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Alguns de vocês têm comentado nos posts que eu não deveria estar escrevendo no blog para poder ficar em repouso (veja aqui: 40 dias), mas eu gostaria de dizer que escrever é a atividade mais relaxante que existe para mim (além de ler, é claro). Me sentir inspirada e com vontade de escrever é o que me mantém viva enquanto não posso sair de casa (quiçá da cama), então vejam cada post novo como uma coisa boa. 🙂 Estou descansando, mas escrever faz parte de mim e não me dá trabalho algum – é algo que faço realmente por inspiração, por curtir.

Muitos posts também já estavam pré-escritos antes de serem publicados. Há posts que levam bastante tempo para serem escritos e eu levo semanas até que estejam prontos, então a publicação em si é apenas uma etapa muito pequena do processo que já vem de tempos atrás.

Outra coisa é que estou buscando escrever posts mais curtos e leves, o que acaba sendo um reflexo da vida que estou tendo no momento.

Tudo em um blog são fases, e esta é a fase atual. 🙂

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Uma das coisas que estão acontecendo na minha vida pós-internação é a vontade de simplificar tudo. Assim como em 2008 eu tive a minha primeira fase de destralhamento, quando me desfiz de 80% das coisas que eu tinha em busca de uma vida mais simples, esse sentimento parece ter voltado, mas com mais maturidade.

Já não olho a minha estante de livros da mesma maneira. Quero ter poucas coisas, desapegar mesmo. E olha que eu tenho uma relação ok com os meus objetos – não sou fã de radicalismos. Eu simplesmente “troquei as lentes”. Acho que esse termo resume bem quando uma pessoa encontra a motivação que precisava para mudar qualquer tipo de hábito ou atitude na vida.

Da mesma maneira como acontece no ambiente físico, isso se aplica mentalmente. Eu sou aquela pessoa que sempre tem muitas ideias e a pressão interna pode ser um problema, porque quero fazer tudo, agradar a todos e ser uma pessoa melhor sempre. Foi justamente por ser uma pessoa assim que um dia eu comecei a praticar meditação – para acalmar a mente. Mesmo não me considerando uma pessoa ansiosa (felizmente não sou mesmo), eu me cobro muito, e estou tentando me desvencilhar disso.

Acho legal poder me abrir assim com vocês e faço isso sem medo porque penso que tudo faz parte da construção de quem somos e de se levar uma vida organizada (de acordo com o que eu acredito que a organização pessoal represente na vida de cada um).

Tudo o que nós fazemos é resultado de todo um processo que se constrói a cada dia e é resultado de um pensamento, de um livro que lemos, de uma frase que ouvimos. Essas experiências se acumulam e vão nos ajudando a entender como somos e o que queremos (e o que não queremos) para nós.

Quando se fala em minimalismo, muitas pessoas pensam que se trata de cortar tudo da vida e viver somente com o necessário. Mas, em primeiro lugar, o que significa “ser necessário”? Ser útil? Ser bonito? Ser gostoso? Ser legal? Ser confortável? O necessário de cada um é diferente. Eu acho que um bom parâmetro é pensar no necessário para ser feliz, porque isso engloba muitas coisas, do útil ao agradável. Falamos da casa, da comida, do trabalho, dos relacionamentos. Ser minimalista, ao meu ver, é ter esse modo de vida constante de buscar manter sempre somente aquilo necessário para ser feliz, deixando o resto de lado. E é isso o que eu estou fazendo nesse momento – aceitando essa condição e buscando aplicar no presente com tantas coisas que estão acontecendo.

No final, tudo se trata de uma boa faxina, mas quem dera ser tão simples quanto pegar uma vassoura e varrer tudo para fora de casa.

Ao mesmo tempo, será que não é?

Thais Godinho
04/11/2015
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