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Viver uma vida mais simples não é tão difícil. Trouxe neste post algumas atividades que faço aqui no meu dia a dia que ajudam a manter minha casa limpa e arrumada sem muito esforço, apenas seguindo o fluxo da nossa vivência dentro de casa.

Eu acredito que sejam mais hábitos que atividades pontuais:

  • Não deixar a louça acumular. Quero dizer: sujou, lavou. Quando faço comida, preparo tudo antes (pico os legumes, separo as carnes e os ingredientes). À medida que vou cozinhando, vou lavando o potinho ou prato que foi liberado. Não vou mais usar a faca, lavo. Quando termino de cozinhar, não tem absolutamente nada para lavar que não seja a própria panela com a comida feita. Quando terminamos de comer, já lavamos pratos, garfos e talheres. A FLY Lady fala tanto sobre a gente não ir dormir sem deixar a pia brilhando, como se fosse um momento ritualístico que a gente precisasse parar a vida para ir lá limpar a pia (sozinha). Aqui em casa é algo que acontece à medida que a vida acontece. Meu marido lava, eu lavo. Um aproveita para limpar a pia – o outro aproveita para limpar o escorredor. Não é um evento. Faz parte do nosso dia a dia.
  • Limpar o banheiro levemente. Aqui em casa não existe “dia a da faxina”. Eu acho legal limpar todos os dias um pouco, sob demanda, sem deixar a sujeira se acumular e sem fazer com que qualquer um perca um tempão limpando. Para mim é natural dar uma geral na pia toda vez que vou lavar as mãos ou escovar os dentes, ou dar uma esfregada no box quando vou tomar banho. Não faço isso sempre, mas faz parte da minha vida, sabe?
  • Fazer a “dança dos cômodos”. Eu adoro esse negócio! Funciona da seguinte forma: vai sair de um cômodo? Dê uma olhada para ver se algo não pertence a ele e você pode levar esse objeto para o cômodo certo. E eu fico chocada como sempre tem alguma coisa, haha. Uma peça de roupa, uma embalagem vazia, um livro, qualquer coisa. E é claro que, se deixar, você nunca sai desse fluxo e fica arrumando as coisas, indo para lá e para cá. Essa definitivamente não é a ideia. A ideia é justamente aproveitar quando se vai de um lugar para o outro. Quem tem escadas em casa pode se beneficiar muuuito dessa prática aproveitando quando sobe e quando desce, em vez de ter que fazer isso de propósito apenas para guardar as coisas. Ter esse hábito tão enraizado tem sido fundamental aqui nesses dias que estou de repouso e não posso levantar e fazer muito esforço (leia aqui: 40 dias). É um hábito tão simples e mantém a casa arrumada facilmente.
  • Passear pela casa com a famosa “sacolinha”. Antes eu fazia isso todos os dias – agora faço ocasionalmente, quando me dá vontade. Mas é basicamente pegar uma sacolinha e sair pela casa recolhendo o que for lixo. É muito comum termos papéis, folhetos de delivery, recibos, embalagens vazias de shampoo, cosméticos vencidos e tantas outras coisas que viraram lixo e nem percebemos. Não tem uma vez que eu faça isso que a sacolinha não saia cheia. Esse processo é fundamental para destralhar a casa e manter as coisas organizadas, porque não é possível organizar tralha. Se você fizer isso sempre, nunca precisará fazer um destralhamento radical.
  • Passar aspirador. Eu tenho um aspirador bastante prático que é um modelo que ganhei da Electrolux anos atrás, que parece uma vassoura. A bateria já não dura tão bem como no começo, mas dá para passear com ele pela casa e tirar cabelos, pelo de cachorro e outras poeirinhas. Tenho um aspirador mais completo que uso quando estou inspirada mas, para o dia a dia, ele funciona bem. Meu marido gosta de passar pano úmido no chão uma ou duas vezes por semana e, não tendo pó, facilita bastante o trabalho. Pode parecer um exagero usar muito aspirador, mas aqui em casa entra bastante poeira e, depois que eu tive problemas respiratórios, o cuidado foi redobrado. Nós temos cachorro também, então achamos fundamental e um grande fator que mantém a casa limpa.
  • Ter uma caixa de entrada para centralizar os papéis. Pode parecer muito “GTD user” esse item, mas o fato de ter uma bandeja onde centralizamos absolutamente todos os papéis que chegam da rua, todos os dias, facilita em muitos sentidos. Quando fiquei internada e não estava em casa podendo processar o que estava ali dentro, sempre que meu marido precisava de algo, ele sabia que estava ali. A coisa toda flui de maneira tão natural que eu realmente não sei como viver de outra forma procurando papéis por toda a casa. É algo que considero o básico do básico.

Todas essas medidas acima incluem atividades que consideramos simples e básicas no geral, como arrumar roupas, arrumar a cama, guardar a louça etc. Elas não citam especificamente, mas captam a ideia geral do que fazemos aqui em casa e que nos ajuda a ter um ambiente doméstico sempre limpo e arrumado.

Sou a favor de uma vida livre de obrigações com relação à casa. Penso que a casa seja nosso santuário – o lugar onde curtimos ficar, descansamos, convivemos com as pessoas que gostamos. Não é para ser um fardo, uma obrigação. Temos que ter uma relação mais leve com o lugar onde moramos, aproveitando melhor a experiência de viver ali, o que inclui, claro, cuidar desse lugar. Mas sem separar momentos de lazer dos momentos “tenho que fazer”. São todos partes de uma mesma coisa.

Thais Godinho
28/11/2015
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