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A Helena Alkhas compartilhou uma reportagem sobre a Marie Kondo que me fez querer trazer algumas outras reflexões sobre o seu método (obrigada, Helena).

Posso discordar de muitas coisas que a Marie propõe, faz parte, mas respeito a coerência do trabalho dela e como tudo o que ela prega se reflete no que ela faz.

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Ela agradecer a casa antes de começar o trabalho é muito bonito e coerente com o que ela ensina. O jeito dela também é muito bonitinho.

Ela começa o trabalho na casa da cliente definindo o resultado desejado (o que é muito GTD), e que também já envolve a pessoa no processo desde o início. Não se trata de uma imposição – apesar de ela ter um método, ela ajuda a pessoa a ter foco e ver como a casa pode ter aquilo que ela quer, se usar o método que ela propõe.

A primeira categoria de coisas que ela destralha é a de roupas. E eu acho que o valor de pegar todas as roupas de uma vez é justamente causar o impacto de você ter tanta coisa e querer ter bem menos mesmo. Sou a fazer de fazer aos poucos, mas sei que fazer tudo de uma vez também funciona. Não acho que existam regras escritas em pedra.

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Ainda acho que o modo mais radical funcione melhor para quem nunca fez nada disso, nunca fez um movimento de destralhamento na vida, mas esse movimento deve ser algo constante sempre, mesmo para quem é organizado. Nunca para de chegar tralha em casa, e nós mesmos vivemos mudando e nos desfazendo de coisas que não fazem mais sentido com o passar do tempo e coisas que hoje gostamos amanhã podemos não gostar mais.

Algo que me chama atenção no vídeo é como as pessoas gostam de contar histórias sobre as suas coisas enquanto estão destralhando – isso é algo mundial! No Brasil isso acontece tanto.

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A arrumação vertical nas gavetas, o grande hit da Marie, é meu recurso preferido (não exclusivo dela, vale sempre citar). Funciona mesmo. Quem faz cursos de organização profissional aprende esse estilo de organização de gavetas e é efetivamente a melhor forma de arrumar mesmo.

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Sei que a coisa com os livros é polêmica, mas mesmo eu que amo livros entendo o conceito de “spark joy” com livros porque, de fato, a tendência é a gente juntar coisas que não precisa – mesmo livros. Mantenha livros para a sua biblioteca essencial (já falei sobre isso aqui). Só não concordo com a coisa de descartar e ficar com páginas – sou mais digitalizar as tais páginas e doar o livro inteiro para alguém.

Por fim, manter apenas o que te deixar feliz, ou o que te “spark joy”, é subjetivo, mas funciona para muitas pessoas. Eu discordo de muito do que ela ensina como “amar as meias”, mas respeito o conceito dela. Não pensem que, por eu pensar diferente, estou criticando (como já recebi comentários aqui). Vamos manter a discussão sadia, pois ela é importante. Sou extremamente grata ao trabalho que a Marie Kondo vem fazendo, pois ela está mudando muitas vidas e popularizando a organização pelo mundo. Se fazemos de forma diferente, isso é só um detalhe. 😉

Veja o vídeo:

Por mais coerência assim em todos nós. 🙂

Thais Godinho
13/07/2016
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