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Uma das coisas mais legais quando você viaja para um lugar diferente é conhecer a comida do lugar. A cultura de cada região ou de cada país diz TUDO sobre o lugar em si, e quando você se envolve naquilo, você está realmente entendendo como as pessoas daquele lugar vivem, de onde vêm os alimentos, como preparam, enfim, comida é cultura.

Eu não viajei para tantos países assim. Até agora, só fui para os Estados Unidos e para a Holanda, o que é maravilhoso de qualquer maneira, mas mesmo dentro do Brasil temos a chance de conhecer comidas diferentes. Quando vou para o sul é totalmente diferente de quando vou para o nordeste – mesmo quando vou para Minas Gerais é uma experiência diversa, sendo na mesma região de onde eu moro (São Paulo). Então eu fiquei pensando em quais seriam dicas legais para trazer aqui para o blog sobre esse assunto. Será que dá para comer bem, conhecer a cultura de comida local sem gastar tanto dinheiro e comer em restaurantes caros? E dá sim. Seguem três dicas pontuais.

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Dica 1: Vá ao mercado municipal, aos mercados ou feiras de rua

Toda cidade tem os seus. É lá que você vai encontrar as comidas mais baratas porém típicas do lugar. Ok, nos Estados Unidos você vai encontrar hot-dog e batata-frita, faz parte! Mas na Holanda eu encontrei arenque cru com cebola, hello? Stroopwafell, já comeram essa perdição? É uma espécie de bolacha achatada recheada com doce de leite, não dá para descrever sem comer. Aqui no Brasil, você encontra o tradicional “queijo de minas”, pimentas em João Pessoa e acarajé em Salvador. E é esse tipo de comida legal de comer, que você não vai gastar tanto quanto em um restaurante, vai te manter alimentado ao longo do dia e vai te permitir conhecer toda a cultura local enquanto você observa a galera passeando (e você faz o mesmo).

Dica 2: Foursquare, Trip Advisor e afins

Use a tecnologia a seu favor. Apesar de eu sempre ouvir a tradicional dica “peça indicações ao pessoal que mora lá”, putz, isso nem sempre é fácil. Primeiro, que você pode não conhecer ninguém. Segundo, que as pessoas que você conhece podem não ter (e provavelmente não têm) o mesmo gosto que você. Então o mais seguro é ver o que o pessoal diz nesses aplicativos e sites com resenhas de lugares, listas dos Top 10. Você pode não ir todos os dias em um restaurante legal ou mais chique, mas pode querer escolher UM para conhecer, ou pode descobrir um cantinho escondido graças a uma dessas indicações. Vale a pena explorar. Esses sites e aplicativos são uma versão turbinada dos livros guias de viagens, que também são bons mas não são gratuitos (e aqui estamos falando sobre economizar).

Dica 3: Ande pela cidade e siga sua intuição

Uma coisa que gosto de fazer quando saio do país é reservar um dia (ou um período) sem programação alguma para simplesmente caminhar pela cidade e “descobrir” o que existe nela. Se algum café, bar, restaurante, barraquinha chamar minha atenção e eu estiver com fome, paro, entro e como alguma coisa. Isso é muito legal porque me permite conhecer algo que, do contrário, eu não teria conhecido porque ninguém teria me indicado. E isso dá um gostinho de aventura, de descoberta, que tem tudo a ver com o espírito de quem está viajando.

Uma dica final, de teor mais prático, é com relação ao orçamento. Eu gosto muito de levar o equivalente à moeda local o que eu gasto aqui no Brasil para comer. Por exemplo, se aqui no Brasil, quando eu como em um restaurante, eu gasto 50 reais por refeição, eu calculo que vou gastar isso (na moeda local, convertendo) se comer em um restaurante, e esse é meu orçamento. Se eu gasto 25 reais em um lanche, esse é meu orçamento para lanche. Etc. E assim eu calculo quanto vou gastar por dia. Em média, eu vejo qual será minha programação (se estarei o dia todo em um evento ou andando na rua) e calculo com base nos tipos de refeições que farei. Dá super certo!

Espero que o post tenha ajudado!

Thais Godinho
08/08/2016
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  1. Wanice Bon'ávígo 08/08/2016

    Oi Thais! Muito bom o post. Olhe, eu tenho bastante experiência nessa área, porque sempre viajo com o orçamento apertado para gastos diários e consumos. Então, a primeira dica é: já no planejamento (sim toda viagem tem o antes, o durante e o depois, graças a Deus) procurar fugir de hoteis, ou seja, hoje em dia temos a opção de alugar um studio pelo AIRBNB ou um apê maior, quando se trata de um grupo, o que nos possibilita cozinhar. Cozinhar o suficiente para ser feliz, tão somente. Preparar seu café da manhã, comprar frutas, ter pães, laticínios e à noite, dá para fazer algo rápido, tipo uma massa com molho, algo congelado que se comprou no super (sim, há ótimas opções de pratos, sobretudo na europa), ou uma comida qualquer “to take away”, depois de um dia bem aproveitado, perninhas cansadas, etc. Essa opção de comida para levar, em lojas como as da rede “Pret’a manger”, lanchonetes e afins, também são válidas para comermos em parques da cidade e dar aquela descansada na hora do almoço. Também uso o trip advisor como bússola para minhas escolhas e dicas dos blogs de viagens. Há cidades em que a locação pelo airbnb não é permitida por lei e pode dar problema, as sanções são pesadas para o locador e você pode ter problemas. Exemplo: NYC e San Francisco, mas ambas as cidades têm hoteis fora da zona mais central, que oferecem uma pequena cozinha e até máquina de lavar louça. Espero ter ajudado…Bjks!

  2. Mariana 08/08/2016

    Muito útil!!!! Vou guardar esse post pra quando eu viajar.
    Obrigada, Thais, pelo ótimo texto!
    Um abraço!!!