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Aproveite que estamos na semana do Dia das Mães e escreva uma carta à mão para ela. Mas não precisa ser para a sua mãe. Sei que existem leitores que não se dão bem com as suas, ou que não têm interesse, ou mesmo que não têm mais mães para quem escrever. O que eu gostaria de incentivar nesse post é o exercício da escrita à mão, tão esquecido nos dias de hoje.

É tão fácil enviar um e-mail. O What’s App, quando fica 24 horas fora do ar, deixa algumas pessoas em um estado estranho de ansiedade. Mas ninguém se sente mal por não estar escrevendo. Porém, quando a gente se permite parar para escrever à mão, o mundo parece fazer uma pausa. Nos concentramos. E ah, o foco! Tão raro hoje em dia. É tão comum fazermos várias coisas ao mesmo tempo que parar para fazer uma única coisa parece até esquisito. Mas não é. E eu inclusive recomendo.

handwritingletter

Mas, se você ainda não se convenceu de que escrever uma carta à mão pode ser muito legal, vou te dar mais alguns motivos:

  • Você coloca um pouco de você no recado que está entregando à outra pessoa. Tem o amassado da sua mão, a força empregada na caneta, o tempo que você dedicou sentado(a) para escrever aquilo. E, como em teoria ninguém mais “tem tempo” para escrever uma carta à mão, quem a recebe vai encarar como um verdadeiro presente.
  • Você exercita a sua escrita. Em uma época onde quase não escrevemos, é capaz até de esquecermos como se es escreve. Que tal exercitar de vez em quando, apenas para não perder a prática?
  • É elegante. Não é qualquer um que escrever uma carta à mão. E, se sua letra for bonita, dará um toque especial.
  • É uma forma de dizer à outra pessoa que ela é importante. Que você parou o seu tempo para se dedicar única e exclusivamente à mensagem que gostaria de dizer a ela.
  • É uma agradável surpresa. Ninguém espera receber uma carta escrita à mão.

Aí você pode se perguntar o que é necessário para escrever uma carta à mão. Oras, muito pouco: uma folha de papel, uma caneta e poucos minutos só seus. Você pode querer usar canetas de escrita macia, papéis de carta e envelopes diversos, mas não se prenda ao formato. Algumas pessoas também gostam de fazer colagens, desenhos e até mesmo perfumar suas cartas. Fica totalmente ao seu critério.

Existe algo com as cartas escritas à mão que fica difícil de explicar. Parece que elas carregam consigo um pouco de quem as escreveu, mesmo que essa pessoa já tenha partido faz tempo. O papel na história da humanidade é fantástico. Em âmbito pessoal, elas também têm imenso valor.  Portanto, comece agora. Não há maneira certa de começar, a não ser colocar a caneta no papel e deixar as palavras fluírem de acordo com os pensamentos.

Thais Godinho
05/05/2016
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  1. Ana 05/05/2016

    Sempre acompanho seu blog , e esse post para mim foi o que mais me trouxe resultado emocionantes,

    Escrevi uma carta para minha mãe e me emocionei muito ao lembrar de tudo o que eu aprendi com ela , pare para ver que tenho tanto que agradecer a ela rs ,

    Chorei igual bebe aqui ,

  2. Ana 05/05/2016

    Thais, essa semana mesmo fiz isso. Tinha um assunto sobre o qual queria conversar muito, mas meu pai se recusava por achar delicado demais. Eu sentei e escrevi tudo o que sentia. Deixei na mesa dele. E senti, enquanto escrevia, essa pausa do universo que você mencionou. Fui dormir com um grande alívio na alma.

  3. Keka 05/05/2016

    Lindo Lindo!!!
    Eu tenho várias cartas e cartões guardados, nunca os joguei fora e nunca jogarei…
    Vou mesmo escrever uma carta pra minha mãe e tia que é minha segunda mãe!!!!

    Mais uma vez, obrigada Thais!!!!!

  4. Letícia Moraes 05/05/2016

    Que lindo, Thaís!

    O seu post me instiga ainda mais a continuar com o costume de fazer cartas personalizadas às pessoas que eu gosto, no aniversário delas e num dia de alguma comemoração especial. Essa semana fiz o do meu pai e esse fds vou fazer para a minha mãe no dia das mães.

    Geralmente eu mesma faço cartões com aquela parte mais dura nos calendários físicos que a gente ganha das instituições e empresas e depois recrio por cima. E aí faço colagens de acordo com o que eu sinto em relação àquela pessoa. Ano passado eu dava poemas de presente às pessoas.

    “Às vezes as pessoas são bonitas. Não pela aparência física. Nem pelo que dizem. Só pelo que são” – Markus Zusak – O mensageiro

    Obrigada por ser sempre linda!

  5. Andreia 05/05/2016

    Estou encantada com todos os seus posts desse mes de maio. Muita inspiracao para todos! Obrigada!

  6. Regiane 05/05/2016

    Como comentou uma leitora, os seus posts de maio estão realmente inspiradores!!!! Estou amando esse clima!!! Parece o VO do início.
    Bjs

  7. Iane 05/05/2016

    Excelente ideia, Thaís! Eu costumava escrever muitas cartas, cheguei a ter mais de 50 amigos correspondentes em todo o Brasil. Era a vida antes das redes sociais. Estou muito feliz com os posts diários, sou uma leitora assídua :D.
    Abraços

  8. Cris 05/05/2016

    Minha mãe e eu não nos damos bem. Mas achei legal a ideia. Vou tentar fazer, nem q seja pra deixar guardada comigo.

  9. Evelyn 06/05/2016

    Oi Thais! Mais uma reflexão fantástica!

    Atualmente eu ainda escrevo bilhetes para o marido. No nosso namoro, escrevia muitas cartas, mas isso se perdeu. Acho que pela correria mas também por nossa “evolução”. Na época do namoro, me correspondia com amigas e com um padre que me dirigia espiritualmente, acho que isso me dava vontade de escrever também para o – na época – namorado.

    Vou buscar inspiração para escrever… até porque, a gente percebe que com o tempo, as coisas esfriam em tudo…

  10. Juliana Borges 06/05/2016

    Receber uma carta escrita a mão nos dias de hoje é realmente algo para se sentir especial. Vou fazer isso para minha mãe <3

  11. Ana Maria 07/05/2016

    Há dois anos eu comecei a pensar sobre o cuidado futuro com minha mãe, e também passei a conversar com meu irmão a respeito disso. No meu caso só minha mãe está viva, e hoje está jovem (53 anos), mas já converso com meu irmão sobre os cuidados que ela irá necessitar no futuro. E estou guardando dinheiro pensando nos cuidados com saúde dela, caso haja necessidade.

    Hoje vivo com minha avó de 90 anos. Eu tenho 31 anos. A cada dia que passa aparece uma doença nova: glaucoma, hipotireoidismo, problema no rim. Mas ela é muito ativa e lúcida, e não se deixa abalar. Ela é muito organizada e sempre foi pró-ativa, então vejo que preciso tratar com carinha essa questão de ter que precisar da ajuda de alguém, porque não deve ser nada fácil ser independente a vida inteira e de repente precisar de alguém para lembrar datas de atendimento médico.

    Estou aprendendo muito no convívio com a minha avó. O diálogo precisa tem Amor, isso é essencial. Estou desenvolvendo paciência e também aprendendo a me colocar no lugar dela, isso é algo eu não fazia antes.

    Nunca tinha pensado no dia das Mães com a perspectiva que você apresentou, achei muito interessante.

    Muito obrigada pelo texto.