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Como se organizar para arranjar um emprego

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Este webinar foi realizado para ajudar quem está procurando um emprego. São quase 40 minutos de orientações, dicas práticas e certeiras para que você se organize e encontre não apenas um emprego, mas um emprego LEGAL e coerente com quem você é ou quer ser.

Você vai aprender:

  • Como analisar seu histórico profissional e usá-lo a seu favor
  • Como analisar suas habilidades e reforçar pontos que já são fortes
  • Como delinear um caminho natural do ponto de vista de quem pode te contratar
  • Como montar e divulgar o seu currículo
  • Estratégias para conseguir o cargo que você quer
  • Como investir na sua capacitação enquanto não arranja um emprego
  • Outras possibilidades

Este curso serve tanto para quem estiver procurando o primeiro emprego quanto para profissionais experientes. Clique na imagem abaixo para acessar:

webinar-emprego

Os webinars são realizados gratuitamente ao vivo no blog e depois disponibilizados nesta plataforma a preço de custo para ajudar a custear a plataforma em si. Confira a agenda de cursos, atualizada diariamente com novos webinars e outros formatos.

Esta semana: capacitação dos instrutores

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Esta semana estou dedicada à capacitação dos instrutores no novo formato do curso de GTD (Nível 1: Fundamentos). Estou me formando Master Trainer do método e essa capacitação faz parte do processo tanto da minha certificação quanto da implementação do curso na Call Daniel. Tem sido uma semana de tantos aprendizados e tantas discussões ricas! Estou muito satisfeita com tudo e é maravilhoso trabalhar de perto com os instrutores.

capacitacao-instrutores

O que faz um Master Trainer?
É um gerente de produto. É um instrutor master que, além de ministrar treinamentos, capacita os outros instrutores e gerencia a qualidade da entrega como um todo, desenvolvendo campanhas, trabalhando em parceria com vendas, cuidando da produção dos materiais etc.

O que é o método GTD?
É um método de produtividade criado por David Allen, que uso há 10 anos e sou completamente apaixonada. O livro base do método foi publicado no Brasil com o título “A arte de fazer acontecer” (Ed. Sextante).

Quem é a Call Daniel?
A Call Daniel é a franquia brasileira da David Allen Company, detentora do método. A DAC (como chamamos carinhosamente) escolheu como estratégia ter uma única franquia em cada país para gerenciar a qualidade da entrega mais de perto. Para isso, todos nós passamos por extensos e contínuos processos de certificação. A Call Daniel tem esse nome porque seu fundador, Daniel Burd, começou trazendo o GTD para o Brasil em formato de coaching e aí acabou pegando. XD

Você certifica pessoas de fora?
Por enquanto, como parte desse processo de implementação do novo produtos, apenas os instrutores atuais da Call Daniel estão sendo certificados. Pretendemos certificar instrutores terceiros em um futuro breve, mas ainda sem previsão. Nosso foco é a implementação do novo formato dos cursos.

Quantos cursos são?
O David Allen (autor do método) desenvolveu um novo programa educacional em três níveis para aprendizado do GTD: Nível 1 (Fundamentos), Nível 2 (Projetos e Prioridades) e Nível 3 (Foco e Direção – ainda não lançado). Eu estou me certificando como Master Trainer nos dois níveis já lançados e, este ano, estamos implementando esse novo formato.

Qualquer pessoa pode participar desses cursos?
Sim! Os cursos são realizados dentro de empresas ou em turmas abertas, que visitam as capitais do país. A partir de outubro, essas turmas já estarão no formato novo e serão ministradas por mim.

O que o GTD faz?
É um método para gerenciamento da vida como um todo. Te ajuda a focar, ter mais coerência nas atividades que você emprega tempo, perder menos tempo com bobagens, lidar com o fluxo do seu trabalho e viver com mais tranquilidade (além de muitos outros aspectos).

Estou postando para avisar que estou dedicada a isso esta semana mas que minha cabeça mesmo assim está fervilhando de ideias para os próximos posts. Como comentei, estou reformulando o calendário editorial envolvendo todos os formatos de conteúdo (posts, vídeos, imagens) e logo vocês poderão acompanhar o resultado desse novo planejamento. 🙂

Espero que estejam tendo uma semana tão legal quanto a minha! Obrigada por estarem aqui.

Organizando os projetos por prazo de conclusão

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Quando eu tenho muitos projetos em andamento, eu os organizo por prazo de conclusão. Essa foi uma dica que recebi no curso de GTD Nível 2: Projetos e Prioridades, quando eu o fiz há um ano como parte do meu processo de certificação no GTD.

Vamos lembrar o que são projetos para o GTD? Tudo aquilo que leva mais de um passo para ser concluído e que eu posso concluir em até um ano.

A minha organização no GTD é muito dinâmica – mudo sempre para adequar minhas necessidades. Porém, eu percebi que ajuda muito, quando tenho muitos projetos em andamento, listá-los por ordem de conclusão. Por isso, no Todoist, eu fiz assim:

projetos-conclusao-todoist

Eu gosto de escrever em inglês para aprimorar meus estudos no idioma. Mas, basicamente, lá em cima estou dizendo que são minhas diretrizes para um ano: de setembro 2016 a setembro 2017. Se meus projetos são tudo aquilo que eu quero concluir em até um ano, ter essa frase (que vou atualizando na virada dos meses) me ajuda a ter esse cenário em vista.

Então eu organizo os projetos de acordo com o que tem que ser finalizado ainda este mês, mês que vem, até o final do ano, até o primeiro trimestre do ano que vem, até o segundo trimestre e até setembro, daqui a um ano. De modo geral, a organização fica assim: este mês, mês que vem e, depois, por trimestres, até a conclusão de um ano.

Coloco uma fogueirinha nos projetos do mês atual porque sei que eles são mais urgentes, digamos assim. Não gosto muito do uso da palavra “urgente” mas acho que, neste caso, explicita bem o que quero dizer.

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No ano passado, eu fiz um post falando um pouco sobre organizar projetos por prazo de conclusão e uma priorização que estava fazendo para eles caminharem bem. Essa tal priorização que eu cito não é padrão do GTD, ok? É uma coisa minha mesmo. Hoje já não faço daquele jeito. Estou fazendo assim:

Quando for uma ação relacionada a um dos projetos que eu preciso terminar no mês atual, eu marco com prioridade 1, pra tarefa ficar vermelhinha. Quando for uma ação para projetos do mês que vem, marco como prioridade 2 (laranja). Demais ações de projetos marco como prioridade 3 (amarelo) e, ações avulsas, prioridade 4 (branco). Funciona bem para mim porque sou uma pessoa visual e esse tipo de “bobagem” (não acho que seja bobagem – é um termo carinhoso) me ajuda no dia a dia.

acao-prioritaria

Outra coisa que tenho feito é revisar os projetos deste mês com mais frequência, para garantir o foco. Não que eu foque apenas neles (isso fugiria do conceito de próxima ação do GTD, que é você aproveitar suas janelas de tempo para ir executando o que puder, dentro do contexto apropriado), mas eu gosto de garantir, sempre que possível, que eles estejam “correndo”. Eles são mais prioritários que os outros porque precisam ser concluídos logo, e isso é algo que tem a ver com o GTD (prioridades / horizontes mais elevados).

Muito do que eu estou falando pode parecer grego ou muito avançado para quem está começando. Por favor, não queira comparar o uso e modelo de personalização de uma pessoa que usa GTD há dez anos e trabalho com isso com o início da sua implementação. No começo, tudo o que você precisa ter é uma lista de projetos.

O que precisa acontecer para você estar realmente presente?

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Essa pergunta vai mudar toda a sua organização pessoal, se você permitir.

O que traz estresse? O excesso de preocupações. Estar em uma reunião pensando no que deveria estar fazendo, nas contas a pagar, nos prazos e naquele monte de outras coisas que te tiram a atenção do momento presente.

Ao mesmo tempo, o que é desorganização? É você chegar na reunião sem ter se preparado. Não ter pago as contas. Não conseguir cumprir seus prazos.

Quando você tem todas as informações necessárias em uma agenda (compromissos, ações com prazo e informações importantes para determinados dias), você consegue abrí-la semanalmente e pensar, para cada item: o que precisa acontecer para eu ficar tranquilo com relação a isso? O que precisa acontecer para eu estar realmente presente nessa reunião?

A resposta vai denunciar o básico que você precisa fazer. Preparar uma pauta para a reunião com o seu gestor. Separar as contas que vencem esta semana para pagar na segunda. Reservar um tempo na terça para trabalhar em um prazo que vence na quinta.

Somos tão atropelados pela demanda que esquecemos a coisa mais básica, que é viver um dia de cada vez. Esse planejamento semanal permite isso. Porque, a cada dia, você abre sua agenda e sabe o que efetivamente precisa ser feito. Por isso não dá para inserir coisas aleatórias na agenda. Ela precisa ser um retrato fiel do seu dia, daquilo que você realmente precisa fazer, sem falhas.

E, no dia, repita a pergunta: o que eu preciso fazer para estar completamente presente? Isso na sua casa, no seu trabalho, no jantar com os amigos. Se você toma providências antes, consegue aproveitar o durante e capturar ideias para o depois, de modo que não se preocupa. Você lida com as coisas, em vez de se preocupar com elas.

Uma única pergunta que muda tudo. Não acredita? Experimente.

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Planejando uma semana ideal

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Algo que eu tenho feito e que tem me ajudado bastante a ter uma ideia do estilo de vida que quero viver é usar a agenda do Google para definir blocos de trabalho de acordo com os diferentes papéis que assumo na minha vida profissional. (Veja aqui como se organizar com a agenda do Google)

A agenda do Google (e qualquer outra agenda eletrônica) permite que você crie blocos de compromissos com recorrência.

O primeiro passo foi listar todos os meus papéis profissionais – o que chamamos de áreas de foco no GTD.

Depois, refleti sobre a quantidade de horas adequada a cada um deles ao longo da minha semana. O que eu preciso dedicar mais tempo? O que eu preciso dedicar menos tempo? O que eu, como autônoma, terei mais retorno financeiro se trabalhar?

Com base nisso, criei blocos ao longo da semana de acordo com a distribuição ideal para mim.

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Isso foi muito bom porque me permitiu ver, por exemplo, quantas sessões de coaching consigo abrigar por semana, quantas reuniões posso fazer, sem deixar de lado outras atividades importantes.

Eu também coloquei o valor que “vou ganhar” caso dedique aquelas horas àquelas atividades. Isso me ajuda a perceber que, se eu usar aquelas horas para outras coisas, é como se estivesse perdendo dinheiro.

Foi uma estratégia importante em um período de novas dedicações em termos de trabalho, e tem me ajudado muito a saber o que posso abrigar esta semana ou só depois.

O David Allen diz que a gente não pode ganhar um jogo que não definiu. Definir o seu trabalho é muito importante, então conhecer os seus papéis e sua dedicação a eles é essencial. Será que você está investindo tempo no que é realmente importante?

Vou inserindo os compromissos à medida que eles aparecem. Porém, uma vez por semana, analiso a semana como um todo e vejo como estão distribuídas as atividades.

Vale dizer que as horas não são alocadas em sua totalidade. Há intervalos e respiros para imprevistos. Os blocos servem apenas para ter uma visão – não para “engessar” as decisões.

É um modo forçado de trabalhar, confesso. Mas tem sido bom porque deixa claro para mim onde preciso alocar o meu tempo.

E vale lembrar que são testes. 🙂 Pode ser que seja um teste que valha a pena para você também, dependendo da sua rotina.

7 dias para ser mais produtivo

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Você sente que poderia ser mais produtivo(a) mas não sabe por onde começar?

Não se preocupe: o Vida Organizada traz para você um roteiro de sete dias para você mudar seus hábitos. Quando os sete dias acabarem, recomece! E assim o faça até virarem hábitos para você.

mais-produtivo

Dia 1
Foque em uma coisa de cada vez

Um dos grandes mitos da produtividade é o conceito de multitarefa. Você não faz duas coisas ao mesmo tempo – seu cérebro alterna a atenção entre duas coisas ao mesmo tempo, o que gera estresse. Se começar algo, foque apenas naquilo. Exercite sua mente plena. Se o telefone tocar, alguém te interromper ou você se lembrar de algo, anote a demanda e lide com ela quando acabar o que estiver fazendo.

Dia 2
Durma pelo menos 8 horas

Vá para a cama pelo menos oito horas antes do horário de acordar. Para isso acontecer, evite comer até duas horas antes, não fique mexendo no celular ou estimulando seu cérebro com telas de qualquer tipo. Tome um banho morno, leia um livro ou revista, tenha uma conversa agradável com as pessoas que morem com você, toque um instrumento, pratique seu hobby favorito, mas foque em rituais calmos noturnos.

Dia 3
Desligue as notificações

Sinta-se como se estivesse de férias instantaneamente. Desligue as notificações das redes sociais, de mensagens e do What’s App do seu celular. Desligue também os alertas de e-mails e de lembretes do seu calendário. Em vez de ver as mensagens sob demanda, faça pausas ao longo do dia e veja as novidades.

Dia 4
Teste a técnica Pomodoro

A técnica Pomodoro foi inventada para te ajudar a ter mais foco. Marque o timer do seu celular para tocar em 25 minutos e, nesse tempo, trabalhe focado(a) em alguma atividade. O objetivo é terminá-la antes do alarme tocar. Isso ajuda a combater a procrastinação e terminar atividades mais rapidamente. Você pode fazer quantos Pomodoros quiser ao longo do dia, mas lembre-se de fazer uma pausa a cada três ou quatro deles para descansar a mente.

Dia 5
Medite

Não é necessário ser um monge tibetano para meditar no dia a dia. A meditação nada mais é que o processo de acalmar a mente, respirar adequadamente e prestar atenção aos sinais do seu corpo. Feche os olhos durante dois minutos e preste atenção apenas na sua respiração, sentado em sua cadeira mesmo, com os pés no chão. Mesmo poucos minutos ao longo do dia conseguem tranquilizar sua mente em situações de ansiedade.

Dia 6
Revise as suas atividades

A importância de ter suas demandas, compromissos e projetos organizados é que isso facilita revisões que você possa vir a fazer regularmente. E a ideia aqui é justamente revisar o que você precisa fazer hoje, amanhã, esta semana, semana que vem. Quanto mais claras estiverem as coisas para você, mais antecipadamente você consegue lidar com elas. Revise todos os seus projetos, as suas atividades e planeje a semana seguinte. Essa revisão deixará você mais tranquilo(a) com relação à tudo aquilo que você não está fazendo no momento, porque definiu prioridades.

Dia 7
Tome sol

De manhã, na hora do almoço ou durante o dia, saia para dar uma volta e fique um pouco tomando sol. A ideia é reabastecer seu corpo com vitamina D e te colocar em contato com a natureza. Além do efeito físico, existe o efeito moral: o simples ato de parar para ficar sem fazer nada ao sol ajuda a acalmar a mente ainda mais e é um respiro no dia a dia. Exercite.

Acabou a semana? Comece tudo de novo!

Seja um parceiro do nosso workshop <3

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Estamos procurando parceiros para realizar nosso workshop em outras capitais do país!

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Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops
Ana, eu e nossas leitoras em um dos nossos workshops
Pessoal concentrado!
Pessoal concentrado!
Workshop "Construa seu estilo e organize seu guarda-roupa" no Rio de Janeiro, com Ana Soares
Workshop “Construa seu estilo e organize seu guarda-roupa” no Rio de Janeiro, com Ana Soares

Caso você tenha um espaço que caiba de 15 a 30 pessoas, entre em contato conosco! Também podemos conversar sobre parcerias para outros serviços.

Nosso workshop tem sido sucesso de público por onde passa e temos muitos leitores interessados nas cidades: Brasília, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Curitiba e Goiânia!

Obrigada!

Empreender não é projeto do Pinterest

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Essa semana eu li um texto sobre a geração de empreendedores de palco, de jovens até 25 anos que nasceram em uma família com bon$ recursos e puderam empreender e chegar antes dos 30 já com empresa de sucesso, tendo viajado pelo mundo etc. E queria colocar meu ponto de vista sobre o assunto também.

Primeiro, que nem todo mundo que empreende antes dos 30 está nessas condições. Eu perdi as contas de quantas histórias já li de pessoas que nasceram em famílias bem pobres e que começaram a vender latinhas e, aos poucos, estudaram, passaram em um concurso público e depois abriram uma empresa. Ou que começaram um negócio cedo que deu certo. Então há casos e casos.

Uma das pessoas que mais me inspiram é o Flávio Augusto da Silva, que começou abrindo sua empresa no cheque especial. Hoje ele é bilionário.

Leia a matéria completa na UOL: http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2015/02/06/hoje-bilionario-criador-da-wise-up-comecou-no-cheque-especial-veja-dicas.htm
Leia a matéria completa na UOL: http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2015/02/06/hoje-bilionario-criador-da-wise-up-comecou-no-cheque-especial-veja-dicas.htm

Não tem uma vez que eu esteja meio desanimada no dia a dia que eu não leia algo que ele escreveu que não me dê um novo pique. Eu percebi que, para empreender, você precisa estar sempre alimentando esse mindset. Se você perder a cabeça, você perde tudo.

Do Instagram: Quebre a banca (muito legal, por sinal - sigam!)
Do Instagram: Quebre a banca (muito legal, por sinal – sigam!)

Segundo, que nem todo mundo que “larga tudo para empreender” exatamente “largou tudo”. Empreender demanda planejamento. Eu mesma, que tenho o blog desde 2006 – só em 2014 pude pedir demissão do emprego para me dedicar ao que eu gosto de fazer. Depois dos 30, sem grandes reservas financeiras, sem a tal segurança, com filho pequeno para criar. A segurança vinha apenas da imensa vontade de fazer acontecer. E, obviamente, de ter estudado o mercado, feito testes, conquistar clientes. Eu jamais colocaria a segurança básica da minha família em risco apenas porque eu tinha necessidade de empreender. Se um dia eu tiver que mudar de planos em detrimento disso, não terei vergonha alguma.

Terceiro, que para empreender você não precisa “largar tudo”. Comece em paralelo. Foi o que eu fiz. Quando as coisas começaram a dar mais certo para um lado e o meu emprego estava impossibilitando uma série de iniciativas que me trariam mais retorno financeiro para viver do que eu gostava, eu me preparei para sair. Ninguém precisa largar tudo para empreender, especialmente se tiver família para sustentar e contas a pagar.

Quarto, que empreendedorismo nem sempre é uma escolha. Este ano, tenho diversos amigos e conhecidos que perderam seus empregos e agora correm atrás de soluções. Para mim, no entanto, a diferença é você querer fazer disso um projeto de vida ou não. A partir do momento que você faz algo sem se planejar, isso pode chegar a qualquer lugar – inclusive dar ou não certo. Vale para sua empresa ou seu emprego.

Quinto, que nada é eterno. Você pode querer empreender nesse momento e a vida te levar por outros caminhos. Assim como você pode se dedicar durante anos para passar em um concurso ou em uma faculdade dos sonhos e, lá dentro, perceber que quer fazer outra coisa. Já vi isso acontecer muito também.

Eu penso que, hoje, para uma pessoa deixar de empreender para ter um emprego novamente, só se for por necessidade. Não estamos passando por uma fase fácil no país. Mas, antes de deixar de empreender, pergunte-se se você realmente fez tudo o que foi possível, pois mesmo na crise algumas empresas prosperam. Talvez seja hora de se reinventar? Sei que é quase impossível ser criativo quando se está preocupado com as contas, mas talvez valha a pena você priorizar acima de tudo seu bom estado mental para conseguir ter ideias.

Imagem: Facebook do Geração de Valor
Imagem: Facebook do Geração de Valor

Empreender não é como um projeto de “faça você mesmo” do Pinterest. Porque não se trata só de empreender – mas de consolidar a empresa depois. E isso quase ninguém fala. É um desafio diário e, principalmente, mensal. Se reinventar, baixar a bola, ser humilde, perceber que você tem ainda TUDO a aprender, do meu ponto de vista, são habilidades essenciais para empreender. Nada é 100% seguro. Um produto ou serviço que funcionaram sempre bem de repente podem precisar ser revistos. Se você se planejar, fizer boas escolhas, investimentos, você pode construir uma empresa que gerará estabilidade para outras pessoas. E então um projeto seu pode virar algo muito maior.

Mas também não supervalorize isso. São processos e aprendizados, como tudo na vida.

Uma dica que sempre leio e que vale muito para quem empreende é: cerque-se de pessoas que estejam na mesma vibe, que te façam bem, que tragam inspiração. Porque, mais uma vez: sua mente é tudo. E, quando você muda, seu mundo muda.

Respira e vai!

Estou atendendo coaching: quer participar?

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Olá pessoal! Eu comentei algum tempo atrás que eu tirei minha certificação de coaching e que estava formatando esse trabalho para o Vida Organizada, a iniciar em setembro. Pois bem, essa hora chegou! <3 Eu já contatei primeiro os leitores que me escreveram antes e agora estou comunicando publicamente que iniciei meus atendimentos. A agenda já está um pouco cheia, mas ainda tenho vagas para iniciar o atendimento agora. Se você tiver interesse, por favor, entre em contato! Atenderei por ordem de chegada dos e-mails.

coaching-top

Como funciona

Inicialmente são de 8 a 10 sessões, com uma hora de duração cada, e semanais. Podemos estender até quinze dias caso nós dois não tenhamos agenda.

As sessões podem ser presenciais, se em São Paulo, realizadas apenas em seu local de trabalho. Ou podem ser virtuais, se você quiser ou morar em outra cidade.

Talvez seja desnecessário dizer, mas as sessões são pagas. Este é um serviço que ofereço com muito carinho e cuidado, e faz parte do meu trabalho. <3

O que é coaching?

Coaching é um processo de aperfeiçoamento, onde o coach (eu) auxilia o coachee (você) a desenvolver seu melhor. Aqui no Vida Organizada, o foco é organização pessoal, produtividade e vida doméstica, de acordo com a sua necessidade, que podemos descobrir nas sessões.

As sessões serão totalmente práticas e funcionais.

A diferença entre coaching e consultoria é que a consultoria serve como um suporte mesmo a questões específicas que você possa ter. Nós também temos esse serviço, se você precisar. O foco do coaching é para aquelas pessoas que dizem que precisam se organizar de qualquer maneira. Ele abrange o gerenciamento da sua vida em totalidade.

Entre em contato se tiver interesse! Fechando os horários iniciais, abrirei novos apenas mais para a frente.

Obrigada!

Planeje seus deslocamentos

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Essa é uma dica bem rápida mas que faz tanta diferença na minha vida que eu acho que vale entrar como formato de post.

Eu sou uma pessoa que viaja muito e que vive se deslocando por São Paulo (que tem várias cidades dentro de uma só, praticamente).

Por isso, planejar meus deslocamentos é fundamental! Faço isso porque:

  • Não gosto de chegar atrasada
  • Não gosto de sair de casa na correria
  • Não gosto de dar sorte ao azar

Semanalmente, eu abro a minha agenda para a semana que vai entrar e vejo todos os compromissos externos que eu tenho. Vôos, treinamentos, palestras, aulas, reuniões.

Abro cada dia da semana e vejo quanto tempo vou levar para chegar em cada lugar. Uso o Google Maps para isso.

Planejo também que horas preciso parar para me arrumar em casa e sair.

O objetivo é não fazer cálculos errados no dia a dia. Não precisar pensar. Só ir.

Imagem: Designed by Ross
Imagem: Designed by Ross

Isso me ajuda DEMAIS, e é tão simples. Você resolve sua vida em meia hora no domingo (ou no dia que quiser fazer esse planejamento). O Google Maps mostra qual o melhor caminho, se vale a pena ir de ônibus, metrô ou carro, e quanto tempo leva. (Eu sempre estimo a mais esse tempo para não ser prejudicada por imprevistos.)

Por exemplo, se eu tiver um vôo às 16:30, eu coloco assim no meu calendário:

13:30 – Em trânsito (porque sei que levo de 30 a 40 minutos para chegar)
14:30 – Despacho de malas (se eu for despachar bagagem)
15:30 – Embarque
16:30 – Vôo

Faço assim porque já peguei trânsitos terríveis para chegar ao aeroporto, em que levei 1 hora em um trajeto que levaria 30 minutos normalmente. Então, para tudo, sempre estimo para mais tempo. Também gosto de deixar 1 hora para o despacho de bagagens porque já tive problemas.

Por fim, se nada acontecer e tudo for rápido, eu aproveito o tempo no aeroporto para responder e-mails, trabalhar um pouco e/ou almoçar com calma. Já estou ali.

Se por acaso algum imprevisto acontecer, meus horários não serão prejudicados, porque eu me programei e espacei bem.

220115-agenda

(Veja aqui porque uso duas cores na minha agenda do Google)

O legal também é que não preciso pensar que horas vou sair de casa. Já pensei antes, planejando a minha semana. No dia, basta olhar e estar pronta naquele horário, que tudo vai dar certo.

E não serve só para vôos não. Serve para reuniões. Nunca marco uma reunião logo depois da outra, mesmo pela Internet (a não ser que realmente não tenha outro jeito), porque 1 minutinho que passar do horário já significa que você está atrasada e é um desrespeito com a outra pessoa. Ou seja, se tenho uma reunião das 14:00 às 15:00, a próxima será às 15:30.

Eu costumo dizer que, se a reunião começa 14:00 e você chega 14:00, você já está atrasado. Porque o certo é chegar antes, de modo que a reunião possa efetivamente começar às 14:00. Valorize o seu tempo e o das outras pessoas.

Enfim, depois que comecei a planejar meus deslocamentos, diminuí minha taxa de atrasos e impacto de imprevistos em 90% (nada é 100% garantido) e isso realmente mudou toda a minha vida. Nada como ter tranquilidade no dia a dia e sair para um compromisso sem correria.

Essa dica é simples mas tem grande impacto! Espero que gostem.

Como lidar com dificuldades financeiras

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Muitos leitores me pedem para falar sobre assunto porque não estamos passando por um momento muito bom em nosso país. Pessoas são demitidas, outras, que empreendem, estão sentindo os efeitos do desaquecimento, e todo mundo, quando isso acontece, resolve repensar as finanças. Por isso, eu quis escrever este post com algumas ideias que podem ajudar pelo menos um pouco neste momento.

dinheiro-financas

Se voce estiver com dificuldades financeiras, a primeira coisa a se fazer é ter compaixão por tudo o que você já conquistou e não se culpar. Sei que é difícil. Porém, pense sempre do hoje para a frente. Para se de se lamentar pelo que foi ou pelo que não foi.

A crise pode ser culpa da economia externa, da economia interna, mas é um acontecimento. Não adianta lamentar. Infelizmente, temos que lidar com a situação. Quanto mais honesto você for consigo mesmo sobre a sua situação financeira, melhores ferramentas você terá para tomar decisões.

Avalie todas as suas despesas e veja onde estão os excessos. Corte-os de imediato. Tudo aquilo que puder esperar, incube. Mantenha o que for realmente essencial. O mesmo vale para a sua empresa. O que mantém a sua empresa funcionando? Quais são os projetos e pessoas essenciais nesse momento? Eu sei que esse passo é difícil porque você vai perceber cortes que já deveriam ter sido feito há muito tempo. Projetos que nem deveria ter começado, investindo tempo ou dinheiro. Fica como aprendizado.

Agora, esteja certo de que os cortes que você esteja fazendo sejam inteligentes. Não mande embora o vendedor que ganha mais, sendo que ele é quem traz os principais clientes. Não mude de casa para pagar um aluguel mais barato em uma casa menor, sendo que você trabalha em casa e precisa do espaço para trabalhar direito.

Se você tem dívidas, tente renegociá-las. O lado bom é que todas as empresas de crédito e bancos devem estar preparadas para isso nesse momento. Então, se você ligar e dizer que simplesmente não tem mais como pagar, certamente eles farão uma contra oferta de renegociação. Qualquer dívida que você conseguir renegociar é um ganho. Não acumule dívidas nem faça novas.

Mude a sua maneira de ver seu trabalho. Se você está desempregado, revise seu currículo e sua trajetória profissional como um todo. O que mais você poderia fazer? Que outras áreas poderia investir? Será que você conseguiria prestar serviços para as pessoas para aumentar a sua renda atual?

Se você é empresário, pode ser que tenha colocado algumas coisas no piloto automático. Avalie seus serviços e produtos como um todo para buscar inovações e novos nichos e posicionamentos de mercado. Volte a se aproximar dos seus clientes. Entre em contato, converse. Conheça as necessidades. Será que algum produto ou serviço pode ser adaptado e vender muito bem?

Vender coisas é uma maneira a curto prazo de saldar algumas dívidas e levantar caixa, mas não é sustentável. Avalie se realmente é necessário.

Busque serviços alternativos que você poderia oferecer para sua roda de amigos ou contatos. Pergunte a um amigo o que ele pagaria hoje para ter e melhorar sua vida, e as respostas serão surpreendentes. Se de algum modo você puder ajudar, por que não? Tem pessoas tão ocupadas que precisam de quem passeie com seus cachorros ou simplesmente lave as roupas. Oferecer ajuda sempre ajuda.

Boa sorte. <3

Reflexões sobre o meu trabalho atual

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2016 tem sido um ano de grandes descobertas no meu trabalho. Se você está chegando aqui pela primeira vez, prazer: meu nome é Thais e, em 2014, eu larguei meu emprego para empreender e viver daquilo que eu amo, que é inspirar as pessoas a se organizarem para que tenham mais qualidade de vida. Eu já tinha o blog (este!), que criei em 2006, tinha acabado de publicar um livro (Vida Organizada, Ed. Gente) e vinha planejando uma transição de carreira nos últimos meses antes de finalmente dar esse pulo. O blog nunca tinha sido usado como meu veículo de trabalho até dois anos atrás, quando passei a viver do que eu gosto de fazer, e até hoje sou super criteriosa com o modo como isso é feito.

2014 foi o ano de semear, meio sem foco até, o que eu queria. Me dediquei ao aprendizado como professora de GTD e de organização, onde descobri meu caminho. Gosto muito de estar com as pessoas, ensinar, buscar soluções que efetivamente funcionem em termos de organização. Em 2015, atendendo pedidos dos leitores, lancei os cursos em formato online também. Foi quando eu descobri que o importante mesmo era ensinar a organizar, e que o formato podia variar.

Isso, no entanto, é um terreno perigoso, porque quando você começa a empreender, precisa se especializar cada vez mais, e não abrir tanto o leque. Eu acho que abri o leque demais. Todos os assuntos que eu trato são relevantes ao assunto organização, mas eu não tenho como fazer tudo sozinha. E nem preciso. 2015 foi um ano que me permitiu conhecer e começar a trabalhar com pessoas muito queridas para mim, mas esse segundo passo foi ousado. A partir do momento que você acolhe pessoas na aba do seu trabalho, você se torna responsável por elas. E, para isso, você precisa ter uma estrutura legal. Não é todo mundo que tem. Então eu queria compartilhar um pouco desse aprendizado.

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Hoje eu vejo o Vida Organizada como uma empresa criança mesmo. Não acho que esteja passando pelos “terrible two” (termo usado para se referir a uma fase quando as crianças ficam um pouco difíceis), mas eu tenho aprendido muito nesse último ano (entre setembro de 2015 e setembro de 2016).

Em primeiro lugar, com relação às finanças. Eu não tinha dimensão do que seria o meu trabalho e o que eu ganharia com o Vida Organizada. Empreender é uma coisa maluca porque você aprende na marra que, se em um mês as coisas vão bem, não se sabe como será o mês que vem. E todos sabemos que o nosso país não está em sua melhor fase. Eu aprendi demais sobre finanças nesses dois anos. Tive que aprender, na marra. E eu gostaria de ter feito muitas coisas de forma diferente mesmo antes de ter largado meu emprego – poderia ter estruturado alguns pontos melhor, se eu soubesse o que eu sei hoje.

Em segundo lugar, com relação ao público do Vida Organizada. Quem são as pessoas que eu gosto de conversar? Quem são as pessoas que gostam de conversar comigo? Quem precisa do Vida Organizada? E, por fim, como eu posso ajudar?

Meu trabalho é muito pautado em significado. Não consigo desvincular o que eu acredito do que eu faço. Já cancelei e recusei muitas propostas de trabalho que não condiziam com o VO e que eu sei que os leitores não iam gostar. Para mim, trazer algo que efetivamente ajude as pessoas é o principal. E eu também tenho a preocupação financeira – trazer formatos diversos em valores diferentes também, acessíveis a todos, muitos de graça, assim como a preocupação com a minha parte – manter o blog, pagar as contas da empresa, investir em coisas novas, equipamentos, além de sustentar a minha família.

Hoje eu sei que o Vida Organizada tem um público muito claro e muito fiel. Quando conheço um leitor pessoalmente, não tenho como não ficar emocionada com tudo o que ouço, com o carinho que recebo e com a alegria que procuro retribuir. Acho que o mais legal da coisa dos blogs é que o autor é uma pessoa comum, que simplesmente escrever trazendo algo de valor para as pessoas, e isso que torna todo o relacionamento mais íntimo e extraordinário, mesmo sem que você conheça quem está do outro lado.

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Conversei com uma amiga de profissão e falava para ela como eu tenho essa preocupação de lançar produtos e serviços mais “caros” porque não quero associar meu trabalho a algo elitista. Quero que todos tenham acesso. E ela me tranquilizou, dizendo que eu não passava essa imagem. Mas eu me preocupo com isso o tempo todo. Porque, apesar de produzir a maior parte do conteúdo gratuitamente aqui no blog (ele é quase ad-free, ou seja, não tem muita publicidade), eu também preciso ter dinheiro para pagar as contas da empresa, investir mais no blog e continuar vivendo disso, propriamente dito. É um equilíbrio que eu acredito que todo empreendedor consciente deve buscar.

Eu desenhei hoje todos os formatos que o Vida Organizada tem de ajudar as pessoas e gostaria de compartilhar com vocês:

  • Blog, grupos no Facebook, dicas no Instagram, vídeos no YouTube e outros: conteúdo diário gratuito desde 2006, que me dedico muito (é o que mais me dedico, na verdade). Faço questão que o conteúdo seja acessível a quem quiser se organizar, mesmo que não queira ou não possa investir em algo maior. O investimento que faço aqui é enorme: de tempo (todos os dias pesquisando, estudando, escrevendo) e de dinheiro (layout, livros para aprimorar conteúdo, revistas nacionais e importadas, cursos etc). A criação de conteúdo vem da criatividade, então é natural que em algumas épocas eu estava mais criativa que em outras. Aprendi a respeitar o meu ritmo.
  • Palestras: Frequentemente sou convidada a ministrar palestras, que em sua maioria são gratuitas. Sempre que um evento assim acontece, eu divulgo no blog para quem quiser ou tiver a oportunidade de participar!
  • Meus livros: Tenho dois livros publicados (Vida Organizada e Casa Organizada), que custam na faixa de 25-30 reais. Ter publicado livros foi uma maneira legal de colocar o conteúdo do VO de maneira mais enxuta para quem não acessa sempre o blog. E os valores são acessíveis. Os e-books são ainda mais baratos (na faixa dos 15 reais).
  • Cursos online: Algo que os leitores sempre me pediram foi para fazer cursos online, de modo que eu pudesse transmitir o conteúdo dos meus cursos sem que eles precisassem viajar para fazer cursos presenciais. Comecei a fazer em 2015 e, hoje, o Vida Organizada tem uma plataforma com os cursos gravados e pretendo gravar mais, sempre com conteúdo atualizado, enfoque prático e específico para você se organizar.
  • Workshops presenciais: São cursos presenciais, geralmente com parceiros, que envolvem cursos mais hands-on (com muitas atividades em grupo) e que, por isso, funcionam melhor em um formato presencial. É uma experiência incrível que, infelizmente, não tenho investido tanto pelos altos custos de locação de salas, lanches, passagens e hospedagem, quando em outras cidades.
  • Consultoria: Muitas pessoas me contatam porque precisam de um empurrãozinho para se organizarem. Hoje quem trabalha atendendo as consultorias é a Carol, meu braço direito, que conhece mais o Vida Organizada do que eu mesma. As consultorias podem ter de uma a muitas sessões.
  • Coaching: Se especializar, se certificar, estudar para saber e fazer o que a gente faz demanda um alto nível de investimento. Eu certamente invisto mais no blog e em todas as iniciativas relacionadas do que ganho com ele, efetivamente, e um dos últimos investimentos que eu fiz foi a certificação de coaching. Como organização se trata de mudança de hábitos, eu queria aprender como ensinar melhor, como motivar as pessoas a se organizarem. Foi maravilhoso tirar essa certificação. E agora estou estruturando esse trabalho para me dedicar a ele com calma e qualidade em breve.
  • Cursos em empresas: Outra modalidade que muitas pessoas procuram é levar cursos do Vida Organizada e trabalhos de consultoria em grupo para suas equipes. Esse trabalho é muito rico porque temos a oportunidade de transformar a cultura das empresas aos pouquinhos.

Por que eu quis mostrar isso? Porque foi uma reflexão que fiz recentemente sobre o trabalho e a forma como estruturo toda a parte de conteúdo e de educação do Vida Organizada. Vocês são os leitores e estão sempre comigo, e merecem esse carinho. Além de tudo, posso ajudar outras pessoas que estejam empreendendo e queiram trocar ideias.

Muitas pessoas vêem apenas o blogueiro ou a pessoa lançando livros, fazendo eventos, e podem não ter ideia do que tem por trás em termos de investimento de tempo e dinheiro. Hoje é assim que o blog vive. Sinceramente falando, praticamente o blog se paga e, muitas vezes, nem isso. Tenho minha frente de trabalho com o GTD que me ajuda com as contas mensais e suporta o blog quando passamos por meses difíceis. Eu me sinto privilegiada sim por viver daquilo que eu amo e ter a oportunidade de construir o meu próprio trabalho, mas ele é fruto de muuuuita dedicação, muito estudo, muito empenho 24 horas por dia, 168 horas por semana. E eu sinceramente acredito que todo trabalho feito com amor deva ser assim.

Uma vez uma leitora me disse carinhosamente que eu não preciso “me justificar demais”. Eu não sinto que esteja justificando. É que eu sou assim, sabe? Eu sou muito grata ao universo e às pessoas porque sei que tudo é um conjunto, todos nós formamos uma rede, e a gratidão deve ser a base. Eu faço as coisas com significado e gosto de contar como faço, porque penso que essa seja uma maneira de “prestar contas” com quem é tão gentil comigo. Nunca me deslumbrei, nunca achei que o que eu tenho é vazio e “manda mais” – sabem esse sentimento? Penso muito no legado de todas as coisas.

Obrigada por tudo e por estarem aqui. Sempre.