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Com certeza você já tentou muitas dicas lidas por aí (e até mesmo aqui no blog) para economizar dinheiro. Hoje, eu gostaria de escrever sobre algumas sacadas mentais que podem te ajudar a realmente ter vontade de economizar.

Esse post surgiu da seguinte motivação: uma vez comentei por aqui que eu era uma pessoa consumista quando era mais nova e que acabei mudando esse comportamento, e um leitor me perguntou como eu consegui mudar, porque ele não consegue de forma alguma e sempre gasta muito. Bem, eu espero que este post ajude! Vamos lá.

sacadas-guardar-dinheiro

1. Visualize a sua velhice

Se tudo der certo, você vai envelhecer. Eu perdi o meu pai quando ele era muito novo (47 anos), para o câncer. Então, quando eu vejo um idoso, eu o considero um verdadeiro guerreiro. Não é fácil passar por tantos problemas na vida e ainda encarar as limitações físicas que a idade impõe. Além disso, os filhos têm suas vidas e sabemos que cada vez menos as pessoas têm tempo e, às vezes, não conseguem sequer garantir seu próprio sustento, quanto mais ajudar os próprios pais, mesmo querendo fazer isso.

Se você parar para pensar na sua velhice e que pode estar sozinho quando chegar lá, o que poderia ser uma situação menos desconfortável para você? E sim, eu sei que é difícil pensar em algo que você nunca viveu, mas pode ser um exercício interessante. Se você parar para pensar, todas as alternativas dependem de recursos financeiros. Você precisa ter dinheiro para pagar a mensalidade de um asilo, para pagar o salário de um cuidador, para pagar a mensalidade de um convênio médico e o preço de remédios, para viver como for.

Eu, por exemplo, estou trabalhando no meu legado em termos de trabalho. Estou construindo uma empresa que espero que dure gerações. Mesmo assim, mesmo querendo trabalhar até não ter mais recursos físicos e mentais para isso, sei que vai chegar uma hora que não vou mais conseguir. E, quando isso acontecer, quero poder fazer essa escolha sem depender financeiramente de alguma limitação. E acho que só de pensar nesse suposto momento já me faz questionar todos os gastos superficiais que tenho hoje. Qualquer dinheiro hoje guardado para essa finalidade e que me ajude nesse futuro é válido.

2. Prepare um fundo de emergência

Eu gosto da ideia de ter um fundo de emergência de um ano de salários para me deixar tranquila caso qualquer coisa aconteça comigo e eu não possa pagar as contas. Enquanto esse fundo não estiver preenchido, eu não consigo ficar gastando à toa. Desde que estabeleci esse objetivo, parei de gastar desnecessariamente.

Em resumo: abra uma caderneta de poupança ou um fundo de investimentos para chegar a um valor guardado equivalente a um ano de salários, no mínimo. Assim, se você ficar desempregado(a), terá uma chance mais tranquila de se recolocar no mercado, sem tomar decisões difíceis como ter que se mudar, vender casa, carro ou aceitar ofertas ruins para o seu currículo apenas para pagar as contas.

Quando alcançar o valor do fundo, vá aumentando a reserva o quanto puder. É uma reserva de segurança, sem limites, que depois poderá ser usada até mesmo para outros fins, como na aposentadoria.

3. Imagine quanto você tem que trabalhar para pagar por cada produto

Quando for comprar alguma coisa, lembre-se de quanto ganha por hora e pense se compensa pagar por ele. Por exemplo: se você ganha 50 reais por hora de trabalho, para comprar aquela camisa de 150 reais em uma loja de departamento, precisa trabalhar três horas. Vale a pena? Se sim, tudo bem, mas se for apenas mais uma camisa que você vai colocar no armário e usar de vez em nunca, talvez não valha.

Se a gente for aplicar isso a itens com valores mais caros, a conta fica surpreendente. Celulares, aparelhos de TV, computadores etc. Eu já deixei de comprar bastante coisa só por exercitar esse raciocínio.

4. Tenha contas para pagar / responsabilidades

Acho que essa é infalível, não? Quando eu me tornei provedora da família, não me sentia nem bem em sair gastando o dinheiro da nossa casa em coisas desnecessárias sendo que poderíamos usar esse dinheiro para algo que poderíamos precisar.

5. Quando eu abri a minha empresa…

O principal realmente veio quando eu resolvi empreender e abrir a minha empresa, porque reduzi meus gastos pessoais ao realmente essencial, precisei definir meu pro-labore (o salário do empresário, baseado nas contas do mês), pagar meu próprio INSS, impostos, controlar as contas, fazer investimentos na empresa, contratar serviços, contratar pessoas, controlar folha de pagamentos…

Quando isso virou realidade na minha vida, aí sim aprendi a dar valor ao dinheiro, porque sei que a entrada e a saída dele dependem exclusivamente de mim, então essa transição da vida de funcionária para a vida de empreendedora / administradora de empresa fez toda a diferença na minha relação com o mindset financeiro, com toda certeza.

E você, já teve um clique que te fez parar de gastar e começar a dar mais valor ao dinheiro? Deixe nos comentários!

Thais Godinho
19/05/2016
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