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Se você for fã da Marie Kondo, personal organizer japonesa e autora do best-seller “A mágica da arrumação” (Ed. Sextante), ficará contente em saber que ela lançará este ano um mangá (!) sobre a sua arte. Isso mesmo, meus amigos: Marie Kondo virou mangá!

O livro será publicado em inglês no dia 27 de junho deste ano e trará o método KonMari dentro de uma narrativa ilustrada. as ilustrações foram feitas por um premiado desenhista de mangá chamado Yuko Uramoto.

De acordo com a editora, Ten Speed Press, “The Life Changing Manga of Tidying Up” conta a história de uma mulher chamada Chiaki – uma jovem janponesa quevive em um apartamento pequeno e lotado de coisas em Tóquio, passando por poucas e boas na vida e nos relacionamentos. . Através do método KonMari, ele transformará sua casa, sua vida e seu trabalho.

Apesar de o livro ser publicado apenas no final de junho, você já pode encomendar o seu na Amazon dos Estados Unidos através deste link.

 

Thais Godinho
25/04/2017
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Alguns livros acabam passando na frente dos outros na fila de livros que quero ler porque eu sei que a resenha deles é importante para os leitores do blog. E, quando se fala em Marie Kondo, hit total do momento, os pedidos aumentam cada vez mais, então eu priorizei a leitura desse livro este mês, já adiantando que gostei bastante.

Kit viagem: pashmina, bloquinho e caneta para fazer uma super captura e esvaziar a mente, e a leitura atual. #vidaorganizada

Uma foto publicada por Vida Organizada 🕐 (@blogvidaorganizada) em

Fui viajar e aproveitei para ler o livro. A leitura demorou dois dias. O livro é grande (270 páginas), mas a leitura flui de forma leve. Esse livro é o segundo livro da Marie Kondo. O primeiro, “A mágica da arrumação”, já teve resenha aqui no blog e é um sucesso de vendas no mundo todo. Ela vendeu cerca de 5 milhões de livros até então (mais que o GTD, minha gente, que vendeu 4 milhões em mais de 20 anos), e um sucesso desses não pode ser ignorado.

Quando eu li o primeiro livro da Marie, eu o achei muito radical. Queria ler em inglês para ver se alguns termos traduzidos é que podem ter passado essa impressão (se eu fizer isso futuramente, atualizo aqui no post). Porque, lendo o segundo livro, ela não me soou tão radical. É um livro muito mais empático e esclarecido que o primeiro, sobre o seu método.

Muitas profissionais de organização torcem o nariz para a Marie porque ela, na verdade, diz que o único método de organização que funciona é o dela. E o fato de o método dela funcionar não significa que outros não funcionem. Trata-se apenas de encontrar aquilo que combina mais com você e com a fase da sua vida nesse momento. Mas os fãs da Marie, que curtem seu método, reafirmam o que ela diz, e torna-se uma discussão quase interminável na Internet. O jornal New York Times publicou outro dia uma reportagem super polêmica com a Marie, onde rolam altas alfinetadas na NAPO (associação americana de personal organizers – uma verdadeira instituição respeitada nos Estados Unidos), e isso causou furor entre as profissionais norte-americanas do mercado de organização. Eu fico com um pouco de pena da Marie nessa história, porque ser uma pessoa com a visibilidade dela não deve ser fácil. Devem empurrar todo tipo de polêmica e palavras para cima dela, e então qualquer tipo de reportagem como essa suscita mil reações agressivas, o que gera todo um bolo muito errado de acontecimentos.

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O fato é que a Marie vem causando transformações na vida das pessoas através da organização, e não é isso o que todas as profissionais de organização se propõem a fazer e fazem tão bem? Sim. Ela tem a maneira dela de fazer isso, assim como eu tenho a minha, a personal X tem a dela e cada pessoa tem a sua. O que acontece é que nem todo mundo teve a oportunidade de publicar um livro e ser lido por milhões, e isso confere mais credibilidade a uma maneira de se fazer as coisas – o que as pessoas precisam saber, com bom-senso, que não significa que é a única maneira certa de se fazer.

Mas, sobre o livro, eu gostei muito. Uma pergunta que sempre surge é se vale a pena comprar esse livro se você já comprou o primeiro. Gente, essa pergunta é muito esquisita. São livros diferentes. Se você gosta do autor, claro que vale a pena comprar. Não existe essa coisa de “compre esse ou aquele”. Siga o conselho da Marie e, depois de lido, doe ou mantenha se te traz alegria. Mas, como autora, acho complicado sugerir que você escolha entre um e outro, porque os livros são textos diferentes. Apesar de serem ambos sobre o mesmo método, “Isso me traz alegria” é um livro depois do furor, que busca esclarecer as pontas deixadas abertas pelo primeiro. Fora que ele é ilustrado, e as ilustrações são lindas e bastante úteis para entender todo o conceito de dobras e outras coisas que ela ensina. Ele também é um livro mais detalhado, mas bem estruturado entre as sessões – um guia mais prático, digamos assim. Mas, se você não leu o primeiro, provavelmente vai ficar “boiando” no que ela ensina. Então recomendo a leitura dos dois, na ordem de lançamento.

O grande propósito da Marie ao escrever esse segundo livro foi trazer um guia ilustrado (eu diria mastigado) do seu método, esclarecendo quaisquer dúvidas que possam existir. Serve para quem leu o primeiro, começou a organização de acordo com o método dela, mas precisa de uma forcinha. Também serve para quem leu o primeiro, mas não sabe por onde começar. E também é muito legal para quem já é organizado e quer dicas adicionais.

O método todo da Marie é bastante simples: descarte aquilo que não te traz alegria e, o que sobrar, arrume um lugar certo para cada coisa. No final das contas, isso é organização pura e simples, não “o método da Marie”. Mas eu gosto muito do tom de simplicidade que ela traz a todo momento, e acredito que isso seja o que faz seus livros fazerem tanto sucesso.

Se selecionar pelo que te traz alegria é o mais correto ou não, se fazer um descarte radical funciona, se jogar fora recordações dá certo, isso é assunto para outro post, e também já adianto que nunca vai existir essa coisa de certo ou errado na organização, mas sim aquilo que funciona para você, em cada momento da sua vida. Tem vezes que vale a pena ser radical, tem vezes que você vai querer fazer aos poucos. O mais importante é respeitar o processo, porque respeitar o processo é respeitar a si mesmo(a). E isso a Marie passa também, independente da forma que ela use para demonstrar isso.

É um bom livro, que recomendo ter na estante, e achei melhor que o primeiro.

Thais Godinho
23/07/2016
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A Helena Alkhas compartilhou uma reportagem sobre a Marie Kondo que me fez querer trazer algumas outras reflexões sobre o seu método (obrigada, Helena).

Posso discordar de muitas coisas que a Marie propõe, faz parte, mas respeito a coerência do trabalho dela e como tudo o que ela prega se reflete no que ela faz.

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Ela agradecer a casa antes de começar o trabalho é muito bonito e coerente com o que ela ensina. O jeito dela também é muito bonitinho.

Ela começa o trabalho na casa da cliente definindo o resultado desejado (o que é muito GTD), e que também já envolve a pessoa no processo desde o início. Não se trata de uma imposição – apesar de ela ter um método, ela ajuda a pessoa a ter foco e ver como a casa pode ter aquilo que ela quer, se usar o método que ela propõe.

A primeira categoria de coisas que ela destralha é a de roupas. E eu acho que o valor de pegar todas as roupas de uma vez é justamente causar o impacto de você ter tanta coisa e querer ter bem menos mesmo. Sou a fazer de fazer aos poucos, mas sei que fazer tudo de uma vez também funciona. Não acho que existam regras escritas em pedra.

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Ainda acho que o modo mais radical funcione melhor para quem nunca fez nada disso, nunca fez um movimento de destralhamento na vida, mas esse movimento deve ser algo constante sempre, mesmo para quem é organizado. Nunca para de chegar tralha em casa, e nós mesmos vivemos mudando e nos desfazendo de coisas que não fazem mais sentido com o passar do tempo e coisas que hoje gostamos amanhã podemos não gostar mais.

Algo que me chama atenção no vídeo é como as pessoas gostam de contar histórias sobre as suas coisas enquanto estão destralhando – isso é algo mundial! No Brasil isso acontece tanto.

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A arrumação vertical nas gavetas, o grande hit da Marie, é meu recurso preferido (não exclusivo dela, vale sempre citar). Funciona mesmo. Quem faz cursos de organização profissional aprende esse estilo de organização de gavetas e é efetivamente a melhor forma de arrumar mesmo.

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Sei que a coisa com os livros é polêmica, mas mesmo eu que amo livros entendo o conceito de “spark joy” com livros porque, de fato, a tendência é a gente juntar coisas que não precisa – mesmo livros. Mantenha livros para a sua biblioteca essencial (já falei sobre isso aqui). Só não concordo com a coisa de descartar e ficar com páginas – sou mais digitalizar as tais páginas e doar o livro inteiro para alguém.

Por fim, manter apenas o que te deixar feliz, ou o que te “spark joy”, é subjetivo, mas funciona para muitas pessoas. Eu discordo de muito do que ela ensina como “amar as meias”, mas respeito o conceito dela. Não pensem que, por eu pensar diferente, estou criticando (como já recebi comentários aqui). Vamos manter a discussão sadia, pois ela é importante. Sou extremamente grata ao trabalho que a Marie Kondo vem fazendo, pois ela está mudando muitas vidas e popularizando a organização pelo mundo. Se fazemos de forma diferente, isso é só um detalhe. 😉

Veja o vídeo:

Por mais coerência assim em todos nós. 🙂

Thais Godinho
13/07/2016
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Destralhamento é o primeiro passo do processo de organização. Essa frase é importante porque traz dois conceitos que considero essenciais para a organização pessoal, que são: 1) destralhar é necessário para organizar a casa, porque não é possível organizar tralha, e 2) a organização é um processo. Venho há vários dias refletindo sobre essa questão, levantada pela Marie Kondo em seu livro, sobre a organização ter que ser radical para funcionar. Quis dividir essas reflexões com vocês.

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Há uns seis anos, eu promovi esse destralhamento geral na minha casa e, tal qual a Marie fala, isso se refletiu na minha vida. Terminei um relacionamento, pedi demissão do meu emprego e abri mão de uma série de coisas e sentimentos que eu pensava, na época, não serem importantes para mim. Eu já comentei sobre essa fase aqui no blog (clique aqui para ler um dos textos sobre isso).

O grande problema de qualquer mudança radical é que você acaba não processando muito bem a coisa enquanto você está fazendo. Tomar decisões no calor da situação pode te fazer optar pelo caminho errado e te levar ao arrependimento mais tarde. Você também pode se desfazer de valores importantes.

É claro que não estou usando isso como desculpa para manter tralhas em casa. Estamos falando de pessoas que realmente guardam muita tranqueira e isso torna as suas vidas um pouco infelizes. É comum também ver pessoas assim com problemas relacionados à ansiedade e dificuldade em seus relacionamentos. Assim como a Marie, eu também penso que a organização pessoal influencia na vida em todos os aspectos, não apenas na imagem da casa arrumada. E que uma casa organizada e sem tralha se reflete no seu astral com relação à vida e te permite ser mais feliz em outras áreas. Nisso estamos de acordo.

Porém, eu posso falar sobre a minha experiência e o que vi acontecer com outras pessoas nesses nove anos que eu trabalho com organização, e até mesmo antes. Na época em que destralhei tudo, eu mergulhei em uma depressão que só fui identificar anos depois, quando tinha passado. A Clarice Lispector tem uma frase que me toca muito, que é “cortar os defeitos pode ser perigoso, pois nunca se sabe qual o defeito que sustenta o nosso edifício inteiro”. Com a nossa casa eu acho que é a mesma coisa. Jogando tudo de uma vez você tem que decidir rápido e nessa onda você pode se desfazer de coisas importantes para você. Eu sou desapegada e busco manter somente aquilo que eu gosto, mas foi um processo.

Ter feito isso de forma radical me deixou com um sentimento horrível de vazio – e isso não quer dizer que eu era materialista, mas porque nossa vida é composta por coisas, sentimentos e pessoas. É perigoso pensarmos em só manter aquilo que nos faz feliz porque nem tudo na vida são flores. Não podemos descartar algo apenas porque não é do nosso agrado. Mas atenção: não estou dizendo aqui que temos que aguentar situações que acabam conosco (como relacionamentos abusivos, empregos que nos sugam até a alma e não levam a nada e uma pilha de revistas sem uso em casa). Estou dizendo que faz parte da maturidade da vida de cada um saber identificar quando a mudança interna pode ser mais importante e quando a externa é necessária também.

Eu concordo com a Marie quando ela diz que, se a gente for destralhar a casa, pode destralhar por categorias: todas as roupas, todos os livros, todas as panelas. Isso realmente ajuda no processo porque você tem uma visão do todo. Mas me incomoda essa visão do “tem que ser assim”, porque cada pessoa é de um jeito e cada jeito traz consigo visões, anseios e necessidades. Quem sou para chegar na casa de alguém e falar: “jogue fora essas fotos”? É por isso que não trabalho em residências como personal organizer – eu acredito que cada pessoa possa aprender por si só o que é importante para si mesma e promova as mudanças que ela acha necessárias na sua vida, não a que a Thais, a Marie ou seja lá quem for diga que precisa ser feita.

Também estou de acordo com a Marie quando ela diz que devemos ter uma relação de gratidão para com os nossos pertences, porque isso faz com que não deixemos nada largado em cantos e caixas. É importante a gente ter uma casa que nos traz alegria, assim como a nossa vida – mas não quer dizer que, se alguém me falar algo que me desagrada, eu tenho que cortar a pessoa da minha vida! O que essa pessoa me falou pode gerar um aprendizado inestimável se eu tiver a atitude de receber essas palavras e processar o que foi dito, questionar minhas atitudes e promover mudanças que serão boas para mim e para todos ao meu redor. Quando a gente toma decisões somente com base no que a gente acha, pode acabar afastando pessoas e se tornando uma ilha, além de perder a oportunidade de aprender e evoluir em termos de sentimentos mesmo.

Por fim, o que eu quero dizer é que a organização radical é uma possibilidade, mas pode não se aplicar a todo mundo. Talvez, no seu momento atual, valha a pena chamar uma personal organizer e fazer esse trabalho com você, apenas porque você realmente não tem pique (e tempo) para cuidar disso sozinho. Ou então talvez você queira pegar um final de semana e trabalhar nesse destralhamento. Porém, não há nada de errado se você quiser fazer isso aos poucos, porque cada pessoa tem seu tempo.

Apesar de, hoje, ver que o destralhamento radical me deixou deprimida na época, ter passado por isso foi importante porque me ensinou a respeitar meu próprio ritmo. Se eu não tivesse feito, como saberia? Hoje, penso que todas as decisões que tomei foram precipitadas e faltou maturidade da minha parte, por isso penso muito bem antes de tomar qualquer decisão radical.

Sou a favor de cada um se conhecer, conhecer seus valores, ter objetivos de vida, porque isso são referências que nos ajudam na tomada de decisões. E vai muito além de encher um saco com roupas que eu não quero mais nesse momento. O saco pode ficar cheio sim, mas como resultado de um processo que cada um vai construir, seja em um dia ou em alguns meses ou anos, porque cada um tem o seu tempo para fazer as coisas. Eu penso que, se existe qualquer regra quando se fala de organização pessoal, é que as regras devem ser escritas pela gente e por ninguém mais.

Leia os livros, leia os posts do blog, mas no fundo você sabe que ninguém conhece mais a sua vida do que você mesma/o. Então trabalhe nesse conhecimento, porque ele será o responsável por você olhar para um vaso na sua casa e saber que ele não tem nada a ver com você, assim como qualquer outro objeto, relacionamento, pessoa ou situação. Leve isso um dia ou um ano. Não estou dizendo nenhuma novidade aqui – considero senso-comum. Ambos funcionam: ser radical ou não. Depende de você, do seu momento, da sua vontade e necessidade. O que não vale a pena é deixar de tomar decisões e atitudes quando se identifica um problema.

Thais Godinho
22/05/2015
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Eu recebi mais de 40 mensagens, comentários e e-mails perguntando a minha opinião sobre a personal organizer japonesa Marie Kondo, que ficou famosa agora no Brasil devido à ampla divulgação do lançamento do seu livro aqui, “A mágica da arrumação”, publicado pela editora Sextante e respaldado por publicações de grande porte como a revista Veja e o jornal Folha de SP. Já tinha lido a versão original em inglês (The life changing magic of tyding up) e agora acabei de terminar a versão em português, podendo escrever uma resenha para quem tiver curiosidade sobre a minha visão pelo que ela aborda.

A Marie é uma personal organizer que está fazendo um sucesso tremendo não apenas no Japão, como em todo o mundo. Ela é um fenômeno. Ela é nova (30 anos), e uma mulher, então é muito legal ver alguém “da nossa área” fazendo sucesso assim e levando o tema organização pessoal para a vida das pessoas.

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Eu gostei muito do livro (a tradução da Sextante, por sinal, está fantástica – cabe o elogio), mas discordo da Marie em diversos aspectos.

Uma das principais crenças dela é que não existe arrumação eficaz feita aos pouquinhos – somente a organização radical ensina a pessoa de verdade a se organizar e não acumular mais tralha. Eu concordo e discordo. Concordo que o ideal é sim a pessoa fazer a organização radical porque aí isso vai ajudá-la a ver o resultado imediato do seu trabalho. Porém, sei que a realidade das pessoas é diferente. Ninguém consegue fazer essa organização radical porque na vida não existe extreme makeover. Você consegue fazer se morar sozinho e se organizar nas férias, ou se contratar uma personal organizer para arrumar tudo para você. Aí sim dá e até recomendo! Porém, se não é o seu caso, não precisa se frustrar pensando nesse ideal. Dá para se organizar aos poucos sim.

O livro dela é um livro sobre destralhamento. Eu fiquei muito surpresa quando li pela primeira vez, porque acabou tão rápido – é um livro tão simples! O conceito de destralhamento é essencial para a organização e fico feliz por existir um livro tão repercurtido como o dela no mercado, pois as pessoas realmente tendem a acumular muitos objetos e não é possível organizar tralha. Quem conheceu e gostou do livro pode ir atrás de outros autores bem bacanas sobre esse assunto, ou pesquisar sobre minimalismo.

Eu acho que ela é bastante radical em alguns aspectos e traz dicas certeiras em outros. Apesar de ser contra a tralha, ela gosta de agradecer e se relacionar de forma mais afetuosa com os objetos. No último sábado, levantei o tópico no meu workshop “Organize sua casa” e todos que já tinham começado a ler o livro tiveram a mesma impressão.

Muito do que ela fala pode ser novidade para o público em geral, mas já é notícia velha para quem trabalha como personal organizer. Não traz nada de novo para quem trabalha com isso, apesar de eu recomendar a leitura fortemente a todas as profissionais da área. Acredito muito que a organização pessoal deva ser um conceito integrado, que a organização da casa se reflete na organização da vida (e vice-versa), e o livro dela fala basicamente sobre isso também.

Todo o método KonMari se baseia na ideia de que na sua casa devem ficar somente os objetos que te trazem alegria, e nisso concordo demais com ela. É uma boa filosofia de escolha.

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A grande vantagem do livro é que, em português, não temos muito material sobre o assunto detralhamento a favor da organização, então ele é um bom presente a todos nós apaixonados por organização pessoal.

E você, já leu esse livro? O que achou? Deixe sua opinião nos comentários!

Thais Godinho
20/05/2015
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Assisti o documentário “Minimalists” no Netflix (aliás, assistam! farei uma resenha no blog em breve) e busquei mais informações sobre um casal que é entrevistado lá, e encontrei este vídeo onde a moça dá dicas para manter uma casa minimalista com duas crianças. Vou comentar as dicas que ela dá porque achei bem legais e quebram alguns mitos, além de combinar com algumas percepções que eu tenho e reforcei vendo esse vídeo.

  1. Não importa o tamanho do seu imóvel, mas a quantidade de coisas que você tem. Ela vive em um apartamento relativamente pequeno e que sobra espaço justamente porque tem apenas o que é essencial para a família viver. Vamos questionar a posse de coisas? E ei: minimalismo não significa ter o tanto quanto eles. Ter pouco ou ter mais do que isso. Significa você encontrar o mínimo necessário para a sua família viver, questionando o consumo e fazendo melhores escolhas, todas com propósito.
  2. Uma mesa redonda para a sala de jantar facilita a vida porque não tem cantos ou limitações e pode acomodar uma quantidade variada de pessoas. A mobilidade com crianças também fica mais fácil, assim como a convivência entre vocês fica de igual para igual.
  3. Se tiver a possibilidade, adapte os móveis. No vídeo, ela mostra aquelas camas retráteis, que você consegue guardar no armário para liberar mais espaço no quarto. Se achar uma boa e quiser personalizar, pode funcionar. O bom é que isso te obrigada a ter pouca roupa de cama e deixar a cama sempre arrumada (= sem coisas em cima).
  4. Use prateleiras abertas. E é engraçado porque, quando falo sobre isso, as pessoas sempre respondem: “fica muito mais sujo e dá mais trabalho”, mas o que ela levanta no vídeo (e concordei e vou defender a partir de agora) é que, justamente por ser aberto, você vai pensar bem no que vai expôr ali, tanto em termos de quantidade de coisas (“aff, dá trabalho limpar muita coisa”) quanto em termos de qualidade, porque vai querer expôr coisas bonitas. Pense a respeito.
  5. Aliás, tornar as coisas úteis também bonitas é algo que se alinha até com o que a Marie Kondo fala. Você ama esse objeto? Ele te traz alegria? Não é porque estamos falando sobre um prato que ele não pode ser bonito e te deixar contente. A ideia é essa – ter menos coisas, mas coisas legais, bonitas, de qualidade.
  6. Não concordo com a dica dela de esconder a bagunça dentro de cestos e caixas, porque para algumas pessoas pode representar um comportamento perigoso, mas no caso dos brinquedos das crianças, isso pode ser particularmente útil. Use com moderação!
  7. Adoro quando ela diz que gosta de ter plantas em casa porque elas refletem a vida lá fora, além de trazer oxigênio para o espaço interno.

Mais uma vez: minimalismo é sobre o que é essencial para você. Refletir sobre o propósito do que temos é importante para termos uma vida com mais significado, além de nos ajudar a economizar.

Você já tem exercido algum movimento nessa direção? Ele deve ser constante. Comente abaixo. Obrigada!

Thais Godinho
04/04/2017
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Se você fosse mudar de continente
O que essa foto do Steve Jobs em casa significa para mim
Qual a diferença de uma coleção legal para coisa de doido?