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Hoje na nossa série de posts sobre GTD e Estudos eu gostaria de trazer alguns exemplos do uso do calendário nas diferentes situações envolvendo áreas de estudo.

Passo 1: Tenha uma agenda só sua

Uma dúvida que muitas pessoas que usam GTD têm é como lidar quando precisam acessar calendários diferentes para consulta. Uma coisa é o seu calendário pessoal, que diz respeito ao seu tempo – às suas 24 horas por dia. Outra coisa diferente são calendários de referência, que você pode acessar para se programar. Tenha uma agenda que seja só sua, não importa se em formato de papel ou eletrônica. É a agenda que você vai consultar todos os dias.

Se você não tem uma agenda, providencie uma antes de continuar a leitura do post, para que ele seja válido para você. Como dica de ferramenta, eu recomendo a agenda do Google, que é gratuita e muito funcional, além de sincronizar com todos os celulares.

Passo 2: Entenda o que deve entrar na agenda

A agenda, no GTD, ou o que o David chama de calendário (o que tem data atrelado), é o cenário mais árduo do seu dia. É o que mostra o que você vai fazer *obrigatoriamente*. Ela não é pra ser lotada de coisas e tratada como uma lista de desejos. Por isso, de acordo com o método GTD, apenas 3 tipos de coisas entram no seu calendário:

  1. Ações a serem feitas em um horário específico
  2. Ações a serem feitas em um dia específico
  3. Informações relacionadas a um dia específico

A primeira coisa que você deve fazer então é abrir a sua agenda e garantir que esses três tipos de coisas já estejam nela, começando pela semana que vem, por exemplo. Tudo aquilo que não se enquadrar nas categorias acima não deveria estar no seu calendário.

Passo 3: Revisão Semanal

Você já aprendeu no post anterior da série como fazer uma Revisão Semanal. Revisar o calendário passado e futuro é muito importante para garantir a atualização dele. Continue seguindo com as suas revisões semanais.

Passo 4: No dia a dia, siga seu calendário

Começou o dia, trabalhe nos itens do calendário. Nos intervalos, trabalhe em outras coisas. Abaixo, vou dar alguns exemplos de agendas para diversas áreas de estudo a fim de ajudar.

Exemplo: Idade escolar

Meu exemplo é uma criança no Ensino Fundamental.

Percebam que mesmo uma criança ou adolescente pode ter informações relevantes na agenda.

Exemplo: Vestibular

Meu exemplo é um adolescente em época de vestibular.

Apesar do horário apertado, esse adolescente sabe que terá prova de Português na escola e que precisa fazer uma revisão de Física (que fará, provavelmente, depois das aulas do cursinho). Se ele achasse pertinente, poderia usar os intervalos ao longo do dia para estudar um pouco.

Exemplo: Curso de idiomas

Meu exemplo é um adulto que trabalha e, duas vezes por semana, tem aulas de inglês à noite.

Esse cidadão tem uma informação relevante para o seu dia (greve do metrô) e também sabe que, em algum momento do dia, ele precisa revisar o texto da aula anterior para chegar preparado para a aula que será de noite. Ele pode fazer isso no intervalo entre as reuniões que terá ao longo do dia, ou no horário do almoço, ou mesmo antes de começar a aula, se chegar mais cedo. Mas ele sabe que tem que fazer isso nesse dia.

Exemplo: Faculdade

Meu exemplo é um aluno que trabalha e está fazendo faculdade à noite.

Nosso amigo tem que fazer uma coisa importante: buscar o trabalho impresso na gráfica. Se a gráfica for perto da faculdade, ele pode fazer isso quando chegar, já que sai às 17h e sua primeira aula é apenas às 19h. O prazo para o trabalho é hoje e, obviamente, ele não vai fazer esse trabalho hoje – ele vem fazendo esse acompanhamento em suas revisões semanais, que permitiram que, para hoje, ele tivesse apenas que buscar o trabalho impresso na gráfica. Ele também tem uma informação importante, que é a de que seu chefe está de férias (isso influencia em seu dia de trabalho, até mesmo para sair no horário certo).

Exemplo: Concurso

Meu exemplo é um concursando em tempo integral.

É provável que nosso amigo ou amiga não tenha compromissos agendados, mas ele(a) tem um controle de estudos rigoroso expresso em seu calendário, que pontua as revisões que deve fazer, além das aulas que precisa assistir naquele dia. Ele não tem horário certo para fazer essas coisas, mas precisa ir atacando uma por vez, até finalizar, e esse deve ser o seu foco desde o início do dia.

Exemplo: Pós-graduação

Meu exemplo é uma pessoa que faz doutorado.

Essa é uma pessoa que ministra aulas pela manhã, almoçará com o reitor e se programou para passar um par de horas na biblioteca à tarde para realizar algumas pesquisas. No mesmo dia, sabe que precisa entregar um artigo e submeter outro.

Percebam que, aqui, estamos falando da organização das informações. Não vamos confundir organização com planejamento – são fases diferentes. Sua agenda deve conter as informações organizadas. Se você quiser planejar situações diferentes (por exemplo: o concursando quer se planejar para fazer o que tem que ser feito naquele dia em determinados horários, ele pode criar uma agenda paralela – visualizada no mesmo lugar – para o planejamento, mas não mexer na sua agenda organizada). Se você confunde os dois, perderá a confiança no que deve ser feito de tal e tal maneira.

É aqui que outras ferramentas podem te ajudar, como planners e bullet journals. Mas não se engane: o GTD vai no simples. Para o GTD, a organização basta. Portanto, só de você olhar a sua agenda organizada, já deve estar claro o que tem que ser feito e qual o foco. Se você complicar muito, inventando outras coisas, isso pode mais complicar do que facilitar. Eu sempre recomendo fazer o teste. Eu, sempre que faço, volto ao simples com o que o GTD propõe.

Vale lembrar que a “composição” da agenda (o que entra nela) deve ser feita diariamente, à medida que você processa e esclarece suas informações capturadas. E a Revisão Semanal vai te dar orientação semana a semana, com noção de prazos futuros e outros compromissos.

Qualquer dúvida, por favor, poste nos comentários. Obrigada!

Thais Godinho
28/07/2017
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