Início Site

Como fazer o planejamento da semana – versão atualizada

4

Eu já publiquei algumas vezes aqui no blog como faço e como recomendo fazer o planejamento da semana. Fiz uma atualização para deixar o planejamento mais enxuto e, por isso, quis compartilhar com vocês.

Passo a passo para planejar a semana:

  1. Escolha um dia da semana para fazer esse planejamento e crie uma recorrência semanal no compromisso para que ele se repita toda semana. Eu gosto de fazer na quinta ou na sexta (planejando a semana seguinte) e bloqueio 1h do meu calendário para isso, apesar de levar em média meia hora para fazer.
  2. Coloque sua agenda para visualização semanal, caso utilize uma agenda digital.
  3. O primeiro passo do planejamento semanal é garantir que todos os compromissos e agendamentos da sua semana já estejam lá no horário certinho. Reuniões, viagens, aulas e outros. Se você tem acesso a agendas de outras pessoas, esse é o momento de verificá-las para ver se alguma informação contida nelas impacta no seu próprio tempo – se sim, passe para a sua agenda.
  4. Depois, a ideia é garantir que todos os agendamentos que envolvam convites e envio de informações para outras pessoas tenham sido gerados. Por exemplo, se você tiver uma reunião com uma pessoa, você envia o convite para ela e insere no campo do agendamento as informações úteis para esse encontro.
  5. Na sequência, recomendo planejar os deslocamentos. Independente da cidade onde você mora, pode ser uma boa verificar o trajeto no Google Maps e calcular o deslocamento para compromissos externos. A sua agenda serve não apenas para você se lembrar das coisas, mas para ter um dimensionamento do tempo disponível.
  6. Depois, acho legal inserir informações de apoio em todos os meus compromissos. Por exemplo, se eu tiver uma reunião na terça-feira, que já tem pauta, eu coloco essa pauta como anexo no próprio compromisso. Isso serve para qualquer compromisso e qualquer tipo de informação que possa ser útil para você naquele momento do compromisso em questão. A ideia é acessar as informações rapidamente quando você precisa delas.
  7. O próximo passo é verificar, dia a dia, se existe alguma providência a ser tomada com relação a cada item que você inseriu na sua agenda para a semana. Por exemplo, se você precisar ler algum material para a reunião da terça-feira, você vai anotar essa providência. Isso fará com que você se organize melhor para os seus compromissos.
  8. Uma última coisa que eu tenho feito (e recomendo com parcimônia) é, depois de ter garantido todos os passos anteriores, planejar a execução de algumas atividades ao longo da semana. Se uma atividade demanda um bloco de tempo, como por exemplo, “estudar inglês” ou “ir na academia”, você pode querer inserir esses planejamentos na agenda. Para não confundir com os compromissos agendados de verdade, você pode usar uma cor diferente (eu recomendo o cinza). Isso mostra que esses planejamentos têm mais flexibilidade, caso você precise realocar seu tempo de outra maneira.
  9. Uma dica final é bater o olho na sua agenda e garantir que você terá uma semana tranquila e factível. Para mim, um dia factível é um dia em que eu agendei ou planejei apenas 50% do tempo e deixei o restante livre para imprevistos ou demandas do próprio dia. A nossa agenda não é um jogo de tetris, onde a gente fica encaixando bloquinhos. Esse planejamento certamente nos frustrará, se feito dessa maneira, porque existem demandas do próprio dia e imprevistos que acontecem fatalmente, e precisamos levá-los em consideração ao fazer esse planejamento.

Eu também gravei um vídeo explicando cada um dos passos, o que complementa as informações deste post. Segue:

E você, como costuma planejar a semana? Deixe um comentário.

Organizando um cronograma de produção de trabalhos e artigos para o mestrado

10

Depois de me permitir um tempinho de muita empolgação com o mestrado e a vontade de abraçar o mundo acadêmico, eu estou conseguindo ter uma pouco mais de clareza e colocar as minhas ideias no lugar com relação à produção de textos em paralelo à minha pesquisa. Para me ajudar, eu criei um cronograma, em formato de planilha simples, no Google Drive (pode ser replicado no Excel), onde organizei a produção dos textos e a apresentação dos mesmos em eventos e seminários de maneira geral.

(clique para ampliar)

Em primeiro lugar, decidi participar de um evento por semestre, durante o mestrado. É claro que eu gostaria de participar de mais eventos (todos, se possível). Mas não dá. Pela priorização do tempo, pelo foco na pesquisa e por uma série de outros fatores (custos com viagens e inscrições, por exemplo).

Além dos eventos em que apresentarei trabalhos, também tenho os artigos de conclusão de cada disciplina (de duas a quatro por semestre), o que também gera um volume considerável de leitura e produção de texto.

Some a tudo isso a pesquisa em si, que também demanda leitura, trabalho de campo etc.

Quando eu depositar a minha dissertação, for aprovada e me formar como mestre, serão “outro quinhentos”. Vou ter um tempo para amadurecer as ideias para o doutorado e, com isso, espero participar de mais eventos – sempre aqueles que considerar relevantes.

Existem diversos eventos de sociologia do trabalho que acontecerão mas, se forem fora de São Paulo, optei por não participar deles. E, em São Paulo, participarei como ouvinte. Meu orientador me disse que, nesse momento, vale a pena eu focar nos eventos de Comunicação, para formar meu posicionamento de mercado (em resumo), e concordo com ele, apesar de obviamente morrer de vontade de participar e apresentar. Não dá para abraçar o mundo. Além da vida acadêmica, tenho uma empresa em crescimento para tocar. Preciso ter foco e, acima de tudo, noção.

O link para o cronograma acima será colocado na minha checklist de revisão mensal, então todo mês verei os prazos e próximos eventos para me planejar. Dentro do GTD, a produção, submissão e apresentação de trabalhos é apenas um projeto cada evento.

Adoraria saber como você faz, caso você também tenha uma organização de tal produção como eu. Se for o seu caso, deixe um comentário compartilhando, se quiser. 😉

Como organizar o calendário editorial do blog e do YouTube

13

Muitas pessoas me pedem para falar como eu organizo os conteúdos do blog e do canal do Vida Organizada no YouTube. Eu tenho uma mesma organização para todos os meus canais, e neste post de hoje vou mostrar como eu faço.

No momento, apesar de ter dividido a minha produção de conteúdo em quatro (leia mais aqui), apenas dois estão em andamento (Vida Organizada e GTD Brasil), para consolidação. Com o tempo, abrigarei os outros dois canais dentro dessa produção também. Optei por fazer assim realmente para consolidar o conteúdo de cada um.

A primeira coisa que eu faço, para todos, é ter um caderno no Evernote que eu chamo de “Ideias para conteúdo”, onde eu agrupo notas, diariamente, com ideias para conteúdos. São ideias que me surgem, que os leitores sugerem, enfim, ideias de todos os tipos. Eu simplesmente crio uma nota e insiro ali. Esse banco de ideias é alimentado diariamente, organicamente, sempre que alguma ideia surge.

Esse é o banco de ideias que eu olho em busca de novos conteúdos quando eu faço o meu planejamento para cada um dos canais.

Outra coisa que comecei a fazer este ano (e ainda está em andamento) é a catalogação dos diferentes temas em diversos formatos. Por exemplo, um mesmo conteúdo pode ser abordado de diferentes maneiras (ex: post, vídeo, podcast) e ter diferentes nuances (ex: posso falar sobre calendário editorial no YouTube, no blog, mostrar onde organizo, enfim, explorar variedades dentro desse mesmo tema).

Para não repetir tantos formatos e nuances, e também para garantir que exista um equilíbrio no desenvolvimento dos temas, eu criei um quadro no Trello, onde organizo um tema por cartão, e dentro de cada cartão vou listando o que já criei de conteúdo relacionado àquele tema. É um trabalho de formiguinha, que estou fazendo aos poucos, mas que tem me ajudado a ter uma noção do que já publiquei e do que ainda não publiquei, e isso também me dá ideias.

O propósito é aproveitar o máximo cada conteúdo gerado. Eu tinha percebido que, muitas vezes, eu gerava um conteúdo bem legal sobre determinado tema, mas não o desenvolvia muito, ou em outros formatos, que facilitariam o aprendizado. Então agora, com esse “controle”, eu consigo pensar melhor sobre os conteúdos. Foi o que me permitiu abordar mais o tema “acumuladores” na semana passada, por exemplo. Eu começo a retomar alguns assuntos que ainda estão inacabados e tenho a chance de trabalhar melhor neles.

Bom, isso é o “background” do planejamento. Aí vamos falar sobre o planejamento em si.

Todo ano eu gosto de ter uma linha editorial norteando o blog, para me ajudar mesmo no planejamento do conteúdo. Este ano, no Vida Organizada, a linha editorial é “harmonia e equilíbrio nos relacionamentos” (leia mais sobre a linha aqui). Isso não significa que todos os posts serão sobre isso, mas em todos os posts tentarei trazer essa nuance, esse princípio. Basicamente, eu penso assim: o que eu quero explorar, estudar, sobre relacionamento dentro do macro-tema organização? Isso também me ajuda a gerar novas ideias.

(Para o GTD Brasil, a linha editorial do ano é: aprendendo o básico sobre GTD).

Eu defino essa linha mais ou menos em outubro do ano anterior (começo antes e concluo em outubro), que é quando eu já começo a planejar o calendário mês a mês do ano seguinte também. Gosto de definir um tema norteador para cada mês também e ter os posts de pelo menos seis meses à frente já desenhados (não produzidos, mas já planejados), pois isso me permite fazer pesquisas, entrevistar pessoas, escrever com antecedência e já planejar um pouco mais cada um dos conteúdos.

Uma vez definidos os temais mensais, eu os insiro no Trello (no mesmo quadro de catalogação dos temas), e crio uma coluna para cada um dos próximos seis meses, onde eu insiro os cartões relacionados aos temas que pretendo desenvolver.

É muito subjetivo como eu defino esses temas (desde a linha editorial até os temas mensais). De modo geral, são tendências que eu observo no mundo da organização, que vêm do meu dia a dia, dos meus estudos. Claro que eu fico atenta a questões muito básicas para quem trabalha no mercado editorial, que é ver os feriados, épocas específicas do ano, acontecimentos diversos etc, porque isso ajuda a trazer atualidade para qualquer tema.

Em abril, por exemplo, o tema central é “motivação” (leia a carta da editora), então eu procuro gerar conteúdos tanto em formato de vídeo quanto para o blog e outros canais. Até o que eu publico nas redes sociais tem a ver com isso. Isso me ajuda a ficar com um “modo mental” operando dentro desse mesmo tema, o que gera coerência para o conteúdo em si.

Isso me permite relacionar o tema do mês com a linha editorial do ano (ex: motivação nos relacionamentos). Nem sempre consigo, nem todos os conteúdos são sobre esse tema, mas ele me dá um direcionamento para eu planejar o que pretendo escrever, gravar etc para vocês, além de ficar ainda mais atenta no meu dia a dia para descobrir novas ideias.

Apesar de eu amar tecnologia, tudo o que envolve planejamento eu prefiro fazer no papel, pois me sinto mais inspirada e criativa quando lido com canetinhas, post-its, desenhos a lápis etc. Por isso, para o planejamento do calendário editorial de cada canal, eu tenho uma “agenda” grandona para cada canal e, dentro, monto o planejamento mês a mês.

Eu uso a média agenda mensal, que é de uma linha de produtos da Cícero (marca brasileira de cadernos) e anoto tudo a lápis ou com post-its, para aproveitar no ano seguinte. Eu tenho uma agenda dessa para cada canal (ou seja, uma para o Vida Organizada e outra para o GTD Brasil).

Então ela tem a configuração mensal e eu uso post-its para fazer o planejamento dos conteúdos.

Eu costumava dividir por cores (as categorias), mas atualmente deixo tudo em post-it amarelo pois não acho mais os post-its nas cores pastel que eu gostava, para comprar. Isso não me atrapalha, apesar de eu preferir usar cores diferentes.

Usar post-it é bom porque o calendário é bem dinâmico e eu vivo fazendo reajustes, trocando um tema de dia, por exemplo. Todos os dias eu trabalho nesse planejamento mensal e na criação de conteúdo para ele. É o que guia o meu dia a dia, a minha rotina de produção.

Para falar sobre como eu faço o planejamento do mês, vale a pena dar um pequeno passo atrás e explicar um pouquinho a definição e organização das categorias.

Outro desenvolvimento que passei a fazer este ano foi dividir o Vida Organizada em três temas. Essa foi uma dica que eu vi no canal do Bruno Picini, um brasileiro que fala sobre empreendedorismo digital. Basicamente, ele ensina que um canal deve ter um tema principal e dois secundários, e isso deve colaborar na organização do conteúdo. Depois de refletir muito a esse respeito, eu defini que os assuntos do Vida Organizada são: organização pessoal (o principal), desenvolvimento pessoal (das diversas áreas da vida) e empreendedorismo criativo. Ter definido isso me ajudou a destrinchar as categorias dentro desses três temas – trabalho que está em desenvolvimento aqui dentro do blog, com os posts antigos, até hoje.

Mas ter esses três temas claros me ajuda a fazer uma distribuição melhor do conteúdo, de modo que eles fiquem equilibrados. Por exemplo, eu sempre vou alternar posts sobre organização com posts sobre desenvolvimento pessoal e empreendedorismo criativo. A ideia é realmente garantir que todos os temas sejam abordados, porém em equilíbrio, para não falar muito sobre uma coisa e deixar outra de lado.

Por isso eu gostava de usar post-its coloridos – porque eu conseguia visualizar muito facilmente como estava esse equilíbrio de temas ao longo do mês. Agora, apesar de não usar mais essa categorização por cores, eu escrevo na parte de cima do post-it de que tema ele faz parte, e isso já é suficiente.

Para iniciar o planejamento do mês, então (lembrando que eu planejo sempre com seis meses de antecedência), eu começo inserindo os conteúdos fixos no calendário: carta da editora, checklist do mês, resumo do mês, book haul, leituras em andamento, livros lidos no mês etc, dentro de uma distribuição adequada de acordo com os dias em que gosto de postar cada um desses conteúdos.

Por exemplo, durante anos eu sempre postei diariamente no Vida Organizada. Desde o começo deste ano, eu passei a postar somente durante os dias úteis (de segunda a sexta), pois é quando o blog tem mais acessos (na verdade, por uma série de motivos). Então assim, em abril, por exemplo, que o dia 1 caiu em um domingo (de Páscoa), eu não postei a carta da editora no dia 1, mas sim no dia 2, aqui no blog, que era uma segunda-feira. Faço esse ajuste sem problemas.

Depois que eu distribuí esses conteúdos fixos ao longo do calendário do mês, eu vou lá no meu caderno de ideias para posts no Evernote, e também na catalogação de temas que eu tenho no Trello, e começo a pesquisar ideias para conteúdos ao longo do mês. A ideia é buscar conteúdos que conversem com o tema do mês. Caso eu não encontre lá o que eu preciso (o que é muito difícil, porque eu tenho bastante coisa lá), eu pesquiso em outras fontes em busca de ideias: livros que eu tenho sobre os temas, revistas, outros canais e blogs que eu gosto e acompanho, além de conversas com pessoas que tenham a ver com o tema em questão, a fim de encontrar problemas e dores comuns que geralmente temos com relação ao tema específico.

No final das contas, todos os meses eu acabo esse planejamento com temas sobrando que precisam ficar para os meses ou anos seguintes. Preciso fazer uma curadoria para manter os temas que eu realmente quero abordar no momento e deixar os outros não tão “urgentes” para tratar em outro momento.

Vale dizer que esse planejamento é super flexível. Ele funciona mais como um direcionamento. Porém, caso eu tenha uma ideia espontânea que queira aproveitar para escrever, eu gero esse conteúdo e faço substituições sem problemas. não é algo “engessado”. Não deixo de compartilhar algo que seja espontâneo porque eu já tenho esse planejamento.

Indo para a parte do dia a dia da coisa, eu gosto de trabalhar sempre com pelo menos sete dias de conteúdos já prontos e agendados. Dependendo de como será a minha agenda pelas próximas semanas, eu gosto de ter até 15 dias já agendados (tanto no blog quanto no YouTube). Mas sete dias já são suficientes.

A minha rotina de produção de conteúdo é diária. Tem dias em que estou inspirada e chego a escrever 10, 12 textos em um único dia. Assim como tem dias que nem consigo escrever, mas gravo uns cinco vídeos de uma só vez. Em dias mais introspectivos ainda, aproveito para fazer a edição desses vídeos.

É claro que a redação dos posts, por exemplo, não se limita a sentar e escrever todo o conteúdo de uma só vez. Tem conteúdos que eu apenos gero um parágrafo, depois desenvolvo mais. Tem textos que escrevo inteiros. Tem textos que precisam de mais pesquisa, então eu deixo algumas partes para escrever mais posteriormente etc. Varia bastante, mas todos os dias eu cuido desse conteúdo. Muitas vezes, quando estou em outros lugares, tipo ponto de ônibus, faculdade, avião e outros, eu aproveito para desenvolver textos e ideias em um bloco de papel que levo sempre comigo, pois assim aproveito momentos de escrita inspirada no dia a dia para desenvolver esses diversos conteúdos.

Ter um planejamento me ajuda a focar, ter um direcionamento, mas não me limita de maneira alguma – pelo contrário, me ajuda a colocar ordem nas ideias, que são tantas (ainda bem).

Se você tiver alguma dúvida sobre esse tema, que não foi respondida neste post, deixe um comentário! Vale lembrar que eu tenho um curso inteiramente online em que eu desenvolvo com mais profundidade esse e outros temas, chamado Organização para blogueiros.

Quanto tempo você trabalha?

29

Mudei o título deste post algumas vezes. Antes, era: “Você trabalha muito?”. Acabou ficando assim porque achei que sintetiza melhor o que eu gostaria de compartilhar.

Todo final de mês, eu publico um vídeo no canal (e faço um post no blog) contando um pouco sobre como foi o meu mês, o que eu chamo de “resumo do mês”.

E, toda vez que publico esse conteúdo, recebo comentários sobre a quantidade de coisas que eu faço. Algumas pessoas se mostram surpresas, outras se mostram indignadas (“você trabalha muito!”), então eu tive a ideia para este post ontem, na verdade, quando encerrei meu expediente mais cedo e fui fazer uma massagem. Pensei: “eu preciso compartilhar com os leitores do blog como é a minha rotina de trabalho para mostrar que é possível sim fazer bastante coisas sem se matar de trabalhar”.

Vou começar comentando que eu acho que quem 1) empreende e 2) trabalha com o que gosto trabalha o tempo inteiro. Vou explicar melhor. Quando eu me tornei mãe, eu percebi que eu não sou mãe apenas enquanto estou com o meu filho. Ele vai para a escola, tem outras atividades. Mas eu sou mãe dele o tempo todo. Eu não paro de pensar nele só porque não estamos fisicamente juntos.

Com o trabalho, eu penso que seja a mesma coisa. O tempo todo eu penso a respeito, tenho ideias e faço anotações para lidar com elas no momento mais apropriado. O trabalho é uma área da minha vida e, como tal, estou sempre ligada nela.

Eu cheguei a essa conclusão porque foi difícil diferenciar o tempo que passo do tempo que não passo trabalhando. Vou tentar explicar melhor.

Ontem, uma terça-feira, eu comecei a trabalhar por volta das 10 horas da manhã. Até a hora do almoço, eu resolvi algumas coisas que estavam pendentes – e-mails e mensagens, basicamente. Na hora do almoço, almocei com meu filho depois da escola e fui para o meu escritório, onde eu trabalharia das 13h às 15h.

Nessas duas horas, eu gravei 7 vídeo-aulas, 1 vídeo para o canal, editei outro vídeo (que entra amanhã no ar) e organizei agendamentos para a sala nova (instalação de coisas).

Às 15h, fechei meu computador e fui para casa deixá-lo, antes de sair para resolver coisas na sala em si (das 15h30 às 16h15), comi uma coisinha na padaria e fiz minha massagem às 16h30.

De lá, fui para o shopping encontrar meu filho e marido, e passamos um tempinho agradável na Livraria Cultura lendo livros (sobre trabalho) e tomando um café (eu, no caso).

Depois, jantamos, comprei um tênis e meias para o filhote, uma outra coisa para a minha avó e fomos embora.

Fiquei um tempo com a minha avó, voltei para casa, coloquei o filhote para dormir, coloquei a roupa para lavar, lavei a louça e li durante duas horas para o mestrado (livros e artigos). Ainda assisti Masterchef com o meu marido.

A gente na Cultura

Então, no final das contas, eu trabalhei durante quatro horas. Se eu tivesse dedicado oito horas ao trabalho, certamente teria trabalhado oito horas, porque sempre há coisas precisando ser feitas.

Tem dias que eu acordo antes das 6h, trabalho das 7h30 até às 20h, e está tudo bem para mim. Assim como tem dias em que eu trabalho menos horas, como ontem. Hoje eu tenho aula no mestrado. Estou escrevendo pela manhã, vou responder alguns e-mails, e depois de noite talvez eu edite algumas vídeo-aulas.

Para mim, o grande segredo é o equilíbrio das atividades. É fazer o que precisa ser feito, antecipando o que puder, focando no que é mais importante.

Fazendo dessa maneira, eu tenho uma rotina de trabalho (mas de vida) muito tranquila e atenta às minhas prioridades.

Não se trata do “quanto” eu trabalho, mas da qualidade do meu trabalho, quando estou dedicada a ele.

Lembro que, quando trabalhava das 8h às 17h, havia tanta perda de tempo! Não só minha, mas de todos. Eu me forçava a trabalhar em um horário que meu corpo “não funcionava”, e muitas vezes fiquei com um café na minha frente, olhando para o computador esperando a inspiração chegar para escrever algo ou trabalhar em algo que eu precisaria entregar. Esse sistema não funciona. Quando eu passei a trabalhar para mim (entre aspas, porque eu trabalho para o mundo, mas deu para entender o que eu quis dizer), eu pude fazer os meus horários. Não se trata de “ter que ter disciplina”, mas de ter as prioridades claras e tê-las refletidas no seu dia a dia.

Eu vejo que existe um foco discursivo muito forte no “pra trabalhar em home-office tem que ter disciplina” ou “mantenha um horário de trabalho”, e não acho que isso funcione para mim, hoje. Prefiro entender com mais carinho a dinâmica da minha semana, a quantidade de atividades que terei, e ajustar o trabalho a isso. É o que me permite fechar o computador às 15h ou 16h para ir na massagista ou na academia, ou fazer qualquer outra coisa – inclusive, continuar trabalhando.

O que fazer se você estiver sobrecarregado(a)

23

Hoje eu gostaria de compartilhar uma habilidade que aprendi e que tem me sido muito útil desde então. É a habilidade de reconhecer quando abriguei atividades demais na vida e o que eu faço para lidar com essa situação.

É muito comum, para quem é produtivo e gosta de fazer as coisas, abrir espaço na vida, otimizar o tempo, e aí acreditar que pode fazer MAIS com esse tempo que tem. E aí vai trazendo mais atividades. Enquanto as coisas vão bem, está tudo certo. Mas, de repente, parece que tudo vira uma avalanche e você pode se ver bastante sobrecarregado(a). Os problemas simplesmente começam a aparecer: saúde debilitada, nada de tempo para lidar com as pessoas com as quais se relaciona, não dá conta das entregas etc.

Se você se encontra nessa situação, saiba que apenas VOCÊ pode sair dela. Não adianta esperar o seu chefe, o seu namorado (ou namorada), filhos, amigos ou quem quer que seja que chegue até você e traga a solução. Você é responsável pela sua própria vida, e enquanto não solucionar o que está acontecendo, não adianta esperar o tempo passar para resolvê-la. Ela não vai “se resolver”. Você precisa dar uma basta em algumas coisas.

A primeira delas, sem dúvida, é fazer uma análise honesta de todas as atividades que abrigou na vida para decidir quais são realmente essenciais.

Dentro dessas atividades essenciais, certamente você terá também atividades que precisam ser feitas no momento, enquanto outras podem ser delegadas ou colocadas em stand-by – sei que não é o ideal, mas pelo menos durante um tempo, enquanto você foca nas entregas principais.

Quando você define o que é essencial, certamente você vai se deparar com pessoas. Relacionamentos permeiam todas as áreas da nossa vida e, a não ser que você queira fazer tudo sozinho(a), você precisa lidar com as pessoas e dar atenção a elas também.

Imagem: No dia a dia

O coaching tem uma ferramenta chamada “roda da vida”, onde as principais áreas da vida de uma pessoa são colocadas e você pode fazer uma auto-análise para entender qual seu nível de satisfação em cada uma delas. A recomendação, no coaching, é que você escolha UMA área que traria mais impacto na sua vida hoje, se você a melhorasse, e eu recomendo que você faça isso também.

Escolher uma área traz FOCO e dá noção de PRIORIDADE. Se você escolher “saúde e disposição”, por exemplo, a ideia é que privilegie atividades que promovam saúde e disposição. Isso vai fazer com que você deixe várias coisas de lado, inclusive para dormir melhor.

Eu sou da opinião que não é possível viver uma vida cheia de problemas e reclamar diariamente deles. Ou a gente pode solucionar, ou a gente não pode. Se não pode, não adianta ficar reclamando. Eu acredito em uma vida mais leve, feliz, em que a gente trate os problemas como projetos e, para tudo aquilo que não podemos resolver, a gente consiga desenvolver um sentimento de gratidão para entender por que está acontecendo, e que aprendizado podemos tirar.

O que não dá, do meu ponto de vista, é sobreviver aos dias como se a vida não acabasse nunca. Temos que aproveitar o dia. Não se trata de abrigar mil atividades na vida em busca de um futuro que você pode nem chegar a viver. É importante trabalhar pelo amanhã, mas tão importante quanto o amanhã é curtir bem o HOJE, o momento, a jornada.

Não deixe sua vida passar, em meio a tantas reclamações. Pare AGORA e aplique o que você leu neste post. Depois me conta.

Como construir uma rotina de trabalho quando você tem um negócio

4

Uma das perguntas que eu mais recebo aqui no blog é sobre como lidar com um dia a dia de trabalho quando você não tem uma rotina. Seja você um(a) empresário(a) ou não, o que eu quero te dizer é que, se o seu trabalho não tem uma rotina, você pode criar uma, de modo que a rotina facilite o seu dia a dia. Aliás, é para isso que serve uma rotina: não se trata de ter horários certos e regrados, mas sim de fazer as coisas em uma determinada frequência.

Quando eu percebi que, sendo empresária, “ter uma rotina” dependia apenas de eu mesma criar essa rotina, tudo mudou para mim, pois assim eu pude estruturar o meu dia a dia de modo que ele atendesse as minhas necessidades (e as necessidades da minha empresa).

Veja então como fazer:

  1. Conheça as suas responsabilidades

Faça uma lista com as suas principais responsabilidades no trabalho hoje. O que são as atividades que só você pode fazer? O que são as atividades que, com o tempo, você poderá delegar para pessoas que contratar? Quais são as atividades que, dentro do seu negócio, não podem deixar de ser feitas?

Identificando tais responsabilidades, você pode também determinar com que frequência elas devam acontecer. Algumas precisarão ser feitas todos os dias, enquanto outras poderão ser feitas semanalmente e assim por diante.

Somente listando suas responsabilidades você conseguirá ter uma ideia do tempo que precisa alocar ao longo de uma semana para executá-las. Isso já pode ir “auto-desenhando” uma rotina, de modo que, uma vez que você entenda que precisa de duas horas por semana para cuidar das notas fiscais, isso precisa ser feito em algum momento (que pode se refletir em sua agenda).

2. Organize a semana por contextos

Eu já comentei em outro post com mais detalhes sobre como fazer isso (você pode querer ler aqui).

A ideia é que você conheça as principais frentes do seu trabalho e as distribua ao longo da semana, promovendo um foco diferente para cada dia. Hoje, por exemplo, meu foco está assim:

Segunda:
Relacionamentos (é quando agendo reuniões ou cuido de assuntos relacionados a outras pessoas)

Terça:
Educação (é quando cuido dos meus cursos, gravo as aulas, desenvolvo materiais)

Quarta:
Deep work (quando trato de revisões e leituras que demandam concentração)

Quinta:
Administrativo (vou ao banco, compro suprimentos, resolvo questões administrativas de modo geral)

Sexta: 
Conteúdo (dedico tempo a tudo o que envolve a produção de conteúdo para o meu trabalho)

Não significa que eu só vou produzir conteúdo na sexta ou fazer reuniões na segunda, mas é uma maneira que me ajuda a ter um foco apropriado em cada um dos dias da semana e, sempre que eu precisar me planejar para fazer determinado tipo de atividades, essa orientação me ajuda.

3. Equilibre os três períodos do dia

Temos a manhã, a tarde e a noite, e quem tem uma empresa sabe que o risco de trabalhar os três períodos é enorme.

Minha dica aqui então é que você bloqueie (com agendamentos e planejamentos) apenas dois períodos do seu dia e deixe um deles livre para que você possa atender demandas do próprio dia ou tenha espontaneidade na hora de escolher como alocar o seu tempo. Isso te ajudará a não ficar sobrecarregada(o) e também ter pequenos respiros ao longo da semana para descansar.

Ainda se tratando de trabalho, eu entendi que, de acordo com a nautureza do MEU trabalho, ter 50% do meu dia agendado ou planejado é o máximo que consigo abrigar de agendamentos / planejamentos sem me sobrecarregar. Na prática, funciona assim: se eu tiver reuniões a manhã inteira, deixarei a tarde livre para trabalhar em outras atividades.

Isso tem a ver com um conceito do GTD chamado “as três naturezas do trabalho”, que eu já abordei aqui no blog há algum tempo (vale a pena reler).

Essas são então as três dicas que eu dou para você construir uma rotina de trabalho mesmo que você acredite que não tenha uma. Faça o teste e me conta como foi. 😉

Precisamos falar sobre acumuladores

21

Ok, já passou a febre do programa de tv, poucas pessoas falam sobre esse assunto, então eu quero resgatar esse tema com aquele velho toque de realidade que vocês sabem que eu faço.

Os acumuladores brasileiros são diferentes dos acumuladores norte-americanos, que são mostrados nos programas de tv. Que, por sua vez, são diferentes dos acumuladores ingleses (que passam em outros programas).

Uma vez eu conversei com uma personal organizer holandesa que me explicou que era muito difícil lidar com acumuladores holandeses porque, muitas vezes, eram pessoas que tinham passado pela escassez da segunda guerra, e que não sabiam se desfazer dos seus pertences. A questão é muito além do que se imagina.

Nos Estados Unidos, onde há muito mais fartura material e um consumo exagerado, é natural que existam mais acumuladores. Mas o que faz um acumulador se tornar acumulador não é o seu poder de compra, porque há pessoas que acumulam lixo, papel, jornal. O que faz um acumulador ser um acumulador é ter alguns distúrbios psicológicos, leves ou mais sérios, e isso precisa ser identificado, porque não é chamando uma personal organizer na sua casa que você vai resolver esse problema, nem lendo o livro da Marie Kondo.

Como saber se você é um acumulador ou convive com alguém assim

  • Apesar de parecer que sim, não tem necessariamente a ver com a idade. Tem gente que é acumuladora desde criança.
  • Você vê valor afetivo nos objetivos e acha difícil se separar deles (jogar fora, vender ou doar).
  • Você não percebe que um montinho de coisas gera sujeira. Isso nem te incomoda. Por exemplo, uma pilha de revistas fica durante ANOS no chão e você nunca a tirou dali para limpar embaixo ou ao redor.
  • Você tem em casa muitos objetos que não usa há bastante tempo. Ou porque eles te lembram de uma época feliz da sua vida (e guardá-los é como se você revivesse aquilo, de alguma maneira) ou porque eles te lembram de alguém (que você não tem mais).
  • Você tem dificuldades em jogar fora até mesmo itens que são considerados lixo por outras pessoas, como embalagens ou caixas.
  • Você frequentemente reclama de falta de espaço na sua casa e sente que existem pilhas se acumulando por todos os lados.
  • Você tem vergonha de receber pessoas na sua casa ‘por causa da bagunça”. Isso não é um sentimento que acontece de vez em quando, mas SEMPRE.

No fundo, pode ser que você saiba se você é ou não. De modo geral, se as suas coisas estão atrapalhando sua vida de alguma maneira, pode ser que isso seja um indício de que você precisa procurar ajuda.

Mas quem procurar?

  • Terapeuta cognitivo-comportamental
  • Psiquiatra, para análise e diagnóstico

Quem você NÃO deve procurar:

  • Personal Organizer
  • Coach
  • Faxineiro

É muito importante 1) reconhecer o problema e 2) buscar tratamento. Apenas após esse tratamento você poderá buscar soluções alternativas adequadas para a sua residência e organização pessoal.

Assuntos do momento

53,542SeguidoresSeguir
9,367SeguidoresSeguir
29,571InscritosInscrever