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Uma das coisas que ter feito o curso de coaching mais me ajudaram foi pensar mais no estilo de vida que eu quero ter, nas coisas que eu quero conquistar e no tipo de pessoa que eu quero ser. Algumas pessoas torcem tanto o nariz para a programação neuro-linguística (PNL), mas foi graças a um exercício relacionado, feito em um dos dias do curso, que eu pude ter uma visão perfeita de quem eu quero ser, em detalhes. Pude ver a expressão no meu rosto, as roupas que eu estava usando, meu corte de cabelo, o local onde eu estava e sentir com muita vivacidade todos os sentimentos que estava sentindo naquele momento.

O que acontece é que, quando me olho no espelho, eu não vejo aquela pessoa. Quando eu analiso a minha vida, eu não vejo aquela situação. Mas o fantástico desse exercício foi justamente me mostrar o que eu quero. E sério, gente, essa é uma das partes mais difíceis – se não a mais difícil. Eu fiz esse curso no final de julho, e ele me impactou de uma maneira tão intensa que não há um único dia que aquela minha imagem não apareça na minha mente.

Mas o que realmente fez diferença foi saber que eu consigo chegar nela. E que cada dia da minha vida é um passo em direção a esse tempo e espaço. Isso tem sido um dos maiores motivadores de mudanças na minha vida ultimamente. Comecei a perceber atitudes que não condiziam comigo, no meu dia a dia – desde a maneira como eu trato meu filho quando às vezes estou cansada e sem paciência até atitudes no trabalho, em que digo “sim” a coisas que talvez não precise dizer sim.

Parte dessa auto-descoberta foi ter chegado à minha missão pessoal, também durante o curso. Ela tem tudo a ver com aquela imagem. E o mais curioso é que esses exercícios foram feitos em diferentes momentos, mas só serviram para me mostrar como coerência é um dos meus valores mais fortes, pois as peças foram se encaixando maravilhosamente.

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Hoje, eu consigo olhar para a decoração da minha casa e dizer: isso não tem mais nada a ver comigo. Olhar para as minhas atitudes e pensar: não tem por que eu agir assim, porque isso não tem nada a ver com a pessoa que eu sei que eu sou. Analisar os meus projetos e objetivos em andamento e afirmar: isso faz sentido, aquilo não.

O que é mais interessante é que uma missão pessoal verdadeira não se trata de algo que te engessa ou te prende a um conceito. Não. É algo tão intrinsicamente seu, que te imprime no mundo, faz você se expressar de acordo com quem você é realmente, que na verdade é um atestado do por que você existe. Diferente da missão que eu tenho para o Vida Organizada, por exemplo, que foi algo que eu descobri em 2012, 2013. Simplesmente surgiu na época para mim, e eu sempre confundi a missão do VO com a minha missão pessoal, até este ano. Porque, quando eu fiz o exercício no curso, vi que são missões diferentes. Relacionadas, mas levemente diferentes. Foi um ponto de mudança de paradigma para mim, e sou muito grata a isso, porque tem delineado absolutamente tudo na minha vida.

Quando eu penso no meu planejamento para o ano que vem, não tem como eu me desvencilhar daquela imagem que tenho em mente da pessoa que eu sou e que quero expressar para o mundo. Eu vou chegar lá. Tempo e distância não importam – pode ser ano que vem, pode não ser. A direção é mais importante que a velocidade. Mas eu tenho essa imagem muito clara, e ela me ajuda a tomar decisões importantes.

Por isso, este post existe justamente para te incentivar a pensar: que pessoa eu quero ser no ano que vem? Ou a partir do ano que vem? Estamos sempre em construção. Pense em tudo o que você acha que não tem mais nada a ver com você e pergunte-se como fazer uma transição tranquila (e outras nem tanto) para mudar. Veja também tudo aquilo que tem a ver com você e que você gostaria de explorar mais. Você pode não ter todas as respostas agora (ninguém tem), mas as poucas respostas que tiver já podem te dar subsídios para começar a trabalhar nelas nesse momento. E qualquer mudança em direção à sua essência já trará um impacto gigantesco à sua vida como um todo, porque é um tijolo sobre o outro, o que você está colocando.

Quando se fala em planejamento, pode ser muito fácil chegar com agendas e planilhas e querer só colocar em prática a parte tática da vida, mas uma das coisas que vem antes é a parte estratégica mesmo. E eu acredito que pensar na pessoa que você quer ser é uma das maiores estratégias desse planejamento.

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Thais Godinho
05/12/2016
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