Bem-estar

Não dá para ser organizado se a gente não estiver bem.

22 Sep 2014

7 tarefas que me ajudam a ir dormir mais tranquila todos os dias

Existem algumas tarefinhas da minha rotina noturna que já viraram hábitos e me ajudam a ter um dia seguinte melhor, além da própria noite de sono mais tranquila. São elas:

1. Beber chá

Sei que é inverno, mas gosto de beber chá mesmo quando está calor. Meu organismo fica bem, eu fico mais calma e é um momento comigo mesma, onde paro alguns minutinhos em estado contemplativo para saborear minha caneca de chá. Toda semana, quando vou ao mercado, compro uma caixinha diferente para experimentar ao longo dos dias. Ajuda muito a acalmar a mente (e o corpo), além de ser delicioso.

2. Ler

Tenho uma meta diária de leitura que é: ler pelo menos 100 páginas. Claro que há dias em que não consigo ler tudo isso, assim como há dias em que consigo ler bem mais. O fato é que eu adoro ler e fazer isso é um dos meus momentos preferidos do dia. Claro que, se deixar, eu vou lendo sem parar e não durmo na hora certa, mas ultimamente tenho conseguido me controlar bem!

3. Não usar a Internet

Eu tinha o péssimo hábito de, ao deitar na cama e colocar o despertador para tocar no dia seguinte, dar uma olhada no meu Instagram, pois era o único momento do dia em que eu conseguia parar para fazer isso. Agora, não faço mais, porque fico muito agitada. Também procuro desligar o computador pelo menos uma hora antes de dormir.

4. Meditar

Minha mente fica muito mais agitada à noite que pela manhã, quando medito também. Por isso, é essencial meditar. Faço uma meditação respiratória simples, para acalmar a mente mesmo, e assim consigo entrar em um ritmo um pouco melhor antes de ir para a cama.

5. Organizar minhas coisas para o dia seguinte

Tem gente que não gosta, mas eu me sinto tão mais tranquila quando deixo a roupa separada e a bolsa arrumada para o dia seguinte, especialmente se vou sair bem cedo de casa. Eu definitivamente não sou uma pessoa diurna, então prefiro adiantar tudo no dia anterior e dormir alguns minutinhos a mais pela manhã (além de eu ficar como um zumbi durante algum tempo e correr o risco de esquecer alguma coisa). Eu não gosto de estresse antes de sair de casa e descobri que, para mim, funciona deixar tudo separado na noite anterior.

6. Deixar um caderninho ao lado da cama

Não sei vocês mas, eu, basta deitar na cama que começo a ter algumas ideias. Para não ficar investindo muito tempo naquilo e tirando minha mente de um estado tranquilo, anoto tudo nesse caderninho que deixo no criado-mudo e fico tranquilo por saber que não vou esquecer aquela ideia que eu tive.

7. Dormir com meias de lã e uma touca

Pode parecer bobo (minha amiga disse que eu pareço ter 80 anos de idade ao fazer isso), mas eu descobri que, quando meus pés e minha cabeça estão quentinhos, eu durmo muito mais rápido e com uma qualidade de sono melhor. Por isso, neste inverno tem sido um hábito muito bom. Já deixo meu “kit sono” embaixo do meu travesseiro e, toda noite, durmo toda equipada para conseguir ficar bem.

E você, faz alguma coisa que te garante uma noite de sono mais tranquila? Escreva nos comentários!

21 Aug 2014

17 coisas que a organização me ensinou

Desde que virei instrutora da Call Daniel, eu passei a formalizar alguns argumentos que sempre uso quando escrevo no blog, para usar em sala de aula também. Na minha introdução, sempre digo que passar no vestibular para a faculdade que eu queria foi, na época, a primeira conquista que atribuí ao fato de ser organizada. Hoje, quando vejo que vivo minha vida de maneira coerente, trabalhando no que gosto, acho que foi outra grande conquista que a organização me proporcionou. Pensando em tudo isso, eu quis escrever um texto listando tudo o que eu aprendi sendo uma pessoa organizada. Foram basicamente 17 coisas:

1. Quando está complicado demais, é sinal de que algo está errado

Essa é uma grande lição. Toda vez que me sinto super ocupada e estressada, sei que estou fazendo alguma coisa de errado. Sim, eu sei que existem fases e imprevistos mas, se o TEMPO TODO a vida está complicada e difícil, providências precisam ser tomadas. Aí eu sento, faço uma análise de todas as áreas de responsabilidade da minha vida e vejo o que está desequilibrado. Também vejo se não estou me responsabilizando por coisas demais e tento fazer escolhas (difíceis). A partir daí, já me sinto mais tranquila para tomar algumas decisões. Não é fácil! Mas é uma maneira de organizar a vida e definir prioridades mesmo.

Quando eu falo aqui no blog sobre simplicidade voluntária, minimalismo e outros temas relacionados, não é porque é cool ser minimalista. Eu vejo muito a questão do minimalismo como a gente manter na vida tudo o que a gente ama ou é necessário, nada mais. Porque o que a gente ama e é necessário já é muito..! Quando a gente tenta colocar mais coisas e isso nos estressa, muitas vezes nos confundimos e não sabemos mais associar a confusão à nossa falta de priorização. Por isso, nada como analisar nossas áreas de responsabilidade e verificar se a vida está caminhando de forma equilibrada.

2. Parar com a glorificação do “estou ocupado”

As pessoas têm estado ocupadas, não produtivas. Ser produtivo é aproveitar o tempo da melhor maneira possível, mesmo que a melhor coisa a ser feita naquele momento seja ficar sem fazer nada olhando para o teto, tendo ideias! Ficamos o tempo todo nos perdendo em ocupações sem sentido que podem só fazer a gente perder o foco do que realmente devemos fazer. E o que a ocupação excessiva nos traz? Estresse, muito estresse. Nunca é bom. Ser organizada me ensinou que, se estou muito ocupada e estressada, preciso me organizar melhor, cuidar mais do meu planejamento e aprender a ter mais foco quando estou executando. As coisas não se resolvem sozinhas (algumas sim, mas a maioria não) e precisamos assumir nossa responsabilidade por elas.

3. Não adianta lamentar pelo que fez ou deixou de fazer

O que está no passado deve ficar lá. Todas as decisões que tomei na minha vida, desde que nasci até hoje, formaram a pessoa que eu sou. Tudo poderia ter sido diferente se uma única ação fosse tomada de outra forma lá atrás, ou mesmo semana passada. Devemos nos chatear com isso? Não! Tudo faz parte da construção da nossa vida. Precisamos aproveitar bem nosso tempo aqui na Terra, então essa é a motivação para a gente se organizar e não deixar mais de fazer coisas que deveríamos ter feito e não fizemos. Mas ah: ser organizado não é garantia de ausência de arrependimentos! Nossa única rferência para tomar decisões é quem somos hoje, pois não sabemos o dia de amanhã. Portanto, não se cobre tanto. Planeje o que puder planejar, mas deixe a vida ensinar o que precisa ser ensinado. Sem lamentos.

4. Parar de dizer “eu não tenho tempo”

O tempo é o mesmo para todo mundo! 24 horas por dia, 168 horas por semana. Todo mundo trabalha, tem problemas, atividades paralelas, família, contas para pagar, reformas para fazer, reuniões para comparecer. Não devemos colocar a responsabilidade da nossa falta de prioridades no tempo, que passa! E vai continuar passando. Até quando vamos colocar a culpa nos dias corridos, nas demandas externas e no relógio que não para de correr? Precisamos ter autonomia e tomar a decisão de gerenciar melhor o tempo que temos, pois isso sim é o que nos faz “não ter tempo”, e não a quantidade de atividades. Se alguém diz que não tem tempo, na verdade está dizendo: “não sei me organizar e definir prioridades, portanto não consigo encaixar nada mais na minha vida”. Essa é a análise que você tem que fazer, se vive repetindo essa frase.

5. Parar de temer o futuro

O medo guiou muitas escolhas da minha vida. Por medo de não ganhar bem o suficiente, não fiz faculdade de História. Por medo de ficar desempregada, deixei de expressar minhas opiniões quando era estagiária. Por medo da mudança, demorei muito tempo para sair de casa e ir morar sozinha. Por tantos outros medos, deixei de fazer tantas coisas. A lição que eu aprendi foi: o medo é natural e serve como alerta para não tomarmos decisões impulsivas. Porém, não podemos deixar que ele nos paralise. Se sentimos medo, precisamos enfrentá-lo e encontrar soluções e planos B para o que estamos buscando fazer, mas nunca deixar de ir atrás daquilo que queremos.

No mais, ser organizada me faz ter em vista sempre meus valores e objetivos de vida, que servem como parâmetro para tomar decisões. Toda vez que surge uma oportunidade, se ela não tiver absolutamente nada a ver com o que eu quero para a minha vida, me sinto confortável para dizer não, por melhor que ela pareça aos olhos dos outros. Porque decisões são pessoais e nunca devem ser tomadas de outra maneira.

6. Parar de procrastinar coisas

Procrastinar é fácil. No entanto, sempre que eu me vejo postergando alguma coisa que deveria ter feito, eu paro para analisar o por quê. Muitas vezes, basta destrinchar a tarefa em passos menores, e tudo vai acontecendo. Ou seja: procrastinação pode ser um simples erro de planejamento. Se estiver procrastinando, não desista: tente descobrir por que está deixando essa atividade sempre para depois. Às vezes não é questão de motivação, mas de destrinchar melhor os próximos passos mesmo.

7. Parar de me comparar com outras pessoas

Não sei se isso é uma coisa da organização ou da idade mas, quando eu comecei a investir na minha vocação profissional como organizadora, eu me comparava muito a outros profissionais que eu admiro. Com o passar do tempo, e sempre indo de encontro com os meus valores, eu fui descobrindo que cada pessoa é única, assim como o seu legado. O que eu vou construir como blogueira vai ser diferente do que outra blogueira que eu gosto construiu. O que eu vou construir montando a minha empresa vai ser diferente do que outras empresas fazem. Então, de que adianta me comparar? Quando a gente fica se comparando com os outros, esquece que a pessoa passou por muitos anos até chegar onde está. O contexto era outro, os sentimentos, as vontades, os conhecimentos. Não tem como a gente se comparar com alguém que já está em determinado momento da vida, porque tais momentos dependem de uma série de fatores que só podem ser determinados pela vida de cada um. Quando eu compreendi isso, fiquei muito empolgada, porque descobri que o que vai acontecer, essa construção, depende apenas de mim e do que eu quero ser!

8. Parar de comparar a minha felicidade com a de outras pessoas

Todo mundo quer ser feliz. Todo mundo vê a felicidade estampada na timeline do Facebook. Todo mundo tem referências no círculo de amigos e familiares de pessoas felizes. Podemos ter a tendência de comparar nosso relacionamento, nossos filhos, nossos momentos de tristeza e alegria, com a felicidade de outras pessoas. Isso não leva a absolutamente nada. Como eu disse no item anterior, cada um tem a sua vida e as particularidades, e mais: cada um reage de modo diferente a cada uma delas. Talvez se eu tivesse a vida daquela pessoa que considero feliz, eu ficasse entediada, e vice-versa. Aprendi a confiar no que estou fazendo, nas minhas escolhas, e aprendi a amar as pessoas como elas são – inclusive a mim mesma.

9. Parar de esperar pelo momento certo

Até muito pouco tempo atrás, eu me pegava dizendo “quando eu me estiver em tal condição, vou poder fazer tal coisa”. A gente sempre cai nessa né? “Quando eu tiver um pouco mais de estabilidade financeira, vou fazer a viagem dos meus sonhos” ou “Quando eu tiver um pouco mais de tempo, vou voltar a fazer uma atividade física”. Pessoal, dica pra vida: o momento certo não existe! Nunca existirá! Nós criamos o momento, e ele pode não ser o mais certo ou o mais perfeito, mas será o momento em que fizemos as coisas acontecerem, por fim. Quem quer, faz! Sempre haverá algum impedimento. Vamos parar de dar desculpas e assumir o controle da nossa vida, provendo soluções para os nossos problemas – de dívidas financeiras a felicidade pessoal. Esperar pelo momento certo é o mesmo que esperar pelo príncipe encantado – é lindo na teoria, mas totalmente irreal.

10. Parar de fugir dos problemas e ignorar situações

Algumas situações até podemos ignorar, mas até quando? Muitas vezes, um problema começa pequeno e, se deixarmos, ele vira uma bola de neve lá na frente. Exemplo: dívidas com cartões de crédito. Podemos ignorar e continuar fazendo compras como se não existisse nenhuma dívida ali para quitar. Porém, vai chegar algum momento em que a dívida estará tão grande e causando tantos problemas que você será obrigado(a) a sentar, fazer contas e definir o que vai fazer para resolver. Por que deixamos chegar nesse ponto? Ser uma pessoa organizada me faz ter uma espécie de radar para identificar probleminhas no dia a dia e já pensar em soluções para resolvê-los. Um pequeno problema pode se tornar uma dor de cabeça imensa, então devemos resolvê-lo logo.

11. Aproveitar melhor os meus relacionamentos

Quando analiso minhas áreas de responsabilidade na vida, posso perceber que não estou dando muita atenção a um amigo, a um parente, ao meu filho, ao meu marido ou a outra pessoa importante. Quando percebo isso, posso tomar providências. Se eu nunca fizer essa análise, posso deixar os dias correrem como o de todo mundo e viver no meu micro-mundinho de problemas sem fim, até o dia em que alguém morrer e eu ficar me lamentando porque não passei mais tempo com a pessoa. Todos temos exemplos assim. Dê importância ao que é importante para você.

12. Focar mais no que eu quero e menos no que eu não quero

Parece óbvio? E é. Mas, muitas vezes, a gente acaba se perdendo em um mar de e-mails e demandas no dia a dia e perdemos a noção das nossas prioridades. Aliás, eu falo muito sobre prioridades, não é? Porque elas são importantes. Ter prioridades é o diferencia uma pessoa organizada de uma pessoa desorganizada. E, quando eu defino minhas prioridades, sei o que quero e o que não quero. Com isso, posso pensar em mudar aquilo que não está tão legal e investir mais tempo no que me faz bem e que quero para mim. Quando estou em um trabalho e vejo que não tenho mais nada para aprender ou crescer ali, sinto que é hora de sair. Quando invisto meu tempo em um relacionamento que não me traz nada além de sentimentos tristes, repenso esse relacionamento. A vida é muito curta para a gente fazer coisas que não gosta. Não estou tirando a responsabilidade das minhas costas – como budista, acredito que todos os problemas podem ser resolvidos dentro da nossa mente. Porém, temos o poder de escolha. Se não prejudicar ninguém, eu não ficaria mais feliz em outra situação, que não essa? E assim agir.

13. Quem eu sou deve filtrar todas as possibilidades

Atualmente, estamos decorando o nosso apartamento novo. Quando a gente vai em uma loja como a Tok & Stok ou uma Leroy Merlin da vida, acaba vendo tantas opções, todas lindas, que quer ter tudo aquilo em casa. Só que, ao trazer o objeto para casa, percebemos que ele não tem nada a ver com o nosso estilo, e isso nos incomoda, mesmo que inconscientemente. O mesmo vale para roupas, relacionamentos, projetos profissionais. Precisamos aprender a dizer mais NÃO para as coisas. Vivemos em uma época com muitas possibilidade. Há muita variedade de tudo, de sapatos a propostas de trabalho. Se dissermos sim para tudo, a chance é de nos perdermos. Tem aquela célebre frase da Alice, de que, se a gente não sabe para onde quer ir, então tanto faz o caminho que tomamos. É por aí? Queremos sair andando por todos os lados, circulando, simplesmente porque não quisemos descobrir quem nós somos?

14. Fazer mais pelas outras pessoas

Quando nos organizamos, temos tempo para nos dedicar a um trabalho voluntário, cuidar das pessoas que amamos, encontrar nossos amigos, fazer doações. Nossa vida é tranquila e temos tempo para essas outras atividades. Quando estamos ocupados, estamos sempre cuidando dos nossos probleminhas mundanos – podemos esquecer de dar bom dia para o marido, preparamos o cafe´-da-manhã do filho de qualquer jeito, as relações se tornam apressadas e a qualidade de tudo cai muito. Somos uma única pessoa no mundo, dentre mais de sete bilhões. Por que nos consideramos a pessoa mais importante do universo? Isso não faz sentido. Temos sim que cuidar da nossa vida, da nossa saúde, até da nossa sanidade. É gostoso se presentear, ficar sem fazer nada, descansar. Mas podemos ir além. Pense nisso.

15. Parar de me cobrar tanto

Quando consigo me organizar e ser produtiva, sei que estou fazendo o que posso. Se deixei de fazer alguma coisa, sei que ou foi porque não me organizei direito (portanto, responsabilidade minha, bola pra frente e vamos melhorar da próxima vez) ou foi porque aconteceram coisas que não dependiam de mim. O importante é assumir a responsabilidade e fazer o meu melhor. Muitas vezes, as coisas não dão certo. Tem dias em que estou tão cansada, que a única coisa que quero fazer é dormir ou ver um filme com meu filho no sofá, mesmo tendo muita coisa para fazer. Eu me cobrava demais antes, ficava acordada até tarde, me permitia até adoecer por conta do estresse. Isso prejudica não só a minha vida, como a vida da minha família. Então eu me organizo, tento planejar e executar o melhor que puder, mas não fico chateada se não conseguir fazer determinadas atividades, porque tudo tem seu limite. Ter essa cobrança interior só complica a vida.

16. Ser menos ansiosa e ter mais calma

Se tenho meus projetos organizados e planejei minha semana, não tenho motivos para ficar ansiosa. A meditação me ajuda muito a ser uma pessoa mais calma também – toda vez que me sinto nervosa ou ansiosa, medito um pouco. Ajuda demais! E eu acredito que a meditação deva caminhar em conjunto com o bom planejamento, porque me sinto tranquila o tempo todo. Quando não consigo me planejar nem meditar, tenho a tendência a ficar muito ansiosa e até nervosa. A solução? Organizar.

17. Conquistar objetivos

Como comentei no início do post, ser uma pessoa organizada me proporciona alcançar objetivos com maior facilidade. Eu consigo entender como fazer um sonho virar um objetivo e, desse objetivo, fazer nascer um projeto que posso trazer para o meu dia a dia. Praticamente todos os objetivos que conquistei até hoje eu atribuo ao fato de ser uma pessoa organizada. Isso não é uma coisa boa? Eu acho que sim!

Com sinceridade, acho que eu poderia ficar o dia todo aqui listando todos os aprendizados que tirei a partir da organização. Talvez você também tenha alguns para compartilhar. Deixe um comentário!

Muito obrigada.

05 Aug 2014

Montando um guarda-roupa básico para o trabalho (sem gastar muito dinheiro)

Um dos grandes desafios na vida das mulheres é ter um guarda-roupa bom e funcional para trabalhar porque acontecem diversas mudanças: de peso, de gosto, de cargo, além dos tecidos que vão ficando gastos, peças que precisam de reparos e por aí vai. Como o meu estilo é mais clássico, o post vai acabar refletindo um pouco isso. Meu trabalho atual tem a seguinte configuração: trabalho em casa, com roupa casual, mas frequentemente preciso ministrar palestras e treinamentos, com roupa social, participar de eventos e reuniões. Por isso, meu guarda-roupa de trabalho tende ao social mais formal, que pode servir para quem trabalha em ambiente corporativo também.

Seguem as minhas dicas:

Tenha boas bases

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Eu chamo de bases as roupas da parte de baixo do corpo, que seriam calças e saias. No dia a dia, prefiro a praticidade da calça, apesar de gostar de usar saias de vez em quando. Porém, eu prefiro montar o guarda-roupa primeiro com boas calças, pois são mais versáteis, e só depois investir em saias.

Gosto de comprar calças cigarretes, pois não preciso fazer a barra. Acho mais prático.

As cores que recomendo são: preta, bege, cinza e azul marinho. Com essas cores, consigo variar muito as combinações.

Também acho interessante ter mais de um par de cada cor. Já tive somente um e a peça se desgasta rápido, além de te deixar sem opção, caso esteja lavando.

Se seu trabalho permitir, ter pares de calças jeans escuro pode ser outra boa opção para suas combinações.

Invista em camisas

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Camisas nunca sairão de moda no ambiente corporativo, o que é ótimo, pois o acabamento formal é instantâneo.

Prefiro camisas de tecidos fluídos, que vestem melhor e não demandam tanto esforço de lavanderia. Camisas de algodão são chatas de passar e eu nunca mando engomar, pois não é prático. Ou seja, requerem cuidados que eu não tenho como assumir no meu dia a dia. Portanto, se você quiser usá-las, tenha isso em mente.

Em termos de quantidade, acho bom ter várias camisas brancas, off-white ou bege bem claro, pois são curingas. No geral, as camisas em tons pastel são mais fáceis de combinar e acho uma boa tê-las no armário, mas camisas estampadas e em cores mais fortes também têm seu charme. Fica a gosto da freguesa.

A terceira peça faz diferença

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Um recurso que sempre dá uma caprichada no look é inserir uma terceira peça: um blazer, um suéter, um cardigã, um trench-coat, uma jaqueta e por aí vai.

Não há regras aqui. Eu gosto de investir nas peças mais caras em cores básicas, pois sei que vou poder usar sempre. No entanto, se já tenho um sobretudo preto, me sinto à vontade para investir em um de outra cor, por exemplo, pois já tenho aquele básico, mas não compro um diferente se não tiver o básico em casa.

Minhas recomendações são as seguintes:

Blazer: preto, marinho, branco e vermelho (ou outra cor forte).

Suéter: preto, marinho, bege claro, bege escuro, marrom, cinza, vermelho. Para o cardigã, mesmas cores.

Trench-coat: preto, marinho, cinza, off-white e vermelho.

Saias e vestidos

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Acho interessante ter alguns vestidos bons no armário, pois eles são versáteis e fáceis de vestir (basta uma única peça e estamos prontas). Porém, para trabalhar, vale a pena investir em tecidos mais encorpados.

Para saias, acredito que a saia lápis seja a campeã das peças clássicas. Cores que recomendo: preta, marinho e uma estampada.

Aprenda a gastar

Tudo bem pagar barato em camisetinhas que usamos por baixo de camisas ou suéteres, pois a qualidade não ficará evidente, mas algumas peças, que demandam bom caimento, devem ter qualidade melhor, e às vezes isso demanda um preço maior. Por sorte, muitas vezes encontramos peças boas e de bom caimento com preços acessíveis, e aí não devemos pensar duas vezes. Mas a ideia aqui é comprar menos e escolher mais, priorizando a qualidade. Eu, pelo menos, estou em uma fase da vida em que não posso usar qualquer roupa para trabalhar, com qualidade e caimento duvidosos. Portanto, o investimento na roupa é essencial, pois é a minha imagem.

Tenha bons acessórios

Vale a pena ter bons brincos, bons colares, boas pulseiras, bons lenços, boas bolsas e bons calçados para trabalhar, pois eles mudam completamente a cara da roupa. Mesmo uma roupa mais ou menos fica boa se você estiver com um bom par de sapatos. Minhas recomendações:

Brincos: um par de pérolas, um par de pérolas douradas, outro par de prateadas, um par com pontos brilhantes e um par com pingente.

Colares: dois ou três maxi-colares, um colar de pérolas e correntinhas douradas/prateadas.

Pulseiras, tenho variadas. Compro quando gosto de alguma e acho de boa qualidade. O mesmo vale para lenços.

Para bolsas, eu prefiro ter uma boa bolsa a usar várias ao mesmo tempo. Costumo ter uma grande, para o dia a dia, uma menor, para saídas curtas, e clutches diversas, para eventos.

Com sapatos, acho mais difícil restringir a quantidade, pois existem diferentes modelos e todos eles são importantes no guarda-roupa (para mim). No geral, para trabalho, tenho os seguintes:

– um scarpin mais chique, preto, com salto trabalhado, que uso para eventos e ocasiões mais formais;
– um scarpin baixo, preto, mais básico;
– um scarpin nude, mais básico também;
– sapatilhas e loafers de boas qualidade, que prezem o conforto;
– um par de botas pretas e um par de marrons;
– uma única sandália bege de salto, para diversas ocasiões (não gosto muito de sandália).

Com esses pares, eu consigo me virar bem. Gosto sempre de ter algum par com estampa de animal (píton, oncinha, zebra) para variar nos looks básicos.

Cinto, recomendo:

– um preto, de couro liso;
– um preto, de couro croc;
– um marrom, de couro liso;
– um marrom, de tressê;
– um colorido, como vermelho;
– um estampado, como de oncinha.

Aprenda a se maquiar

Para mim, o momento da virada foi quando aprendi a me maquiar, fazendo uma maquiagem leve e que corrigisse as minhas imperfeições no rosto (olheiras, marcas etc). Além de aprender a se maquiar, recomendo que invista em bons produtos de maquiagem também. Em vez de ter vários, tenha poucos e bons. Aqui vai a minha lista:

– primer;
– paleta de corretivo;
– base em pó;
– paleta de sombras em tons de marrom;
– blush rosado;
– blush pêssego;
– máscara;
– lápis marrom;
– lápis preto;
– batom cor de boca;
– batom vermelho.

Esses são os itens de maquiagem que uso no dia a dia, para variar.

As dicas acima foram dadas a partir da minha experiência montando um guarda-roupa para o trabalho. Caso queiram algo vindo de uma profissional, recomendo o workshop da consultora de estilo Ana Soares, que vai acontecer no próximo sábado, em São Paulo, justamente com esse tema:

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Este post não é um publieditorial.

12 Jul 2014

Cuide da sua saúde no inverno

Woman Holding Cup of Water and Lemon --- Image by © Royalty-Free/Corbis

Algumas dicas práticas para manter sua saúde bem cuidada nesta estação:

  • Procure manter a temperatura corporal. Se estiver em casa com pouca roupa, agasalhe-se para sair.
  • Consuma bebidas quentes ao longo do dia para manter o corpo aquecido.
  • Tire o pó da casa com uma frequência maior. Evite ficar em ambientes empoeirados.
  • Evite tomar banhos muito quentes para não ressecar a pele.
  • Tenha sempre uma manteiga de cacau ou hidratante labial na bolsa para ir passando ao longo do dia.
  • Coma frutas cítricas para aumentar o consumo de vitamina C.
  • Beba água morna com limão pela manhã.
  • Faça atividade física, mas reforce o aquecimento antes para evitar lesões.
  • Mantenha em casa seu estoque de remédios para males comuns, como alergias, febres e resfriados.
  • Use filtro solar na pele mesmo no inverno. O sol continua queimando do mesmo jeito.
  • Mantenha o horário de sono mesmo nos dias de folga, para não confundir o ritmo do seu corpo.
  • Redobre os cuidados com hidratação da pele.
  • Beba bastante água ao longo do dia.
  • Consuma refeições que fazem uso do alho.
  • Consulte um dermatologista.
  • Encha uma bacia com água fervente e coloque folhas de eucalipto. O aroma é gostoso e o eucalipto é bom para a respiração.
  • Abuse das sopas e caldos quentes nas refeições.
25 Jun 2014

3 coisas que eu faço antes de dormir para alimentar minha criatividade

Eu acredito que ir para a cama em um estado alegre e tranquilo seja muito importante para a qualidade do nosso sono e um despertar melhor. Como meu principal instrumento de trabalho é a minha criatividade, preciso cuidar dela para ficar sempre bem, disposta e com ideias. Identifiquei três hábitos que eu tenho antes de ir dormir e resolvi compartilhar com vocês.

1. Meditar

Meditar para mim já é um hábito diário, mas a meditação feita antes de dormir tem um poder tranquilizante enorme em mim. Geralmente medito sobre temas diversos que desejo incorporar na minha vida (exemplo: ter mais paciência), começando com uma meditação simples respiratória, totalizando uns 25 minutos. Isso é o suficiente para mudar meu estado mental e me preparar para descansar.

2. Ler

Esse assunto é controverso, pois algumas pessoas dizem que perdem o sono se lerem algum livro interessante, ou ficam com a mente agitada. Acho que tudo depende do teor do livro. Gosto de ler livros inspiradores antes de dormir, que me propiciem o estado comentado ali em cima. Portanto, costumo deixar para essa hora minhas leituras sobre budismo ou desenvolvimento pessoal. Não leio livros técnicos ou sobre produtividade porque me dão vontade de levantar e escrever a respeito. Recomendo então a leitura de livros leves e que tragam um bom estado de tranquilidade já na cama, antes de dormir. Uma luminária com luz minimamente forte é o suficiente.

3. Pensar nas coisas boas que vivi no dia

Gosto de sempre recapitular o dia que eu tive e em que sentido ele foi inspirador, me trazendo aprendizados. O que me deixou feliz? O que eu mais gostei de fazer? O que eu quero fazer de diferente de amanhã em diante? Eu costumo fazer isso já deitada, com a luz apagada e os olhos fechados. Essa rápida “viagem” leva meus pensamentos para longe, mas me deixa em um bom estado contemplativo, que me leva aos sonhos.

E você, tem alguns rituais mentais antes de dormir? Compartilhe nos comentários!