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Acho que nessa época do ano todo mundo fica mais ligado em dinheiro porque recebe o décimo terceiro, está se planejando para o Ano Novo e tem também uma época de grande consumo, que é o Natal. É inevitável ver a reação da maioria das crianças com o “compra compra compra” para os presentes de Natal, então como podemos ensinar aos nossos filhos a não serem consumistas? É uma construção, claro, mas aqui vão algumas dicas para ajudar nesse processo:

  1. Para começar, dê o exemplo. De nada adianta falar para o filho que não pode gastar com um brinquedo se você vive fazendo compras ou volta do shopping cheio(a) de sacolas. Mais do que dar o exemplo, é ser coerente com o que ensina. Nada de hipocrisia dentro de casa!
  2. Seja sempre sincero(a) com seus filhos. Não tem nada de mais dizer “mamãe não tem dinheiro agora” ou “não vale a pena pagar tão caro por isso” ou até mesmo “estamos guardando dinheiro para viajarmos juntos”. Você pode ir além com “papai não pode gastar porque precisa pagar algumas dívidas” ou “não precisamos disso, melhor não gastar esse dinheiro”. As crianças entendem mais do que você imagina.
  3. Peça ajuda nas compras do mercado. Façam uma lista juntos. Peça ao seu filho para ajudar a verificar o que falta em casa e anotar na lista. Façam compras juntos e ensine-o a comparar os preços, ver o tamanho das embalagens etc. Faça das compras um jogo para eles, explicando as regras.
  4. A partir dos 6 anos (ano de entrada no Ensino Fundamental e aprendizado de conceitos básicos de matemática), comece a dar mesada. Nessa idade, separe a mesada do dinheiro usado na cantina escolar. Vale a pena dar 1 real por idade da criança por semana. Ou seja, uma criança de 6 anos ganharia 36 reais de mesada por mês, o que acaba sendo suficiente para comprar balões no shopping, um brinquedo mais barato ou guardar para comprar algo mais caro depois. A partir dos 11 anos, você pode dar a “mesada” por semana. Ensine seu filho que, para o dinheiro durar todo o mês, ele precisa aprender a distribuir os gastos. E, se quiser algo mais caro, precisa guardar uma parte.
  5. Doe brinquedos, livros e roupas e envolva seus filhos nesse processo. É importante ensinar que outras pessoas precisam mais do que nós e que somos privilegiados pela abundância. Assim, eles podem aprender o valor das coisas e a fazer compras conscientes mais tarde – produtos de qualidade que durarão mais e a comprar aquilo que realmente querem ou precisam.

E você, como costuma ensinar seus filhos a não consumirem nem quererem consumir? Poste nos comentários.

Thais Godinho
08/12/2015
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  1. Aline 08/12/2015

    Adorei o post Thais. Ainda não tenho filhos mas leio bastante sobre educação financeira, pois eu não tive nenhuma, e isso me trouxe prejuízos em certo momento da vida adulta. Equilíbrio é sempre a chave do sucesso.

  2. Cris 08/12/2015

    Lindoooo Thais!!! Estamos nesse plano para tentar sermos seres humanos melhores, nada mais justo e ideal que preparemos os nossos filhos para serem multiplicadores do bem…mas é claro, tendo em vista que temos que também dar o exemplo. Por isso acredito que quando nos tornamos “pais” somos agraciados para um aprendizado muito maior <3

  3. Daniella Fernanda 08/12/2015

    Eu na verdade tenho que aprender a não ser consumista primeiro. Tendo q dar o exemplo ao meu filho talvez seja mais fácil.
    Thais, finalmente estou começando a aplicar o GTD a minha vida e estou amando.
    Tive vontade depois do tutorial sobre as fases do GTD q vc fez. Estou na fase de ler o livro do David Allen agora. Estou adorando a experiência. Obrigada por tudo!

    • Thais Godinho respondeu Daniella Fernanda 09/12/2015

      Eu que agradeço. 🙂

  4. Michelle 09/12/2015

    Adorei o post, minha filha tem 1 ano e 4 meses e meu marido ja veio me perguntar o que vamos comprar de natal pra ela. Falei que nada, ela nem entende ainda e minha idéia é ensinar valores… então vamos ver onde vai dar…

  5. Thais 09/12/2015

    Eu não tenho filhos, mas… Já fui criança, rs. E já fui criança com uma mãe super econômica convivendo com outras crianças que tinham o que eu não tinha (mochilas, estojos, canetinhas mais caras, bijuterias e maquiagens aos montes, etc.) e que me julgavam pelo q eu não tinha. É mto difícil lidar com essa rejeição, pq vc sente que a rejeição acontece pq vc tem alguma coisa errada, e não pq os outros têm uma ideia errada sobre a vida (nornalmente herdada dos pais). Os pais que têm essa consciência dos males do consumismo precisam ser mto firmes e criativos pra ajudar os filhos a enfrentar as consequências sociais de não comprar. Precisam dar instrumentos para que as crianças entendam essa opção e a enxerguem como uma possibilidade de escolha pessoal delas mesmas, e não apenas como algo imposto.

  6. Fabiana 10/12/2015

    Eu tenho dois filhos, de 4 e 5 anos. Periodicamente, separo as coisas deles (roupas, brinquedos e sapatos) para doação e os envolvo. Explico justamente isso q vc colocou no post e falo das pessoas q não são tão favorecidas. Ensino o desapego e a caridade. Outra coisa q sempre pratiquei foi não viciá-los em shoppings… Atualmente, moramos em uma capital grande onde tem vários shoppings, mas invento vários programas extra shoopings e eles amam!

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