ou

Eu venho transformando a minha vida em diversos sentidos ultimamente. Ter realizado um exercício de visão simples me fez ver o que quero da minha vida para daqui a 15 anos e isso transformou completamente a minha relação com a realidade e o foco que eu tenho nas minhas atividades. Muitos problemas se tornaram obsoletos. Alguns projetos se tornaram automaticamente mais prioritários do que os outros, e eu resolvi pegar mais leve naquilo que não faz parte da minha visão – ou pelo menos não a impacta tão diretamente.

Eu não sei vocês, mas eu cheguei a perder o sono uma noite na semana passada acompanhando as notícias sobre o cenário político do nosso país. Mas por favor: não quero discutir política aqui neste post. Não é o foco, e peço que não levem por esse lado nos comentários. O que quero explorar aqui é algo que já venho fazendo desde que li o livro do Tim Ferriss (“Trabalhe quatro horas por semana”) pela primeira vez, anos atrás. Trata-se da ignorância seletiva.

Adoro ouvir podcasts sobre produtividade, empreendedorismo, organização e assuntos de interesse pessoal. Leio meus feeds com certa regularidade e sou assinante de um jornal. Adoro revistas. Leio muito. Sempre busco me informar sobre os assuntos de curiosidade atual.

Mas eu recentemente tomei as seguintes decisões. Não me importo com o nível de polêmica delas. Quero apenas compartilhar. 🙂

  • Cancelei a assinatura que eu tinha do tal jornal.
  • Parei de ler meus feeds com tanta regularidade. Cancelei diversas assinaturas e leio só de vez em quando, buscando assuntos específicos de interesse pessoal e profissional.
  • Listei tudo o que faço e que recebo comunicações por isso (redes sociais, e-mails) e estou bolando maneiras de reduzir e delegar todas as atividades relacionadas possíveis.
  • Tirei todas as notificações do meu celular, deixando apenas o toque de ligações – sempre no silencioso, e só atendo se estiver sem fazer nada. Vejo o What’s App nos intervalos ao longo do dia. Processo meus e-mails de uma a duas vezes por dia. Dou uma olhada no que chega nos intervalos também e, se tiver algo urgente, telefono, mando mensagem ou respondo rapidamente.
  • Enviei um e-mail a algumas pessoas que costumavam me telefonar com frequência para dizer que não atendo sempre o telefone e me ligarem apenas se for realmente urgente.
  • Inseri uma assinatura nos meus e-mails explicando que eu processo meus e-mails em determinada frequência e que não respondo imediatamente porque trabalho com gestão do tempo e fazer isso é incentivar um comportamento doentio.
  • Estou tentando parar de acompanhar o Twitter. Faço isso apenas quando quero passar o tempo.
  • Desinstalei o app do Facebook do meu celular. Deixo apenas o de mensagens (que respondo uma vez por dia no máximo), o de grupos (que uso para gerenciar o grupo GTD Brasil) e o de páginas (para atualizar a fan page do Vida Organizada e da Call Daniel). Não fico mais “navegando” no Facebook. Quando quero divulgar algo em minha timeline sobre o meu trabalho, faço isso pontualmente via web.
  • Invisto mais meu tempo em livros.
  • Compro revistas apenas em situações específicas, como em uma viagem de avião para passar tempo ou quando há um assunto que realmente me interessa. Leio apenas essas reportagens.
  • Vejo as primeiras páginas dos jornais quando passo por alguma banca, apenas por curiosidade. Pergunto para as pessoas se há algo de importante acontecendo ao longo da semana em termo de notícias. Essas duas dicas são do Tim Ferriss, inclusive. Eu não uso com todas as pessoas, porque elas estão exaltadas com relação a política. Funciona muito bem para conversar com a minha avó, no entanto. Ela adora me contar e ainda estendemos nossas conversas habituais!
  • Em leituras para resultados (livros, revistas, artigos), leio apenas as partes que realmente me interessam. Pulo historinhas e pontos repetitivos.
  • Não leio comentários em artigos na Internet, a não ser que a discussão realmente me interesse.
  • Só assisto Netflix ou programas específicos quando vejo tv, o que é raro, de qualquer forma. Já passo muito tempo em frente a telas diversas durante o meu trabalho para querer que minhas horas de entretenimento sejam em frente de outra.
  • Quando percebo que estou “navegando” na Internet, eu simplesmente paro. É a maior perda de tempo que existe.

Eu também tenho evitado perder tempo com coisas como:

  • Reuniões que não preciso estar
  • Deslocamentos até reuniões
  • Discussões que não me interessam (estou pensando mais em mim, sabem?)
  • Telefonemas
  • E-mails sem nada importante (arquivo ou deleto direto)
  • Tarefas repetitivas (se faço algo pela segunda vez, monto uma checklist para otimizar o processo e repenso como fazer para delegar ou perder menos tempo da próxima vez)
  • Solicitações que podem ser resolvidas com uma pesquisa no Google ou por outra pessoa
  • Burocracia no processo de venda e atendimento a clientes (estou buscando uma maneira de delegar isso muito em breve)
  • Relatórios (faço algo simples e objetivo)
  • Mensagens de modo geral
  • Despesas desnecessárias

Em vez de fazer tudo isso, o que eu tenho feito:

  • Me concentrado melhor nas minhas prioridades, nos meus projetos e nas atividades que realmente fazem diferença na minha vida.
  • Realizado tarefas semelhantes em blocos (isso eu já fazia, mas “aperfeiçoei”).
  • Pensado em quanto vale a minha hora de trabalho e quanto eu “perco” se perder tempo.
  • Respondido ligações perdidas e mensagens de redes sociais e What’s App via e-mail para “treinar” as pessoas que esse é o modo de comunicação mais eficaz comigo.
  • Converso mais com as pessoas.
  • Evito o “modo zumbi” acessando o celular enquanto estou com alguém.
  • Carregado menos o celular.
  • Deixado o computador mais tempo desligado.
  • Trabalhado menos online.
  • Dormido melhor.
  • Lido mais livros.
  • Pensado mais em mim.

E encerro com o Tim Ferriss, certeiro mais uma vez: “Fazer o que é importante e ignorar o que é trivial é difícil porque parece que a maior parte do mundo conspira para impôr m* a você. Felizmente, algumas simples mudanças de rotina fazem com que incomodá-lo seja mais trabalhoso do que deixá-lo em paz. É hora de parar com o abuso de informação.”

Quebre o ciclo! Sua sanidade e a sua produtividade agradecem.

Thais Godinho
20/03/2016
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  1. Wanice Bon'ávígo 20/03/2016

    Excelente, Thais! Estou com um pouco de defasagem no fuso da ignorância seletiva, mas estou também nesse caminho. Valeu por tudo que li hoje! Bjs e feliz ano novo do Sol!

  2. Yanna 20/03/2016

    Obrigada por compartilhar!

  3. Erika 20/03/2016

    Quando comecei a ler esse seu texto, me pareceu uma atitude radical, mas ao chegar ao final me pareceu realmente bom e coerente com o que vc vem fazendo e isso é inspirador. Tomei algumas dessas atitudes tb e estou achando ótimo e não me fazem falta, outras são bem difíceis de fazer pra mim, mas o importante é parar pra pensar no que a gente realmente precisa fazer e manter na nossa vida, uma reflexão importante.

  4. Fran 20/03/2016

    Thais, obrigada.
    É muito bom ver que minhas escolhas em relação ao que gosto de fazer e ler, não estão equivocadas.
    A última parte do post é a que me chama mais a atenção, porque Tim Ferris fala do que as outras pessoas nos ‘obrigam’ a acompanhar. Nessa última semana com tudo o que aconteceu no cenário político, me vi sendo bombardeada com informações inúteis, e cada vez que eu abria alguma rede social, queria fechar.
    Com isso percebi que não necessitava estar ali, naquela rede. Meu celular também não tem Facebook, foi uma coisa que decidi não colocar nele, desde o primeiro dia que o comprei. Já não passo tanto tempo online, tenho priorizado meu descanso, numa rotina insana de estudos da faculdade.
    Com esse pensamento que venho mantendo desde o começo do ano, li em três meses mais livros do que li 2015 inteiro. Sempre que percebo que estou mais que o necessário no What’s ou no Twitter, fecho o aplicativo e abro o App Kindle para ler. Todos os minutos podem ser convertidos em algo que realmente é prazeroso.
    E mais uma vez, obrigada.

  5. Patrícia 20/03/2016

    Adorei o post. Perfeito!!! Vou usar como espécie de guia daqui pra frente 🙂

  6. Mayra Leandro 20/03/2016

    Texto maravilhoso Thais!!!
    Enquanto lia, a primeira coisa que fiz foi retirar o aplicativo do facebook do meu celular. E agora vou sair da internet e focar no meu projeto da Pós, que é o mais importante.
    Obrigada!

  7. Daniela Beatriz 20/03/2016

    Ótimo Post Thaís…

    Tem uma frase da uma música que diz “sua inteligência ficou cega de tanta informação” , reflito sobre ela há algum tempo e entendo que é isso que acontece com as pessoas hoje, excesso de informação.

    Obrigada por compartilhar.

  8. Josy 20/03/2016

    Eu me sinto uma alienígena por não acompanhar as noticias, não assistir TV. Bom saber que uma pessoa como você (que admiro muito) cultiva esse pensamento. Evito abordar alguns assuntos com determinadas pessoas pelo mesmo motivo que o seu. Preciso muito desse filtro em minha vida. Não posso perder tempo com situações que não me acrescentará nada positivo. Eu confesso que perco muito tempo no Facebook. Isso me causa uma certa angústia. É um ponto que vou mudar. Amei a idéia de usar o valor da minha hora para calcular o quanto estou perdendo ao investir meu tempo em ações desnecessárias. Obrigada!

  9. Rafaela 20/03/2016

    Adorei Thais!
    Vou tentar seguir modelo semelhante. Obrigada!
    Bjs.
    Rafaela

  10. Patrícia 20/03/2016

    Thais, uma dúvida: como tu lidas com aquelas pessoas que querem ficar batendo papo nos chats? Tem amigos que gostam de ficar puxando papo em Facebook, Gmail etc, mas infelizmente a vida é corrida e não há condições de fazer isso (hj só faço apenas com quem é muuuuito próximo e querido e por um tempo limitado). No entanto às vezes alguns parecem “ofendidos”, reclamam que a gente não dá atenção etc. Eu gosto de estar em contato com os amigos, mas não posso me dar ao luxo de jogar conversa fora, sabendo que mil tarefas (mais importantes) me esperam . Com certeza isso tb acontece contigo. Tens alguma dica em relação a essas “situações”? Beijos!!!

    • Thais Godinho respondeu Patrícia 20/03/2016

      Nunca estou online em chat algum.

    • Thais Godinho respondeu Patrícia 21/03/2016

      Nunca entro em chats.

  11. Peter 20/03/2016

    Olá!
    Isso só reforça a decisão que tomei há uns 15 dias e vai ao encontro do que você diz nesse post. Grato!
    A propósito, também não dormi direito uns dias dessa última semana por conta dos acontecimento políticos…

  12. Mari Marini 20/03/2016

    Oi Thais,
    tudo bem?
    Quase nunca comento por aqui apesar de acompanhar sempre! Pra falar a verdade, li o livro do Tim Ferris e não gostei muito da visão dele sobre o tema, sobre a ética do trabalho em si… acho que o posicionamento dele no livro é bem radical com relação a isso, mas as dicas são interessantes. O que você está fazendo no momento acho bem mais aplicável a minha vida.

    Realmente o momento político exige muito foco da gente. Estou de férias e se me guiar pela TL do facebook ou pelas outras redes sociais passaria os dias só pensando nisso. Também tomei algumas resoluções. Uma delas é: eu tenho um posicionamento político claro e até considero coerente com o que tenho defendido nos últimos anos, mas eu nunca discuto em meio digital. Raramente faço comentários em posts do assunto, por pura “preguiça” de responder depois. Eu tenho procurado ouvir podcasts do tema com pessoas que acho que tenham um posicionamento menos “passional” (ouvi dois podcasts da galera do B9 e achei bem pertinentes, por exemplo) enquanto faço outras atividades (limpando a casa ou dentro do ônibus). Escolhi algumas pessoas no facebook que sem querer fazem curadoria do tema para mim…rs vou na timeline delas, vejo o que há de novo, seleciono o que vou ler e só. Também entro em alguns portais, dou preferência a artigos longos mas que dêem uma visão mais contextualizada do que está acontecendo. Faz anos que eu não me informo pelos noticiários da TV, agora muito menos. Não consigo me desligar totalmente, mas só isso tem me ajudado a focar mais.
    Mas depois desse post vou dar uma revisada mais atenta se não consigo diminuir mais e aproveitar melhor meu tempo!
    Valeu!
    Bjs

    PS: no meu blog escrevi um parágrafo sobre o livro quando o li explicando porque não gostei: https://marimarinisp.wordpress.com/2015/02/04/livros-que-li-em-janeiro/

  13. Vanessa 20/03/2016

    Uau! Meta para 2016!

  14. Ana Carolina Souto Maior Bernini 20/03/2016

    Obrigada por compartilhar.

    Adorei o post!

  15. Sybylla 20/03/2016

    Há vários meses atrás eu tirei as notificações do Twitter, recentemente desinstalei o Facebook e o Messenger do meu celular e não uso o Whats. Uso o Viber com a minha mãe e só, pra sempre termos uma linha de comunicação.

    Vejo meu email só duas vezes ao dia – seguindo sua dica que vi em um post passado – e não respondo questões de blog e trabalho nos finais de semana.

    O que eu preciso parar e de ficar navegando com tanta frequência. Eu uso muito a busca pra procurar assuntos para o blog, sempre acho muito conteúdo relevante nessas situações, mas tenho feito isso ainda. Mas já diminui bastante meu tempo online e tenho lido e dormido melhor tbm.

    Acho que as pessoas esquecem que redes sociais e internet não são obrigatórias. Nem estar sempre acessível e disponível.

    Abraços!

  16. Stephanie 20/03/2016

    Me identifiquei muito com esse post, Thais! Também ando sofrendo com tanta notícia negativa nos últimos dias, e semana passada publiquei um vídeo contando que parei com uma mania péssima que eu tinha e me senti muito bem: eu vivia lendo comentários em portais de notícias e posts no facebook, e nesses lugares só tem comentários negativos, brigas, críticas e reclamações. Isso estava me fazendo super mal e até afetando minha relação comigo mesma, a forma como me vejo, meus medos… impressionante como isso nos afeta! Ter mudado isso teve um efeito muito positivo na minha vida, e agora estou trabalhando mais nisso!

    Adorei muito esse post, veio em ótima hora!

    Beijos

  17. Paula 20/03/2016

    Eu não sei como é ter uma presença importante em Internet… Mas aqui para mim são compras e lazer. Às vezes olho Facebook e penso: “tá chato” (como agora) e paro de acessar uns tempos – o app eu nunca tive, nem o do e-mail, porque não acho que eles funcionem melhor que um acesso através do navegador, quando necessário. Não tenho tablet, só Kindle – que navega numa emergência. Transferi tudo para o papel para não depender de conexão e só ligo computador no trabalho. Ainda assim, preciso cortar coisas, pois continuo esgotada. Tenho a impressão que via muitas coisas para não ter de ver o que realmente tenho de encarar…

  18. Odete 20/03/2016

    Thaís, como foi esse exercício de visão que você fez? Você o fez sozinha?
    Bjs

    • Thais Godinho respondeu Odete 21/03/2016

      Sim. Apenas imaginei como gostaria que fosse a minha vida daqui a 15 anos e descrevi detalhadamente em uma folha de papel.

  19. nicole 20/03/2016

    Espero um dia ficar assim, dedicada e focada – esse é o meu problema central! Ver o que você tem conseguido fazer é animador.

    http://www.fenix-es.blogspot.com

  20. Juliana 20/03/2016

    Texto maravilhoso!! Obrigada !!

  21. Ethel 20/03/2016

    Excelente post! Estou tentando fazer isso também, mas informação pode ser um vício. A dica de tirar o app do facebook do celular é muito boa, já fiz há um tempo.

  22. Mariana 20/03/2016

    Eu entendo o que você disse perfeitamente, e estive bem próxima de fazer algo drástico, como me afastar de todas as redes sociais. Mas, analisei melhor e descobri que o problema esta mais em mim e na forma como eu reajo a essas noticias.
    Odeio telefone e detesto ligaçoes sem sentido, e com o tempo meus amigos e familia aprenderam e só ligam quando é importante. Também deixei claro que o whatsapp não é bem um aplicativo de “mensagens instantaneas” pra mim e que levo certo tempo para responder.
    Mas de tudo que fiz, o mais efetivo foi passar um “pente fino” periódico no meu feed e excluir tudo que me incomodava, desde politica a violencia urbana. Acrescentei algumas coisas que me interessavam, deixei de seguir amigos que postavam o que nao me agradava e acrescentei algumas coisas cheias de bom humor e boas noticias.
    Hoje lido muito melhor com essa enorme quantidade de noticias e aprendi a fazer as redes sociais trabalharem ao meu favor, e nao contra mim.
    Cada um tem que encontrar o seu jeito e espero que tenha encontrado o seu e que tenha uma otima experiencia de agora em diante! Nos conte como voce se adaptou, depois.

  23. Márcia Lira 21/03/2016

    Fantástico isso. Agora estou totalmente interessada nessa leitura do Tim Ferris, tô enlouquecendo com tanta informação.

  24. Mi 21/03/2016

    Muito legal este post.
    Já implementei algumas das mudanças que você comentou um tempo atrás. Também desativei as notificações no celular, o que foi e continua sendo ótimo. Mas não só desativar o app do face, mas desativar a conta há uns dois anos atrás foi libertador! Começou a surgir tempo, tempo que parecia não existir. Agora estou saindo aos poucos de grupos do WhatsApp e vou tentar ficar somente nos muuuuito importantes. Abraços

  25. Isa Souza 21/03/2016

    Uma coisa que aprendi ao ler esse blog, estudar sobre organização e produtividade, foco, etc é: a gente tem que tomar decisões e não deixar a vida levar, vida leva eu haha
    tanto no email quanto whats app, rola uma pressãozinha pra responder tudo na hora! mas eu escolho não deixar o mundo impor isso sobre mim! tenho uma vida, e priorizo coisas, não estou sempre disponível pra tudo, isso é insano!
    você me inspira demais Thais. É isso: eu tenho o direito/possibilidade de escolher com que frequência absorvo informação, e isso é maravilhoso

  26. Regiane 21/03/2016

    Excelente começar a semana lendo esse texto, Thaís! Obrigada.
    Ignorar certas (des)informações não é ser alienado, e sim focado. Peneirar o que realmente agrega para nossa vida e para um mundo melhor exige muita disciplina. Difícil mas não impossível.
    Boa semana!

  27. Gabi 21/03/2016

    Oi Thais!
    Obrigada por “tirar a gente do lugar” com sua serenidade e lucidez. Dá uma baita sacudida interna, e das boas!
    Deixa te perguntar: como as pessoas reagem à assinatura do seu email? E sobre o fato de você não responder instantaneamente? Pergunto pois, comigo, as pessoas reagem muito mal – do tipo, se ofender mesmo pq “demoro” para responder.
    Um abraço e excelente semana pra vc!

    • Thais Godinho respondeu Gabi 21/03/2016

      Estou há uns dois anos nesse processo e muitas pessoas estranharam no começo. Hoje em dia algumas pessoas ainda se ofendem, mas nossa, aprendi com o tempo que não posso controlar como os outros se sentem. Faço tudo com o maior respeito, aviso, mas cada um reaja como quiser/puder.

  28. Ana Luiza 21/03/2016

    Querida, já comecei me identificando demais.
    Perdi o sono em plena madrugada por causa da minha perplexidade em relação ao cenário político e a como as pessoas estão reagindo a ele.
    Há muito tempo já nem acesso minha conta do facebook (acho que é a mais violenta das redes sociais). Não tenho mais twitter. Fico com as redes sociais que me inspiram (adoro design): instagram e pinterest.

    Desde que li seu post sobre o livro do Tim Ferris, essa expressão ficou gravada em mim de forma muito forte: “ignorância seletiva”. Imediatamente comecei a tentar praticá-la. Mas na noite em que o sono me faltou, comecei a me questionar sobre ela, se eu a estava aplicando corretamente.
    É que, de repente, eu percebi que minha angústia sobre o cenário político também se dava pelo fato de eu ter tentado me manter distante das notícias. Como elas me atormentavam, eu simplesmente tentava ignorá-las. De repente eu fui bombardeada por comentários extremistas e não conseguia sequer formular minha própria visão, por falta de informação. Naquela noite eu levantei e fiz o seguinte:
    – comecei a ler meu livro de história do ensino médio (queria entender melhor a história da nossa democracia, e essa me pareceu uma fonte seguramente imparcial);
    – Criei um grupo no wa com apenas três amigos, dos quais as reflexões políticas eu muito respeito, e tinha certeza de que não me encheriam de mais informação alienada, aos quais eu poderia perguntar e sabia que receberia respostas esclarecedoras, sem paixões;
    – Busquei alguns articulistas que eu prezava na internet, e procurei saber se eles haviam publicado algum material sobre os acontecimentos políticos.

    Eu estava tentando voltar a me informar, mas sabia que não podia fazer isso simplesmente abrindo os portais de notícias (longe disso!). Acho que eu precisava ter iniciado meu processo de ignorância seletiva reconhecendo que política era algo importante, sim, para mim. Eu deveria tê-la inserido de alguma forma na minha caixa de entrada, para que eu não chegasse ao ponto de ficar triste por não entender o que estava acontecendo. Na seleção de assuntos, eu deveria tê-la incluído, e é isso que eu acho que estou fazendo agora.
    Não sei, se vc puder me dar alguma luz, fazer um cometário, se eu estou no caminho certo, eu ficaria bem grata.

    Um forte abraço!

    Ana Luiza

    • Thais Godinho respondeu Ana Luiza 21/03/2016

      Obrigada por compartilhar. Muito rico.

  29. Raquel 21/03/2016

    Primeira vez no blog. E já amei! Algum tempo já venho fazendo isso intuitivamente mas de forma bem tímida. Lendo esse texto na segunda-feira pela manhã já estou me sentindo de vida nova!

  30. Stefanie 21/03/2016

    Olá Thais! Faz um tempo que acompanho seu blog e participei da sua turma Organize-se em 2016! Adoro o enfoque que você dá para a organização como uma forma de alcançar nossos objetivos de vida, que devem revelar nossos valores e nossa visão do mundo. Nesse sentido, concordo com você que cultivar a ignorância seletiva é essencial, pois não faz sentido desperdiçar energia com aquilo que não irá contribuir para nossos objetivos de vida! Inspirada pelas suas ideias, passei a me dedicar a atividades que fazem sentido para a minha vida hoje, dentre eles criei meu blog Espresso com Chantilly (http://espressocomchantilly.blogspot.com.br/), em que faço reflexões sobre como ser feliz no dia-a-dia! Obrigada por me ajudar nesse processo, Thais! Beijos!

  31. Jess 21/03/2016

    me identifiquei. Estou cultivando essa ignorância há quase um ano. desde que larguei o facebook.

    eu sempre fiquei muito envolvida em debates de internet. Qualquer coisa que acontecia era motivo para debater. chegou um dia que eu cansei, e simplesmente fui largando tudo. é libertador.
    Eu realmente fico dias sem ler jornal, e como não assisto TV, só fiquei sabendo das coisas políticas quando tudo estourou. E sinceramente, pra mim não faz falta.

    Hoje mantenho só o twitter, que entro, desabafo, vejo uma coisa ou outra e já saio.
    Quando aconteceram as coisas políticas semana passada, eu me senti extremamente bem, de ter conseguido passar por essa sem ficar abalada (um tweet ou outro, a gente sempre solta né? mas de boas). Isso foi para mim a prova do quanto essa ignorância seletiva pode ser maravilhosa. porque faz a gente não se deixar levar pelas emoções do momento. Em tempos onde tudo é motivo pra debates acalorados (onde é fácil perder a razão), isso deixa nosso espírito mais centrado.

    suas dicas foram maravilhosas. Eu tenho certeza que ao implementa-las, todos podem melhorar a qualidade de vida. eu pelo menos sou adepta.

    • Thais Godinho respondeu Jess 21/03/2016

      Uso o Twitter do mesmo jeito também. É minha rede social preferida.

  32. Carolina Rodrigues 21/03/2016

    Nossa que incrível este pensamento!!!Me identifiquei muito porque quase sempre me deixo levar pela avalanche de informações e depois vejo quanto tempo foi perdido. Vou reler este post mais vezes!!!

    Aliás quero parabenizá-la por estar reduzindo as coisas, é um modelo que pretendo fazer. Notei que o blog está com menos posts e ainda sim está ótimo, ou seja, podemos processar cada post aos poucos e claro lhe dar todos os créditos maravilhosos por compartilhar sempre conosco as dicas. Muito obrigada!

  33. Roberta 21/03/2016

    Excelente texto!!
    Obrigada por compartilhar!!!

  34. João Gustavo 21/03/2016

    Ola Thais, sempre acompanho suas postagens, e desde o período que você esteve doente e que disse que estava diminuindo seu ritmo, eu me coloquei a pensar sobre o meu ritmo também, muito trabalho, pouco distração, muita doença. Eu estava sempre resfriado ou com a imunidade baixa. Engraçado que lendo esse seu comentário eu vi que muitas coisas que você esta realizando eu comecei a fazer e já tenho notado grandes diferenças: O celular não é mais meu despertador, ou seja, ele não fica na cabeceira da cama mais, voltei a usar despertador de pilhas, deletei meu facebook, silenciei meu Whats, e-mail somente de manhã e a noite, tenho evitado programas de teor politico, tenho me pego mais em documentários e filmes. Outras atividades tem ganho mais tempo na minha vida, como rezar, exercícios físicos, leituras, apreciar uma boa música e caminhar pelo centro de Campinas vendo o que de belo tem na sua arquitetura. Valeu pelas dicas e continue assim, para frente sempre. Obrigado.

  35. Hori 21/03/2016

    Olá Thais!

    Estamos na mesma vibe e estou feliz com minhas pequenas conquistas pessoais…
    Assim como você, resolvi desacelerar e coloquei isso papel (ou melhor, na web) para que as pessoas pudessem ter acesso à essas novas ideias de “tempo sustentável”. Parabéns pela atitude e quando puder, veja meu “Binóculo Binário”: http://binoculobinario.tumblr.com/

    Abraço!

  36. Michelle Góes Rodrigues 21/03/2016

    Thais, reli seu texto para analisar com calma o que eu poderia adotar para a minha realidade, quando já de início me prendi nesse trecho: “Ter realizado um exercício de visão simples me fez ver o que quero da minha vida para daqui a 15 anos e isso transformou completamente a minha relação com a realidade e o foco que eu tenho nas minhas atividades.”

    Aí é que mora o X da questão. Estou fazendo faculdade e, infelizmente, não consegui determinar o que pretendo com o curso (se advogar, se dar aulas, se prestar concursos, se trabalhar em empresa privada). Parece que fico, todos os dias, olhando em todas as direções e desse modo não há mesmo como ter foco, como priorizar, como ir fundo num caminho só. É o clássico “não sei se caso ou compro uma bicicleta”, logo vou sendo bombardeada (ou me auto-bombardeando) com informações que vão desde a casamento à compra de bicicletas (não sei se essa analogia ficou muito clara! hahaha)

    Enfim, tudo isso para dizer que quando não se sabe para qual caminho ir, todos parecem ser pertinentes e o excesso de carga e informações é inevitável. Acho que primeiro preciso aceitar que 1- não dá para ter tudo; 2 – toda escolha gera renúncias e 3 – uma escolha bem feita é mais importante do que querer abraçar o mundo.

    Esse sentimento de que estou sempre perdendo algo ou alguma oportunidade ainda vai me levar ao sufoco!
    Enfim, obrigada pelo texto. Me levou a uma reflexão válida. <3

  37. Cassia G Thomaz 21/03/2016

    Oi Thais,

    Muito bom, pra variar o seu texto.
    Há alguns dias comecei um processo na linha do que vc nos conta.
    Estou tentando ficar fora realmente 90% do tempo das redes sociais, cancelei meu @twitter, mantenho meu instagran pq amo fotografar, e o face ainda me escraviza, mas sei que logo não mais.
    Tenho procurado ler mais, desligar o telefone num determinado horario em casa, em relação a TV só gosto de alguns programas especificos, que vão de culinaria a realities de decoração, e culinaria, ou ainda, os discovery´s da vida ( minha sorte é que meu marido tbm gosta, então fica mais fácil mudar). Alias ele tbm já está se desconectando.
    Viramos escravos da tecnologia, e perdemos pequenos prazeres do dia a dia. Sabe que tudo isso na nossa vida começou com a eliminação do fast food, ainda na semana passada estava lendo suas dicas para supermercado, feira, enfim…reorganizando a vida e o sentido do que fazemos todo dia.
    Uma dica que dou pra quem quer começar a modificar as coisas em casa é, parar e listar o q vc gosta e o que não gosta no seu dia a dia ( me ajudou muito), e fui usando as suas dicas no meu dia a dia. E sabem, a primeira gota dessa vontade de organização começou pq eu queria cuidar melhor da minha casa, até que cheguei ao seu livro, e de la pra ca, as mudanças vem ocorrendo em cada área separadamente.
    Pra quem quer mudar na alimentação eu indico os programas da Rita Lobo (que passam na GNT), abolimos quase que por completo os fast foods, aderimos à nossa antiga marmita no escritório e sei que vamos conseguir vencer essa etapa da tecnologia.
    Por fim, muito obrigada por nos ajudar nesse processo. Um abraço Cassia

  38. Lúcia Coelho 21/03/2016

    Thais, considero importante a observação sobre o excesso de informação. Ela tem se tornado importante na vida contemporânea, mas estamos pecando pelo excesso que tem levado à perda de foco e objetividade para nossas relações familiares, nossos propósitos profissionais, nosso verdadeiro estilo de vida. Parei pra pensar que efeito tem trazido para minha vida essa busca incessante por informação e acabar não sabendo como lidar adequadamente com elas para o bem de todos. Oportuna a reflexão e o alerta.

  39. Suzy Lima 21/03/2016

    Thaís, sou sua fã! Li o seu livro no mês passado. Concordo com tudo que pontuou e estou nesse momento também. A cada dia procuro selecionar bem o que será feito e priorizado. Já recebi feedbacks negativos…”vc sumiu”…”entrou numa bolha…”, “está doente…”. O excesso de informação desinforma. Obrigada por compartilhar! Abraços.

  40. Ana Claudia 21/03/2016

    Thais, depois das últimas semanas, e de tanto o que me envolvi com os assuntos do cenário político atual, esse seu post foi um alento. E me alertou que estou deixando a minha vida de lado e perdendo o tempo em coisas inúteis. Adotando boa parte das suas medidas para ontem! 🙂

  41. Elaine Canha 22/03/2016

    Esse seu post veio numa hora certa para mim! Veio dar um nome ao que estou fazendo atualmente. Não tenho mais saco nem saúde para debates sobre a situação política do país ou para assuntos pesados. Hoje mesmo vou fazer uma limpeza no meu feed de notícias e deixar de seguir aqueles que apenas compartilham coisas. Deixar o Face só para contato com amigos que estão longe mesmo.

    Abraços

  42. Aline Duwe 23/03/2016

    Obrigada por este post, Thais.

    Agora eu vou parar pra pensar e fazer o mesmo exercício. Até me interessei por ler o livro (o título me parecia muito radical).
    Meu maior problema é com o What’s App. Sempre enviam alguma coisa do trabalho. Fico sem graça de dizer para meu chefe que meu What’s é pessoal, apenas.
    Alguma dica do que eu posso fazer? Eu adoraria checar esse app apenas nos intervalos de trabalho, como você. Desde já, obrigada.

    Um abraço.

  43. Daniele Muniz 24/03/2016

    Olá, eu vi que vc e o site LPprodutividade tem quase o mesmo conteúdo e também um cadastro para recebimento de e-mails. Vocês fazem parte de uma mesma organização ou metodologia de trabalho?

  44. André Luís Vieira 26/03/2016

    Parabéns pelo texto!
    Algumas dicas eu instintivamente estava começando a seguir (principalmente a questão de deixar pra lá as discussões políticas e parar de utilizar o facebook, além de não ficar navegando a esmo…).
    Inacreditavelmente, eu tenho esse livro do Tim, e estava lá na “lista_dos_livros_que_ainda_vou_ler”. Com certeza será uma leitura prioritária para os próximos dias!

  45. Renata 29/03/2016

    Ótimo post!
    Apesar de ter adorado as dicas, ficou uma dúvida: você percebeu uma melhora significativa na sua qualidade de vida após todas essas mudanças? Também gostaria de saber se você não se sente desatualizada, improdutiva ou desconectada do mundo, após diminuir drasticamente o fluxo de informação que chega até você.
    Bjs!

    • Thais Godinho respondeu Renata 30/03/2016

      Não. Estou ótima. Quando acontece algo importante, sempre fico sabendo.

  46. marcia harumi oshiro 01/04/2016

    Muito inspirador Thais, vou repensar nas atitudes que gastam nosso tempo que não acrescentam nada

  47. Roberta 04/04/2016

    SIM! Eu tenho feito praticamente a mesma coisa faz mais ou menos um mes. Tem valido muito a pena. Nao acredito que eu tenha deixado de me estressar, mas melhorou bastante aquele sentimento ruim que fica dentro da gente quando a gente se aborrece a toa.

    Poucas pessoas (duas, pra ser honesta) me chamaram de alienada quando disse que tomei essa decisao. Eu expliquei delicadamente que nao é alienacao, que eu continuo buscando saber o que acontece de importante, porém eu busco as noticias quando me convém, e nao fico lendo qualquer tipo de baboseira que chega até mim.

    Talvez em algum tempo, se vc achar interessante, vc possa fazer um post sobre como foi a sua experiencia e o que mudou na sua vida desde que vc tomou essa decisao

  48. MEL 08/04/2016

    Adorei Thais! Sempre fui muito seletiva e a coisa mais rara que existe é alguém me ligar pq sabe que não atendo na hora. Outra coisa em vez de perder tempo vendo notíciarios e lendo notícias, que por sinal era meio viciada, estou fazendo natação junto com meu filho e tem sido maravilhoso, melhor decisão que fiz!

  49. Pati Pinheiro 27/05/2016

    Olá Thais! Estou me desligando de muita coisa ultimamente, coisas que não acrescentam em nada, como ficar no Facebook olhando as postagens alheias…confesso que ainda não consegui colocar nada no lugar que perdia navegando no face, mas também não tenho vontade alguma de retornar neste hábito. Na verdade, aproveito o tempo com meu filho, de 5 anos, e também estou pensando em inserir uma atividade que me acrescente profissionalmente, pq meu filho dorme cedo e ainda acaba sobrando tempo, por incrível que pareça. Essa atitude, não só do Face, mas de outros passatempos inúteis, que estou deixando prá lá, vem da maturidade que estou adquirindo depois de tanto ler suas matérias, sobre organização e outras coisas do gênero. Todos temos um tempo, um relógio interno, e chega um momento, que depois de ler essas matérias, elas acabam entrando na corrente sanguínea, e começam a fazer parte de nós e tudo vai fluindo… Obrigada Thais…