Já há algum tempo eu percebi que não adiantava eu parar durante um período do ano para planejar o ano seguinte porque, a cada semana, eu já vinha planejando o ano seguinte. Como faço as minhas revisões semanais do GTD (que basicamente são um pit-stop uma vez por semana para revisar tudo o que eu preciso fazer, e isso inclui eventos na agenda), eu já vinha exercitando esse hábito de visualizar as semanas e os meses seguintes para capturar providências e antecipar planejamentos. Logo, para mim, planejar o ano significa, toda semana, revisar meus compromissos de hoje (ex: 9 de novembro de 2017) até daqui a um ano (ex: 9 de novembro de 2018), além de outros elementos que comentarei neste post.

Parece exagerado? Talvez seja, mas não acho. Eu tenho muitos compromissos. Trabalho com viagens e eventos. Revisar o que vem por aí semanalmente me permite estar sempre de olho nesses acordos e planejar as coisas com calma, tranquilidade e coerência. Acho fantástico, sei lá, chegar em outubro ou novembro e começar a planejar o ano seguinte. Mas esse planejamento não pode ser feito só uma vez por ano. As coisas mudam e, além disso, as revisões constantes fazem com que você permaneça engajada(o) com o seu planejamento, sempre equilibrando e promovendo mudanças, quando necessárias.

Para fazer a revisão semanal, existe uma checklist de 11 passos que eu sigo religiosamente. Um desses passos é revisar os dados futuros do calendário, que seriam basicamente as semanas seguintes até onde você tiver compromissos. Nessa revisão, eu olho as semanas seguintes e também os meses, até completar um ano. Por isso, posso dizer que planejo meu ano semanalmente. E, é claro, tem sempre aquela máxima que diz que “todos os dias, celebramos um ano novo”. Acredito nisso piamente.

Outra maneira que me faz manter-me engajada com o ano corrente é revisar meus objetivos de curto prazo (para alcançar de hoje até dois anos). Como os objetivos são basicamente o cenário que quero que seja verdade na minha vida em até dois anos, pensar nos próximos dois anos da minha vida também influencia bastante no ano corrente, pois essa reflexão me permite definir projetos com mais coerência. Ou seja, como devo investir meu tempo agora para alcançar tais objetivos? Ou ainda: se quero alcançar esse objetivo, o que posso concluir em até um ano relacionado a ele? É um recorte importante.

E aí, já que estamos falado em projetos, eis outro elemento que reviso semanalmente: a minha lista de projetos. Uma boa lista de projetos (completa, eu diria) é aquela que traz um inventário de tudo aquilo que quero ou preciso concluir em até um ano e que posso alocar contexto, tempo e recursos no momento – ou seja, definir ações que já posso executar. Ao revisar essa lista semanalmente, ela me dá um panorama geral do meu ano corrente – e ele, é claro, sofre alterações semanalmente.

Por isso, acho inviável montar um planejamento para o ano seguinte como um evento feito apenas uma vez por ano. Gosto de recalibrar semanalmente esse planejamento, levando em conta diversos elementos que fazem parte do meu sistema. Isso me ajuda a sempre ter a visão do todo, trabalhar diariamente em ações que me levem a concluir projetos e alcançar objetivos, mantendo uma agenda tranquila e com as diversas áreas da minha vida equilibradas. Assim, o ano sempre se renova, e não preciso fazer isso apenas uma vez por ano, ao final do ano civil.

COMPARTILHAR
Artigo anteriorModelo de Planejamento Natural de Projetos
Próximo artigoPlanejando os projetos que devem estar em andamento x projetos incubados
Meu nome é Thais Godinho e meu guarda-chuva profissional engloba três temas: produtividade, organização pessoal e criatividade. As formas de operacionalizar esse trabalho que eu amo são essas: escrevendo no blog, publicando livros, estudando, ministrando cursos e fazendo atendimentos individuais, ajudando as pessoas a se organizarem. Você pode acompanhar minha trajetória pessoal e profissional neste blog, que existe desde 2006.

9 Comentários

  1. Thais, faz totalmente sentido! Tudo na nossa vida muda, planejar o ano completo é planejar o incerto, temos sempre que ir ajustando nosso planejamento com a realidade a curto prazo.

    Thais, queria muito ver um post de organização bem completo com o Google Agenda. Me encontrei na ferramenta, porém ainda encontro dificuldades para sentar e planejar minha semana de forma correta, envolvendo todas as pendências de trabalho, casa e outros. Acabo sempre tendo que anotar algo novo, pois esqueci de colocar no planejamento.

    Sucesso!

  2. O seu texto me fez refletir muito sobre como tenho encarado o “planejamento do meu ano”. Concordo com você que nossa vida é algo muito vivo para ter apenas uma definição anual do que vai ocorrer. Preciso me empenhar mais para realizar minhas revisões semanais com qualidade 🙂

  3. [Insira aquele GIF de mind blowing aqui]

    Essa maneira de ver a vida, de não esperar um ano-novo pra pensar em um ano, é maravilhosa. Sem o peso da cobrança extraordinária, sem a culpa de “nossa preciso resolver tudo agora, fazer todos os planos”. Colocando tudo no fluxo tudo se resolve aos poucos, de forma muito mais definitiva.

    Gostei do post Thais, impressionante como eu sempre aprendo uma coisa nova com você 🙂

  4. Thaís; gratidão mais uma vez! Agora uma pergunta: eu começo a implementar o GTD pelos 11 passos?Ah, estou amando os posts que você se refere ao seu projeto de ingresso no Mestrado, pois visualizo como devo planejar minha entrada no doutorado! Grande abraço;

      • Tudo bem, Thaís. Estou bem determinada e entusiasmada para implementar o GTD na minha vida. Quero ler todos esses textos, o livro “Getting things done” e seus livros também. Ah, aproveito para agradecer-lhe muitíssimo, pois no meu processo de finalização da minha pesquisa no Mestrado (um tanto quanto conturbado, o que me deixou até em dúvida seu eu conseguiria alcançar o título de mestre em educação), li um post aqui no blog no qual você dizia que tudo é possível quando se tem planejamento. Essa sua fala foi providencial para eu decidir arregaçar as mangas e dar tudo de mim. Ao final, a defesa da pesquisa foi um sucesso. Você está no meu texto de agradecimento!

  5. Acho que o final do ano não serve bem para planejar mas sim para refletir o que passou, o que virá e os horizontes mais elevados.

DEIXE UMA RESPOSTA