ou

Um novo aplicativo para projetos e tarefas tem sido citado em algumas redes sociais e eu resolvi criar uma conta para fazer um teste e mostrar aqui para vocês. O nome dele é Task World e você pode testar a versão grátis durante 15 dias. Tem em português!

Você pode fazer login com a sua conta do Google, o que eu sempre acho ótimo em qualquer ferramenta porque não gosto de perder tempo com o cadastro.

Você pode criar “espaços de trabalho” e, dentro deles, projetos e tarefas. de cara, achei muito parecido com o Trello. Tem até o mesmo formato de canvas e de arrastar tarefas para os blocos ao lado. E eles até oferecem a configuração de importação dos quadros do Trello. Que ousados! rs

Um ponto diferente que já se vê logo ao iniciar o manuseio é que, ao criar um projeto, você pode escolher entre alguns templates. Achei isso um diferencial interessante. Ou seja: você pode escolher se quer visualizar o projeto em modelo Kanban, por departamentos, por equipe, por dia útil ou até com uma configuração em branco para personalizar como quiser. Se tivesse um template de GTD, ganharia meu coração, mas não tem.

Um recurso que achei muito interessante é que ele mostra a linha do tempo do projeto, como se fosse um cronograma. Basta clicar no menu superior, dentro do projeto.

Além da linha do tempo, você pode clicar em “análise” e ver tudo o que foi feito do projeto. 😱 Isso é absolutamente incrível e dá uma visão excelente, especialmente para gestores.

Outros recursos interessantes dentro do projeto são a possibilidade de subir arquivos e de conversar via chat.

Eu criei um projeto fictício só para mostrar como fica a visualização. Em ordem: tarefas, linha do tempo e análise:

Outra coisa legal é que, se você clicar em “visão geral”, no menu principal, o Task World te dá uma visão geral mesmo de tudo o que você precisa fazer dentro daquele painel de controle.

Se todo mundo preencher o cadastro direitinho, dá para clicar no nome da pessoa e ver informações sobre ela, além de atribuir tarefas.

Dentro de cada tarefa, você consegue atribuir uma série de parâmetros que geralmente encontramos já em outros programas similares, como prazo, responsável e etiquetas. Você também consegue personalizar a cor da etiqueta e atribuir “pontos” àquela tarefa (ou seja, você pode ter tarefas com pontuação menor ou maior, o que pode ser um recurso interessante se você trabalha com bônus e recompensas na sua empresa, por exemplo).

Achei que o programa tem uma interface amigável, dedutiva, e as carinhas e cores ajudam a tornar o visual mais agradável, sem deixar de ser um ambiente sóbrio. Ou seja, funciona para uma agência de publicidade mas também para um escritório de advocacia.

O preço varia de acordo com a quantidade de usuários que você queira inserir no sistema. Para um único usuário, o plano anual custa 96 reais (cerca de 8 reais por mês). Não consegui escolher a opção de pagamento mensal para ver a diferença.

Veredito

Uma boa ferramenta para gestão de equipes que precisam de uma mãozinha na parte do controle de prazos e responsabilidades. Para equipes com mais autonomia, vale testar e tirar suas próprias conclusões.

A possibilidade de separar os espaços de trabalho é uma boa para quem trabalha com diferentes equipes e não quer que todos tenham acesso a tudo.

Para GTD, funcionaria especialmente bem para planos de projetos mais complexos, tanto individuais quanto em equipe. Eu usaria em vez do Asana ou do Basecamp, por exemplo.

Você já testou esse programa? Poste nos comentários.

Thais Godinho
31/03/2017
Veja mais sobre:
Task World
5
O fim do Google Reader e alternativas para substituir o leitor de feeds
Google agora encontra tempo na agenda para que você trabalhe em seus objetivos
Como organizar: Projetos no Google Docs

Todos os caminhos levam à Roma

Na semana passada, passou pela Câmara dos Deputados a proposta de lei que permite às empresas terceirizarem todas as suas atividades, inclusive as chamadas atividades-fim (as principais atividades da empresa – a razão dela existir). Por exemplo, uma escola poderia terceirizar a contratação de professores. Antes, só era permitida a terceirização de atividades-meio – como limpeza e segurança.

Na prática, isso significa que o funcionário terceirizado será contratado pela empresa “terceirizadora”, com carteira assinada com esta, em vez do vínculo com a empresa em que efetivamente trabalhará. Isso possivelmente trará salários menores, porque a “terceirizadora”, a empresa intermediária, certamente vai querer tirar o lucro dela em cima das contratações. Além disso, sem vínculo com a empresa em que efetivamente trabalhará, qual será o nível de engajamento? Qual será o papel do RH? Podemos ser muito mais facilmente substituídos, constituindo apenas uma ficha trabalhista? (Ao mesmo tempo, é assim tnao diferente hoje em algumas empresas?) O que mais se tem discutido é a diminuição ou quase inexistência de direitos trabalhistas suadamente conquistados.

Enfim, a lei ainda não foi aprovada, mas é provável que caminhe para isso. Vamos bater um papo então sobre essa situação?

Fica difícil tentar prever o que exatamente irá acontecer. É fato que o nosso país está em um momento de crise e com muito desemprego, e que essa nova lei poderá abrir a chance de mais vagas, mas com salários menores e condições trabalhistas quase inexistentes. Será que o brasileiro está preparado para essa realidade?

Eu sempre considerei o tema educação financeira uma opção privilegiada. Me sinto privilegiada por poder falar em guardar dinheiro, construir fundo de emergência, conhecer investimentos, comprar à vista e outros do tipo. Para muitas pessoas, que desde adolescentes (…), todo o “salário” que recebiam de empregos absolutamente necessários para o seu sustento ou da família, guardar dinheiro ou pensar sobre investimentos era algo completamente fora da realidade. São pessoas que precisam (ou precisavam) escolher entre pagar a conta de luz ou comprar comida no mercado. E então, se por acaso tiverem um maior poder aquisitivo, vão querer gastar com “coisas” relacionadas a um estilo de vida que nunca tiveram mas sempre quiseram, como TVs, celulares e carros. Para essas pessoas, não gastar tudo o que ganham é algo muito difícil e complicado, até sem sentido. Também já vi casos de pessoas que conseguiram e sempre foram muito organizadas financeiramente, mesmo com pouco. O que quero dizer é que é difícil mudar uma forma de pensar uma vez que você já tenha se acostumado a viver de uma determinada maneira.

Quando eu saí do modelo CLT para o modelo PJ, eu demorei para me adaptar. Eu achava que todo o dinheiro que eu recebia era meu, assim como acontecia quando eu recebia um salário. Eu demorei bons anos para aprender sobre educação financeira de uma empresa (mesmo uma empresa de uma pessoa só!), descobrir como pagar um bom e suficiente salário para mim, o que devo pagar de impostos, o que posso investir na empresa em si. E apenas com isso eu comecei a ir além, pensando em aposentadoria, plano de contas, projeção financeira.

Passei por bons momentos e por momentos bem difíceis nesses quase três anos trabalhando como PJ. Ano passado, passando por um desses momentos complicados, eu gerei um princípio para a vida. Eu acho que princípios são como badges que a gente gera sempre que passa por algo e decide alguma coisa importante. E esse princípio foi: crie sua própria estabilidade. Não fique parada. Cuide da sua mente e busque sempre meios de garantir os recebimentos da sua empresa. E isso mudou a minha vida. Mesmo na crise, minha empresa continuou crescendo. Eu nunca parei. Foi uma lição importante.

Fico imaginando como será para as pessoas que nunca passaram por isso terem que encarar uma situação dessas de repente, em um momento de crise e desespero, em muitos casos. Sem dinheiro guardado. Sem entender o cenário. Contabilidade e finanças deveriam ser disciplinas a serem estudadas na escola. Se haverá tal mudança em nossa sociedade, seria fundamental educar a população. Mas será que há interesse em educar a população ou apenas em “fazer girar a economia”?

Por isso, esse post é um primeiro de vários que pretendo escrever sobre o assunto. Precisamos aprender. Precisamos entender como a coisa toda funciona. Porque, independente do formato do seu trabalho hoje, é fato que o conceito de trabalho no mundo todo está mudando. Talvez a gente caminhe sim para modelos de trabalho mais independentes. E isso depende de sabermos administrar a “nossa empresa”, o nosso dinheiro, os impostos, os investimentos, os direitos. Sendo o Governo, uma empresa ou nós mesmos quem gera essa renda.

Afinal de contas, somos todos terceirizados.

Thais Godinho
30/03/2017
Veja mais sobre:
33
Como tornar as segundas-feiras mais legais
Contra o conceito da mulher multi-tarefa
Como se organizar para arranjar um emprego

Nossa live na semana passada foi tão legal que resolvemos fazer outra na semana que vem! Pensamos bastante em um tema que fosse legal de discutirmos juntas e a ideia é falarmos sobre o número 4, que tem tudo a ver com disciplina e organização, e na live eu vou falar sobre as 4 listas essenciais para colocar ordem no caos diário. Vamos?

Tem sido maravilhoso poder me engajar mais nesse assunto com a Wanice, que é um amor de pessoa e me ensina demais sobre como as energias fluem melhor quando a gente alinha tudo isso que é feito na prática com o coração. <3

A gente tem trabalhado mais juntas porque estamos criando nosso curso de Feng Shui e Organização da Casa, que já está no ar, com aulas todas as semanas! Já se inscreveu?

Para a LIVE, inscreva-se aqui.

Até lá!

Thais Godinho
29/03/2017
Veja mais sobre:
0
Retrospectiva 2011 – Vida Organizada
Reserve a data: Evento de lançamento do livro Casa Organizada em SP
O blog mudou: conheça os motivos e veja como se encontrar