Este post faz parte da série Planejamento 2017, onde vamos falar sobre maneiras de você revisar o ano que está acabando e se planejar para o ano que vem.

Hoje, quero recomendar, como parte desse planejamento, que você reflita sobre os seus aprendizados ao longo do ano.

2016 tem sido um ano não muito fácil, cheio de desafios. A ideia aqui é analisar o que você fez, o que você deixou de fazer, e o que você aprendeu com todas essas experiências.

Os aprendizados geram princípios de vida. E esses princípios são algumas das coisas mais elevadas que a gente pode ter, porque nos ajudam a tomar decisões.

Uma maneira de registrar esses aprendizados é mantendo um diário. Se você não tem um, pode ser algo a se considerar para o ano que vem. A ideia é registrar aprendizados diários, quando for o caso.

aprendizados

Sinceramente, muitos dos meus aprendizados acabam virando posts para o blog. Logo, uma maneira de avaliar meus próprios aprendizados é revisar o que eu postei aqui. E, quando faço isso, identifico aprendizados bem legais, como por exemplo:

  • O primeiro passo da organização é destralhar. Com isso em mente, desenvolvi com mais clareza o método de organização do Vida Organizada (com cinco passos), que direcionou até mesmo o meu segundo livro, o Casa Organizada (publicado este ano).
  • Algo que ficou extremamente claro para mim em 2016 foi que, uma vez que você tenha valores claros, você pode ter certeza das suas decisões e convicções. Isso se mostrou correto ao longo de diversos acontecimentos este ano. Independente do que é certo ou errado, o importante é ter a consciência tranquila de que sua vida está sendo vivida de acordo com os seus valores.
  • Aprendi a buscar a tranquilidade e a melhorar todos os meus processos tanto na vida pessoal quanto na vida profissional. É muito comum, na correria do dia a dia, a gente se perder fazendo o que for mais rápido e deixar algumas pontas soltas. Este ano, eu definitivamente aprendi a valorizar a qualidade das coisas. Por exemplo: quero efetivamente ter uma rotina adequada de sono. O que preciso fazer? Então fui atrás dessas coisas, melhorando desde processos básicos (como dormir a quantidade adequada de horas, descansar, me alimentar melhor) até mais complexos.
  • Diminuí completamente o ritmo de algumas atividades. O meu conceito de produtividade (que na verdade vem do GTD) diz respeito a saber aproveitar bem o tempo, seja descansando ou trabalhando. Isso me fez deixar de lado uma série de projetos que estavam apenas me sobrecarregando mentalmente e a pensar mais na minha experiência produtiva.
  • Simplifiquei e continuo em busca de simplificar cada vez mais o meu sistema do GTD. Simplicidade foi a palavra de ordem este ano, eu acredito. É uma construção constante.
  • Aprendi que, mais do que planejar a vida ou as coisas que eu quero conquistar com o Vida Organizada ou o GTD, é importante ter a noção de legado. O que eu quero ser responsável por? Que marca eu quero deixar? Como eu posso ajudar as pessoas? Qual é o meu papel neste mundo? Isso trouxe mais significado a tudo.
  • Também aprendi a respeitar meus sentimentos e quem eu sou de verdade. Das coisas mais simples às mais complexas no dia a dia. Por exemplo: se eu não gosto que me telefonem à noite para falar de trabalho, essa não é uma atitude que eu tenho que tolerar. Eu preciso impôr limites. Nesse sentido, eu aprendi que a organização nos ajuda a ter um certo empoderamento em frente a um mundo que perdeu completamente a noção e que cada um tem o que é certo ou errado para si.
  • Aprendi que as amizades de verdade vão incentivar o que há de melhor em você, não o pior. Também aprendi que nem todo mundo serve para ser meu amigo (e eu não sirvo para ser amiga de outras pessoas – aceitei esse fato e parei de insistir em algumas coisas).
  • Deixei de ter uma religião e voltei a focar na minha própria espiritualidade, sem um caminho formal mas abraçando aquilo que faz sentido para mim.
  • Meditar e usar GTD são duas habilidades básicas para a vida que deveriam ser ensinadas na escola.
  • Respeitar as energias da casa, do seu corpo e do universo faz diferença.
  • Aprendi que nem todo mundo consegue acompanhar a quantidade de posts do Vida Organizada. haha Então tentei diminuir um pouco, mas gosto do hábito diário da escrita.
  • Aprendi que não vale a pena deixar o que é seu de lado para cuidar apenas do que é dos outros. Dá pra equilibrar.
  • Aprendi que boas parcerias são importantes. E a ficar do lado e ajudar quem está precisando de você no momento. Fazer o certo é fazer o certo sempre, sem esperar recompensas. Algumas pessoas precisam de você mesmo que elas não tenham tanta certeza disso. Aprendi a olhar com perspectiva e colocar a situação como um todo acima das diferenças.
  • Buscar significado no dia a dia, de forma geral, faz toda a diferença. Como posso tornar cada dia meu vivido da melhor maneira possível? Como posso tornar cada dia especial para mim e para a minha família? Como posso aproveitar cada momento ao lado do nosso filho? São perguntas que me faço todos os dias, intuitivamente, e este ano aprendi a viver cada dia de forma mais significativa e intencional.
  • Aprendi que ter uma empresa não é fácil e que é importante você aprender como funcionam os tributos do seu país. Empreender não é tudo – pavimentar é preciso.
  • As pessoas vão copiar suas ideias, seus textos, suas iniciativas, seu trabalho e ainda vão construir carreira em cima disso. Eu aprendi a não me estressar com isso e, pelo contrário, usar para me dar uma chacoalhada e pensar em fazer coisas diferentes sempre, porque a fonte de quem cria nunca se esgota.
  • Também aprendi que, não é por que eu sou blogueira e “dou a cara a tapa” na Internet que eu preciso aceitar humilhações, ofensas e agressividade. Só posso fazer o meu melhor, dando valor a quem valoriza o que eu faço também. Mesmo assim, existem pessoas incríveis que fazem a vida valer a pena! <3
  • Aprendi que eu não preciso fazer tudo ou me preocupar com tudo e com todos. Isso sempre me sobrecarregou bastante, mas aprendi a “deixar ir” este ano, em alguns casos. Ainda estou exercitando, mas mantenho esse aprendizado em mente.
  • Aprendi que a sobrecarga só existe quando você não define o seu trabalho. E que isso é uma responsabilidade sua.
  • Apenas reforcei o que eu já sabia: cuidar dos prazos do dia até a hora do almoço é uma das melhores práticas de produtividade que se pode ter. Nunca se sabe o que pode acontecer de tarde (e este ano essa máxima se provou diversas vezes).
  • Aprendi a trazer as férias para o dia a dia. O prazer reside nas atividades do cotidiano, e não em um evento que acontece algumas vezes por ano.
  • A vida melhora se você melhora.
  • Estado mental é tudo.

Este texto foi muito sincero. Espero que gostem dos meus aprendizados e que eles possam ser úteis de alguma forma.

E você, o que aprendeu em 2016? Deixe nos comentários!

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Meu nome é Thais Godinho e sou organizadora profissional, o que significa que ajudo as pessoas a se organizarem quando elas precisam de uma forcinha para isso. A maneira que encontrei para ajudar foi criando este blog, ministrando cursos e realizando outros eventos.

72 Comentários

  1. “Aprendi que as amizades de verdade vão incentivar o que há de melhor em você, não o pior. Também aprendi que nem todo mundo serve para ser meu amigo (e eu não sirvo para ser amiga de outras pessoas – aceitei esse fato e parei de insistir em algumas coisas)”

    Confesso que sou uma pessoa que não me comunico muito com os amigos, mais por não saber o que fazer e o que conversar do que por outro motivo.

    Dúvidas:

    1) Como fazer para manter contato com os amigos mesmo quando eles estão distantes? Como procurar se reaproximar deles, quando você se afastou por motivos particulares que nada tem haver com eles?
    Como explicar para eles que o afastamento está mais relacionado a uma fase que está passando?

    2) Como lidar quando você quer continuar sendo amiga da pessoa independente da situação e mesmo que não estejam na mesma sintonia e a pessoa nas redes sociais demonstra de alguma forma que ela não quer?

    Obrigada pela atenção

    Boa semana

    • Oi L.!

      1) Eu costumo trocar mensagens regularmente. Os que moram perto, procuro me encontrar ocasionalmente para um almoço, chá, cinema ou algo do tipo. Em termos de fase, acho que se forem seus amigos eles entenderão de qualquer maneira…

      2) Eu não forço amizades… acredito que tenham que ser espontâneas.

      Obrigada por comentar e espero ter ajudado.

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