dá”, porque são essas pequenas coisas que tornam o nosso dia a dia cansativo e estressante. Vamos fazer um movimento para parar com a glorificação do “estar ocupado” e focar mais em ter uma mente tranquila, com prioridades bem definidas e projetos bem encaminhados. Se a gente deixar, a vida passa, a gente estando ocupado ou não.