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Hoje é, para muitas pessoas, o último dia de trabalho do ano antes das férias coletivas. Muitos emendam com um mês de férias em janeiro e voltam apenas em fevereiro. Não é de se estranhar a expressão que diz que, no Brasil, as coisas só começam a andar depois do Carnaval! Isso acontece mesmo. E num pulo. Vocês vão ver como, do Natal ao Carnaval, o tempo parece voar.

O que me surpreende é como, ano após ano, a maioria das pessoas espera chegar a última semana – muitas vezes, o último dia – para resolver tudo aquilo que não resolveu ao longo do ano inteiro. Como se existisse uma espécie de contagem regressiva para a explosão da caixa de entrada de e-mails às 23h59 do dia 31 de dezembro.

Vamos fazer diferente no ano que vem?

Quando falamos sobre organização, não estou falando sobre você ter suas pastas com etiquetas e uma agenda colorida. Estou falando sobre a construção diária que é mudar alguns hábitos que fazem com que sua vida, como um todo, se torne mais fácil para você. Isso não acontece antes de sair de férias, ao fazer resoluções de ano novo ou ao comprar uma agenda nova. Tudo isso faz parte de um conjunto de ações que precisam fazer sentido para você. Se você nunca usou uma agenda, o simples ato de comprar uma nova não será o suficiente.

Eu estou bastante envolvida com esse assunto porque 1) vivo isso, claro, mas 2) estou desenvolvendo com muito carinho o curso Organize-se em 2016, pensando: se eu fizesse esse curso, o que gostaria de sair dele sabendo? E essa mudança de perspectiva com relação ao que a própria organização é é essencial. Por isso que o trabalho com posts diários em um blog, cursos, serviços diversos, é um conjunto de iniciativas tão importante – porque, para fazer algo virar um hábito, é um trabalho de formiguinha mesmo.

Quando um livro como “A mágica da arrumação” (leia a resenha aqui) da Marie Kondo faz tanto sucesso por aqui e no mundo, a gente até entende o por quê. Primeiro, porque cada vez mais as pessoas estão precisando assumir que precisam colocar um pouco de ordem na sua vida. Segundo, porque o livro dela provoca o leitor na raiz do problema, que é o acúmulo de tralha. Não dá nem pra pensar em organizar nada na vida, na casa, no trabalho, sem se desfazer do que for tralha. É o primeiro passo, o mais básico.

Também é por isso que, naturalmente, muita gente gosta de fazer aquela tradicional “faxina de final de ano”, limpando a casa inteira, doando roupas, brinquedos. Isso tudo é muito bom, mas não dá para ser uma ação pontual. Precisa ser um exercício de todos os dias. Embalagens, papéis e outros tipos de tralhas nunca param de chegar na nossa casa. Sua responsabilidade sobre isso é tão importante e deve ser tão constante quanto limpar o banheiro ou lavar roupa. Não é chato, é necessário. Faz com que sua casa vá se tornando, cada vez mais, seu espaço sagrado e o da sua família.

O mesmo vale para a sua mesa de trabalho, seus papéis, seus projetos, suas atividades no dia a dia. Você já tentou fazer o exercício de analisar o que está presente hoje na sua vida e se perguntar: dá para tirar algo daqui? Frequentemente nós nos envolvemos em atividades sem sentido ou que aceitamos por dificuldades em dizer “não”. Tudo isso faz parte do trabalho de organização que eu proponho com o blog, com os cursos, com os livros.

Hoje pode ser o seu último dia de trabalho antes das férias coletivas, mas você quer passar por esse mesmo tempo de rush no ano que vem também? E depois e depois? A motivação precisa vir de você.

Thais Godinho
18/12/2015
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