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Minha área de atuação não é moda, mas eu uso roupas, oras. E, nos últimos anos, tenho vivido um processo de mudanças no corpo que acabou se tornando um grande aprendizado. Perdi peso, ganhei peso e estou em processo de emagrecimento, e recebo muitos comentários de leitoras me pedindo dicas sobre como lidar com essa fase. O que comprar? O que vestir? Como lidar com um guarda-roupa com uma variação tão grande de numerações?

E, apesar de não ser especialista em moda, ter convivido com a Ana nos últimos meses por conta do nosso amado workshop de organização do guarda-roupa (que vai ter edição nova em julho em São Paulo 💙) me fez ter diversos insights preciosos com relação ao que devo investir nesse momento e o que devo esperar para comprar mais para a frente.

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Porque, de certa maneira, penso que todo mundo esteja passando por um momento de conscientização e gastando menos com roupas. Não penso que seja nem só por causa da crise não. É um movimento meio global. Já compramos muito. Estamos querendo usar mais o que já temos, curtir mais, aproveitar mais mesmo.

Eu estou vendo meu guarda-roupa hoje em dia como um inventário de peças mesmo, e fazendo investimentos que quero que durem, senão a vida toda, bastante tempo – ou até eu ficar meio de saco cheio desses itens, porque não fazem mais parte de quem eu sou. Por isso, sequer me lembro qual foi a última vez que eu comprei uma peça de roupa. Faz tempo mesmo. Como comentei outro dia, estou um pouco exigente também.

Que peças comprar?

Essa é uma boa pergunta. Eu tenho uma variação de peso esquisita e detesto roupas apertadas. Por isso – e as consultoras de estilo podem me dar sugestões e até me corrigir se eu estiver falando besteira – o que eu tenho feito é evitar comprar peças de alfaiataria ou que dependam muito de um bom corte, mesmo porque: 1) se, de boa qualidade, serão investimentos mais caros, o que não compensa em um processo de emagrecimento, porque você perderá a médio prazo, e 2) não dá para reformar em uma costureira ou alfaiate caso emagreça muito, pois o corte certamente se perderá.

Se for para comprar peças, invista em dois tipos:

  • Aquelas que poderá reformar, “dar um ponto”, como minha sogra diz, como saias longas, saias mais curtas, calças pantalonas, calças de malha, blusas, vestidos mais soltinhos.
  • Aquelas que vestem bem tanto justinhas quanto larguinhas, como blusas, suéteres, cardigans, alguns tipos de calças, camisetas e por aí vai.

No geral, a qualidade das peças adquiridas vai mais pelo tecido que pelo corte, então invista nisso: seda, algodão, linho, lã, viscose – bons tecidos, de preferência naturais e fluidos (nada de couro, por exemplo, que cai na questão do corte).

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Na prática, funciona assim: no inverno, em vez de comprar um blazer, invista em suéteres, blusas de lã grandonas e outras peças desse tipo.

Que itens comprar?

Aqui a abordagem é diferente, porque eu gostaria de distinguir entre roupas, sapatos e acessórios.

Eu acho que o processo de emagrecimento é um bom momento para investir em acessórios bacanas, se você quiser.

Um lenço bonito, uma bolsa, um bom par de óculos, relógios, colares, braceletes. Tudo aquilo que você talvez não se permitisse comprar antes porque gastava muito dinheiro com roupas em si. Pelo menos é o que eu venho fazendo.

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Não que eu tenha comprado um cachecol da Burberry, mas eu chego lá <3

Mesmo sapatos eu não compraria gastando tanto dinheiro porque, dependendo do volume de peso que você perder, pode ser que diminua até mesmo sua numeração e perca alguns pares.

A última peça que eu comprei foi um par de óculos estilo art deco, um lenço da minha cartela de cores e uma carteira, para vocês terem uma ideia. Então é nesse tipo de coisa que tenho investido no meu guarda-roupa e tem funcionado muito bem para atualizar as peças que eu já tenho e ainda comprar coisas legais e de qualidade.

Aproveite para destralhar

Aproveite o processo de emagrecimento para se desfazer de peças que já deram o que tinham que dar e você não quer usar nunca mais, como roupas puídas, que você não gosta ou que não te favorecem. Doe para alguém que fará melhor proveito.

Leia o post: Como destralhar seu guarda-roupa por categorias.

Espero que este post tenha funcionado para inspirar quem esteja passando por esse processo, nem que seja para direcionar algumas decisões de compra no dia a dia.

Thais Godinho
16/06/2016
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