Este é um exercício que tenho feito ultimamente e que gostaria de compartilhar com vocês.

Destralhar a minha casa tem sido uma constante ao longo dos anos. Sempre tem coisa para tirar, o que não deixa de ser impressionante.

Atualmente, tenho sido ainda mais criteriosa com tudo o que fica. Procuro manter o que o David Allen (autor do método GTD) recomenda como “coisas que normalmente têm seu lugar na casa”: referência, equipamentos, decoração e suprimentos. Mas, mesmo entre esses, tenho feito o interessante exercício de pensar: e se me chamassem para trabalhar em outro continente e eu precisasse me mudar em um mês? Eu levaria este objeto?

Pode parecer besteira, mas eu funciono bem com esse tipo de raciocínio.

O resultado é que tenho me desapegado de muito mais coisas, se pensar no trabalhão que seria me mudar com elas para outro lugar tão distante. E tenho ficado cada vez mais apenas com o essencial.

Mesmo as quatro categorias citadas lá em cima me fazem pensar na vida, porque todas elas podem ser digitalizadas (referência), vendidas (equipamentos, decoração) ou doadas (suprimentos).

Eu acredito que o fato de ter passado por muitas mudanças nos últimos anos me deixou assim. Acabei começando a gostar das mudanças, porque elas me dão a oportunidade de reavaliar tudo sempre. Mas você não precisa passar por uma mudança de casa real para fazer esse destralhe – fica a dica então para, como eu, tentar pensar assim no dia a dia.

Me conte nos comentários como foi.

7 Comentários

  1. Thaís, nem precisei ir tão longe…

    Passei 6 meses morando na casa da minha mãe por conta de uma reforma no meu apartamento. Ao voltar, me vi envolta em caixas e mais caixas de coisas que eu simplesmente não sentia mais a necessidade de manter.

    Ainda estou no processo de destralhamento (comecei tem uma semana), mas já adiantei muita coisa.

    Beijos e sucesso!!!

  2. Olá, este ano completo 10 anos de casa e forawm até agora 4 mudanças. Quando olho para traz vejo uma grande evolução, me desfiz de várias coisas, doei a maior parte delas, e hoje sou mais leve, mais prática e mais organizada. Aprendi no Vida Organizada a ter um lugar para cada coisa e que antes para comprar algo novo ele já precisa ter seu espaço e sua função determinada. A mudança não me assusta mais. Beijos e muita prosperidade !

  3. Essa situação se apresentou na minha vida esse ano. A ideia é que eu mudasse pra Europa em um mês, mas felizmente o prazo foi prorrogado um tempinho. Pensando no que levaria nas malas, me dei conta de quantas coisas tenho e já comecei a doar e descartar várias.

  4. Oi Thais. Posso dar o meu depoimento, pois acabei de fato de me mudar de continente… Não tinha ideia de quanta tralha eu tinha em casa, e só pude constatar quando tive que reduzir as minhas coisas à seis malas de viagem… Um caos. Uma canseira imensa pra arrumar e selecionar só o essencial. Passei as duas últimas noites no Brasil praticamente sem dormir pra conseguir.. O que posso te dizer é que, ao longo da vida, vamos juntando muita coisa supérflua. Ficou a lição: nunca mais vou ter tanta coisa, pois não é necessário. Não mesmo! Beijo grande, Tati.

  5. Já venho pensando de tal forma há algum tempo, já que provavelmente na metade de meu curso da faculdade tentarei um intercâmbio para o Japão. Não será uma mudança definitiva, mas é bom já ir me organizando. Essa postagem apenas me incentivou ainda mais. Muito obrigada!

  6. Oi, Thais, estou passando por isso agora. Num primeiro momento, pensei em levar muitas coisas para a casa da minha mãe, mas depois fiquei pensando: para quê? Digitalizei cartas antigas, guardei apenas uma com a letra do meu pai, que já morreu; uma com um texto especial da minha mãe; um cartão-postal escrito pelo afilhado e mais uma outra de uma amiga querida. Contracheques antigos, cópia de imposto de renda, exames médicos, tudo foi digitalizado. Estou agora em um dilema sobre duas bonecas que guardei até hoje (por mais de 30 anos). Como não tenho filas, estou pensando para quem poderia dar e se vou me arrepender. Está sendo realmente um exercício de desapego. O que sobrar tem que caber em duas malas médias. A vida às vezes nos faz fazer escolhas difíceis, mas que se mostram úteis a longo prazo. Beijo

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