Recebi um e-mail de um leitor e achei que seria um conteúdo legal para postar no blog. Segue a pergunta e a minha resposta.

“Olá, tudo bem?

Tenho curiosidade em saber uma opinião sua sobre a carreira de professor universitário bem como o curso de mestrado.

Uma das coisas que o GTD tem me ajudado muito é a aplicação prática do meu propósito de vida. Com isso, é natural que com o tempo algumas coisas comecem a ficar claras para a gente. Uma delas é a necessidade de compartilhar o conhecimento que adquirimos. Logo, vem a vontade de lecionar em faculdade.

Acompanhei em alguns dos seus posts que um dos seus projetos de médio a longo prazo é fazer um mestrado e lecionar em faculdade. Acho que seria o máximo uma vez que você tem todo um histórico empreendedor e conhecimento adquirido ao longo do tempo.

Minha dúvida é, considerando avanços tecnológicos, profissões que deixarão de existir daqui alguns anos, EADs já estruturados em algumas faculdades e um calhamaço de cursos virtuais que estão aparecendo, qual a sua perspectiva e projeção de futuro para a profissão de professor? Você acredita que valha a pena investir tempo e dinheiro em um mestrado para uma profissão que talvez suma do mapa? Claro que todo conhecimento adquirido é extremamente valioso, mas quais as tendências que você enxerga para esta profissão?

Agradeço se puder compartilhar o seu ponto de vista.

Obrigado.

R.”

Minha resposta:

“Oi R., tudo bem?

Que pergunta legal. Obrigada por escrever.
 
Eu acredito que todas as profissões vão mudar muito nos próximos 30 ou 50 anos. Eu me vejo dentro dessa transformação, e me adequando a ela, seja qual for o caminho que eu escolher.
 
Penso que compartilhar conhecimento será algo que sempre existirá, independente do formato.
 
O risco de investir em um mestrado é o mesmo de investir em um curso de datilografia nos anos 70 rs. Ficou obsoleto anos depois, mas o conhecimento que adquiri na época me foi útil (eu não tinha nascido, é só um exemplo) e depois eu precisei me atualizar em outras frentes. Mas foi bom enquanto durou. 🙂
 
É assim que eu vejo. Espero ter ajudado.
 
Thais”

O que você acha desse tema? Como você vê a sua profissão em alguns anos? Como isso impacta nas suas escolhas hoje?

16 Comentários

  1. Acho que mesmo com as mudanças que podem vir a acontecer na área da docência e na forma de se ensinar, não vejo como isso pode deixar de requerer conhecimento do docente (seja ele virtual ou não), e é em mestrados/doutorados que o docente aprende mais e certifica todo o seu conhecimento.

  2. Eu enquadro.me justamente nesse caso. Sou professora da educação básica, recém mestre em educação e almejando uma carreira acadêmica e de pesquisa. Creio que as mudanças existem e sempre existirão, mas o professor seja qual for o formato da relação de ensino e aprendizagem, sempre será necessário e terá espaço em qualquer sociedade.

  3. Olá Taís, olá leitor!

    Sou mestranda em Ciências Ambientais e trabalho como tutora a distância em uma importante instituição de ensino superior de Santa Cataria, referência em EaD no país. Na minha vivência dentro da universidade, percebo que, embora nossa sociedade tenha acesso a informação como nunca antes, o papel do professor como mediador continua indispensável para produção de conhecimento. Acredito que nossa profissão não vai acabar, mas, como dito por você, será preciso repensar a forma de atuação. Ainda vivemos um tempo onde os professores transmitem conteúdos, mas em breve, os profissionais da área terão o papel importante de guiar a formação do estudante numa construção conjunta, por meio de aprendizagem baseada em projetos, resolução de problemas e compartilhando vivências e experiencias pessoais. Isso pode acontecer no ensino presencial ou a distância. Além disso, os cursos de mestrado e doutorado preparam os profissionais para atuar na pesquisa e esta é uma fundamental para o desenvolvimento de tecnologias e resolução de problemas em nossa sociedade. Considerando tudo isso, ainda acho que vale muito a pena investir em uma pós-graduação stricto sensu, ainda mais se a vontade de ensinar é a principal motivação.
    Espero ter ajudado de alguma forma.
    Abraço,
    Simone Mazon

  4. Que pergunta legal. Sempre haverá mercado para bons profissionais. Professores preparados e que tem paixão por ensinar serão sempre bem vindos nas melhores instituições. A nossa carreira depende parte da qualificação e parte da nossa dedicação. Dê o seu melhor e você terá sucesso e uma bela trajetória. Deve ser muito gratificante ser professor, apesar de tudo.

    Thais, adorei a lembrança do curso de datilografia. Eu fiz quando jovem e é ótimo até hoje, facilitou minha vida. Bjs, sucesso!!!

  5. Concordo!! Fiz datilografia e amo digitar sem olhar para o teclado! Não foi perdido!
    Faço mestrado e amo!! Todo conhecimento que adquirimos primeiro ele é nosso e ao transmitir isso temos a sensação de dever cumprido! Isso nunca vai deixar de existir! No futuro também será necessário se ter professores de alguma forma e quanto mais o povo se graduar melhor para todos!!

  6. Mesmo que apareçam plataformas e formatos diferentes, o conhecimento de um professor sempre será necessário, ainda que seja na consultoria para a gravação do conteúdo. Mas, se o sonho realmente é estar na frente de alunos e ministrar aula pessoalmente, realmente é questionável. Nunca tinha pensado sobre isto.

  7. Nossa Thais, como nos transformamos quando descobrimos nosso propósito de vida!
    Até então, eu não havia me dado conta que aquela necessidade que eu sentia de compartilhar conhecimento vinha da indefinição do propósito de vida…Em março deste ano iniciei o Curso Coach Palestrante da Marcia Luz e desde então tudo ficou claro: sim!
    Para me sentir realizada preciso compartilhar conhecimento, e já estou fazendo isso através de treinamentos com a equipe de trabalho e já estou com três palestras agendadas.
    Porém, preciso destacar que toda essa mudança iniciou após conhecer o seu livro Vida Organizada e o Blog.Gratidão por todo conhecimento compartilhado conosco.

  8. Quando Li esse trecho parei logo pra comentar. Enquanto professora, com LICENCIATURA PLENA, e advogada, quero fazer a defesa da mais nobre de todas as profissões: Ela jamais deixará de existir, pois sempre terá alguém com desejo de aprender. No entanto, com a péssima remuneração, os maus tratamentos- seja em sala de aula, seja na rua, e em especial: O não reconhecimento do valor do professor, por esses motivos talvez deixe mesmo de existir. Investir no professor é investir em melhores cidadãos. Quando você procura um médico, o que espera dele? E quando procura um professor? Também não quer que ele seja o melhor?? Saudações aos colegas professores…que ainda não desistiram) dos outros e de si. Bjos Thais.

  9. Ola,
    Um mestrado é um momento de uma vida academica. Para alem disso representa a abertura para novas reflexões em um campo. Sou professora de ensino superior e penso, assim como a Simone, que é uma profissão em mudança . Assim como a sociedade contemporânea.
    Mestrado e Doutorado não são obsoletos, são caminhos de vida.
    Valeria Mori

  10. Não consegui estabelecer ponte entre o curso de datilografia e mestrado… Um se refere à uma técnica mecânica, o outro ajuda a construir o pensamento reflexivo, crítico, divergente, e até, convergente. Isso é atemporal…

  11. Oi Thaís, sou simplesmente apaixonada pelo seu trabalho =}
    Se possível, gostaria que você falasse mais a respeito sobre as áreas de foco e horizonte de visão

  12. Tema perfeito e que me interessa, pois também penso em fazer um mestrado e lecionar (um projeto de longo prazo).
    Acredito que a tecnologia vai mudar algumas características no ensino (como já tem acontecido) mas não acredito que ela terá o “poder” de acabar com a função do professor presencial. Assim como antigamente diziam que a tecnologia faria migrar os leitores de livros para a leitura no computador (o que não aconteceu na sua totalidade), pois nunca se vendeu e leu tantos livros como na era da tecnologia. Ainda haverá mercado para pessoas e como a vida é uma grande roda gigante, as tendências vão e voltam, vão e voltam….sem medo de realizar sonhos.

  13. Acho que a profissão do professor, tanto universitário quanto de qualquer outro nível, não vai desaparecer. Talvez se modifique muito, se transforme a ponto de não a reconhecermos mais como o fazemos hoje. Mas acho que vale investir na carreira de professor universitário. Na medida em que novas exigências e novos cenários forem aparecendo, a gente vai se adaptando e aprimorando habilidades. Eu gostaria de ser professora universitária um dia, também. Não sei se tenho energia pra encarar um mestrado, mas gostaria de me envolver nessa profissão.

  14. Então gostei da forma como foi abordado o assunto…Voltando para as “bases da educação”, (sou pedagoga com pós para o ensino superior); eu diria que : Estamos numa era em que o aluno esta cada vez + “antenado” e o professor precisa acompanhar essa revolução nos meios de ensino/aprendizagens…é primordial a atualização e uma graduação não lhe proporciona “zona de conforto” na crescente demanda do mercado, onde cada vez mais se precisa de mais e mais qualificações…Ainda que seja on line, a função não será instinta…e sim aprimorado os conhecimentos por parte do prof para poder acompanhar o mercado de trabalho.

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