Quando se fala em planejamento, uma dúvida comum que a maioria das pessoas tem é sobre que ferramenta usar. Hoje temos tantas opções (que bom!), que pode gerar confusão. Este post então traz orientações para facilitar a sua escolha.

O primeiro aspecto relevante é entender que eu diferencio planejamento de organização e de registro de informações. Você pode ler este texto para entender as diferenças. Recomendo a leitura porque ela é fundamental para as minhas recomendações a seguir.

Como eu faço

Eu, por exemplo, sou uma pessoa essencialmente visual. Entender isso me ajuda a escolher diversos formatos para várias coisas na vida, incluindo ferramentas. Eu não vou chegar neste texto e dizer: “olha, escolha entre digital e papel”, porque não é esse o ponto. Você deve escolher boas ferramentas que te atendam nas diferentes funções ditas acima (planejar, organizar ou registrar). Ou seja, tudo sempre acaba caindo no propósito.

“Ah Thais, mas eu não posso ter tudo em um único lugar?”. De certa maneira, o bullet journal proporciona isso, por ter um apelo cronológico. Já um planner, você já deve ter percebido, começa a ficar bagunçado se você mistura a parte de agenda com a de planejamento, com anotações e outras informações desse tipo.

Vou falar um pouco como funciona no meu caso. Para a parte de organização, prefiro ferramentas que fiquem na nuvem (online). Por quê? Porque a sincronização entre diferentes dispositivos e a mobilidade de mudança são aspectos importantes para mim em uma ferramenta. Apesar de amar papel, toda vez que tento organizar as minhas informações usando ferramentas impressas, ou me atrapalho ou elas me confundem. Trazem baixa mobilidade (muita coisa pra carregar) e não são tão ágeis na hora de alterar compromissos. Por isso, para mim, o que funciona melhor no caso da organização são ferramentas digitais (a saber: Todoist e Google Agenda, essencialmente).

Já para o planejamento, a coisa muda de figura. Adoro planejar no papel, fazer mapas, rascunhos, esquemas. Não só em papel, mas em quadros brancos, lousas, flipcharts. Parece que “penso melhor” desse jeito. Logo, possuo boas ferramentas para a parte de planejamento, mas também tenho um aliado digital, que é o Evernote, que me permite digitalizar (tirar foto com o celular mesmo) e armazenar lá. Isso une o melhor dos dois mundos, porque consigo rabiscar e planejar escrevendo ou desenhando, mas armazeno o resultado final em meu computador e posso acessar de qualquer lugar.

Para registros, como logs, diários, referências, faço um mix de ferramentas. Já falei um pouco sobre isso em outro post. Algumas coisas prefiro (ou preciso) manter em papel, enquanto outras prefiro manter em meios eletrônicos.

Que ferramentas usar, então?

Entenda as diferenças entre os três tipos de atividades e veja que ferramentas se encaixam melhor naquilo que você precisa para determinada função.

Falando apenas em ferramentas de papel (título do post), eu acredito que o bullet journal seja a mais versátil de todas, atendendo as três funções. Mas essa separação precisa ocorrer pelo menos na sua cabeça para você não sair misturando coisas que precisa fazer (organização) com aquilo que apenas gostaria de fazer (planejamento), senão não há ferramenta que realize milagres.

Mesmo com planners e agendas comuns é possível fazer essa separação também, contanto que ela esteja clara para você. Portanto, é puramente uma questão de preferência e coerência.

7 Comentários

  1. Se Hamlet tivesse sido escrito hoje, ele diria: “Papel ou digital, eis a questão”. Esse conflito já me fez mudar várias vezes de ferramentas. Mas não tem jeito, sempre volto para o Todoist! Apesar de gostar de escrever com papel e caneta, a praticidade do mundo digital é imbatível. Por exemplo. Peguei um vôo de quatro horas recentemente e, só com meu celular, escrevi, organizei minha semana, li três capítulos de um livro, assisti metade de um episódio de seriado no Netflix. Só não resolvi coisas pelo Whatsapp porque preferi relaxar (tinha wifi no avião). Minha ficha da academia está no Todoist, assim como minha evolução de registros de peso. Como eu consultaria essas informações na academia? Malharia com meu caderno de baixo do braço? Não dá! Enfim… papel é aquele amor que a gente tem, mas é complicado demais pra dar certo. haha

  2. Thais, um ponto de reflexão. Será que o problema do digital não é ser bom demais? Exemplo. Eu não posso usar o papel e a caneta em todos os momentos e ocasiões. Mas, quando posso, os utilizo com mais foco e determinação, o que pode influenciar as decisões do processo de organização, reflexão etc. Se possuo um horário fixo para trabalhar, não vou precisar utilizar os benefícios do digital fora desse horário. Quantas vezes estamos em uma mesa relaxando com amigos e, sem querer querendo, acessamos nossas listas de tarefas, quando deveríamos, simplesmente, esquecê-las por um momento? Digital é onipresente e é difícil constamente fiscalizar a nossa consciência para optar por não dar atenção a esse mundo, mas às pesssoas reais ao redor. O uso do papel e da caneta, por ser menos prático e não tão presente, parece nos fornecer uma vantagem: fazer o que deve ser feito quando deve ser feito. Não estou convencido do que escrevi. Foi só uma reflexão. É um tema muito interessante e abrange! Fala sobre nossa relação com as coisas. Obg!

  3. Poxa, eu sou exatamente assim haha. Pra me organizar prefiro a praticidade do Todoist e Google Calendar. Mas para planejar, o que geralmente a gente faz com mais tempo, a calma, delicadeza e bem estar que o papel proporciona são imbatíveis. Obrigado por nos esclarecer isso Thaís. Parabéns pelo excelente post.

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