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Vou escrever este post com foco em cachorros, pois será bastante específico para eles. Pretendo fazer um post sobre adoção de gatos no futuro também.

Sou muito a favor da adoção responsável de cachorros. Se você quer ter um cachorro de raça por preferência pessoal, isso é uma escolha sua. Porém, se você puder, adote um cachorro de rua também. Os cachorros de rua, geralmente resgatados por ONGs ou cuidadores, são cachorros que geralmente sofreram maus-tratos e precisam muito de um lar. Muitas vezes, passam de casa em casa até encontrarem um lar definitivo. Portanto, se você gosta de cães e tem essa vontade, faça esse gesto.

Porém, é importante ter em mente a grande responsabilidade que é adotar um cão. Estamos falando de uma vida que você vai cuidar pelos próximos 15 ou mais anos. É muito ruim para o animal ser devolvido depois de adotado ou ser abandonado novamente, então realmente avalie se você tem condições. Um animal é como um membro da família, então tenha em mente que, ao adotá-lo, é como se você estivesse adotando um filho e que, de agora em diante, você é responsável por ele e ele te amará muito também.

Sua família está preparada para ter um cachorro?

Pela minha experiência, o preparo principal é o psicológico de todos os moradores da casa. Todo mundo tem que saber o que é ter um cachorro em casa e as mudanças que isso implica na rotina. Os cheiros, quem vai colocar comida, levar para passear, recolher cocô, limpar o xixi, levar no veterinário. Os latidos. O adestramento. Todas essas coisas têm ser feitas em comum acordo em casa porque imagine assim: se para uma criança, um ser humano pensante, já é difícil entender quando os pais passam sinais diferentes entre si, imagine para um cachorro? Se cada um der uma ordem diferente, o coitado não vai entender. Então não adianta brigar cada um de um jeito quando ele fizer coisa errada. leiam sobre adestramento. De repente, vale a pena fazer um curso, ver vídeos ou até contratar um adestrador. Não estou brincando. Vai te poupar horas, dias ou até meses de aborrecimento. Já vi casais se separarem por causa de cachorro.

No geral, o que acontece é uma das pessoas já ter tido cachorro e conhecer mais ou menos o esquema e ficar responsável pelo cão. E é bom mesmo ter uma pessoa que seja “a alfa” da casa, até para os cães saberem quem eles devem obedecer. Mas aí os outros moradores devem fazer o que essa pessoa ensinar também.

Que tipo de cachorro?

Tendo todo mundo conversado e decidido adotar um cão, é legal decidir também, com base no perfil da família, qual o tipo ideal de cachorro. Onde vocês moram? Apartamento? Se o apartamento não tiver área externa, vocês estão ok com a ideia de levar o cão para fazer xixi e cocô três vezes por dia lá embaixo? Tem uma área para deixar com jornal para ensiná-lo a fazer xixi lá? Vocês não se importam com o cheiro de cachorro que vai ficar no apartamento? Tudo isso tem que ser levado em consideração.

Muitas vezes, nessa análise, você pode perceber que é melhor não ter um cão. De verdade, pode acontecer. É por isso que, muitas vezes, algumas pessoas optam por outros animais de estimação em apartamentos, como gatos. Pense direitinho. Mesmo se você morar em casa, você pretende ficar aí para sempre? Você mora de aluguel? Se se daqui a cinco anos você se mudar para um apartamento pequeno? Quem mora em casa própria tem um pouco mais de estabilidade na decisão. E por aí vai.

Outros pontos importantes que você pode querer avaliar com relação ao tipo de cachorro são com relação ao tamanho, tipo de pelo, e até quantos cachorros. Se ele for ficar sozinho o dia inteiro, será que compensa adotar um ou dois? Ou não adotar nenhum? Cães precisam de companhia.

Procure ONGs

Existem muitas ONGs que organizam feiras de adoção em praticamente todas as cidades – basta procurar no Google e no Facebook. Se não encontrar, vá ao petshop mais próximo ou ao veterinário e se informe, pois todos eles conhecem algum lugar onde cães são resgatados e colocados para adoção.

Alguns cuidados a serem tomados são:

  • Veja se os cães estão tratados: doenças de pele, vermes e outras são bastante comuns, mas no geral as ONGs fazem parcerias com veterinários e cuidam dos cães antes de colocá-los para adoção.
  • Veja se os cães estão castrados. Mesmo caso acima. Se o cão não estiver castrado, vale a pena tomar esse cuidado logo ao adotá-lo.
  • Veja se os cães estão vacinados. Mesmo caso acima. Também vale a pena tomar esse cuidado logo após a adoção, caso não estejam.

Depois da adoção, vale a pena, de qualquer maneira, levar o cão a uma consulta no veterinário para um checkup geral.

Tenha paciência durante o período de adaptação

Sempre existe um período de adaptação tanto para o cão quanto para você e para a sua família. Pode ser estranho no começo, o cão pode fazer cocô no lugar errado, chorar, latir muito, você se irritar, se arrepender. Tenha paciência e lembre-se do por que você resolveu adotá-lo. Se foi uma adoção consciente, confie no processo. A adaptação é difícil para todos, até para o cão ter confiança. Costuma demorar um tempo – meses, muitas vezes. Nada acontece da noite para o dia, então tenha paciência e perspectiva. Ofereça constância ao cão, além de atenção, amor e carinho.

Alimentação, exercícios, vacinação, banho e atenção são cuidados constantes que agora farão parte da sua rotina assim como você tem com qualquer outro membro da sua família.

O maior presente da adoção é você ver todos os dias a carinha de gratidão vindo na sua direção. Você tirou uma vida das ruas. Se você tem um lar, condições financeiras e vontade de cuidar de um animalzinho, é um esforço que vale a pena. Mas tem que ter responsabilidade. Aqui em casa temos três – todos adotados – e nunca foi fácil, mas é uma rotina que já faz parte do nosso dia a dia, e eu já não sei mais viver sem eles. Mas também sei que não é para todo mundo. Por isso sou a favor da adoção sim, mas da adoção responsável. E eu espero que esse post tenha ajudado nessa conscientização e com algumas dicas para o processo, de alguma maneira.

Você já adotou um cão? Como foi essa experiência para você Que dicas você daria para quem está pensando em adotar ou está passando por esse processo?

Thais Godinho
26/05/2016
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  1. Paula 26/05/2016

    Que texto lindo! Nunca imaginei você escrevendo sobre isso. Um cachorro exige muita responsabilidade, mas dá uma gratidão tremenda. Em casa temos 5. Apesar do meu avô de 94 anos não conseguir cuidar muito, ele é o que mais se beneficia, jogando bolinha, rindo com os cachorros, passando a mão….

    • Thais Godinho respondeu Paula 26/05/2016

      Sim, inclusive muitos hospitais fazem trabalhos voluntários com cachorros animando idosos. Acho super legal.

  2. Carol Magnani 26/05/2016

    Thaís, adorei seu post. Tenho uma cachorrinha adotada. Adotei filhote, então tive muita dor de cabeça. Não vou negar q pensei em desistir. Eu não sabia como fazer. Ela ficava o dia todo sozinha e destruía o apto todo. Tive q jogar os sofás no lixo. Tinha dia de eu chegar em casa, ver a destruição e ir pro banheiro chorar, pra nao estourar com ela. Ate contratei adestrador , mas não adiantou. Mas do jeito q tudo aconteceu, td passou tbem. Hoje ela está com cinco anos e muito bem . Continua aprontando as vezes, mas eu nem me abalo mais. É tanto amor e alegria q ela traz pra minha vida que compensa alguns batons comidos (ela ama, não posso dar bobeira ). Mas eu recomendo sempre adotar… entendo quem tem desejo por raças. Mas acho q as pessoas deveriam pesquisar bem e ver de onde compram, geralmente são criações muito cruéis com a fêmea q tem uma cria atrás da outra e morre jovem, judiada. É isso ! Espero q seu post possa incentivar as pessoas a adotarem!!! :*

  3. Renata Guimarães 26/05/2016

    Thais,
    Achei muito interessante você escrevendo sobre esse assunto. Pois, realmente, as pessoas pensam em comprar ou adotar, mas não pensam em como deverá ser a rotina com um cão dentro de casa. E mais pertinente ainda é a questão da posse responsável. É preciso ensinar as pessoas que os animais sofrem quando são rejeitados, E por isso, eles não deveriam ser tratados como mercadorias que podem ser devolvidas. Parabéns pelo texto!

  4. Evelyn 26/05/2016

    Tenho uma cadela, adotamos vai fazer 10 meses… tivemos uma experiência passada que não foi legal, com 2 adotados, duas no caso. E o estrago foi grande, no material e no psicológico. Chegamos a montar o canil no terraço, onde tem um espaço bacana, que dá pra correr, etc. Mas não deu mesmo, não tivemos paciência nem nos adaptamos e devolvemos as duas. Depois de um ano, veio a Nina. E mesmo com toda a bagunça que ela trouxe, adaptação pois veio um filhotinho de um mês, que mal andava… veio um amor gigante! Hoje ela é parte da família, e como parte da família, faz suas “besteiras” também… mas a gratidão dela é algo que nos comove, a alegria dela é contagiante, a preocupação que o bem estar dela traz é como mesmo ter um filho… Vale muito a pena!

  5. VIGNA Soares 26/05/2016

    Que texto lindo Thais! Acho tão importante alguém falar disso tudo. Pq vejo que normalmente se fala do quanto é maravilhoso, realmente é. Porém é algo que precisa ser planejado. Tenho três bichinhos. Uma de raça, que comprei pro meu marido na época que namoravamos. Ele estava se recuperando de um problema de saúde, e sonhava em ter um cachorro daquela raça. Então dei de presente. Ela ajudou muito no processo de recuperação. Tenho uma gata adotada, sou a segunda tutora. Eu costumo dizer que a primeira família não se adaptou a ela e não o contrário. Mas foi algo bem responsável, essa decisão de doação da primeira família. Pois eu tenho melhores condições para ser tutora da gatinha. Deu muito trabalho no início e ainda dá. Mas eu tenho paciência. Ela é bem arisca, faz muita arte. Tem personalidade fortíssima. Gato é ainda mais trabalhoso de adestrar, exige paciência e amor. E tenho um srd. A família se mudou para um apartamento e eu o adotei. Ele ainda é filhote, faz muita arte. Estamos aprendendo a lidar com ele, exige bastante. Também tenho que alertar uma outra situação. É uma informação que uma veterinária me passou, me sinto segura em repassar. Cachorros de raça, não é regra geral, possuem personalidades mais específicas. Alguns mais calmos ou mais agitados. Nossa cachorra de raça obedece todos os nossos comandos por exemplo. Cachorros adotados, que vieram de outros lares ou da rua, não foram ensinados. Então se a pessoa já tiver um animal de raça ou que a sua casa foi seu primeiro lar, é bom ter em mente que um animal resgatado, pode exigir mais cuidados. Desse modo é só avaliar o quanto está disposto. Se houver amor, paciência e carinho suficientes. Estará tudo certo! Outra coisa, eu trabalho em casa, meus bichinhos são uma companhia maravilhosa. E o amor que eles me dão superam qualquer dificuldade. Parabéns Thais por levantar esse assunto. Adorei o layout do blog. Um grande beijo.

  6. Aline 26/05/2016

    Amei Thais! Eu tenho três adotadas, e digo que 2 eu escolhi e a outra me escolheu, pois me seguiu na rua tão magra que me cortou o coração, não resisti e levei para casa. Meu marido ficou ums três dias sem falar comigo, por isso a importância do comprometimento de toda a família. Agora nós 5 formamos uma família muito feliz, onde não nos imaginamos sem elas. Adotar é muito bom, eles nos recompensam todos os dias com aquele olhar, nariz gelado e rabo abanando.
    tipsandgoodvibes.wordpress.com

  7. Maria Espinheira 26/05/2016

    Thaís, q felicidade senti ao ler esse post! Já tinha percebido q vc tem cães, mas não sabia q eram 3 resgatados! Aqui tenho um labrador mestiço resgatado de um criador irresponsável e uma SRD q a gente achou na rua! Ambos castrados, vacinados, saudáveis, q se alimentam da melhor forma possível (seguem a dieta crua com ossos do cachorroverde) e são muito amados!! Amei vc ter falado sobre castração, acho q é um dos pontos principais! Cães e gatos de companhia devem sempre ser castrados, mesmo sendo de raça…infelizmente, nossa sociedade não é educada pra ter um animal “inteiro” e não reproduzi-lo… Passei a te admirar ainda mais depois desse post!! beijosss!!!

  8. Bel Godinho 27/05/2016

    Todos os meus animais a vida toda foram adotados, nunca comprei um cão se quer. Atualmente tenho duas gatas. Tanto cães quanto gatos aprontam muito quando novinhos, depois vão acalmando e mais depois ainda a gente até sente saudades dos aprontos, verdade viu….
    Fiquei muito orgulhosa pela sua atitude e também muito preocupada porque sei a trabalheira que é. Adorei o Neguinho, aquele olhar apavorado dele cativou o meu coração. Farofa que se cuide porque assim que o Neguinho se auto-afirmar vai encher ela de porrada, rsrsrs. A Marta que ponha ordem nesse terreiro, hehehehe.

  9. Shânkara Martins 28/05/2016

    Ia esperar pra você postar sobre os gatos, mas não resisti. A Marrie eu adotei quando ainda morava com meus pais, foi abandonada na frente da minha casa, não pensei duas vezes e resgatei. Depois de um tempo (e um acidente na máquina de lavar) descobri que era surda. O segundo decidi adotar quando fui morar sozinha e levei a Marrie comigo. Ela ficaria algumas horas sozinha em casa enquanto eu trabalhava e queria que ela tivesse uma companhia. Daí veio o Marvin. Dá trabalho sim, mas pelo menos os meus se adaptaram bem à rotina que coloquei pra eles. Durante o dia ficam soltos pelo apartamento e de noite, antes de dormir, coloco no “quarto deles” . Fecho a porta e eles ficam até de manhã (com areia, brinquedos e vários cantinhos confortáveis pra dormir, claro). No começo não foi fácil, mas hoje estão super acostumados. Os dois são castrados, vacinados, vermifugados e tomam banho a cada 15 dicas em casa mesmo (e sem reclamar, acostumei desde filhotes). Como moro em um apartamento pequeno, tento sempre pensar em alternativas de entretenimento para que não fiquem entediados. Então sempre venho com novidades, seja um brinquedo novo (o que pode ser uma caixa de papelão ou uma tampinha presa em um fio), um sachê que eles gostem, grama de gato…toda semana tento vir com algo novo, além de, é claro, dar todo o amor que posso. O Marvin tem um estômago sensível, então se come qualquer coisinha por acidente, é diarréia por pelo menos dois dias. A Marrie solta muuito pêlo e tenho que aspirar o apartamento umas três vezes na semana, por mim E pelo Marvin, que começa a espirrar, pois tem o nariz sensível também. Já desapaguei da base da minha cama box que eles adoram usar como arranhador e de ter roupas pretas impecáveis. Então sim, não é fácil. Mas pra mim, que não tenho filhos, me ensinou a ser muito menos egoísta, me ensinou o prazer que é dar uma vida decente a um outro ser, sem esperar nadinha em troca, só pelo simples prazer de saber que eles estão bem, saudáveis, felizes, e você faz parte disso. Recomento muito a adoção, mas tem que estar aberto a todos os aprendizados, nem sempre fáceis, que essa atitude traz. Não me vejo sem meus dois gatinhos, hoje nós três somos uma sintonia só, e eles me ajudam tanto quanto eu os ajudo. Se eu for pra China levarei eles comigo, e vê-los bem e felizes (e ronronando) é realmente o melhor presente.

  10. Cris 31/05/2016

    Thais, temos vontade de ter um cachorrinho, eu e meu marido, moramos numa casa que suportaria um cão de médio porte, mas infelizmente essas analises foram feitas e vimos que o nosso pet ficaria a maior parte do tempo sozinho e optamos por não ter o cachorrinho por enquanto 🙁 dessa forma não faríamos um serzinho tão especial sofrer com nossa ausência…

    • Thais Godinho respondeu Cris 01/06/2016

      Obrigada por compartilhar e parabéns pela decisão de vocês.

  11. Juciany 10/06/2016

    Thaís, você é a melhor pessoa <3. Sempre que entro aqui você me surpreende.
    A pessoa faz um post lindo desse, como não amar!!?? <3 <3
    Tenho 3 cachorrinhas , minhas filhas, meus amores. Meg, Layla e Diana.
    Todas vira-latas, adotadas, lindas e amorosas.
    Elas me transformaram como pessoa, me tornei alguém mais paciente e amorosa.
    Acho que eu que precisava de um colo e elas me acolheram.
    BJus
    Ju.

  12. Ariadne Martin 02/07/2016

    Amei. Eu lendo fiquei pensando de quando adotamos o nosso Sansao. Meus pais nunca quiseram porque sempre viajávamos, mas um certo dia, em 2010, esse lindo cachorro na época com cerca de 1 ano apareceu aqui na rua, ficou bom tempo dormindo numa caixinha que uma vizinha colocou pra ele. E ele encatava todo mundo, por ser baixinho e com cara de labrador, certeza que era filhote de um com alguma outra raça pequena rs. Apaixonante. Mas meus pais ñ cediam, minha mãe até falava que tinha medo de pegar amor e um dia perder. Que bobagem, porque isso acontece mesmo em nossa vida. Teve um dia que saí num sábado de manhã para ir ao curso e subindo a pé Até o ponto ele me acompanhou, pensei comigo: O bom que ele vá, assim ele não volta e meu irmão para de ficar insistindo pros meus pais aceitarem. Mas fui pensando nele. Quando eu volteeei o Sansão estava dentroooo de casa. Kkkkk fiquei muito feliz. Meus pais aceitaram e a partir daquele dia em diante mudou o clima da casa, quando estamos tristes ele vem nos alegrar, quando chegamos de algum lugar ele pula, brinca e é muito emocionante sentir o amor que os cães tem por nós, sem merecermos. Lindo post.

  13. Jéssica 31/07/2016

    Oi Thais, gostaria muito que vc fizesse algum post sobre check-list para cuidado de pets. Estou levando minhas gatas ao veterinário e acho que me ajudaria muito uma check-list com cuidados para ter todo ano! Quais vacinas dar, o que verificar, quais perguntas fazer ao vet… Muito obrigada!

    • Thais Godinho respondeu Jéssica 02/08/2016

      Sugestão anotada. Obrigada!