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Convidei o meu amigo Darllan Botega para escrever sobre um assunto polêmico mas muito bacana e que tem a ver com produtividade. Darllan é bancário, faixa preta em GTD e vive em Brasília. 

A Thais Godinho, do Blog Vida Organizada, me convidou para escrever um texto sobre sono polifásico, aceitei o desafio, dormi menos e escrevi mais! kkk

Pense em um assunto que dá o que falar! Dormir! Ah! Tenho insônia, durmo mal, não tenho sonhos faz tempo, cheguei atrasado porque dormi demais…

É fato que o sono faz parte de nossas vidas, afinal dormimos 1/3 dela, passamos 33,33% do dia fazendo isso! 8 horas de sono e 16 horas antenados no mundo real (as vezes mais no mundo virtual, rsrs).

E… se pudéssemos otimizar isso? E se com menos tempo de sono, pudéssemos dormir melhor e ficarmos mais ativos e produtivos? Humm, aí que entra o controverso SONO POLIFÁSICO.

De um lado os adeptos e entusiastas (inclusive eu!), que defendem o modelo e que conseguem mais tempo no dia a dia, para estudar mais, trabalhar mais, produzir mais e do outro lado o resto do mundo ansioso que médicos (e jornalistas) deem provas convincentes que isso funciona ou realmente a privação de sono prejudica o desenvolvimento físico e mental.

Sabe qual é a resposta? Não? Nem eu!

Vou deixar aqui meu relato.

Primeiramente, vamos entender o que é sono polifásico. Essa é fácil, significa dormir mais de uma vez no dia. Nesse tipo de sono diminuímos ou retiramos o sono noturno e introduzimos cochilos durante o dia, para recarregar as energias e manter o estado de prontidão. Existem vários tipos de sono polifásico, do mais “light” ao mais radical e são eles:

Bifásico: Esse muita gente faz (e é bom demais certo?), trata-se daquele cochilo gostoso depois do almoço, que renova as energias e te dá um novo gás para o 2º tempo do trampo.

Everyman: Aqui começamos a “cortar” nosso tempo total de sono, nesse método dormimos, em média, de 3 a 4 horas à noite e adicionamos 3 cochilos durante o dia.

Dymaxion: Rapaz, agora a coisa começa a ficar séria! Aqui você dorme 4 vezes no dia, com sonos de 30 minutos cada, ou seja, você dorme 2 horas por dia!

Uberman: Esse é punk e rígido! São 6 cochilos de 20 minutos por dia e tem que respeitar! Não pode dormir mais que isso, porque senão você entra em sono profundo e fica muito difícil de acordar depois.

http://hypescience.com/sono-polifasico-dormir-menos/

Muitos alegam que o sono polifásico priva a pessoa de entrar no sono REM (rapid eyes moviment), onde a atividade cerebral é alta, acontecem os sonhos e as memória e o aprendizado são fixados. Em diversos estudos, inclusive de Claudio Stampi, um dos grandes estudiosos do tema, mostrou-se que quando nos adaptamos, nosso organismos tende a entrar mais rápido (ou até direto) no estágio REM, pulando dos estágios de sono leve (1 e 2) e profundo (3 e 4).

Testei 2 modelos de sono polifásico, o Everyman e o Dymaxion.

Falando do segundo (Dymaxion) relato algumas percepções: seu dia fica enoooorme, você ganha muito tempo para fazer muita coisa! Coloca em dia tarefas atrasadas, lê mais, executa mais, sua cabeça pira do tanto de possibilidades, afinal, você dorme 2 horas e fica com 22 horas no mundo real por dia! Por outro lado amigo, acontece uma coisa bem louca, você perde a noção do que foi ontem ou anteontem, porque você dorme faseado e cíclico, além disso é muito difícil entrar no ritmo desse modelo e mantê-lo, pois quando o sono bate você precisa ir dormir, mas imagina se o horário do cochilo é bem na hora daquela apresentação sua ou reunião importante! Assim, para quem tem horários a cumprir e tarefas agendadas inadiáveis, dá não… Serve bem para velejadores, escritores e pessoas que podem adaptar seus horários e vida social.

Já no Everyman, que inclusive estou usando atualmente, o negócio é mais divertido e permite ajustes. Eu, por exemplo, faço um sono de 5 horas à noite e 2 cochilos durante o dia, um no horário do almoço e um lá pelas 19 horas — se pudesse tirar mais um cochilo de 20 minutos no dia, cortaria mais 1 hora de sono a noite — em resumo, dormia 7 horas por dia, hoje durmo 5 horas e 40 minutos e vou muito bem obrigado, ganhei mais de uma hora de produtividade e ainda me revigoro com as sonecas da tarde.

As primeiras 2 semanas não são legais, você fica meio sonolento e irritado, mas depois tudo normaliza e seu corpo se adapta. A parte ruim é quando você perde essa adaptação (como em qualquer coisa) e dorme mais no período noturno ou pula um dos cochilos, necessitando um rearranjo do seu relógio. A parte boa é que você pode dormir mais tarde e acordar mais cedo! Você consegue fazer mais coisas, enfim, produzir mais.

Concluindo:

  • Não podemos brincar com o sono, se você testar e não se sentir bem, não continue;
  • Ainda não existem provas dos malefícios (ou benefícios) do sono polifásico, muito menos a longo prazo;
  • Os primeiros dias são pesados mesmo, principalmente lá pelo 4º dia, coragem!
  • Sono polifásico requer disciplina e controle, o que é uma conquista para quem chega lá!

Quer mais informações sobre sono polifásico? Acesse este link e boa noite!

Thais Godinho
14/01/2017
Veja mais sobre:
Darllan Botega, Sono
50
Mente como água é o meu lema em 2017
Dormir menos e produzir mais! Desafios de um sono polifásico

 

  1. Ana Claudia 14/01/2017

    Que legal Darllan! Vou começar a colocar em prática, já que estou com licença até o dia 01/03 para fazer a qualificação do doutorado. Aproveitarei essas duas semanas que os filhos estão com o pai para me adaptar!!
    Thais que legal vc ter chamado o Darllan, adorei! Beijos procês!

  2. Susana 14/01/2017

    Vão todos ficar doentes. Sono noturno (já ouviram falar em ciclo circadiano?) é crucial para a saúde. Boa sorte para os que brincam com o próprio corpo.

    • Daniel respondeu Susana 15/01/2017

      Pensei que somente eu achava isso loucura! Parece bonito, coisa de gente “importante”, dedicada e focada mas na minha opinião isso é um crime contra o próprio corpo. Pessoas buscam tempo, mas tempo pra que mesmo?

    • Thais Godinho respondeu Susana 15/01/2017

      Em primeiro lugar, é legal se referir ao autor do texto. Eu não sou adepta da ideia, mas o blog trata sobre todos os temas envolvendo produtividade, organização e vida doméstica, e outros leitores pediram para escrever sobre o assunto. Como não sou gabaritada para isso, convidei um amigo que está fazendo esses testes para escrever. É uma pessoa muito querida e que tem uma vida ótima, e que jamais faria algo que o prejudicasse. São testes. E o resultado ele contou no post. Se vocês lerem, ele vai dizer como tem feito hoje, que na verdade é mais do que muito brasileiro que acorda às 4h para ir trabalhar e chega 23h em casa faz…

      • Kleice Silva respondeu Thais Godinho 15/01/2017

        Thais, foi exatamente o que eu pensei “muito brasileiro que acorda às 4h para ir trabalhar e chega 23h em casa faz…”
        Eu mesma já passei por isso e tinha uma qualidade de vida péssima, nem tanto por causa do sono durante o dia, mas pelo cansaço mesmo de não ter “descansado corretamente”, acredito que se na época eu tivesse ouvido falar sobre isso, teria adaptado essas sonecas à minha realidade e ter tido dias melhores…

        Hoje tbm não consigo dormir 8 horas por dia, trabalho em outra cidade, saio de casa as 5:30 e retorno as 19 e não consigo dormir antes das 23… mas aproveito e durmo no fretado (pelo menos +1:30 de sono por dia). Vou pesquisar sobre o assunto para melhorar esses meus cochilos no fretado… 😉

    • Andressa respondeu Susana 18/01/2017

      Mas você já tentou ou apenas está reproduzindo o que ouviu falar sobre sono polifásico?
      Eu vivi e vivo do sono polifásico tem muitos anos, é uma prática que requer muito estudo, muito mesmo, mas já foi comprovado inclusive no site Poliphasic Society com pesquisas científicas que dentro daquele cronograma temos todas as fases que precisamos. Afinal, você sabe de onde vêm a cultura do sono de 6 a 8h por dia? Da revolução industrial, antes disso, todos temos sono polifásico! Os bebês tem sono polifásico, os humanos não dormiam nas selvas 8h por dia….
      Dormir 8h é uma coisa que se aprende, assim como quem tem insônia pode se beneficiar do dormir bem se quebrar o sono em dois ciclos. Não necessariamente precisa ser a doidera de 2h por dia que esse sim é prejudicial, mas só de você dormir 3h40 de noite, mais uns 30 minutos depois do almoço, 30 assim que chega em casa e 30 sei lá, pra quem dorme tarde….0:00 vai se sentir bem. Eu me sentia muiiiito mais disposta quando quebrava meu sono de maneira saudável, pode ser 4h de noite e o resto durante o dia para tornar 6h no total.
      Ou simplesmente pode-se dormir a noite as 8h e fazer o famoso cochilo benéfico depois do almoço, 15 minutinhos, isso já é sono polifásico (mais de uma fase).

      • Thais Godinho respondeu Andressa 19/01/2017

        Obrigada por compartilhar sua experiência e conhecimento.

      • Daniela respondeu Andressa 20/01/2017

        Se você já começou comparando o sono polifásico com dietas, então a coisa realmente precisa de muito cuidado para ser aplicada, quiçá nem deva ser…
        Dieta é um conceito extremamente arcaico e que só violenta o corpo, especialmente estas dietas da moda como Dukan, Low Carb, Jejum Intermitente…
        Recomendo a leitura de sites/Facebook como Não Sou Exposição, Sophie Deram, AliMente-se.

    • Andressa respondeu Susana 18/01/2017

      Para finalizar bem! Fazendo analogia com dietas, por exemplo, nem a Dukan que é de proteínas para sempre você vai cortar o carboidrato, certo? Existem várias dietas e várias maneiras de você chegar ao peso saudável, seja Jejum Intermitente, seja cortando carboidratos, cortando gorduras, contando calorias.
      O mesmo acontece com o sono: Existe vários pontos para você atingir o nível saudável de ciclos do sono, existem pessoas que fazem dietas mais “radicais”, então tem pessoas que dormem 2h por dia, mas como todo médico dirá, não é saudável você adotar isso para a vida inteira, ou seja, dormir 2h não é saudável, mas, o sono polifásico não é vilão, qualquer cochilo que você dê depois de ter dormido de noite, já é sono polifásico. O fato é que o mais saudável de todos e que você pode adotar para o resto da vida é o Everyman (o nome em inglês já sugere, “qualquer pessoa”….). A gente tende a achar que se for quebrar o sono vai ter muitos prejuízos, mas se o fizer com sabedoria de causa, eu que vivencio, é muito mais satisfatório, inclusive minhas taxas hormonais e de colesterol (junto com a dieta sugerida) me tornaram muito mais saudável. Perdi peso…me sentia muito mais descansada. Coisa que em 8h é difícil alcançar. Enfim, no mundo inteiro, existem na comunidade “ativa” somente 11 membros, não espero que a gente seja levado muito a sério mesmo. Eu sou conhecida como louca, e acho que sempre vou ser, mas meus exames e o que eu vivenciei mostram o quanto a ciência julga aquilo que é desconhecido.
      Ótima matéria, nunca achei que ia ver esse tema em minha vida no meu blog favorito! Aliás, nunca achei que ia ver David Allen ser amplamente divulgado, não tenho nem explicações pela oportunidade de estar lendo essa matéria aqui!

      • Thais Godinho respondeu Andressa 19/01/2017

        <3 <3 <3

  3. Italiene 14/01/2017

    Amei! Vou estudar mais a respeito! Outros posts sobre o assunto seriam de grande serventia 😀

    Beijos!!

  4. Renata 15/01/2017

    Bom, a ideia é interessante e meu coração palpita de emoção com a possibilidade de mais horas disponíveis…rs. Mas, somos seres integrados à natureza, entendo muito pouco de biologia, mas há razões, muito além de simplesmente dormir bem, que justificam o fato de irmos pra cama à noite e repousarmos o máximo possível. Isso também é viver.

    • Priscilla respondeu Renata 20/02/2017

      Sim, mas nessa ideia, Renata,
      o ideal seria dormir com o por do sol e acordar com o sol…
      que não fazemos também.

      Nossos ancetrais faziam isso, mas acordavam no meio da noite para uma vigília (ver se estava tudo bem, não tinha predadores por perto e etc…)

      Realmente, essa história de dormir 8hrs por dia veio com a revolução industrial: Tudo igual, para todos. Produção em massa. Sem personalização…

      Isso não me parece NADA biológico, rs

  5. Andrea 15/01/2017

    Confesso que tô até ofendida com isso. Principalmente em época de privação de aposentadoria, ameaça a direitos trabalhistas e previdenciárias. Não deixem o pequeno saber disso.

    • Thais Godinho respondeu Andrea 15/01/2017

      Oi Andrea, tudo bem? O autor foi convidado para falar sobre uma experiência dele. O blog traz artigos sobre todos os assuntos ligados a produtividade e organização. Não foi intenção ofendê-la, apenas trazer um ponto de vista. 😉

  6. Carla Renata 15/01/2017

    Nossa!!!! Dá dor de cabeça e enjôo só de pensar. Estou brigando desesperadamente para conseguir dormir 7 horas por noite, e não consigo cochilar 20 minutos. Se fizer isso, acordo parecendo que fui atropelada por um caminhão e minha produtividade despenca pois perco a concentração. Mas é claro que nosso corpo se adapta a tudo. Por isso a humanidade ainda está aqui, né? Quem quiser se aventurar, boa sorte. Mas faça baseado em estudos para não provocar mudanças prejudiciais ao seu organismo. Eu me aventuro nas minhas ‘bixo-grilíces’, estudando muito antes de testar qualquer coisa.
    A meditação profunda ajuda a não sentir os efeitos nocivos da falta de sono pois compensa a falta das fases mais profundas e ajuda a atingir e aproveitar as fases REM. Principalmente porque temos, em média, 4 a 5 fases REM por noite. Imagino (não estudei sobre isso para afirmar) que se vc conseguir atingir isso nos cochilos, e alguns minutinhos de meditação, o cérebro deve se sentir satisfeito.

  7. Marina 15/01/2017

    Se eu ganhasse umas horinhas a mais do meu dia com essa rotina, acho que ia aproveitar pra dormir! ahahha’

    Li o relato de um rapaz que testou o “Uberman” uma vez, e foi doidera! Mas acho que o rapaz foi bastante radical, caindo direto na técnica sem nem testar as outras mais leves antes. Pelo que eu me lembro, ele começou a ficar irritado, depressivo, e começou a ter pensamentos suicidas com algumas semanas… Mas tipo, imagina você do nada começar a dormir só 1hora e meia por dia, com o sono todo picado, sem nenhuma preparação antes?

    Do jeito que o seu amigo faz parece bastante seguro, tentaria aderir a técnica se eu tivesse interesse 🙂

    • Sabrina Mix respondeu Marina 23/01/2017

      “Se eu ganhasse umas horinhas a mais do meu dia com essa rotina, acho que ia aproveitar pra dormir!”

      Hahaha…

      Amei!

  8. Corey 15/01/2017

    Interessante abordar esse tema mas é assustador que alguem se prive de uma necessidade fisiológica importantíssima em troca de “produtividade”. O que tanto uma pessoa quer produzir se abre mão de dormir pra isso? O que pode ser mais importante que ter uma noite de sono recuperador? Quando estava na faculdade, estudava e trabalhava, dormia no máximo 6h por dia, destrui minha saúde e até hoje, uma decada depois ainda tenho sequelas disso, mas era necessidade. Uma pessoa fazer isso de maneira optativa é muito pra minha cabeça.

    • Thais Godinho respondeu Corey 16/01/2017

      Que tal a gente pensar que existem trabalhos diferentes do nosso? Uma pessoa que trabalha em pesqueiro precisa fazer sono alternado. Quem trabalha em navios também. Médicos. Mães de recém-nascidos que acordam a cada duas horas.

      Precisamos abrir um pouco o leque. Não se trata de um único modelo. 😉

      • Susana respondeu Thais Godinho 16/01/2017

        Thaís, uma coisa é alternar o sono por necessidade, por tempo limitado, mas tentando somar os cochilos até atingir pelo menos 7 horas de descanso. Outra coisa, bem diferente (e é a proposta do post) é, deliberadamente, privar-se de sono, uma necessidade fisiológica crucial, para ter mais “produtividade”. Achei o post mais do que polêmico, achei perigoso incentivar uma prática que pode ser danosa ao organismo. Seu blog é ótimo, mas esse post, na minha opinião, foi uma bola fora.

        • Thais Godinho respondeu Susana 16/01/2017

          Oi Susana, tudo bem? A ideia não foi sugerir nem incentivar, mas trazer um relato.

          Obrigada por comentar.

      • Daniela respondeu Thais Godinho 20/01/2017

        Thais, eu entendo sua posição. Trabalho em escalas, com horários alternados, e a recomendação médica para mim foi realmente trocar de emprego. Como não é possível por enquanto, tenho de dormir sempre nos mesmos horários (quando trabalho de manhã e quando estou de folga), e quando estou de madrugada devo dormir o máximo que puder, priorizando atividades relaxantes durante o dia.
        Mas não devemos generalizar (e sei que o texto não fez isso) para todas as pessoas, em troca de produtividade.

  9. Daniele Rodrigues Serpa 16/01/2017

    Thais, sempre sensata e coerente nas suas respostas e colocações!… Parabéns Thais e parabéns Darllan pelo excelente texto!

  10. Hellen 16/01/2017

    Em primeiro lugar me espantei com os comentários! uau as pessoas precisam urgente a aprender a se expressar na internet sem agredir o outro, ninguém é obrigado a fazer esse método de rotina de sono uma religião, o autor do texto está apenas contando como foi pra ele testar. Quem tem filhos pequenos já viveu muito essa rotina e quem estuda e trabalha em tempo integral também!

    Enquanto lia o texto pensava que daria t udo por essa rotina com o cochilo no dia, hoje particularmente foi o dia que por necessidade dormi por volta de duas horas no total e amanha volta a rotina de quatro a cinco hora por noite, todos os dias. O jeito é adaptar mesmo com o que dá certo, hoje é um dia que preciso estar mais focada, com mais atenção no que faço ou ouço para captar melhor o que estou fazendo, as vezes rola uma irritabilidade extra, mas afinal o que somos nós a não ser fruto das escolhas que fazemos, era dormir pouco ou poder aproveitar meu único dia de folga com as minhas filhas pequenas.

    Adorei o texto e calhou de ler justamente num dia de sono privado no qual eu pensava em como as pessoas conseguem realizar feitos grandes… com certeza não é dormindo dez, doze horas por dia, não que seja saudável dormir tão pouco, porém as vezes a vida pede sacrifícios como esses!

    • Thais Godinho respondeu Hellen 16/01/2017

      Obrigada, Hellen. Exato… é importante saber que existem outras realidades e também ter empatia pelo outro. Não é uma sugestão, apenas um relato.

  11. Ana Carolina Kindlmann 16/01/2017

    Realmente é um assunto polêmico. Penso que pode causar uma confusão no organismo e este não entender que houve uma soma de horas de sono que atingiu 7 ou 8 horas. Mas realmente é tentador, pois o dia parece curto para tantos afazeres.

  12. Matheus 16/01/2017

    Adoraria colocar em prática o ubwrman, mas não tenho um local propício para os cochilos no trabalho nem na faculdade. Talvez quando eu comprar meu carro, possa fazer, ai tiro os cochilos dentro do carro.

  13. ANA KAROLINE DE OLIVEIRA COSTA 16/01/2017

    Nossa acho que isso não é para a maioria das pessoas… no máximo uns 3% da população… concordo com a moça que falou do Equilíbrio… tá faltando isso no mundo, tudo tem que ser tão produtivo que esquecemos que não somos máquina, estamos sujeitos a falhas, precisamos descansar, comer de tudo um pouco… para mim parece ser mais uma loucura do tipo corte todos os carboidratos e terá o corpo desejado, foque apenas nos estudos e passará num concurso… e o equilíbrio? e o prazer de viver?
    o blog está lindo.
    Parabéns.

    • Thais Godinho respondeu ANA KAROLINE DE OLIVEIRA COSTA 16/01/2017

      Obrigada, Ana. A ideia é explorar opções para pessoas que precisam alternar esses estados. Certamente a maior parte das pessoas, especialmente que trabalham das 8 às 18h, não tem nem como pensar nisso.

  14. ANA KAROLINE DE OLIVEIRA COSTA 16/01/2017

    Ah preciso deixar meu relato de experiência de privação do sono em nome da produtividade.
    Em 2014, exatamente em setembro, eu era concursada pública e trabalhava em outro município e pegava estrada diariamente. À noite, duas vezes por semana, tinha aulas no extremo oposto da cidade. Aos sábados, classe de francês. E dava aulas EAD, Tinha acabado de terminar meu mestrado e estava cheia de faltas no trabalho a pagar, e quando podia, trabalhava além das 8h, ficava a noite.
    Isso acabou interferindo drasticamente na qualidade do meu sono, que além de ter reduzido bastante em questão de tempo, perdeu em qualidade pois tive bruxismo, síndrome das pernas inquietas (você bate e balança suas pernas à noite, enquanto dorme) e insônia. Durante o dia, passava o dia sonolenta, a base de café e outras coisa e mesmo um cochilo depois do almoço não garantia recuperação. Um dia, voltando para casa na BR, cochilei dirigindo. Por pouco não bati o carro, por uma buzinada acordei.
    Foi a deixa para uma licença médica psiquiátrica. Recomendação do médico: passar um mês dormindo direito. Foram 4 tipos de remédio diferentes e por ele, teria passado mais tempo de licença e com medicação. Perdi a vaga de docente no ead, meu rendimento caiu nas disciplinas que cursava, fiquei com fama de “paciente psiquiátrica” no antigo emprego e quase reprovei no francês.
    Acho que temos que pensar bem nos nossos limites, aprender a dizer não e a não fazer aquilo que não é coerente conosco… até hoje tenho dificuldades para dormir, apesar de estar há mais de um ano livre de remédios. Produtividade é para as máquinas, precisamos de equilíbrio, precisamos parar de pensar que somos infinitamente elásticos, flexíveis e adaptáveis pois somos humanos e infelizmente, cheios de limites.
    A maioria dos médicos não aguenta por muito tempo rotina de plantões. Vejo concurseiros tomando ritalina sem prescrição ou necessidade. As mães estão sempre cansadas e estressadas quando sozinhas com seus bebês. Trabalhadores de cozinha apresentam mais facilmente pressão alta.
    Então será que podemos realmente negligenciar o sono e outras necessidades básicas?
    Acredito que essa sua postagem foi muito importante para refletirmos sobre isso, sobre como cada um se adapta a uma ferramenta de organização, mas nem todos poderão de beneficiar da mesma.

    • Thais Godinho respondeu ANA KAROLINE DE OLIVEIRA COSTA 16/01/2017

      Obrigada por compartilhar, mas o problema aqui não foi o sono, e sim o excesso de atividades, certo?

      Aumentar a produtividade não é trabalhar mais, mas aproveitar melhor o seu tempo dedicado a qualquer atividade.

      Então não é que você tenha privado do sono por “mais produtividade”, mas por excesso de atividades.

      Isso prejudica tudo, não só o sono. Por isso o blog existe, por sinal. 🙂

  15. Thais Godinho 16/01/2017

    Fiquei refletindo desde ontem sobre o que vocês escreveram e quis trazer algumas considerações.

    Em primeiro lugar, o texto é de um convidado. Eu o convidei porque vários leitores me pediram para abordar esse assunto, que tem a ver com produtividade, e eu não tenho conhecimento sobre isso. O Darllan é uma pessoa incrível, que vive buscando maneiras de ser uma pessoa melhor, e eu sabia que ele estava estudando o assunto e fazendo alguns texto. Então pedi que ele escrevesse um relato, o que ele gentilmente fez, e agradeço. O post não é uma sugestão ou um incentivo a nenhuma das práticas, mas apenas informativo.

    Em segundo lugar, não é porque algo não cabe na nossa realidade que isso deve servir como apoio para críticas a um estilo de vida de outra pessoa, que tem uma realidade diferente. O Darllan deu alguns exemplos no texto, e eu me arrisquei a dar outros nos comentários. Se você tem um emprego das 8 às 18h, obviamente não tem a possibilidade nem de tentar fazer algo diferente.

    Para trazer um exemplo pessoal: quando comecei a trabalhar como autônoma e ter mais flexibilidade de horários, quis tentar equilibrar o sono da noite (dormir meia-noite e acordar umas 5 ou 6 horas) tirando uma soneca depois do almoço. E isso não funcionou para mim, porque PRA MIM o bloco de sono de 7,5h é o que funciona melhor. Dormir durante o dia, que sejam 20 minutos, atrapalha muito a minha qualidade de sono de noite. Isso não significa que o que funciona para mim será regra para outras pessoas.

    Já tive um tempo em que estudava (faculdade) e trabalhava o dia inteiro, e dormia poucas horas todas as noites (da 1 às 6, em média). Se eu pudesse tirar dois cochilos ao longo do dia para ficar bem, teria feito sem dúvidas. Isso é sono polifásico. Também já tive que trabalhar indo e voltando de fretado para outra cidade, em que acordava 4,5 e chegava 20h em casa. Eu também dormia um pouco na ida e na volta. É sono polifásico. Quando meu filho nasceu, eu o amamentava a cada 2 ou 3 horas, mesmo de noite. Tive um sono polifásico “forçado”, e teria me beneficiado muito mais se tivesse conhecimento sobre o assunto na época. Eu ficava me forçando a ficar acordada durante o dia para fazer atividades da casa, em vez de fazer pequenos ciclos de sono.

    Assim como existem diversos tipos de pessoas e trabalhos no mundo inteiro. A minha avó está aposentada e dorme 4 horas por noite, e cochila durante o dia. Ela gosta. Não faz mal à saúde dela. E acho que CADA PESSOA deve procurar um médico para ver o que faz mal ou não para SI MESMO, pois as pessoas têm metabolismos diferentes, antes de postar um comentário ofendendo um convidado e o blog.

    Existem profissionais que precisam de ciclos alternados de sono, pois têm profissões que exigem esse alerta (ex: pescadores em pesqueiros em alto mar, médicos plantonistas), assim como existem pessoas que têm escolha sobre sua profissão e podem querer fazer essa alternância (ex: velejadores, escritores, artistas).

    O mundo não se resume a um único modelo de trabalho e a um único modelo de metabolismo.

    Mais uma vez: ninguém está sugerindo, recomendando, indicando, incentivando. É um post informativo.

    Obrigada a todos que comentaram.

    • Sônia respondeu Thais Godinho 17/01/2017

      Thaís, seu blog é ótimo e embora não concorde com tudo (sou minimalista e praticante da simplicidade voluntária e as vezes acho que excesso de organização atrapalha… mas isso é assunto pra outro dia) estou sempre aqui lendo seus posts que muito já me ajudaram. Entendo que o intuito não foi incentivar a prática do sono polifásico mas essa foi a imagem que acabou sendo passada. Na minha humilde opinião sono polifásico é temerário e traz muito mais prejuízo pra saúde do que se imagina. No meu modo de ver toda e qualquer privação de uma necessidade fisiológica é potencialmente perigoso. Tomar injeção que suspende a menstruação, fazer dietas de jejum ou que simplesmente eliminam determinado nutriente ou mesmo tomar um remédio pra cortar uma diarreia aguda são coisas que não deveriam ser feitas. Se privar de sono deliberadamente então nem se fala. Entendo os exemplos que você citou mas pergunte a um médico que pratica sono polifásico se ele gosta disso (provavelmente o faz porque começo de carreira é bem complicado, precisa estudar e trabalhar e o salário é péssimo), pergunte a um tripulante de navio (minha irmã já foi então sei do que estou falando) se os shifts de trabalho são bons. Qual mãe realmente acha “produtivo” ter que acordar a noite pra amamentar? (faz porque tem que fazer mas isso não quer dizer que faça bem pra mãe)… Então educadamente, respeitosamente digo que achei esse post uma bola fora (como disseram acima) (entenda que isso é um feedback, por favor, não sou hater).

      Essa busca incessante por produtividade não é saudável. Aproveito pra deixar um link do site da Bruna: https://umavidamaissimples.com/2017/01/16/nao-temos-que-ser-produtivos-o-tempo-todo/

      • Thais Godinho respondeu Sônia 17/01/2017

        Obrigada por postar, Sônia. Bato mais uma vez na tecla que o conceito de produtividade que eu trabalho e educo as pessoas é outro – trata-se de aproveitar melhor o tempo, seja trabalhar ou descansar. Agradeço o link, mas ele fala sobre excesso de atividades, não produtividade. Ficar sem fazer nada também é produtivo – muitas vezes mais do que ficar empreendendo esforço em outras atividades. Existe um entendimento difuso sobre o que é ser produtivo. Recomendo o texto: http://vidaorganizada.com/conceito-de-produtividade-para-o-gtd/ O conceito de produtividade em fábricas não é mais o conceito hoje em dia, é ultrapassado.

        Sobre o excesso de organização, se você acompanha o blog, sabe que não prego isso. Aliás, vou bem na contramão dessa ideia.

        Sei que o texto é polêmico e não é para todo mundo. Eu mesma não sou adepta. Mas foi um pedido dos leitores, e achei interessante levantar a discussão. Uma mãe também não gosta, como o médico, de fazer sono polifásico, mas se ela tem que fazer isso, como pode aproveitar para passar por isso bem? Eu teria me beneficiado disso se soubesse como, quando meu filho nasceu.

        Obrigada mais uma vez pelo feedback. 😉 Eu respondo e faço correções quando acredito serem necessárias porque esse é o meu papel como educadora.

        • Priscilla respondeu Thais Godinho 20/02/2017

          Exatamente, Thaís.

          Eu vou ser mamãe em breve, e já estou pesquisando sobre essa técnica porque percebi que os bebês tem sono polifásico.

          E entendi que é melhor eu aprender a lidar, e ter sono polifásico também… do que ficar sofrendo me forçando a dormir no meio da noite, quando o sono não vem, e me forçando a ficar acordada durante o dia, sendo que queria dormir.

          Acredito que vou tirar melhor proveito do meu tempo assim… 🙂

  16. Abe Gomes 16/01/2017

    Achei muito interessante, pois não tinha nenhum conhecimento no assunto!

  17. Jéssica Carneiro 16/01/2017

    Muito bacana o post. Sempre achei que eu dormia demais e que algo deveria ser feito a respeito. Até gostaria de tentar isso mas, é como foi dito, depende da sua rotina. Eu, por enquanto, não posso ter horários mais flexíveis. Mas quem sabe um dia?! Espero que até lá mais pesquisas sobre os benefícios/malefícios disso tenham saído.

  18. Darllan 16/01/2017

    UAU!!!

    Adorei os comentários do post galera… mesmo as críticas são construtivas e vemos todos os lados do prisma. A internet permite isso e é show!

    Se

  19. Darllan 16/01/2017

    UAU!!!

    Adorei os comentários do post galera… mesmo as críticas são construtivas e vemos todos os lados do prisma. A internet permite isso e é show!

    Em muitos lugares na Espanha temos a famosa “SIESTA” e não é um cochilo mais ou menos, no interior as lojas fecham das 14 as 17!!! Claro, depois trabalham até as 22 em alguns casos…

    Imagina você escrever para esse fulano que pegamos no batente as 8hs e o couro come até as 19, 20 horas, muitas vezes com um intervalo de lanche “goela abaixo”…

    Ele ia falar… está louco? Como pode não dormir a tarde?

    Pontos de vista…. de vários ângulos e varias alturas….

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  23. Miquéias 19/01/2017

    Uma professora da Universidade da Califórnia fez uma pesquisa sobre a melhor hora para tirar uma soneca. Ela até desenvolveu um relógio para saber isso…segue o link: http://saramednick.com/htmls/book/about.htm

  24. Sabrina Mix 23/01/2017

    Eu achei a ideia bem interessante, mas tenho MUITA DIFICULDADE para dormir de dia. Às vezes durmo pouco à noite e consigo um tempinho para dormir durante o dia, mas simplesmente não rola. Fico com dor de cabeça por causa da falta de sono, mas rolo na cama por horas, sem conseguir dormir. Prefiro dormir apenas à noite mesmo.

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  28. rachel 29/01/2017

    Olá a todos! Sempre fui dorminhoca. Sou do tipo deito, viro e durmo. necessito dormir bastante. 8,10 horas por dia. Mas hj em dia tenho casa, marido, filho, trabalho e faculdade. Minhas obrigações não comportam tantas horas de sono. Não é excesso de atividades, são obrigações. Este postar me fez ver que dá pra rever isso, readaptar a minha nova realidade. Gostei muito do texto e tb dos comentários. Todos foram importantes para mim. Vou pensar com carinho. Minha meta é ir pra cama sem culpa. E curtir meu bom sono.